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Fortaleza, CE - segunda-feira, 31 de maio de 2005 |
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| CEDIP - CENTRO DE CONHECIMENTO, EDITORAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O ESTADO |
30 de maio de 2005 |
| FRENTE EMPRESARIAL | |
| Frente Empresarial será lançada hoje em Fortaleza | |
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Será lançada hoje, a Frente Empresarial pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empreas, em solenidade no Centro de Negócios do Sebrae-CE, a partir das 9 horas. A Frente reúne 17 instituições de atuação em âmbito nacional, como CNI, CNT, Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e Sebrae. No Ceará, participam a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), CIC, Associação Comercial, Federação da Agricultura (Faec), Fecomércio, Facic, CDL de Fortaleza, Fecempe e Ampefort.
Essa é uma etapa de mobilização empresarial, logo após um projeto-de-lei será encaminhado, em junho, ao Congresso Nacional. A expectativa dos empresários é de que a proposta seja aprovada ainda este ano. Os organizadores do evento anunciam que a Frente Empresarial vai ajudar a pequena empresa a ajudar o Brasil. Para quem o crescimento econômico experimentado pelo país é auspicioso e vale por si mesmo. Entretanto, esse crescimento valerá muito mais se também for socialmente justo, se criar um ciclo virtuoso que nos permita enfrentar de verdade dois dos nossos maiores desafios: o do emprego e o da distribuição de renda. Nesse sentido, o manifesto lançado nacionalmente diz ser fundamental aumentar a participação da micro e pequenas empresas na riqueza nacional. Hoje, embora represente 99% do número de empresas existentes e mais de 90% da criação líquida de empregos no país, as MPEs só representam um quinto do Produto Interno Bruto(PIB) nacional, enquanto em países desenvolvidos de melhor distribuição de renda as MPEs chegam a representar até metade da riqueza produzida. O manifesto ressalta, ainda, a necessidade de aprovação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, uma vez que esse segmento, interagindo com a grande empresa, é que produz e distribui efetivamente desenvolvimento social, gerando renda, ampliando emprego e democratizando as oportunidades numa economia de mercado. A Frente foi lançada nacionalmente este ano pelas Confederações Nacionais da Indústria (CNI), do Comércio (CNC), da Agricultura (CNA), dos Transportes (CNT), das Instituições Financeiras (Cnif) e das Associações Comerciais do Brasil (CNACB), através da divulgação de um manifesto. | |
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| O ESTADO |
30 de maio de 2005 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS | |
| Cariri sedia encontro de negócios | |
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Juazeiro do Norte vai sediar, de 8 a 10 de junho, o I encontro Internacional de Negócios do Cariri. Promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Sebrae, Facic, Fecomércio, Fecempe e Faec, o evento será realizado no Palácio da Microempresa, com estimativa inicial de que participem 95 expositores de 10 países. A intenção é abrir novos mercados para micro e pequenas empresas do Cariri, além de promover o intercâmbio de tecnologias e incrementar o turismo da região.
O encontro prevê a realização de rodadas de negócios, com a presença de 60 empresas caririenses e 35 representantes de empresas internacionais, interessados em comprar de confecção, artesanato e calçado, a folheados a ouro. Os compradores já confirmados são de Cabo Verde, Chile, Costa Rica, Guiana Francesa, Honduras, Panamá, Portugal, Venezuela e Senegal. A expectativa é que, ao final do encontro, sejam gerados negócios em torno de UR$ 5 milhões. | |
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| O POVO |
30 de maio de 2005 |
| LEI GERAL DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS | |
| Frente Empresarial pela Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas | |
Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas
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| TOPO | |
| O ESTADO |
30 de maio de 2005 |
| ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL DE FORTALEZA | |
| Economia - Esperando | |
| Os empresários cearenses estão apostando que no segundo semestre do ano apareça algum plano da administração municipal para apoiar o desenvolvimento econômico de Fortaleza. A expectativa é de diretores da Fiec e Fecomércio. Alguns acham que após a "administração dos 100 dias", a cidade voltou a ser a cidade do Juraci. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| DESTAQUES | |
| Destaque Agropecuário 2004 | |
VENHA CONHECER OS MELHORES DA AGRICULTURA E DA PECUÁRIA DO CEARÁ - 2004
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| FRENTE EMPRESARIAL | |
| Frente Empresarial | |
Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| PEQUENA EMPRESA | |
| Sebrae mobiliza empresários em prol da Lei Geral do setor | |
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Líderes empresariais, políticos e empreendedores de micro e pequenas empresas estarão reunidos hoje, no Centro de Negócios do Sebrae, para lançamento da Frente Empresarial pela lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no Ceará. O Sebrae-CE espera reunir cerca de mil pessoas, contando com a participação do presidente nacional da entidade, Paulo Okamotto.
O evento será voltado para empresários de micro e pequenas empresas, representantes de entidades ligadas ao segmento de pequenos negócios e da sociedade civil organizada. O objetivo é divulgar o conteúdo da proposta de lei do setor. A Frente Empresarial quer conquistar a aprovação da proposta ainda este ano. O movimento vai reunir no Estado 17 instituições, entre elas o Centro Industrial do Ceará (CIC), Sistema Fecomércio, as federação da Agricultura (Faec) e Indústria (Fiec) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), entre outros. | |
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| AGÊNCIA CNI |
30 de maio de 2005 |
| CONCURSO "CEARÁ EM MOMENTO ÍNTIMO" | |
| Alunos do SENAI-CE classificados em concurso de moda | |
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Fortaleza – Ana Maria Ribeiro Matos, Cristiane Gomes da Silva e Francisco Harold de Freitas, alunos do curso técnico do vestuário do Centro de Formação Profissional Ana Amélia Bezerra de Menezes e Souza, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Ceará (SENAI-CE), classificaram-se no concurso "Ceará em Momento Íntimo".
O concurso, que está em sua segunda edição, é uma promoção do 2º Salão de Moda Íntima, que será realizado de 7 a 10 de junho em Fortaleza. Na primeira etapa, 55 alunos de cursos e faculdades de moda de Fortaleza concorrem a dez vagas para a etapa final, que será em 10 de junho. Os prêmios são de R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil para os três primeiros colocados. | |
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| O GLOBO |
30 de maio de 2005 |
| GOVERNO LULA | |
| Dinheiro retido pelo governo emperra obras | |
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BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou 2005 em sintonia com o calendário da reeleição. Prometeu um ano de realizações, especialmente na área de infra-estrutura, sonhando viajar pelo país e inaugurar grandes obras que marcassem sua presidência. O problema de Lula é que o dinheiro simplesmente não sai do cofre, devido à austeridade da política fiscal, e o presidente pode perder o discurso de candidato empreendedor no palanque de 2006.
A lei orçamentária mostra que dos R$ 21 bilhões aprovados pelo Congresso para investimentos, um terço foi reservado para grandes obras. As principais delas, como transposição do Rio São Francisco e Ferrovia Transnordestina, receberam muito pouco até agora. Levantamento feito pela assessoria técnica do PSDB no Siafi, sistema que monitora os gastos federais, informa que, até agora, o governo só autorizou, no total, gastos de R$ 2 bilhões. Governo reteve R$ 8,6 milhões dos recursos A realidade é ainda mais dura para os planos presidenciais, porque o governo reteve R$ 8,6 bilhões dos recursos de investimento. O PT, partido do presidente, começa a se preocupar com os números pífios de um ano que seria o grande salto do governo. — O desembolso é pequeno frente ao que foi projetado. O governo precisa soltar as amarras e dar prioridade à infra-estrutura, para dar competitividade à produção nacional — inquieta-se o líder do PT, senador Delcídio Amaral (MS). O estudo dos tucanos verificou a execução do orçamento para investimentos de maior vulto, com dotação superior a R$ 30 milhões por obra ou projeto. Somam R$ 7,5 bilhões mas apenas 0,51% desse valor foi pago (R$ 38,7 milhões) até agora. O gasto autorizado (empenhado) foi de R$ 1 bilhão. Para a oposição, os dados do orçamento são prova da gestão ineficiente do PT. O líder do PSDB, deputado Alberto Goldman (SP), lembra que em 2004 sobraram R$ 6 bilhões em caixa, apesar do alto superávit nas contas do país. É dinheiro, calcula Goldman, ex-ministro dos Transportes, para deixar em ordem pelo menos 20 mil quilômetros de estradas, ou 40% da malha rodoviária federal. Segundo o deputado, o cronograma mostra que Lula chegará aos palanques do ano que vem sem a chance de exibir os resultados prometidos. — Lula leva para a campanha de 2006 a única coisa que tem levado ao país: saliva, blablablá. Mas certamente vai dar informações falsas, como dizer que o nível de emprego aumenta, enquanto os índices da produção industrial estão em queda — ataca o tucano. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), completa: — Para a reeleição Lula leva a demagogia, o marketing, um passado bonito. É um competidor, mas longe do favoritismo que os institutos apregoam. A liberação de recursos é lenta. A integração das bacias do Rio São Francisco, por exemplo, espécie de xodó do presidente, tem custo total de R$ 4,5 bilhões. Para este ano, o governo previu R$ 519 milhões e empenhou R$ 14 milhões. O projeto sofre pressões políticas de governadores como os da Bahia e de Minas Gerais. Além disso, entidades ambientais contestam sua viabilidade com ações judiciais. Lula precisa fechar parcerias para viabilizar obras Grandes obras como as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul são anunciadas pelo presidente em discursos como marcos do governo. Mas dependem da formação de parcerias público-privadas, as PPPs, uma engenharia jurídica e técnica delicada, de difícil execução. Mas até o governo admite que só mesmo reeleito Lula assinará uma PPP, ou seja, na campanha presidencial, as parcerias ainda serão apenas promessas. A construção de um trecho da BR-163, no Pará, não recebeu um tostão dos R$ 10,7 milhões previstos no orçamento deste ano. A ferrovia Transnordestina, em Pernambuco, citadíssima pelo presidente, tem R$ 3,9 milhões no orçamento e é uma das apostas para PPP. Foram empenhados parcos R$ 300 mil. Outra obra sempre tratada como prioridade, a ferrovia Norte-Sul, tem desempenho melhor: dos R$ 75 milhões orçados, o governo autorizou o gasto de R$ 40 milhões. Mas só pagou R$ 2,2 milhões até agora. No Ministério das Cidades, os investimentos superiores a R$ 30 milhões ainda aguardam a assinatura dos empenhos. Obras de infra-estrutura urbana em municípios com mais de 100 mil habitantes na Bahia, em Minas e em São Paulo não tiveram um centavo liberado. O programa de de habitações populares, estimado em R$ 33 milhões, também está parado , de acordo com os dados do PSDB pesquisados no Siafi. Na área de transportes, os R$ 3 bilhões estimados para construção e reparos em rodovias demoram a sair do papel: foram liberados R$ 582 milhões. Presidente segue fazendo promessas e traçando planos Mesmo com tanta penúria, Lula faz planos e anuncia sua presença em inaugurações. Ele disse ao governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), um cobiçado aliado para 2006, que estará em Pernambuco em julho. Quer anunciar, ao lado do presidente Hugo Chávez, a construção de uma refinaria pela Petrobras e pela estatal venezuelana PDVSA. Animado, o presidente fez mais promessas. Afirmou que a refinaria é só parte de uma série de ações para o Nordeste, como a ligação da ferrovia Transnordestina com o porto de Pecém, no Ceará, e a implantação de várias unidades de Biodiesel na região. Mas Lula ouviu queixas: Jarbas pediu mais a liberação dos recursos para o porto de Suape.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| IRRIGAÇÃO | |
| Cariri busca tecnologia no Vale do S. Francisco | |
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O grupo de empresários, políticos, agricultores e técnicos que visitou os projetos de irrigação do Vale do São Francisco, em Juazeiro da Bahia e Petrolina, voltou ao Cariri entusiasmado com o processo de desenvolvimento das duas cidades, mas com os pés no chão. De acordo com a avaliação do grupo, o Cariri ainda está muito aquém, em termos de tecnologia e dimensão dos projetos de irrigação instalados no Vale do São Francisco e deve importar esse conhecimento. Enquanto em Petrolina e Juazeiro da Bahia funcionam 120 mil hectares de projetos irrigados, o Cariri possui menos de três mil hectares de irrigação.
Manga, mamão papaia, uva, coco e - incrível - vinho de qualidade não são exatamente produtos normalmente associados ao sertão nordestino. Mas, numa região com três mil horas de insolação por ano e temperaturas médias entre 26 e 30 graus, o solo seco, mas fértil, se irrigado, pode produzir surpresas. É o que está ocorrendo no Vale do São Francisco, o mistério da transformação. Com a aplicação de tecnologia adequada, é possível obter ali duas colheitas e meia por ano de frutas de alta qualidade e rendimento acima da média: 90 toneladas por hectare, em canaviais irrigados e ganhar um concurso internacional, na Itália, com vinho produzido na região. O chamado Mercado do Produtor de Juazeiro da Bahia funciona como vitrine dos projetos de irrigação. Considerado como o maior entreposto frutícola do interior do País, a Central de Abastecimento da Bahia (Ceasa) comercializa 80 toneladas de frutas com um faturamento de R$ 35 milhões por safra. Semanalmente, o mercado é freqüentado por uma população de, aproximadamente, 35 mil pessoas e 10 mil veículos. São comercializados 66 itens, 44 dos quais, produzidos na região do São Francisco e destinados exclusivamente para o mercado interno. São mais de mil comerciantes, que oferecem 1500 empregos diretos e cerca de seis mil empregos indiretos. Os números foram apresentados pelo gerente do setor de operações do mercado, Luiz Edmundo Benevides. O maior volume de recursos, entretanto, está no mercado externo. Somente com exportações de manga e de uva, a região faturou, em 2003, um total de US$ 127 milhões, quase a totalidade das exportações nacionais das duas frutas — US$ 133 milhões no mesmo ano. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento. Apenas seis anos antes, em 1997, as exportações de manga e de uva do São Francisco somavam apenas US$ 23,3 milhões. Antônio Vicelmo Enviado ao Vale do S. Francisco | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| EXPORTAÇÃO | |
| Ceará exporta para a Europa, EUA e Japão | |
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No segmento dos produtos sem uso de agrotóxicos, estão os que passam pelo processo que retira a água do alimento sem aquecimento, por meio de sublimação, mantendo as características iniciais do produto. Os chamados liofilizados. Nesse ramo, a Agroindustrial de Desidratação de Frutas Ltda (Emaf) é líder no mercado. Entre os alimentos liofilizados oferecidos pela empresa, estão os que vão direto para o consumidor como a banana e o abacaxi.
Além destes, os que são vendidos em embalagens de cinco quilos para empresas fabricantes de sopas e temperos: carne bovina e frango (em pedaços ou pó), peixe, milho, ervilha, brócolis, cenoura e couve-flor. De acordo com o empresário Cláudio Roberto Nápravnik, os produtos são iguais aos utilizados pela Agência Especial Americana, a Naza, para os seus astronautas. “A liofilização é o único processo que consegue retirar a água do produto até níveis menores que 1%. E é fácil a reidratação do produto, porque fica extremamente poroso”. A fábrica localizada no Município de Caucaia abastece o mercado de todo o País, principalmente as grandes redes de supermercados e lojas de produtos naturais. No entanto, a maior parte da produção é destinada às exportações. A Emaf comercializa para o Japão, Estados Unidos, França, Alemanha e Itália. Por mês, movimenta US$ 150 mil, entre exportações e venda para o mercado interno. Na primeira quinzena de maio, a empresa embarcou um container para a Europa e recebeu a visita de empresários alemães, que vieram conhecer todo o processo da liofilização. Além disso, a Emaf está expandindo seus negócios, fechando acordo com a Arábia Saudita e China. Para Nápravnik, a liofilização é um mercado em franco desenvolvimento. Tanto que a empresa abrirá uma segunda fábrica ainda este ano. O local ainda não foi definido, mas estudos apontam para Belém do Pará. No Ceará, a Emaf oferece 60 empregos diretos e incrementa a economia de produtores das serras da Ibiapaba e Baturité, de onde compra frutas, como a banana e o abacaxi. “Com isso, garantimos a sustentação de outros empregos indiretos nessas localidades”. Os produtos liofilizados são consumidos, principalmente em locais onde é necessário alimentar bem pessoas por um determinado período de tempo em local adverso, por exemplo, em botes salva vidas dos navios, em aviões de caça, em naves espaciais para abastecer os astronautas, durante treinamento de sobrevivência do Exército. De modo geral, todos podem consumir o produto. Indicado principalmente para atletas, pela grande quantidade de potássio, evitando cãibras e para idosos, no combate a osteoporose. O processo utilizado pela empresa é chamado de Desidratação a Alto Vácuo (DAV), com know-how próprio, desenvolvido pelo engenheiro químico, civil e mecânico Stanislav Nápravník, com doutorado na Faculdade de Praga, na Republica Tcheca. A liofilização, defende Nápravnik, apresenta inúmeras vantagens técnicas sobre as demais formas de secagem, pois não submete o alimento a altas temperaturas. São duas as principais vantagens: a primeira é conservar o produto fora da geladeira por mais de dez anos, sem conservantes desde que esteja em recipiente hermeticamente fechado. A segunda vantagem está na a pessoa ingerir mais nutrientes em menor quantidade de massa de alimento, ou seja, se alimenta melhor com menor quantidade. De acordo com Nápravnik, o processo mantém o sabor, o odor e o aroma dos alimentos, evitando algumas características indesejáveis que podem ocorrer em processos de desidratação à quente, “Como desnaturação protéica, perda de compostos voláteis, formação de camadas duras e impermeáveis, migração de sólidos solúveis para a superfície durante a secagem e dificuldade de reidratação”, explica. Empresa investe para dobrar capacidade de produção A capacidade de produção da Emaf, com relação a banana, é de 400 mil pacotes de 40g por mês, tendo sua durabilidade, em recipiente hermeticamente fechado, em média por 12 anos e independente de climatização. “A empresa tem condições de dobrar sua capacidade de produção no prazo de oito meses, triplicar no prazo de um ano e quadruplicar no prazo de um ano e três meses”, salienta Cláudio Roberto Nápravnik. A Emaf trabalha com fruta sem a adição de açúcar, adoçantes, frituras ou conservantes. “Na verdade é um produto liofilizado não desidratado, como muita gente confunde”, afirma o empresário. A diferença entre os dois modelos consiste em ser a desidratação um processo simples da secagem de um produto através de alta temperatura o que provoca a destruição de quase a totalidade das vitaminas que começam a se deteriorar com 60ºC e as proteínas que se deterioram a partir de 90ºC, permanecendo nesse produto só as fibras e parte dos minerais, como: cálcio, potássio e magnésio. A liofilização é um processo mais moderno e com tecnologia mais sofisticada que primeiro. Congela instantaneamente o produto e depois sublima, isto é, a água que está congelada passa do estado sólido para o vapor direto, à temperatura ambiente, por causa do vácuo que é extremamente alto. Consegue-se retirar do produto somente a água mantendo suas características originais tais como cor, sabor, vitaminas, proteínas e sais minerais. “Como na liofilização nós reduzimos o peso com a retirada da água mantendo quase que a totalidade dos valores protéicos, nós triplicamos esse valores em peso, como é o caso da banana, pois ela possui 75% de água. Por exemplo: se tivermos um copo cheio de água e açúcar e evaporarmos a metade da água, logo ficaremos com o dobro do açúcar”, explica Nápravnik. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| PRODUTOS NATURAIS | |
| Produção de castanha orgânica é pioneira | |
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Em um momento de extrema competitividade, onde o consumidor se torna mais exigente na busca por produtos naturais, a Cascaju Agroindustrial S/A, empresa do Grupo Edson Queiroz (GEQ), partiu na frente e inovou ao se tornar a pioneira no Estado na produção da amêndoa de castanha orgânica. No ano passado, a produção passou dos 2,5 quilos do produto “in natura”.
A cada ano a tendência é de crescimento devido à aposta que vem sendo feita em tecnologia, melhorando a performance do pomar. Além disso, a empresa tem a seu favor o fato de fabricar um produto cuja qualidade é garantida pelo Instituto Biodinâmico (IBD), entidade internacional que confere o Selo Verde para a agricultura orgânica. Criada em 1968, a Cascaju adotou o orgânico em 1994. O pioneirismo é também nacional, já que a empresa foi uma das primeiras no Brasil a receber o certificado. O que comprova, diz o gerente da Agropecuária do GEQ, Henrique Jorge Braga, o sucesso do trabalho criterioso que vem sendo realizado nas fazendas de Icapuí e Cascavel Nos dois municípios estão as fazendas Retiro Grande e Boa Esperança, certificadas pelo IBD devido ao seu padrão de plantio e manejo do cajueiro sem adubo químico ou agrotóxico. De acordo com Braga, além de garantir a qualidade do produto, o Selo Verde agrega valor ao produto e à propriedade. Isso porque, a agricultura orgânica objetiva o equilíbrio da propriedade como um todo, envolvendo até as pessoas participantes do processo como os proprietários e o consumidor final. Braga salienta ainda que toda a produção da castanha orgânica “in natura” é beneficiada na unidade industrial da empresa, no Município de Cascavel. Sendo que cerca de 80% dessa produção são destinados ao mercado europeu e americano. Os 20% restantes ficam no Brasil. Nas duas fazendas, as plantações do cajueiro anão precoce e do nativo são consorciados com a apicultura, onde o mel “Esperança”, produzido no pomar das duas unidades, foi certificado pelo IBD. Há cerca de quatro décadas, a Cascaju, fundada há 37 anos, vem atuando no beneficiamento da castanha de caju no Estado. Situada no Município de Cascavel, a empresa tem colocado o Grupo Edson Queiroz como um dos maiores beneficiadores e exportadores de castanha no Brasil, gerando 1.500 empregos diretos na cidade, onde vive uma população de 47 mil pessoas. A empresa possui área total de 130 mil metros quadrados, e 50 metros quadrados de área construída. Para se manter num alto patamar de qualidade e produção, a Cascaju vem realizando investimentos para otimização dos serviços, ampliação de máquinas selecionadoras e para o desenvolvimento de novos produtos. Com o objetivo de agradar ao seu exigente público, a empresa oferece o produto em embalagens de vidro e alumínio em tamanhos de 15g a 250g. Além disso, a Cascaju trabalha com mais de 40 tipos diferentes de castanha, disponíveis desde “inteira especial grande” até a “farinha de castanha” destinada a um público também diversificado. São grandes fabricantes de chocolates, consumidores cearenses, e dos mercados europeu e americano. As castanhas são obtidas de plantações em 12 mil hectares nas fazendas dos municípios cearenses de Cascavel, Icapuí, Aracati e Russas. Sendo que as duas primeiras utilizam o manejo orgânico para a produção. Para atingir excelência na qualidade, as castanhas são cuidadosamente controladas desde o recebimento da fábrica até a embalagem final. O sistema de corte é automatizado, e os procedimentos de seleção rigorosos, envolvendo processos tanto automáticos quanto manuais.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| ALIMENTOS ORGÂNICOS | |
| Mercado de orgânicos cresce 20% ao ano | |
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A produção de alimentos orgânicos registra um crescimento anual em torno de 20%. No Brasil, os maiores produtores estão nas regiões Sul e Sudeste. Mas o Ceará acompanha esta tendência de expansão do agronegócio. Mesmo não existindo ainda estatísticas oficiais sobre o setor, alguns agricultores cearenses adotam o manejo livre e adubos químicos e agrotóxicos. A produção no Estado está diversificada entre mini, pequenos, médios e grandes produtores. Alimentos como melão, castanha e café já têm certificação ambiental.
Os orgânicos, produtos cultivados sem o uso de adubos químicos e agrotóxicos, predominavam na agricultura dos países antes da II Guerra Mundial. Agora, vêm retomando lugar de destaque nos mercados, se fortalecendo nas últimas décadas, com aumentos de produção e consumo. Hoje, a agricultura orgânica está em 100 países de todos os continentes, inclusive no Brasil. No Ceará, mesmo não existindo ainda estatísticas oficiais sobre o setor, alguns produtores adotam o modelo orgânico. Atualmente, o segmento apresenta grande potencial de crescimento. De acordo com a pesquisadora do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Maria do Carmo S. G. Coelho, apesar do reduzido incentivo de políticas públicas, o setor experimenta um crescimento anual em torno de 20%. E a estimativa é de expansão no médio prazo. Para que isso aconteça, ela defende, entretanto, ser necessária uma maior sensibilização da população em relação às qualidades biológicas e nutritivas dos produtos orgânicos, bem como a criação de incentivos governamentais. Caso isso aconteça, aumenta a possibilidade da produção brasileira chegar ao patamar de crescimento verificado nos países europeus — 30% ao ano. Hoje, o Brasil já ocupa o segundo lugar no ranking mundial em área plantada, considerando o extrativismo sustentável de 6,5 milhões de hectares da Região Amazônica. Sem ele, o País fica em 34º lugar. Os estados com maior número de produtores estão nas regiões Sudeste e Sul. Só o Paraná por exemplo, situado na Região Sul, possui 4.500 produtores. São Paulo, da Região Sudeste, possui 1.000. Juntos, os dois estados concentram mais produtores do que os 5.280 espalhados pelo restante do País. No Ceará, acrescenta Maria do Carmo, a produção está diversificada entre mini, pequenos, médios e grandes produtores. Embora, na maioria dos casos, os pequenos produtores não possuam ainda a certificação, já existem produtos certificados no Estado, como o café, o melão e a castanha, por exemplo. A técnica do BNB/Etene, aliás, considera errôneo pensar que o fato do Ceará estar inserido no Semi-Árido nordestino seja impeditivo para o desenvolvimento desse modo de produção. “Solo e clima não são o problema”, reforça ela. Isso porque, independente da região onde está sendo implementado o orgânico, o solo é trabalhado antes da plantação, por ser a base desse tipo de cultura, servindo como fonte de nutrição. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| ASSOCIATIVISMO | |
| Associativismo consolida sistema sustentável no CE | |
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No Ceará, o associativismo prova ser viável a organização de um sistema de produção e consumo sustentáveis. As experiências das Associações para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica (Adao) e dos Produtores Orgânicos da Ibiapaba (Apoi) resultam em êxito, tanto para produtores, como para consumidores. A Adao mantém 12 produtores orgânicos e 450 famílias consumidoras. Já na Apoi são dez sócios que fornecem verduras orgânicas para as lojas do Grupo Pão de Açúcar.
As hortaliças e frutas estão entre os principais alimentos orgânicos produzidos no Brasil. Primeiro é a soja que ganha com 31%, depois, as hortaliças (27%) e café (25%). A maior área plantada é com frutas (26%), depois cana (23%) e palmito (18%). No Ceará, as hortaliças estão na frente, sendo produzidas por entidades pioneiras na implementação do orgânico no Estado. Na verdade, se a agricultura orgânica começou a despontar no Brasil após a realização da ECO-92, no Rio de Janeiro, o início do fortalecimento desse mercado no Estado veio cinco anos depois com a criação da Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica (Adao). Idealizada pelo engenheiro agrônomo, Richard Bryan Charity, a entidade começou inovando. Além de apostar no orgânico, iniciou a produção já com público certo. A primeira plantação, conforme ressalta a gerente da Associação, Sandra Sousa, foi financiada pelos sócios, através do pagamento da taxa de adesão. Na época, 1997, havia apenas um produtor para atender às necessidades das 23 famílias associadas. Ele utilizou o recurso para iniciar o plantio. Três meses depois, os consumidores receberam suas primeiras cestas. Desde então, a Adao vem funcionando como elo entre produtores e consumidores, conseguindo resultados positivos. Atualmente, a entidade possui 12 produtores para atender a um média de 450 famílias consumidoras. Para tanto, observa Sandra, foram necessários muita persistência e trabalho. No começo foi difícil, admite ela. No primeiro ano, por exemplo, Charity deu orientação técnica e os novos produtores tiveram os custos de treinamento e dos insumos (fosfato natural, sementes para adubação verde, material para compostagem) cobertos pelo Banco do Nordeste (empréstimo pessoal com o aval da instituição). Oito anos depois, o projeto está solidificado e o crescimento vem se refletindo também na produção. Só para se ter uma idéia, considerando apenas as hortaliças e frutas, sem incluir a pecuária, em 2002, foram 184 toneladas de 55 tipos de produtos, fechando o ano com R$ 312 mil. Já em 2003, a produção cresceu para 249 toneladas de 63 tipos de produtos, com rendimento de R$ 367.512,000. E no ano passado, foram 260 toneladas de 84 tipos de produtos. Para ter acesso aos produtos, os sócios pagam uma taxa mensal, recebendo semanalmente uma cesta básica mínima com 10 variedades em dois pontos de entrega em Fortaleza: às terças-feiras na Rua Monsenhor Bruno, 2151, e às sextas-feiras na Av. Conselheiro Gomes de Freitas, 5110, Parque Água Fria, vizinho ao Condomínio Alphaville. De acordo com a Adao, os sócios podem também optar pelos produtos que lhes forem mais convenientes. A entrega é feita sempre das 7 às 11 horas da manhã. E as cestas que não forem adquiridas até o horário estipulado, são doadas a entidades filantrópicas. Apoi produz 199 t. na Ibiapaba Há quatro anos, o investimento na técnica orgânica vem modificando a vida de pequenos produtores na região da Ibiapaba. Em 2001, eles fundaram a Associação dos Produtores Orgânicos da Ibiapaba (Apoi), e desde então, só vêm colhendo bons frutos e verduras, é claro. Quando começou, explica o diretor da entidade, João de Freitas Lopes, a produção ficava no máximo em 15 toneladas mensais. O sucesso tem sido tão significativo que no ano passado, a produção chegou a 199 toneladas e 36 mil unidades. E para este ano, a expectativa é atingir 300 toneladas, ou seja, uma produção mensal em torno de 25 toneladas. Este crescimento, acredita Freitas, é fruto tanto do trabalho que vem sendo realizado nestes quatro anos, como também da credibilidade construída pela Apoi. Se bem que esse sucesso foi sendo conquistado aos poucos. Logo no início, confessa Freitas, os sócios não conseguiam produzir bem tomates nem repolho, por exemplo. Hoje, além de dominar a técnica, têm pleno conhecimento de outras tantas que aliam a tecnologia com a responsabilidade social. A preocupação se deve ao fato de que para garantir a certificação, não basta dominar a forma do plantio. Há que se obedecer também regras ambientais, como a preservação das margens do rio na hora de plantar, o pagamento adequado dos funcionários, e não admissão de trabalho infantil. Com todas essas regras, a Apoi está mudando não só a vida dos atuais dez sócios — quando começou, eram 20 —, mas as dos moradores dos municípios onde as plantações estão situadas. “Somos agentes da mudança de hábito”, observa o empreendedor. A Apoi abastece o Grupo Pão de Açúcar que possui 20 lojas no Ceará. Agora, no segundo semestre, vão começar a fornecer produtos para a merenda das creches do Município de São Benedito. Atualmente, gera 60 empregos diretos e tem área plantada de 35 hectares nos municípios de Ibiapina, Ubajara, São Benedito (sede) e Carnaubal. Ao todo, são produzidos 20 produtos, dentre eles, o tomate, repolho, beringela, jiló, cenoura, beterraba, rabanete, couve flor e pimentão. Apesar do crescimento que vem se estabelecendo nos últimos anos, a entidade se ressente da falta de incentivos governamentais para acelerar o desenvolvimento. Para Freitas, essa falta de apoio governamental dificulta a atividade. Exemplo disso é que, como não têm recursos, são obrigados a terceirizar as embalagens, onerando o produto.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| CAFÉ ORGÂNICO | |
| Produtores querem ampliar exportações | |
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O cultivo do café orgânico está em franca expansão no Ceará, especialmente no Maciço de Baturité. Os 350 cafeicultores cearenses planejam exportar ainda este ano para países sul-americanos, como o Chile, e até 2006, para o Japão e Europa. Parte deles estão organizados na Cooperativa Mista de Produtores de Café do Maciço de Baturité (Comcafé). Sediada em Guaramiranga, conta com 46 associados. Eles produzem mil sacas por ano. O faturamento anual chega a R$ 172,8 mil para o café moído e torrado, e R$ 138,6 mil para o café verde ou “in natura”. São duas variedades, “coffea arabica” e “maragojibe” (uma raridade no planeta).
O café orgânico é uma das apostas ecológicas mais promissoras da agricultura brasileira e, em particular, da cearense. O cultivo sem o uso de aditivos químicos, além de preservar o solo, a biodiversidade da lavoura e poupar a saúde dos trabalhadores, também é uma alternativa para fugir da competição internacional no mercado de café commodity. Além disso, o mercado mundial de orgânicos está em franca expansão - Em 2004, o setor movimentou US$ 22 bilhões, devendo chegar aos US$ 25 bilhões este ano. Os cafeicultores ecológicos do Brasil querem pegar essa onda. De olho nesse nicho, os produtores cearenses, especialmente da Serra de Baturité, nos municípios de Aratuba, Baturité, Guaramiranga, Mulungu e Pacoti, respiram aliviados depois de uma crise, que quase os levou a desistir do negócio. Com a certificação do café pela empresa BCS Oko Garantie, da Alemanha, a idéia é exportar ainda este ano para países sul-americanos, como o Chile, e até 2006, para o Japão e Europa. Outro fator de fortalecimento do setor é a comercialização para o Grupo Pão de Açúcar. Além disso, os 350 produtores do Maciço receberam, em março deste ano, a visita técnica de oito representantes de instituições financeiras da Bolívia, México, Equador, Inglaterra e Hong Kong (China) que estiveram participando do Seminário Internacional sobre Finanças Sustentáveis em Mercados Emergentes, realizado entre os dias 22 e 24, em São Paulo. Eles vieram ao Ceará especialmente para o conhecer o trabalho desenvolvido pelos cafeicultores orgânicos locais, onde o café é plantado à sombra das árvores, como ingazei ras, e consorciado com outras culturas como a banana, o mamão, feijão, acerola e goiaba. Em 2004, em cinco mil hectares utilizados, a produção na região foi de 12 mil sacas de 60 quilos. Cerca de 30% do total foi torrado, moído e vendido no mercado interno, como redes de supermercados. O restante (70%) é de café verde, ou seja, não foi moído nem torrado (“in natura”). Para o presidente da Fundação Cultural, Educacional Popular em Defesa do Meio Ambiente (Cepema), Adalberto Alencar, a cultura da produção orgânica já é uma realidade na região e tem representado um meio de garantir a preservação da Mata Atlântica através dos sistemas agroflorestais. Depois de trabalhar com a capacitação de pequenos e médios produtores e de formar agentes de agricultura ecológica em práticas de agricultura orgânica e agroflorestal durante três anos, a Cepema está ampliando seu eixo de atuação: passará também a se dedicar ao incentivo da produção agroflorestal junto aos produtores que vivem da agricultura familiar. “É preciso mais investimento, porque se a gente analisar bem, o turismo predomina na região e o café, mesmo mostrando ser uma alternativa viável econômica e ecológica, ainda está em segundo plano na serra”, afirma. O incentivo aos agricultores familiares, com a distribuição de mudas de café, é uma forma apontada por ele para incrementar a produção na região. “O Ceará produz um café o rgânico de muita qualidade e não é à toa que grandes redes de supermercados apostaram no sucesso de vendas, o que vem dando certo. É um ótimo negócio para eles e para os produtores”. Comcafé produz mil sacas por ano Com a necessidade de certificação do café orgânico, os cafeicultores do Maciço começaram a se organizar. Em 1996, incentivados pelo Projeto Café Ecológico do Maciço de Baturité, da Fundação Cepema, fundaram a Associação dos Produtores Ecológicos do Maciço de Baturité (Apemb). A associação tinha cerca de 150 produtores de café, distribuídos entre os municípios de Mulungu, Guaramiranga, Pacoti e Aratuba. Em 2000, outro fato que contribuiu para a organização dos produtores locais foi a criação da Cooperativa Mista de Produtores de Café do Maciço de Baturité (Comcafé). Sediada em Guaramiranga, a cooperativa começou com 32 produtores e atualmente conta com 46 associados, todos produtores de café orgânico. Eles produzem mil sacas do produto por ano. A expectativa é de ampliação, com a certificação de 26 produtores pela empresa alemã. O faturamento anual chega a R$ 172,8 mil para o café moído e torrado, e R$ 138,6 mil para o café verde ou “in natura”. O presidente da cooperativa, Antônio Eugênio Gadelha Vieira, salienta que o café do Maciço é da melhor qualidade. “O coffea arabica produz uma bebida das mais valorizadas no mercado mundial e se adaptou muito bem ao nosso clima e solo”, afirma. Além disso, ele destaca que uma das variedades desse tipo de café, o maragojibe, é raríssima e o Ceará é um dos lugares no planeta onde ainda pode ser encontrada. Atualmente, estão sendo comercializados produtos com maior valor agregado, a exemplo do café ecológico torrado e moído da marca “Pico Alto”. Em agosto de 2002, a cooperativa promoveu a primeira torrada de café, com seu pré-lançamento na IX Frutal. Em fevereiro de 2003, com apoio do Sebrae, após a conclusão do curso de capacitação de 30 produtores da cooperativa, foi realizado o lançamento oficial do Café Ecológico Pico Alto. Sombreamento assegura produtividade No Ceará, os primeiros pés de café datam do ano de 1747, localizados na Fazenda Santa Úrsula, no Município de Meruoca. Por muitos anos, essa planta foi cultivada nos jardins das casas apenas como parte da ornamentação particular. Em seguida, historiadores verificaram que o café foi levado para outras áreas de solos irregulares, tais como, as serras de Baturité, Aratanha e Pacatuba. Como conseqüência de sua maior abundância, passou a ser produzido e comercializado para Estados vizinhos do Nordeste, e em pequenas quantidades para o exterior. Já em 1850, o Ceará foi responsável por mais de 2% das exportações brasileiras de café, sendo este, considerado internacionalmente de excelente qualidade. Alguns proprietários perceberam que os cafés cresciam, se dando muito bem à sombra das árvores e passaram a intensificar a produção do café sombreado. Para tanto, utilizaram uma cultura consorciada com ingazeiras e camunzés e com outras culturas como mandioca e fruteiras. Resultado: a sombra das árvores protegia o café da incidência do sol intenso e contribuía para o controle natural das epidemias, aumentando assim sua produtividade. As folhas caídas das árvores fabricavam húmus, fertilizando o solo de nitrogênio, adubando naturalmente a terra. A partir dos anos 80, na Serra de Baturité, começaram conflitos entres os produtores rurais convencionais e integrantes de movimentos ecológicos, que lutavam pela preservação da Mata Atlântica. Esses conflitos geraram um impasse na região, pois de um lado os agricultores, com práticas impactantes no ecossistema, e de outro os ambientalistas. As práticas equivocadas de manejo do solo, resultou no empobrecimento da terra e da conservação dos recursos naturais. Diante desse processo de degradação ambiental, parte da população local, consciente dos problemas relativos à natureza e suas conseqüências, iniciou um movimento de criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA). Esta foi criada em 1990 com o objetivo de prevenir a ocupação desordenada do solo e diminuir os conflitos permanentes entre a agricultura convencional com a fauna e a flora da região. O fato dos produtores de café estarem localizados numa área de proteção ambiental incentivou a revitalização do café sombreado, mais adequado na preservação do ecossistema local, além de conferir um diferencial ao produto abrindo uma nova oportunidade de mercado. A criação da APA de Baturité foi um importante passo para expandir o negócio, porém outras ações seriam necessárias, como por exemplo, a certificação dos produtores | |
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| O POVO |
30 de maio de 2005 |
| INCLUSÃO DIGITAL | |
| Infobrasil começa hoje | |
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Uma grande sala de aula sobre o mundo da inclusão digital. É dessa forma que os organizadores da Infobrasil 2005 pretendem que o evento seja visto pelos participantes. A Infobrasil, que começa hoje e vai até a próxima sexta com o tema inclusão digital, será realizada no Centro de Negócios do Shopping Iguatemi (5º piso do estacionamento) e reunirá empresas, instituições governamentais da área de Tecnologia de Informação (TI).
De acordo com Marluce Aires, uma das organizadoras, o público-alvo é formado pelos profissionais e estudantes de atividades relacionadas com TI. No entanto, ela assegura que também serão abordados temas que podem ser acompanhados por outras pessoas. ''As palestras sobre games e cibercultura são um exemplo disso'', afirma. Marluce ressalta que o evento este ano está nacionalizado. Metade dos palestrantes vem de estados como Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Também está programada a participação de empresas como Intel, Motorola, IBM e HP. Entre as principais atrações estão a palestra sobre tecnologia WI FI e WI Max que será conduzida pelo diretor de Programas Tecnológicos da Intel, Max Leite; o painel sobre TV Digital Interativa e o debate sobre Educação a Distância no Brasil com reitores das três principais universidades do Estado (UFC, Uece e Unifor). A Infobrasil 2005 terá 83 estandes e ocupará uma área total de cinco mil m, com espaço para demonstração de projetos de inclusão digital e jogos eletrônicos. O evento será realizado de 10h às 22h com entrada gratuita. SERVIÇO Infobrasil 2005 - De hoje até o dia 3 de junho, de 10h às 22h. Entrada gratuita. Mais informações: www.infobrasil.inf.br. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| EXPORTAÇÃO | |
| Cultura exportadora dá resultados no CE | |
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Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelam que 322 empresas exportaram em 2004, contra 293 do ano anterior. No próximo dia 2, ocorre o 93º Encomex, encontro com objetivo de ampliar o conhecimento do setor.
O “trabalho de formiguinha” para estimular a criação de uma cultura exportadora no Ceará começou a dar resultados concretos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), revelam que o número de empresas exportadoras no Estado cresceu 9,9% em 2004. Foram 322, contra 293 do exercício anterior. Conforme o levantamento da Secex, 201 empresas cearenses já negociavam no mercado internacional em 2003. Mais 122 passaram a exportar, no ano passado. Já outras 92 deixaram de embarcar produtos para o exterior em 2004. O incremento é creditado à estratégia de abertura de novos mercados, notadamente para pequenas e médias empresas. Aquelas que embarcaram até US$ 1 milhão corresponderam a 72,7% do total ou 234, conforme a Secex. O número de exportadores que assegurou remessas entre US$ 1 milhão e US$ 10 milhões chegou a 68, em 2004, ou 21,1%, enquanto outras 17 garantiram de US$ 10 milhões a US$ 50 milhões (5,3% do total). Grande parte, ou 237 dessas empresas (73,6%), ficam na Região Metropolitana de Fortaleza. As indústrias que apresentaram melhor desempenho, permanecendo entre as três empresas cearenses que mais venderam para o exterior, no período de janeiro a abril de 2005 e 2004, foram: Bermas Indústria e Comércio Ltda., com US$ 44,728 milhões e US$ 40,708 milhões; Vicunha Têxtil S/A, chegando a US$ 32,157 milhões e US$ 26,996 milhões; e Grendene, nos valores de US$ 27,114 milhões e US$ 35,486 milhões, respectivamente. ENCONTRO — Além da atuação do Centro Internacional de Negócios (CIN), com serviços para exportadores de qualquer porte, o trabalho do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de demais parceiros da Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE) é citado pelo analista de comércio exterior da Secex, Márcio Teixeira, como grande alavancador da base exportadora no Estado. “O Ceará possui condições de logística e geográficas privilegiadas. Falta mostrar às empresas que comércio exterior não é bicho-de-sete-cabeças”, argumenta. Diante das dificuldades dos empresários para internacionalizar a produção, o MDIC realiza, em Fortaleza, no próximo dia 2, o 93º Encontro de Comércio Exterior (Encomex). O encontro pretende apresentar ações e entidades que auxiliam nesse processo. “Mais importante do que exportar é fazê-lo de forma segura, competitiva e adequada às demandas do mercado externo”, diz Sérgio Nunes de Souza, coordenador nacional dos Encomex. O programa foi criado em 1997 pelo Ministério, em parceria com a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil). O encontro será no Centro de Negócios do Sebrae/CE, das 8 às 18 horas. O Encomex já passou por várias localidades e reuniu 52 mil participantes desde a sua criação. Só em 2004, cerca de mil empresas exportadoras surgiram. Segundo Ivan Ramalho, secretário de Comércio Exterior do MDIC, as informações difundidas no Encontro contribuíram para esse feito. “Sem dúvida alguma, a realização dos Encomex serve para a difusão da cultura exportadora no País, cujo objetivo é levar o máximo de conhecimento a todas as empresas que podem participar do processo do comércio exterior no Brasil”, afirma. SERVIÇO - Qualquer pessoa pode participar do Encomex. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site www.encomex.desenvolvimento.gov.br. Informações pelo telefone: (85) 3101-43194 / 3299-3211. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| CABO VERDE | |
| CE tem nova linha para Cabo Verde | |
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O Serviço Brasil-Cabo Verde já está com programação mensal até dezembro e poderá ter freqüência quinzenal a partir de 2006.
A chegada do navio “Port Tejo”, de bandeira portuguesa, ao Ceará no próximo dia 5 de junho, inaugura uma nova linha marítima para Cabo Verde. A proposta, no entanto, é levar produtos cearenses também para Dakar (Senegal), Guiné Bissal e Guiné. O navio chega ao Porto do Mucuripe, em Fortaleza, proveniente da ilha de São Vicente (Cabo Verde), para descarregar os contêineres que serão utilizados na viagem programada para sair da capital cearense, no próximo dia 22 de junho. No dia 6, a embarcação segue para o Porto de Santos (SP), levando daqui 1.400 toneladas de vergalhões de aço, utilizados na construção civil, e retorna no dia 22. Nessa rota, o “Port Tejo” será embarcado com cerca de 45 contêineres, saindo de Fortaleza para o país africano, carregando pisos, colchões, margarina, móveis, óleo de soja, sucos de fruta e fogões. O Serviço Brasil-Cabo Verde (Braver) já está com programação mensal até dezembro, e, dependendo do resultado, passará a ter freqüência quinzenal a partir de 2006. A previsão é de Marcelo Augusto Oliveira, gerente de marketing da Copral, subagente da Action Logística, representante da transportadora marítima portuguesa Portline. O serviço, além de escalar direto os portos de Praia e Mindelo em Cabo Verde, aceitará cargas para Conakry (Guinea), Bamako (Mali), Bissau Guine Bissau e Dakar (Senegal), através de conexão em Cabo Verde com outro serviço da própria Portline. De acordo com Oliveira, o “Port Tejo” é o maior navio a fazer essa linha e tem capacidade para 330 contêineres. Ele adiantou também que a expectativa da empresa nesse novo tráfego corrobora as estatísticas: entre 2003 e 2004 as exportações brasileiras para cabo Verde, cresceram 86% com destaque para São Paulo e Ceará, com participação de 29% e 19%, respectivamente. A EMPRESA — Constituída em outubro de 1984, e com o capital social detido pelo estado Português, a Portline foi privatizada em 1991. Hoje é uma sociedade anônima com atividade centrada no transporte marítimo nacional e internacional. A empresa opera nas áreas de granéis secos, carga geral, contêineres, agenciamento, corretagem de navios e fretamentos. O agenciamento da Portline no Brasil é da Action Logística. A armadora no país e em Fortaleza será subagenciada pela Copral, empresa com experiência no continente africano. O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, está apoiando a iniciativa da Portline, para fixar serviço regular para Cabo Verde e Senegal. | |
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| O POVO |
30 de maio de 2005 |
| DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO NORDESTE | |
| Seminário discute desenvolvimento | |
| As vantagens competitivas para atração de novos investimentos no Nordeste serão debatidas hoje, em Recife, durante o seminário Desenvolvimento Econômico do Nordeste. Participam representantes do poder público, empresários e instituições financeiras. Entre as autoridades estão os ministros Eduardo Campos, da Ciência e Tecnologia, e Ciro Gomes, da Integração Nacional. A programação inclui debates sobre a consolidação de pólos regionais de desenvolvimento nos estados e a ampliação de investimentos no setor turístico. Entre os palestrantes está o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
30 de maio de 2005 |
| ARAVESTRUZ | |
| Aravestruz se prepara para o mercado externo | |
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Fortaleza, 30 de Maio de 2005 - Empresa abre fazenda de criação com recursos do BNB na cidade de Sobral, no Ceará. O grupo paulista Aravestruz, que possui uma fazenda de criação de aves no distrito de Caracará, em Sobral (CE), a 180 quilômetros de Fortaleza, prevê concluir ainda este ano um programa de investimentos calculado pelo presidente Maurício Lupifieri, em R$ 24 milhões, no global. Os recursos, com parte do financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), contemplam obras de infra-estrutura da área de 1200 hectares, que abriga 1.100 reprodutores, construção da fábrica de ração, da central de incubação e de um abatedouro-frigorífico.
Vencidas as etapas de estruturação da área e da unidade de ração, com capacidade de produção de duas toneladas/hora, o empresário acerta os últimos detalhes para colocar em funcionamento a central de incubação, com salas de nascedouro em condições de abrigar 240 ovos em cada uma das 12 máquinas, e de 15 incubadoras, adquiridas por R$ 37 mil -custo individual por equipamento - com capacidade para 100 mil ovos/ano. Os equipamentos foram instalados e dependem somente dos ajusteis finais. Lupifieri diz que a unidade começa a operar ainda na primeira quinzena de junho. O sistema envolve uma central computadorizada para controlar as operações, que podem ser monitora-das via internet. O frigorífico, estratégico nos planos de expansão do grupo, fica a cerca de 10 quilômetros da área central da fazenda, por questões sanitárias. "Esperamos concluir as obras em 3 a 4 meses", adianta. A unidade terá capacidade de abate de 60 mil aves/ano, volume semelhante ao frigorífico do grupo em Araçatuba, interior de São Paulo, origem dos negócios da Aravestruz, iniciados em 1997. A produção da fazenda cearense, estimada em 10 mil avestruzes por ano, vai ser insuficiente para atender a demanda e a empresa pretende comprar aves em todo o Nordeste, para ampliar as operações do frigorífico. A empresa está de olho no mercado externo e já recebeu a visita de empresários da Europa, Ásia e Estados Unidos, principais mercados para a carne e couro, interessados em comprar o equivalente a 100 mil aves. "Importadores da Espanha e Suíça, especialmente, demonstraram interesse em acertar contratos de exportação." A cotação da carne vermelha de avestruz alcança preços em torno de € 25 o quilo e o couro só perde em valorização para o de crocodilo. "A pele da avestruz, revestida de óleo, torna o produto muito mais resistente à unidade e disputado por grifes internacionais", assinala. As plumas também atingem bom valor de mercado. De fácil manejo e muito semelhante à pecuária de corte, a avestruz tem em média 20 crias por ano, diante de uma do bovino, gestação de 42 dias, com 12 meses pode ser abatida e vida economicamente ativa da ave chega a até 40 anos. Rende 2.100 quilos de carcaça de carne/ano e, além de saborosa e light, segundo Lupifieri, tem 96,6 calorias, menos que as 135 do peru, por exemplo. De acordo com presidente do grupo Aravestruz, esse é o momento para iniciar o processo de abertura de mercado. A África do Sul, principal criador de avestruz, está proibida, por questões sanitárias, de exportar aves, e os importadores começam a prospectar novos fornecedores. Lupifieri diz ter encontrado na região o cenário ideal para a expansão dos negócios. Clima, custos de produção menores, logística favorável em função da proximidade do Terminal Portuário do Pecém, que pratica tarifas competitivas, animam o empresário a concentrar, cada vez mais, as operações do grupo Nordeste. "O semi-ár ido nordestino oferece condições para a criação de avestruz", afirma. Hoje, a Aravestruz busca as matrizes nas regiões Sul e Sudeste, mas Lupifieri espera que o custo relativamente baixo de criação, aliado a rentabilidade do negócio estimule o ingresso de novos criadores no mercado nordestino. "O espaço de um hectare pode abrigar 60 aves adultas e produz 240 arrobas de avestruz, diante de 6 arrobas bovinas", diz Além disso, a ave herbívora, não é exigente na alimentação e tem uma conversão alimentar de 4 quilos para um, enquanto o bovino fica em 27 para um quilo. Condições que atraíram a LusAvestruz, empresa formada por empresários portugueses, interessados a investir na criação de avestruz no Ceará. De acordo com Antonio Martins Costa, a estimativa é aplicar R$ 3 milhões no projeto, instalado em área inicial de 480 hectares, nas imediações da Fazenda Aravestruz. A meta é em um ano e meio concentrar até 500 casais de aves. O rebanho nacional de avestruz está estimado em 200 mil aves. "A oferta para abate é pequena, mas com a integração de produtores e criação de uma cadeia produtiva, pretendemos mudar esse cenário", assinala. A idéia é oferecer matrizes - e um casal reprodutor custa em torno de R$ 12 mil - e suporte técnico aos interessados. kicker: A construção da fábrica de ração, da central de incubação e de um abatedouro-frigorífico receberão investimento de R$ 24 milhões (Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 12)(Adriana Thomasi) | |
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| GAZETA MERCANTIL |
30 de maio de 2005 |
| LEI DE FALÊNCIAS | |
| REFORMAS: Recuperação das empresas segundo a nova Lei de Falências | |
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São Paulo, 30 de maio de 2005 - A nova Lei 11.101 decorrente do Projeto de Lei 4376/93 - sancionada em 09.02.05 pelo Presidente da República e veiculada no Diário Oficial no dia subseqüente, entrará em vigor no prazo de 120 dias a contar de sua publicação - regulamenta em seus 200 artigos os institutos da falência e da recuperação judicial e extrajudicial.
A consolidação da reforma da vigente Lei de Falências (Decreto-lei 7.661 de 21.06.45) já era esperada há mais de dez anos e é reflexo da necessidade de adaptação ao atual cenário econômico nacional. Entre as principais inovações advindas com ta nova lei, tem-se a extinção do instituto da Concordata, ora substituída pela figura da Recuperação (Judicial ou Extrajudicial), cujo escopo maior é a preservação de uma empresa economicamente viável. Esta preocupação encontra guarida na própria função social das empresas, na medida em que, indiscutivelmente, a continuidade de suas atividades permite a manutenção de inúmeros empregos, a criação de rendas, serviços, bens e conseqüentemente, gera tributos. Nos moldes da lei ainda em vigência, a única possibilidade de se reerguer uma empresa em dificuldades, concedendo aos seus titulares um fôlego para honrar os compromissos assumidos, se vislumbra através da Concordata. Mas é sabido que os benefícios conferidos, na grande maioria das vezes, não são suficientes nem aptos para evitar a sua quebra. Assim, à empresa em má situação econômica, através da recuperação judicial ou extrajudicial, possibilitou-se a sua reestruturação, ao invés de sua destruição absoluta, desde que verificada real viabilidade econômica para sua continuidade. A recuperação extrajudicial se dá mediante a convocação prévia dos principais credores para fins de renegociação dos créditos, todavia, os créditos trabalhistas e tributários não podem ser incluídos neste plano. Aprovado o plano de recuperação pela maioria dos credores convocados, deverá ser este submetido à apreciação do Poder Judiciário para homologação, desde que atendidos os requisitos legais e após, apreciadas eventuais impugnações articuladas por parte dos credores. Contudo, se configurado o descumprimento do acordo firmado, haverá nova interferência do juízo, que poderá culminar na convolação ao estado de falência. A outra forma de recuperação é a judicial que se instaura através da apresentação de uma proposta para fins de pagamento de seus débitos pelo próprio devedor ao juízo, sendo que, neste caso, é admitida a inclusão das verbas trabalhistas e tributárias. O plano de reestruturação da empresa deverá ser apresentado no prazo improrrogável de 60 dias a contar da publicação da decisão que deferir o seu processamento, sob pena de decretação de sua quebra. A possibilidade de recuperação judicial também se estende às microempresas e empresas de pequeno porte, caso em que, as dívidas deverão ser pagas em 36 meses, vencendo-se a primeira parcela no prazo de 180 dias a contar da apresentação do pedido. Questão positiva do instituto da recuperação é que todo o trabalho será realizado de forma conjunta entre o empresário, credores e funcionários, reunidos num fim comum - impedir a paralisação e a liquidação da empresa. Contrariamente, à atual Lei, é permitida a venda antecipada de bens, evitando-se com isso a desvalorização ou a deterioração natural. A empresa continuará a ser gerenciada pelo seu titular, contudo, este poderá ser afastado da função, caso venha a cometer qualquer ato ilegal ou caso entendam os credores que o titular não se encontra apto a dar vazão ao plano de recuperação ou ainda porque a sua atuação possa, de alguma forma, ser prejudicial à consecução do plano definido. Ocorrendo tais fatos, será indicado pelo Comitê de Credores um novo administrador que ficará responsável pela condução do negócio. Com relação ao instituto da falência, tem-se que para o requerimento do seu pedido será exigida a comprovação de crédito que totalize o montante de 40 salários mínimos. Outra alteração se verifica na ordem de classificação dos créditos. Fica mantida a preferência no pagamento de créditos derivados da legislação trabalhista, limitados ao importe de 150 salários-mínimos por credor, bem como dos créditos decorrentes de acidentes de trabalho. Logo após, deverão ser quitados os créditos com garantia real (dívidas bancárias) e seguindo a ordem, está previsto o pagamento dos créditos tributários. No texto da nova lei, contrariamente, ao anunciado, foi mantido o artigo que estende as benesses da recuperação às empresas do setor aéreo, as quais poderão, buscar a renegociação de suas dívidas. A nova lei permite a reestruturação de empresas em estado pré-falimentar, mas que ainda detêm viabilidade econômica, as quais com o uso dos mecanismos ora propostos terão reais possibilidades de maquinarem a reversão desta situação desfavorável. Kelly Yumi Katsuragawa é advogada do escritório Emerenciano, Baggio e Associados - Advogados | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| ENERGIA ELÉTRICA | |
| Acinte | |
| A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tomou a iniciativa de ingressar na Justiça para garantir o aumento abusivo das tarifas da Coelce. O pior de tudo isso é que nós pagamos os robustos salários dos dirigentes dessas agências ditas reguladoras, que foram inventadas por Aquilo e o seu “santinho” PSDB e mantidas melancolicamente por Lula. | |
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| O POVO |
30 de maio de 2005 |
| PARMALAT | |
| Parmalat reencontra o lucro no País | |
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Um ano e meio depois do estouro do escândalo financeiro que abalou a Parmalat - um rombo estimado em 14 bilhões de euros -, a subsidiária brasileira está mais eficiente e rentável, ainda que a participação de mercado não tenha sido totalmente recuperada. A Parmalat Brasil deve registrar este ano seu primeiro lucro operacional na história da empresa no País. ''Hoje, nossa rentabilidade, com uma captação mensal de 50 milhões de litros de leite, é maior do que quando captávamos 73 milhões de litros'', diz o diretor-superintendente de Operações, Othniel Rodrigues Lopes.
Quanto maior é esta rentabilidade é difícil precisar, pois as contas da empresa pré-crise não são consideradas confiáveis. Segundo um estudo da Nielsen - que a empresa não encomendou por falta de dinheiro, mas que lhe foi apresentado pela consultoria -, para recuperar os níveis de venda pré-crise a Parmalat precisaria crescer 20% em volume. ''Nosso foco é rentabilidade, e não participação de mercado'', diz Lopes. ''Fizemos um esforço para recuperar a confiança dos produtores e retomar espaço na gôndola. Agora, a meta é retomar os canais de distribuição perdidos durante a crise.'' Quando isso acontecer, calcula Lopes, o faturamento da Parmalat deverá ser até 10% acima do que era antes, mesmo que a participação de mercado seja inferior. Isso se dá porque em alguns casos a empresa reposicionou preços para ampliar margens. (das agências) | |
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| GAZETA MERCANTIL |
30 de maio de 2005 |
| FERROVIA TRANSNORDESTINA | |
| Transnordestina sairá em dois meses | |
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Brasília, 30 de Maio de 2005 - Governo anunciará acordo financeiro costurado entre BNDES e acionistas para iniciar a ferrovia, alternativa para escoar os grãos do Centro-Oeste em direção ao exterior. O governo anunciará dentro de dois meses o acordo financeiro costurado junto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e empresas acionistas que dará partida ao projeto da Ferrovia Transnordestina, aguardada alternativa de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste em direção ao mercado externo.
A informação parte do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. É essa obra, uma das prioridades do governo Lula, que possibilitará desafogar o tráfego em torno dos portos do Sul e Sudeste, por onde passam 87% dos produtos exportados. Existem projetos para melhorar o acesso e a capacidade desses portos hoje, mas sem a Transnordestina eles terão alcance limitado na solução, explica. O ministro tem parado pouco em seu gabinete. Boa parte do seu tempo é tomada em viagens para os locais das obras de restauração de rodovias que estão em andamento. Ele admite que ainda há muito que fazer, mas afirma já sentir ao menos uma mudança no tom das reclamações que ouve nessas viagens. Se antes o que chegava a ele eram reclamações sobre a inércia do governo, agora são cobranças sobre novas obras. Para ele, o tratamento dado aos transportes neste ano pode não ser o ideal, mas está bastante bom diante das situações que o setor já enfrentou. Refere-se, com este comentário, ao orçamento de sua pasta, contingenciada em R$ 1,3 bilhão no início deste ano. A dotação original, de R$ 5,5 bilhões, estaria dentro dos limites estipulados por estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para completar a recuperação da malha rodoviária brasileira em um prazo de quatro anos. Da forma como foi apresentado, o contingenciamento seria, de fato, um corte rigoroso de verba, com o qual seria impossível trabalhar, disse o ministro ao presidente Lula. Em uma demonstração de força política, Nascimento saiu do Palácio do Planalto com o compromisso de uma suplementação orçamentária assim que o dinheiro da pasta terminar, o que deve acontecer em agosto, em seus cálculos. No atual planejamento da pasta, a maior parte dos recursos irá para a restauração de rodovias, enquanto a "tábua de salvação" das PPPs ainda se encontra distante. A seguir, os principais trechos da entrevista. Gazeta Mercantil - Na primeira coletiva que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu à imprensa, a situação da estrutura de transportes no Brasil foi citada pelo presidente como um dos pontos em que não deu para se fazer o prometido. Qual é a sua avaliação? Alfredo Nascimento - Teria que ter colocado mais dinheiro. O tratamento dado neste ano pode não ser o ideal, mas está bom. Principalmente se a dotação prevista de R$ 5,5 bilhões for de fato liberada, pois fizemos nosso projeto em cima disso. Se continuar esse volume nos anos seguintes, dá para fazer um bom trabalho. O ritmo pode não ser o desejado, até porque não tem tanto dinheiro assim. A burocracia do governo é algo de meter medo em qualquer um. E problema muito maior do que o dinheiro. Gazeta Mercantil - A sua pasta acabou escapando do contingenciamento de fato? Alfredo Nascimento - Quando anunciaram o contingenciamento, fiquei com R$ 4,2 bilhões. Estive com o presidente para dizer que não conseguiria cumprir metas com esse valor e ele deu tratamento diferenciado para o ministério - o limite de R$ 4,2 bilhões está mantido, mas vale até quando eu conseguir terminar de gastar. Na hora que essa verba acabar, acho que em agosto, ele deve liberar o que está contingenciado. Gazeta Mercantil - kern 0.2ptE como estão as obras já em andamento? Alfredo Nascimento - Tem obra no País inteiro. É engraçado que o tom das reclamações mudou: me cobram outras obras. Não dá para resolver tudo de uma vez, são 15 anos sem investimento em restauração de rodovias. Gazeta Mercantil - O principal entrave é falta de verba? Alfredo Nascimento - Tem também problemas jurídicos. Um foi o processo de estadualização de estradas. Essas rodovias não estão sendo mantidas pelos estados, que vêem essa atribuição como do governo federal. Enquanto isso, a gente não tem como investir nesses trechos porque o TCU não deixa. Há rodovias importantes nessa situação. Exemplo é a BR-135 que corta Minas Gerais. Não tem como o governo federal investir nela por conta da estadualização. São 11 mil km de rodovias no estado, precisando de restauração. Gazeta Mercantil - Para onde foi o dinheiro? Não foi para as estradas. As Parcerias Público-Privadas (PPP) eram esperadas como salvação do setor, mas até agora não se concretizaram. Alfredo Nascimento - Há vários projetos em estudos, mas não aposto que a gente consiga fechar isso ainda neste ano. Só quando os editais forem publicados que nós vamos ter a dimensão dessa demanda. As concessões, por exemplo, já têm estudo de viabilidade econômica e as PPPs ainda não têm esses estudos. Além disso, PPP pressupõe licitação pública, prazo, tempo... e não se consegue tocar isso em menos de seis meses. Gazeta Mercantil - Dá para prever prazo de conclusão das licitações e início das obras? Alfredo Nascimento - Ao todo, serão 3,5 mil km de rodovias concedidas. Não dá para saber ainda o volume do investimento porque o processo ainda está sendo analisado pelo Tribunal de Contas da União. O processo todo terá muita transparência com a realização do leilão, na Bovespa. Ganha quem apresentar a proposta de menor tarifa de pedágio e, em uma segunda fase, quem apresentar o maior valor de concessão para o governo. Gazeta Mercantil - E os portos no Sul e Sudeste? Alfredo Nascimento - Todos esses terminais têm problemas parecidos - construídos em grandes capitais, em áreas que não têm calado, elas foram sendo cercadas pela população e não há mais retroárea para os portos. Há todos os tipos de gargalos que se pode imaginar, mas o principal é a dragagem. De nada adianta criar facilidades de acesso e trânsito se você não consegue entrar no porto com navio de grande capacidade de absorção de carga. Mesmo com todas essas dificuldades de acesso, se você consegue ancorar um navio de grande capacidade, ganha-se tempo e dinheiro. Imagine um empresário que contrata um navio para transportar soja de 80 mil toneladas à Ásia. Quando chega a 40 mil não pode mais embarcar nada porque o calado não sustenta, mas quem contratou paga o mesmo valor. Ou seja, o custo de transporte é muito maior nessas condições. Mas a idéia é que esse ano nós consigamos iniciar a dragagem dos 11 principais portos, responsáveis pelo escoamento de 85% das exportações brasileiras. Gazeta Mercantil - E os projetos para criar alternativas no escoamento dessa produção? Alfredo Nascimento - Fechamos agora acordo feito em torno da Transnordestina. O presidente Lula deve anunciar o formato final desse negócio dentro de dois meses. A equação econômica da Transnordestina está fechada via financiamento do BNDES, que participará como acionista, junto com a iniciativa privada. Agora os acionistas estão fechando com o BNDES a equação econômica. Esse é um dos projetos mais importantes, porque o que causa mais problemas de congestionamento das cargas para exportação hoje é o deslocamento desse enorme volume de produção do setor primário, especialmente de grãos, para os portos do Sul e Sudeste. O Nordeste tem três portos - Itaqui (MA), que tem a ver com a Ferrovia Norte-Sul, Pecém (CE) e Suape (PE), em condições perfeitas, sem gargalos mas também sem acesso, o que será resolvido com a Transnordestina. Ela vai dar possibilidade de carga para a produção de todo o Nordeste, servindo também ao Centro-Oeste, e isso vai significar uma economia de tempo e de dinheiro para o produtor dessa reg ião. Gazeta Mercantil - O licenciamento ambiental continua sendo gargalo para as obras? Alfredo Nascimento - Como agora as obras estão concentradas em recuperar o que já existe, então a portaria conjunta que retirou a necessidade do mesmo procedimento de licenciamento ambiental para estradas antigas e novas resolveu 90% dos nossos problemas. Não havia sentido nessa exigência para recapear uma estrada, o Ministério do Meio Ambiente entendeu isso e nós chegamos a um acordo bastante benéfico. De forma geral a comunicação entre os ministérios melhorou muito. Eles têm mostrado boa vontade e nós aprendemos a falar a linguagem deles (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 5)(Karla Correia e Sérgio Prado) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| FESTA-FOLHINHA | |
| Regina Marshall - Festa-folhinha | |
| Com show dia 17 no Ideal Clube, Paulo José Benevides fará o lançamento oficial de sua Big Band que fez o maior sucesso numa ´avant-première´ realizada na festa de casamento de Mariana Lazar e Frank Borges e na festa-folhinha de Jorge Parente, no Barbra´s Cambeba. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
30 de maio de 2005 |
| ENCONTRO DE NEGÓCIOS | |
| Encontro de negócios deve movimentar R$ 10 milhões | |
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Juazeiro do Norte (Sucursal) — Se depender do slogan do I Encontro Internacional de Negócios do Cariri, os produtos da região vão ganhar o mundo. O evento será no período de 8 a 10 de junho, no Palácio da Microempresa de Juazeiro do Norte. O superintendente do Sebrae/CE, Alci Porto Gurgel Júnior, adiantou que já estão confirmadas as participações de 20 compradores internacionais e mais 15 do Brasil. A programação foi apresentada aos parceiros durante solenidade.
A intenção do evento é contribuir para a abertura de novos mercados destinados às micro e pequenas empresas do Cariri tendo em vista a internacionalização. O superintendente do Sebrae, Alci Porto, prevê que o encontro será de grande interesse de toda a comunidade do Cariri. Ele lembrou que, em abril, o IX Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, realizado em Fortaleza, movimentou cerca de R$ 30 milhões. Foram 250 participantes e compradores de 16 países. Em relação ao Cariri, estima um volume de negócios da ordem de R$ 10 milhões junto a cerca de 95 participantes. “Esse montante de recursos vai oxigenar a economia local, inserir empresas caririenses no mercado internacional e gerar empregos na região”, previu o superintendente. Segundo ele, estão confirmadas as participações de empresários dos seguintes países: Cabo Verde, Chile, Costa Rica, Guiana Francesa, Honduras, Panamá, Portugal, Senegal e Venezuela. Nas prateleiras das rodadas de negócios, vão estar jóias folheadas, confecções, artesanato e calçados. O prefeito de Juazeiro, Raimundo Macedo, prometeu apoio e deu o tom católico no seu pronunciamento ao rogar as bênçãos do Padre Cícero ao Encontro Internacional de Negócios. “Muitas cidades grandes podem ter tudo, mas não possuem um Padre Cícero que nos guia e protege”, declarou. Membros da comitiva estão empenhados na organização do evento. Em recente visita ao Cariri, estiveram no galpão da fábrica-escola na Penitenciária, Fundação Casa Grande de Nova Olinda, o Museu de Fósseis e o Pontal da Santa Cruz de Santana do Cariri e caminhou por trilha ecológicas da Chapada do Araripe. | |
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| O POVO |
30 de maio de 2005 |
| ANUÁRIO DO CEARÁ 2005 | |
| ANUÁRIO - Quanto vale uma marca | |
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Ao investir na pesquisa Anuário-Datafolha, a publicação e O POVO dão as suas contribuições para a qualificação do negócio da comunicação no Estado
[30 Maio 01h22min 2005] Marcas são para ser lembradas. Não sendo assim, são apenas fantasia. A pesquisa Anuário-Datafolha mede essa força. Como um hemograma completo, um raio-x enfim. Indica a exata medida do quão saudáveis estão as marcas que trafegam no nosso dia-a-dia. A pergunta é simples. A resposta idem. O resultado transparente. ‘‘Qual a primeira marca que lhe vem à cabeça quando se fala em...?’’. O levantamento assinado por um dos institutos de maior credibilidade do País, o Datafolha, constitui-se na referência principal do mercado cearense desde sua primeira edição, no Anuário do Ceará 2002. Ao investir num estudo dessa dimensão, o Anuário e O POVO dão as suas contribuições para a qualificação do negócio da comunicação no Estado. Com os índices medidos pela pesquisa, as empresas dos diversos setores enfocados e as agências têm em mãos uma mira respeitável. A munição fica por conta do talento e da eficiência das estratégias de comunicação e da escolha da mídia mais adequada. O uso inteligente das informações da pesquisa Anuário-Datafolha não combina com tiros a esmo. Exige foco bem definido, especialmente no público com maior poder de consumo - a propósito, aquele que mais lembra da marca O POVO, com 60,9% de recall no segmento que ganha mais de 10 salários mínimos. Veículos, de radiodifusão ou impressos (sobretudo), devem ser os primeiros a valorizar a própria marca. Jocélio Leal, editor-executivo do Anuário do Ceará Atributos e características [30 Maio 01h22min 2005] A marca deve, por excelência, ficar no consciente e no inconsciente do consumidor. Ela pode até está adormecida, mas se há um desejo de consumo na pessoa, essa marca poderá ser despertada. Isso acontece quando ela se sedimenta, é bem processada, desenvolvida e cuidada. Ela assume uma identidade, que toma como base os atributos que conquista no decorrer da sua trajetória. Quando a marca se caracteriza por sua força dentro do mercado, absorve até a possibilidade de se renovar graficamente, conceitualmente e mercadologicamente, sem nenhum ônus para a sua permanência e sem comprometer o espaço já conquistado. A manutenção do processo de trabalho de uma marca necessita ser continuamente tratada. Permanecer contemplativo diante do distanciamento dos imputs que a marca deve produzir naqueles potenciais consumidores é permitir que sua lembrança se localize às margens do mercado. Mesmo com uma presença representativa na cabeça do potencial consumidor, ela precisa ser trabalhada e revigorada, retomando sempre o sentimento latente da sua plena jovialidade. Para detectar como se dá o comportamento do consumidor em relação às marcas, a pesquisa Anuário-Datafolha, mediante o processo de trabalho em busca do recall, desenvolveu uma amostragem quantitativa, com abordagem pessoal, através da aplicação de questionário estruturado, com a pergunta ‘‘Qual a primeira marca que lhe vem à cabeça quando se fala em...?’’. Dos 608 consumidores cearenses que responderam a pergunta, 33% têm mais de 41 anos, 44% completaram o ensino médio, 29% pertencem à classe C e 79% ganham até cinco salários mínimos. As respostas espontâneas revelam as marcas mais lembradas em segmentos diversos e configuram o percentual de recall, ou seja, o índice de lembrança. Na seqüência, de acordo com o Anuário, o entrevistado menciona uma segunda marca. Os dados dessa segunda opção configuram o índice de awareness. Esse ano a pesquisa Anuário-Datafolha apresentou segmentos novos: café, curso de pré-vestibular, loja de eletro-eletrônico, loja de pneus, loja de roupas, de sapatos, laboratório, órgão público, operadoras de telefone celular, operadoras de DDD, como a empresa preocupada com o meio-ambiente e problemas sociais. Além desses, a publicação Anuário 2005 permanece com os índices já existentes em outras edições, com 17 segmentos: aguardente, cerveja, refrigerante, jornal, colégio, faculdade, loja de material de construção, ótica e joalheria, shopping center, supermercado, hospital, plano de saúde, banco, concessionária de automóveis, construtora, empresa de ônibus e hotel. Cuidar da imagem e da credibilidade é fundamental. No mercado há 77 anos como uma organização conceituada pela credibilidade, atuação no mercado e atributos conquistados através do seu desempenho, O POVO mantêm o recall da marca sedimentado na cabeça dos consumidores cearenses. Depoimentos [30 Maio 01h22min 2005] ‘‘Pela relevância e qualidade das informações constantes nessa publicação viva, que é uma das mais antigas do Estado, o Anuário do Ceará torna-se uma fonte imprescindível de consulta e estudos para todos os segmentos da sociedade cearense, do estudante ao empresário. É uma publicação de vanguarda, com uma base rica de informações sociais, econômicas, educacionais e empresariais do Estado’’ Paulo Roberto Meinerz, Superintendente Estadual do BB ‘‘Mais uma vez fomos a empresa mais lembrada na área automotiva. Este feito ocorre há mais de uma década consecutiva. Isto faz parte de um trabalho que se iniciou há 18 anos, coincidindo com o início das operações da concessionária Saga no Ceará. São estas lembranças dos consumidores que nos fazem levantar cedo e gerar o clima que geramos dentro da Saga. É um orgulho muito grande para nós fazermos parte do Anuário de 2005. Sabemos da riqueza deste material que fica como grande fonte de pesquisa para os mais variados assuntos da cultura cearense’’ Marcos Goldstein, Diretor Superintendente Saganor VW ‘‘O Anuário do Ceará é um diagnóstico amplo e de fácil entendimento sobre a realidade que cerca e redimensiona o Estado, sendo assim de suma importância, tanto para o conhecimento de empresários e cidadãos cearenses quanto para pessoas de fora. A abrangência do conteúdo do Anuário faz dele um livro de consulta constante, pois além de nos permitir reconhecer as grandezas do Ceará, aponta para as necessidades de maiores benfeitorias; como e onde se pode investir para aprimorar os atuais parâmetros. Fora isso tudo é ainda uma publicação que amplia o prazer da leitura, reunindo além de toda essa gama de informações contextualizadas, idéias de intelectuais cearenses sobre diversas e importantes abordagens’’ Francisco Jereissati Cysne, Diretor de Operações da rede de supermercados Pão de Açúcar Regional Ceará-Piauí ‘‘O Anuário apresenta diagnóstico político, econômico e social do Ceará e certamente servirá de base para toda produção de conhecimento no Estado. É um exemplo da excelência de qualidade que pode ser atingida fora do eixo Rio-São Paulo. O Anuário faz ainda uma radiografia precisa do competitivo mundo empresarial por meio da pesquisa Top of Mind executada pelo Datafolha e é com alegria que vejo a Organização Educacional Farias Brito liderar o segmento em que atua’’ Tales de Sá Cavalcante, Diretor da Organização Educacional Farias Brito ‘‘O Anuário já se firmou como marca e como instrumento. É um guia completo. Através dele, somos apresentados a informações essenciais sobre o cenário político, econômico e cultural da nossa cidade e do nosso Estado. Não bastasse isso, o novo Anuário dá mostras de profissionalismo e, além de radiografar as nossas instituições, nos brinda com páginas de história e análise’’ Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza ‘‘O Anuário do Ceará 2005 descreve de forma clara e objetiva como nos encontramos, através de indicadores consistentes e universais. Isso o credencia como um importante fonte de conhecimento e pesquisa’’ Wandemberg dos Santos, Superintedente do IJF ‘‘Estar no Anuário do Ceará, pela terceira vez, como marca Top of Mind é, com certeza, motivo de grande satisfação para a Unimed de Fortaleza. Sabemos do nosso trabalho junto aos nossos clientes, da nossa preocupação em atendê-los bem, mas saber que somos os primeiros a ser lembrados quando perguntados sobre planos de saúde, é o nosso melhor prêmio’’ Mairton Lucena, presidente da Unimed de Fortaleza ‘‘Este Anuário é de grande valia para a sociedade como um todo. No melhor dos conceitos podemos considerar como uma enciclopédia, e que será útil para o nosso dia a dia, no âmbito pessoal e profissional.Todo seu conceito, desde a sua edição até sua apresentação, nos remete como se apreciássemos uma obra-prima. Só O POVO e o Anuário do Ceará juntos, poderiam oferecer uma publicação tão importante ao estado do Ceará’’ Antonio José de Freitas Mello, Diretor Comercial Normatel ‘‘O Anuário é um retrato atualizado do Ceará, trazendo informações técnicas, econômicas e culturais que servem como importante fonte de pesquisa para muitos segmentos da sociedade, dos políticos aos estudantes. Partindo de um jornal de referência para apoiar essa iniciativa, não poderia sair outra coisa, a não ser um produto com esse nível de qualidade’’. Ília Freitas, Diretora do Grupo Jereissati, empresa que administra o Iguatemi | |
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