Fortaleza, CE – Segunda-feira, 28 de Abril de 2003

CEDIP - Centro do Conhecimento, Editoração, Documentação e Pesquisa – Unidade de Clipping

SFIEC

- IEL/CE realiza Curso de Gestão Empreendedora

- Gente de Empresas – Comenda  

- Gente de Empresas – Ceará e a Itália

- Gente de Empresas – Simagran-CE

- Associação Comercial em festa

- Plano considera múltiplos aspectos do empreendimento

- A CLT deve ser modificada?

- Estágios – IEL-CE    

- Cursos – FIEC/SENAI – CETAE   

- Saúde - Projeto vai atender a bairros carentes

- Centro voluntário será lançado amanhã

- Há 60 anos educando para o trabalho e cidadania

- Ceará quer parcerias com indústria italiana

- Aracati ganha unidade industrial de pescado

- Curso de Especialização Lato Sensu  

 

CEARÁ

- Vaivém – Indústria Têxtil

- Norton Lima Jr. – Tipo exportação  

- Bate papo na calçada – Indústria em Guaiúba 

- Vale Tudo – Geração de Empregos   

- Vertical S/A - Guerra da água mineral

- Vertical S/A – Cana

- Atração de investimentos - Falta de poupança obriga uso de incentivo fiscal no Estado

- Governo anuncia nova política de informática

- Propostas para a pesca e aqüicultura

- Fomento à pesca artesanal terá R$ 55 mi

- Pesca artesanal - Produção potencial é de 1,4 mi de toneladas por ano

- Apoio ao segmento artesanal é estratégico para crescimento

- Cresce produção de leite e reclamações contra indústrias

- Buggys cearenses desembarcam na França

- Exportações de camarão podem crescer 40%

- Dnocs anula licitações de projetos cearenses

 

MEIO AMBIENTE

- Nova Olinda - Consórcio de lixo beneficia 22 famílias

- Sancionada lei que garante acesso a dados ambientais

 

SUDENE

- Ciro: “Projeto da nova Sudene está pronto”

- A nova Sudene

 

REFINARIA

- Vertical S/A - Refinaria: só vontade não basta

- Projeto prevê instalação da refinaria no Nordeste

- Petrobrás vai construir nova refinaria no País

 

BRASIL 

- Governo começa a definir regras do grupo estratégico

- Governo inicia discussão sobre política industrial

- Reforma Tributária - Proposta do governo é superficial, dizem indústria e serviços

- Reforma tributária vai acabar com guerra fiscal

- Carga tributária alta incentiva sonegação

- Empresas passarão a descontar 11% do contribuinte individual

 

MERCADO DE TRABALHO

- Desemprego disparou na Capital em fevereiro

- Desemprego de 12% em março

 

INDÚSTRIA

- Por dentro das curvas – Indústria automotiva

- Indústria "sofre" para criar produtos

- Indústria de máquinas prevê crescimento

- Indústria tenta elevar consumo de milho

 

 

AGÊNCIA CNI     

25 de Abril de 2003

 

 

IEL/CE

 

IEL/CE realiza Curso de Gestão Empreendedora

Fortaleza - O Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL/CE) está realizando, de 7 a 29 de abril, o Curso de Gestão Empreendedora para Lideranças para quatro turmas. O curso, para trabalhadores autogeridos, cooperados, líderes de comunidades e associações de bairros, visa capacitá-los para que se tornem multiplicadores da gestão empreendedora.

Desde 1997, o IEL-CE realiza eventos de capacitação com recursos do FAT- Fundo de Amparo ao Trabalhador, que abordam a questão do empreendedorismo, com excelentes resultados junto aos seus clientes naturais e à clientela prioritária do Plano Estadual de Qualificação.
O Curso de Gestão Empreendedora para Lideranças está acontecendo nas próprias sedes dessas instituições, para facilitar o deslocamento dos alunos e colocar os instrutores o mais próximo possível da realidade da clientela.

Os locais são o Conselho de Moradores do Bairro Presidente Vargas, Associação dos Moradores do Conjunto Planalto das Goiabeiras, Conselho Comunitário de Messejana e Associação Comunitária do Morro de Santa Terezinha. Devem ser capacitados cerca de 132 profissionais.

Mais informações: (85) 466-6508 e 466-6509

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

FIEC 

 

Gente de Empresas – Comenda 

O deputado federal Antônio Delfim Neto (PPB-SP) será agraciado com o prêmio Corecon-Ce - Excelência Econômica do Brasil. A entrega está marcada para às 19h30min do dia 7 de maio, no Salão Caelius e Aventino, no Caesar Park Hotel. O Conselho Regional de Economia (Corecon) também entregará comendas para secretários do Governo Lúcio Alcântara e economistas cearenses de destaque no cenário político e econômico do Estado. Os economistas receberão a Comenda Ari de Sá Cavalcante. Os agraciados serão: Alex Araújo; Mauro Benevides Filho; Paulo Fontenele; Roberto Matoso e Mônica Clark, todos secretários do Governo do Estado. Também serão agraciados: Sérgio Alcântara (Sebrae); Jorge Parente (Fiec) e Roberto Smith (BN).

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

FIEC 

 

Gente de Empresas – Ceará e a Itália

Negócios
O presidente da Comissão da Indústria, Comércio e Turismo da Câmara dos Deputados da Itália, Bruno Tabacti, participa na próxima segunda-feira, 28, às 19 horas, da reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará(FIEC). Na ocasião, ele falará sobre oportunidades de intercâmbio comercial entre o Ceará e a Itália. A visita do parlamentar italiano também faz parte da estratégia da diretoria da FIEC de incentivar as exportações do Estado, além de promover a aproximação com aquele país europeu.

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

Simagran

 

Gente de Empresas – Simagran-CE

Os empresários Demontiê Aragão e André Pinheiro tomam posse na próxima segunda-feira, 28, às 18 horas, respectivamente, como presidentes da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará – Simagran-CE. O evento acontece na FIEC. Na ocasião, serão também empossados os delegados representantes da entidade.

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

Associação Comercial

 

Associação Comercial em festa

João Porto Guimarães assumiu a presidência da Associação Comercial (entidade com 137 anos), em noite brilhante. Quando da solenidade realizada no cenário do Ideal Clube, além da posse, aconteceu a entrega do Troféu Carnaúba ao industrial Jaime Aquino, maior produtor de caju do mundo. Governador Lúcio Alcântara compareceu, assim como o presidente da CACB, Luís Otávio Gomes, ambos discursando e destacando a situação nacional e suas esperanças.

Presidentes Lívio França e João Guimarães com Lobelita e Conceição e os casais Nádja e Jorge Parente e Maria José e Bruno Iuguetti.

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O POVO       

26 de Abril de 2003

 

 

Desenvolvimento do Estado

 

Plano considera múltiplos aspectos do empreendimento

            A versão final da política de desenvolvimento do Estado foi apresentada ontem no auditório principal do Centro de Convenções, praticamente sem alterações em relação ao que foi apresentado no início de abril a representantes de classe na Fiec.

 

O governo do Estado apresentou ontem no Centro de Convenções de Fortaleza a versão final da política de desenvolvimento econômico do Estado. A adoção de um sistema de pontuação pelo qual indústrias que querem vir para o Ceará têm maior ou menor percentual de incentivos fiscais é a principal novidade da política O sistema leva em conta o volume de investimentos, o setor e cadeia pro­dutiva a que o empreendimento pertence, a geração de empregos, a quantidade de compra local, a localização e responsabilidade social, cultural e ambiental.

“O governador da Bahia Paulo Souto costuma dizer em reuniões que o que restou ao Nordeste foi comprar emprego. Dar incentivos para comprar empregos porque de outra forma não conseguimos atrair as empresas que querem se instalar”, disse Lúcio Alcântara. O governador ressaltou que a estra­tégia recém-anunciada é a seqüência do que vinha sendo fei­to no Estado nas administrações de Tasso Jereissati (presente no evento) que introduziu uma poli­tica de industrialização do Ceará com instrumentos fiscais e for­mação de infra-estrutura, mas, como em toda transição, precisa­va de um ajuste à personalidade dos governantes.

De ajuste, a política ganhou maior seletividade na hora de atrair os empreendimentos. O Fundo de Desenvolvimento In­dustrial que financia descontos no ICMS de até 75% para empre­sas que querem se instalar no estado continua com papel forte na atração de investimentos. Es­sa foi a fórmula que atraiu empresas como a Dakota, a Grendene, a Rigesa e a Mallory. A política está num documento de 50 páginas que pode ser adqui­rido na secretaria do Desenvolvi­mento Econômico ou consultado no site www.sde.ce.gov.br. A ver­são “semifinal” havia sido apre­sentada - em tom de lançamento oficial - no dia 2 último a uma pla­téia que lotou o auditório da Fede­ração das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), no entanto, estava aberta ainda a sugestões de enti­dades de classe. Entidades como as federações da indústria, do comércio e da agricultura e uni­versidades que participaram das discussões da proposta.

As chamadas indústrias estru­turantes, indústria de bens de consumo finais e seus compo­nentes, de alta tecnologia ou de base tecnológica estão na mira do governo, além das pertencen­tes às cadeias produtivas coureiro-calçadista, móveis, con­fecções, têxtil, metal-mecânica e agroindústria.

 


Fornecer gás é a pendência

 

O impasse quanto ao fornecimento de gás pela Petrobras é a única pendência para a instalação da usina siderúrgica no complexo industrial e portuário do Pecém segundo o governador Lúcio Alcântara. O assunto foi o principal item da reunião de quinta-feira passada entre Lúcio e o presidente Luís Inácio Lula da Silva, em Brasília, segundo o governador. “Estamos precisando apenas que a Petrobras se decida a cumprir um protocolo que ela já tem com o governo do Estado de oferecer o gás para que a siderúrgica comece a funcionar”, disse ontem no Centro de Convenções. O governador disse esperar que, depois da conversa com Lula, na presença do Ministro José Dirceu, haja entendimento com o presidente da Petrobras para que a decisão seja tomada o mais rápido possível. A Vale do Rio Doce, o grupo italiano Danieli e o sul-coreano Dongkuk estão firmes na negociação, conforme Alcântara.

 

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O POVO       

27 de Abril de 2003

 

 

Leis do trabalho

 

A CLT deve ser modificada?

Às vésperas de completar 60 anos, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) poderá ter cerca de 100 de seus 922 artigos eliminados. Anteprojeto para tal medida está em elaboração no Ministério do Trabalho. Se aprovada, será a maior modificação na legislação trabalhista, que quase não foi alterada desde 1º de maio de 1943, quando foi sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas. Durante o governo Fernando Henrique, mudanças na legislação trabalhista chegaram a ser cogitadas, mas a discussão não foi adiante pela oposição do movimento sindical, principalmente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Viés
''A CLT representou um momento singular nas relações de trabalho, garantindo ao assalariado condições dignas. Decorridos 60 anos de sua implementação, a conjuntura de mudanças por que passa o mundo exige novas metas a serem alcançadas para o desenvolvimento econômico e social. Um ordenamento jurídico de vanguarda, no qual os trabalhadores detenham, não apenas os direitos mínimos, deve garantir o desenvolvimento industrial em prol de toda a nação. A flexibilização é um viés que deve ser observado para a convergência dos interesses supostamente antagônicos do trabalhador e do obreiro''.
Jorge Parente
Pres. da Fed. das Indústrias do Ceará (Fiec)



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O POVO     

27 de Abril de 2003

 

 

IEL-CE

 

Estágios – IEL-CE   

IEL-CE

Avenida Barão de Studart, 1980, sobreloja do prédio da Fiec, Aldeota – Fone: 466.6510

 

ENSINO TÉCNICO

Contabilidade – 03 vagas

SUPERIOR

Informática – 04 vagas

Turismo – 01 vaga

Biblioteconomia – 01 vaga

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O POVO     

27 de Abril de 2003

 

 

FIEC

 

Cursos – FIEC/SENAI – CETAE  

 OPERADOR DE TELEMARKETING (20h) – 12 A 16 de maio – 18h ás 22h – R$ 85,00 – O curso tem o objetivo de aperfeiçoar técnicas de vendas e atendimento telefônico que auxiliarão na melhoria de resultados. A facilitadora é Michelle Ribeiro.

Qualidade no Atendimento ao Cliente (20h) – 19 a 23 de maio – 18h às 22h – R$ 60,00 – O objetivo é desenvolver princípios e ferramentas básicas que assegurem a qualidade no atendimento, estimulando e fortalecendo relações de parcerias entre as pessoas. A facilitadora é Michelle Ribeiro.

 

               

AUDITORES INTERNOS DA QUALIDADE (20h) – 12 a 16 de maio – 18h ás 22h – R$ 120,00 – O objetivo é capacitar e atualizar profissionais da área da Qualidade na elaboração e execução de programas de Auditorias Internas da Qualidade.

 

CONTABILIDADE E CONTROLADORIA (60h) – 05 a 30 de maio – 18h30 ás 21h30 – R$ 135,00 – O curso tem como objetivo enfocar a contabilidade como instrumento de decisão, dando condições aos alunos de conhecer e identificar o papel da controladoria no processo administrativo. As aulas serão ministradas por Roselene Couras Del Vecchio.   

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DIÁRIO DO NORDESTE      

27 de Abril de 2003

 

 

Saúde

 

Saúde - Projeto vai atender a bairros carentes

Atendimento de saúde gratuito e de qualidade. Essa é a proposta idealizada pela organização não-governamental Instituto Vida de Responsabilidade Social, com o apoio da Fiec, que vai apresentar para a sociedade, amanhã, às 08h30min, o projeto de Centro de Atendimento Médico Voluntário, no auditório Waldyr Diogo, da Fiec.

Conforme o coordenador da instituição, João Neto, o projeto prevê a instalação de uma unidade no bairro Autran Nunes para realizar atendimento gratuito para o bairro e adjacências, inicialmente nas áreas de pediatria, ginecologia, clínica geral, cardiologia e psicologia. A previsão é que até dezembro, 15 mil pessoas sejam atendidas. O projeto inclui ainda a criação de farmácia viva e abertura de espaço para o atendimento, também gratuito, de terapias complementares, a exemplo da acupuntura e massagem terapêutica.

Já existem 32 profissionais de saúde disponíveis para realizar o atendimento voluntário. João Neto disse que, através de doações de empresas, já foi possível adquirir um aparelho eletrocardiógrafo, faltando ainda um ultra-som portátil. A inauguração do centro está prevista para o final de maio. Informações pelos fones 9609.5606 ou 466.5845.

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O POVO       

27 de Abril de 2003

 

 

Saúde

 

Centro voluntário será lançado amanhã

Vai ser lançado amanhã, 28, no auditório Waldir Diogo, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o projeto Centro de Atendimento Voluntário, iniciativa da Organização Não Governamental (ONG) Instituto Vida de Responsabilidade Social, que tem o apoio da Fiec. O objetivo inicial é a instalação de uma unidade no bairro Autran Nunes, para atendimento gratuito para a população nas áreas de pediatria; ginecologia, clinica geral, cardiologia e psicologia. A assistência será extensiva aos bairros do Parque Genibaú, São Miguel, Bom Sucesso, Conjunto Ceará, Granja Portugal e Henrique Jorge.

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DIÁRIO DO NORDESTE      

27 de Abril de 2003

 

 

SENAI

 

Há 60 anos educando para o trabalho e cidadania

Serviço Nacional de Aprendizagem industrial do Ceará (SENAI-CE naus 60 anos de atuação no Estado buscando continuamente contribuir com o desenvolvimento da indústria cearense, por meio de uma constante inovação da Educação para o Trabalho e a Cidadania, além de disseminar conhecimento e tecnologia.

A data orgulha todos os,que fazem a SENAI-CE. Nesses 60 anos, a instituição teve vários momentos de repensar, refletir e redirecionar sua linha de atuação, mostrando uma capacidade de adaptação aos cenários que se apresentavam e que continuam sendo a chave para sua evolução constante.

A transformação dos ambiente onde o SENAI atua no país exigiu e exige uma constante mudança, fruto de uma história construída diariamente. Por isso, o SENAI-CE sabe que os anos por vir exigirão muito mais do que os 60 anos passados. A instituição, no entanto, entende que está pronta para assumir mais esse desafio. Para, adequar aos novos tempos, sempre que necessário.

No Planejamento Estratégico do SENAI 2000-2010, em âmbito nacional, foram traçadas as metas que ajustaram o órgão por meio de uma mudança cultural que priorizou a produção e disseminação de informações e a adaptação, geração e difusão de tecnológia. Mudar de foco. Extrapolar o treinamento para voltar o SENAI para a prestação de assessoria técnica e tecnológica.

Nesse sentido, a preparação de recursos humanos para o trabalho e a cidadania é a meta principal da atuação da instituição no Ceará, alinhada a um moderno ambiente tecnológico, que se destaca pela inovação nas áreas de automação, robótica, gás natural, instrumentação, eletroeletrônica, design e meio ambiente, configurando um atendimento prioritário a todos os setores da indústria, evidenciado pelos números citados adiante.

Como resultado de um dedicado esforço institucional, somado à construção de alianças e parcerias, o SENAI-CE alcançou desempenho positivo no exercício do ano 2022, que se revela quantitativa e qualitativamente em distintos e interligados, campos: em Educação Profissional, destacam-se 89,163 matrículas; em Assesssoria Técnica e Tecnológica, foram 14.640 horas de atendimento às ernpresas.

E quando se fala em responsabilidade sócio-ambiental e competitividade dos sistemas produtivos, o papel do SENAI-CE está especificamente voltado para a preparação profissional de Pessoas com Necessidades Especial – PNE’S, tendo capacitado dezenas pessoas; realiza de cursos gratuitos de aprendizagem industrial para jovens na faixa etária maior de 14 anos e menor de 18 anos;  desenvolvimento do Programa Serviço Civil, Voluntário, em parceria com o Ministério da Justiça, O Ministério do Trabalho e empregos - MTE e a Secretaria do Trabalho e Ação Social – Setas, para capacitação de 140 jovens em situações de risco, contribuindo de .forma qualitativa para o seu desenvolvimento, através do estímulo ao exercício da cidadania, à solidariedade e à construção do conhecimento, criando oportunidades de inserção desses jovens no mundo produtivo.

            É importante destacar que o SENAI-CE, há 60 anos, vem transformando jovens e adultos em profissionais qualificados que, com seus conhecimentos e inteligência, ajudam nossas indústrias a produzir mais e melhor, tornando-as mais competitivas e modernas, colaborando, assim, para o desenvolvimento.

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O ESTADO       

28 de Abril de 2003

 

 

FIEC

 

Ceará quer parcerias com indústria italiana

Confecções, couro, calçados, mobiliário, metal-mecânico e têxtil são os setores mais visados para a parceria entre Estado e Itália

O Ceará pode estar cada vez mais próximo da Itália. Pelo menos esta é a intenção da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, FIEC, que convidou o presidente da Comissão da Indústria, Co­mércio e Turismo da Câmara dos Deputados da Itália, Bru­no Tabacti, para uma reunião de diretoria, onde devem ser discutidas oportunidades de intercâmbio comercial entre o Estado e o país europeu.

A visita do parlamentar italiano faz parte de uma es­tratégia da diretoria da FIEC de incentivar as exportações do Estado, além de promover a aproximação com a Itália. O primeiro passo para essa ten­tativa de aproximação acon­teceu ainda em 2001, quando uma missão comercial cea­rense, tendo à frente o presi­dente da FIEC, Jorge Parente esteve no país com uma co­mitiva dos setores de confec­ção, couro, calçados, mobili­ário, têxtil e metal-mecânico, conhecendo a potencialidade do mercado do país (destaque em todos essas áreas) em es­tabelecer parcerias com os empresários locais. Os parti­cipantes que formaram a co­mitiva, além de visitarem empresas, mantiveram con­tato com a Câmara de Comér­cio e Indústria de Vicenza, na região do Veneto, esco­lhida para iniciar o inter­câmbio. Depois disso, outras duas viagens já foram reali­zadas.

De acordo com a avaliação de empresários cearenses que estiveram na Itália, as empresas do Veneto têm tec­nologia, excelentes produ­tos e capital, mas estão inse­ridas em um mercado euro­peu saturado. Segundo da­dos divulgados pela assesso­ria de imprensa da FIEC, o aspecto decisivo para a par­ceria com o Brasil foi justa­mente este, a falta de mão­-de-obra na região, onde, pra­ticamente, existe uma em­presa para cada seis habitan­tes. O empresariado italiano, então, estaria muito aberto às possibilidades de parcerias com o Brasil. “Aindústria de lá paga pelo menos mil dóla­res para o operário, e recolhe praticamente o mesmo valor com encargos sociais. Aqui este custo fica pela metade”, declara Jorge Parente. Em re­lação aos benefícios de futu­ras parcerias para o Ceará, o presidente da FIEC aponta inicialmente a transferência de tecnologia, que deixará a indústria local mais prepara­da para disputar o mercado internacional.

Jorge Parente – Tecnologia é o principal benefício da parceria

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DIÁRIO DO NORDESTE       

28 de Abril de 2003

 

 

Pesca  

 

Aracati ganha unidade industrial de pescado

Com capacidade para processar 75 toneladas de produto/dia, já está funcionando em Aracati a segunda Unidade Industrial de Pescado do grupo Compescal, um dos maiores exportadores de camarão e lagosta do Ceará. A inauguração da fábrica aconteceu na última sexta-feira, 26, com a presença do governador Lúcio Alcântara, e recebeu a visita do secretário Nacional da Pesca e Aqüicultura, José Fritsch, na manhã de sábado, 27. A solenidade de inauguração foi bastante prestigiada com a presença de convidados, autoridades e representantes dos principais países compradores do produto da empresa - Espanha, França, Estados Unidos e Japão. A Compescal é uma empresa que nasceu em Aracati há 20 anos, e hoje atua na Bahia, Minas Gerais e Pará. É fruto da visão de futuro do então agricultor e pescador e hoje empresário Expedito Ferreira da Costa. Hoje, atua com ênfase na criação de camarão em cativeiro e fez da atividade o carro-chefe da produção,  exportando para mercados da Europa, Ásia e América do Norte. Expedito Ferreira da Costa, com mesma simplicidade que tem marcado sua trajetória empresarial, diz que sempre apostou no segmento. Sua visão de futuro levou-o a navegar em águas profundas. Mesmo estando de olho nos lucros obtidos pela rentabilidade da atividade, o que movia o empresário para conquistar seus ideais era o desejo de ver seu município crescer e fortalecer sua economia e, isto significava criar oportunidades de emprego para seus conterrâneos. Hoje, o grupo Compescal gera cerca de 2000 empregos diretos nas mais diversas empresas. Somente nesta fábrica, são 600 empregos diretos e cerca de 100 indiretos, sendo uma mão-de-obra na maioria formada por mulheres, o que assegura mais uma fonte de renda para famílias aracatienses. Ao falar na solenidade de inauguração da fábrica, Expedito, como bom religioso, elevou sua primeiras palavras em agradecimento a Deus por estar conquistando mais uma vitória. Falou da trajetória da empresa e dos desafios a serem enfrentados, quais sejam prestar apoio aos pequenos produtores e ampliar a área de cultivo de camarão de 300 ha hoje, para 500 ha. O governador Lúcio Alcântara, por sua vez, foi cobrado para dar mais apoio a aqüicultura, setor que está sendo visto como uma alternativa viável para enfrentar a escassez do pescado na costa cearense. Lúcio comprometeu-se em estudar a viabilidade de projetos voltados para a criação de pescado em cativeiro com o aval do governo, destacando que o incentivo a atividade está dentro da sua proposta governamental de fomentar um desenvolvimento sustentável criando oportunidade de emprego, renda e divisas para o Estado. “Tudo isso de forma responsável, como está sendo feito pelo Expedito, respeitando, principalmente o meio ambiente”. O presidente da Federação da Indústria e Comércio do Estado, Jorge Parente, colocou à disposição seus instrumentos educacionais como o Senai para capacitar mão-de-obra. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão, Itamar Rocha, destacou a importância do setor na economia brasileira e observou que fábrica da Compescal é a maior do Nordeste. Segundo dados fornecidos por Itamar, a capacidade de produção de um dia da unidade, 75 toneladas, representa mais do que o Brasil exportou do produto em 1998. Disse também que segundo estudo recente da Universidade Federal de Pernambuco, a atividade responde por 3,75 dos empregos gerados no setor primário no Brasil, ou seja 96% do emprego no nível elementar, sem exigir qualificação, está na pesca e, por isso, necessita ser incentivo pelo governo. Uma grande chuva batizou a festa, na sexta-feira, que foi regada a muito camarão. No sábado pela manhã, o empresário Expedito Ferreira da Costa e presidente da Ceasa, Caetano Guedes, receberam a comitiva do secretário José Fritz. Fritz visitou as instalações da unidade e disse que estava feliz por ter conhecido um projeto pioneiro que deu certo no Ceará.

 

ATIVIDADE PESQUEIRA
Setor terá política de incentivo

Num encontro realizado no CVT de Aracati, na manhã de sábado, o secretário Nacional da Pesca e da Aqüicultura, José Fritz, foi cobrado para implantar uma política de incentivo ao setor, principalmente com abertura de linhas de crédito e melhor acesso aos bancos pelos pequenos produtores. Na platéia, empresários, políticos, presidentes de entidades e pequenos produtores da região do litoral leste do Estado.

Para o secretário, foi um debate bastante proveitoso. Segundo ele, é determinação do presidente Lula é o fortalecimento da atividade pesqueira no Brasil. E convocou a todos os segmentos da cadeia produtiva do pescado para participar com sugestões da conferência estadual visando a elaboração de um plano de desenvolvimento da pesca sustentável e responsável. Ele defendeu a aqüicultura -criação de pescado em tanques ou viveiros - como uma alternativa viável para oferecer um novo ordenamento da economia que tem como base essa atividade. Mas reconheceu que falta organização das categorias e prometeu investir na educação e conscientização dos pescadores, principalmente fortalecendo as suas colônias que hoje investem mais na questão do apoio ao social do que na discussão da problemática e busca de melhorias para o setor.

O prefeito de Aracati, José Hamilton, reconheceu o esforço do governo de buscar soluções para o setor primário de produção e destacou que o litoral leste sofre com a pesca predatória e pediu apoio da secretária para o pescador artesanal. Representantes de várias categorias envolvidas na cadeia produtiva da pesca participaram do debate e enfatizaram, ainda, a necessidade de uma fiscalização rigorosa para combater a pesca predatória que hoje praticamente dizimou a produção de lagosta na costa cearense.

O secretário José Fritz falou das diretrizes da sua pasta e voltou a dizer que, embora sem dotação orçamentária para este ano, o órgão não surge totalmente descapitalizado.

“Temos recursos do governo, através do Pronaf, que vamos direcionar para projetos de aqüicultura em torno de R 55 milhões e ainda recursos de financiamentos bancários que também vamos tornar viáveis”, sinalizou. Disse que todas as questões levantadas pelos pescadores do litoral leste do Ceará são comuns a muitas outras regiões e esses pontos, incluindo a fiscalização serão enfrentados com medidas de ordenamento.

Na tarde de sábado, o secretário Nacional da Pesca e Aqüicultura e sua comitiva foram até o vizinho município de Icapuí, onde conheceu o projeto de criação de camarão comunitário, numa área de 26 ha, fez um passeio do barco escola e participou da abertura da 6ª Volta ao Mar comemorando o retorno na pesca da lagosta que acontece no próximo dia 1º de maio.

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O POVO     

28 de Abril de 2003

 

 

Educação

 

Curso de Especialização Lato Sensu 

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

Indústria Têxtil 

 

Vaivém – Indústria Têxtil

Qualidade
O presidente Sandro Fiuza, do Sindicato da Indústria Têxtil, acaba de contratar o laboratório da Citeve, de Portugal, para controlar a qualidade da indústria têxtil do Ceará.

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O ESTADO       

28 de Abril de 2003

 

 

Camarão  

 

Norton Lima Jr. – Tipo exportação 

Ninguém sabia e o empreendimento sequer foi anunciado, mas o ex-todo-poderoso secretário de Governo da Era Tasso, Assis Machado Neto é o novo empresário de camarões do Estado. Tem léguas de fazenda em Camocim.

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O POVO      

26 de Abril de 2003

 

 

Industrialização Ceará 

 

Bate papo na calçada – Indústria em Guaiúba 

Renda
O município de Guaiúba deve ganhar dentro de seis meses a instalação de uma indústria. Trata-se da gaúcha Fort Fibra Indústria de Alimentos Ltda, de produtos derivados de fibra de vidro. Vai gerar cinqüenta empregos diretos.

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O POVO      

27 de Abril de 2003

 

 

Industrialização Ceará 

 

Vale Tudo – Geração de Empregos  

Exclusiva. A Rosset, uma das três maiores indústrias de confecções íntimas do Brasil, instala-se em Maracanaú. De saída, 110 empregos diretos. Ao cabo dos próximos três anos esta meta aumentará para 45O empregos. O investimento gira em torno de 50 milhões de reais. Tudo isso são os primeiros frutos do trabalho e do dinamismo do jovem secretário Régis Dias, a frente da SDE que, aliás, elaborou um programa de politica de Desenvolvimento Econômico para o Governo Lúcio Alcântara, caso único em todo o Brasil, para ninguém botar defeito.

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O POVO       

26 de Abril de 2003

 

 

Industria de Bebidas

 

Vertical S/A - Guerra da água mineral

O Sindicato das Indústrias de Bebidas (Sindibebidas) lançará campanha publicitária em maio, assinada pelas 12 empresas filiadas à entidade, contra as supostas marcas de água mineral clandestinas. Todas as filiadas declaram-se autorizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) - órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia - para explorar e comercializar água mineral. O slogan será: "Abra o Olho: Nem toda água vendida em garrafões de 20 litros é mineral". A diretora da Naturágua, Aline Telles, diz que o problema é de saúde pública. O esforço das indústrias do setor tem um motivo sólido: o Sindicato vê crescendo a entrada de marcas ditas clandestinas, enchidas em locais duvidosos, sem fiscalização pelos órgãos de saúde e vendidas a preços abaixo da média.

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O POVO       

26 de Abril de 2003

 

 

Industria de Bebidas

 

Vertical S/A – Cana

A Ypióca participa da Feira Brasil Cachaça, em São Paulo, com um estande típico do Ceará. A empresa mandou uma artesã para empalhar as garrafas no local. A ação da marca cearense foi reforçada com um anúncio de página dupla na Veja. Foram as primeiras de uma série de quatro veiculações criadas pela Íntegra.

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

Desenvolvimento Econômico Ceará

 

Atração de investimentos - Falta de poupança obriga uso de incentivo fiscal no Estado

Ontem pela manhã, uma platéia formada por empresários, políticos e representantes da sociedade civil, recebeu o governador Lúcio Alcântara e o secretário Régis Dias, no Centro de Convenções, para o lançamento da nova política econômica estadual, que define os critérios para atração de investimentos no Ceará.

A utilização de incentivos fiscais vai continuar sendo a principal ferramenta de atração de novas empresas para o Ceará. Os critérios mudaram, haverá maior seletividade dos investimentos, através de um sistema de pontuação, mas o Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI) permanece como o indutor dos investimentos. A nova Política de Desenvolvimento Econômico não prevê, em nenhum momento, qualquer aparato legal garantindo que a empresa incentivada, após o fim do benefício, continue trabalhando no Estado.

“A decisão de continuar ou não no Ceará depende exclusivamente da empresa. O que resta é respeitar a decisão”, analisa o secretário de Desenvolvimento Econômico, Francisco Régis Cavalcante Dias. “Acreditamos que com toda a infra-estrutura já montada no Estado a empresa não vai mudar seu foco de atuação, deixando para trás o que investiu.”

O gancho do incentivo fiscal permanece prioritário, de acordo com Régis Dias, porque o Estado do Ceará ainda não tem poupança suficiente para gerir maiores investimentos. “O nosso segmento privado, a grande maioria, não tem capital e fica na dependência de bancos para se financiarem.”

Ontem pela manhã, uma platéia formada por empresários, políticos e representantes da sociedade civil, recebeu o governador Lúcio Alcântara e o secretário Régis Dias, no Centro de Convenções, para o lançamento da nova política econômica do Ceará. Dias fez um resumo das principais modificações que vão nortear a decisão de investimentos das empresas no Estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico confirma que a defesa da interiorização e descentralização dos investimentos ainda é uma bandeira importante, mas não levará em conta somente a questão da localização geográfica dos investimentos. Além deste critério, mais cinco se agregaram.

A concessão se dará de forma seletiva, com base em um sistema de pontuação que leva em conta volume de investimento, setores e cadeias produtivas, geração de emprego, impacto sobre a demanda por matérias-primas, insumo (inclusive energia elétrica) e serviços locais, localização geográfica, responsabilidade social, cultural e ambiental. “Se a empresa comprar mais de 40% de insumos no Estado receberá mais 8% de incentivos que se somarão as outros pontos que ela terá. Cada um dos seis critérios terá pesos ponderados”, explica.

Em paralelo ao lançamento da nova política, empresas que vieram para o Ceará a partir do mecanismo do incentivo fiscal participaram ontem de feira de exposição de produtos no Centro de Convenções.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Descentralização da economia é prioridade

Mesmo priorizando a interiorização, em princípio, a localização geográfica do investimento será livre, de acordo com as premissas da nova Política de Desenvolvimento Econômico do Estado. O projeto receberá maior pontuação caso esteja fora da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e dentro de áreas consideradas estratégicas para a estruturação de cidades médias no interior do Estado.

Se a indústria se localizar no Complexo Portuário do Pecém terá pontos. Caso o empreendimento esteja focado em médias cidades, como Sobral, Juazeiro do Norte e Iguatu, a pontuação será de 4. Para a RMF, a pontuação é 4, desde que não esteja incluída a cidade de Fortaleza que tem pontuação zero.

De acordo com Régis Dias, anteriormente a Região Metropolitana recebia 39% dos incentivos e os municípios distantes mais de 300 quilômetros de Fortaleza ficava com 75%. “Agora, isto mudou para não prejudicar regiões que ficavam no limite das que recebiam mais incentivos e eram prejudicadas.” Caso a pontuação do empreendimento totalize 39, conquistará um benefício de 64% sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), mais um prazo de 10 anos para ter direito ao benefício.

O prazo dos incentivos será de no mínimo cinco anos e no máximo 15. Assim como a política industrial anterior, o benefício será utilizado para implantação, ampliação, diversificação, recuperação de empresas e estímulo à certificação de qualidade. O prazo de carência do financiamento, via FDI, será de 36 meses, a partir do qual inicia-se o pagamento do retorno.

A empresa será monitorada periodicamente para verificar se está cumprindo as metas estabelecidas e acontecerá por duas modalidades: pesquisa anual, através de questionário e visita técnica.

A nova política prevê penalidades para aquelas que não cumprirem as metas estabelecidas no contrato de concessão: a perda ou redução do benefício.

TURISMO - Os empreendimentos turísticos receberam um capítulo separado na nova determinação do governo estadual de atrair investimento. Obedecendo ao mesmo critério de pontuação, as empresas do setor interessadas em investir no Ceará poderão ter acesso ao FDI e diferimento do ICMS incidente sobre máquinas e equipamentos importados.

Mara Cristina Castro - Da Editoria de Economia

 

TOPO

 

 

DIÁRIO DO NORDESTE      

28 de Abril de 2003

 

 

Informática  

 

Governo anuncia nova política de informática

ABERTURA DA INFOBRASIL
 O governador Lúcio Alcântara anunciou, na solenidade de abertura da InfoBrasil, que no dia 8 de maio será apresentada pelo secretário de Administração, Mauro Benevides Filho, a nova estratégia para estruturar uma política na área de tecnologia da informação pelo governo do Ceará. Na oportunidade, Lúcio Alcântara recebeu o Troféu TOP 10 IN por sua atuação como senador.

Na abertura da 28ª Edição da InfoBrasil - Feira Itinerante de Informática e Telecomunicações, realizada no auditório do Sebrae, o governador Lúcio Alcântara anunciou que no dia 8 de maio será apresentada pelo secretário de Administração, Mauro Benevides Filho, a nova estratégia para estruturar uma política na área de tecnologia da informação pelo governo do Ceará, em conjunto com o secretário da Ciência e Tecnologia, Hélio Barros. Entre as novidades, a apresentação do novo layout do Portal de Serviços do governo estadual. Lúcio Alcântara foi homenageado com o Troféu TOP 10 IN pelo desempenho em prol do setor de tecnologia da informação, quando foi senador, relator da Lei de Informática e autor da lei de proteção da propriedade intelectual de software. O governador disse que a nova política de desenvolvimento do Estado, anunciada sexta-feira no Centro de Convenções, define pela primeira vez, através de mecanismos simples e claros, os incentivos para atração de empresas do setor de tecnologia da informação para o Ceará e para apoio às empresas sediadas no Estado.

Mauro Filho frisou que a Secretaria de Administração agora é, no organograma do governo, o órgão responsável pela gestão estratégica da Tecnologia da Informação, função antes delegada à Secretaria do Planejamento. Com a reforma administrativa aprovada pela Assembléia Legislativa, foi criada a Coordenadoria de Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação (CGETI) no âmbito da Sead, que será coordenada por Paulo Alcântara (ex-Metrofor). O secretário informou que a equipe da CGETI trabalha para o lançamento, no próximo dia 8 de maio, de uma versão atualizada do Portal de Serviços e Informações do Governo. Segundo ele, o Portal terá layout renovado e navegação mais dinâmica. “O Portal funcionará como umas das principais ferramentas de diálogo com a sociedade cearense, apresentando diariamente notícias com as principais ações em execução”, afirmou. Após o pronunciamento de Mauro Filho, o governador Lúcio Alcântara observou que o pedido que ele fez ao secretário vai além do Portal, e envolve todo o desenho de uma política do Estado para o setor de informática. Estaremos brevemente colhendo os frutos de uma proposta de Governo que prima pela transparência das ações, inclusão digital e desenvolvimento tecnológico, disse o secretário de Administração.

De acordo com Mauro Filho, o estande corporativo da Sead na InfoBrasil mostrou os principais projetos na área de tecnologia da informação, bem como as ações hoje desenvolvidas na área de Governo Eletrônico. Durante a Feira, foi mostrada também a Ilha Digital Móvel, localizada na área externa do Centro de Negócios do Sebrae.

“Esperamos contar com este evento como um espaço para a divulgação de projetos consistentes, inovadores e atrelados à função social do Estado”, finalizou.

TOPO

 

 

O POVO        

26 de Abril de 2003

 

 

Pesca

 

Propostas para a pesca e aqüicultura

A consolidação da Secretaria Nacional de Pesca e Aqüicultura é fundamental para a reconstrução do crescimento econômico no contexto da produção de alimentos

Dedé Teixeira
Prefeito

É mister destacar, que infelizmente, um dos maiores problemas enfrentados pelo setor pesqueiro nacional, até o final do governo passado, residia na sua fragilidade institucional. Apesar do advento do Departamento de Pesca e Aqüicultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DPA/ Mapa), haver trazido alguns avanços, notadamente no que tange à pesca oceânica, o contexto institucional do setor tornou-se ainda mais complexo.

O país vivia uma situação esdrúxula de possuir dois órgãos, o Ibama e o DPA/Mapa, responsáveis pela gestão da pesca no país. O primeiro possuía a responsabilidade da gestão dos recursos costeiros, plenamente explotados ou sobreexplotados, enquanto o segundo era o responsável pelos recursos altamente migratórios ou subexplotados. Tal dicotomia resultava que os diversos usuários do setor não tivessem um interlocutor do poder público claro e definido. Não se podia, então, vislumbrar nenhuma possibilidade de uma ação mais efetiva para o desenvolvimento da pesca nacional.

Em relação à pesca oceânica, existe uma verdadeira guerra diplomática em curso, pela disputa dos recursos migratórios (atuns e espécies afins), que representam entre US$ 3 e 4 bilhões, somente no oceano Atlântico. Em relação à aqüicultura, por sua vez, já começam a haver iniciativas por parte do setor produtivo norte-americano de impor restrições à importação do camarão brasileiro. Nesse contexto, não será exagero afirmar que a capacidade de desenvolvimento do setor pesqueiro nacional, seja pela pesca extrativa como de cultivo, dependerá imensamente da sua capacidade de negociação internacional.

Fica então claro que os esforços do governo Lula, com criação da Secretaria Nacional de Aqüicultura e Pesca devem se concentrar na consolidação institucional, na recuperação e desenvolvimento sustentável do setor pesqueiro. Em suma, as propostas variam a partir das seguintes estratégias de ação: 1) ampliação da produção nacional, a partir do desenvolvimento da aqüicultura, com esforço decisivo para a aqüicultura familiar; 2) organizar a base produtiva, com o fortalecimento das entidades representativas e aperfeiçoamento dos mecanismos de associativismo, cooperativismo e gestão; 2) programa para recuperar e implantar infra-estrutura adequada de abastecimento, armazenamento, beneficiamento e conservação do pescado; 3) desenvolvimento de novas tecnologias de captura; 4) viabilizar um sistema integrado de comercialização, com redução da intermediação e conseqüente capitalização do pescador; 5) as políticas de crédito devem ser adequadas à atividade; 6) qualificação e formação profissionais nas várias fases da cadeia produtiva devem ser incentivadas; e 7) adequação do arcabouço legal (nova lei de pesca), bem como do contexto político-institucional e das diversas normas e regras relacionadas ao setor.

Por fim, é crucial contextualizar o setor pesqueiro em relação ao seu enorme potencial de contribuição com o programa Fome Zero. A consolidação da Secretaria Nacional de Pesca e Aqüicultura é, também, fundamental para a reconstrução do crescimento econômico no contexto da produção de alimentos.

Nossas boas-vindas, então, ao sr. Secretário Nacional de Aqüicultura e Pesca, José Fritsch, que está em Fortaleza debatendo essas questões.

Francisco José Teixeira, do Partido dos Trabalhadores (PT), é prefeito da cidade litorânea de Icapuí

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

Pesca

 

Fomento à pesca artesanal terá R$ 55 mi

PRODUÇÃO DA PESCA
Regulamentação do pescador é ponto de partida para desenvolvimento

O ponto de partida para o crescimento da produção da pesca brasileira, segundo o ministro extraordinário da Secretaria Especial de Pesca e Aqüicultura, José Fritsch, é a regulamentação da profissão de pescador artesanal. Ele anunciou, ontem, em Fortaleza, uma série de medidas em fase de implantação, contidas no Plano Nacional da Pesca.

 

O Governo Federal vai destinar este ano pelo menos R$ 55 milhões para fomento da pesca artesanal, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Pesca). O ministro extraordinário da Secretaria Especial de Pesca e Aqüicultura, José Fritsch, anunciou ontem, em Fortaleza, uma série de medidas em fase de implantação, contidas no Plano Nacional da Pesca. “Temos poucos recursos no orçamento da Secretaria, mas estamos conversando com todas as instituições financeiras públicas para ampliarmos esse valor”, disse.

O ponto de partida para o crescimento da produção da pesca brasileira, segundo Fritsch, é a regulamentação da profissão de pescador artesanal. “Vamos baixar uma instrução normativa para que a categoria tenha reconhecimento porque hoje, são mais de 1 milhão de pessoas sobrevivendo diretamente da pesca e outras 3,5 milhões ligadas indiretamente à atividade, conforme a Pastoral da Pesca. Mas apenas 750 mil são registradas no Brasil”. Para o secretário, é preciso estabelecer critérios dentro de uma visão profissional da atividade.

Para normatizar a pesca, a Secretaria prevê, também, o mapeamento e legalização dos terminais pesqueiros, a regulamentação do uso da água pública e o zoneamento da produção (principalmente no caso do camarão de cativeiro). “O objetivo do governo é aumentar a produção de pescado, reduzir custos e melhorar os padrões de segurança alimentar da população. A pesca, sobretudo a artesanal, assegura crescimento econômico, distribuição de renda, ampliação dos postos de trabalho e melhoria do bem estar da população que dela sobrevive”.

O secretário reconheceu a necessidade de criação de um programa de alfabetização dos pescadores artesanais. “Mais de um milhão deles são pobres e 70% não sabem sequer assinar o próprio nome. Queremos fazer um programa especial com o Ministério da Educação, com menos tempo para alfabetizar o pessoal, aproveitando o período do defeso, por exemplo”. Após a erradicação do analfabetismo, a Secretaria partiria para a capacitação profissional da categoria.

PARCERIA — Fritsch assinou dois termos de cooperação: um com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) — para apoio técnico ao desenvolvimento do aqüicultura familiar no semi-árido nordestino — e outro para simplificar e agilizar os processos referentes a emissões de licenças, permissões e autorizações para o exercício da atividade de aqüicultura. “ O semi-árido tem potencial para desenvolver a aqüicultura para o consumo próprio das famílias, aumentando sua ingestão de proteína. Isso será possível com o envolvimento de todos os órgão federais, utilizando seus açudes”.

Samira de Castro- Da Editoria de Economia

 

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DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

Pesca

 

Pesca artesanal - Produção potencial é de 1,4 mi de toneladas por ano

A Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado, ligada ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (CREA), elaborou um diagnóstico do setor pesqueiro cearense, apontando propostas para o desenvolvimento da pesca, além de reivindicações para melhorar a produtividade.

O Brasil tem potencial para produzir 1,4 milhão de toneladas de pescado ao ano, por meio da pesca artesanal e da aqüicultura. Hoje, o País produz cerca de 700 mil toneladas/ano, sendo 140 mil em criações de cativeiro, ficando em 27º lugar no ranking mundial.

A China está no topo da lista, com 17 milhões de toneladas anuais. O crescimento da indústria pesqueira, entretanto, esbarra em problemas como a falta de financiamento para custeio das atividades, a baixa qualificação da mão-de-obra e a ineficiência da fiscalização para coibir a pesca predatória.

Diante do quadro, a Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado, ligada ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Ceará (CREA), elaborou um diagnóstico do setor pesqueiro cearense, apontando propostas para o desenvolvimento da pesca, além de reivindicações para melhorar a produtividade. O documento foi entregue ontem ao secretário nacional de Aqüicultura e Pesca, José Fritsch, durante reunião com representantes do Crea/CE.

“A Associação encaminhou este documento propondo ações e sugestões a serem incorporadas ao Plano Nacional da Pesca e Aqüicultura. Destacamos o caso do Ceará, onde um dos principais problemas é a baixa qualificação do pescados artesanal”, afirmou o presidente da entidade, engenheiro José Roberto Pinto Cavalcante. Segundo ele, dos 45 mil pescadores artesanais, cerca de 80% são analfabetos, um entrave ao crescimento da produtividade.

Para combater o problema, ele sugere a criação de um programa permanente de capacitação da categoria, incluindo uma ação de erradicação do analfabetismo no âmbito nacional. Outra reivindicação é a criação de uma linhas de crédito. Um delas seria destinada à modernização da frota, em especial a do Ceará. De cerca de 5.000 embarcações (dados do Ibama), pelo menos 3.000 são a vela, ou seja, sem condições de agregar maior competitividade ao produtor familiar.

“Dessas embarcações, apenas 1.200 são registradas pelo Ibama, que é o órgão fiscalizador. Seria necessário fazer um recadastramento para que houvesse um controle da atividade, evitando a sobrepesca, que acabou com a nossa produção de lagosta. Além disso, é necessário mais recurso para a própria fiscalização”, comentou. Roberto ressalta, ainda, que o País precisa adotar linha de crédito especial do Pronaf para financiamento da pesca familiar, além de um programa para garantir apoio sócio-econômico às comunidades pesqueiras.

“Hoje, o nosso pescador mora mal, come mal e não tem acesso à saúde pública. No Ceará, temos 30 colônias, sendo 23 nas áreas litorâneas e sete continentais, em municípios do interior com açudes como Orós, Banabuiú e Araras”. Para tanto, a Associação sugere ao Governo Lula a criação de um Fundo Nacional de Apoio à Pesca Artesanal, conforme já existe no Chile. “Os recursos seriam repassados aos municípios para garantir ao pescador a aquisição de insumos, arrumação das embarcações e melhoria do seu nível de vida”.

As maiores deficiências no setor são a falta de fiscalização por parte dos órgãos governamentais; a omissão diante da devastação dos manguezais; a falta de recursos destinados à pesca artesanal; e a falta de um processo de conscientização com relação aos recursos pesqueiros (SC).
 

PRODUÇÃO PESQUEIRA
Ceará está mais para peixe e camarão

Condições naturais não faltam para que o Ceará amplie sua participação na produção pesqueira nacional. São 533 quilômetros de litoral (o equivalente a 7% da costa brasileira, de 8.500 quilômetros), dez mil açudes (entre públicos e privados) e um espelho d’água de 170 mil hectares. Entre as atividades potenciais está a carcinicultura.

O mar cearense, que já foi da lagosta, está mais para peixe e para camarão. Enquanto a pesca da lagosta declina vertiginosamente, a carcinicultura (criação e camarão em cativeiro) cresceu 115% em 2002, comparando com o ano anterior. O Estado produziu 16.386 toneladas e exportou 13.585 toneladas de camarão, representando um volume de US$ 54,760 milhões em divisas.

A Associação dos Engenheiros de Pesca do Estado propõe o apoio à carcinicultura familiar, com financiamento por meio de linhas de crédito do Pronaf. “O governo pode utilizar áreas de reforma agrária e promover o associativismo nas comunidades pesqueiras, para facilitar, por exemplo, a comercialização da produção”. (SC)

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GAZETA MERCANTIL NORDESTE       

28 de Abril de 2003

 

 

Pesca

 

Apoio ao segmento artesanal é estratégico para crescimento

Darlan Moreira

de Fortaleza

No trabalho desenvolvido pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap) para elaborar um plano nacional para o setor, as estratégias estabelecidas começam a tomar forma específicas para área de influência do semi-árido e a zona litorânea -- ambientes comuns, em menor ou maior escala, a todos os estados da região Nordeste.

Em relação ao litoral, a intenção da Seap, ligada à Presidência da República, é contemplar a atividade pesqueira artesanal -- geralmente realizada por pequenas embarcações, com a atuação em águas rasas. Já para o semi-árido, a tendência é promover ações para o incentivo à piscicultura, priorizando a alimentação das famílias pobres.

`É nossa preocupação fundamental fortalecer a pesca artesanal`, afirmou o titular da Seap, José Fritsch, que no final de semana visitou o Ceará, onde assinou projeto de cooperação para o desenvolvimento da aqüicultura familiar, junto ao Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs); além de termo visando simplificar o licenciamento de projetos de aqüicultura.

O secretário José Fritsch afirmou que a inexistência de uma política nacional para a pesca nos últimos 15 anos trouxe sérios prejuízos para o setor, especialmente em relação aos pescadores artesanais. `Em função da falta de planejamento e, em conseqüência, da prática de pesca predatória quase não há mais peixe nas áreas marítimas rasas`, argumentou.

Além de repercutir sobre a produção, a desorganização do setor da pesca também é latente na regulação institucional da atividade. Conforme a Seap, estão cadastrados 259 mil pescadores no país. Estima-se, contudo, que pelo menos um de brasileiros estejam relacionados à atividade.

`Por outro lado, enquanto muitas pessoas que realmente vivem da atividade não estão cadastradas, curiosamente há casos de médicos ou até juízes registrados como pescadores. Isso dificulta o planejamento de ações`, argumenta o secretário. Para rever a situação, a Seap está tomando iniciativas. Uma das estratégias é reconhecer formalmente a figura do `pescador profissional artesanal.`

Essa iniciativa, além de favorecer o conhecimento em relação a quem efetivamente desenvolve a atividade, vai permitir a extensão de uma série de benefícios sociais aos pescadores artesanais. Outra linha de atuação da Seap para beneficiar esse segmento diz respeito ao acesso ao crédito.

É meta da Seap é obter linhas de financiamento não só para investimento em embarcações, como também armazenagem, processamento de pescado e apoio à comercialização. `Como está, quem mais se beneficia é o atravessador. O pescador ganha pouco e consumidor paga muito`, destacou o secretário.

As ações dirigidas para o semi-árido, por sua vez, estão sendo concebidas com o apoio da Organização para Alimentação e Agricultura (FAO), das Nações Unidas. Essa estratégia, ainda está no início, mas há possibilidade de que a FAO repasse cooperação técnica e ainda algum tipo de contrapartida financeira.

damoreira@gazetamercantil.com.br

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DIÁRIO DO NORDESTE      

27 de Abril de 2003

 

 

Leite

 

Cresce produção de leite e reclamações contra indústrias

A atividade de criação de vacas leiteiras no sertão cearense enfrenta dois quadros diferentes no decorrer do ano. No período de verão, há escassez de pastagem nativa, o gado fica magro, a produção de leite cai, e os prejuízos aparecem ante a necessidade de compra de concentrado (derivados de soja, trigo e milho). No período invernoso, de fevereiro a junho, a produção leiteira aumenta porque o gado passa a se alimentar de capineiras e vegetação nativa que florescem em abundância

Iguatu (Sucursal) — Em Iguatu, a realidade é igual à descrita acima. Nesse período do ano, quando os criadores, principalmente os pequenos, passam a obter uma maior produção de leite, eles sofrem restrições de vendas por parte das empresas de laticínios. Seria a época para obter lucro, entretanto isso não acontece. As empresas produtoras de leite limitam a quantidade de recebimento do produto, reduzem o preço e criam extra-quota, pagando menos ainda ao excedente da produção média anual.

Diante desse quadro, a reclamação é geral. O curioso é que todos os anos, isso acontece. Centenas de pequenos criadores são prejudicados. “O setor pecuário é marcado por muitas dificuldades”, observou o empresário e criador Valdeci Ferreira. “Essa é uma realidade geral, mas que tem a ver com a lógica de mercado e com a nossa realidade”. Quem não tem infra-estrutura de criação é mais atingido.

Falta organização, sobram reclamações. O farmacêutico e criador José Oliveira produz uma média anual de 100 litros por dia. Por ser enquadrado como pequeno produtor, ele é duplamente prejudicado. Além de obter um menor preço pago pelo laticínio, atualmente o litro é comprado a R$ 0,35, a indústria não recebe o produto nos finais de semana.

Oliveira mostra-se revoltado com a situação. E o que mais causa reclamação é que ele não vê o preço do leite cair para o consumidor final. “Nós até entendemos que ocorra uma queda no preço do leite adquirido pelos laticínios, nesse período, mas o que nos revolta é que a indústria mantém o preço do leite de tipo C, ensacado, para o produtor final”, disse. “A indústria sempre está ganhando”.

O criador Joaquim Marques, que no passado recente já se mostrou motivado a produzir leite, está desestimulado para a atividade agropecuária. Recentemente, ele vendeu mais de 20 vacas produtoras. “A nossa vida é de dificuldades, e quando há lucro, é muito reduzido”. A fazenda dele produz uma média de 200 litros diariamente. A maioria é comercializada com os tradicionais leiteiros que fazem venda em domicílio. O que sobra, cerca de 80 litros, é vendido para o laticínio Maranguape.

A situação da agropecuária e da bacia leiteira já foi por várias vezes discutida e debatida na cidade com a participação de técnicos e dos criadores. Nos últimos anos, buscaram-se novas alternativas para redução dos custos de criação e aumento da produtividade. Uma das técnicas introduzidas foi a do pastejo rotacionado. Entretanto, as dificuldades permaneceram, embora muitos criadores conseguiram obter ganhos em relação à realidade que viviam.

Oferta não altera preço no Crato

Crato (Sucursal) — O inverno deste ano, que possibilitou uma maior oferta de pasto para o gado, não alterou o preço do leite. O litro continua sendo vendido na porta a R$ 0,60, enquanto o produtor vende o litro na porteira do curral a 35 centavos.

Os atravessadores explicam que a diferença de preço está no transporte. O leite vem de municípios pernambucanos, a cerca de 150 quilômetros de distância. A produção do Cariri não representa 50% do consumo regional. Os produtores regionais acompanham os preços do leite que vem de fora. Mesmo assim, o lucro é pequeno, reclama o pecuarista Joaquim Rubens, do município de Missão Velha, acrescentando que muitos produtores preferem a fabricação de queijos.

Está prevista uma baixa no preço do queijo, que aumentou no período da semana santa, quando a procura é maior do que a oferta. O quilo de queijo de prensa, ou queijo de coalho, foi vendido a R$ 6,00. Mas a tendência, segundo os vendedores, é baixar para R$ 3,50. O produtor gasta 10 litros de leite para fazer um quilo de queijo. O litro de manteiga da terra está sendo vendido a R$ 6,00.

Mercado dita regras

Em Iguatu, há três pontos de coleta do leite ‘in natura’. A Cooperativa Mista de Maranguape, a Laticínios Parmalat e mais recentemente a Coiguatu, que recebem diariamente uma média de 33 mil litros do produto. O preço varia de acordo com a época do ano e com a quantidade produzida pelos criadores. Segundo os administradores das empresas, a política de preço segue a lógica de mercado, da antiga lei da oferta e da procura.

O gerente do posto local da laticínios Maranguape, Francisco Afro de Souza Silva, explica que nesse período do ano a produção aumenta consideravelmente e o mercado consumidor não acompanha, isto é, não há crescimento da demanda. “Infelizmente essa é a realidade e as indústrias de laticínios não têm como adquirir toda a produção”, disse. Ele disse também que tem produtor que “só aparece com o leite agora”, daí haver uma seleção e um tratamento diferenciado para os que mantêm uma entrega regular ao longo do ano.

Afro de Souza e Silva confirmou que há uma tendência para se eliminar o recebimento de leite na plataforma. “Até por uma questão legal, será necessário que os produtores tenham tanque de resfriamento na fazenda”, disse. Em breve, essa realidade será colocada em prática e mais uma vez os pequenos criadores ficarão de fora do mercado porque não têm capital para adquirir um tanque que custa em média seis mil reais.

Atualmente, apenas 20% da produção é recebida na plataforma porquanto já há oito tanques espalhados na região. Uma saída seria a formação de associações, mas o processo associativo na região é marcado por dificuldades, falta entendimento e visão comunitária e comercial.

Em dezembro passado, o posto local da Maranguape recebia diariamente, 8 mil litros de leite. Atualmente a produção saltou para 14 mil litros/dia. O preço do produto sofreu um movimento inverso. No final do ano passado, o litro de leite chegou a ser pago pela indústria entre R$ 0,47 e R$ 0,52, mas agora caiu para R$ 0,37 e R$ 0,45, dependendo do produtor e se é fornecido em tanque e plataforma.

O não recebimento do leite nos dois últimos finais de semana foi confirmado pelo gerente Afro de Souza e Silva. “Nós recebemos ordem da empresa porque havia excesso de produção”, disse. Ele garantiu, entretanto, que neste final de semana o recebimento do produto será normalizado.

Produção cai em Quixadá

Quixadá (Sucursal) — Na década de 80, o município de Quixadá produzia diariamente cerca de 50 mil litros de leite. A produção caiu tanto nos últimos anos que hoje, conforme dados fornecidos pela Associação de Produtores, não chega a produzir 20 mil litros diários.

Reverter o quadro a curto prazo não é certamente uma tarefa das mais fáceis. Mas a Prefeitura local, através da Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural, iniciou importante programa de melhoramento genético na bovinocultura e que já vem apresentando resultados considerados excelentes.

Conforme informações de Airton Buriti, secretário de Agricultura, vacas com elevada produção de leite representam o sucesso do programa que é feito através de inseminação artificial, beneficiando os rebanhos de todos os produtores rurais de Quixadá.

O programa conta com parceria firmada com as associações comunitárias e sindicatos. O secretário disse que a Prefeitura quer recuperar o potencial de produção do município, que já constituiu a segunda maior bacia leiteira do Ceará.

Os técnicos trabalham com produtores da região, utilizam meios dos mais sofisticados, equipamentos modernos e que contribuem para o sucesso do projeto. A expectativa é de que o quadro de produção leiteira seja transformado aos poucos, que o Sertão-Central seja beneficiado e que o município de Quixadá recupere sua dignidade neste setor, mesmo enfrentando as adversidades do tempo e da falta de apoio do Governo. “O importante é que todos trabalhem e colaborem com o projeto da Prefeitura”, disse o secretário Buriti.

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GAZETA MERCANTIL NORDESTE

28 de Abril de 2003

 

 

Ceará

 

Buggys cearenses desembarcam na França

A Marina`s acertou contrato de exportação e pretende destinar 70% de sua produção para a Europa e Mercosul

Adriana Thomasi

de Fortaleza

A Marina`s Montadora Ltda., fabricante cearense de buggys, planeja embarcar para a França no começo do segundo semestre, a primeira remessa um contêiner com três de seus veículos, cotados a US$ 6,2 mil, cada. A operação faz parte de um contrato global que prevê a exportação de 400 carros, acordo avaliado em US$ 5,5 milhões, num prazo estimado de 30 meses. O diretor da empresa, Lívio Luiz Araújo da Cunha, diz que as exportações seguem dois meses mais tarde do que o previsto inicialmente, por embaraços legais do país importador. `Mas isso não interfere nas bases do acordo`, afirma. A Marina`s tem hoje capacidade instalada de 20 unidades mensais e produz três modelos - Beach, Super e Super Especial, com 90% das vendas concentradas no Nordeste. Um perfil que começa a mudar radicalmente neste ano, com a abertura de novos espaços no exterior. A empresa já exporta seus veículos para Cabo Verde e tem na mira ainda outros mercados: Portugal, Chile, Argentina, Caribe, Senegal, e Nova Caledônia, ilha da Costa da Austrália, com negociações em andamento.

A investida representa a chance de a montadora, instalada em Fortaleza, ampliar as vendas no mercado internacional e embute a possibilidade de incentivos para assegurar expansão da produção. O diretor Araújo tem elaborado o projeto de uma nova fábrica, que envolve área global de cerca de 4 mil metros quadrados, sendo 1,8 mil metros quadrados construídos. `Possivelmente será instalada na região do Porto do Pecém, até em função da logística`, diz. Orçada em R$ 1 milhão, a unidade nasce com capacidade de produzir 200 bugues por mês, segundo Lívio Araújo, que espera contar com parte da obra financiada. Os recursos contemplam além das obras físicas, que devem ser concluídas de três a seis meses, a partir do início da construção, equipamentos para a linha de montagem, que hoje opera de forma semi-artesanal, e um espaço específico para testes de veículos. Com a expansão, a empresa que emprega 12 funcionários, deverá chegar a 70.

O aumento da produção vai permitir a Marina`s fôlego suficiente para ampliar a carteira com pedidos no exterior. `Os planos são destinar 70% da produção para exportação`, adianta Araújo. Os demais 30% ficam no mercado doméstico, mais concentrado nas compras de governo e locadoras de automóveis. `Os particulares representam, apenas 5% do global comercializado`, diz. Um veículo da marca custa cerca de R$ 16 mil, e tem um mercado potencial de 3,5 mil bugueiros na Região. Apenas em Cumbuco, praia do litoral cearense, são 150 buggys, utilizados para passeios turísticos nas dunas. A estratégia de venda doméstica inclui a participação em licitações de governo, onde os veículos, segundo o empresário, conquistam espaço pelo custo e pelo bom desempenho no patrulhamento das praias. O mais recente contrato nessa área veio de Alagoas, que encomendou inicialmente dois carros. No final do ano passado, as vendas foram para o Maranhão.

Araújo diz que, com incentivos e produção em escala, será possível fabricar carros até 30% mais baratos, a partir da negociação direta direto com os fornecedores. Hoje, por exemplo, a empresa compra a mecânica na concessionária e, mesmo com desconto de fabricante, paga mais caro. Custos mais acessíveis abrem também a perspectiva de alcançar um novo mercado: o do oriente médio, que já prospectou negócios, mas recuou em função do preço do veículo. O diretor considera ainda, no processo de ampliação, a possibilidade de desenvolvimento novos modelos, até por exigências legais dos diferentes mercados, ou mesmo de utilização do veículo.

A preocupação tem lá seus motivos. Os negócios com os franceses podem tomar contornos bem mais expressivos, a partir da chegada da novidade na Europa. O sinal veio do vice-prefeito da cidade francesa de Bra-Dunes, Didier Menneveux, responsável pela articulação da primeira encomenda à Marina`s. Durante visita a Fortaleza em fevereiro passado, ele disse que poucos meses depois da chegada dos primeiros modelos, as vendas devem alcançar as 100 unidades mensais. Para atender às exigência daquele mercado, o departamento de engenharia da montadora definiu um estilo `mais comportado`--, com capotas inteiras, portas e janelas, quando o usual, até pelo clima nordestino, esses veículos saem da fábrica mais despojados. Na rota de bons negócios, a cearense Marina`s, com 12 anos de mercado, espera fechar o exercício com incremento de até 500% sobre a receita de 2002, que somou R$ 250 mil. `Mas esse crescimento depende da consolidação dos negócios no mercado internacional`, afirma o diretor.

athomasi@gazetamercantil.com.br

Perfil

400 buggys devem seguir para a Europa nos próximos anos

5,5 milhões de dólares a estimativa de receita gerada

6,2 mil dólares a cotação do veículo para exportação

1 milhão de reais o orçamento estimado para a nova planta

1,8 mil metros construídos o projeto da unidade

200 a meta de produção da nova fábrica

70 a previsão de postos de trabalho gerados

Fonte: empresa

TOPO

 

 

DIÁRIO DO NORDESTE

27 de Abril de 2003

 

 

Camarão

 

Exportações de camarão podem crescer 40%

EMPRESA QUER DESTINAR 20% PARA MERCADO INTERNO
Para este ano também, a empresa estuda a viabilidade de atender ao mercado interno. A idéia inicial é canalizar 20% do que for produzido para suprir as necessidades do Estado. Para o mercado internacional, estima-se que sejam enviadas 5,2 mil toneladas do crustáceo.

As exportações de camarão do Ceará devem crescer entre 35% e 40% este ano. A estimativa é de que cerca de 5.200 toneladas do crustáceo cheguem ao mercado internacional. As expectativas são de Melissa Duarte, diretora Comercial e de Exportação da Companhia Nordeste de Aquicultura e Alimentação (Cina). Para esse ano também, a empresa estuda a viabilidade de atender ao mercado interno. A idéia inicial é canalizar 20% do que for produzido para suprir as necessidades do Estado. “Esse ano, queremos diversificar; não é estratégico concentrar toda a produção num único canal de distribuição”, comentou a diretora.

Segundo Melissa Duarte, no ano passado a empresa produziu 4.200 toneladas de camarão e exportou 3.800 toneladas do produto. Para 2003, a empresa estima produzir 6.000 toneladas, e exportar 5.200 toneladas. Em termos de número de contêineres, a Cina espera um incremento de 50%, através do embarque de 240 unidades; no ano passado foram 160 contêineres.

Neste primeiro trimestre, a companhia já exportou 42 contêineres de camarão, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportados 36 contêineres do produto.

Atualmente, a Cina abastece os mercados dos Estados Unidos e Europa, notadamente França (onde estão concentrados os maiores compradores), Espanha, Portugal e está começando a atender a Itália. Do total da produção, de 50% a 60% vão para Europa e 40% a 50% se destina aos EUA.

“A exportação de camarão é de vital importância para economia cearense, até porque 90% a 95% da produção brasileira está concentrada no Norte e Nordeste do País”, afirmou.

O camarão comercializado pela Cina é cultivado em 500 hectares localizados em várias fazendas do Estado. Desse total, 85 hectares é de propriedade própria; da fazenda Pirangi, no Fortim e os 415 restantes é fruto de parceria com 50 outros produtores do Ceará (360 hectares e 65% do total); Maranhão(134 hectares e 24% dos hectares; Piauí (30 hectares, representando 6%) e Rio Grande do Norte, também com 6% dos hectares.

“Mantemos um sistema de integração com pequenos produtores cearenses. Nós fornecemos os insumos, agregados ao nosso serviço de tecnologia e acompanhamento da qualidade”, mencionou.

A Cina destaca-se no mercado nacional como um dos principais produtores e exportadores de camarão criado em cativeiro (carcinicultura). Fundada em 18 de novembro de 1982, a companhia vem investindo em tecnologia e parcerias com pequenos e médios produtores, visando garantir uma alta produção e produtividade de camarões para atender a demanda do mercado externo.

Isildene Muniz - Da Editoria de Economia 

TOPO

 

 

DIÁRIO DO NORDESTE      

26 de Abril de 2003

 

 

DNOCS  

 

Dnocs anula licitações de projetos cearenses

TABULEIRO DE RUSSAS E BAIXO ACARAÚ
 Brasília - Por recomendação da Controladoria Geral da União (CGU), o Ministério da Integração Nacional vai determinar a anulação de quatro licitações feitas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Elas se referem a obras de infra-estrutura nos projetos de irrigação Baixo Acaraú e Tabuleiros de Russas, no Ceará, e Platôs de Guadalupe e Tabuleiros Litorâneos de Parnaíba, no Piauí. As obras envolvem mais de R$ 478 milhões. A CGU encontrou várias irregularidades nos processos. “Queremos ir a fundo para saber quem foram os responsáveis pelos erros nas licitações e quem tentou beneficiar as empresas vencedoras dos processos”, comentou o diretor-geral do Dnocs, Eudoro Santana. Os quatro contratos foram assinados em 20 de dezembro do ano passado, a 10 dias do encerramento do governo, e saíram no Diário Oficial da União no dia 24, véspera do Natal. A auditoria foi feita por técnicos da CGU, no Ceará. Ao recomendar a suspensão das licitações, o governo quer evitar que os recursos sejam liberados para os quatro consórcios vencedores, uma vez que auditoria da CGU verificou “graves irregularidades” nos processos. Oficialmente, a concorrência nº 20/2002, do projeto Baixo Acaraú, foi vencida pelo consórcio Emsa/Coesa, por R$ 102,9 milhões. O consórcio Mendes Júnior/Camargo Corrêa venceu a concorrência nº 21/2002, do Platôs de Guadalupe, pelo valor de R$ 143,5 milhões. O Tabuleiros de Russas, da concorrência nº 22/2002, foi arrematado pelo consórcio Andrade Gutierrez/OAS, por R$ 84,7 milhões, e o Tabuleiros Litorâneos de Parnaíba, concorrência nº 23/2002, ficou com o consórcio Odebrechet/Queiroz Galvão, por R$ 146,9 milhões.

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O POVO      

27 de Abril de 2003

 

 

Meio Ambiente 

 

Nova Olinda - Consórcio de lixo beneficia 22 famílias

Com a filosofia de incentivar a geração de emprego e renda, o município de Nova Olinda, localizado na região do Cariri Oeste, a 584 quilômetros de Fortaleza, implantou, este mês, o consórcio do lixo. A iniciativa foi possível mediante a parceria firmada entre a administração municipal e Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena e Média Empresa (Sebrae). Conforme o técnico do Sebrae Cariri, economista Gustavo Arraes, o projeto tem o objetivo de gerar ocupação e rendimentos para as famílias do município, e ao mesmo tempo, com isso, diminuir a agressividade ao meio ambiente.

De acordo com ele, 22 famílias da periferia da cidade estão fazendo parte do projeto. Elas fazem a coleta seletiva dos materiais, vendendo para as empresas recicladoras de Crato e Juazeiro do Norte, que por mês chegam a comprar até duas mil toneladas de lixo reciclável. O projeto trouxe otimismo para as comunidades das áreas carentes de Nova Olinda, onde recentemente o Sebrae realizou um curso de reciclagem com duração de 15 horas/aula. Um grupo de 28 pessoas foram capacitadas na ocasião.

A Associação dos Recicladores do município (Aarno), implantada no último dia 11, tem como missão expandir o projeto de reciclagem do lixo. A entidade se propõe a engajar todo o pessoal interessado, estendendo o projeto a outros municípios que compõem a Chapada Nacional do Araripe. O projeto já está despertando a atenção de outros municípios como Granjeiro, Jardim, Barbalha, Crato, Missão Velha, Salitre e Campos Sales. Para cada família, o projeto está gerando em média uma renda de R$ 50 mensais, o que para os catadores, tem sido muito importante. (Colaborou Amaury Alencar)

 

Araripe implantou projeto ano passado

No município de Araripe, a 705 quilômetros de Fortaleza, o processo de reciclagem e comercialização do lixo foi implantado desde o ano passado, e já registra um maior engajamento de catadores que enviam diversos tipos de lixo reciclado para as cidades de Crato e Juazeiro do Norte. Eles dizem que graças a esse projeto estão conseguindo uma oportunidade no mercado de trabalho. Araripe tem cerca de 20 famílias agregadas ao projeto. São pessoas simples de áreas carentes do município, que passam a maior parte do tempo catando lixo reciclável por toda a cidade para comercializar.

Para o industrial Adelaílton Alcântara, estabelecido em Crato, o processo de reciclagem de lixo tem dado oportunidade as pessoas mais carentes da sociedade de se engajar no mercado de trabalho, acabando com a ociosidade. Alcântara disse que chega a comprar uma tonelada de lixo por mês, que custa em média R$ 800. Conforme o prefeito de Araripe, José Humberto Germano Correia (PSDB), a contrapartida do município no projeto se dá através da concessão de um veículo para que os catadores possam transportar os resíduos para as indústrias recicladoras nos grandes centros urbanos do Cariri.(A.A)

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O POVO      

27 de Abril de 2003

 

 

Meio Ambiente 

 

Sancionada lei que garante acesso a dados ambientais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no último dia 16 de abril, a Lei de Acesso à Informação Ambiental, de autoria do ex-deputado Fábio Feldmann (PSDB-SP). Ela obriga as instituições públicas integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) a fornecerem todas as informações ambientais, que estejam sob sua guarda, em meio escrito, visual, sonoro ou eletrônico.

Considerada um grande instrumento de conscientização ambiental e promoção de cidadania, a lei tramitava no Congresso Nacional desde 1998. Agora, sob o número 10.650, entra em vigor no próximo dia 2 de junho, em plena Semana do Meio Ambiente.

''É um avanço muito importante, porque assegura ao cidadão o direito de obter desde dados simples, como a balneabilidade das praias, até informações sobre áreas contaminadas, que podem colocar em risco a saúde pública'', comenta Feldmann. Segundo ele, a inspiração para o projeto de lei veio de um problema ocorrido durante sua gestão na Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, quando, a pedido de uma pesquisadora, ele não conseguiu liberar dados ambientais de empresas multinacionais de posse da Cetesb, que lhe era subordinada. ''Os dados eram para uma tese de doutorado, mas os técnicos não os consideravam dados públicos'', observa.

Outra fonte de inspiração foi a Convenção sobre o Acesso à Informação, Participação Pública na Tomada de Decisões e Acesso à Justiça em Questões Ambientais ou Convenção de Aarhus, também de 1998. Assinada por 40 países e ratificada por 23, todos europeus, a Convenção entrou em vigor em outubro de 2001. O Brasil não é signatário, mas agora tem uma lei considerada avançada até mesmo por juristas de países industrializados. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe uma lei genérica de direito à informação pública - o Free Information Act - mas nada específico em relação ao meio ambiente.

No texto sancionado por Lula, foram feitos apenas dois vetos: ao artigo 6º, que regulamentava o fornecimento de informações ao Legislativo e ao Ministério Público, e o artigo 7º, que obrigava à formação de um grupo de trabalho, com a participação de órgãos governamentais e entidades não-governamentais, em caso de grave risco ambiental ou ameaça à saúde pública, garantindo a transparência das ações públicas.

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AGÊNCIA NORDESTE

28 de Abril de 2003

 

 

Sudene 

 

Ciro: “Projeto da nova Sudene está pronto”

FORTALEZA - A nova Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) será apresentada, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, possivelmente em maio. De acordo com o DIÁRIO DO NORDESTE, a informação foi prestada pelo ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, ontem, em Brejo Santo, a 508 quilômetros de Fortaleza, logo após participar da festa de filiação do grupo (200 lideranças) do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, Welington Landim, ao PPS. Segundo Ciro, o primeiro projeto da nova Sudene está pronto. “Este projeto foi feito com um grupo de trabalho envolvendo o Ministério da Integração, Ministério da Fazenda, Casa Civil, Planejamento, Agricultura, Meio Ambiente, Transporte e Energia. Este primeiro escorço (síntese) foi mandado por mim a dez grandes técnicos brasileiros e internacionais. São professores, acadêmicos, para que eles discutam, critiquem e sugiram”, afirmou Ciro.
      Ele adiantou que “uma vez consolidada esta última versão técnica, nós vamos fazer um seminário em São Paulo, na Fiesp, pensando mobilizar para lá uma fração grande do empresariado nacional para que se entenda que a questão regional brasileira não é uma questão regional, é nacional. Em seguida vamos realizar um seminário no BNDES, no Rio de Janeiro. E desses seminários resultará a versão final que nós pretendemos propor ao presidente Lula que seja enviada em junho para o Congresso Nacional”.
      Já o deputado federal José Pimentel (PT-CE) diz que a reestruturação da Sudene é fundamental para o desenvolvimento regional. “Com ela vamos diminuir as desigualdades entre as várias regiões brasileiras”. Pimentel afirma que sempre defendeu a volta da Sudene. “Ela ter que voltar para ser um grande instrumento de planejamento regional estimulando os nossos municípios a constituírem um forte banco de projetos, aos nossos Estados a discutirem o projeto industrial, o projeto de desenvolvimento integrado com a preservação ambiental para a Região Nordeste”. O petista cearense salienta que a nova Sudene “deve ser um grande instrumento público do governo federal para viabilizar os recursos necessários para financiar esse novo ciclo de desenvolvimento através dos bancos públicos federais, dos bancos estaduais privados, dos bancos privados nacionais e internacionais e junto a outros organismos bilaterais para diminuir essa desigualdade”.

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DIÁRIO DO NORDESTE      

27 de Abril de 2003

 

 

Sudene

 

A nova Sudene

Não devemos abandonar as grandes idéias, principalmente aquelas que já produziram resultados e trouxeram benefícios para a sociedade, mas que num certo momento, por distorções de suas finalidades, tornaram-se marcas desacreditadas e descartadas sem justificação convincente nem a aprovação da sociedade. A sociedade tem perdido muito com esse tipo de confisco de instituições públicas de renome. Órgãos responsáveis por grandes idéias, programas e projetos de desenvolvimento desapareceram ou foram substituídos por outros inadequados, deixando vacâncias irreparáveis nas estruturas administrativas. Outros foram propositadamente esvaziados e com o tempo inviabilizados.

É o caso da Sudene que só não foi extinta por uma reação das lideranças nordestinas. De uma repartição técnica da maior importância e um longo histórico de serviços prestados à região, ela se viu esvaziada de tal forma que ameaçou ruir de vez, perdendo a força e o prestígio que teve no passado na sua função de braço forte do governo federal no Nordeste para coordenar o desenvolvimento regional. Para a região é um golpe negativo, como seria acabar também com o Dnocs ou com o Banco do Nordeste, em vez de fortalecê-los ou substituí-los por estruturas atualizadas e eficazes.

É incontestável a importância da Sudene para o desenvolvimento do Nordeste. O Pólo Petroquímico da Bahia, o Pólo de Confecções do Ceará, a irrigação e a agroindústria do São Francisco, os pólos de fruticultura do Rio Grande do Norte, a industrialização do Ceará, do Norte de Minas e de outros Estados tiveram o dedo da Sudene. Os erros que resultaram em desvios de recursos por uma parcela de aproveitadores não justificam sua decapitação pura e simples sem antes considerar os aspectos econômicos e sociais positivos que desenvolveu nas várias frentes: desde a produção de alimentos nas áreas úmidas aos programas de desenvolvimento do semi-árido, combate à desertificação, monitoramento climático e desenvolvimento sustentável, entre outros.

Foi a Sudene quem primeiro colocou em prática no meio rural o método Paulo Freire de alfabetização, com as cooperativas de Pernambuco. As mulheres se dedicavam ao corte e costura para produção de roupas, enquanto as crianças iam à escola e os adultos aos cursos noturnos de alfabetização. Neste momento em que se discute a solução Nordeste e nela a restauração da Sudene sob nova configuração, é preciso envolver a sociedade no debate, para que ela tenha voz e vez na montagem dos próprios mecanismos que a ela se destinam para as transformações regionais desejadas.

Para evitar os erros do passado, é importante comprometer a sociedade com a proposta da nova Sudene, de sorte que os recursos a serem injetados em novos projetos e programas de desenvolvimento da região tenham o retorno social garantido, evitando a manipulação criminosa pela má gestão e desvio de suas finalidades.

João Jaime Marinho
Deputado estadual-PSDB

 

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O POVO        

28 de Abril de 2003

 

 

Refinaria

 

Vertical S/A - Refinaria: só vontade não basta

A anunciada disposição do presidente venezuelano Hugo Chávez de instalar com a Petrobras uma refinaria em Pernambuco não possui maiores conseqüências práticas. Disposição sem dinheiro não significa muito. Na verdade, o próprio Chávez chegou a fazer essa ressalva no discurso de sexta-feira passada, embora quase despercebido. A refinaria pode até acabar por ir para Pernambuco, mas, decerto, não será com a celeridade sugerida pelas declarações políticas. Está sendo muito difícil enxergar donde sairão os US$ 2 bilhões necessários para o empreendimento, e da PDVSA - a estatal venezuelana de petróleo - mais ainda. Fragilizado em termos econômicos e políticos, o país só tem de sobra a boa vontade.

DECISÃO AINDA ESTE ANO
O diretor da Associação Comercial do Ceará (ACC), Bruno Iughetti, consultor da área de petróleo, avalia que o relatório da comissão a ser formada para discutir a ida da refinaria em Pernambuco não será decisivo. "Sem dinheiro, nada feito". Para ele, em todo caso, no máximo até o segundo semestre terá de haver uma decisão. "Uma refinaria como essa leva 24 meses entre projeto e operação". A se cumprir o cronograma, a refinaria estaria operando no início de 2006. O período coincide com a previsão feita por estudos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para dificuldades do Brasil com a oferta de refino. Hoje, o Brasil depende da importação de 150 mil barris/dia de derivados. Isso é uma gota diante do 1,8 milhão de barris/dia refinados no País. A dependência prevista para 2005-2006 seria de 250 mil/barris/dia.

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DIÁRIO DO NORDESTE         

26 de Abril de 2003

 

 

Refinaria

 

Projeto prevê instalação da refinaria no Nordeste

LULA E CHÁVEZ FIRMAM PARCERIA
 Recife - O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra esteve no Recife, ontem, onde participou de uma série de reuniões com autoridades do Brasil e da Venezuela, em que esteve em pauta a discussão sobre a instalação de uma refinaria no País. Dutra afirmou ser provável que ela fique mesmo no Nordeste. ‘‘Se formos botar pelo ponto de vista de vontade ela ficaria em Sergipe, afirmou ele em tom de brincadeira referindo-se ao seu Estado. Mas em seguida acrescentou: ‘‘O processo para escolha do local leva em conta aspectos sociais, econômicos e políticos. Mas se o governo tem intenção de descentralizar o desenvolvimento, e tem essa intenção, é provável que ela seja instalada na região. Mas no momento há cinco estados disputando a indústria, lembrou Dutra, referindo-se à empresa cujo projeto prevê investimentos de US$ 2 bilhões. O governo brasileiro e o venezuelano firmaram ontem protocolo de intenções, com grupos de trabalho que dentro de um mês deverão indicar o melhor local para a instalação de uma refinaria no Brasil. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou em duas entrevistas e no seu pronunciamento após uma reunião com o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que Pernambuco tem condições para sediar a indústria, que ficaria no complexo industrial portuário de Suape. Ontem, a Petrobras e a Petróleos da Venezuela (PDVSA) fecharam um protocolo para intercâmbio de informações entre as duas empresas. ‘‘O protocolo lista cinco pontos que são os principais desse intercâmbio: um é exploração e produção de petróleo em águas profundas na Venezuela. Outro é intercâmbio tecnológico, outro é de estudo na área de gás para explorar e aproveitar o gás da Venezuela.

60 DIAS - Outro ponto é sobre a comercialização de petróleo pesado e por fim estudar a possibilidade de construção de uma refinaria para refinar petróleo no Brasil. De acordo com Dutra, o protocolo estabelece que um prazo de 30 dias para que as duas empresas montem grupos de trabalhos, que por sua vez terão de 60 dias para apresentar conclusões.

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O ESTADO DE SÃO PAULO       

26 de Abril de 2003

 

 

Refinaria

 

Petrobrás vai construir nova refinaria no País

NICOLA PAMPLONA

RIO – A Petrobrás assumiu o compromisso de construir uma nova refinaria com capacidade para processar 150 mil barris de petróleo no País, sozinha ou em parceria. Ontem, no Recife, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez, anunciaram a retomada dos entendimentos entre a Petrobrás e a PDVSA (Petróleos de Venezuela) para o estabelecimento de parcerias nos dois países. De acordo com nota divulgada pelos dois presidentes, existem áreas de interesse comum das petrolíferas e a intenção de aprofundar os negócios. A primeira parceria poderá ser na nova refinaria que está sendo estudada pela Petrobrás.

O investimento consta do novo planejamento estratégico da companhia e poderá ser feito em parceria com outras empresas – no caso, a venezuelana – ou apenas com recursos da estatal, de acordo com o diretor de abastecimento, Rogério Manso. Até um mês atrás, a empresa nem sequer cogitava entrar sozinha neste tipo de empreendimento. A refinaria será a primeira voltada para a utilização do petróleo pesado brasileiro, hoje exportado por falta de capacidade de refino. As atuais refinarias da estatal foram construídas em uma época em que o Brasil era um grande consumidor de petróleo árabe, do tipo leve. São, portanto, planejadas para trabalhar com um tipo de óleo diferente do produzido no País.

Manso disse que a nova unidade, que poderá até ser construída dentro de uma das instalações já existentes, será projetada com o objetivo de atender à crescente demanda do mercado brasileiro por óleo diesel. Atualmente, a estatal importa cerca de 30% do diesel consumido no País. Em conferência telefônica, o executivo não revelou o volume de investimentos necessários nem o prazo para início das obras. Disse apenas que não ficarão prontas antes de 2007.

Mesmo sem a conclusão do projeto da refinaria, a estatal pretende ampliar em 200 mil barris por dia a capacidade brasileira de refino até 2007, atualmente em 1,62 milhão de barris por dia. Para tanto, planeja investir US$ 5,5 bilhões na modernização das refinarias já em operação, para que tenham melhor rendimento e processem um volume maior de petróleo nacional. A compra de uma refinaria no exterior, cogitada durante a gestão Henri Philippe Reichstul, foi totalmente descartada.

Homenagem – Ontem, no Recife, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu a instalação da refinaria para óleo pesado em Recife, e até o nome que deveria ter: Abreu e Lima, numa homenagem ao general brasileiro que lutou ao lado de Simon Bolívar na luta pela libertação da Venezuela. Segundo ele, o que falta é dinheiro, pois vontade política já existe.

O presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, no entanto, afirma que não há nada definido quanto ao local da refinaria, porque pelo menos cinco Estados do Nordeste lutam por ela. “Se dependesse de mim, eu a queria em Sergipe”, afirma ele, que, embora mineiro, faz política em Sergipe.

Dutra informou ainda que até o fim do mês o preço da gasolina, do óleo diesel e do querosene vai cair entre 7% e 9%, de acordo com seus cálculos. Havia a expectativa de que o anúncio da redução dos preços fosse feito ontem, durante a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Recife. Mas a direção da Petrobrás ainda aguarda novos estudos dos técnicos para saber quanto o preço vai baixar. (Colaboraram Ângela Lacerda e João Domingos)

O PETRÓLEO DO BRASIL

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O POVO      

28 de Abril de 2003

 

 

Administração Federal 

 

Governo começa a definir regras do grupo estratégico

POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO
 
Transformar o Brasil num fornecedor de produtos e serviços de alto valor agregado. Essa será a preocupação do grupo estratégico que formulará políticas de desenvolvimento para o País. As primeiras discussões do grupo acontecem essa semana.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva começará a discutir nesta semana o funcionamento do grupo estratégico que formulará políticas de desenvolvimento do Brasil. O projeto, que será coordenado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, já foi aprovado pelo presidente. Nos próximos dias, deverá ser apresentado ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e ao secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.

A idéia é tornar a Presidência da República proativa em temas estratégicos ao País. Isso será feito por intermédio do Núcleo de Assuntos Estratégicos. A meta que norteará o funcionamento desse grupo será transformar o Brasil em um grande fornecedor mundial de produtos e serviços de alto valor agregado.

Esse objetivo foi escolhido porque tem repercussão em outros temas importantes para o governo Lula: o crescimento econômico e a geração de empregos. Além disso, o aumento do valor dos produtos exportados será fundamental para consolidar o ajuste das contas externas a longo prazo. No entanto, durante o debate com os demais ministérios, outros focos de ação poderão ser escolhidos.


Inicialmente, só os ministérios que tenham algum tipo de relação com a meta estabelecida para o planejamento estratégico do governo participarão das discussões. Um grupo formado pela Casa Civil, Fazenda, Planejamento, Secretaria Geral e Desenvolvimento Urbano tratará das políticas de financiamento do desenvolvimento. Outra parte, se ocupará de políticas de conhecimento, identificação de produtos e serviços.Nesse grupo figuram ministérios como o Ciência e Tecnologia, Comunicações, Desenvolvimento, Agricultura, Relações Exteriores e Turismo, por exemplo.

Outras duas ''pernas'' de atuação do grupo deverão ser contactadas nos próximos dias. Gushiken quer que as decisões estratégicas do governo sejam discutidas com o empresariado e o meio acadêmico. O interlocutor com a iniciativa privada será Eugênio Staub, da Gradiente. Ele deverá ser encarregado de agregar outros empresários à discussão. O canal de comunicação com o meio acadêmico será o Centro de Estudos e Gestão Estratégicos, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na próxima semana, Gushiken deverá apresentar aos ministros os conceitos do funcionamento do grupo, a metodologia de decisão a ser adotada e a agenda de reuniões. O ministro discutiu esses temas no último sábado com seus principais assessores nessa área. Como coordenador-geral, ele escolheu o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Glauco Arbix.

 

Investidores em ritmo de espera

Em mais uma semana reduzida por feriado, desta vez pela comemoração do Dia do Trabalho na quinta-feira, a expectativa mais disseminada no mercado é que predomine um clima de compasso de espera. Até o encaminhamento das reformas e o surgimento de mais definições no câmbio e no cenário externo, deve continuar o movimento de consolidação de preços ao redor dos patamares atuais.

Analistas não descartam uma realização de lucros, mas afirmam que os ativos devem seguir sem tendência muito definida, ao sabor de forte volatilidade. ''O mais provável é que (o mercado) no curto prazo fique de lado, à espera do envio das reformas ao Congresso'', diz Beto Scretas, diretor da Schroeder Brasil

O governo deverá encaminhar as propostas de reformas tributária e da Previdência ao Congresso na próxima quarta-feira. A queda do dólar e do petróleo e a consequente redução dos preços dos derivados e de outros produtos devem provocar o recuo da inflação em maio. ''O corte dos juros básicos poderia ocorrer no mês que vem ou em junho, e esse início de queda seria emblemático, após tantos meses do último corte'', afirma Scretas.

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O ESTADO DE SÃO PAULO        

28 de Abril de 2003

 

 

Administração Federal

 

Governo inicia discussão sobre política industrial

Projeto do grupo estratégico já foi aprovado pelo presidente da República

LU AIKO OTTA

BRASÍLIA - O governo Luiz Inácio Lula da Silva começará a discutir nesta semana o funcionamento do grupo estratégico que formulará políticas de desenvolvimento do País. O projeto, que será coordenado pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, já foi aprovado pelo presidente.

Nos próximos dias, o projeto deverá ser apresentado ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e ao secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.

As discussões com os ministérios envolvidos começam próxima semana.

A idéia é tornar a Presidência da República a favor de temas estratégicos ao País. Isso será feito por intermédio do Núcleo de Assuntos Estratégicos. A meta que norteará o funcionamento desse grupo será transformar o Brasil em um grande fornecedor mundial de produtos e serviços de alto valor agregado.

Esse objetivo foi escolhido porque tem repercussão em outros temas importantes para o governo Lula: o crescimento econômico e a geração de empregos. Além disso, o aumento do valor dos produtos exportados pelo País será fundamental para consolidar o ajuste das contas externas a longo prazo.

No entanto, durante o debate com os demais ministérios, outros focos de ação poderão ser escolhidos.

Inicialmente, só os ministérios que tenham algum tipo de relação com a meta estabelecida para o planejamento estratégico do governo participarão das discussões. Um grupo, formado por Casa Civil, Fazenda, Planejamento, Secretaria Geral e Desenvolvimento Urbano tratará das políticas de financiamento do desenvolvimento. Outra parte, se ocupará de políticas de conhecimento, identificação de produtos e serviços.

Nesse grupo figuram ministérios como o Ciência e Tecnologia, Comunicações, Desenvolvimento, Agricultura, Relações Exteriores e Turismo.

Outras duas "pernas" da atuação do grupo deverão ser contactadas nos próximos dias. Gushiken quer que as decisões estratégicas do governo sejam discutidas com o empresariado e o meio acadêmico. O interlocutor junto à iniciativa privada será Eugênio Staub, da Gradiente. Ele deverá ser encarregado de agregar outros empresários à discussão. O canal de comunicação com o meio acadêmico será o Centro de Estudos e Gestão Estratégicos, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Na próxima semana, Gushiken deverá apresentar aos ministros os conceitos do funcionamento do grupo, a metodologia de decisão a ser adotada e a agenda de reuniões. O ministro discutiu esses temas no sábado com seus principais assessores nessa área. Como coordenador-geral, ele escolheu o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Glauco Arbix.

 

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FOLHA DE SÃO PAULO       

27 de Abril de 2003

 

 

Reforma Tributária

 

Reforma Tributária - Proposta do governo é superficial, dizem indústria e serviços

Entidades de classe temem que postergação da discussão sobre local de cobrança do ICMS torne projeto vago
DA REPORTAGEM LOCAL

A proposta do governo para a reforma tributária pode vir a beneficiar determinados setores da economia, mas, em geral, representantes da indústria e do setor de serviços tacham como "superficiais" as alterações que serão discutidas no Congresso.
A indústria, por exemplo, pode ganhar com a simplificação do ICMS e com o fim da cumulatividade da Cofins. As entidades de classe, entretanto, temem que a postergação da discussão sobre o local de cobrança do ICMS -na origem ou no destino do produto- torne a proposta vaga.
Para os empresários, a melhor coisa é que a incidência do imposto passe a ser no destino, desonerando assim o produto a ser vendido. A idéia desagrada aos Estados exportadores, como São Paulo, que ganham com a cobrança da produção. Para evitar polêmicas com os governadores, a definição ficará fora da proposta de emenda constitucional.
"Nos preocupa muito a profundidade dessa reforma. O projeto propõe simplificar o sistema, mas não é isso que vai resolver. Precisamos de um tributo que cobre no destino. Não é uma questão regional, e sim de lógica. Temos que desonerar a produção e cobrar o consumo", disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Jorge Lins Freire.
Os mesmos argumentos são usados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias).
Para o presidente dessa entidade, Armando Monteiro, deputado federal pelo PMDB, a reforma obtém avanços na questão da cumulatividade, mas não desmonta o sistema de cobrança de impostos em cascata, como no caso da manutenção da CPMF.
"Há algum avanço na questão da Cofins, que passa a incidir sobre o valor agregado. Mas há ainda a CPMF e o ISS, que deveria entrar na base de serviços do IVA", afirmou Monteiro.
Na avaliação de Francisco Luiz Lopreato, do Instituto de Economia da Unicamp, a proposta é limitada por abordar apenas os pontos em que há consenso.
"Uma reforma mais ampla afetaria os Estados. Essa proposta joga para baixo do tapete pontos importantes, como o pacto federativo e a questão da origem e do destino", declarou.

Serviços
Empresas prestadoras de serviços podem ser atingidas diretamente com o fim da cumulatividade da Cofins.
Uma agência de publicidade, por exemplo, pode arcar com um aumento da alíquota de 3% para 8%. Como esse setor não tem várias etapas produtivas, a elevação da contribuição significa um aumento de carga tributária.
As indústrias, por terem cadeias longas de produção, beneficiam-se do direito aos créditos da contribuição paga anteriormente. Segundo analistas, elas podem acabar recolhendo a mesma quantidade que fazem atualmente, ainda que haja aumento da alíquota.
A substituição de metade da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamentos por contribuição sobre valor agregado pode beneficiar as prestadoras de serviços, onde a maior parte dos custos é com o pagamento de pessoal. A iniciativa fomentaria, em tese, a contratação.
Luigi Nese, presidente da Federação de Serviços do Estado de São Paulo, defende a "desoneração completa da folha", que, segundo ele, é responsável por mais de 60% dos custos do setor. "Haverá uma guerra no Congresso por causa dessa proposta do governo, que, infelizmente, já foi definida", disse Nese.
Cláudio Salles, presidente da Câmara Brasileira de Investidores em Energia Elétrica, avaliou que a reforma tributária precisa diminuir o ICMS que incide sobre o consumo de energia elétrica.
"O governo precisa diminuir a sua ganância por arrecadação para que as empresas distribuidoras possam ter uma tarifa compatível com o serviço que presta. Caso contrário, o valor final fica muito alto para o consumidor", disse.
(JULIA DUAILIBI)

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JORNAL DO BRASIL 

26 de Abril de 2003

 

 

Reforma Tributária 

 

Reforma tributária vai acabar com guerra fiscal

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Estados têm prejuízos

Alberto Komatsu
Repórter do JB

CACHOEIRINHA (RS) - A Reforma tributária, que será enviada ao Congresso na próxima quarta-feira, será um dos instrumentos para acabar com a guerra fiscal entre os Estados. A avaliação foi feita ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Jaques Wagner.

- Considero que a guerra fiscal sempre traz algum prejuízo para os Estados. Claro que você não muda uma regra abruptamente, mas creio que uma das funções da reforma tributária é pensar no desenvolvimento nacional e regional, para não ter necessidade de fazer uma sangria na disputa desse ou daquele Estado - afirmou o ministro.

Rio Grande do Sul e Minas Gerais estão na disputa por um investimento de cerca de R$ 500 milhões que a Souza Cruz pretende realizar nos próximos cinco anos. A empresa planeja usar esses recursos para ampliar o seu parque industrial, com a construção de uma unidade de embalagens e um centro de pesquisa e desenvolvimento, entre outros empreendimentos.

- O ideal é ter um equilíbrio para que as decisões possam ser tomadas com uma visão global. Nós somos um país e não um somatório de Estados - acrescentou o ministro.

O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, confia que os investimentos da Souza Cruz serão desembolsados no Estado. Segundo ele, um dos incentivos que poderiam ser utilizados pela fabricante de cigarros é o Fundo Operação Empresa, destinado à atração de novos empreendimentos no Rio Grande do Sul.

- Não tenho dúvida de que o Rio Grande do Sul vai sediar os novos investimentos da Souza Cruz. Estamos falando na geração de 800 empregos até 2005 - afirmou o governador.

O ministro Jaques Wagner e o governador Germano Rigotto participaram ontem da cerimônia de inauguração da segunda fábrica de cigarros da Souza Cruz no país em Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre - a empresa tem outra unidade em Uberlândia, Minas Gerais. O investimento foi de R$ 500 milhões, com a criação de 400 postos de trabalho diretos.

O repórter viajou a convite da Souza Cruz

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DIÁRIO DO NORDESTE        

26 de Abril de 2003

 

 

Tributos 

 

Carga tributária alta incentiva sonegação

PESQUISA REVELA
 São Paulo - A alta carga de impostos no Brasil, a concorrência predatória e a falta de planejamento tributário das empresas fazem com que a cada ano aumente o número de devedores e sonegadores. É o que afirmam o diretor de Competitividade Industrial da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mario Bernardini, e o advogado tributarista da Oliveira Neves Associados, Cândido Campos.

Pesquisa da banca de advogados encomendada à Mission Desenvolvimento Profissional, realizada com 1.499 empresários da indústria, comércio e serviços dos setores de metalurgia, alimentação, automotivo, autopeças, couros e eletrônica, constatou que em 2001 40% das empresas tinham passivos tributários a descoberto.

Mas, com o aumento da carga tributária no ano passado (recorde de 36,45% do PIB), o número de devedores aumentou para 53%.

“Nos setores concorrenciais, as empresas não têm dinheiro para pagar impostos. Com o preço de venda dá apenas para pagar fornecedores e credores”, diagnostica Bernardini.

Segundo ele, as empresas que conseguem pagar a totalidade dos tributos são as de setores oligopolizados e monopolizados, que repassam os custos integralmente para o consumidor. “Nos setores concorrenciais, quem faz o preço é o mercado. E como não dá para pagar todo mundo, alguém fica de fora da lista, geralmente o Fisco, que é o que mais demora para cobrar a empresa”, assinala.

Exemplo da pouca capacidade de pagamento é que 80% dos entrevistados apuraram faturamento em 2002 maior do que em 2001, mas 60% não tiveram lucro nos resultados operacionais.

Bernardini acredita que a culpa é do modelo tributário defasado e anacrônico. “Ele leva à guerra fiscal entre as empresas, que caem na informalidade”, afirma. Para ele, a discussão da reforma do modelo está equivocada.

“É preciso desonerar a produção e deslocar a tributação para o consumo e para a renda” explica. “Falta planejamento tributário”, define Cândido Campos.

“Se as empresas não fizerem planejamento, não conseguirão nem crescer nem sobreviver.” Na visão deles, os empresários têm preferido a sonegação direta, “que é extremamente perigosa”.

A pesquisa mostra que 37% das empresas não recorreram em 2002 a nenhum tipo de recuperação de créditos fiscais, como de IPI, ICMS, CSLL e Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. “Elas têm dinheiro a receber e não buscam”, diz Campos.

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O ESTADO DE SÃO PAULO        

28 de Abril de 2003

 

 

INSS

 

Empresas passarão a descontar 11% do contribuinte individual

Autônomos, empresários e equiparados terão a dedução da contribuição na fonte de pagamento

Desde 1.º de abril, as empresas tomadoras de serviços de contribuintes individuais (autônomos, empresários e equiparados) passaram a ser responsáveis pelo desconto e recolhimento da contribuição desses segurados.

A determinação consta da Medida Provisória n.º 83, de 13 de dezembro, e foi regulamentada pela Instrução Normativa n.º 87, de 27 de março.

A contribuição relativa ao que foi pago a esses profissionais em abril deverá ser recolhida em maio. A mesma exigência se aplica às cooperativas de trabalho em relação ao recolhimento de seus associados.

O desconto a ser retido do trabalhador corresponde a 11% sobre a remuneração paga a ele no mês e incide até o limite do salário de contribuição (base do recolhimento mensal), atualmente fixado em R$ 1.561,56.

Se prestar serviço, no mesmo mês, a mais de uma empresa, o contribuinte deverá apresentar a cada uma delas o comprovante de pagamento em que constem os valores recebidos e sobre os quais já tenha incidido o desconto da contribuição. A apresentação do documento evitará que o recolhimento da contribuição ultrapasse o valor máximo, que é de R$ 171,78, ou 11% de R$ 1.561,56.

Se o total da remuneração no mês for inferior ao piso da contribuição, que é de um salário mínimo (R$ 240,00), a empresa ou a cooperativa deverá recolher sobre a remuneração paga e o contribuinte bancará, por conta própria, uma contribuição correspondente a 20% sobre o valor que falta para completar o salário mínimo. Por exemplo, um autônomo prestou serviço para uma empresa durante o mês e recebeu R$ 80,00. No desconto feito pela empresa, seu recolhimento será de R$ 8,80 (11% sobre R$ 80,00). O autônomo deverá calcular a diferença entre os R$ 80,00 e o salário mínimo de R$ 240,00, o que resulta em R$ 160,00. Sobre esse valor deverá ser aplicada a alíquota de 20%, o que dá R$ 32,00. Esse será o valor que deverá ser recolhido como complemento para a Previdência Social.

Caso o valor da complementação seja inferior a R$ 29,00, o contribuinte deverá optar pelo recolhimento trimestral, já que, segundo a legislação em vigor, esse é o menor valor que pode ser recolhido para a Previdência Social.

O contribuinte deverá receber da empresa o comprovante de pagamento pelos serviços prestados, no qual deverá constar o deconto da contribuição previdenciária. A empresa também declara as informações na Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP). Esses documentos servirão como prova no momento da concessão de benefícios previdenciários, como aposentadoria, pensão e auxílio aos contribuintes individuais ou a seus dependentes. (P.P.)

 

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DIÁRIO DO NORDESTE         

26 de Abril de 2003

 

 

Mercado de Trabalho

 

Desemprego disparou na Capital em fevereiro

TAXA ATINGIU 15,45% CONTRA 12,61% EM 2002
 
A taxa que mede o desemprego aberto na Capital cearense em fevereiro é de 15,45%, enquanto em igual período de 2002, o indicador era de 12,61%. Em relação a janeiro de 2003, a taxa de fevereiro último também é superior, 7,8%.

A taxa de desemprego em Fortaleza em fevereiro deste ano está 22,5% mais alta em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com pesquisa divulgada ontem pelo IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), a taxa que mede o desemprego aberto na Capital cearense em fevereiro é de 15,45%, enquanto que em igual período de 2002 o indicador era de 12,61%. Em relação a janeiro de 2003, a taxa de fevereiro último também é superior, 7,8%.

Para o assessor da presidência do IDT, Inácio Bessa, a elevação da taxa reflete uma tendência para este ano, em virtude do aumento da procura por emprego. A causa do crescimento desta pressão sobre o mercado de trabalho, segundo Bessa, é o otimismo gerado com a divulgação de programas de governo com o objetivo de gerar emprego. ‘‘Isso leva as pessoas a saírem mais em busca de emprego’’, explica a presidente do IDT, Kelly Whitehurst. Inácio Bessa prevê uma ampliação dessa pressão sobre o mercado de trabalho em 2003, podendo vir a cair num maior prazo se os programas propostos pelo governo federal promoverem a geração de trabalho.

‘‘A iniciativa privada está cautelosa na hora de contratar e aumentar a produção por conta do cenário de incertezas’’, comenta Kelly Whitehurst. Diante desta dificuldade, o contingente que atua no setor informal passou de 49,05% em fevereiro do ano passado para 51,13% em fevereiro deste ano.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que faz o balanço entre demissões e contratações do emprego formal, o saldo em todo o Ceará em fevereiro último foi negativo — o número de desligamentos superou em 1.690 o número de admissões. Em igual período de 2002 o saldo, positivo, era de 87. Por outro lado, o número de contratações entre entre estes dois meses passou de 14.142 para 15.852. Neste ano, de janeiro a fevereiro, o Ceará acumula um saldo negativo de 1.841.

1º EMPREGO - A pesquisa do IDT, realizada em parceria com o Sine-CE, mostra que o número de desempregados em Fortaleza é de cerca de 145 mil pessoas. Destes, aproximadamente 41 mil estão em busca do primeiro emprego.

De acordo com a presidente do IDT, baseado nas pesquisas realizadas pelo Instituto, o governo estadual deverá implantar no próximo dia 7 de maio uma unidade de atendimento no bairro Jóquei Clube voltada ao segmento da população que busca sua primeira oportunidade no mercado de trabalho. O bairro é o ponto de Fortaleza que concentra o maior número de pessoas que procuram o primeiro emprego. A unidade fará atendimento de seguro desemprego, intermediação com o mercado de trabalho e oferecerá cursos de informática e acesso à Internet.

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JORNAL DO BRASIL        

26 de Abril de 2003

 

 

Mercado de Trabalho

 

Desemprego de 12% em março

IBGE aponta aumento da informalidade e queda da renda média dos brasileiros

A taxa de desemprego de março, medida pelo IBGE, manteve-se em alta pelo terceiro mês consecutivo, atingindo 12,1%, contra 11,6% de fevereiro. Houve, no entanto, redução na comparação com a taxa de 12,9% de março do ano passado. O número de desocupados passou de 2,386 milhões em fevereiro para 2,515 milhões em março deste ano.

O IBGE constatou também que uma inusitada informalização do emprego em São Paulo foi a principal razão para o crescimento de 1,039 milhão no número de pessoas ocupadas no período de um ano. São Paulo contribuiu com 41% do crescimento total, com um aumento de 426 mil postos de trabalho. Desses, pelo menos 77% foram informais.

A chefe do Departamento de Emprego e Rendimento do IBGE, Ângela Jorge, minimizou a importância do aumento da taxa de desemprego. Segundo ela, ''somente com uma série maior será possível saber a tendência''. Ela disse também que, historicamente, a taxa de desemprego apresenta trajetória de alta nos três primeiros meses do ano - que neste ano coincidem com o primeiro trimestre do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, passando a cair a partir de abril.

O atual formato da Pesquisa Mensal de Emprego começou a ser divulgado em novembro do ano passado e muitos especialistas consideram que a pesquisa ainda está em fase de definição. O próprio IBGE ainda tem dificuldades para explicar números mostrados pela pesquisa. A constatação de que o número de pessoas ocupadas aumentou 1,039 milhão de março do ano passado para março deste ano - de 17,205 milhões para 18,244 milhões -, uma alta de 6%, exigiu um estudo especial, ainda não concluído, para ser compreendida.

Além do desemprego elevado, a renda média das pessoas ocupadas segue piorando. De acordo com o IBGE, de março de 2002 para março deste ano os ''rendimentos habitualmente recebidos'' caíram 7,2%, passando de R$ 908,20 para R$ 842,90. Na comparação mês a mês, houve queda de 2% em relação a fevereiro. Foi o oitavo mês consecutivo sem variação positiva dos rendimentos médios do trabalho. A última vez em que o IBGE constatou aumento do rendimento médio real das pessoas ocupadas foi em julho de 2002 (1,7%). A situação em São Paulo é pior do que a do conjunto das seis regiões pesquisadas pelo IBGE.

Na Região Metropolitana de São Paulo, a queda do rendimento médio foi de 8,9% de março do ano passado para março deste ano e de 3,6% de fevereiro para março deste ano. Em março de 2002, a renda média do trabalho na região era de R$ 1.082. Em fevereiro deste ano, era de R$ 1.023.

Da Agência Folha

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DIÁRIO DO NORDESTE           

26 de Abril de 2003

 

 

Indústria automotiva

 

Por dentro das curvas – Indústria automotiva

Maiores do mundo
A indústria automotiva no Brasil é uma das mais modernas e competitivas do mundo. Responsável por 11% do PIB (Produto Interno Bruto), o setor emprega mais de 1,3 milhão de pessoas direta e indiretamente e gera mais de R$ 10 bilhões de tributos. Com 24 montadoras instaladas, é o 12º maior produtor mundial de veículos, quinto maior produtor de caminhões e 1º produtor mundial de ônibus.

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FOLHA DE SÃO PAULO         

27 de Abril de 2003

 

 

Indústria 

 

Indústria "sofre"