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Fortaleza, CE - terça-feira, 16 de setembro de 2008 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| FAZENDO NEGÓCIOS EM LÍNGUA PORTUGUESA | |
| Vertical - Além mar | |
| Fortaleza será sede em setembro de 2008 do V Encontro Empresarial Fazendo Negócios em Língua Portuguesa. O evento, que será lançado hoje, em São Paulo, reunirá mil empresários dos oito países de língua portuguesa. "O evento é só fazer negócios. Nada de palestras", avisa o superintendente do Centro Internacional de Negócios da Fiec, Eduardo Bezerra. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
16 de setembro de 2008 |
| FÓRUM DE INSPIRAÇÕES DE CALÇADOS | |
| AGENDA - Moda | |
| Acontece hoje o Fórum de Inspirações de Calçados, evento que vai antecipar as tendências do Inverno 2009 em Fortaleza nesta terça-feira. O Fórum é aberto ao público mas tem como público alvo profissionais ligados ao setor calçadista e de moda. A participação é gratuita e acontece na sede da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC – Av. Barão de Studart, 1680), às 18h30. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| ENCONTRO EMPRESARIAL DE NEGÓCIOS | |
| Lêda Maria - Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa | |
| Armando Ferreira, presidente da Câmara Brasil-Portugal no Ceará, está hoje em São Paulo. Vai acompanhar o lançamento do V Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa, evento que acontecerá em Fortaleza em setembro/2009. Ainda na comitiva o presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Rômulo Alexandre Soares, e o superintendente do Centro Internacional de Negócios da Fiec, Eduardo Bezerra. A solenidade de lançamento do evento será nesta terça-feira, no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, às 19 horas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| EDUARDO BEZERRA | |
| Vaivém - 5º Encontro | |
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Por José Maria Melo
O superintendente do Centro Internacional da Fiec, Eduardo Bezerra, deixou Fortaleza na madrugada de ontem anunciando, para hoje, o lançamento, em São Paulo, pelo consulado de Portugal, do 5º Encontro Empresarial Fazendo Negócios da Língua Portuguesa. Lançamento Para esse evento, que acontecerá no dia 30 de setembro de 2009, estão sendo esperados mil empresários, sendo 400 do exterior e 600 brasileiros. O lançamento no exterior acontecerá no dia 30 de outubro em Lisboa. Em seguida, Aveiro, Porto e Viana do Castelo, em Portugal. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| POSSE NO SINDSERRARIAS | |
| Satélite - Sindserrarias | |
O empresário Agostinho Carneiro de Alcantara assumiu a presidência do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias do Ceará (Sindserrarias), entidade representativa do segmento madeireiro no Estado. O presidente eleito participou, ao lado da diretoria do sindicato, de associados e entidades parceiras, de um coquetel na última sexta-feira, na cobertura da sede da Federação da Industria do Estado do Ceará (Fiec). Alcântara, além da atividade madeireira, tem outras atividades empresariais e é radialista, dirigindo há mais de 10 anos a Rádio Pontal FM, em Chaval.
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| CENTRO DE CONVENÇÕES | |
| Governo investe R$ 2,2 milhões no Centro de Convenções | |
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Andreh Jonathas
da Redação O Ceará começa a ser mais competitivo para comportar grandes feiras e eventos. Isso porque outro passo foi dado na reforma do Centro de Convenções Edson Queiroz, com R$ 2,208 milhões aplicados. O Governo do Estado investiu R$ 1,3 milhão na climatização do bloco F, além de R$ 908 mil na reforma do auditório do centro, trocando os assentos e o carpete do piso - tudo, com recursos da Secretaria do Turismo (Setur). O titular da pasta, Bismarck Maia, apresentou, ontem, os espaços restaurados e garantiu a conclusão desta parte da reforma até o final da próxima semana. A reestruturação completa do Centro de Convenções só deverá ocorrer em 2009. Segundo o secretário, até dezembro, a licitação para a os ajustes e consertos totais do Centro deverá ocorrer. O orçamento, disse, já está sendo formulado. As reformas estão surtindo efeito. A refrigeração do setor F, por exemplo, resultou na entrada da realização, ainda este ano, de um congresso de análises clínica, um evento para 8 mil participantes e 25 mil pessoas envolvidas direta e indiretamente. "Essa questão da infra-estrutura se via como urgente. Estávamos sem infra-estrutura para eventos no Ceará, que tem a quarta planta do Nordeste (atrás de Recife, Natal e Salvador) em termos de área de exposição. Estamos procurando adaptar melhor nosso único centro de congressos", disse Bismarck, lembrando que o turismo de negócios é o mais lucrativo para o Estado. "Fortaleza não é só praia, não podemos depender da alta estação. Tem que ter turismo o ano inteiro", reforça. Todas as reformas agora terão como objetivo a preparação para o novo pavilhão de feiras. "Nós já estamos sinalizando para o mercado que eles podem comercializar os espaços a partir de julho 2010. Quem quiser fazer evento nesta data, já pode". A proposta da Setur é captar eventos de grande porte, de empresas nacionais e multinacionais, e não os pequenos que estão aparecendo. "O maior segmento do turismo (negócios) estava em escanteio", reclamou. Ainda no que diz respeito ao novo pavilhão de feiras, a ser construído no lugar da Academia de Polícia Militar, o representante do Governo confirmou o processo licitatório para novembro deste ano. O novo equipamento turístico deverá colocar o Ceará no roteiro nacional e internacional de feiras e eventos. Além da reforma do Centro de Convenções Edson Queiroz e da construção de um pavilhão de feiras, a expectativa maior do setor fica por conta do local para o novo Centro de Convenções, que já gerou muitas especulações. Maia deixou claro o interesse que a construção seja "em frente ao mar". Ele não descartou a instalação na cotada Praia Mansa, faixa de areia no Porto do Mucuripe que está sem utilização, mas disse que o assunto ainda está sendo conversado. "Uma terra, nós podemos adquirir, a outra nós temos que esperar a doação do Governo Federal", falou, sem dizer exatamente onde eram esses terrenos. Nova Atlântida A Justiça deve decidir, conforme Bismarck Maia, o rumo do projeto Nova Atlântida, que prevê a construção de uma "cidade turística", em Itapipoca, US$ 15 bilhões em investimentos. "Existe uma intenção dos empresários, manifestado pelos diversos sentidos, seja no Ceará, seja em Brasília, de fazer esse grande investimento. É um projeto que já esteve em pauta mais fortemente há alguns. Aí, nós temos que abrir o diálogo para que a coisa legal e justa aconteça". A maior polêmica do projeto está na possível presença de indígenas no local. "Se existe esse remanescente de índios ou, pelo menos, originários de tribos anteriores, que lhes dêem o direito de ocupar a sua terra, se esta questão legal for assim decidida", ressalta e dá outra solução: "Por outro lado, existem diversos outros hectares que podem ser também objeto de investimentos. Os investimentos terão que ser analisados de acordo com os interesses do Estado, na questão do meio ambiente, por exemplo". O secretário confirmou que haverá uma reunião com investidores estrangeiros no próximo mês, mas não deu detalhes. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| EXPLORAÇÃO DA CAMADA PRÉ-SAL | |
| Sem sondas, não há estudos no NE | |
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Petrobras não está estudando a prospecção de óleo em águas ultra-profundas no Nordeste por falta de sondas
Rio. A falta de sondas disponíveis e a dificuldade de aquisição destes equipamentos no mundo inviabilizam os estudos e a exploração de uma possível camada pré-sal na Região Nordeste. A informação foi dada ontem à imprensa pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, durante o Rio Oil & Gás 2008, no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele afirmou que a estatal não está realizando estudos de prospecção de óleo em águas ultra-profundas nessa região. A empresa petrolífera espera, para 2009, a chegada de três novas sondas para a perfuração 11 poços na camada pré-sal do campo de Tupi, na Bacia de Santos, localizado a seis mil metros. Atualmente, há três sondas operando na camada. A exploração do pré-sal exigirá ´esforço financeiro gigantesco´ para os próximos dez anos, segundo afirmou Gabrielli, que não detalhou os números do investimento. ´Para cada sistema produtivo serão necessários investimentos de US$ 7 bilhões e são muitos sistemas produtivos, até 60´, disse ele, referindo-se às plataformas e equipamentos necessários aos trabalhos na camada pré-sal. As reservas da empresa são hoje de 11,7 bilhões de barris de petróleo, sem contar com o óleo do pré-sal, cujo volume ainda não pode ser precisado, segundo ressaltou o presidente da Petrobras. Refinaria A Petrobras está investindo, juntamente com a criação de novas refinarias no País, na construção de indústrias que possam gerar pólos petroquímicos em algumas áreas no País, como no Rio de Janeiro e em Pernambuco. A instalação das unidades de refino Premium I e II, nos estados do Maranhão e Ceará, abrem, segundo ele, a perspectiva de criação deste pólo, mas a Petrobras ainda não trabalha, no momento, na implantação de indústrias do tipo nas áreas das novas refinarias. ´Estamos trabalhando agora para viabilizar a instalação das refinarias´, afirmou o presidente da Petrobras. ATÉ 3 MIL METROS DE PROFUNDIDADE Petrobras contrata 10 plataformas Rio. A Petrobras anunciou ontem a contratação de dez plataformas flutuantes (do tipo FPSO, que produz, estoca e escoa petróleo) para a área do pré-sal. Elas vão operar em profundidade de até 3 mil metros. As duas primeiras plataformas serão afretadas de terceiros e usadas nos projetos-piloto de desenvolvimento das reservas da bacia de Santos. Cada uma terá capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural/dia. Elas serão instaladas em 2013 e 2014. As outras oito serão da Petrobras e terão capacidade de 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural/dia e devem ser instaladas em 2015 e 2016. Os cascos dessas unidades serão construídos no dique seco do estaleiro Rio Grande (RS), alugado pela companhia por 10 anos. ´O processo de produção de casco em série é inédito no Brasil´, disse o presidente da companhia, Sérgio Gabrielli, durante a feira Rio Oil & Gas. Afirmou ainda que cada sistema produtivo a ser instalado no pré-sal cada um desses s istemas terá capacidade de produzir cerca de 150 mil barris por dia e custará entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões. Sérgio de Sousa Repórter O repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da Petrobras | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| TRIGO | |
| Vaivém das commodities - SEM COMPRADOR | |
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O produtor brasileiro de trigo iniciou a safra na esperança de receber pelo menos R$ 40 por saca, mas está colhendo o produto com os moinhos fora do mercado. Não encontrando compradores, o trigo despencou e está abaixo de R$ 25 por saca em algumas regiões.
PODE MUDAR A oferta de trigo da Argentina pode ser complicada mais uma vez. Seca e geadas registradas em quase todas as regiões produtoras de trigo do país devem reduzir a produção para 12,5 milhões de toneladas na safra 2008/9, contra 16 milhões de toneladas na anterior. | |
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| O ESTADO |
16 de setembro de 2008 |
| AGRONEGÓCIO | |
| Estratégia & Gestão - Agronegócio ajuda a elevar PIB brasileiro | |
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Por Roberto Matoso
A economia brasileira teve expansão de 6,1% no segundo trimestre de 2008, na comparação com igual período no ano passado. O destaque principal da economia brasileira no início de 2008 foi o setor agropecuário, que cresceu 7,1% em relação ao segundo trimestre de 2007 e 5,2% no semestre. Na comparação com o primeiro trimestre, a agropecuária teve expansão de 3,8%. O setor agropecuário registrou, no semestre, elevação de 5,2%. Nos últimos 12 meses, a agropecuária teve expansão de 7% sobre período correspondente imediatamente anterior. Modernas tecnologias esbarram na deficiência da logística "Tivemos um crescimento elevado dos preços do commodities mundiais tendo como conseqüência o aumento de todos os derivados, inclusive dos fertilizantes e defensivos agrícolas, o que ocasionou um maior custo na produção agrícola do commodities da soja, milho, arroz e outros produtos" - informa José Ramos Torres de Melo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (FAEC). "O aumento do consumo das grandes economias emergentes como a China, Índia e o próprio Brasil também motivou este aumento. A tendência da agricultura é investir na mecanização, no uso de insumos modernos e de pessoas qualificadas, o que torna o Brasil detentor das mais modernas tecnologias de produção. Mas ainda somos deficientes no quesito armazenamento e escoamento da produção, principalmente na área dos portos e inexistência de ferrovias.". Desenvolver produtos de excelência "O Rio Grande do Sul tem uma estrutura produtiva que envolve 95% dos municípios, dependentes do desempenho do setor agrícola" - diz Carlos Rivacci Sperotto, presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL). "Temos o agronegócio como carro-chefe da economia local, com uma bovinocultura bem desenvolvida, a presença da suinocultura e avinocultura. No setor de grãos temos o arroz com 60% da produção do Brasil, assim como soja, trigo, milho e forrageira. Estamos em franco desenvolvimento da pecuária leiteira e deveremos ser, no futuro próximo, um grande centro produtor de produtos lácteos. Para este crescimento temos que analisar um período de estagnação pelo qual passamos e, em paralelo o desenvolvimento do agronegócio, inclusive sua gestão, que está sendo trabalhada em conjunto com entidades como SENAR, SEBRAE, EMATER etc. Temos hoje uma produção de primeiro mundo, e a indústria já enxerga o Estado como grande oportunidade de se instalar e justamente buscar desenvolver produtos de e xcelência". Produtor muito competitivo da porteira para dentro... "Este quadro se deve ao bom desempenho da produção agropecuária" - explica Gilda M Bozza, Economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP/DTE). "O agronegócio participa com 35,5 do PIB paranaense, com uma produção de grãos de 32 milhões de toneladas. Nossos produtores utilizam técnicas avançadas e ganham na economia de escala. O nível do produtor também melhorou e ele atua como um empreendedor, utilizando as ferramentas disponíveis para tomada de decisão, sendo competitivo da porteira para dentro. Fora da porteira fatores estruturais retiram competitividade do produtor, como a questão da logística, infra-estrutura de transportes e o emprego do sistema rodoviário para longas distâncias o que encarece o preço final." Renda do produtor ainda muito apertada "O setor tem apresentado bons resultados em 2008, indicando que deverá encerrar o ano com um resultado muito favorável" - destaca Matheus A. Zenella, Assessor Técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Não obstante, a renda do produto rural não está acompanhando o crescimento da economia do agronegócio. Como os custos de produção estão aumentando sensivelmente, neste ano, mesmo o agricultor produzindo mais, sua renda continuará apertada. Para a economia nacional o agronegócio é muito importante, pois gera 23,5% do PIB Nacional. Ademais, cerca de 36% das exportações brasileiras são do agronegócio e se estima que 37% dos empregos gerados também pertençam ao setor. O agronegócio atual é aberto, competitivo, diversificado, dinâmico e tem investido sempre em qualidade, tecnologia e capacitação de pessoal. Armazenagem e logística em geral ainda são os nossos grandes pontos fracos. As deficiências em logística e infra-estrutura já são os maiores fatores de pressão nos custos do agronegócio e , por conseguinte, na sua competitividade". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| AGRONEGÓCIO | |
| Pujança do agronegócio | |
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O agronegócio registra crescimento sensível, consolidando o Ceará como pólo de fruticultura e com grandes perspectivas de negócio. Em virtude dessa realidade, Fortaleza foi transformada na capital de serviços relacionados à fruticultura, sendo seu porto o maior exportador nacional de frutas.
A fruticultura irrigada tem se revelado uma atividade capaz de multiplicar os postos de trabalho e a geração de renda na economia primária. Somente em 2007, foram criados 26 mil empregos diretos e auferida renda bruta de R$ 340 milhões no interior do Estado. Diferentemente da agricultura de subsistência, apoiada em métodos conservadores e dependente do ciclo de chuvas, essa atividade agrícola adota técnicas avançadas de irrigação, viável onde há água disponível. A visão de um Estado de economia primária, submetida às oscilações do regime de chuvas, em que os investimentos trazem o risco de insucessos desestimuladores, praticamente se atenua diante do novo modelo de exploração da terra. As exportações de frutas, em 2007, renderam ao Ceará US$ 77,2 milhões, um volume 56,2% maior do que o negociado em 2006. Já as flores cultivadas na Serra da Ibiapaba e lançadas no mercado externo, embora em estágio inicial de produção e exportação, possibilitaram faturamento de US$ 5 milhões. Frutas e flores têm sido testadas em regiões como a Serra do Araripe, no sul no Estado, com resultados estimulantes. Até no Centro-Sul, onde o meio é mais propício à exploração da cultura do arroz, a uva vem dando boas safras. Entretanto, esses empreendimentos inovadores necessitam de contrapartida para seu amadurecimento, traduzida pela execução de obras de infra-estrutura para viabilizar os projetos. O Estado começou a implantar um Terminal de Múltiplo Uso, no Porto do Pecém, capaz de promover, em condições adequadas, as exportações de frutas e flores para os mercados norte-americano e da União Européia. Em face da bem-sucedida incursão por esses nichos de negócios, estão despertando interesse as áreas ainda ociosas da Chapada do Apodi e do Vale do Acaraú, onde essas culturas poderão se expandir. Outra iniciativa na esfera do Estado visa à atração de indústrias de alimentos para aproveitar a matéria-prima de origem local na produção de polivitamínicos à base de extratos de frutas. Este ano, os produtores rurais estão animados com o Plano de Safra Mais alimentos, com o qual o governo decidiu enfrentar a crise externa de gêneros alimentícios e os seus efeitos nas economias dos países periféricos. Só o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, sensivelmente destacado, este ano, está disponibilizando R$ 13 bilhões para financiamentos. Ao Ceará, foi reservada cota de R$ 333 milhões. Aberta ontem, a semana internacional da fruticultura, floricultura e agroindústria - Frutal mostra a pujança do setor, tendo 300 expositores, 25 dos quais agricultores familiares. Os 38 mil visitantes previstos para o evento poderão confirmar as transformações em andamento na produção agrícola cearense. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
16 de setembro de 2008 |
| BNDES | |
| BNDES precisa se preparar para expansão da demanda | |
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São Paulo, 16 de Setembro de 2008 - A crise financeira internacional está tornando as linhas de crédito escassas e, por conseqüência, deixando-as mais caras para as empresas brasileiras, que vinham se financiando no exterior com recursos bem mais baratos do que no País. Segundo o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi), Júlio Gomes de Almeida, em pouquíssimo tempo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá aumentada sua demanda por conta dessa situação. "Brasil tem de defender sua economia, seu sistema de crédito, já que até empresas grau de investimento não estão tendo acesso ao crédito, reforçando a capacidade de concessão principalmente via BNDES", disse ontem durante participação no 5 Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Para o chefe do Departamento de Pesquisa e Análise do BNDES, Fernando Pimentel Puga, ainda não é possível sentir essa demanda. Porém, diz, o banco deve estar preparado para supri-la. De acordo com ele, independentemente de novas empresas virem buscar recursos no banco de fomento, está havendo uma mudança significativa no processo de investimento brasileiro. Puga relatou que, em 2006, estavam surgindo grandes projetos nos setores de siderurgia, de papel e celulose, e de outros básicos puxados pela demanda internacional. No ano seguinte, afirmou, houve forte crescimento das inversões em infra-estrutura – muito puxado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Neste ano, há a retomada dos investimentos na indústria e na construção naval, o que não ocorria há muitos anos. "Esse processo me parece mais virtuoso que no passado. São mais máquinas e equipamentos com plantas novas", afirmou, ressaltando que a construção residencial vem crescendo a uma taxa de 11%, mas o investimento em máquinas e equipamentos, a 19%. "Há solidez nesse processo, de longo prazo de maturação, que não deve ser abalado por essa crise", afirmou o chefe do Departamento de Pesquisa e Análise do BNDES. Para Puga, se o cenário se mantiver, a taxa de investimento da economia estará em 21% daqui a dois anos. De acordo com ele, a taxa de investimento foi sendo reduzida nos últimos anos porque o crédito no Brasil é caro e o ajuste fiscal, que teve início em 1997, foi feito cortando investimentos públicos. O economista Paulo Rabello de Castro concorda com o argumento e complementa: o preço de investir é o custo do acesso ao capital. "Nós erramos há décadas na nossa política de juros. Não há nada que tenha mudado. Continuamos na mesma. Continuamos em uma política suicida", afirmou. Mais otimista, Gomes de Almeida afirmou que, com um pouco de paciência e se a crise não pegar o País de "calças curtas", o investimento poderá antecipar a demanda. "Se for isso, consolidamos pela primeira vez um padrão de crescimento que não estará limitado pelo grau de uso da capacidade instalada", disse o economista. Para o consultor do Iedi, se o nível de utilização da capacidade instalada ficar em 85% será muito animador ao investimento e pouco detonador de inflação de demanda. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 5)(Simone Cavalcanti) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| CRISE NOS EUA | |
| Bovespa tem maior queda desde o 11 de setembro | |
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Pedido de concordata do Lehman Brothers, o 4º maior banco de investimento dos EUA gerou pânico
São Paulo. O temor de um risco sistêmico com o pedido de concordata do Lehman Brothers e a venda do Merrill Lynch para o Bank of America, além dos problemas enfrentados pela seguradora AIG, promoveram uma fuga do risco nos mercados globais. As bolsas desabaram pelo mundo e, no Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tomou o maior tombo porcentual em mais de sete anos. O dólar e os juros futuros dispararam. O Ibovespa perdeu 7,59%, a maior queda desde 11 de setembro de 2001, quando havia recuado 9,17%. Em pontos, a Bovespa retornou aos 48 mil pontos, para 48.416,33 pontos. Na máxima do dia, registrada na abertura, o índice operou praticamente estável, aos 52.386 pontos (-0,01%) e, na mínima, tocou os 48.409 pontos (-7,60%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 13,05% e, no ano, de 24,21%. O giro financeiro somou R$ 6,570 bilhões, dos quais R$ 1,167 bilhão são do vencimento de opções sobre ações. O Dow Jones recuou 4,42%, aos 10.917,51 pontos, o S&P teve baixa de 4,71%, aos 1.192,69 pontos, o Nasdaq fechou em -3,60%, aos 2 179,91 pontos. As perdas foram ampliadas no finalzinho da sessão com a queda livre do setor financeiro e fraqueza das ações de energia. Crise sistêmica ´A crise financeira se tornou ´sistêmica´´, disse Richard Bernstein, estrategista-chefe de investimentos do Merrill Lynch. ´Para a economia, significa que ficou mais difícil tomar empréstimos. É o aperto no crédito.´ Os investidores se refugiariam nos Treasuries norte-americanos, com preços em alta e, conseqüente queda nos juros. O T-Note de 2 anos foi o mais procurado, com os juros tombando 21,19%. Esse recuo é explicado também porque os investidores passaram a precificar um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve hoje, com 66% de chances, de 2% para 1,75% ao ano. Na visão de operadores do mercado do segmento cambial, o dólar teve até uma trajetória comportada ontem, tendo em vista o desempenho da Bovespa. Mas diante do ambiente de aversão ao risco, não tinha como o real não sofrer. E foi uma aversão tanto do lado financeiro como corporativo. O dólar no balcão subiu 1,85%, a R$ 1,8140. Na BM&F, o pronto avançou 1,46%, a R$ 1,8070. ´O Lehman listou dívidas de US$ 613 bilhões. O mercado está desconfiado de até onde isso está espalhado e quais os efeitos´, disse um operador. A tensão também afetou os juros, cujos futuros de longo prazo, negociados na BM&F, encerraram em alta, enquanto os contratos curtos, até janeiro de 2010 fecharam em queda, alimentados pelos sinais de que o BC terá espaço para desacelerar o ritmo de aperto monetário antes do que o mercado imaginava. O DI de janeiro de 2010 (274.210 contratos) encerrou em 14,63%, de 14,64% na sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2009 (171.685 contratos) caiu de 14,03% para 13,99%. O DI janeiro de 2012, com 76.785 contratos, avançou de 14,14% para 14,29%. ´BRASIL É PORTO SEGURO´ Mantega manifesta tranqüilidade São Paulo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou tranqüilidade com o quadro econômico e financeiro do Brasil, apesar de reconhecer que houve piora da crise financeira nos Estados Unidos. ´Não devemos nos precipitar. Estou tranqüilo, seguro de que poderemos enfrentar uma crise de mais longa duração e mais profunda do que imaginávamos. Hoje, o Brasil é um outro País, bem mais desenvolvido que no passado, com fundamentos macroeconômicos mais sólidos, com US$ 200 bilhões de reservas cambiais. Não devemos nos impressionar com um ou dois dias (de tensão no mercado). O problema é lá, e não aqui. Não devemos tomar nenhuma medida precipitada porque a situação no Brasil está sob controle.´ Segundo ele, se de um lado o câmbio depreciado pode pressionar a inflação para cima, por outro lado, a queda dos preços das commodities estão colaborando de forma expressiva para reduzir os índices de preços, especialmente as cotações do mercado dos alimentos. Em Brasília, no fim da tarde, Mantega recomendou aos investidores que não desfaçam de suas posições no mercado neste momento. Segundo ele, este não é um momento para precipitações. ´A economia brasileira está sólida e há muita flutuação em período de crise e depois volta ao normal. Para o investidor, para o correntista, minha recomendação é que nada deve ser feito. Devem-se manter as posições porque, passado este momento, tudo volta ao normal´, disse Mantega. Ele destacou ainda que o Brasil é um porto seguro no meio desta crise e, ao contrário de outros países, sairá fortalecido deste período de volatilidade. O ministro disse que houve uma piora na crise financeira internacional com a concordata do Lehman Brothers. ´Talvez haja um agravamento ainda maior. Outras instituições podem ter alguma queda ou prejuízo maior. Isso significa uma crise prolongada e profunda da economia dos EUA. É claro que isso afeta a economia mundial no sentido de reduzir o crédito´, disse, acrescentando que a conseqüência deve ser uma desaceleração maior da economia mundial. Mas, para ele, o Brasil não será afetado do ponto de vista do crescimento. Manteve a projeção de 4,5% de crescimento para o ano que vem e de 5% a 5,5% para este ano. OPINIÃO DO ESPECIALISTA Economia real do País está imune HENRIQUE MARINHO * Economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor) O banco de investimentos Lehman Brothers não possui filial no Brasil. Então, a sua concordata não tem reação direta com o sistema financeiro nacional. Por enquanto, essa crise está restrita ao mercado americano. O sistema financeiro brasileiro não é internacionalizado, e não age em mercados de muito risco, pois sua regulamentação pelo Banco Central é rigorosa. Assim, está menos vulnerável a esta crise americana. Essa crise pode levar a economia dos EUA a uma recessão profunda. Isso faz com que os preços das commodities, do aço e do petróleo caiam. E o Brasil é importador dessas commodities, que têm peso na sua Bolsa de Valores (Bovespa). Assim, o impacto dessa ação nos EUA ocorre sobre as bolsas de valores. O mercado especulativo futuro dessas ações de commodities reage. Mas, o País está tranqüilo. Claro que uma recessão americana, levando a Europa junto, afeta a todo mundo. Não temos ainda uma percepção de quanto isso vai contagiar a economia real. A clareza é que não pára por aí, pois pode levar a mais quedas de bancos. A bolsa antecipa essa crise. Vai na onda do pavor, do terror, mas não reflete a economia do País. O movimento da bolsa não reflete a robustez da economia brasileira. É bom lembrar que essa crise americana ocorre a há mais de um ano e a gente vem conseguindo se manter imune a ela, com exceção de quem investe na bolsa. Investidor deve ter cautela Adiar novas aplicações em ações. Essa é a orientação da Pro Teste Associação de Consumidores por conta do agravamento da crise financeira americana, que alcançou repercussão global ontem. O investidor que pensava em comprar ações aproveitando a redução dos preços deve saber que em curto prazo a previsão é que o preço das ações se desvalorize ainda mais. Quem investe com ações sob custódia, temerosos do que está por vir, a recomendação da associação é não tomar medidas precipitadas como vender seus papéis. A Pro Teste esclarece que as ações irão se desvalorizar, num primeiro momento e quem realizar negócio, irá perder mais dinheiro do que esperar um pouco mais para vender. Isso porque as principais Bolsas de Valores do mundo operaram em forte queda ontem, depois que o Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, anunciou concordata. A venda imediata dos papéis só é recomendável no caso do investidor com ações sob custódia que foi descuidado e não encarou o investimento como de longo prazo. Se não tem mais nenhuma aplicação financeira a recorrer, a venda deve se dar logo, já que a previsão é que a semana seja de um ritmo ininterrupto de quedas. Longe de acabar Segundo a Pro Teste, a crise mostra sinais de que está longe de acabar. O sistema financeiro americano tentou se organizar no último domingo, para evitar conseqüências desastrosas. No entanto, o governo americano, que até tinha resgatando instituições como Fannie Mae, Freddie Mac e Bear Stearns, recusou-se a apoiar financeiramente os potenciais compradores do Lehman Brothers ou de relaxar as exigências de garantias para os tomadores do consórcio. O efeito cascata da falência do banco americano abala o mercado financeiro global e para os brasileiros, de imediato, houve forte queda na bolsa em São Paulo, conseqüência da saída de investidores estrangeiros do mercado a procura de investimentos que consideram mais seguros. Para o consumidor brasileiro as conseqüências vão desde a desaceleração da economia até o encarecimento do crédito. Mas há expectativa de que a queda das taxas básicas de juros das grandes economias favoreça a migração de recursos para o Brasil, já que a tendência daSelic é de alta. MERCADOS INTERNACIONAIS BC do Brasil monitora crise com atenção São Paulo. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse ontem que está monitorando a crise financeira internacional cuidadosamente. ´O Brasil está preparado para enfrentar uma situação adversa dos mercados internacionais´, afirmou, durante entrevista coletiva em São Paulo. De acordo com ele, o mercado internacional tem apresentado intensa volatilidade nos últimos dias em função de uma preocupação de risco sistêmico nos Estados Unidos. Ele lembrou que as autoridades americanas têm atuado de maneira decidida. ´O Banco Central do Brasil está em contato permanente com seus pares de outros países e monitorando tudo com muita atenção´, avaliou. Meirelles ressaltou que, no Brasil, houve aumento de volatilidade nos mercados, mas isso, segundo ele, é um movimento normal para períodos como esse. ´Está se provando que a política estratégica do Brasil aumentou a sua resistência a choques externos´, enfatizou, citando o acúmulo de reservas internacionais, o uso de swaps cambiais e a diminuição do passivo externo. Ele lembrou que atualmente o governo é credor líquido em dólares e que quando há uma depreciação do real a relação dívida pública/PIB cai. Bancos Na avaliação de Meirelles, os bancos brasileiros têm um colchão de liquidez suficiente para passar pela atual crise do sistema financeiro internacional e, em nível superior a exigência feita pelo BC. Ele disse ainda que o setor não está exposto aos ativos diretamente ligados ao subprime. ´Até o momento o Banco Central não teve que fazer gestão extraordinária nos mercados´, disse. NA ESTEIRA Cotação do petróleo cai para menos de US$ 100 em NY São Paulo. Pela primeira vez em seis meses o barril de petróleo voltou a custar menos de US$ 100 em Nova York, fechando ontem a US$ 95,71. Os preços caiam há alguns dias, mas a baixa frustou os analistas que esperavam a valorização da commodity, com os possíveis estragos do furacão Ike, no Texas. O dano maior, no entanto, parece ter vindo de Wall Street, centro da tormenta que chacoalha os mercados mundiais. A desaceleração econômica deve baixar a demanda energética, puxando os preços do petróleo na mesma direção. A concordata do Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch para o Bank of América e as previsões de quebra de outros grandes bancos foram vistas como um forte sinal de desaceleração da economia, dos EUA e do mundo. SEM REPASSE Lobão: não há razão para mexer no preço da gasolina São Paulo. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que agora não há motivos para reduzir o preço da gasolina no mercado interno, mesmo com a queda da cotação do barril de petróleo no exterior. ´Quando fizemos o reajuste da gasolina e do diesel (em 30 de abril) não estávamos repassando aquela alta pontual, mas sim a elevação acumulada ao longo de um período, de anos de alta´, comentou o ministro, em entrevista após participar da Rio Oil & Gas Conference. Sobre o assunto, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que participou do mesmo evento, voltou a dizer que as oscilações do mercado internacional não serão repassadas para os preços domésticos do diesel e da gasolina. OPINIÃO Bolsa segue volátil no curto prazo ALEX ARAÚJO Economista e sócio da Ativa Corretora A recuperação de curto prazo da Bovespa depende do que o BC americano vai fazer para proteger o seu sistema bancário. A expectativa é que nessa semana sejam anunciadas medidas para dar segurança ao mercado. Há uma desconfiança generalizada no mundo. No curto prazo, espera-se uma volatilidade da bolsa no Brasil. Para quem já vinha com recursos aplicados não adianta se desfazer e realizar prejuízo agora. Quem entrou há pouco tempo e trabalha com ordem de trava para venda, a operação ´stopada´, pode executar pequenos prejuízos. No geral, a orientação é aguardar a poeira baixar. | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL | |
| Vertical S/A - O que reduziu a desigualdade | |
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Os maiores responsáveis pela redução da desigualdade no Brasil de 1995 a 2006 foram o aumento da formalização no mercado de trabalho e os ganhos de produtividades advindos do aumento da escolaridade da força de trabalho, especialmente no Nordeste. Todavia, os ganhos apresentam-se mais expressivas no período 2002-2006 do que 1995 a 2002. Isso pode ser um forte indicativo que os esforços educacionais iniciados na era FHC estejam apresentando seus primeiros frutos agora na era Lula.
A conclusão acima é do estudo que o Laboratório de Estudo da Pobreza (LEP), vinculado ao Curso de Pós-Graduação em Economia da UFC (Caen) divulga hoje de manhã, às 9. Carlos Alberto Manso, Flávio Ataliba e João Mário Santos de França assinam a pesquisa, que verifica em que medida o período pós-Plano Real. | |
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| O ESTADO |
16 de setembro de 2008 |
| CICLO DE PROPOSTAS | |
| Com exceção de Lins, prefeituráveis discutem propostas na Unifor | |
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Os oito aspirantes à prefeitura de Fortaleza estiveram ontem à noite no debate promovido pela Universidade de Fortaleza
Os oito aspirantes à prefeitura de Fortaleza estiveram ontem à noite no debate promovido pela Universidade de Fortaleza. Apenas Luizianne Lins (PT) não compareceu. Segundo sua assessoria, ela tinha um comício inadiável no Vila Pery. Moroni Torgan (DEM) chegou com uma hora de atraso ao lado da esposa, dona Rosa. O democrata disse à imprensa que seu foco seria nos projetos de primeiro emprego. A Unifor não permitiu a entrada de jornalistas no debate, alegando que apenas a instituição teria acesso ao evento. Foram liberadas apenas imagens feitas pela TV Jangadeiro e TV Cultura/O Povo. Este foi o segundo debate promovido por uma instituição de ensino superior. » Semana de debates eleitorais na Capital. Essa semana os candidatos a Prefeitura de Fortaleza desdobram-se para participar de três debates agendados para os próximos dias. Amanhã, o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort), vai realizar um debate, das 16 às 22 horas, no Hotel Oásis Atlântico. O tema será administração municipal e será aberto a integrantes da categoria e convidados do Sindicato. Na próxima quarta-feira, o Centro Acadêmico XII de Maio, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), vai realizar um debate com os prefeituráveis de Fortaleza. O evento acontece às 11h, na Sala C da Biblioteca, no Campus do Porangabussu e a entrada é livre. Todos os candidatos confirmaram presença. Também na quarta-feira, o Centro Industrial do Ceará (CIC) continua seu ciclo de debates, dessa vez com a presença da prefeita Luizianne Lins (PT), do pastor Neto Nunes (PSC) e de Renato Roseno (PSOL), a partir das 18 horas. Nas últimas semanas, o CIC ouviu os candidatos Patrícia Saboya (PDT), Luiz Gastão (PPS) e Aguiar Júnior (PTC) Adahil Barreto (PR), Carlos Vasconcelos (PCB) e Moroni Torgan (DEM). | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| CICLO DE PROPOSTAS | |
| Edilmar Norões - Ciclo de Propostas | |
| Terá duas horas de duração o debate que o Centro Industrial do Ceará - CIC - promoverá às 18 horas de amanhã, na sede da Fiec, reunindo os candidatos Luizianne Lins, Neto Nunes e Renato Roseno. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
16 de setembro de 2008 |
| ANKING DE COMPETITIVIDADE TECNOLÓGICA | |
| Brasil é o 43º em ranking de competitividade tecnológica | |
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Investimento parece não ser o problema. Neste ano, o mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI) crescerá na casa dos 11%, ritmo três vezes mais forte que a média global. Serão gastos US$ 23 bilhões com informática, um volume que, segundo a consultoria IDC, supera o mercado interno de países como a Índia e equipara-se aos gastos projetados em nações como a Espanha. Na indústria de computadores, os números são ainda mais expressivos. O Brasil, que já é o quinto maior mercado de PCs do mundo - em 2006 era o sétimo - vai comprar 13 milhões de micros neste ano. Se não perder o embalo, será o terceiro maior comprador de computadores do globo em 2010, atrás apenas dos Estados Unidos e China.
Os bons resultados, no entanto, acabam perdendo relevância quando a avaliação do cenário tecnológico do país passa a ponderar outros fatores, como a modernização do ambiente regulatório, o acesso à mão-de-obra especializada e o ambiente econômico favorável a novos investimentos. É o que aponta o "Índice de Competitividade em Tecnologia da Informação 2008", um ranking global elaborado pela Economist Intelligence Unit, unidade de pesquisas da revista americana "The Economist". O estudo, que será divulgado hoje, traça um perfil de 66 países no apoio à competitividade de empresas de (TI). No ranking geral, o Brasil aparece na 43ª posição, a mesma obtida no ano passado. O país está atrás de nações como Estônia, Portugal e Croácia. Na América Latina, o ranking é puxado pelo Chile, que ficou com a 30ª posição. A liderança continua com os Estados Unidos, dessa vez seguido por Taiwan, que subiu quatro posições. O Japão, que ocupou o segundo lugar em 2007, despencou dez posições e neste ano ficou em 12º lugar (ver quadro). Segundo Frank Caramuru, diretor da operação brasileira da Business Software Alliance (BSA), entidade que patrocinou a pesquisa, o relatório não deve ser encarado como instrumento para apontar as deficiências no setor, mas para indicar o que precisa ser aprimorado. "Temos melhorado em várias áreas, mas é preciso adotar medidas que ataquem a falta da qualidade na educação e a morosidade de judiciário em lidar com questões como o registro de patentes." O resultado da pesquisa faz o cruzamento de cinco quesitos: o porte local da infra-estrutura de TI; o acesso a capital humano; o ambiente de pesquisa & desenvolvimento (P&D); o cenário legal da indústria; e o apoio governamental para o desenvolvimento do setor. Dessas áreas, a que o Brasil figura em situação mais competitiva é a de apoio governamental (32ª posição). O país, destaca o relatório, avançou em ações de popularização do acesso gratuito à internet por meio de telecentros; além de estimular serviços de governo eletrônico e oferecer incentivos fiscais para baixar o preço dos PCs. O maior problema, porém, ainda está nas mãos do ambiente legal da indústria de TI. Segundo a BSA, o Brasil tem demonstrado "sinais modestos de progresso" em ações de proteção à propriedade intelectual. "Na área de pirataria de software a situação ainda é ruim." Estima-se que 60% dos sistemas usados em 2006 no país eram piratas, um número ligeiramente menor que os 64% registrados em 2005. O índice também considera que há deficiências na qualidade do ensino técnico do país, embora o Brasil tenha o maior número de pessoas empregadas no setor de tecnologia na América Latina, com 1,17 milhão de trabalhadores, enquanto seu rival mais próximo, o México, tem 671 mil. Quanto ao acesso à internet, o Brasil é o que apresenta maior faixa de penetração se comparado a nações como Índia e China, com 13% de sua população conectada à rede. O país, no entanto, perde a liderança em acesso à banda larga, com apenas quatro conexões desse tipo para cada 100 habitantes, longe do líder regional Chile, com oito conexões de alta velocidade para cada 100 pessoas, e bem distante da líder mundial Holanda, com 37% da população plugada en redes de alto desempenho. Dentre os 66 países analisados neste ano - no ano passado foram 64 -, o pior cenário de tecnologia ficou, mais uma vez, com o Irã. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| PRÉ-SAL | |
| Petrobras anuncia contratação de 10 plataformas para explorar pré-sal | |
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Cada sistema produtivo deve custar entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões, diz estatal
DENISE MENCHEN DA SUCURSAL DO RIO A Petrobras anunciou ontem a contratação de dez plataformas flutuantes (do tipo FPSO, que produz, estoca e escoa petróleo) para a área do pré-sal. Elas vão operar em profundidade de até 3.000 metros. As duas primeiras plataformas serão afretadas de terceiros e usadas nos projetos-piloto de desenvolvimento das reservas da bacia de Santos. Cada uma terá capacidade para produzir 100 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Elas serão instaladas em 2013 e 2014. As outras oito serão da Petrobras e terão capacidade de 120 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Elas devem ser instaladas em 2015 e 2016. Os cascos dessas unidades serão construídos em série no dique seco do estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, alugado pela companhia por dez anos. "O processo de produção de casco em série é inédito no Brasil", disse o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, que participou ontem da feira Rio Oil & Gas, no Rio. No evento, ele afirmou que os primeiros sistemas produtivos -que incluem plataforma, dutos e navios- a serem implantados no pré-sal seguirão o modelo da bacia de Campos. Com o tempo, porém, terão que ser aprimorados e adaptados para a realidade das novas reservas. Segundo Gabrielli, cada um desses sistemas terá capacidade de produzir cerca de 150 mil barris por dia e custará entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões -e ainda não se sabe quantos serão necessários para a produção na região. "Teremos que fazer desembolsos gigantescos nos próximos dez anos." Segundo ele, os principais desafios a serem enfrentados são tecnológicos, financeiros e logísticos. Apesar de reconhecer as dificuldades, ele demonstrou muito otimismo com o pré-sal e afinou seu discurso com o do governo. "É uma oportunidade única para o país tentar redistribuir a riqueza." Gabrielli classificou o resultado do plano de avaliação do campo de Iara, que constatou um volume recuperável de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, de "surpreendente", e afirmou que os próximos estudos a serem concluídos serão os do campo de Júpiter e Guará. "Esses campos já estão em fase final de avaliação", disse. Também presente na Rio Oil & Gas, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que as alterações em estudo na legislação de petróleo não representarão uma ruptura com o modelo atual. Segundo ele, o objetivo é aumentar a arrecadação do país sem colocar em risco a atratividade para o capital privado. "O que estamos estudando é uma alteração na lei, não uma ruptura", disse, lembrando que as propostas da comissão interministerial formada para discutir o assunto serão apresentadas ao presidente Lula até o fim do mês. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA | |
| Balança tem superávit de US$ 1,257 bi | |
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DA FOLHA ONLINE
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 1,257 bilhão na segunda semana de setembro. O resultado é a diferença entre exportações de US$ 5,073 bilhões e importações de US$ 3,816 bilhões. Este mês, as exportações brasileiras tiveram alta de 29,1% em relação à média diária de setembro de 2007. No ano, o saldo comercial registrado até a segunda semana de setembro foi de US$ 18,459 bilhões (queda de 36,62% em relação a 2007). | |
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| EL PAÍS |
16 de setembro de 2008 |
| UNIÃO SUL-AMERICANA DE NAÇÕES (UNASUL) | |
| Lula ocupa lugar de destaque na reunião de líderes sul-americanos | |
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Encontro de nove países em Santiago tenta conter a deterioração política na Bolívia
Manuel Délano Em Santiago (Chile) A cúpula extraordinária que os presidentes de nove países da União Sul-Americana de Nações (Unasul) realizaram na segunda-feira (15) em Santiago do Chile para buscar uma saída para a crise na Bolívia é um sinal do crescente peso que o chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, está adquirindo na região. A presidente Michelle Bachelet, do Chile - país que exerce a presidência de turno do Unasul -, convocou o encontro, mas foi Lula quem se destacou ao confirmar sua participação e conseguir que as partes em conflito na Bolívia lhe dessem sua confiança. Lula impôs algumas condições para viajar a Santiago, e as conseguiu. Pediu uma trégua prévia entre Morales e a oposição, exigiu a aceitação expressa de La Paz para que ele interceda na crise, e os rivais de Morales celebraram a mediação brasileira apesar de Lula tê-los criticado por utilizar a violência para desafiar o governo. Brasília também pretende que a cúpula acabe com uma mensagem clara contra qualquer ingerência externa na Bolívia e que não haja comentários fora de tom contra os EUA. Ao que parece isso também foi aceito pela maioria. O Palácio de La Moneda era vigiado ontem por 400 policiais, com um amplo dispositivo de segurança montado para a reunião, da qual participam nove presidentes dos 12 países do Unasul. O único dos grandes que faltou por motivos de agenda foi o peruano Alan García, que enviou seu ministro das Relações Exteriores. A chancelaria chilena se empenhou em conseguir um texto de consenso da cúpula entre as diferentes posições diante do conflito na Bolívia, que já fez 30 mortos e dezenas de feridos. As distâncias se aprofundaram entre Chávez, que se transformou em ator do conflito ao expulsar de seu país o embaixador dos EUA, em solidariedade com Morales, e que chegou a Santiago com um discurso antiimperialista, e Lula, cujo país precisa do gás boliviano e que nos dias anteriores se transformou em estandarte da não-intervenção nos assuntos internos bolivianos. Horas antes da reunião, o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza, indicou que há necessidade de um acordo "imediato" para pôr fim aos confrontos e evitar que a situação se torne irreversível. Lula, que desfruta de alta popularidade em seu segundo mandato presidencial, viabilizou a reunião depois de seu ceticismo inicial pela falta de acordo na Bolívia. Só no sábado à noite, depois de um telefonema de Bachelet, Lula concordou em viajar, caso contrário a nova União Sul-Americana poderia parecer fraturada desde sua origem, na primeira crise que enfrenta uma democracia desde a criação desse organismo há quatro meses em Brasília. Para Lula, a reunião sul-americana exigia previamente que o presidente boliviano participasse dela e acatasse seus resultados. Queria assim evitar os riscos paralelos de que a cúpula fosse interpretada como uma ingerência ou ficasse sem conteúdo caso Morales rejeitasse a ajuda. A oposição boliviana, que encerrou o bloqueio de estradas, baixando a tensão, nas vésperas da reunião em Santiago, recebeu com satisfação a decisão de Lula de participar. "O Brasil é uma garantia de solução para o conflito. Esperamos que o presidente Lula possa mediar", disse o governador de Santa Cruz, Rubén Costas, enquanto no Comitê Cívico dessa cidade, também de oposição a Morales, pediam que o Brasil exercesse uma liderança regional. Sem a presença dos EUA no Unasul - um dos motivos que explica a existência desse fórum sul-americano, o Brasil, maior potência econômica da América do Sul, começa nesta crise a exercer um papel mais preponderante. Além dos vínculos energéticos, e de ser o maior parceiro comercial da Bolívia, o Brasil divide uma fronteira de 3.400 km com o país andino, cuja importância estratégica, apesar de não ter oceano, compreendeu prematuramente o Che Guevara nos anos 1960. A crise na Bolívia pode ter conseqüências para o conjunto da região. Na véspera de partir para Santiago Lula advertiu sua preocupação pela crise na Bolívia em mensagens que pareciam escritas em Brasília para destinatários em Washington e Caracas. Afirmou que uma saída na Bolívia exige a consolidação do processo democrático e do respeito à Constituição, lembrando que Morales venceu no recente plebiscito. E advertiu aos oposicionistas que podem se manifestar, "mas não é possível aceitar práticas violentas". Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves Visite o site do El País | |
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16 de setembro de 2008 |
| BOLSAS | |
| Bolsas têm pior dia desde o 11 de Setembro | |
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Bovespa derrete 7,59% e lidera perdas entre as Bolsas; empresas americanas perdem US$ 600 bi em valor de mercado
BC europeu injeta US$ 50 bi no mercado, enquanto o BC chinês reduz os juros; analistas falam em corte na taxa de juros nos EUA hoje TONI SCIARRETTA DA REPORTAGEM LOCAL Os mercados globais tiveram ontem um dos piores dias desde os atentados de 11 de setembro de 2001 e do estouro da bolha da internet. O pessimismo seguiu o final de semana que culminou no fim da história independente do Lehman Brothers e do Merrill Lynch, respectivamente quarto e terceiro maiores bancos de investimento dos EUA. A reorganização dos bancos de investimento e a possibilidade de quebra da AIG (American Internacional Group), a maior seguradora do mundo e parceira no Brasil do Unibanco, levaram ao maior movimento de aversão ao risco desde que estourou a crise das hipotecas "subprime" (segunda linha), em meados de 2007. Mesmo fora do epicentro da crise, a Bovespa desabou 7,59% ontem e liderou as perdas entre todas as Bolsa de Valores do planeta. O dólar subiu 1,52% e voltou a R$ 1,808. Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve perdas de 4,42% no índice Dow Jones e de 4,71% no S&P 500, levando a uma perda estimada em US$ 600 bilhões no valor de mercado das empresas americanas ontem. Em ação coordenada com o Banco da Inglaterra, o BC Europeu injetou mais de US$ 50 bilhões nos mercados, mas não conseguiu evitar o pânico nas Bolsas -a baixa foi de 3,92% em Londres, de 2,74% em Frankfurt e de 3,78% em Paris. Na Ásia, o BC chinês anunciou o primeiro corte na taxa de juros desde fevereiro de 2002 e decidiu reduzir os depósitos compulsórios, medida inédita desde 1999. Os mercados de China, Japão e Coréia do Sul, que estiveram fechados ontem por conta de feriado local, abriram hoje em forte queda. Sem o socorro do governo americano, fracassaram as negociações para a venda do Lehman Brothers, que entrou hoje com um pedido de concordata, a maior da história. O Merrill Lynch confirmou que será vendido ao Bank of America por cerca de US$ 50 bilhões, em uma operação que envolverá apenas a troca de ações. A maior preocupação ontem, porém, era com o futuro da AIG, a maior seguradora do mundo, que lutava para levantar dinheiro e manter suas atividades. A AIG conseguiu US$ 20 bilhões com as autoridades reguladoras de Nova York. A empresa teve ontem a sua nota rebaixada pelas principais agências de classificação de risco (Standard & Poor's, Fitch e Moody's), aumentando ainda mais as preocupações em relação ao seu futuro. O Fed ampliou sua linha emergencial de crédito para instituições em dificuldades de US$ 175 bilhões para US$ 200 bilhões semanais. Também informou que vai ser menos exigente nas garantias que costuma exigir das instituições. Pela primeira vez, vai aceitar inclusive títulos da dívida brasileira. Hoje, o Fed decide sobre a taxa de juros nos EUA, atualmente em 2%. Em meio ao pânico de ontem, analistas chegaram a afirmar que não ficariam surpresos se a taxa fosse reduzida, algo impensável até a semana passada. Nas primeiras negociações de hoje em Tóquio (noite no Brasil), o dólar americano recuava 3% para 104,58 ienes, o menor valor em dois meses. Entre os analistas, há diferentes graus de pessimismo sobre o atual momento. O economista Nouriel Roubini, que previu a crise, assustou o mercado ao afirmar que o Morgan Stanley e o Goldman Sachs devem seguir o mesmo caminho do Lehman e do Merrill Lynch. Outros, como Benton Gup, autor do livro "Too Big To Fail" (Grande Demais para Quebrar), afirma que o colapso agora deve atingir instituições menores. "Vamos ver bancos indo à bancarrota. Mas pequenos." No final da tarde, o pessimismo aumentou após o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, afirmar que a crise será longa, deve se intensificar e não terá mais socorro a bancos com dinheiro do Tesouro. No Brasil, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tentou tranqüilizar o mercado. Disse que há um "colchão confortável de liquidez" no país e que os bancos nacionais não estão expostos ao sistema de créditos ruins dos EUA, epicentro da crise, embora a menor liquidez global deva reduzir o crédito no Brasil. "O tsunami é fora do Brasil. Aqui só tivemos o vento. A Bolsa está caindo mais pela reversão da expectativa que tivemos na semana passada, quando apareceu uma possibilidade de recuperação. Agora, é o desapontamento e a saída tardia de estrangeiro da Bolsa", disse Sidnei Nehme, diretor da corretora NGO de câmbio. -------------------------------------------------------------------------------- Com agências internacionais | |
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16 de setembro de 2008 |
| BOVESPA - DÓLAR | |
| Bovespa cai 7,59% e lidera perdas pelo mundo; dólar avança 1,52% | |
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FABRICIO VIEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL A Bolsa de Valores de São Paulo viveu um de seus piores pregões da década. A desvalorização de 7,59% registrada ontem foi a mais pesada desde os ataques de 11 de setembro de 2001 -naquele dia, as perdas superaram 9%. Entre as principais Bolsas do mundo, nenhuma caiu tanto quanto a brasileira. O dólar subiu 1,52%, a R$ 1,808. O índice Ibovespa, principal referência da Bolsa, terminou o dia aos 48.416 pontos, em seu menor nível desde agosto de 2007. No ano, a queda da Bolsa alcança 24,21%. No mês, as perdas estão em 13,05%. Apenas uma das 66 ações que formam o Ibovespa teve alta ontem. No mercado de câmbio, as operações foram bem fracas. No início do negócios, o dólar chegou a R$ 1,834, mas não se sustentou em nível tão alto com a falta de negociadores. Segundo operadores, devido às incertezas em relação ao futuro da moeda, exportadores e importadores têm preferido ficar de fora do mercado. No mês, a moeda tem alta de 10,58%. Os mercados financeiros abriram sob o impacto da notícia do colapso do banco de investimentos americano Lehman Brothers. "Pelos fundamentos econômicos, nossa Bolsa não deveria estar entre as que mais têm perdido. Mas vemos um mercado em que só há vendedores", disse Tomás Awad, estrategista da Itaú Corretora. "Além do movimento de realização, de fuga do risco, há o problema de o Ibovespa ser muito dependente do desempenho de setores ligados a commodities." Para piorar a situação da Bovespa, o petróleo recuou 5,41%, indo a US$ 95,71. O movimento arrastou junto as ações da Petrobras, que tiveram perdas de 9,69% (PN) e de 9,94% (ON). Além da queda generalizada das ações, os títulos da dívida brasileira têm se depreciado no exterior. A venda desses papéis tem feito o risco-país subir. Ontem o indicador de risco se elevou mais de 15%, alcançando 310 pontos, maior nível do ano. Entre as empresas de maior peso, destaque para a queda de 9,86% registrada pelas ações PNA da Vale. Pior que isso, apenas as ações da própria BM&FBovespa, que encerraram com queda de 13,93%. "Enquanto o cenário externo permanecer turbulento, vamos continuar vendo os ativos brasileiros se depreciando", afirma Tatiana Pinheiro, economista do Banco Real. A economista afirma que a instabilidade deve prosseguir por um bom tempo e que "ainda não se tem muito claro qual o verdadeiro tamanho dos prejuízos" dos bancos nos EUA, na Europa e na Ásia. No mercado brasileiro, mesmo com as instituições financeiras à margem da crise que afeta os grandes bancos internacionais, as ações do setor têm tido quedas fortes. O que se viu ontem foram as perdas de 8,86% em Banco do Brasil ON, de 8,05% em Unibanco units e de 7% para Bradesco PN. A venda de ações brasileiras pelos estrangeiros voltou a se intensificar ontem, segundo operadores. Setembro é o quarto mês seguido em que os estrangeiros mais vendem que compram ações na Bovespa. Com isso, o saldo das operações feitas com capital externo está negativo em R$ 17,4 bilhões em 2008, sendo o pior ano da história nesse quesito. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| BOLSA DE NOVA YORK | |
| Bolsa de NY tem o 6º pior dia da história | |
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Após quebra de Lehman, mercado sofre maior recuo em pontos desde o 11 de Setembro e se aproxima do crash de 1987
Banco central americano faz maior injeção no sistema bancário desde os ataques terroristas de 2001, com empréstimos de US$ 70 bi DA REDAÇÃO A Bolsa de Nova York teve a sexta maior queda em pontos da sua história e a pior desde o 11 de Setembro, com os mercados nervosos após a confirmação do pedido de concordata do Lehman Brothers, da venda do Merrill Lynch e da tentativa da AIG de conseguir empréstimo para seguir funcionando, além do temor de que outras instituições possam quebrar. O índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Nova York, recuou 504,48 pontos, a sexta maior queda da sua história, ficando logo atrás do crash de 1987, também conhecido como a "segunda-feira negra" -naquela ocasião, a desvalorização foi de 508 pontos. A queda foi a maior em pontos desde 17 de setembro de 2001, quando os mercados reabriram após os ataques terroristas aos Estados Unidos. O índice, que fechou em 10.917,51 pontos, está no menor nível em mais de dois anos, desde julho de 2006. Em termos percentuais, o Dow Jones caiu 4,42% -a maior baixa desde 19 de julho de 2002. A S&P 500 -mais ampla- se desvalorizou em 4,71% (a maior queda desde setembro de 2001), e a Nasdaq, 3,60%. Com as ações das instituições financeiras tendo quedas expressivas, apenas a Coca-Cola teve um dia positivo entre as 30 empresas do Dow Jones. Os papéis da AIG foram os que mais caíram (60,79%), seguidos por Bank of America e Citigroup. "O panorama mudou e vários dos que eram os principais jogadores já não são mais, então é claro que as pessoas entraram em pânico", disse ao site da CNN Stephen Leeb, presidente da Leeb Capital Management. "Mas isso não é o fim do capitalismo. Isso pode levar a algo pior do que temos visto em termos de economia, mas as companhias que sobreviveram ao final disso estarão o.k." Para Stephen Wood, estrategista da Russell Investment Group, as quedas de ontem "foram realmente no coração do sistema financeiro". Segundo ele, "[ontem] será um daqueles dias que as pessoas vão dizer daqui a dez anos "você se lembra de onde estava?'". Também ontem foram divulgados os dados de produção industrial, que caíram no mês passado, aumentando os temores com o restante da economia, além do setor financeiro. Em agosto, a produção industrial se contraiu em 1,1%, a maior queda desde a passagem do furacão Katrina, em 2005. Lehman Uma das principais notícias do dia foi a confirmação de que o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento dos EUA, entrou com o maior pedido de concordata da história em termos de ativos. Depois dos fracassos no final da semana das negociações com Bank of America e Barclays e da recusa do governo em garantir as suas futuras perdas, o Lehman recorreu ao capítulo 11 da lei de falências dos EUA, em que a empresa pode continuar negociando e tem tempo para reorganizar seus ativos e tentar um recomeço. Mas, no caso do banco, ele parece rumar à liquidação. O pedido do Lehman não inclui as operações de corretagem e unidades como a de gerenciamento de ativos. Esses setores continuarão funcionando, mas o banco está procurando compradores para elas. De acordo com o "Wall Street Journal", ele estava negociando com o próprio Barclays na noite de ontem a venda de "grande parte" dos seus ativos. O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, afirmou que "em nenhum momento considerou apropriado colocar dinheiro dos contribuintes" no Lehman. Segundo ele, a situação do banco é muito diferente do Bear Stearns, negociado para o JPMorgan, em operação bancada pelo governo. Credores No documento, o Lehman disse que tinha, no final de maio, ativos de US$ 639 bilhões e passivos de US$ 613 bilhões. Afirmou que o Citigroup é o seu maior credor, com US$ 138 bilhões em dívidas não seguradas, seguido pelo Bank of New York Mellon, com US$ 17 bilhões. O Citigroup, no entanto, afirmou que os títulos não fazem parte do seu balanço. A SEC (a CVM americana) disse que seus funcionários ficarão nos escritórios do Lehman Brothers para supervisionar a "transferência ordenada" dos ativos das contas dos clientes de varejo para as corretoras que são garantidas pela SIPC (órgão que tem um fundo de reserva autorizado pelo Congresso para ajudar investidores de corretoras que faliram). A SIPC garante investimentos de até US$ 500 mil por cliente. No Reino Unido, os administradores que assumiram o controle dos negócios do Lehman no país disseram que poderá levar anos para que os ativos do banco sejam liquidados e os investidores recebam o dinheiro. BC dos EUA Em um dos dias mais nervosos da história do mercado americano, o Fed (o BC dos Estados Unidos) fez a sua maior injeção de dinheiro no sistema bancário desde a época dos ataques terroristas de 2001, emprestando US$ 70 bilhões às instituições financeiras. Na noite de anteontem, o banco central americano havia anunciado medidas que facilitavam o empréstimo para bancos de investimento. O Fed anunciou que passará a aceitar vários ativos como garantia para a ajuda emergencial. Ainda anteontem, um grupo de dez grandes instituições anunciou a formação de um fundo de US$ 70 bilhões que bancos poderão recorrer caso sofram uma crise similar à do Lehman. Esse montante poderá crescer caso mais bancos decidam contribuir com o fundo. -------------------------------------------------------------------------------- Com agências internacionais e o "New York Times" | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| PIB BRASILEIRO | |
| Lula atribui PIB à confiança dos empresários | |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu ontem o crescimento do PIB em 6,1% no segundo trimestre deste ano à confiança dos empresários na política econômica.
Segundo Lula, se a indústria continuar crescendo e "se firmando", o país apresentará crescimento estável e duradouro. Ele ressaltou que nos 25 trimestres anteriores houve crescimento ininterrupto em vários setores, citando indústrias naval, de aviação, têxtil, automobilística e construção civil. | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
16 de setembro de 2008 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (15/09/08 - 16h16)
Comercial Compra 1,810 Venda 1,812 Paralelo Compra 1,800 Venda 1,950 Turismo Compra 1,780 Venda 1,940 Dólar (16/09/08 - 10h09) Comercial Compra 1,834 Venda 1,836 Paralelo Compra 1,800 Venda 1,950 Turismo Compra 1,780 Venda 1,940 Outros indicadores TR 0,189% CDI 13,580% SELIC 13,75% IPCA 0,280% | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| CRISE AMERICANA | |
| MERCADO FINANCEIRO - Crise americana abala o mundo | |
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Pedido de concordata do banco americano Lehman Brothers e venda da corretora Merrill Lynch derrubou mercados em todas as partes do mundo. No Brasil, o presidente do Banco Central garante que o País está preparado para enfrentar a crise financeira dos Estados Unidos "com serenidade"
O pedido de concordata do banco de negócios Lehman Brothers, uma das principais instituições de Wall Street, abalou ontem os mercados financeiros em todo o mundo. O colapso do Lehman Brothers, uma instituição criada há 150 anos, foi acompanhada pelo anúncio da aquisição de emergência de sua concorrente Merrill Lynch pelo Bank of America por US$ 50 bilhões, num momento em que o Banco Central americano (Federal Reserve, Fed) aprovava operações de refinanciamento para resgatar o setor bancário. A colocação da Lehman Brothers sob a proteção da lei de falências, oficializada ontem, derrubou os mercados. Após um fim de semana de negociações infrutíferas com seus principais credores, a Lehman Brothers não teve outra escolha além da concordata, conseguindo no entanto preservar alguns de seus setores, como os encarregados das atividades nos mercados. As ações do banco de negócios caíram vertiginosamente: às 13 horas (14 horas em Brasília) cada título da Lehman Brothers valia apenas US$ 0,24, uma queda de 94%. Há um ano, o preço da ação era superior a US$ 60. Bush O presidente George W. Bush afirmou que seu governo está se esforçando para limitar o impacto da crise. "Confio na flexibilidade e na resistência dos mercados financeiros, e em sua capacidade para enfrentar esses ajustes", declarou à imprensa. As autoridades americanas, que assumiram o compromisso de injetar até US$ 200 bilhões na semana passada para resgatar Fannie Mae e Freddie Mac, se recusaram desta vez a liberar dinheiro para salvar a Lehman Brothers. Sem garantia do Estado, os eventuais compradores, como a coreana KDB e a britânica Barclays, desistiram da aquisição da Lehman. Já o presidente do Banco Central (BC) brasileiro, Henrique Meirelles, afirmou que o País está preparado para enfrentar a crise financeira dos Estados Unidos. Segundo ele, o Brasil vai enfrentar o colapso nos mercados internacionais com serenidade e seriedade. Na avaliação de Meirelles, o País se preparou para "enfrentar uma situação externa não benigna", nos últimos anos, com a política do Governo de elevar as reservas internacionais, de se tornar credor externo e de diminuir sua dívida. "Está se provando que a política de aumentos das resistências a choques externos com aumento de reservas e diminuição de passivos mostra a sua importância". No entanto, Meirelles disse que o Brasil sofrerá com a crise financeira, pois não existe descolamento completo em nenhuma economia. "A crise é ruim para todos (os países), mas o Brasil tem condições de passar com serenidade". Quanto ao possível contágio dos bancos brasileiros, ele afirmou que as instituições nacionais "têm um colchão confortável". "(Os bancos) têm capital em nível superior ao exigido pelo Banco Central e não estão expostos ao subprime", disse. Crescimento brasileiro será mantido O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o agravamento da crise financeira nos Estados Unidos não vai interromper o ciclo de crescimento do Brasil e manteve a projeção de 4,5% para o ano que vem e de 5% a 5,5% para este ano. De acordo com ele, é normal que o mercado esteja nervoso, mas isso não deve comprometer a economia brasileira. "O problema é lá, não aqui. Nós já estamos em uma crise financeira que dura mais de um ano". Entretanto, ele disse que a atual crise americana é "bastante séria" e que não há como prever o quanto ainda vai durar. Com relação à desvalorização da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Mantega afirmou que do mesmo jeito que as ações caem, elas sobem depois. "Se tem um lugar que as empresas ainda podem ganhar dinheiro, é no Brasil". Ele também recomendou que os investidores não se desfaçam de suas posições no mercado neste momento, pois este não seria um momento para precipitações. "A economia brasileira está sólida e há muita flutuação em período de crise e depois volta ao normal. Para o investidor, para o correntista, minha recomendação é que nada deve ser feito. Devem-se manter as posições porque, passado este momento, tudo volta ao normal". O ministro destacou ainda que o Brasil é um porto seguro no meio desta crise e, ao contrário de outros países, sairá fortalecido deste período de volatilidade. "Talvez haja um agravamento ainda maior. Outras instituições podem ter alguma queda ou prejuízo maior. Isso significa uma crise prolongada e profunda da economia dos Estados Unidos. É claro que isso afeta a economia mundial no sentido de reduzir o crédito", disse Mantega, acrescentando que a conseqüência deve ser uma desaceleração maior da economia mundial. (das agências) Entenda a crise Principais fatos que levaram à turbulência nos mercados ORIGEM DA CRISE - O mercado imobiliário americano se aproveitou do momento de juros baixos e, em 2005, o boom nesse setor já estava avançado. Cresceu a procura por novas hipotecas para usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e gastar mais. - As empresas especializadas no mercado imobiliário passaram a atender o segmento subprime, com clientes com dificuldade de comprovar renda e, às vezes, até histórico de inadimplência. - Em busca de rendimentos maiores, gestores de fundos e bancos compraram esses títulos subprime das instituições que fizeram o primeiro empréstimo, o que permitia que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. CONSEQÜÊNCIAS - Se o tomador não consegue pagar a dívida inicial, dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos e todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez. - Após atingir um pico em 2006, os preços dos imóveis passaram a cair. Os juros do Fed, que vinham subindo desde 2004, encareceram o crédito e afastaram compradores. - Com os juros altos, a inadimplência aumentou e o temor de novos calotes fez o crédito sofrer uma desaceleração expressiva. Com menos dinheiro disponível, menos se compra, menos as empresas lucram e menos pessoas são contratadas. - Os créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo, por isso o pessimismo influencia os mercados globais. SEQÜELAS - Em setembro do ano passado, o BNP Paribas congelou cerca de 2 bilhões de euros dos fundos Parvest Dynamic ABS, citando preocupações com o segmento subprime. - Depois dessa medida, o mercado imobiliário passou a reagir em pânico e algumas das principais empresas de financiamento imobiliário passaram a sofrer os efeitos da retração. - Bancos como Citigroup, UBS e Bear Stearns têm anunciado perdas bilionários e prejuízos decorrentes da crise. Entre as vítimas mais recentes da crise estão as duas maiores empresas hipotecárias americanas, a Fannie Mae e a Freddie Mac. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| TODOS PELA EDUCAÇÃO | |
| Edilmar Norões - Todos pela Educação | |
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Ao deflagrar a campanha ´Todos pela Educação´, seus idealizadores logo ganharam o apoio de renomadas empresas nacionais, cujos empresários, sensibilizados, resolveram, por sua relevância, empunhar esta bandeira. Sensibilizada por tão justa causa a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - Abert - está convocando suas afiliadas em todo o País, a exemplo de nossa Acert, aqui no Ceará, que se prontificaram a apoiar o movimento.
Educação II Uma das mensagens que o movimento ´Todos pela Educação´ está divulgando, fala sobre o discurso dos candidatos com promessas para a educação. O eleitor é advertido para que não se deixe iludir com promessas eleitoreiras. Sim, pois prometer somente escola, não resolve. Pois, sem garantir ensino qualificado, o que somente correrá com a montagem de uma estrutura adequada a tais exigências, a começar por professores qualificados, se continuará a ter alunos com pouco saber, inclusive, sem capacidade de entenderem o que ouviram ou leram. Com essa preocupação, é que o movimento Todos pela Educação, aproveitando a campanha eleitoral onde os candidatos acenam com mil e uma e soluções para os graves problemas reclamados pelo setor educacional, lançou este grito de advertência. Assim como na campanha da Justiça Eleitoral, também nesta do ´Todos pela Educação´, o eleitor é advertido sobre sua responsabilidade na escolha dos governantes. | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| EMPRESAS CEARENSES - MERCADO DE PETRÓLEO | |
| Seis empresas do Ceará apostam o mercado de petróleo | |
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RIO OIL&GAS
Lúcia Helena Galvão Enviada ao Rio de Janeiro O Ceará tem seis pequenas e médias empresas (MPEs) mostrando seus produtos e serviços na Feira Internacional Rio Oil&Gas 2008, que está sendo realiza no Rio de Janeiro, até quinta-feira, 18 A Petrobras é a referência. A pequena e média empresa (MPE) que estiver qualificada para fornecer bens ou serviços à estatal brasileira, está preparada também para se cadastrar em qualquer grande corporação da cadeia produtiva do petróleo e gás (P&G). Com os desafios e as oportunidades que surgem no Brasil (por causa da perspectiva de exploração do petróleo na camada pré-sal) e no Ceará (com a refinaria, o gás natural e as termelétricas), a corrida é grande para alcançar a excelência exigida e aproveitar esse momento histórico de crescimento do País. Uma das maneiras de evoluir na direção do cumprimento das exigências que abrangem desde os processos administrativos e de produção até a responsabilidade social e ambiental das MPEs, é fazer parte das Redes Petros, modelos de cooperação empresarial para inserção de micro e pequenas empresas em negócios de grande escala no setor de P&G. No Ceará, a Rede Petro foi criada em março de 2004 com 20 pequenas e médias empresas que vêm evoluindo no sentido da excelência. Para se ter uma idéia, nos últimos dois anos, em conjunto, elas faturaram R$ 24 milhões, gerando cerca de mil empregos diretos. A taxa de crescimento de postos de trabalho no período foi de 33% e de 13% no faturamento em 2006 e 2007. Das 20 empresas da Rede Petro/CE, seis estão participando da Rio Oil&Gas 2008, mostrando seus produtos e serviços. São elas a High Tech; Oficar Geradores; Armtec; Magna Locações; TS Soluções; e Cenarcom. Em geral, elas atuam na área de manutenção e montagem industrial, instrumentação, automação, geração de energia, locação de máquinas e equipamentos, entre outras. Mas as oportunidades de novos negócios são imensas nos setores de metalmecânica (caldeiraria, usinagem, soldagem), construção e montagem (projetos de engenharia), refrigeração (manutenção, projeto montagem) Tecnologia da Informação, segurança, pintura, serviços gerais, alimentação, hospedagem, vestuário, calçados "Nós precisamos das empresas fornecedoras e elas de nós" disse o gerente do Cadastro de Bens e Serviços da Petrobrás, Ernani Turazzi. Ele esteve no dia 5 de setembro em Fortaleza, participando do Empreender 2008, promovido pelo Grupo de Comunicação O POVO , realizado no Centro de Convenções do Sebrae-Ceará. A repórter viajou a convite do Sebrae E+MAIS O convênio entre Sebrae e Petrobras é uma das ações do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Nos primeiros quatro anos da Rede Petro, que surgiu do convênio entre Sebrae e Petrobras, foram investidos R$ 12 milhões pelas duas conveniadas. Na nova etapa do convênio, que segue até 2001, envolve investimentos de R$ 32 milhões O foco da nova etapa da parceria entre as duas instituições será a implementação do programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico e inovação das MPEs da cadeia P&G. Quem são e o que fazem as empresas cearenses que estão na Rio Oil&Gas 2008 High Tech - de Jarbas Sandras - Presta serviços na área de montagem e manutenção industrial. Existe há 12 anos e é fornecedora da Petrobras há 10 anos. Na feira no Riocentro está mostrando seu novo escopo de serviços na área de montagens mecânicas, tubulação e inspeção. É uma média empresa. Magna Locações - de Victor Melo - Aluga e monta equipamentos para indústrias da construção civil e outras. Existe há 25 anos. Fornece para Petrobras através de contrato direto e indiretamente por intermédio das empresas da Rede Petro. É média empresa. Cenarcom - de Eduardo Ramalho - Comercializa compressores de ar comprimido e de processos. Presta serviços voltados para manutenção, auditoria e instalação de redes de ar comprimido. Também comercializa equipamentos para perfuração de petróleo em terra (on shore), atividade em franca expansão na região entre Ceará e Rio Grande do Norte. Existe há 15 anos e durante todo esse tempo fornece para a Petrobras. Representa a multinacional Atlas Copco (sueca), uma das líderes na fabricação destes equipamentos. É média empresa. Oficar Geradores - do engenheiro Cesar Braga Ramalho. Presta serviços na área de geradores de energia, isolamento térmico e acústico, subestações elétricas e bombas hidráulicas. Existe desde 1995. Fornece para a Petrobras há 10 anos na área de serviços. É média empresa. Armtec Tecnologia em Robótica - de Roberto Macedo, 28 anos - Fabrica robôs e equipamentos robóticos para: combate ao incêndio (Saci); avaliação de pavimentação (Sistran e Rapas); avaliação e manutenção do meio ambiente na área de P&G (Samba, ainda em desenvolvimento), entre outros. Em quatro anos de existência já ganhou 15 prêmios nacionais e é finalista do Prêmio Finep de Inovação da Região Nordeste na categoria de Pequena Empresa. TS Soluções - de Hilton Marinho - Trabalha na área de automação industrial. Na feira está lançando um computador de vazão de óleo e gás, com tecnologia de ponta. Ele vai medir a produção de P&G ao longo da exploração. A empresa trabalha para garantir a segurança das instalações do ponto de vista operacional. Está no mercado há 10 anos. Fornece para a Petrobras há sete. É pequena empresa. O custo da exploração do pré-sal Cada sistema produtivo na camada de pré-sal, considerando plataformas e equipamentos necessários para produção, estocagem e transporte do óleo, exigirão investimentos de US$ 7 bilhões. E a previsão é que deverão existir até 60 sistemas. A informação é do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, durante discurso da abertura do Rio Oil & Gas. Por causa do alto investimento, Gabrielli disse que o País enfrentará "enormes desafios" após as descobertas de reservas de petróleo na camada pré-sal. "As descobertas são gigantescas", disse Gabrielli, antes de citar o potencial de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo recuperáveis nos blocos de Tupi e de Iara. Além da questão financeira necessária para realizar os investimentos, cujos "desembolsos serão gigantescos nos próximos 10 anos", Gabrielli citou ainda que o Brasil e a companhia terão de enfrentar entraves tecnológicos e humanos para a exploração do petróleo após as novas descobertas. "Os modelos tecnológicos da Bacia de Campos são necessários para o início da exploração das novas áreas, mas não suficientes. Por isso teremos de encontrar tecnologias novas", afirmou. O presidente da Petrobras cobrou a distribuição de renda aos brasileiros dos recursos obtidos com o petróleo e afirmou que o evento é uma forma de suprir o outro desafio, o de atrair as cadeias produtivas de equipamentos, suprimentos e de tecnologia para o País. Também na cerimônia de abertura do Rio Oil & Gas, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos França de Luca, voltou a cobrar do governo a preservação do ambiente regulatório e o cumprimento dos contratos no setor de exploração de petróleo. "Reiteramos a convicção de que o atual modelo de concessões é o mais adequado à exploração do pré-sal", disse. (da Agência Estado) Redes Petros: o que é As Redes Petros nasceram do convênio firmado entre o Sebrae e a Petrobras, em outubro de 2004. Atualmente existem 14 formalizadas em 11 estados, e o Ceará é um deles. Do Nordeste, além do Ceará, há Redes Petros em Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Bahia. Em junho último o convênio foi renovado e mais três estados foram contemplados, sendo Pernambuco, um deles. Os outros dois são Santa Catarina e São Paulo. No próximo mês, quando o convênio estiver completando quatro anos, serão 17 Redes Petros no País. Mas, o desafio a ser lançado na Rio Oil&Gas 2008 é a Rede Petro Nacional, incluindo todos os estados envolvidos direta ou indiretamente na cadeia produtiva de petróleo e gás natural. A grande vantagem das redes é a articulação e união de forças e estratégias para as micro e pequenas trabalharem juntas e atuarem mais fortalecidas num mercado altamente competitivo, inclusive internacionalmente. | |
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16 de setembro de 2008 |
| COELCE | |
| Coelce é a 3ª melhor distribuidora do NE | |
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Com 84,3 pontos percentuais ISQP, a concessionária também figura entre as cinco melhores do País
A Companhia Energética do Ceará (Coelce) foi eleita pela terceira vez consecutiva a melhor distribuidora de energia elétrica do Nordeste. A concessionária também figura entre as cinco melhores do gênero no País. Com 84,3 pontos percentuais no Índice de Satisfação com a Qualidade Percebida (ISQP), a empresa superou os 83,4 pontos percentuais conquistados em 2006, até então o seu melhor resultado, e ultrapassou a atual média nacional e do Nordeste: 77,4 e 71,5 pontos, respectivamente. O ISQP é o principal indicador de classificação das distribuidoras de energia para o prêmio que é conferido todos os anos pela Associação dos Agentes Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que reúne 48 empresas. Cada concessionária é avaliada por 625 clientes por meio da percepção dos seguintes processos: fornecimento de energia, conta de luz, informação e comunicação com o cliente e atendimento e imagem da empresa. Para o presidente da Coelce, Abel Rochinha, o resultado é fruto dos investimentos na melhoria da qualidade dos serviços prestados. ´Entendemos que investir nos nossos funcionários resulta em clientes mais satisfeitos e mais satisfeitos resultam, por sua vez, nos resultados alcançados´, destacou. De acordo com ele, a empresa trabalha, agora, para se tornar, em 2011, a terceira melhor distribuidora de energia elétrica do Brasil. ´No ano que vem, a gente já pensa em chegar à quarta colocação´, adiantou. A premiação foi anunciada na manhã de ontem, na nova sede da empresa, localizada na rua Padre Valdevino, no Centro de Fortaleza. O novo prédio, que passa a reunir toda a administração da concessionária, antes distribuídas por três centros de operações na Capital, consumiu R$ 16,5 milhões em investimentos. Com 7,2 mil metros quadrados, cinco pavimentos e um subsolo, o empreendimento tem capacidade para abrigar 420 colaboradores. | |
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16 de setembro de 2008 |
| NEGÓCIOS EM LÍNGUA PORTUGUESA | |
| Vertical S/A - Portugueses em 2009 | |
| O presidente da Câmara Brasil-Portugal no Ceará, Armando Ferreira, e o presidente do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Rômulo Alexandre Soares, lançam hoje em São Paulo, no Consulado Português, o V Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa. O evento será em Fortaleza em setembro do de 2009 e pretende reunir no Centro de Convenções cerca de 1 mil participantes do Brasil e do Exterior, em especial dos países e comunidades de língua portuguesa, além das câmaras portuguesas de vários países do mundo. O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Antônio Balhmann, representa o Governo do Ceará. | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL | |
| Vertical S/A - Horizontais - Frutal | |
| Frutas secas e processadas, folhagens tropicais e empresas de tratamento de água são alguns dos setores do agronegócio presentes na 15ª edição da Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria - 2008 (Frutal), aberta ontem, no Centro de Convenções. | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| Frutas que fortalecem | |
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ARTIGO
Cid Gomes vê a fruticultura cearense como estratégica para a elevação do emprego e da renda no interior do Estado O segmento da fruticultura tem consolidado de forma sustentada sua importância estratégica no mapa econômico do Estado do Ceará. Os números do setor revelam a força dessa atividade que é exercida com responsabilidade e profissionalismo, num exemplo inequívoco de uma parceria que deu certo: o setor produtivo e o poder público dialogando e contribuindo para resultados cada vez mais alentadores. Em 2007, as exportações de frutas ultrapassaram em 56,2% o volume negociado no ano anterior, representando US$ 77,2 milhões. É relevante observar que o sucesso da fruticultura cearense é fundamentada, sobretudo na aplicação eficiente de recursos financeiros e tecnológicos, o que tem permitido a elevação gradual da produtividade de culturas como o melão, abacaxi, melancia, manga, mamão e outros cultivos. O Ceará tem explorado bem suas vantagens comparativas naturais de produção, como alta luminosidade, além de temperatura e umidade regulares. O governador Cid Gomes vê a fruticultura cearense como estratégica para a elevação do emprego e da renda no interior do Estado. E os números reforçam o raciocínio do governador: a fruticultura irrigada gerou no ano passado 26 mil empregos diretos e riqueza (renda bruta) da ordem de R$ 340 milhões, distribuídos nos seis pólos de fruticultura irrigada no interior. Visando ampliar as possibilidades de negócios e atrair novos investimentos, o governador também tem mantido diálogo constante com o setor produtivo, e já sinalizou para o atendimento de reivindicações consideradas fundamentais para o setor, como a reforma da "estrada do melão", que liga o município de Quixeré até a divisa do vizinho estado do Rio Grande do Norte, melhorando sensivelmente as condições de escoamento da produção da cultura do melão e outras estradas de importância para setor, com foco na região jaguaribana. Outra demanda que recebeu o aval do governador Cid Gomes foi a implantação do laboratório de análise de resíduos de agrotóxicos, considerado fundamental para atestar a qualidade e as condições sanitárias dos produtos exportados do agronegócio cearense. A realização da Frutal 2008, quando completa seus 15 anos, encontra o Estado do Ceará numa condição privilegiada de alto desempenho e produtividade de toda a cadeia da fruticultura, elevando o Ceará à condição quatro maior exportador de frutas do Brasil, com a utilização de alta tecnologia. Por essas e outras razões o governo do Estado do Ceará estará mais uma vez presente, agora com um escritório de negócios da Agência de Desenvolvimento do Ceará - Adece, numa clara demonstração da importância do setor para a economia cearense. Antônio Bahlman Cardoso Nunes Filho - Presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará - Adece | |
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16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| O sonho Frutal | |
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O Ceará do vaqueiro agrega à sua cultura o pomar. Possuíamos raríssimas experiências em cultivo, plantio e comercialização. Agora é o estado com maiores tecnologias na irrigação e Fortaleza transformou-se na capital dos negócios da fruta
A Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria chega com todo vigor à 15ª. edição. Um exemplo pulsante do que resulta a união de forças para construir e a capacidade humana de vencer adversidades, melhorar a qualidade de vida dos cearenses, gerar riquezas, dignidade, oportunidades. O Ceará comemora um avanço espetacular, durante esses 15 anos, mais precisamente em 1994, o Estado exportava US$ 874 mil em frutas frescas, correspondendo a 0,68% do total de exportações brasileiras, e em 2007 pulou para US$ 77,254 milhões, representando 12,02% das exportações do país. Enquanto o Brasil crescia cinco vezes, o Ceará cresceu 88 vezes em dólares nas exportações de frutas frescas. A exportação de flores, quem diria, 5 milhões de dólares e será bem mais esse ano. E estamos só começando; em 2008 chegaremos a US$ 100 milhões em exportações de frutas. O Ceará do vaqueiro agrega à sua cultura o pomar. Possuíamos raríssimas experiências em cultivo, plantio e comercialização. Agora é o estado com maiores tecnologias na irrigação e Fortaleza transformou-se na capital dos negócios da fruta. Temos o Porto do Pecém, maior exportador de frutas do país, empresas de navegação, de embalagens, aduaneiras, insumos. Quem diria que em 15 anos, as repetidas fotos da magra vaquinha, no solo esturricado, cederia para o Ceará verdejante, vitorioso, emprendedores e trabalhadores, vendo com orgulho o produto do seu trabalho conquistar o mundo. Estamos vivendo e realizando um grande sonho coletivo. Vamos fazer muito mais. Temos grandes áreas a explorar, a transposição das águas do Rio São Francisco, a Transnordestina. O Sonho Frutal não pára por aqui: a cada dia estamos construindo um grande pólo exportador capaz de mudar a vida dos cidadãos. No horizonte de 10 anos temos toda a condição de chegarmos a 50.000 hectares irrigados com frutas e flores gerando mais 250 mil empregos e 500 milhões de reais em riquezas todos os anos no interior cearense. Olhando para todos esses fatos o que mais marca é a capacidade do homem de colocar a união, a inteligência e sentimentos para realizar seus sonhos, transformar um solo árido, em um dos pólos mais respeitados do mundo.Uma obra coletiva do bem. Instituições como o Banco do Nordeste, Sebrae, Embrapa, Instituto Agropolos, Centec, Dnocs na execução de grandes projetos de irrigação como o Baixo Acaraú, Tabuleiros de Russas, Jaguaribe, a Adece liderada pelo Balmann e todo o governo do estado estão empenhados com esta causa.O governador Cid Gomes, liderou nossa comitiva a Fruitlogística, convencendo investidores.Ele tem viabilizado infra-estrutura e construído uma ambiência favorável à geração de emprego.As maiores produtoras de frutas do mundo já se instalaram no Ceará e empresas locais conquistam o mundo. É o nosso querido Ceará marcando seu espaço no mundo de gente grande. O Movimento Frutal em sua essência é uma motivação de todos. Nosso reconhecimento aos 1.042 especialistas, às empresas expositoras, instituições, ao Comitê Técnico Científico que, juntos, fazem o mais rico seminário do setor do país e viabilizam O Ceará de alta tecnologia e aos colegas produtores que com suor, dedicação e muita abnegação constroem um novo Brasil. Euvaldo Bringel Olinda - Produtor. Idealizador e Presidente do Frutal | |
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16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| O apoio do BNB | |
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ARTIGO
Os números sugerem que é momento de comemorar os resultados, mas sem perder o foco no futuro A fruticultura do Brasil e, em especial, a da região Nordeste vive um momento bastante favorável. O contínuo crescimento das exportações, cujo resultado verifica-se, desde 1999, com o sucessivo saldo positivo da balança comercial de frutas, e o aumento de renda do consumidor brasileiro, registrado nos últimos anos, sugerem um cenário promissor. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, perdendo apenas para a China e para a Índia. Emprega mais de cinco milhões de pessoas na fruticultura e a expectativa é de que a geração de empregos acompanhe o crescimento da atividade. O Nordeste, não só por possuir condições de clima e solo propícios, mas pelo crescente volume de investimentos, é hoje um grande centro produtor e exportador de frutas tropicais. De 2004 a 2007, a produção da Região recebeu um incremento de quase 50%, atingindo, no ano passado, 630 milhões de toneladas. Com relação ao Ceará, no mesmo período, as exportações saltaram de US$ 166 milhões para US$ 257 milhões, sendo o Porto do Pecém o principal terminal do País para a exportação de frutas secas. O valor das exportações cearenses representou, em 2007, 28% das exportações nacionais de frutas. Ao entender a fruticultura como importante para o desenvolvimento, o BNB a estimula em duas frentes: financiando as atividades produtivas, e, por meio de seu Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), incentivando a realização de estudos e pesquisas em prol da atividade. Para citar alguns números, de 2004 a 2008 o Banco contratou quase 70 mil operações destinadas à fruticultura, correspondentes a R$ 700 milhões em financiamentos. No Ceará, foram financiados, no período, cerca de R$ 90 milhões, ou seja, 12,7% dos recursos aplicados na Região. Por meio do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Banco apóia projetos de pesquisa e difusão tecnológica. Além disso, temos apoiado eventos como a Frutal, que tanto contribuem para o agronegócio nordestino. Ao completar 15 anos, a Frutal tem sua importância traduzida pelos resultados das 14 edições anteriores, com um grande volume de negócios e a realização de 141 cursos nas áreas de fruticultura e floricultura, agroindústria e gestão, que capacitaram 14 mil produtores. Ações como essas evidenciam que o desenvolvimento da fruticultura do Nordeste não é uma casualidade. Ele é resultado de iniciativas que unem ação creditícia, estímulo à pesquisa, capacitação e iniciativa empresarial. Os números sugerem que é momento de comemorar os resultados, mas sem perder o foco no futuro. Afinal, o potencial da fruticultura da Região e o espírito empreendedor de nossa gente nos permitem afirmar que estamos apenas no começo. Roberto Smith - Presidente do Banco do Nordeste do Brasil S/A | |
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16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| Inovação e desenvolvimento | |
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ARTIGO
Os investimentos em infra-estrutura são cada vez mais fortes e focados na competitividade dos nossos produtos. Não há dúvidas de que a ampliação do Porto do Pecém, a construção de novas estradas e a viabilização de um aeroporto de cargas irão dar uma nova dinâmica à agricultura cearense O Ceará é uma potência no agronegócio. Essa atividade vem se consolidando como uma das grandes alavancas para o crescimento da economia do estado, tais como a apicultura, a ovinocaprinocultura, a psicultura e especialmente a fruticultura e o cultivo de flores. Projetos de irrigação e avanços tecnológicos favoreceram a otimização de recursos e a conquista de novos mercados, elevando o Ceará a um patamar que até há pouco tempo era inimaginável. Hoje, as perspectivas de futuro são altamente favoráveis. Os investimentos em infra-estrutura são cada vez mais fortes e focados na competitividade dos nossos produtos. Não há dúvidas de que a ampliação do Porto do Pecém, a construção de novas estradas e a viabilização de um aeroporto de cargas irão dar uma nova dinâmica à agricultura cearense, oferecendo cada vez mais oportunidades de emprego e renda para a população rural. Aliado a toda essa nova infra-estrutura física, há uma mobilização no sentido de prover a capacitação necessária para a inovação tecnológica requerida para a manutenção e o incremento da competitividade da produção. A pobreza só existe até quando a tecnologia não chega e por isso precisamos sempre unir esforços na busca de saídas inovadoras, que agreguem valor e modernizem o agronegócio cearense, fazendo com que o estado participe de forma mais ativa do exigente mercado internacional. Para ser competitiva, a empresa, onde quer que ela esteja, seja no campo ou na cidade, não pode abrir mão da modernidade e da capacidade de inovar. Por isso, o Sebrae no Ceará, juntamente com seus parceiros, estimula o acesso dos produtores à tecnologia por meio de ações de consultoria individual e de programas de aquisição de tecnologia básica em várias áreas. Os pequenos empreendimentos rurais são responsáveis pela maior parcela dessa atividade econômica, tendo a agricultura familiar como expoente principal na produção e na geração de emprego no campo. Dessa forma, o Sebrae prioriza o atendimento coletivo de empreendedores rurais. Além da capacitação, merecem atenção especial as técnicas de empreendedorismo. O objetivo é ampliar a cooperação e garantir mais produtividade, competitividade, qualidade dos produtos e acesso aos mercados. Outra ação importante do Sebrae é o apoio a eventos que promovam a aproximação de empresas (compradoras, vendedoras e concorrentes), a geração de negócios, a troca de experiências e novas vivências para as micro e pequenas empresas. É o caso do Frutal e do PEC Nordeste que já se consolidaram no calendário internacional e promovem um intercâmbio de conhecimento importantíssimo para o setor. Apoiar e estimular o agronegócio traz bons resultados para o empreendedor e para a sociedade. Na medida em que desenvolve a economia de pequenas cidades que vivem em função do campo, o trabalho do Sebrae contribui para a subsistência de regiões interioranas. Com isso, diminui o êxodo rural e traz melhores perspectivas para quem vive no campo. Carlos Cruz - Superintendente do Sebrae no Ceará | |
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16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| Cid anuncia estrada do melão na Frutal | |
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Governador Cid Gomes prevê que em outubro próximo começará a receber propostas para a estrada do melão
Em 14 anos, as vendas externas de frutas secas do Ceará deram um salto. Se em 1994, não passavam de 0,68% do total nacional, hoje já são mais de 12%. Na esteira da geração de 2.400 postos de trabalho formais no setor primário do Estado em agosto e da expectativa de superar os US$ 77 milhões exportados em frutas ano passado, a Frutal 2008 teve sua abertura ontem à noite, no Centro de Convenções Edson Queiroz, em clima de otimismo. O governador do Estado, Cid Gomes, aproveitou a ocasião para anunciar que a ´estrada do melão´, entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, teve sua reforma autorizada e deve melhorar as condições de escoamento da produção. O recebimento das propostas deve ser já em outubro. ´Queremos impulsionar a cultura do melão, afinal hoje o Ceará é o segundo maior produtor do Brasil´, disse. Destacando a fruticultura como prioridade do seu governo, Cid reafirmou que acredita no potencial da atividade como uma das motrizes da economia cearense: ´Temos capacidade para gerar 25 mil empregos´. Segundo ele, as maiores vantagens do Estado são sua localização geográfica privilegiada e o sol abundante sete meses por ano. Jaguaruana, Fortim, Aracati e Baixo Acaraú são algumas regiões citadas por ele. ´Temos mais de 300 mil famílias trabalhando no interior do Ceará no setor primário, que no entanto corresponde a menos de 7% do PIB [Produto Interno Bruto] estadual´, observou. Euvaldo Bringel, presidente do Instituto Frutal, acrescentou ainda a influência da expansão do crédito no setor para esse aumento. Os gargalos seriam a baixa capacidade de absorção desse crédito e dificuldades estruturais. ´Por isso temos investido em cursos e palestras durante esses 15 anos. Tanto que agora estamos homenageando os técnicos que passaram pelo evento´, frisou Bringel. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também tem intensificado suas ações no sentido de manter a agilidade das vendas para o exterior, mesmo com o incremento. ´Realocamos fiscais de outras áreas para fiscalizar de forma rápida e eficiente as exportações, tanto nos portos do Pecém e Mucuripe, quanto no aeroporto Pinto Martins´, contou a superintendente federal da Agricultura, no Ceará, Maria Luíza Rufino, representando o ministro Reinhold Stephanes. A celebração marcou ainda o lançamento simultâneo de três eventos: Frutal Amazônia, Amazon Pec e Frutal 2009. Homenagens Após esse momento, foi feita uma homenagem a técnicos, empresas, produtores, imprensa e a outros colaboradores. A presidente do Grupo Edson Queiroz, dona Yolanda Queiroz, foi uma das personalidades agraciadas. O Diário do Nordeste recebeu homenagem em reconhecimento à ampla cobertura dedicada ao evento e à fruticultura nos últimos anos. O diretor comercial, Francisco Ribeiro, e a editora do caderno Regional, Valéria Feitosa, receberam os certificados de agradecimento representando o jornal. Com 300 expositores, sendo 25 deles agricultores familiares, a Frutal 2008 espera receber até o próximo dia 18, cerca de 38 mil visitantes. FRUTAS FRESCAS Exportações já cresceram 72% no ano De janeiro a agosto de 2008, as exportações de frutas frescas do Ceará cresceram 72%, em relação ao mesmo período de 2007, somando US$ 46,1 milhões. Os dados — elaborados pelo Instituto Frutal, tendo como base os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC) — confirmam as projeções de que o Estado deve fechar o ano com US$ 100 milhões em divisas oriundas da fruticultura, tendo em vista que a maior parte da safra é escoada a partir de setembro. Segundo Euvaldo Bringel Olinda, presidente do Instituto Frutal, melão, abacaxi, banana, melancia e manga são os carros-chefes das exportações cearenses no acumulado deste ano. No primeiro caso, os embarques somaram US$ 20,5 milhões — alta de 169% sobre o comparativo de 2007. As vendas externas de abacaxi, por sua vez, apresentaram retração de 30%, somando US$ 7,5 milhões. No caso da banana, houve alta de 90%, atingindo US$ 4,7 milhões no período. ´Com US$ 46 milhões exportados até agosto, vamos bater o volume negociado em 2007, uma vez que só chegamos perto deste valor em outubro de 2007´, comenta Bringel. O maior incremento percentual nas exportações foi verificado para o coco fresco, com 960% e vendas somando US$ 829 mil. Vale destacar, ainda, a diversificação da pauta da fruticultura, que registra o envio de figo fresco (US$ 28,9 mil), mamão papaia (US$ 34,9 mil), uvas (US$ 29), cítricos (US$ 70) e até cereja (US$ 1,8 mil). Bringel acrescenta que o Porto do Mucuripe é hoje o maior exportador de frutas frescas do Brasil ajudando, inclusive, a escoar a produção de estados como o Rio Grande do Norte. | |
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16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| Egídio Serpa - Embrapa | |
| Hoje, às 14 horas, na sala 03 do Centro de Convenções, a pesquisadora Ana Cristina Portugal, da Embrapa Agroindústria Tropical, abrirá uma série de três seminários sobre a Tecnologia Embrapa. Ela falará sobre a biotecnologia voltada para a floricultura. O evento integra a programação do Frutal, uma grande feira do agronegócio. A Embrapa foi pioneira no desenvolvimento de um protocolo de micropropagação de abacaxi ornamental. Como resultado prático desse trabalho, o Ceará é hoje o maior produtor e exportador dessa espécie, segundo Ana Cristina. | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| FRUTAL 2008 | |
| Frutal 2008: Agronegócio, flores e frutos | |
Frutal 2008: Agronegócio, flores e frutos
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16 de setembro de 2008 |
| ENERGIA SOLAR | |
| Egídio Serpa - Energia solar | |
| Técnicos da MPX, empresa do setor de energia do grupo do empresário Eike Batista, estão perto de concluir os estudos de viabilidade econômica para a implantação da usina de energia solar de Tauá, na região dos Inhamuns, epicentro do semi-árido cearense. A MPX já recebeu da Prefeitura de Tauá o terreno de 300 hectares que será ocupado pelos painés fotovoltáicos da usina, cuja instalação será feita pela empresa chinesa Yingli. O plano de viabilidade será apresentado pela MPX à Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) e aos diretores da Yingli, que darão a palavra final sobre a localização do empreendimento. Só uma hecatombe tirará de Tauá a primeira usina comercial brasileira de energia solar. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
16 de setembro de 2008 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Perfil da indústria e acesso a emprego limitam expansão | |
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A manutenção do ciclo de expansão da economia brasileira dependerá do esforço dos setores público e privado para promover mudanças em fatores que limitam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Entre os entraves avaliados durante o 5º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas/SP estão o empobrecimento da produção industrial e o acesso limitado ao mercado de trabalho.
O perfil da indústria brasileira mudou nos últimos dez anos e há um empobrecimento da produção brasileira. Em 1996, 30,7% do valor da transformação industrial (VTI) era retirado dos setores de base (commodities, principalmente), enquanto o topo (produtos de maior valor tecnológico) garantia 27% do total. Dez anos depois, a produção "commoditizada" passou a responder por 47,2% do VTI, enquanto o topo da pirâmide encolheu para 23%, segundo dados apresentados pelo professor David Kupfer, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para Kupfer, os dados revelam uma perda no valor agregado pela indústria brasileira associado a uma maior concentração da produção. Por isso, embora Kupfer veja com bons olhos o aumento do investimento produtivo (medido pela Formação Bruta de Capital Fixo, que considera os gastos em máquinas e equipamentos e na construção civil), ele também faz ressalvas. "O investimento para montar uma fábrica que vai produzir CKDs é muito menor do que o necessário para montar uma fábrica que irá produzir ao longo de toda a cadeia produtiva", observou. Clemente Ganz Lucio, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socio-Econômicos (Dieese), defende que o crescimento econômico de longo prazo seja associado a um aumento do nível de emprego formal. Ele observa que entre 45% e 55% da população ocupada trabalha sem carteira assinada (portanto, sem benefícios sociais) e 25% dos desempregados possuem grande dificuldade em acessar o mercado formal de trabalho. Lúcio defende a elevação de investimentos em educação e qualificação profissional, com redirecionamento do ensino. "Hoje, 70% dos graduados trabalham fora da área que cursaram. Se as empresas quiserem aumentar a produtividade, precisam pensar na educação", diz. Ele propõe ainda que o Estado recupere sua capacidade de articular políticas públicas, lembrando que o governo federal dispõe de R$ 70 bilhões do FGTS para investir em habitação e infra-estrutura, mas tais recursos não são alocados por falta de projetos. (DN) | |
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| O ESTADO |
16 de setembro de 2008 |
| INCLUSÃO DIGITAL | |
| Economia - Nesse breve intervalo de tempo | |
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Por Rubens Frota
Nesse breve intervalo de tempo, um novo computador é vendido no Brasil. E quem mais se beneficia dessa avalanche de máquinas são as famílias de baixa renda e as pequenas empresas, que começam a desfrutar as vantagens do mundo digital. Os brasileiros estão comprando um computador a cada três segundos! Com a venerável exceção do telefone celular, nenhum outro aparelho chegou à casa dos consumidores brasileiros em ritmo tão alucinante. As instalações de um computador com a conseqüente conexão à interne, muda o padrão de vida educacional e cultural, aumenta a funcionalidade e a eficiência das tarefas cotidianas, começar pelo dever de cada das crianças, passando pela manutenção da conta bancária até o leilão pelo melhor preço de produtos que a família decida comprar. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é que a venda de desktop e notebooks chegará a 13 milhões de aparelhos no fim deste ano – um recorde nacional. As instalações de um computador com a conseqüente conexão à interne, muda o padrão de vida educacional e cultural, aumenta a funcionalidade e a eficiência das tarefas cotidianas, começar pelo dever de cada das crianças, passando pela manutenção da conta bancária até o leilão pelo melhor preço de produtos que a família decida comprar. A estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é que a venda de desktop e notebooks chegará a 13 milhões de aparelhos no fim deste ano – um recorde nacional. O Brasil tornou-se o quinto maior mercado de PCs do mundo, perdendo em vendas apenas para os Estados Unidos, China, Japão e Inglaterra. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| PORTO DO MUCURIPE | |
| Mucuripe recebe 60 tomadas frigoríficas | |
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O investimento de R$ 140 mil ampliará a capacidade de armazenamento de frutas no terminal em 30%
O Porto do Mucuripe (de Fortaleza) acaba de inaugurar 60 tomadas elétricas frigoríficas, orçadas em R$ 140 mil e que possibilitará a ampliação em 30% da capacidade de armazenamento de frutas no terminal. Com isso, sua estrutura passa a operar com 240 equipamentos utilizados para manter refrigerados os contêineres transportadores de produtos perecíveis. O assessor de Infra-estrutura portuária da Companhia Docas (responsável pela administração do Mucuripe), Joaquim Bento, salienta que as novas tomadas permitirão expandir o volume de melão, melancia, abacaxi, banana, dentre outras, embarcadas pelo Porto. ´A alta na movimentação de cargas possibilitará uma série de benefícios para a economia local, como mais mão-de-obra, mais impostos gerados e mais empregos´, acredita Bento. Segundo a Companhia Docas, nos oito primeiros meses de 2008, a movimentação total do terminal (incluindo granéis líquidos, granéis sólidos e carga geral movimentada em contêineres) contabilizou 2,265 milhões de toneladas em mercadorias. Deste total, deixaram o terminal mais de 12 mil toneladas de frutas (incremento de quase 70% em relação ao mesmo período de 2007), que representaram US$ 36,838 milhões em negócios gerados. Por conta da alta no envio de frutas ao mercado exterior, Joaquim Bento, não descarta a possibilidade de que novas tomadas frigoríficas passem a integrar a estrutura do Mucuripe, caso haja demanda e necessidade de mais investimentos. Dragagem Além das novas tomadas frigoríficas, o Porto também passa por uma série de intervenções físicas, dentre elas, a obra de dragagem que elevará a profundidade para 14 metros, possibilitando a atracação de navios de até 100 mil toneladas e 300m de comprimento. Os recursos, da ordem de R$ 40 milhões, são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O edital de licitação está previsto para ser lançado em outubro e o início da obra em 2009. Área de pré-estocagem Para tornar o embarque/desembarque das mercadorias mais ágil, o assessor de Infra-estrutura informa que já está em estudo a construção de uma área de pré-armazenagem de contêineres. ´O armazém A-5, de 6 mil metros quadrados, utilizado para guardar granéis líquidos, como coque de petróleo, será demolido e transferido para outra área. Em seu lugar, se formará um pátio de pré-estocagem para descarregar e enviar novas mercadorias´, explica Bento, informando que este é um projeto para ser posto em prática e concluído em 2009. Atualmente, o pátio de contêineres, passa por obras de manutenção. Até agora, cerca de 12 mil metros quadrados foram recuperados. Uma nova entrada foi inaugurada, com cancelas, catracas eletrônicas e câmeras de segurança, além do Núcleo de Apoio Portuário (NAP), que reúne todos os órgãos vinculados ao Porto. Integração portuária O edital que definirá qual empresa será responsável pela elaboração do Plano Diretor de Integração dos Portos do Ceará, a ser lançado no próximo mês, definirá questões relevantes do setor. Dentre elas, está a construção do terminal exclusivo para navios transatlânticos no Mucuripe, e a transferência do parque de tancagem das distribuidoras de combustíveis para o Pecém. LIVIA BARREIRA Especial para Economia | |
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16 de setembro de 2008 |
| PARQUE DO COCÓ | |
| Parque do Cocó será urbanizado | |
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REFORMAS NA INFRA-ESTRUTURA
Ana Mary C. Cavalcante da Redação Além do projeto de cercadura, que deve sair do papel na primeira quinzena de outubro, o Parque do Cocó vai ter a infra-estrutura reformulada. Um plano de urbanização, orçado em cerca de R$ 5,5 milhões, prevê restauração de calçadas e áreas de lazer A paisagem do Parque do Cocó vai ser retocada. Um projeto, elaborado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), propõe a reforma da infra-estrutura do parque. Cerca de R$ 5,5 milhões, bancados pelo Tesouro do Estado, serão investidos na reformulação de calçadas e áreas de lazer, bem como em serviços de terraplanagem, drenagem, demolições e instalações elétricas e hidrossanitárias. Além disso, está prevista a implantação de um quiosque de lanches, postes rebatedores, três paradas de ônibus ao longo da avenida Raul Barbosa, pier atracadouro, mobiliário urbano (como parquinho com caixa de areia), lixeiras e pista de skate. Pontes a ser refeitas, ciclovias colocando as bicicletas no devido lugar, a troca do piso dos passeios, a recriação de campos de futebol e vôlei de areia também estão na planta. As melhorias, pontuais, vão da área próxima ao viaduto do Makro (BR-116) ao encontro das avenidas Raul Barbosa e rua Murilo Borges. "O objetivo, além de promover a preservação do parque, é proporcionar mais opções de lazer, com conforto e segurança para a população de Fortaleza", divulga, pela assessoria de imprensa, o coordenador de Engenharia e Edificações do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), engenheiro Cláudio Nelson. Ele estima a conclusão das obras em sete meses. O projeto está na Secretaria da Infra-Estrutura do Estado (Seinfra), que analisa o processo licitatório, e deve seguir para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), responsável por determinar a data de abertura da licitação. De acordo com o superintendente do DER, órgão executor e fiscalizador vinculado à Seinfra, o processo licitatório deve ser aberto na primeira quinzena de outubro. Quintino Vieira adianta: "As demolições não mexem nas habitações já existentes. Trata-se de uma urbanização, um serviço de terraplanagem". Ele também destaca o cercamento do Parque do Cocó, que deve custar R$ 2,2 milhões e sair do papel na primeira quinzena de outubro. A obra deve cercar os trechos do parque que passam pela rua Murilo Borges e avenidas Engenheiro Santana Júnior, Raul Barbosa e Sebastião de Abreu, consideradas pontos críticos de segurança. E-Mais Em março deste ano, foi criado, pelo decreto número 29.216, do Governo do Estado, um grupo que vem estudando a revitalização do Parque do Cocó. Entidades como o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente, Secretaria das Cidades, Secretaria dos Recursos Hídricos, Ibama e Semace, entre outras, participam das discussões. De acordo com o superintendente da Semace, Herbert Rocha, o projeto de reforma do Parque do Cocó, que prevê intervenções na infra-estrutura e nas áreas de lazer, "faz parte da identidade visual do parque". Ele destaca a restauração de todos os passeios, a recuperação da drenagem danificada e a elevação do campo de futebol em 50 centímetros. | |
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16 de setembro de 2008 |
| LAGOSTA - PESCA ILEGAL | |
| Tambores tóxicos usados na pesca ilegal | |
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PERIGO NO MAR
Tiago Braga enviado aos litorais Leste e Oeste No segundo dia da série sobre a pesca da lagosta no litoral cearense, O POVO mostra que muitos pescadores continuam agindo ilegalmente. Um dos casos mais graves é o uso de tambores de produtos químicos para a captura do crustáceo no mar Os pescadores que agem de forma ilegal no litoral cearense encontraram uma nova forma, proibida, de capturar a lagosta. É o que eles chamam de marambaia, um nicho artificial colocado no mar para atrair o crustáceo. A armadilha pode ser feita com qualquer material, mas a "moda" agora é usar tambores de produtos tóxicos. Somente em Itarema, no Litoral Oeste, o projeto Tamar, do Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, mapeou 1.500 pontos do mar onde foram colocadas marambaias, grande parte delas feita com esses tambores. O problema é considerado grave pelos especialistas no assunto. "Se alguma lagosta contaminada por esses tambores chegar aos Estados Unidos, acaba com a exportação de qualquer produto que venha do mar brasileiro", alerta René Schärer, fundador do Instituto Terramar e membro do Comitê de Gestão para o Uso Sustentável da Lagosta no Brasil. "O pessoal usa é muito o tambor. É tanto que deu ferrugem na lagosta e ninguém conseguiu exportar", confirma João Lopes, pescador de Acaraú. De acordo com o engenheiro de pesca Eduardo Lima, coordenador regional do projeto Tamar, tem pescador em Itarema que, sozinho, possui 500 marambaias. "O uso desses tambores começou em Icapuí. Teve um pescador de lá que se mudou pra cá (Itarema) e trouxe a tecnologia", diz. Um tambor - feito com tonel de ferro - custa, em média, R$ 25. Os pescadores amassam o material para que ele possa ser usado como uma espécie de abrigo para a lagosta. "É da natureza do crustáceo procurar esse tipo de esconderijo, principalmente, no litoral do Ceará, onde quase não há pedras e recifes naturais", explica Eduardo Lima. Em janeiro deste ano, os fiscais do Ibama no Ceará flagraram um barco da empresa Qualipesca, que tem sede em Pernambuco, com 480 tambores a bordo, no mar de Beberibe. Além do risco de contaminação da lagosta, a existência de marambaia no mar preocupa porque, associado a ela, está o uso de compressores, equipamentos também proibidos para a pesca do crustáceo. O instrumento é uma adaptação do uso de botijão de gás como reservatório de ar comprimido. É com o compressor que os pescadores mergulham para depositar a marambaia no mar e também para retirar a lagosta. De acordo com Schärer, existem, pelo menos, mil barcos de compressores no litoral da Bahia até o Piauí. A estimativa foi feita pelo Instituto Terramar. O uso do instrumento proibido gera uma disputa desleal com os pescadores artesanais. "Um barco de compressor com marambaias, em dois dias de trabalho, pesca o tanto que um barco a vela captura o ano todo", compara Schärer. Os barcos de compressores tomam o "lugar" no mar de quem pesca de forma legal. "E ninguém pode fazer nada. Eles andam armados. Quem vai dizer alguma coisa", questiona José Leonardo, pescador há 30 anos que mora em Beberibe. "Ninguém diz nada. Eles vêm com atrevimento. É como um assalto. Você perde a pesca toda", explica o também pescador, José Gomes do Nascimento. Outro instrumento proibido que continua sendo usado pelos pescadores no litoral cearense é a caçoeira, uma espécie de rede, que, junto com a lagosta (muitas vezes, miúda), captura toda a fauna do mar. "Pesco com caçoeira porque é o jeito. Os próprios donos dos barcos exigem porque dá para trazer uma quantidade maior de lagosta. O pescador se obriga a ir porque é pai de família. Se ele não for, tem outro que quer e vai", diz um pescador de Itarema, que pede para não ser identificado. Hoje, o único instrumento permitido para a pesca da lagosta é o manzuá, uma armadilha feita de madeira e coberta com nylon, com tamanho de perfuração adequada para não capturar lagosta miúda. ACOMPANHE A SÉRIE Na edição de segunda-feira, 15, O POVO mostrou que a pesca da lagosta no Ceará está à beira do colapso. Em seis comunidades do litoral, a grande maioria dos barcos a motor está parada. Entre os motivos que levaram à crise estão a queda no preço do crustáceo e a diminuição da quantidade de lagosta no mar por causa da pesca predatória. LEIA AMANHÃ Que políticas públicas o Governo Federal pretende tomar para reverter a crise no setor da lagosta. E-Mais Na série de matérias sobre o sucateamento da frota armada da Marinha brasileira - publicada em agosto - O POVO mostrou que a fiscalização da pesca predatória no litoral está entre as atribuições subsidiárias da Marinha do Brasil. O combate aos barcos que utilizam compressores e outros métodos criminosos para capturar o crustáceo está previsto no relatório Situação da Marinha - Necessidades Orçamentárias. De acordo com o comandante da Capitania dos Portos do Ceará, Gérson Rodrigues, a Marinha tem colaborado com o Ibama em períodos do defeso e em outras ocasiões para reduzir a pesca predatória. A Capitania conta com o apoio de uma agência da Marinha em Camocim, no Litoral Norte, e deverá reabrir no próximo ano a agência de Aracati - desativada há cerca de 10 anos. O QUE É PROIBIDO Pescar lagosta miúda. Os tamanhos mínimos de captura são de 13 cm de cauda para a lagosta vermelha e 11 cm para a lagosta verde. Capturar lagosta durante o período do defeso, que, este ano, durou cinco meses, de 1º de janeiro a 31 de maio. Uso de caçoeira, uma rede de fundo que captura lagosta miúda e outras espécies, removendo o substrato marinho. Pesca com compressor, que é uma espécie de adaptação do botijão de gás como reservatório de ar comprimido. Dele, sai um tubo que é colocado na boca do mergulhador, sendo a fonte de oxigênio. Ao motor do barco, se acopla um compressor de ar por meio de uma correia. O ar produzido é levado por uma mangueira, na extremidade da qual se acopla uma válvula e depois uma boquilha. O pescador mergulhador - com esta espécie de chupeta na boca - mergulha no mar à procura da lagosta. Uso de marambaia, um nicho artificial onde ficam as lagostas. Pode ser feito com vários materiais, como pneus, troncos ou tambores de produtos químicos. É depositado no fundo do mar, onde as lagostas passam a viver e se reproduzir. Assim, o pescador sabe onde encontrar o crustáceo. Fonte: banco de dados "Quem faz pesca predatória tem protetores" Com apenas dois barcos hoje disponíveis para fiscalizar os 573 quilômetros do litoral cearense, o Ibama tem encontrado dificuldades para combater a pesca ilegal. O POVO conversou com o chefe de fiscalização do órgão no Ceará, Rolfran Cacho Ribeiro. O POVO - Quantos barcos o Ibama tem hoje para fiscalizar o litoral? Rolfran Cacho - Temos dois barcos emprestados pelas prefeituras de Beberibe e de Icapuí e um barco que é do Ibama, mas que está parado no porto. Estamos com um problema na tripulação. Numa viagem (ao mar), precisa de comandante, motorista e maquinista. No quadro funcional (do Ibama) não tem essas categorias. Mas esse problema está sendo solucionado. Estamos recebendo recursos para contratar gente, pagar a diária deles e alugar umas lanchas rápidas. OP - Quando o Ibama flagra um barco pescando de forma ilegal, para onde ele é levado? Rolfran - A gente deixa o proprietário como fiel depositário porque não tem um porto onde a gente possa guardar. Isso fragiliza a fiscalização. OP - O Ibama só fiscaliza no mar ou tem trabalho em terra também? Rolfran - Tem sim, a gente fiscaliza as unidades produtivas, bares, restaurantes, os barcos chegando ao porto. Só que é difícil. Quando tem um carro do Ibama na praia, todo mundo fica sabendo. O pessoal avisa. De mil (ilegais), a gente pega um. Quem faz a pesca predatória numa praia dessa tem um monte de protetores. OP - Os pescadores sabem quando o barco do Ibama vai ao mar? Rolfran - Sabe também porque o barco precisa se preparar. Tem de colocar o combustível, o rancho (dos tripulantes). Aí tem dois, três caras de moto só filmando a gente até descobrir pra onde o barco vai. Depois, é só passar o rádio avisando o pessoal que está no mar. O grupo que faz a pesca predatória age de forma organizada. OP - Os pescadores falam que o Ibama sabe quem pesca ilegalmente. É verdade? Rolfran - A gente tem o levantamento. Mas precisa fazer o flagrante. Tem de pegar no mar. E para fazer o flagrante, tem de ter um (barco) com velocidade um terço maior do que os ilegais. Os deles são mais velozes do que os nossos. Antes que a gente chegue até eles, o pessoal joga o compressor com tudo no mar para se livrar do flagrante. Já são orientados pra isso. Não e fácil. O pessoal burla a fiscalização. CONFISSÃO Ilegalidade O rapaz de 18 anos era o mais novo entre o grupo de pescadores reunidos no porto pesqueiro de Itarema, no último dia 3. Ouvia calado o que os mais velhos relatavam ao O POVO. Chegou até a ser repreendido pelos colegas de trabalho quando decidiu contar que já tinha mergulhado com compressor. O equipamento proibido havia sido utilizado há dois anos, no mar de Jericoacoara. "Os fiscais do Ibama pegaram a gente. Levaram para a delegacia", conta. Como ele tinha menos de 18 anos, foi solto logo em seguida. O jovem diz que nunca mais pescou com compressor e nega que o equipamento seja perigoso. "É só o cara saber usar, não mergulhar muito profundo", defende o rapaz, cujo nome O POVO opta por não divulgar, a pedido do entrevistado. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| SUCESSÃO MUNICIPAL - ELEIÇÕES 2008 | |
| Painel - 2 a 1 | |
| Ivo, deputado estadual no Ceará pelo PSB, desempatou a disputa entre Luizianne Lins (PT) e Patrícia Saboya (PDT) pelo apoio do clã Gomes. Ele e o governador Cid estão com a petista, enquanto o ex-ministro Ciro vai de Patrícia Saboya (PDT). | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| SUCESSÃO MUNICIPAL - ELEIÇÕES 2008 | |
| CIRO DISTRIBUI TEXTO DE APOIO A EX-MULHER | |
| Em eventos de campanha, muitas vezes sem a presença da candidata Patrícia Saboya (PDT) -sua ex-mulher-, Ciro Gomes (PSB) tem distribuído panfletos com um texto seu, intitulado "Porque estou com Patrícia", em que pede votos para a pedetista e critica a gestão da candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), em áreas como saúde e educação. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| EMPREGO FORMAL | |
| Mercado de emprego formal abre 1,8 mi de vagas e supera 2007 | |
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Pela primeira vez desde 92, índice acumulado dos últimos 12 meses supera a marca de 2 milhões de novos empregos
Entre as regiões, o Sudeste desponta como o maior gerador de vagas; Estado de SP criou no período 725.402 novos postos com carteira JULIANNA SOFIA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O desempenho do mercado de trabalho formal nos oito primeiros meses de 2008 ano já superou o total de postos gerados em todo o ano passado -considerado o melhor da história do emprego formal. De janeiro a agosto, as vagas com carteira assinada alcançaram 1,803 milhão de pessoas. Ao longo de 2007, os novos empregos somaram 1,617 milhão. Com a marca parcial, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) voltou a afirmar que a expansão do emprego formal neste ano será a maior desde 1992, atingindo 2,1 milhões de novas vagas. Em 1992, foi criado o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que reúne todos os trabalhadores admitidos e demitidos no mercado formal. "Setembro, outubro e novembro serão meses de crescimento ainda muito forte do emprego formal. Entramos em um ciclo virtuoso, que espero que dure muito tempo", afirmou o ministro. Embora estime um avanço acelerado do emprego nos próximos meses, o ministro destaca que dezembro, tradicionalmente, é um mês de retração do mercado por conta da demissão dos trabalhadores contratados para as festas de fim de ano. Segundo Lupi, os dados do Caged de agosto mostram um outro fato inédito. Pela primeira vez, o Caged acumulado dos últimos 12 meses superou a marca de 2 milhões de novos empregos. Ou seja, de setembro do ano passado a agosto deste ano, houve a criação de 2,065 milhões de vagas formais. "Isso é importante para o Brasil, para a América e para o mundo. Somos diferentes de outros países, porque criamos emprego mantendo os direitos dos trabalhadores." O setor de serviços continua sendo o que mais contribuiu para a geração líquida de vagas. Foi responsável pela geração de 585 mil postos de trabalho. A indústria da transformação aparece em seguida, com 410 mil empregos. Entre as regiões, mais uma vez o Sudeste despontou como o maior gerador de empregos. O Estado de São Paulo criou no período 725.402 novas vagas com carteira assinada. Agosto Somente no mês passado, o mercado de trabalho formal respondeu pela geração de 239.123 vagas. Trata-se do melhor saldo para o mês, situando-se 79% acima do resultado verificado em agosto de 2007. A agricultura foi o único setor que influenciou negativamente o mercado. O setor fechou 4.995 vagas por causa da entressafra no centro-sul do país. A consultoria LCA informou que sua previsão para o crescimento do emprego formal em agosto era de 179.265 novos postos no país. Ou seja, 75% do resultado apresentado de fato pelo mercado. A consultoria vinha trabalhando com a projeção de 1,785 milhão de novos postos para 2008. Em agosto, pela primeira vez no ano, o Ministério do Trabalho também detectou que o emprego nas regiões metropolitanas cresceu mais que nas cidades do interior. Isso não chegou a surpreender porque, em geral, o segundo semestre é marcado pela redução de postos na agricultura e esse é o setor que mais afeta o mercado de trabalho fora dos aglomerados urbanos. Na análise do ministro, a agricultura continuará fechando vagas até dezembro, recuperando-se a partir de janeiro. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
16 de setembro de 2008 |
| EMPREGO FORMAL | |
| Emprego formal cresce 79% em relação a agosto do ano passado | |
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Brasília, 16 de Setembro de 2008 - O mercado de trabalho brasileiro registrou em agosto a criação de 239.123 empregos formais, ou seja, com carteira assinada, segundo os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse é o melhor resultado para agosto desde o início da série histórica do Caged, em 1992, e representa crescimento de 0,78% em relação ao registrado em julho deste ano. De acordo com o ministério, houve expansão de 79% em comparação com os 133.239 empregos anotado em agosto do ano passado.
Entre janeiro e agosto deste ano foram criados 1,804 milhão de empregos, um recorde para o período. O acumulado é 33% superior ao resultado verificado em idêntico período do ano passado, que se situou em 1,356 milhão de carteiras assinadas. O setor de serviços foi o que apresentou o melhor desempenho na geração de empregos formais no País entre janeiro e agosto deste ano. Do total de 1,804 milhão de postos de trabalho, o setor foi responsável por 585,3 mil, com destaque para serviços de comércio e administração de imóveis (202,7 mil) e serviços de alojamentos e alimentação (155,9 mil). Outro destaque no acumulado até agosto foi a indústria de transformação, que abriu 410 mil empregos. O resultado foi o segundo maior para o período, ficando atrás apenas de 2004, quando o Caged anotou 454,5 mil vagas. Em seguida vêm construção civil (268,1 mil), agricultura (267 mil) e comércio (211,6 mil). Administração pública, com 40,9 mil, e extrativismo mineral, com 11,4mil, foram os setores que apresentaram menor expansão do nível de emprego no período de janeiro a agosto. Interior perde primazia Pela primeira vez no ano, a geração de empregos formais nas regiões metropolitanas foi maior do que a registrada nos municípios do interior. De acordo com o levantamento, em agosto os empregos com carteira assinada no conjunto das nove áreas metropolitanas cresceram 0,77%, o que corresponde a 97,3 mil postos de trabalho. Nos municípios do interior foram abertas 77,2 mil vagas, um aumento de 0,67%. Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o resultado está ligado a fatores sazonais, que tiveram impacto negativo na agricultura. "Estamos no período da entressafra e, por isso, a geração de postos de trabalho no campo foi menor. A tendência é que o setor (agrícola) apresente resultados ruins até janeiro, quando se dá início ao período da colheita", argumentou Lupi. O setor agrícola teve em agosto desempenho negativo na geração de empregos formais, com a redução de 4.995 postos de trabalho com carteira assinada. As principais atividades que contribuíram para o recuo foram o cultivo de café (11,5 mil empregos a menos), de fumo (menos 6.085) e a produção de cana-de-açúcar (-1.265). A região Sudeste foi responsável pela maior parte dos empregos criados nos primeiros oito meses do ano. Entre janeiro e agosto, foram gerados na região 1,152 milhão de postos, o que representa crescimento de 7,14% em relação ao mesmo período do ano passado, um desempenho recorde para o período. São Paulo criou 725,4 mil vagas, seguido por Minas Gerais (270,1mil), Rio de Janeiro (119,7 mil) e Espírito Santo (36,5 mil). A região Sul foi a segunda com melhor desempenho na criação de empregos formais no acumulado até agosto. Paraná (137,5 mil), Rio Grande do Sul (90,8 mil) e Santa Catarina (76,5 mil) foram responsáveis pela geração de 304,8 mil novos empregos. No ranking de regiões, aparecem em seguida Centro-Oeste (168,3 mil), Nordeste (122,1 mil) e Norte (56,8 mil).Alagoas foi o único estado com resultado negativo, com 36.256 vagas a menos. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Agência Brasil) | |
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| O POVO |
16 de setembro de 2008 |
| EMPREGO FORMAL | |
| Ceará é o segundo em empregos formais | |
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NORDESTE
Sílvio Mauro da Redação O Ceará registrou o segundo maior crescimento de empregos formais do Nordeste, em agosto. Indústria, comércio, serviços e o setor agropecuário foram os principais responsáveis pelo resultado Com um saldo de 9.947, o Ceará registrou o segundo melhor resultado do Nordeste, em agosto, na geração de empregos com carteira assinada. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado teve uma expansão de 1,39% no nível de ocupação formal, em relação a julho. Na região, ficou atrás apenas de Pernambuco. No acumulado do ano, o volume de postos de trabalho chegou a 31.059. A variação, de 4,47%, foi um recorde na série histórica do Caged. Mais uma vez, o Ceará ficou em segundo lugar na região Nordeste. Na primeira colocação ficou a Bahia, com um total de 57.633 novos empregos formais. O resultado positivo de agosto foi puxado principalmente por Fortaleza (3.686), Aracati (497) e Sobral (427). De acordo com Júnior Macambira, diretor de estudos e pesquisas do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o Ceará vive um "ciclo virtuoso de crescimento", com alguns setores da economia bastante dinâmicos. "Se a comparação for feita com outros estados do Nordeste, nós temos mais indústrias", diz. Para Júnior Macambira, o Ceará tende a continuar se destacando a médio prazo. Os dados do Caged reforçam a importância do setor industrial no crescimento de empregos formais. A indústria de transformação, onde estão setores como têxtil, calçadista, de mineração e de alimentos, foi responsável por 2.476 novos empregos. E a construção civil gerou 941 postos com carteira assinada. Juntas, as duas atividades somam mais de um 1/3 do saldo de agosto. Outros setores em que houve significativo crescimento foram o comércio, os serviços e a agropecuária. Em todo o Brasil, o saldo positivo de agosto chegou a quase 240 mil empregos formais. Foi o maior resultado da série histórica do Caged, de acordo com o MTE, e representou um crescimento de 0,78% em relação a julho. No ranking nacional, o Ceará ficou com o sétimo maior saldo, atrás de São Paulo (83.592), Minas Gerais (19.770), Rio de Janeiro (17.565), Paraná (14.695) e Pernambuco e Santa Catarina (12.151).
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| EMPREGO COM CARTEIRA ASSINADA | |
| CE bate recorde pelo 4º mês | |
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Em agosto último, foram criados 9.947 empregos celetistas no Ceará, o 7º maior saldo em todo o País
O Ceará registrou, pelo quarto mês seguido, recorde na criação de ocupações com carteira de trabalho assinada. Conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no intervalo de janeiro a agosto deste ano, foram geradas 31.059 vagas no Estado — 52,72% a mais do que em igual período de 2007, quando o saldo de empregos celetistas foi de 20.337 postos. O desempenho local no acumulado de 2008 configura-se como mais um recorde da série histórica do Caged, iniciada em 1998. Em agosto último, foram criados 9.947 empregos celetistas no Estado — 7º maior saldo em todo o País e incremento de 3,80% sobre agosto de 2007, quando o saldo foi de 9.582 vagas. De acordo com as informações divulgadas ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o desempenho do Estado em agosto equivale à expansão de 1,39% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Quem mais contratou Serviços (2.545), indústria de transformação (2.476) e agropecuária (2.396) lideraram a expansão de empregos formais no Estado no mês de agosto. Também merecem destaque os resultados do comércio (1.438 vagas) e da construção civil (941 vagas formais). 2º maior do NE Além de recorde, o resultado de agosto foi o segundo maior em saldo da Região Nordeste, superado apenas pelo registrado por Pernambuco (+ 13.367 postos ou +1,58% no estoque formal). Posição que se repetiu no acumulado do ano, quando a criação de 31.059 postos de trabalho celetistas no Ceará (+4,47% sobre o estoque de emprego formal), além de recorde na série histórica do Caged, foi também o segundo melhor resultado nordestino, depois da Bahia, com aumento de 57.633 postos (+4,75%). Nos últimos 12 meses, o Caged acusou um crescimento de 7,47% no nível de emprego no Estado, o equivalente a 50.444 postos de trabalho. Este resultado foi o segundo melhor da região Nordeste, sendo superado pelo ocorrido na Bahia (+66.841 vagas). Capital x Interior A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou a expansão de 4.866 empregos formais (+0,92% sobre o estoque de vagas) em agosto. Este resultado, em termos absolutos e relativos, também foi recorde da série histórica do Caged. No acumulado do ano, a Capital e seu entorno foram responsáveis por 25.489 vagas, total que chegou a 38.255 ocupações, no intervalo de 12 meses. Já o Interior registrou uma recuperação no mês de agosto, com 5.081 vagas criadas — cerca de 51% do total gerado pelo Estado no último mês. No acumulado do ano, entretanto, o desempenho foi de 5.570 postos de trabalho, o equivalente a apenas 18% do total cearense. Nos últimos 12 meses, as cidades de fora da RMF responderam por 12.189 vagas com carteira de trabalho assinada. Brasil O aumento do emprego com carteira assinada bateu novos recordes em agosto deste ano. Foram geradas 239.123 vagas no mês passado, o melhor resultado para meses de agosto desde 2004. Com isso, o emprego formal alcançou o número inédito de 1,803 milhão de vagas em oito meses, um aumento de 33% em relação ao mesmo período de 2007. O recorde anterior era também de 2004 (1,466 milhão). O resultado levou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a revisar para 2,1 milhões o número de vagas previstas para encerrar este ano. Também foi recorde a criação de 2,065 milhões de vagas em 12 meses. No ano, o maior número de contratações foi registrado no setor de serviços (585 mil), seguido pela indústria (410 mil), construção civil (268 mil), agricultura (267 mil) e comércio (211 mil). Samira de Castro Repórter O QUE ELES PENSAM Rompida barreira de 50 mil postos É importante para o Ceará que haja crescimento do PIB junto com a geração de emprego. O Estado rompe a barreira de 50 mil novos empregos pela primeira vez no acumulado de 12 meses. Os benefícios são formalização e renda. O desafio é manter essa tendência. O cenário é positivo com a vinda de investimento privados. Marcos Holanda Diretor-geral do Ipece A evolução do emprego, que ocorre desde abril deste ano, deve-se a uma demanda reprimida, que começa a ser equacionada com a expansão do crédito, à recuperação do poder de compra do trabalhador, com reajustes salariais acima da inflação e antecipação do 13º dos aposentados do INSS e à queda da inflação. Francisco de Assis Diniz Presidente do Sine-IDT | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de setembro de 2008 |
| CARGA TRIBUTÁRIA DO PIB | |
| Carga tributária de 37,3% do PIB é novo recorde semestral, diz estudo | |
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Para um PIB de R$ 1,383 tri, contribuintes pagaram R$ 515,36 bi em tributos
MARCOS CÉZARI DA REPORTAGEM LOCAL Mais uma vez, a carga tributária voltou a registrar recorde no Brasil. No primeiro semestre deste ano, os contribuintes pagaram R$ 515,36 bilhões em tributos aos três níveis de governo, valor 15,9% superior aos R$ 444,66 bilhões arrecadados de janeiro a junho de 2007. A carga tributária é a soma dos tributos federais, estaduais e municipais pagos por todos os contribuintes no país. Como o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro semestre foi de R$ 1,383 trilhão, a carga tributária no período foi de 37,27%, ou 1,24 ponto percentual superior aos 36,03% do mesmo período do ano passado. O cálculo é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entidade que reúne profissionais do setor que se dedicam a estudos tributários de natureza institucional, setorial e empresarial. A Receita Federal não divulga a carga tributária por semestre, mas apenas uma vez por ano. Para o fisco, "na literatura técnica especializada, bem como nas divulgações de órgãos oficiais ou não, predomina o uso da periodicidade anual para o cálculo da carga tributária em todo o mundo. Isso porque o ciclo econômico, que afeta a mensuração do PIB e a base imponível dos impostos, dá-se ao longo de um ano". Segundo o advogado Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, analisando-se os últimos 12 meses (julho de 2007 a junho deste ano), constata-se que a carga tributária deste ano será superior a 37% -um novo recorde. No ano passado, a carga foi de 36,08% do PIB, segundo o IBPT. A Receita ainda não divulgou o dado de 2007 -o último dado disponível é o de 2006, de 34,23% do PIB. Somente em âmbito federal, a carga do primeiro semestre avançou R$ 49,89 bilhões em relação a 2007, passando de R$ 305,54 bilhões para R$ 355,43 bilhões, segundo o IBPT. Esse valor supera em muito os R$ 38 bilhões que seriam obtidos se a CPMF tivesse sido prorrogada (o tributo do cheque foi extinto em 1º de janeiro deste ano). Note-se que o aumento foi obtido em apenas seis meses, provando que a prorrogação da CPMF não era necessária, como previam os que eram contrários a sua manutenção. Mantida essa tendência até o final do ano, o governo federal terá cerca de R$ 100 bilhões a mais em seu cofre -algo como 2,6 vezes a CPMF. Formalidade ajuda Amaral diz que um dos principais motivos da maior arrecadação foi o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que passou de R$ 3,66 bilhões no ano passado para R$ 9,67 bilhões em 2008 -no caso, mais 164,2%. Os principais fatores que contribuíram para o aumento da carga tributária neste ano foram o maior número de trabalhadores com registro em carteira (elevando as receitas da contribuição ao INSS e ao FGTS) e os ganhos salariais (que elevam a receita com o Imposto de Renda). Com o crescimento econômico, as empresas faturam mais e pagam mais IR e CSLL (contribuição sobre o lucro). O aumento das importações também ajudou a elevar a receita do Imposto de Importação. Os Estados elevaram sua arrecadação em R$ 18,47 bilhões -de R$ 115,80 bilhões no primeiro semestre de 2007 para R$ 134,27 bilhões neste ano. Os municípios arrecadaram mais R$ 2,33 bilhões, uma vez que a arrecadação passou de R$ 23,32 bilhões em 2007 para R$ 25,65 bilhões no período de janeiro a junho deste ano. Os contribuintes pagaram R$ 2,83 bilhões em tributos em cada um dos 182 dias do primeiro semestre. Foram R$ 117,98 milhões por hora, R$ 1,97 milhão por minuto e R$ 32,77 mil por segundo. Neste ano, pela primeira vez na história, os contribuintes pagarão R$ 1 trilhão em tributos no mesmo ano -esse número deverá ser alcançado na última semana deste ano, segundo previsão do IBPT. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de setembro de 2008 |
| CARGA TRIBUTÁRIA | |
| Carga tributária atinge 37,3% do PIB | |
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Nos seis primeiros meses de 2008, os contribuintes pagaram R$ 515,36 bilhões em tributos ao Governo
São Paulo. Mais uma vez, a carga tributária registra recorde no Brasil. No 1º semestre deste ano, os contribuintes pagaram R$ 515,36 bilhões em tributos aos três níveis de governo, valor 15,9% superior aos R$ 444,66 bilhões arrecadados de janeiro a junho de 2007. A carga tributária é a soma dos tributos federais, estaduais e municipais pagos por todos os contribuintes no país. Como o PIB (Produto Interno Bruto) no 1º semestre foi de R$ 1,383 trilhão, a carga tributária no período foi 37,27%, ou 1,24 ponto percentual acima dos 36,03% do mesmo período do ano passado. O cálculo é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entidade que reúne profissionais do setor que se dedicam a estudos tributários de natureza institucional, setorial e empresarial. Segundo o advogado Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, analisando-se os últimos 12 meses (julho de 2007 a junho deste ano), constata-se que a carga tributária deste ano será superior a 37% (um novo recorde). No ano passado, a carga foi de 36,08% do PIB, segundo o IBPT. A Receita ainda não divulgou o dado de 2007 — o último dado disponível é o de 2006, de 34,23% do PIB. Somente em âmbito federal, a carga do 1ºsemestre avançou R$ 49,89 bilhões em relação a 2007, passando de R$ 305,54 bilhões para R$ 355,43 bilhões, segundo o IBPT. Esse valor supera em muito os R$ 38 bilhões que seriam obtidos se a CPMF tivesse sido prorrogada. Mantida essa tendência até o final do ano, o Governo Federal terá cerca de R$ 100 bilhões a mais em seu cofre _algo como 2,6 vezes a CPMF. Menos informalidade Amaral diz que um dos principais motivos da maior arrecadação foi o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que passou de R$ 3,66 bilhões, em 2007 para R$ 9,67 bilhões, em 2008 (alta de 164,2%). Os principais fatores que contribuíram para o aumento da carga tributária neste ano foram o maior número de trabalhadores com registro em carteira (elevando as receitas da contribuição ao INSS e ao FGTS) e os ganhos salariais (que elevam a receita com o Imposto de Renda). Com o crescimento econômico, as empresas faturam mais e pagam mais IR e CSLL (Contribuição Sobre o Lucro Líquido). O aumento das importações também ajudou a elevar a receita do Imposto de Importação. Os Estados elevaram a arrecadação em R$ 18,47 bilhões — de R$ 115,8 bilhões no 1ºsemestre de 2007 para R$ 134,27 bilhões neste ano. Os municípios arrecadaram mais R$ 2,33 bilhões, passando de R$ 23,32 bilhões em 2007 para R$ 25,65 bilhões entre janeiro a junho deste ano. Os contribuintes pagaram R$ 2,83 bilhões em tributos em cada um dos 182 dias do 1ºsemestre. Foram R$ 117,98 milhões por hora, R$ 1,97 milhão por minuto e R$ 32,77 mil por segundo. Em 2008, pela 1ª vez, eles pagarão R$ 1 trilhão em tributos em um único ano (valor que deverá ser alcançado na última semana de 2008, prevê o IBPT. | |
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