Fortaleza, CE - segunda-feira, 21 de maio de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Lêda Maria - Passarelas - É sério
- Edilmar Norões - Empresários ouvem dirigentes políticos
- Sônia Pinheiro - Breakfast
- Fiec quer BNB capitalizado
- Agenda da Semana - O desafio da qualificação
- Interior - Guia Industrial
- Guia Industrial do Ceará
- Gestão Nordeste 2012

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Capacidade do Ceará é a 4ª maior do Brasil

AGRICULTURA
- Ceará já perdeu R$ 1,51 bi do valor da produção agrícola
- ORGÂNICOS - Produtos irrigados do Ceará conseguem certificação
- Mercado e Negócios - Burocracia e boa intenção contra a seca...

AJE
- Agenda da Semana - 21/5 - AJE

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- CNPq analisará fraudes em pesquisas científicas

CNI
- Capacidade ociosa cresce e inibe investimento na indústria

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - NORDESTE
- Egídio Serpa - Sudene: coesão nordestina

ECONOMIA
- Crédito restrito explica PIB menor, diz Mantega

EMPRESAS: MICRO-PEQUENA-MÉDIA
- Mercado e Negócios - MUTIRÃO PARA O EI

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Egídio Serpa - Mercurius rápida

INDÚSTRIA
- Curtas - Indústria não vê relevância na inflação

INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES
- Vertical - CHAMINÉ SOCIAL

INFRA-ESTRUTURA
- Ministério da Integração vai apurar obras da Delta no CE

PESQUISA
- Editorial - O Brasil dos censos

RECURSOS HÍDRICOS
- Vertical - Castanhão das tilápias


DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
CIC - MP 564
Lêda Maria - Passarelas - É sério
Danilo Forte, relator da matéria sobre a MP 564, leva os integrantes do CIC e Fiec à reunião, às 8 horas de hoje, para um amplo debate. A MP, prestem atenção os leitores, dá fim à gestão exclusiva do FDNE por parte do BNB. Enfraquece o Banco do Nordeste? Ou dá um passo avançado para abrir portas de bancos que nunca tiveram bons olhos com o Nordeste para agir?
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
CIC - MP 564
Edilmar Norões - Empresários ouvem dirigentes políticos
Em momentos diferentes mas, pelo que se pode observar, com o objetivo de discutir sobre questões que visam o desenvolvimento socioeconômico deste Estado, reúnem-se esta manhã lideranças políticas e empresárias, Enquanto a Fiec e o CIC discutirão com o relator da MP 564, deputado Danilo Forte, a AJE receberá o deputado Roberto Cláudio que, por sua jovialidade e ao presidir a Assembleia Legislativa, tem mesmo que despertar o interesse desses jovens empresários, daí querer ouvi-lo. Já a MP 564, pondo fim a exclusiva gestão do FDNE pelo BNB, provoca natural preocupação pelo que o Banco do Nordeste representa para nossa região.


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O POVO

21 de maio de 2012

 
CIC - MP 564
Sônia Pinheiro - Breakfast
A JOVEM e chic presidente do CIC, Nicolle Barbosa, e o presidente da Fiec, Roberto Macêdo, comandam café da manhã, hoje -às 8 horas- na Casa da Indústria.

NO CARDÁPIO? Debate com o deputado federal Danilo Forte, relator da Medida Provisória 564/2012 -com votação agendada para o start de junho- que trata, dentre outras questões, da exclusividade do BNB.

TOMAM parte do meeting: empresários da indústria & lideranças classistas da indústria, do comércio e do serviço.

COMO debatedores atuam os parlamentares federais José Guimarães (coordenador da bancada federal do NE) e Antônio Balhmann (articulador da bancada federal do CE).
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
CIC - MP 564
Fiec quer BNB capitalizado
A MP 564 será debatida na manhã de hoje, a partir das 8h30, no Centro Industrial do Ceará (CIC), na Fiec

O temor que aconteça com o Banco do Nordeste (BNB), o mesmo esvaziamento que ocorreu com a Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) ainda ronda o segmento industrial cearense. Às vésperas do relator da medida provisória MP 564/2012, o deputado Federal Danilo Forte (PMDB-CE), emitir parecer final sobre as alterações previstas para o banco, o setor volta a cobrar maior atenção à instituição financeira.

"A perda da exclusividade (de operação do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste - FDNE) nos preocupa porque pode significar o esvaziamento do banco", revela o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), o industrial Roberto Proença de Macêdo. Para ele, a perda da exclusividade da administração dos recursos do Fundo para o Banco do Brasil e Caixa só será compensada se o BNB for capitalizado, ou seja, se receber aporte novo de recursos, no capital social , de R$ 10 bilhões.

Prestígio

"Se vier mais dinheiro (para o BNB) não há problema", avalia Macedo, para quem o ritmo operacional financeiro do banco vem caindo "porque não está sendo prestigiado pelos próprios governantes nordestinos". Para o empresário, "os mecanismos regionais de crédito devem ser fortalecidos".

"Essa questão virou partilha partidária. A solução está sendo discutida de forma mais política, do que técnica", frisa Macêdo, ao cobrar maior empenho dos governadores nordestinos, na defesa do BNB.

Quanto à financeirização e à ampliação de 10% para 100% dos riscos das operações, ele avalia como positivas, "porque podem tornar as análises de concessão de crédito do banco mais técnicas do que políticas".


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O POVO

21 de maio de 2012

 
SENAI - O DESAFIO DA QUALIFICAÇÃO
Agenda da Semana - O desafio da qualificação
Este é o tema de ciclo de palestras realizado hoje pelo Senai, na Fiec.
Horas - às 8h
Onde - Auditório Waldyr Diogo, térreo da Fiec.
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O ESTADO

21 de maio de 2012

 
INDI - GUIA INDUSTRIAL
Interior - Guia Industrial
Por Antônio Viana

O Instituto de Desenvolvimento Industrial (INDI), organismo do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Sistema FIEC), está cadastrando indústrias cearenses para fazer parte da edição 2012 do Guia Industrial. A publicação é uma fonte de consulta sobre as empresas industriais cearenses para empresários locais e investidores nacionais e internacionais, objetivando facilitar a realização de negócios. Ao folheá-lo, os leitores terão informações sobre dados cadastrais, produtos, tamanho de empresas e nomes de executivos. A obra será colocada à disposição nas versões impressa, CD-ROM e on-line. O cadastro e a atualização de informações das empresas no guia são gratuitos. Na edição de 2011, cerca de 3.500 empresas foram cadastradas e a meta para a edição 2012 é ultrapassar esse número. Mais informações para cadastro, orientações e anúncios podem ser obtidas pelo telefone (85) 3194 1212 ou pelo e-mail guiace@sfiec.org.br.
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O POVO E DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
INDI - GUIA INDUSTRIAL DO CEARÁ
Guia Industrial do Ceará
Guia Industrial do Ceará

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O POVO

21 de maio de 2012

 
IEL - GESTÃO NORDESTE 2012
Gestão Nordeste 2012
Gestão Nordeste 2012

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O ESTADO

21 de maio de 2012

 
INVESTIMENTOS EM ICMS
Capacidade do Ceará é a 4ª maior do Brasil
“O Ceará, em números absolutos, é o quarto estado do Brasil em investimentos, com R$ 3,2 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 12,6 bi); Rio de Janeiro (R$ 5,1 bi) e Minas Gerais (R$ 3,9 bi). E conseguimos ficar à frente de unidades da federação como Bahia (R$ 2 bi); Rio Grande do Sul (R$ 1,9 bi); Pernambuco (R$ 1,8 bi); Amazonas (R$ 1,7 bi); Espírito Santo (R$ 1,6 bi), e até mesmo o Paraná (R$ 1,3 bilhões)”, a declaração é do titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Mauro Filho.

E, no quesito arrecadação, no primeiro quadrimestre deste ano, foi quase duas vezes superior ao do Brasil. “Entre janeiro e abril conseguimos elevar nossa arrecadação de ICMS em 15,2%, enquanto que a União, no mesmo período, aumentou 8,99% este número do FPE - que engloba o Imposto de Renda (IR), e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)”, destacou.

Ele disse que, ao assumir a pasta em janeiro de 2007, recebeu o Estado com uma capacidade de investimento de R$ 680 milhões anuais, que era a média dos anos anteriores, “com exceção em 1998 – quando a venda da Coelce elevou este valor para R$ 930 milhões –, e em 2006 – com a venda do BEC, que gerou R$ 1 bilhão”. De lá para cá, muita coisa mudou.

A Sefaz aperfeiçoou seu trabalho, investindo em tecnologia da informação (TI), capacitação de seus auditores, cruzamento de informações com outros órgãos de fiscalização (como a Receita Federal, por exemplo) e empresas de cartões de crédito. “Com essas medidas, aliadas à redução de impostos e aumento da base de contribuição, conseguimos elevar a arrecadação de modo substancial. Além disso, deslocamos todos os anos, proporcionalmente, 33% da nossa receita para investimentos, por esse motivo existem tantas obras em andamento, nos 184 municípios cearenses, de médio e grande porte”, explicou.

REDUÇÃO
Quadrimestralmente a Sefaz anuncia a redução do ICMS para dez produtos, que não são de uma categoria só. Podem ser móveis, eletroeletrônicos, calçados, medicamentos, de higiene e limpeza, dentre outros. O secretário disse, ainda, que tem baixado a carga tributária do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). “Tanto que o valor do veículo que consta no boleto usado para o pagamento, é inferior ao preço que a pessoa consegue comercializá-lo. Com isso, arrecadamos R$ 1 bilhão em 2008, R$ 2 bi em 2009, R$ 3,2 bi em 2010, R$ 2,8 bi em 2011 e, para este ano, estamos com uma projeção de atingirmos R$ 4,5 bilhões. Um crescimento bastante considerável”, exultou Mauro Filho.
O titular da Sefaz afirma que algumas pessoas perguntam como o governador Cid Gomes consegue realizar tantas obras, em todos os municípios cearenses, muitas delas de médio e grande portes. Mas diz que a resposta é muito simples, pois o Estado tem dinheiro em caixa para realizar todos estes investimentos. “Somente em tecnologia estamos aplicando cerca de R$ 200 milhões este ano. Temos um scanner de cargas que não existe em nenhum outro estado do Brasil. Falam também que o Estado está endividado por conta dessas ações, o que é uma grande falácia. Temos buscado financiamentos externos para essas obras, mas tudo dentro da capacidade do Ceará, a fim de que possamos honrar aqueles compromissos que estamos assumindo”.
Ele afirmou que, ao assumir a pasta, o Estado possuía uma dívida de R$ 5,1 bilhões (em 2006) e em 2010 este número havia reduzido para R$ 4,5 bi. Com relação aos números do ano passado, lembrou que ainda estão sendo computados, mas devem fechar em R$ 5,2 bi. “E isso, apesar de todas as operações de crédito que realizamos. A nossa Receita Corrente Líquida (RCL) é de R$ 11 bilhões e, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), poderíamos gastar até duas vezes este valor, ou seja, R$ 22 bi. Quer dizer, ainda podemos captar R$ 17 bi em financiamentos, mas não queremos chegar a este limite. Entretanto, já temos R$ 7 bilhões aprovados junto à Secretaria do Tesouro Nacional, para realizar muitos outros projetos, e em diversos setores do Estado”.

APLICAÇÃO
Com relação ao destino desses recursos, o secretário afirmou que o Estado tem quatro áreas bem definidas para isso, como a remodelagem do processo educacional, principalmente o Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic); a aquisição de equipamentos de informática para montagem dos laboratórios nas escolas estaduais, bem como as Escolas de Ensino Profissional que estão sendo implantadas na Capital e interior. Além disso, há a ampliação dos atendimentos de saúde de média e alta complexidade do Estado, envolvendo os quatro hospitais regionais (Cariri, já em funcionamento; Sobral, entrando em operação em julho; Sertão Central, com a ordem de serviço já assinada, e o da Região Metropolitana de Fortaleza, em processo de licitação), as 21 policlínicas e os 16 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs).
Também serão realizados investimentos bastante significativos no setor de infraestrutura, com a recomposição e ampliação da malha rodoviária do Estado, com a captação de recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da ordem de R$ 600 milhões. Obras estruturantes na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), orçadas na casa de R$ 1 bilhão, objetivando oferecer condições para que as grandes empresas possam se instalar de maneira tranquila na área. “E não poderíamos esquecer o setor do turismo, que é uma característica eminentemente do nosso Estado. Obras como o Centro de Eventos do Ceará (CEC),o Acquário e a construção das rotas turísticas, completam este grupo principal de áreas de investimentos”, completou Mauro Filho.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
PRODUÇÃO AGRÍCOLA
Ceará já perdeu R$ 1,51 bi do valor da produção agrícola
Em abril, das 11 principais lavouras cearenses, seis apresentaram queda no Valor Bruto da Produção

As consequências da irregularidade de chuvas, neste ano, no Ceará, já são bem evidentes sobre a agricultura, acarretando perdas em várias culturas. Segundo cálculo da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgado na última quinta-feira, relativo a abril, o Valor Bruto da Produção (VBP), que é a soma do montante das principais lavouras do Estado, está estimado em R$ 1,51 bilhão, cifra em torno de 29% abaixo da registrada para a safra de 2011, apurada em R$ 2,12 bilhões.

A queda é a segunda maior dos últimos oito anos - abaixo de 2007, que havia sido de 32,12%. Este resultado aparece como o pior do Nordeste, à frente de Pernambuco e Paraíba, que tiveram retração de 2,02% e 1,52%, respectivamente. O valor bruto da produção é obtido por meio das informações de safras e dos preços. Os ajustes nas quantidades e nos valores mês a mês é que vão definindo a estimativa de valor para o ano em curso.

Das 11 mais importantes lavouras do Ceará observadas pelo Mapa, em abril deste ano, seis obtiveram queda no VBP. Os recuos mais expressivos foram registrados no milho (-54,94%) e no feijão em grãos (-53,45%).

Lavouras penalizadas

Para o primeiro, o indicador está calculado em R$ 184,04 milhões, ante R$ 408,45 milhões em 2011. Já para o segundo, o VBP é de R$ 322,53 milhões, contra R$ 692,82 milhões no ano anterior. Vale ressaltar que estas duas lavouras, juntamente com o arroz, respondem por mais de 90% da produção de grãos em solo cearense.

Além destes, também apresentaram diminuição no Valor Bruto da Produção, o arroz em casca (-28,23%), o algodão herbáceo (-20,51%), o café em côco (-17,01%) e ainda a banana (-12,39%).

Quanto aos aumentos, o maior destaque foi para a mandioca, cuja elevação no VBP foi de 27,88%. Para este ano, o valor calculado é de R$ 215,04 milhões, enquanto que no ano passado foi de R$ 168,17 milhões. Ainda apresentaram avanços a cana-de-açúcar (2,24%) e o tomate (1,32%).

Resultados regionais

A seca ocorrida no fim do ano passado e no início deste ano, no Sul, e a que assola o Nordeste, tem provocado perdas em diversas lavouras. As informações de safra referentes ao mês de abril mostram quedas de produção de feijão e milho no Nordeste, entretanto, ao contrário da primeira, cujo VPB para 2012 aponta para redução de 20,34%, na segunda, ainda deverá haver crescimento de 25,42% neste ano, conforme o cálculo do indicador em abril último.

Melhor situação

Estão ajudando a puxar o VBP do Nordeste para cima estados como o Maranhão (157,39%), Sergipe (25,84%) e Bahia (7,42%). As regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste também apresentaram alta no VBP de 10,26%, 7,42% e 4,81%, respectivamente.

Faec defende benefícios a todos os produtores

O Presidente da Faec (Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará), Flávio Saboya, afirmou que 100 mil produtores, no Estado, são beneficiários em potencial de vários programas do governo federal, inclusive com medidas de combate à estiagem, enquanto outros 200 mil que compõem a classe média não estão incluídos de forma diferenciada nas iniciativas de combate à seca, "como se a chuva escolhesse onde cair".

Ele defende a necessidade de uma política intermediária que atenda ao pequeno e ao médio produtores. Pelo atual modelo, para conseguir qualquer crédito acima de R$ 12 mil, o médio produtor precisa de um projeto com laudo.

Hoje, segundo Saboya, a venda do milho-balcão está sendo feita a R$ 21,00 para produtores da agricultura familiar e R$ 31,00 para o médio produtor. Para o pequeno produtor, o milho custa R$ 18,00. No momento, espera-se uma portaria da Conab, regulamentando um preço mais equilibrado para todos.

Pleitos

No intuito de conseguir melhores condições para a agricultura cearense, os representantes do setor apresentaram, no último dia 15, propostas visando dar um maior vigor para a atividade.

Implantar uma central de produção de ração; diminuir imediatamente o preço do milho e da soja; e uma política de juros mais baixas para o médio produtor estão entre as medidas expostas durante o Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto), realizado no auditório do Banco do Brasil.

Para o secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Nelson Martins, está clara a intensidade da estiagem que acomete o Estado do Ceará nesse ano. Com base nisso, a SDA, ao lado da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), e Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), levantou ações que foram levadas à presidente Dilma Rousseff no ultimo dia 23 de abril, em Aracaju-SE. Foi criado também o Comitê Integrado ao Combate às Secas, que já se reuniu três vezes e tem procurado diminuir a burocracia.

Culturas

54,9 por cento foi a redução no VBP do milho no Estado. Juntamente com feijão e arroz, essa cultura representa cerca de 90% de toda a produção de grãos cearense, motivo pelo qual a safra desse ano deverá ser ruim
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O POVO

21 de maio de 2012

 
PRODUTOS IRRIGADOS DO CEARÁ
ORGÂNICOS - Produtos irrigados do Ceará conseguem certificação
Associação que reúne 20 produtores de frutas orgânicas do Perímetro Irrigado de Tabuleiros de Russas recebeu certificação de produto 100% orgânico, podendo agora comercializar produtos no mercado externo

Com o aumento do interesse pelo consumo de produtos orgânicos, produtores de perímetros irrigados fizeram suas apostas e começam a registrar ganhos. A Associação Optar, que reúne cerca de 20 produtores de frutas orgânicas do Perímetro Irrigado de Tabuleiros de Russas, conseguiu este ano a certificação pela IBD de produto 100% orgânico. Com ela, esses produtores têm, agora, autorização para comercializar seus produtos no mercado externo, notadamente no mercado norte-americano.

Com a certificação pelo IBD, os produtores cearenses ganham o direito de plantar e comercializar junto aos principais mercados consumidores, além da acerola (carro chefe dos pequenos produtores do perímetro), goiaba e banana orgânica, além de batata, macaxeira, feijão e milho.

O gerente operacional do Distrito Irrigado de Tabuleiros de Russas (Distar), Vandemberk Oliveira, afirma que qualquer produtor instalado no perímetro pode plantar orgânicos nos 10.765ha da área hoje irrigada, das quais em média 5.100ha estão nas mãos dos pequenos produtores. “A acerola orgânica produzida no Distar é vendida diretamente para a Fazenda Amway Nutrilite, no Ceará”, diz. A Amway tem uma área total de 1.660 hectares na cidade de Ubajara, onde são cultivadas as frutas orgânicas utilizadas nos produtos. É considerada a maior fazenda de acerola orgânica e biodinâmica do mundo.

“A Amway queria pagar a certificação para a Optar, mas os produtores associados não aceitaram e fizeram por conta própria e, assim, evitar ter que dar exclusividade à empresa americana de alimentos”, observa Oliveira. A associação levou quatro meses para obter a certificação, que foi concedida em março deste ano.

São, inicialmente, 40ha destinados ao plantio de culturas orgânicas, dos quais 16ha já encontram-se em produção.

Crédito específico
Segundo o gerente executivo do Distar, Roberto Cadengue, o que falta para o crescimento dos produtores do perímetro são linhas de crédito específicas para a atividade de cultura irrigada. “Isso porque é uma atividade cara, com exigências específicas. Mas quando esses produtores vão aos bancos em busca de crédito, eles pedem logo garantia real, o que tem dificultado a expansão da produção. Não conseguimos, também, tirar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap), fornecido pelos sindicatos de produtores rurais. Eles consideram agricultura de perímetro como agronegócio e não agricultura familiar. Isso vem prejudicando a evolução dos perímetros irrigados não só no Ceará, mas em todo o Nordeste”, afirma Cadengue.

Criada pela Secretaria da Agricultura Familiar (Saf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Dap é utilizada como instrumento de identificação do agricultor familiar para acessar políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O IBD é a maior certificadora da América Latina e a única certificadora brasileira de produtos orgânicos com credenciamento Ifoam (mercado internacional), ISO Guide 65 (mercado europeu), Demeter (mercado internacional), USDA/NOP (mercado norte-americano), COR (mercado canadense) e Inmetro/Mapa (mercado brasileiro), o que torna seu certificado aceito globalmente.

Quadro

Tabela de tarifas no Perímetro Irrigado de Tabuleiros de Russas
(Fixas e Variáveis – k2)

K2 Fixo
Pequeno Produtor – R$ 11,55 por hectare (ha) irrigável
Empresário – R$ 13,86/ha irrigável

K2 Variável
Pequeno Produtor – R$ 9,24 por cada mil metros cúbicos (m³) de água consumido
Empresário – R$ 12,01 por 1.000 m³/consumidos

Falta competitividade aos pequenos produtores

O presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Carlos Prado, acrescenta que as áreas destinadas aos pequenos produtores não conseguem evoluir o suficiente para se tornarem competitivas. “Atrair produtores já com a tradição cultural nessas atividades, como os sulistas, e também, empresas âncora, seria uma forma de acelerar a transmissão do conhecimento e facilitar a formação do ‘caldo cultural’ local, necessário para o rápido desenvolvimento da agricultura irrigada no Ceará e no Nordeste”, afirma.

Roberto Cadengue também lista outro entrave ao desenvolvimento dos perímetros: a descontinuidade das ações governamentais. “É um dos grandes entraves do Nordeste a descontinuidade de administração, operação e manutenção das infraestruturas de uso comum”, diz.

Falta de receita nos orçamentos públicos levam a não realização de operação e manutenção correta dos sistemas e equipamentos. Em muitos perímetros antigos do Dnocs, como os de Morada Nova, Icó-Lima Campos, Paraipaba e Pentecoste (CE), Moxotó (PE), São Gonçalo (PB) e Fidal e Lagoas (PI), toda essa infraestrutura precisa ser refeita.

Roberto Cadengue lembra que os custos para a manutenção de um perímetro são altos. Os perímetros funcionam como condomínios, onde cada produtor é dono de seu lote e paga uma taxa mensal (fixa e variável) para ter direito ao uso/consumo da água, energia e assistência técnica.

As fixas são cobradas pela área irrigável de cada lote, mesmo que a área toda não esteja sendo usada. Esse é um dos fatores que geram conflitos entre a administração e os produtores. As tarifas variáveis são cobradas sobre o consumo da água por 1.000 metros cúbicos, água esta captada no açude Castanhão. (RF)

Baixa assistência técnica gera vulnerabilidade

Apesar de todo seu potencial, os perímetros irrigados possuem suas vulnerabilidades. Uma das mais graves, segundo Roberto Cadengue, gerente executivo do Distrito Irrigado de Tabuleiros de Russas (Distar), é a falta de assistência técnica continuada, atribuição dos governos federal e estadual, garantida pela Constituição de 1988, e que, segundo o gerente do Distar, não vem sendo cumprida. “Eles matam o desenvolvimento do perímetro no nascedouro, porque não há como transformar um agricultor tradicional em um produtor tecnificado em menos de 10 ou 15 anos, prazo reconhecido pelo Banco Mundial”.

O problema com a falta de uma política permanente de acompanhamento e assistência técnica é que a agricultura irrigada é basicamente automatizada, o que exige conhecimentos técnicos que o agricultor criado nos antigos sistemas de produção agrícola, e muitas vezes analfabeto, não tem. Por isso, necessita de um trabalho ininterrupto de assistência técnica e extensão rural, sob pena de se extinguir essa atividade para pequenos produtores. “Vai virar atividade só para grandes produtores”, avisa Cadengue.

Hoje, no perímetro de Tabuleiros de Russas, existem apenas quatro profissionais que atuam na assistência técnica, quando seria necessário, pelo menos, seis pessoas em condições de se deslocar e visitar os campos e agricultores. “Esses técnicos precisam ainda ter condições para viajar e levar esses produtores para conhecer novas técnicas. E isso não está sendo feito pelo governo, essa é a parte dele”, afirma Cadenguea.

Números

80
O Distar possui 80 quilômetros de canal e 60 km de tubulações que levam a água às propriedades, além de 274 km de estradas de terra
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O POVO

21 de maio de 2012

 
SECA NO NORDESTE
Mercado e Negócios - Burocracia e boa intenção contra a seca...
Por Neila Fontenele

A falta de agilidade dos governos para a realização de planos de emergência ainda é um fato que atrapalha os pacotes de boa intenção. Com o agravamento do quadro de seca no Nordeste, se desenha uma realidade dura para muita gente no interior e os planos de emergência estão sendo desenhados, mas esbarram nos carimbos dos escritórios.

O presidente da Federação da Agricultura, Flávio Saboya, explica que hoje, com o Bolsa Família, não existe mais o risco de fome como havia no passado. As questões maiores são a falta de água e a situação de famílias que acabam se desfazendo de seus pequenos rebanhos por não terem como alimentá-los. Em algumas localidades, os preços dos rebanhos caíram até 50%.

Várias decisões já foram tomadas pelo governo para a liberação de recursos de apoio aos pequenos agricultores e pecuaristas. Entretanto, existe um temor de que os recursos não cheguem a tempo de solucionar os problemas que existem agora, devido à burocracia.

Flávio Saboya, que participa hoje em Brasília de uma reunião no Ministério da Agricultura, afirma que várias ações do governo já estão sendo revisadas por não terem o impacto esperado. Segundo ele, seria necessário criar imediatamente um seguro para a proteção dos rebanhos.

... E PERÍMETROS IRRIGADOS
Por outro lado, no programa Mercado & Negócios da última sexta-feira, na rádio OPOVO/CBN, a agrônoma Wânia Braga, do Instituto Agropolos, contou como os produtores dos municípios de Senador Pompeu e Crateús estavam conseguindo bons resultados de safra nos perímetros irrigados.

No O POVO de ontem, em reportagem, a jornalista Rebecca Fontes também mostrou vários oásis em meio à seca. O problema é que, onde não existe irrigação, as soluções precisam ser rápidas. Wânia Braga afirma que, mesmo nos perímetros, os processos demorados muitas vezes emperram o trabalho. Ela conta que as negociações esbarram em coisas simples: existem perímetros com a estrutura toda montada cujos equipamentos estão se estragando por não haver energia na área. A agrônoma conta que foi pedida à Coelce a ligação de energia, mas que nada foi feito até o momento. Portanto, enquanto se espera, os equipamentos enferrujam.
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O POVO

21 de maio de 2012

 
CAFÉ POLÍTICO
Agenda da Semana - 21/5 - AJE
O quê - Deputado Roberto Cláudio (PSB-CE) participa do projeto Café Político, promovido pela Associação dos Jovens Empresários (AJE)
Onde - Restaurante Piaf Saint Martin (Av. Abolição, 3340 - Mucuripe)
Horário - 7h30
Informações - 3244-7909
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
CNPQ - CADIN
CNPq analisará fraudes em pesquisas científicas
Segundo o próprio CNPq, o problema das fraudes sempre existiu, mas ultimamente deixou de ser pontual

Brasília. No próximo mês, a Comissão de Integridade na Atividade Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai examinar quatro denúncias de fraude em pesquisas científicas no Brasil. Essa será a primeira reunião da comissão instituída no ano passado e que funcionará como auxiliar à diretoria executiva do CNPq.

Os processos estão sendo analisados sob sigilo pelas áreas técnicas do CNPq. A comissão foi criada para apurar se ocorreram, em pesquisas conduzidas no País, casos de falsificação e invenção de dados, plágio e autoplágio (quando o autor repete texto escrito e publica como se fosse inédito).

De acordo com Paulo Sérgio Lacerda Beirão, coordenador da comissão e diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, o problema "sempre existiu", mas "deixou de ser pontual e passou a ser um problema que as agências e os institutos de pesquisa têm que cuidar".

Beirão avalia que a aparição dessas denúncias já é efeito da criação da comissão e destaca que o número de acusações é baixo levando-se em conta que o CNPq lida com 21 mil bolsistas. "Não é um número proporcionalmente significativo, mas é significativo que haja denúncias", avaliou. Se for comprovado algum problema em parecer técnico apreciado pela comissão, poderá ser sugerida à direção do CNPq desde a advertência do autor e correção de erro até a suspensão de bolsas e financiamentos concedidos pelo conselho.

Eventualmente, um processo administrativo poderá ser levado à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) para tomada de contas especial, que apura responsabilidades (com direito de resposta) por ocorrência de dano e visa ao ressarcimento à administração pública. Responsáveis pelo problema poderão até ser inscritos no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Segundo Beirão, as fraudes nas pesquisas tendem a ser desmascaradas. "A virtude da ciência é que nada é tomado como definitivo, sempre estão verificando. Até a descoberta da fraude, a produção científica pode ser induzida ao erro".
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VALOR ECONÔMICO

21 de maio de 2012

 
CAPACIDADE OCIOSA - INVESTIMENTO
Capacidade ociosa cresce e inibe investimento na indústria
Por Tainara Machado | De São Paulo

A redução do nível de atividade da indústria de transformação em ritmo quase ininterrupto desde abril do ano passado contribuiu para diminuir os níveis de utilização da capacidade instalada em diversos setores da indústria no período, principalmente aqueles ligados à produção de bens de capital e de itens duráveis. Para economistas, a lenta recuperação da indústria deve demorar a pressionar o uso de capacidade e a consequência provável será um retardamento ainda mais pronunciado da retomada dos investimentos, já bastante deprimidos.
Em março, o nível de utilização da capacidade instalada aferido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou relativamente estável em relação ao mesmo mês do ano passado, com queda de 0,5 ponto, para 83,8%. A produção da indústria de transformação, na mesma comparação, caiu 2,3%.
Em abril, dado mais recente disponibilizado pela FGV, o uso da capacidade passou para 83,9%, ainda 0,5 ponto abaixo do nível observado no mesmo mês do ano anterior. Dos 14 setores pesquisados, seis chegaram a abril com utilização da capacidade inferior ao observado no mesmo mês do ano passado. Outros três segmentos observaram ociosidade estável no período, enquanto em cinco segmentos houve aumento do uso da capacidade.
Os ramos em queda representam pouco menos de 50% do faturamento bruto da indústria de transformação, de acordo com a última Pesquisa Industrial Anual, de 2009. São segmentos relevantes, como metalúrgico, mecânico, material de transporte (que inclui toda a cadeia automobilística), têxtil, de produção de alimentos e matérias plásticas. Desse conjunto, todos estão no mínimo quatro pontos percentuais distantes do pico observado no período recente, enquanto a produção está entre 10% e 30% menor, na mesma comparação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou um quadro semelhante. Os dados mais recentes da entidade, de março, desenharam uma cena de recuperação lenta da indústria, com aumento do faturamento e do nível de emprego. A capacidade instalada, no entanto, ficou em 81,5%, pior nível para um mês de março desde 2006, com exceção de 2009, ano marcado por forte retração da indústria. Dos 19 setores industriais pesquisados, em apenas seis a ociosidade diminuiu na comparação entre março de 2012 e o mesmo mês do ano passado.
Para o professor da Unicamp e consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida, a queda da utilização da capacidade instalada reflete, em parte, a concorrência com o importado - efeito mais evidente em setores como têxtil e de fabricação de matérias plásticas - e também o encerramento de um ciclo de consumo de bens de capital e duráveis, o que pressiona segmentos como a indústria mecânica e de material de transporte. "A economia brasileira inicia o ano com dois problemas: a perda de espaço para o importado, que já foi uma grande questão em 2011, e a insuficiência da demanda efetiva, o que determina a redução da produção em alguns setores, como o de veículos."
Na indústria automobilística, de acordo com a Anfavea, entidade que reúne as montadoras instaladas no país, houve queda de 3,4% das vendas nos primeiros quatro meses em relação a igual período de 2011, o que colaborou para que o estoque de veículos nas fábricas e nas concessionárias alcançasse 43 dias em abril, maior nível desde novembro de 2008.
Para Marcelo de Ávila, economista da CNI, o alto nível de estoques contribui para que as montadoras adiem a retomada da produção, o que resulta em queda do uso da capacidade. "A situação dos estoques é um agravante. A questão é que quando há um problema maior na indústria automotiva, o impacto se dá em toda cadeia, o que dificulta ainda mais a reação da produção industrial", afirma.
"Quando o uso está relativamente baixo, não há estímulos para aumentar investimentos, e é isso que está ocorrendo", diz Ávila. Para ele, a disposição do empresário para investir dificilmente deve responder às condições de crédito mais barato enquanto a produção continuar patinando. "Se uma indústria tem três máquinas paradas, não adianta comprar uma nova apenas para aproveitar a queda dos juros", afirmou.
Em alguns setores em que há queda da produção e manutenção do nível de utilização da capacidade, argumenta Juan Jensen, economista da Tendências Consultoria, o investimento não tem sido suficiente nem mesmo para repor a depreciação das máquinas. O uso da capacidade instalada é a razão entre a produção e a capacidade de produção. Sem investimentos para repor o desgaste físico dos bens de capital, ele pode cair, apesar da atividade mais fraca. É o caso, por exemplo, de material eletrônico e de comunicações, em que a ociosidade diminuiu em março, de acordo com a pesquisa da CNI, apesar da forte queda de 18,4% da produção no período.
O resultado esperado dessa dinâmica é o recuo do investimento no início deste ano. A Tendências projeta queda de 3,1% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses de 2011, feitos os ajustes sazonais. No ano, Jensen projeta crescimento próximo a 5% em relação a 2011, já que há expectativa de que a economia ganhe dinamismo a partir do segundo semestre, mas ressalta que a resposta deve ser mais dos investimentos em construção civil do que em máquinas e equipamentos.
Gomes de Almeida, do Iedi, considera 5% uma projeção "muito otimista", já que a crise externa deve chegar ao Brasil via canal de expectativas e estagnar os investimentos industriais.
Para Aloisio Campelo, coordenador da Sondagem da Indústria da FGV, a utilização da capacidade tende a aumentar no segundo semestre, à medida que a atividade industrial responder aos estímulos já concedidos, como o ciclo de redução da taxa básica de juros e desoneração da folha de pagamentos. Para ele, como não houve acréscimos significativos de capacidade recentemente, qualquer avanço da produção deve elevar também o uso da capacidade.
Gomes de Almeida, do Iedi, concorda. "Se pensarmos na economia daqui a um ou dois trimestres, a demanda deverá estar mais aquecida, em função das medidas do governo", avalia. Ainda assim, diz, há um risco não desprezível de que a recessão na indústria afete o nível de emprego e de renda, que por enquanto têm segurado o consumo de bens não duráveis. "Temos um contexto internacional ruim e um fator que conspira contra, que é o fim de um ciclo de consumo. Mas há aspectos favoráveis, como as medidas de estímulo. É um jogo que ainda está sendo jogado, mas espero um nível de atividade melhor no último trimestre do ano", afirma.

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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
SUDENE - NORDESTE
Egídio Serpa - Sudene: coesão nordestina
Orientação do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, ao novo superintendente da Sudene, o advogado e professor piauiense Luiz Gonzaga Landim: integrar as ações da autarquia às do Dnocs e da Codevasf, com o que se viabilizará a unidade de gestão que o ministério persegue para esta região. Fernando Bezerra conhece por dentro as virtudes e os defeitos de cada um dos braços operadores de sua Pasta. Agora, com seu novo gestor, a Sudene pode retomar o papel de fórum de coesão das lideranças políticas da região, hoje inteiramente dispersas. Essa dispersão, mau fruto de equivocadas políticas, subtraiu da Sudene o poder político que um dia ela teve. "Esqueçamos o passado, olhemos à frente", ensina o ministro.

Na seca e na enchente

Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional, está cuidando das enchentes no Amazonas e da seca no Nordeste. "São os extremos de um País continental", diz
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VALOR ECONÔMICO

21 de maio de 2012

 
PIB
Crédito restrito explica PIB menor, diz Mantega
Por Ribamar Oliveira | De Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está convencido de que o fraco desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano decorreu, em boa parte, de uma restrição do crédito verificada no período. "Uma ação pró-cíclica dos bancos, no sentido de reduzir a disponibilidade de crédito", disse, em entrevista ao Valor.

Segundo ele, essa restrição afetou de forma mais nítida o setor automobilístico, que depende muito do crédito. "De cada dez propostas de financiamento, só duas ou três estavam sendo aprovadas, o que causa uma contração", analisou. Para agravar a situação, os bancos diminuíram o número das prestações dos financiamentos e aumentaram o valor da entrada para a aquisição de veículos. "Isso atrapalhou bastante".

Outro fator que afetou o crescimento neste início de ano foi o agravamento da crise internacional. "Isso acaba afetando as expectativas, embora todos saibam que o Brasil é um dos países mais protegidos da crise."

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) mostrou queda de 0,35% em março na comparação com fevereiro, feito o ajuste sazonal. O IBC-Br é uma tentativa de antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro trimestre, o IBC-Br cresceu 0,15% em relação ao trimestre anterior.

A avaliação do ministro sobre os fatores que contribuíram para o baixo crescimento do primeiro trimestre explica a atuação do governo nas últimas semanas, no sentido de ampliar a oferta do crédito e forçar uma redução dos spreads bancários. Para isso, o governo vem utilizando os bancos públicos, que baratearam o custo de seus financiamentos, o que levou os bancos privados a seguir o mesmo caminho, embora de forma mais lenta e comedida.

Para ajudar a ampliar o crédito, vários economistas defendem que o governo reduza os depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central. Mantega foi cauteloso ao tratar desse assunto, mas não afastou a possibilidade. "O governo está estudando um conjunto de medidas para viabilizar um crédito maior e mais barato para diversos setores", anunciou.

Mantega observou que o setor de material de construção também foi afetado pela redução do crédito. "Ele cresceu em torno de 5%, porém é menos do que vinha ocorrendo", disse, dando a entender que o governo poderá adotar alguma medida direcionada a este segmento. A hipótese de redução da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito também não foi descartada. "Tudo isso faz parte do arsenal que temos. Mas não podemos antecipar medidas que podem afetar o funcionamento dos mercados."

Segundo ele, o governo está preparado para utilizar inclusive recursos fiscais para garantir que o crescimento brasileiro vai continuar. Ele disse que mesmo a queda de R$ 10 bilhões na estimativa de arrecadação da receita administrada pela Receita Federal neste ano, anunciada na semana passada, não reduzirá o espaço fiscal para as medidas. "O que será menor é a receita administrada. Outras receitas estão se expandindo, de forma que uma coisa compensa a outra", explicou. "No primeiro trimestre, nós fizemos um superávit primário muito confortável, superamos a meta para todo o quadrimestre e acumulamos poupança. Temos recursos disponíveis".

Ele assegurou que o governo continuará adotando medida para estimular a economia. "Na próxima semana sairão novas medidas e nós vamos tomando medidas diante das necessidades." A entrevista ao Valor foi dada na sexta-feira.

O Brasil tem as bases para a continuidade do seu crescimento econômico, na avaliação de Mantega. Ele lembrou que o emprego continua aumentando e a massa salarial cresce acima de 5%. "O comércio varejista ampliado cresceu 0,6% em março sobre fevereiro. Se pegarmos o acumulado do ano, o crescimento é de 7,3%", informou.

Mantega relativizou a análise que aponta a inexistência de espaço para sustentar a retomada da economia pela via do crédito, por causa do endividamento das famílias. Embora admita que o endividamento aumentou em relação a 2007 e 2008, ele observou que a demanda no Brasil continua em expansão e apenas foi afetada por uma deficiência de crédito. "Se reduzirmos o custo financeiro, e isso vai ocorrer, e aumentarmos a disponibilidade de crédito, recolocaremos no mercado os consumidores, que podem ter saído por causa da elevação do custo financeiro ou por dificuldade de liberação de novo crédito", analisou.

Para ele, não se pode esperar e não é desejável que o crédito e o consumo cresçam às taxas de 2010, quando o crédito teve uma expansão de 30%. "Claro que, com endividamento maior, não se deve esperar isso. Mas se pode esperar um crescimento do comércio varejista de 7% ou 8%, o que é possível para alimentar um crescimento da economia de 4% ou 4,5%", disse.

Desde o final de abril, as empresas brasileiras não tomam empréstimos no mercado internacional. Nas duas primeiras semanas de maio não houve uma única captação. Porém, o ministro da Fazenda colocou em dúvida se essa paralisação das captações já é um sinal do contágio da crise europeia no Brasil. "Não sabemos se foram as empresas que protelaram a tomada de crédito", disse. "Provavelmente, elas estão pensando duas vezes em recorrer ao crédito externo porque ele ficou mais caro", afirmou. Ele lembrou que a desvalorização do real encareceu o crédito externo e tornou o risco cambial mais elevado. "Mas não dá para dizer que está faltando crédito".

O ministro da Fazenda admitiu que alguma restrição maior ao crédito externo poderá ocorrer com o agravamento da situação, mas ele não acredita que a crise chegue ao ponto de 2008, quando o suprimento para o Brasil foi totalmente cortado. "Se houver agravamento, eu acredito que ele será de menor intensidade e de mais curta duração do que em 2008".

Mesmo se faltar crédito externo, Mantega diz que o governo tem condições de suprir com rapidez o mercado interno. "Se houver problema de recursos externos, nós temos hoje mais reservas internacionais (do que em 2008). Nossa situação cambial é sólida e supriremos a liquidez rapidamente", garantiu. "Se faltar crédito, nós temos os compulsórios, temos crédito interno que poderemos disponibilizar. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] já tem hoje R$ 150 bilhões para liberar em 2012. O Brasil está preparado para enfrentar o agravamento da crise europeia. Temos vários instrumentos que não foram utilizados ainda. Não usamos nem 10% do arsenal que temos".

O fraco desempenho da economia no primeiro semestre afetará o crescimento projetado para este ano, admitiu Mantega. "Para o ano todo, isso ficou mais difícil [crescer 4,5%]. Estamos aspirando algo em torno de 4%", disse. "Mas com certeza o crescimento deste ano será maior do que o de 2011". Para ele, já há indicadores de uma retomada da economia a partir de maio. "Abril não foi bom, mas em maio houve uma aceleração".

Segundo ele, os dados de venda de veículos nas primeiras duas semanas de maio foram bons, assim como os dados do comércio varejista em geral. Além disso, o ministro lembrou que pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a confiança dos empresários aumentou este mês. Mantega chamou a atenção também para o fato de que algumas medidas já adotadas pelo governo, no âmbito do Programa Brasil Maior, ainda não entraram em vigor, como é o caso da desoneração da folha de 15 novos setores, que só começa a partir de julho. Mesmo a redução da taxa de juros realizada pelo BC, lembrou, demora um pouco a ter impacto sobre a economia. "No segundo semestre, nós estaremos crescendo nessa faixa de 4,5% até 5%", disse.
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O POVO

21 de maio de 2012

 
EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS
Mercado e Negócios - MUTIRÃO PARA O EI
Por Neila Fontenele

O Sebrae Ceará inicia hoje um mutirão para ajudar os empreendedores individuais (também conhecidos como EIs) a preencher, gratuitamente, a Declaração Anual do Simples Nacional. O documento é exigido de quem é empreendedor individual e traz as informações sobre o faturamento bruto dos últimos 12 meses. O prazo para o envio do documento termina dia 31 deste mês. A preocupação do Sebrae é com o fato de que muitos empreendedores não sabem preencher o documento ou não têm como usar o computador para cumprir as exigências da Receita Federal.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
ENERGIA EÓLICA
Egídio Serpa - Mercurius rápida
Um recorde na área da energia eólica: a construtora cearense Mercurius fez, em uma semana, na Bahia, para a Renova, 11 bases de torres de aerogeradores. A média brasileira é de 4 bases por semana. Tem mais: o total de parques eólicos que ela já construiu soma 1 GW. Gol!
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
INFLAÇÃO
Curtas - Indústria não vê relevância na inflação
A valorização do dólar pode ajudar os setores industriais mais sensíveis ao câmbio, mas, segundo jargão do mercado, é "inflação na veia". No setor, justifica-se um pouco mais de inflação, desde que a atividade industrial avance.
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O POVO

21 de maio de 2012

 
CONGRESSO DE VESTUÁRIO E CALÇADOS
Vertical - CHAMINÉ SOCIAL
Tudo pronto para o XVIII Congresso Nacional de Vestuário e Calçado, promoção da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI). No Hotel Praia Centro, quinta e sexta-feira, discutindo temas como previdência.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
RIO SÃO FRANCISCO
Ministério da Integração vai apurar obras da Delta no CE
De responsabilidade da Delta e de outras duas construtoras, obras no Município de Mauriti vão ser investigadas

Limoeiro do Norte. O Ministério da Integração e a Controladoria Geral da União (CGU) vão realizar auditoria para investigar as obras da Construtora Delta na Transposição do Rio São Francisco no Ceará. A admissão de que possam existir irregularidades acontece três semanas após o Ministério dos Transportes anunciar investigações nas obras da Delta na BR-222, próximo a Sobral.

A auditoria CGU-Ministério da Integração deverá ser concluída no mês que vem e diz respeito a obras em Mauriti, na região Sul, de responsabilidade da Delta e outras duas empresas consorciadas. As atividades da Delta no Ceará estão sob suspeita desde que se comprovou o envolvimento do dono da empresa, Fernando Cavendish, com o contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de uma série de crimes contra a ordem pública.

Copa do Mundo

Contudo, a Delta informa que as obras (da BR-222 e da interligação de bacias) seguirão normalmente. Mas em Fortaleza, a Construtora foi destituída das obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo.

A auditoria já teve início e acontece nas obras do lote 6 de transposição das águas, em Mauriti. De acordo com o Ministério da Integração, a auditoria se dá para esclarecer a possibilidade de fraudes nas obras, que seguem normalmente.

Seria uma forma de evitar posteriores acusações, uma vez que a empresa Delta, envolvida no Caso Cachoeira, está na berlinda desde as acusações de fraudes em licitações.

Suspeita de fraudes

É um movimento cascata, e em praticamente todos os Estados em que a Delta tem obras existe ou existira auditoria. Mas conforme já noticiado pelo Caderno Regional, deste jornal, há pelo menos quatro anos existem suspeitas de fraudes da Delta em obras no Ceará, de acordo com investigações da Polícia Federal com dados do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesse caso, a suspeita recaiu sobre obras rodoviárias - por isso mesmo, dois anos atrás a então cúpula do Dnit foi presa.

A empresa diz que as obras seguem dentro da normalidade, mas é um normal com tensão, visto que entre janeiro e fevereiro deste ano, ainda que alegando problemas com as chuvas, a Delta demitiu 800 funcionários nas obras de transposição no Ceará. Ficou com 200 trabalhadores.

Prejuízos

Antes disso, os operários já reclamavam no atraso de pagamentos. A demissão reflete em prejuízos até hoje no setor econômico de Mauriti, pequeno Município que antes tinha mais o que comemorar com a contratação em massa de trabalhadores para as obras de construção do canal de concreto.

A Delta afirmou que está realizando uma auditoria própria em suas obras. Além de estar envolvida no Caso Cachoeira, a empresa de Fernando Cavendish (que sai para ser investigado) passou por uma mudança societária. Contratos são revisados, mas a assessoria da empresa disse que os contratos realizados em gestão anterior não serão comentados até concluídas todas as auditorias.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para apurar a relação de servidores e políticos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, já pediu a quebra do sigilo fiscal das filiais da Delta em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás, esta última com representatividade direta nas obras do Ceará.

As obras da Transposição do São Francisco (melhor dizendo, uma interligação de bacia hidrográficas) custará, ao final (previsão para concluir em 2015), R$ 8,2 bilhões ao Ministério da Integração Nacional.

Estados beneficiados

O contrato do lote 6, no Município de Mauriti, é de R$ 265,3 milhões, dos quais R$ 152,9 já foram pagos até março, segundo dados do Ministério da Integração Nacional.

A obra inteira está dividida em 14 lotes. A integração do Rio São Francisco, com quase 700 quilômetros de extensão, deverá beneficiar 12 milhões de pessoas nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O grande objetivo do projeto é garantir segurança hídrica para as populações localizadas na região do Nordeste Setentrional.

Mais informações:

Ministério da Integração Nacional
Esplanada dos Ministérios
Brasília (DF)
Ouvidor Geral 0800.610021
(61) 3114.0121
www.integracao.gov.br

Contrato

265 milhões é o valor do contrato do lote 6 da transposição das águas do São Francisco em Mauriti. Até março passado foram pagos R$ 152,9 milhões.
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DIÁRIO DO NORDESTE

21 de maio de 2012

 
BALANÇO GLOBAL DO CENSO DE 2010
Editorial - O Brasil dos censos
A divulgação do primeiro balanço global do Censo de 2010, feito pelo IBGE, revela um País ainda marcado pelas disparidades regionais. Há avanços significativos na década, convivendo com atrasos inaceitáveis em igual período. Também existem razões para comemorar e, ao mesmo tempo, lamentar o atraso renitente.

Cada vez mais urbanizado, o Brasil conseguiu reduzir a mortalidade infantil, exibindo índice de 15,6 óbitos de menores de um ano de idade para cada grupo de 1.000 nascidos vivos. Esta consequência decorre de três fatores: a melhoria dos serviços de saúde, o aumento da renda e a queda da fecundidade, com menos crianças nascendo.

As comemorações para essas conquistas, no entanto, devem ser adiadas, em face de novos efeitos. O fenômeno é justificado como a transição entre a passagem de causas pós-neonatais, para causas neonatais, características dos países subdesenvolvidos. De todo modo, a mortalidade infantil foi aliviada.

Ainda assim, essas taxas estão bem distantes dos padrões encontrados nos países desenvolvidos, ou até mesmo onde a saúde pública é encarada dentro de outros parâmetros. Em Cuba, o índice de mortalidade é de cinco mortes por cada grupo de 1.000 nascidos vivos. A interrupção da mortalidade depende essencialmente das condições ambientais, notadamente o saneamento básico, e da vacinação infantil em larga escala.

A fecundidade também acompanhou os resultados positivos dos programas públicos adotados. Decorrida a primeira década do século XXI, o número médio de filhos por mulher despencou. Em 2000, alcançava 2,38 filhos por mulher. Depois de dez anos, caiu para 1,9, com redução de 20,1%. No Nordeste, o efeito foi maior: 23,4%.

O Censo traz conclusões interessantes, desfazendo mitos correntes. Um deles: o Bolsa Família não incentiva a natalidade, pois suas taxas registram maior queda exatamente nas regiões que mais recebem os benefícios desse programa. Com isso, a população chegou a um patamar abaixo do nível de reposição, calculado em 2,1, capaz de garantir a substituição das gerações.

A distância entre os rendimentos de homens e mulheres encurtou durante a década. Análises comparativas entre os dois Censos demonstram: o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 1.344,70, com alta de 5,5% no decorrer da década. O incremento para as mulheres foi de 13,5%, o triplo do registrado para os homens, de 4,1%.

O crescimento nos ganhos proporcionou maior aquisição de bens de consumo, presentes com destaque nos lares brasileiros. Os televisores (95,1% das residências) lideram a corrida, vindo em seguida as geladeiras (93,7%), o rádio (81,4%), o telefone (87,9) e a motocicleta (19,4%).

O mercado de trabalho registrou seus maiores avanços. Do contingente de 61,1 milhões de empregados, os profissionais com carteira de trabalho assinada aumentaram sua fatia, somando 39,1 milhões. Os avulsos, aqueles sem carteira assinada, cresceram significativamente, fechando a década em 17,4 milhões. No balanço entre um Censo e outro, a proteção social foi estendida para 71,4 milhões de assalariados.

O valor da renda mensal ainda é baixo, pois 72% dos trabalhadores percebem até dois salários mínimos. A avaliação global de cada década de produção estatística permite identificar os segmentos merecedores de ajustes pontuais, de modo a corrigir as distorções. Na década passada, o Brasil avançou.
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21 de maio de 2012

 
BARRAGEM DO CASTANHÃO
Vertical - Castanhão das tilápias
O Ministério da Pesca e Aquicultura está acertando com o governo estadual, através da secretaria estadual da Pesca, a expansão do parque aquícola da barragem do Castanhão. Tudo com aval da Agência Nacional das Águas (ANA), que está assegurando a autorização. A ordem é elevar de 10 mil toneladas/ano a produção de tilápia para 30 mil toneladas/ano, segundo o superintendente da ANA, Francisco Viana Lopes. Isso quer dizer que o número de grupos que exploram esse tipo de atividade no Castanhão deverá aumentar. Viana deu poucos detalhes da ação, mas garante que tilápia tem sido um dos pontos fortes do aproveitamento dessa barragem. O cearense já consome muita tilápia produzida ali, mas a ideia é, com a expansão da exploração, buscar mercados via exportação.
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