Fortaleza, CE - sexta-feira, 22 de junho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Egídio Serpa - Fiec na China
- Breves - CIN organiza missão empresarial para feira na China
- CIN organiza missão empresarial à China
- O Povo Economia - Compras no Exterior
- Egídio Serpa - Vento e Sol
- Egídio Serpa - Bom - Nas alturas
- O Povo Economia - Manifesto pela refinaria
- FIEC e CIC realizam manifesto pela refinaria do Ceará
- Edisca recebe o apoio do governo e da sociedade
- Jornal O Estado - Empresas do Bem

SESI
- Sesi recruta: Otorrinolaringologista

AGRONEGÓCIO
- R$ 38 milhões em futuros negócios

BANCOS
- Egídio Serpa - A Bahia manda
- Ferraro: modelo de segregação será mantido na fiscalização de operações
- Cid: bancada cearense deve defender presidente do Estado
- ´Faxina´ no BNB vai continuar
- BNB - Ferraro quer ser apenas interino e diz que desafio é a seca
- Deputado José Guimarães - Crise no BNB não irá afetar as votações
- ASSOCIAÇÃO - Funcionários se mobilizam para cobrar investigação
- O Povo Economia - Acordo para ampliação de capital do BNB continua valendo

CNI
- Egídio Serpa - CNI tem pressa
- Curtas - Mercosul atrapalha negociações bilaterais

COMÉRCIO EXTERIOR - BRASIL
- Brasil fecha acordo financeiro com a China

ECONOMIA CEARENSE
- Inflação desacelera meio ponto na Capital

EMPRESAS
- Microinstituições e o ambiente de negócios em Fortaleza

ESPORTE
- Cearense alcança cume do Mckinley

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Servtec vende a Bons Ventos por R$ 1 bilhão

INDÚSTRIA DE CALÇADOS
- Vertical - DANDO PÉ

INFRA-ESTRUTURA
- Negócios - Centro já acelera captação de eventos para o Estado

RESPONSABILIDADE SOCIAL
- Preto no Branco - Coisas do Ceará

SINDICATO
- "Food service" chega às panificadoras do Interior

TRABALHO
- Egídio Serpa - Marcosa treina
- Criação de empregos no Ceará tem pior maio desde 2003
- Desemprego cai, e renda fica 5% maior no País


DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA
Egídio Serpa - Fiec na China
Estão abertas as inscrições para a Missão Empresarial da Fiec à Cantor Fair, em Guangzhou, na China. Por pessoa, a viagem custará US$ 6.160 (para quarto duplo). Haverá escala em Dubai e Xangai. A viagem será em outubro.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA
Breves - CIN organiza missão empresarial para feira na China
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN) e com os sindicatos industriais, está organizando missão empresarial para a participação na Cantor Fait, na cidade de Guangz, na China. A feira terá uma variedade de setores.
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ANTÔNIO VIANA ON LINE

22 de junho de 2012

 
MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA
CIN organiza missão empresarial à China
O valor do investimento por pessoa é de US$ 6.160 para quarto duplo (duas camas) e de US$ 7.425 para quarto individual.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), em parceria com sindicatos industriais, organiza missão empresarial cearense à China para participação na Cantor Fair, na cidade de Guangzhou. Os empresários podem integrar a missão em dois momentos: na primeira fase da feira, de 8 a 20 de outubro, e na segunda fase, de 28 de outubro a 9 de novembro.

A viagem oferece serviços de parte aérea com a Emirates Airlines, classe econômica, com saída de Fortaleza; hospedagem com café da manhã em Dubai, Xangai e Guangzhou; traslados aeroporto/hotel/aeroporto; dois dias de ônibus e intérprete à disposição em Xangai; city tour em Dubai; traslado para a Canton Fair nos dias 15, 16, 17 e 18; ticket aéreo para os trechos Xangai - Guangzhou em classe econômica; visto para China (duas entradas) em prazo normal; e visto para os Emirados Árabes Unidos (uma entrada) em prazo normal.

O valor do investimento por pessoa é de US$ 6.160 para quarto duplo (duas camas) e de US$ 7.425 para quarto individual. Não estão inclusos serviços de taxa de embarque (US$ 97,20); documentação (emissão de passaporte); extras de caráter pessoal como alimentação, telefonemas, lavanderia e gorjetas para guias, motoristas e carregadores nos hotéis. As inscrições vão até 20 de junho de 2012.

A feira contará com os setores de eletrônicos e eletrodomésticos, equipamentos de iluminação, veículos e peças de reposição, máquinas, ferragens e ferramentas, materiais de construção, produtos químicos e pavilhão internacional. O público-alvo são empresas interessadas em importar, exportar, estabelecer parcerias e atualizar-se nos novos lançamentos.

Mais informações e inscrições: CIN/CE - (85) 3421.5421 ou pelo e-mail cin@sfiec.org.br
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O POVO

22 de junho de 2012

 
MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA
O Povo Economia - Compras no Exterior
Coluna da Neila Fontenele

Os empresários cearenses estão indo mais uma vez às compras. Mesmo com todas as reclamações contra a concorrência chinesa, mais um grupo se organiza para participar da feira de Cantão. A coordenadora de comércio exterior do Centro Internacional de Negócios da Fiec, Veridiana Soárez, diz que o grupo ainda não está fechado, mas que o grande interesse das companhias locais é por máquinas e equipamentos.

A executiva destaca que a China é também uma grande parceira comercial, com máquinas e equipamentos com preços até 50% mais baixos que os nacionais. Falta apenas os empresários locais entenderem que as feiras internacionais também são ótimos locais para a exposição dos seus produtos.

As empresas que não conseguem se adaptar a essa nova realidade de mercado globalizado encerram suas atividades. No Ceará, algumas companhias do setor têxtil estão fechando; outras, migrando para Santa Cartarina e Minas Gerais, onde já existe um polo forte de malharia.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
ENERGIA EÓLICA E SOLAR
Egídio Serpa - Vento e Sol
Jurandir Picanço, que foi presidente da Coelce, falou ontem na Fiec para micro e pequenos empresários sobre as novas oportunidades de negócios na área da energia elétrica. Principalmente na geração de energia eólica e solar. Sobram vento e sol.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
ROSIER ALEXANDRE
Egídio Serpa - Bom - Nas alturas
Patrocinado pela Fiec e pela Esmaltec, o montanhista cearense Rosier Alexandre chegou ao cume do Mckinley, o monte mais gelado da Europa. Subirá ainda o Vison e o Everest.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
REFINARIA
O Povo Economia - Manifesto pela refinaria
Coluna da Neila Fontenele

O Centro Industrial do Ceará (CIC) está puxando um movimento pelo desentrave dos processos para a viabilização da refinaria do Ceará. No próximo dia 25, às 18 horas, será feito um manifesto na Federação das Indústrias, que contará com a presença dos deputados Danilo Forte (foto) e Antônio Balhmann (PSB-CE).

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INVEST NE

22 de junho de 2012

 
MANIFESTO PELA REFINARIA
FIEC e CIC realizam manifesto pela refinaria do Ceará
Obras, que estavam previstas para em 2013, tem projeto excluído do plano de negócios da Petrobras para 2012-2016

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Centro Industrial do Ceará (CIC) realizam manifesto em prol da refinaria do estado. O debate, que conta com apoio do deputado federal Danilo Forte (PMDB/CE) e participação do deputado federal Antônio Balhmann (PSB/CE), ocorre na segunda-feira (25/6), às 18h, no Auditório Luiz Esteves Neto, no 5ª andar da Casa da Indústria, sede do Sistema FIEC.

As obras da Refinaria Premium II estavam previstas para começar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) em 2013. Mas, segundo informações veiculadas no último sábado (16/6) pelo jornal Estado de S. Paulo, o projeto da refinaria estaria excluído do plano de negócios da Petrobras para o quadriênio 2012-2016.

O gerente de Estruturação do Negócio da Refinaria Premium II, Raimundo Lutif, esteve em reunião do Pacto pelo Pecém realizada na FIEC na última segunda-feira (18/6), quando afirmou que a refinaria segue nos planos da Petrobras, mas que a estatal ainda aguarda a liberação do terreno, envolto em questões indígenas. A Petrobras divulga o detalhamento do plano de negócios 2012-2016 na segunda-feira.

No mesmo evento, o secretário-executivo do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia Legislativa, Eudoro Santana, mostrou tranquilidade diante da possibilidade de adiamento do projeto da refinaria. "A mudança de planos da Petrobras tem de passar pelo conselho da empresa e isso ainda não chegou lá. Se chegar, o Ceará vai lutar politicamente. O governador Cid Gomes garantiu à Petrobras que o Ceará tem condições de receber a refinaria", afirmou Santana aos empresários presentes.

Para o presidente da FIEC, Roberto Proença de Macêdo, adiar a vinda da refinaria trará um grande prejuízo para o setor industrial cearense e para os trabalhadores que já estão sendo capacitados à espera do início das operações do empreendimento. "Estamos tendo reuniões com a Petrobras, acompanhando a preparação de mão de obra, e agora vem uma notícia dessas", lamentou em entrevista publicada no jornal O Povo. Roberto Macêdo disse ainda que espera que a situação seja resolvida a partir de pressão política. "Esperamos que existam condições de fazer pressão para que isso não aconteça."

A presidente do CIC, Nicolle Barbosa, afirmou, por meio do twitter, que abraça a causa do manifesto pela refinaria do Ceará. Para a empresária, a iniciativa deve unir o setor produtivo cearense. O articulador do encontro da próxima segunda-feira foi o deputado Danilo Forte. Em pronunciamento realizado ontem no plenário da Câmara dos Deputados, ele reafirmou a necessidade de luta política do estado a favor da refinaria. "Este é um momento de união de forças e de mobilização para que o nosso estado não seja, mais uma vez, prejudicado."
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
EDISCA
Edisca recebe o apoio do governo e da sociedade
Por: Karla Camila

Devido a déficit de R$ 886,5 mil, a instituição teve de demitir funcionários e dispensar alunos

Menos de uma semana depois de o Diário do Nordeste publicar matéria sobre a crise financeira da Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca), que teve de enviar alunos de volta para casa e demitir oito funcionários, a bailarina Dora Andrade, idealizadora da instituição, conseguiu o apoio do Governo do Estado, Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e de dezenas de voluntários da sociedade civil.

Ensinar arte, dança e, com isso, dar uma oportunidade para crianças e jovens de baixa renda. Esse é o objetivo da Edisca que, há 20 anos, oferece esse serviço. No entanto, com um déficit de quase R$ 886,5 mil em 2011, a Organização Não-Governamental (ONG) precisou cortar custos. As aulas passaram a acabar mais cedo e foram suspensas às sextas-feiras. Oito funcionários foram dispensados e 60 alunos, de um total de 380 crianças e adolescentes, foram desligados.

Depois de divulgada essa realidade, Dora Andrade foi surpreendida pela ajuda do Governo do Estado que, segundo ela, abriu três frentes de apoio, uma através de um investimento de R$ 200 mil da Cagece, outra do Fundo Estadual de Cultura no valor de R$400 mil, o qual já está em trâmite e, a última, por meio da compra de alguns espetáculos da Edisca.

Além disso, conforme a diretora da instituição, ela esteve reunida com empresários da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e Câmara de Dirigentes Lojistas do Ceará (CDL) que se prontificaram em ajudar. Ela destacou também a importância da sociedade civil neste processo. "Estou recebendo ajuda de voluntários em todas as áreas, temos jornalistas divulgando a causa, publicitários que desenvolveram campanha e um consultor que está elaborando um projeto de sustentabilidade para a ONG", destaca.

Apesar da ajuda, Dora Andrade confessa ter medo do futuro, pois a instituição não conta com investimentos fixos a longo prazo. "Meu sonho era estabelecer parcerias de, pelo menos, três anos, pois gastamos muito tempo procurando e tentando captar de recursos. Um tempo que podíamos estar gastando pensando em projetos, capacitações para a instituição", ressalta.

Espetáculos

A partir deste mês, o Projeto Dança & Atitude, da Edisca, receberá uma contribuição mensal da Cagece. Segundo o órgão, o valor de R$200 mil será parcelado em oito vezes. O objetivo do programa é propiciar a 230 crianças e adolescentes participantes a oportunidade de conhecer os processos de criação, montagem e apresentação de um espetáculo artístico.

O Projeto Dança & Atitude terá a duração de um ano e resultará em uma temporada de oito apresentações no Theatro José de Alencar, entre os dias 15 e 19 de maio de 2013. Todos os processos criativos e produtivos da obra serão protagonizados pelos educandos da Edisca.

Desde 1991, a Edisca trabalha com a formação social de crianças e adolescentes. A- escola ensina balé clássico a meninas e meninos de áreas carentes da periferia da Capital.

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O ESTADO

22 de junho de 2012

 
SESI - EMPRESAS DO BEM
Jornal O Estado - Empresas do Bem
Jornal O Estado - Empresas do Bem

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Otorrinolaringologista
Sesi recruta: Otorrinolaringologista

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
PECNORDESTE
R$ 38 milhões em futuros negócios
Mesmo no crítico período de estiagem, organizadores avaliaram o evento de forma positiva, com exposição de animais de alta linhagem

Mesmo sem um grande volume de negócios, a PECNordeste encerrou sua 16ª edição com grande prospecção e uma expectativa de R$ 38 milhões para futuros negócios. De acordo com o Sistema Faec/Senar e Sebrae-CE, a retração do produtor e a falta de condições financeiras decorrente de da seca registrada nos últimos meses atrapalhou as transações entre os produtores.

Cerca de quatro mil produtores rurais em 80 caravanas e estudantes de escolas técnicas federais e profissionalizantes marcaram presença no evento, que teve mais de quatro mil inscritos nos cursos de capacitação.

Durante todos os dias de evento foram desenvolvidas 150 atividades, 81 palestras setoriais, duas palestras globais, 15 mesas redondas, dois painéis, 14 oficinas e 11 minicursos.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Flávio Saboya Neto, no próximo ano, o evento terá um segmento específico para orientar aos produtores sobre a convivência com problemas causados pela seca.

R$ 25 mil em prêmios

A novidade da PEC Nordeste deste ano foi o Concurso Leiteiro, que aconteceu ontem, premiando quatro produtores da espécie bovina e quatro na caprina. No total, foram distribuídos R$ 25 mil em prêmios.

Mais de 30 mil pessoas passaram pela PEC Leite - exposição especializada em leite de gado e de caprinos - que ocupou um espaço de dois mil metros quadrados com desfiles de animais a cada três horas.

Para o coordenador do evento, Paulo Helder, a exposição superou as expectativas da organização do evento, trazendo animais de alta linhagem.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
BNB
Egídio Serpa - A Bahia manda
Por enquanto, Jaques Wagner, governador da Bahia, é o vencedor da batalha que ainda se trava no BNB. Foi ele quem indicou Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, que assumiu a presidência do banco no lugar de Jurandir Santiago, que fora indicado por Cid Gomes e José Guimarães.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
BNB
Ferraro: modelo de segregação será mantido na fiscalização de operações
Paulo Ferraro ficará à frente do Banco do Nordeste durante 30 dias e concentrará foco no microcrédito

Soteropolitano, como todo baiano nascido em Salvador gosta de enfatizar, o administrador de empresas, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, assumiu ontem, interinamente por 30 dias, a presidência do Banco do Nordeste (BNB). Polido e com a retórica de quem conhece a linguagem e a engrenagem política da instituição, Ferraro assume prometendo dar continuidade ao atual modelo administrativo da instituição e seguir a orientação do Planalto, de concentrar o foco dos investimentos no microcrédito e nos financiamentos de projetos de micros, pequenas e médias empresas.

Funcionário de carreira desde 1977, diretor de negócios do BNB, Ferraro acumula agora as duas funções, em meio à chuva de denúncias e investigações de fraudes e desvios de verbas, que já lesaram o banco em pelo menos R$ 67 milhões. Em sua primeira entrevista como presidente interino do BNB, ele evitou falar dos escândalos financeiros, mas disse que nada muda no processo de apuração de fraudes dentro da instituição.

Para minimizar riscos

Questionado sobre o que pretende fazer para minimizar ou eliminar os riscos de fraudes no banco, Ferraro respondeu que "o atual modelo de gestão corporativa de governança do banco vai manter a segregação (divisão) das atribuições de cada diretoria, dos seus colegiados nas várias instâncias". Para ele, esse sistema deixa muito claro o papel e a responsabilidade de cada um no processo de realização de negócios e operações do banco.

"Quem concede o crédito não fiscaliza, quem fiscaliza não desembolsa. Cada um deve fazer o seu trabalho, dentro da sua atribuição e missão, e certamente isso será acompanhado, como sempre foi, e fiscalizado pelos órgãos internos que fazem a auditoria do banco, em situações em que possa ser colocado em risco a governança do banco", explicou o executivo, apesar de reconhecer as fragilidades do atual modelo de gestão.

Sistema que "permitiu" fraudes em pelo menos 24 operações de crédito, envolvendo uma dezena de empresas e o desvio de cerca de R$ 100 milhões; o que resultou no afastamento de 14 funcionários e na demissão de três colaboradores, além da exoneração do chefe de gabinete, e que trouxe à tona a forte interferência política na instituição. Ferraro não revelou os valores financeiros totais dos supostos desvios e sob investigação, nem o número de denúncias e de pessoas investigadas.

Segundo ele, não existe comprometimento de outros funcionários, além dos que já foram detectados pelos órgãos de auditoria interna e externa do banco e que já foram dispensados de suas funções e demitidos.

Competência

"Como presidente, não me cabe a análise dos prejuízos financeiros, mas cuidar da imagem de competência da instituição", declarou Ferraro. "Mas vamos permanecer atentos à preservação do banco, uma empresa onde as pessoas não podem ser superiores à imagem da instituição", avisou o executivo.

Orientação ministerial

De acordo com Ferraro, o único pedido feito pelo Ministério da Fazenda foi para que a diretoria desse continuidade a realização dos negócios do banco, cuidasse da imagem da instituição e buscasse elevar a autoestima do corpo de funcionários. "Por isso é que acumulamos as duas pastas - a diretoria de negócios e a presidência. "Como diretor de negócios, sabemos da responsabilidade que cabe a toda a rede de agências, para que se possa, ao fim do semestre, termos resultados positivos", explicou.

Desafios que ele terá que cumprir nos próximos 30 dias, período em que foi indicado pelo Conselho de Administração do BNB e aceito pelo Ministério da Fazenda, para assumir interina e estatutariamente a presidência.

"Nossa intenção no banco é dar continuidade ao trabalho realizado pelo Jurandir (Santiago), focado no papel do BNB de contribuir com o desenvolvimento econômico e social do Nordeste brasileiro, do Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo", frisou. Outra orientação repassada pelo ministério, apontou, é para o cumprimento das Medidas Provisórios recentemente baixadas pela presidente Dilma Rousseff, no que diz respeito à adoção de medidas que busquem minimizar os efeitos da seca que castiga a região Nordeste.

Convivência com a seca

"Temos que focar agora, e isso eu passo para todo o corpo funcional do banco, nas ações que minimizem o sofrimento das famílias atingidas pela seca no semiárido nordestino", declarou Paulo Ferraro.

Missão

"A nós nos foi dada a missão de cumprir as regulamentações das medidas provisórias do governo Federal, levando acesso ao crédito a essas pessoas, para a convivência, não para o combate a seca, mas para a convivência com ela, por meio de investimentos em infraestrutura, em várias vertentes e concessão de capital de giro e custeio, para elevar a capacidade financeira dessas pessoas e promover o desenvolvimento da região", revelou.

Para tanto, ele disse que o banco conta com recursos do FNE, para o atendimento de micros e pequenos produtores rurais, por meio do Pronaf, do Crediamigo e Agroamigo e de ações de apoio ao empreendedorismo regional. "O importante é que o banco tenha a capacidade de tornar o crédito multiplicador das estruturas necessárias para acompanhar o desenvolvimento da região", defendeu .

Ele lembrou ainda, do programa de Desenvolvimento Produtivo (Prodepro), em negociação com o BID. Estimado em R$ 1,2 bilhão, o Prodepro não ataca diretamente a seca, mas pode gerar medidas, dinamizar novos fatores de desenvolvimento para mitigar futuras estiagens. Segundo ele, na próxima semana, representantes do BID e dos governos estaduais do Nordeste estarão reunidos para definir os projetos prioritários nas áreas de educação saúde, infraestrutura para projetos incompletos e para geração de emprego e renda.

Disputas

Um dos fatores que estimulam a rede de intrigas e as interferências políticas na instituição diz respeito à alteração no modelo de aplicação dos recursos do banco, que deixaram de priorizar os grandes investimentos, para focar nas micro, pequenas e médias empresas. "O que houve foi a migração de 35% para 20% dos recursos do FNE para as grandes empresas", minimizou Ferraro, para quem não há motivos para que haja algum tipo de adversidade, porque, segundo ele, "o banco foi criado para corrigir as desigualdades na região".

Conforme explicou, o foco preferencialmente do BNB é o de atender às pequenas empresas, pulverizar os recursos. No entanto, ressalta, médios e grandes projetos, que forem estruturadores e alavancadores de novos negócios e que sejam considerados fundamentais na distribuição do desenvolvimento regional, principalmente dos municípios com baixa ou estagnada economia, como é definido pelo IDH, também serão contemplados com os recursos do banco.

Resultados esperados

Nessa linha, acrescenta Ferraro, é que o banco deve fechar o semestre com aplicações da ordem de R$ 9 bilhões, sendo R$ 4 bilhões do FNE, e o restante, resultado dos retornos e lucros gerados pelos investimentos realizados pelo BNB.

De acordo com ele, até o fim de 2012, a projeção é de cerca de R$ 24 bilhões aplicados na região, em vários setores da economia. Desse montante, o executivo conta com repasse de mais R$ 1,5 bilhão do BNDES, para atender a projetos, já em carteira, da ordem de R$ 1,2 bilhão. Os recursos devem ser distribuídos em 35% para crédito rural, 30% para o setor industrial, 20% para comércio e serviços e os 15% restantes, em infraestrutura como base complementar aos projetos de fomento. Este ano, R$ 500 milhões já foram liberados pelo BNDES para o BNB, mas para cobrir investimentos nas arenas esportivas da Bahia, sua terra natal, e de Pernambuco.

Política

Diante de informações de que as diretorias do banco vêm sendo loteadas por indicações político-partidárias, Ferraro respondeu que "não escondo minha proximidade com o governador da Bahia (Jaques Wagner)", mas ressaltou que é funcionário de carreira do BNB desde os 15 anos de idade, e que dos 35 anos de vida profissional, passou 14 anos no Norte de Minas Gerais, dois anos no Maranhão e cinco anos na superintendência da Bahia, Minas e Espírito Santo. Ele reconheceu que as diretorias são indicadas politicamente, mas disse que em nível da gestão, abaixo da diretoria, a indicação é por "meritocracia", e que "todas as vagas de superintendente, até as vagas de gerentes das agências são por concorrência e mérito profissional", o que para ele, demonstra a decisão da administração do banco de eliminar a possibilidade de qualquer interferência política nos cargos do Banco do Nordeste.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
BNB
Cid: bancada cearense deve defender presidente do Estado
Sem citar nomes e afirmando que não indicará ninguém, Cid disse ser importante um presidente do Ceará

Nos bastidores, especula-se quem será o novo presidente do Banco do Nordeste. A definição poderá sair, na próxima segunda-feira, após reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega Foto: Fabiane de Paula

Um dia após a renúncia do presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jurandir Santiago, o governador Cid Gomes afirmou, ontem, que a bancada cearense no Congresso deverá se esforçar para que seja nomeado um cearense para o comando da instituição, que conta, hoje, com o diretor de Negócios da instituição, Paulo Ferraro, como presidente interino. "Eu acho importante a bancada defender (que um cearense seja presidente). É importante que essa posição tenha à frente um cearense e eu me coloco à disposição para fazer esse trabalho de articulação", afirmou Cid, em encontro de seu partido, PSB.

Articulação

O governador ressaltou que não indicará, pessoalmente, nenhum nome para o cargo, mas que poderá articular com a bancada federal cearense a escolha do presidente. Ele comentou que, antes da nomeação de Jurandir Santiago, articulou, com os parlamentares do Estado, um consenso sobre os nomes a serem indicados.

"Me coloquei à disposição da bancada para ajudar a coordenar, a articular. Parecia uma coisa utópica, mas nós conseguimos", relatou. "Foi apresentado uma lista das posições no Ceará, chancelada por todos os nossos representantes", acrescentou.

Renúncia

Cid Gomes também comentou a renúncia de Jurandir Vieira Santiago, destacando que o ex-presidente foi escolhido para assumir a presidência do BNB - entre outros cargos - através de critérios técnicos.

O governador não fez críticas a Jurandir e ressaltou que o ex-presidente, suspeito de ter participado do escândalo dos kits sanitários no município de Ipu, não teve nenhuma culpa comprovada. "Eu acho que, como regra, todo mundo tem a presunção da inocência. Eu realmente acredito que as pessoas têm direito à defesa", comentou.

Especulações

Enquanto não há uma definição sobre o novo presidente - decisão que deverá ser anunciada após reunião, na próxima segunda-feira, entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega -, alguns nomes têm sido especulados, embora a maior parte dos parlamentares, gestores e pessoas diretamente envolvidas com a instituição optem por não apontar prováveis nomeados e por reforçar o discurso de que é preciso esforçar-se evitar o enfraquecimento da instituição.

Nos bastidores, porém, possíveis indicados têm sido mencionados. Um dos cenários que podem se concretizar aponta para a escolha de Fernando Passos, hoje diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco.

Passos compõe a direção do BNB desde outubro de 2011. Advogado, tem MBA em direito empresarial e econômico e em finanças corporativas e mercado de capitais. Ele Ingressou na instituição em 2001, como trainee, tendo assumido várias funções. Antes de ser diretor, era superintendente da área financeira e de mercado de capitais.

Fortalecimento

Ontem, em entrevista, Fernando Passos afirmou que o BNB não passa por um momento de crise, mas sim de fortalecimento de sua imagem. Ele destacou que instituições como o Ministério Público Federal, a Controladoria Geral da União e a Polícia Federal têm atuado como parceiras do banco no processo de investigação de denúncias.

Manutenção do interino

Existe também, segundo uma fonte que tem acompanhado o processo e preferiu não se identificar, a possibilidade de o presidente interino do banco, o soteropolitano Paulo Ferraro, ser escolhido como presidente definitivo, por conta do apoio que tem por parte do governador da Bahia, Jacques Wagner (PT). Também é especulada, nos bastidores, a possibilidade de nomeação de um técnico que hoje atua no Banco do Brasil.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
BNB
´Faxina´ no BNB vai continuar
Antes de definir o nome do próximo presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), mais membros de cúpula da instituição deverão ser afastados. A informação foi obtida, com exclusividade, ontem, pelo Diário do Nordeste, com uma fonte ligada à bancada cearense, em Brasília. "Tem mais diretores na lista que, seguramente, sairão do BNB. Eles estão sendo investigados", reforçou a fonte.

De acordo com as informações obtidas pelo jornal, o próximo nome sondado pela bancada cearense para ocupar a vaga, hoje preenchida de forma interina pelo baiano Paulo Ferraro, seria o do diretor da Área Financeira e de Mercado de Capitais do Banco do Nordeste, Fernando Passos. "A ideia é que outro cearense assuma a direção do banco. Outro nome que está sendo avaliado é o do funcionário de carreira do Banco do Brasil, Ricardo Martins. Uma terceira opção seria o secretário Geral do PMDB, João Melo, que, inclusive, já presidiu o BNB entre 1992 e 1995. "São todos nomes técnicos e de total apoio não só da bancada cearense, mas também de toda a bancada nordestina. O principal critério de escolha será esse", confirmou o entrevistado.

Presidência em 2º plano

Ainda de acordo com a fonte, a decisão pelo substituto definitivo de Jurandir Santiago não sairá sem antes haver a "faxina" que está prevista para acontecer nos principais cargos da instituição. "Não é o momento de pensarmos na substituição (de Jurandir Santiago) agora. Temos que preservar a imagem do banco, que é um importante instrumento desenvolvimento para o Nordeste. Só depois das mudanças que ainda serão feitas será escolhido o novo presidente", afirmou ao jornal.

A fonte descartou, ainda, a possibilidade de o presidente interino, Paulo Sérgio Ferraro, emplacar como presidente do BNB de forma definitiva após o período temporário que se manterá à frente do banco. "Essa possibilidade não existe. O desejo de todos do Ceará e, também dos representantes do restante do Nordeste em Brasília é de que o substituto seja um nome cearense".
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O POVO

22 de junho de 2012

 
BNB
BNB - Ferraro quer ser apenas interino e diz que desafio é a seca
Paulo Sérgio Ferraro afirma que não pretende seguir na presidência do Banco do Nordeste. Admite ter sido indicado pelo petista Jacques Wagner para diretoria do BNB e que instituição nunca esteve tão bem em 60 anos

A pretensão do baiano Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, de 51 anos, é de seguir apenas como interino na presidência do Banco do Nordeste. Isso pode ser descrito por sua revelação ao final da entrevista dada ontem ao O POVO. Até aquela hora, fim da tarde, Ferraro nem sequer havia sentado na cadeira principal da sala. Optou por despachar somente na mesa de reunião.

Na agenda, chegou a realizar ontem uma reunião de planejamento com os demais diretores, decidiu sobre o processo seletivo interno para escolher um novo superintendente no Maranhão e atendeu jornalistas ali mesmo. A cadeira de presidente permaneceu intocada desde a renúncia de Jurandir Santiago do cargo, no tão conturbado dia anterior de quedas e tensões dentro do banco. “Só pretendo ser interino mesmo”, reforçou Ferraro. O novo presidente do BNB tem 35 anos de carreira na instituição e desde 2007 é diretor de negócios. Já tem tempo para se aposentar e pretende fazer isso em breve. “Quero ver a Copa (de 2014)”.

Admitiu ter chegado ao posto de diretor por indicação do governador da Bahia, o petista Jacques Wagner. “Temos um grande desafio este ano que é a seca no Nordeste. São 40 anos sem uma seca desse porte”. Em números e resultados, Ferraro diz que o banco nunca esteve tão bem em 60 anos de existência.

Sobre a saída de dois diretores (Isidro Moraes de Siqueira e Sydrião Alencar), afastados simultaneamente pelo Conselho Administrativo junto à renúncia de Jurandir Santiago, ressalta que ambos nem são citados nas apurações internas de denúncias de empréstimos irregulares. “Foi uma decisão estratégica do governo federal”. Ferraro contou ter recebido às 12h30min de quarta-feira a ligação do presidente do Conselho de Administração do banco, Dyogo Henrique de Oliveira, avisando-lhe da nomeação. Ninguém do Ministério da Fazenda o procurou até agora. Quando recebeu a notícia de que assumiria o BNB, mesmo experiente na casa, revelou ter “tremido”. A seguir, os principais trechos da entrevista, concedida em seu novo gabinete no Centro Administrativo do Passaré.

O POVO - O que o senhor pretende fazer como presidente?
Ferraro - Eu vou começar dizendo da nossa interinidade, que ela cumpre uma determinação estatuária da empresa. O Conselho de Administração, em função do pedido da renúncia do presidente Jurandir (Santiago), tem a necessidade de botar um dos diretores interinos até a definição do presidente da instituição. Até 30 dias, estatutariamente, é uma decisão disso. Depois, o Ministério da Fazenda pode prorrogar esse período até a definição. Pode acumular.

O POVO - Qual foi sua reação ao receber o convite para assumir a presidência?
Ferraro - Minha primeira reação foi de surpresa, natural, como qualquer ser humano, de ansiedade. Mas o que a gente vai buscar aqui é o equilíbrio, para tomar as atitudes que tiver que se tomar com lisura, primeiramente, levando em consideração que estamos tratando com uma instituição que é acima das pessoas. Nosso objetivo é preservar a instituição em qualquer cenário que venha a ser colocado à disposição da presidência do banco.

O POVO - Qual é hoje a sua missão nessa interinidade, diante do afastamento de um presidente titular e do afastamento de dois diretores?
Ferraro - Na realidade, o pedido de renúncia do presidente foi por decisão pessoal, para preservar a instituição em assuntos que não se referem ao banco. Não vinculo a saída dos dois diretores a nenhuma questão anterior. É uma decisão estratégica do Governo Federal, que pode ser feita a qualquer momento na instituição.

OP - Embora haja citações de indícios deles ligados a supostas irregularidades?
Ferraro - Desconheço. O comitê de auditoria do banco, que não é ligado à direção do banco, é ligado ao comitê de auditoria, está apurando os fatos e, até o momento, nenhum dos diretores está nem citado nos processos.

OP - O que o senhor tem a dizer sobre o papel do banco para a Região e para o ambiente bancário do País, para o momento de seca da Região?
Ferraro - Eu posso dizer com firmeza que o banco não esteve tão bem (como agora) na sua história de 60 anos, até porque eu faço parte dela há 35 anos. Isso não é dito da boca pra fora, são todos os ratings que avaliam o desempenho da liquidez do banco. O instrumento maior que nos rege, que é o Fundo Constitucional (FNE), vem crescendo nesses últimos anos. Chegamos a R$ 1 bilhão em 2003 para R$ 11 bilhões em 2011. Isso representa dez vezes mais. O que é mais importante, o FNE vem de uma origem por lei, representa anualmente R$ 4,6 bilhões. Como é que se aplica R$ 11 bilhões recebendo R$ 4,6 bilhões? É exatamente porque o fundo cumpre seu verdadeiro papel, que é retroalimentado por sua própria liquidez. Ou seja, nós recebemos do que vence do FNE todo ano, que retroalimenta o fundo, e isso aumenta em R$ 6 bilhões por ano a aplicação. O que mostra que esses recursos estão vindo sólidos, eles estão sendo pagos e retornando para novos negócios. Isso faz a diferença a ponto de que o Nordeste está crescendo acima da
média do Brasil O fundo já não é suficiente para atender a demanda do desenvolvimento do Nordeste.

OP - O senhor foi uma indicação do governador da Bahia, Jaques Wagner?
Ferraro - Eu tenho uma proximidade com o governador. Fui uma indicação, como foi natural de todos. Mas, no momento, como presidente em exercício, como volto a repetir, foi o Conselho de Administração, foi uma decisão estatutária.

OP - Sua proximidade é apenas pessoal?
Ferraro - Só da indicação, mas nada de pleitos, de pedidos.

O POVO - As influências políticas atrapalham, já que a imagem do banco passa essa situação?
Ferraro - Não enxergo assim. Pelo menos, na minha vivência do dia a dia, como diretor da instituição, não vejo nenhum tipo de influência nas nossas decisões das ações do banco.

OP - Mas o banco é disputado. O senhor é indicação política, o anterior era, o seguinte ou o senhor será. Isso é uma realidade.
Ferraro - O banco é o 8º maior ativo bancário do Brasil. Ou seja, é um banco com capital para desenvolver a Região e por ser um banco múltiplo, com capital majoritário do Governo Federal, ele realmente é disputado, mas não a ponto de influência no processo de crédito dos negócios da instituição. A disputa é até se nomear, depois passa a ser uma rotina de técnico da instituição produzindo o seu trabalho no dia a dia.

OP - A seca está atrapalhando hoje a recuperação de dívidas?
Ferraro - O banco hoje tem um ativo quantitativo de mais de 70% com projetos até R$ 100 mil. Ou seja, mostra a pulverização do crédito quantitativamente em pequenos produtos, em pequenos empresários. As medidas tomadas para corrigir o endividamento vem por consequência também com a possibilidade de novos créditos para que esses produtores rurais continuem sendo mantidos nas suas regiões. Isso é um programa social de alta relevância, porque são 40 anos que não tem uma seca desse porte na Região. Nós temos que trabalhar investimentos de convívio com a seca.

OP - A situação pela qual o banco passa o desgasta internamente, administrativamente? Qual a capacidade do Banco de gerar resultados hoje?
Ferraro - Os resultados a gente persegue, perseguiu e vai continuar perseguindo sempre de crescimento. Nós crescemos nesses primeiros cinco meses, em relação ao mesmo período do ano passado, 30% em quantidade de operação. Em valor absoluto, a gente está com defasagem, mas, até 30 de junho, a gente se mantém no mesmo patamar de aplicação do mesmo período do ano passado.

OP - O Banco do Nordeste completa 60 anos agora, num contexto diferente. Qual o banco que o Nordeste precisa hoje?
Ferraro - Fomentar o desenvolvimento regional, diminuir a desigualdade no Nordeste em relação ao Brasil. Temos que ser um banco também complementar ao desenvolvimento do banco comercial para que os resultados desses negócios não saiam do Nordeste.

OP - Qual é a sua relação com o governador Cid Gomes?
Ferraro - Conheço, é um relacionamento só de eventos que eu participei, representando o banco em algumas ocasiões. Conheço não a ponto de ter um relacionamento pessoal.

OP - O que o senhor vê de demanda para o Ceará hoje?
Ferraro - O Ceará tem a siderurgia, tem indústria, tem a questão portuária. Lógico que o nosso foco é esse. A partir da decisão estratégica dos estados em que a iniciativa privada se sinta a vontade, o banco será um agente fomentador.

OP - O Governo Federal tem dado a atenção devida ao BNB?
Ferraro - Do meu ponto de vista, nós estamos sendo muito bem servidos e atendidos pelo Ministério da Fazenda.

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

Por regra estatutária do BNB, Paulo Sérgio Ferraro deverá ficar no cargo de presidente interino por até 30 dias. Ou mais, se o Ministério da Fazenda assim decidir. A presidente Dilma Rousseff teria marcado para a próxima semana uma reunião para decidir os rumos do banco.

Multimídia

A crise no Banco do Nordeste (BNB) foi o Tema do Dia na cobertura de ontem dos veículos do Grupo de Comunicação O POVO. Confira:

Para ver - A TV O POVO trouxe uma matéria sobre a greve dos motoristas e cobradores de ônibus no O POVO Notícias. Veja o vídeo na página da TV O POVO no Youtube. www.youtube.com/user/tvopovo

Para escutar – Na rádio O POVO/CBN (AM 1010), o repórter Andreh Jonathas, que participa da cobertura sobre a crise no BNB, comentou sobre as investigações em andamento no Revista O POVO/CBN. http://bit.ly/MHi4Iz

Para ler e opinar – Acompanhe a repercussão entre os internautas na página do O POVO Online no facebook (http://on.fb.me/LmiapI) e no portal O POVO Online (www.opovo.com.br/economia)

Saiba mais

Cotados para a presidência do BNB

Eduardo Martins – Cearense, funcionário do Banco do Brasil, apadrinhado de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Foi demitido em abril do cargo de diretor comercial da seguradora BB-Mapfre.

Fernando Passos – 29 anos, diretor Financeiro e de Mercado de Capitais. Tem o apoio de Renan Calheiros e de Michel Temer (PMDB)

João Melo – Secretário geral do PMDB-CE. Técnico de carreira, presidiu o banco de 1992 a 1995. Nome de Eunício Oliveira.

Paulo Sérgio Ferraro – Diretor de Negócios desde 2007 e agora presidente interino. Baiano, ingressou no banco em 1977. Apadrinhado de Jaques Wagner (PT-BA). Nega que queira ficar no cargo.

Pedro Brito - Ex-ministro da Integração Nacional e dos Portos, já foi presidente do BEC e superintendente financeiro do BNB. O POVO apurou que ele tem reunião no Planalto nos próximos dias. Já foi aliado dos Ferreira Gomes, mas não é mais.

Luiz Carlos Everton de Farias - Diretor de Recursos de Terceiros, nome defendido pelo PT do Piauí.
TOPO

O POVO

22 de junho de 2012

 
BNB - MPS 564 E 565
Deputado José Guimarães - Crise no BNB não irá afetar as votações
As MPs 564 e 565, que elevam o capital do banco e renegociam dívidas dos produtores, estão para ser votadas

A crise envolvendo a direção do Banco do Nordeste (BNB) não deverá afetar as votações das Medidas Provisórias 564 (sobre a capitalização do banco) e 565 (renegociação da dívida dos produtores rurais). Quem afirma é o vice-líder do Governo na Câmara Federal, José Guimarães (PT-CE). O deputado diz que as MPs deverão ser votadas até 15 de julho. “A bancada nordestina está mobilizada e tem pressa para que isso ocorra”, diz.

Guimarães afirma que a bancada fez acordo com o Ministério da Fazenda e com a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) em torno de três questões centrais para o Nordeste e para o BNB com vistas a fortalecer a instituição.

Três vertentes
São três as vertentes de políticas públicas. A primeira, a capitalização do banco. Segundo o líder do Governo, foi acordado o valor de R$ 4 bilhões com o Ministério da Fazenda, que está contido na MP 564. A segunda, a renegociação das dívidas rurais com o BNB e o Banco do Brasil (BB). A dívida chega a R$ 2,6 bilhões e atinge 249 mil produtores rurais endividados. Desse total, 80% estão em débito com o BNB e 20% com o BB. A terceira, a preferência do BNB para operar o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

“Nós também negociamos que este fundo seja financeiro e operado preferencialmente pelo banco, podendo este fazer parcerias com outras instituições públicas federais. O risco nas operações, no entanto, seria dividido entre os bancos”. Guimarães diz que essas medidas foram acordadas e deverão ser votadas e que crises pontuais não podem esvaziar ou enfraquecer o BNB.

Bom nome
O senador Wellington Dias (PT-PI) diz que vem acompanhando os desdobramentos do caso BNB. Para ele, um bom nome para substituir Jurandir Santiago na presidência do banco é o de Luiz Carlos Everton de Farias, da diretoria de Administração de Recursos de Terceiros. “Foi o nome indicado à época pela bancada piauiense para assumir o cargo deixado por Roberto Smith. Defendo um nome técnico e Luiz Carlos tem esse perfil. Não é filiado a partido e está há 30 anos no BNB, onde entrou por concurso”, afirma. Farias é ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e ocupou a Diretoria de Controle e Risco do banco.

O deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) diz que, agora, o mínimo que se pode solicitar é que o novo presidente do BNB tenha ética, que conheça as regras e o mercado financeiro, e não seja uma indicação política por amizade. “Há mais de um ano os diretores tomaram conhecimento das irregularidades e não tomaram a decisão (de pedir a saída dos responsáveis) porque era um amigo, quando o ideal teria sido afastá-lo”.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Às vésperas da presidente Dilma anunciar o nome do novo presidente do Banco do Nordeste, bancada cearense em Brasília tentará manter votação das duas medidas provisórias que garantirão o futuro do banco.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
BNB
ASSOCIAÇÃO - Funcionários se mobilizam para cobrar investigação
Associação realiza reuniões para explicar momento do banco. Abaixo-assinado será entregue à presidente Dilma

Os funcionários do Banco do Nordeste (BNB) que trabalham no Centro Administrativo do Passaré, em Fortaleza, estão participando, ontem e hoje, de reuniões com a direção da Associação dos Funcionários do banco (AFBNB).

Nestas reuniões, a direção da AFBNB busca tranquilizar o servidores, levando explicações sobre a situação a cada unidade do banco. “Amanhã (hoje) será o Dia D da mobilização, onde colheremos assinaturas para um abaixo-assinado para ser entregue, na próxima semana, à presidente Dilma Rousseff”, afirma a presidente da associação, Rita Josina.

O objetivo do documento é pedir celeridade nas investigações, apuração das denúncias e afastamento dos envolvidos com as devidas responsabilizações que venham a ocorrer. Josina e diretores da AFBNB estiveram no Ambiente de Políticas de Desenvolvimento, no Passaré, solicitando a inclusão da entidade nos processos, com ênfase na apuração dos casos de irregularidades.

A presidente disse também que já notou a mudança no clima dentro da unidade. Segundo ela, os funcionários, por várias vezes, se mostraram preocupados com a situação e ratificaram o entendimento de que é necessário intensificar as apurações, afastar imediatamente os envolvidos e punir os culpados.

“Nas reuniões, os servidores estão encontrando um clima favorável para discutir a situação do banco, apontando as mudanças que precisam ser adotadas”.

Nova cultura
A expectativa no banco, segundo a presidente da AFBNB, é a de que o processo tenha andamento e que as investigações tenham continuidade. Com isso, ela espera ver uma nova cultura se estabelecer no banco. “Havia um certo comodismo, um inconformismo silencioso, uma passividade. A crença de que não adiantava falar que nada iria mudar, se quebrou”.

Neste momento, a AFBNB resgata um documento de 2006 onde aponta as características imprescindíveis a um presidente e a uma diretoria de um banco oficial de desenvolvimento (ver ao lado).

O deputado José Guimarães (PT) não vê incompatibilidade no fato do novo presidente ter perfil técnico e político. “Tivemos o (Roberto) Smith por quase 9 anos e ele reergueu o banco. Esse negócio de separar o técnico do político não tem fundamento. O bom técnico tem que ter compromisso com o desenvolvimento social e combate à pobreza. Tem que ter a visão social do papel do Estado e isso é ser político”. Mas não quiz sugerir um nome para a sucessão no BNB. (Rebecca Fontes)

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB) está realizando uma série de reuniões com os funcionários do banco para informar sobre a atual situação da instituição. Também fará abaixo-assinado que será entregue à presidente Dilma pedindo rigor nas apurações das irregularidades

Saiba mais

AFBNB elaborou lista com perfil ideal do futuro presidente

1. Reputação ilibada, seriedade e honestidade no trato e na gestão de assuntos públicos ou privados

2. Competência e experiência técnica e na gestão pública ou empresarial

b Conhecimento das questões econômicas e sociais do Nordeste

4. Competência para transitar no universo político e empresarial

5. Tradição de gestão transparente, ética, democrática e participativa.

6. Capacidade de diálogo

7. Sensibilidade para lidar com pessoas

8. Firmeza e autonomia para decisões

A. Autonomia e isenção perante setores partidários e interferências políticas

10. Reconhecida capacidade de abertura para o diálogo e interação com os funcionários.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
BNB
O Povo Economia - Acordo para ampliação de capital do BNB continua valendo
Por Neila Fontenele

A ampliação de capital do Banco do Nordeste, anunciada na semana passada, não deve sofrer nenhuma alteração em função das denúncias contra gestores da instituição. Os recursos de R$ 4 bilhões devem entrar no orçamento da instituição a partir do ano que vem. O acordo fechado com o governo continua valendo, embora o BNB ainda tenha que passar por uma análise de risco, seguindo os trâmites de mercado previsto no Acordo de Basileia (o qual estabelece as regras para medir os riscos dos bancos).

As denúncias, entretanto, abrem espaço para a redução de espaços ocupados pelo Ceará, como a presidência do BNB, que tradicionalmente fica com um cearense. Por essa razão, alguns parlamentares estão trabalhando para que as decisões sejam tomadas de uma forma rápida.

Parafraseando o filósofo alemão Nietzsche, os grandes problemas devem ser tratados como se fossem um banho frio. Ou seja, de maneira rápida, para não alimentarem mais problemas que soluções. Por essa razão, alguns deputados apostam que na próxima semana já deve haver a indicação de um novo nome para assumir a instituição. Os escândalos no BNB aparecem num momento complicado, onde também é percebido um novo momento de recuo com relação a investimentos como a refinaria.

O parlamentar Chico Lopes (PC do B-CE) engrossa o grupo dos deputados preocupados com os movimentos que possam enfraquecer o Estado e está solicitando uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para falar de assuntos como BNB, Dnocs e refinaria. Já o deputado Danilo Forte (PMDB-CE) ressalta que é preciso uma reação política para assegurar os investimentos e as instituições no Estado.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
CAMPANHA "A INDÚSTRIA TEM PRESSA"
Egídio Serpa - CNI tem pressa
No Brasil, as empresas trabalham 13 vezes mais do que as concorrentes do estrangeiro. Esta é uma das informações que constam da campanha "a indústria tem pressa", lançada pela CNI. A CNI quer reforma tributária e trabalhista e boa educação.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
MERCOSUL
Curtas - Mercosul atrapalha negociações bilaterais
O presidente da (CNI), Robson Braga de Andrade, disse ontem que o Mercosul atrapalha as negociações do País por acordos bilaterais. Segundo ele, o bloco não permite que o Brasil negocie acordos de livre comércio de maneira independente e por conta de divergências, principalmente com o sócio argentino, o País fica engessado na hora de buscar benefícios.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
ACORDO FINANCEIRO COM A CHINA
Brasil fecha acordo financeiro com a China
São Paulo O Brasil vai fechar na próxima semana um acordo de "swap" com a China de R$ 60 bilhões (equivalente a aproximadamente US$ 30 bilhões, ou 190 bilhões de renminbis).

O swap é uma linha de crédito recíproca em moeda local, fornecida e operada pelos respectivos bancos centrais. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o instrumento "reforça a situação financeira de ambos os países, com reservas adicionais de recursos num momento em que a economia internacional está estressada".

O novo swap foi um dos muitos anúncios feitos nesta quinta-feira por Mantega no Riocentro, onde acontece a Rio+20, sobre diversos novos acordos e protocolos com a China. O ministro se reuniu com autoridades chinesas no Riocentro, para fechar os acordos. Segundo Mantega, trata-se de um plano decenal de cooperação entre os dois países, com iniciativas econômicas, de investimento, tecnológicas, culturais e agrícolas.

Durante o encontro, foi firmado um acordo entre o Brasil e a China para permitir que a Embraer construa no país asiático seu novo modelo de jato executivo, o Legacy 650, em parceria com a companhia local Avic. O acordo acaba com longa indefinição sobre a atuação da Embraer na China e resolve o imbróglio que poderia resultar no fechamento de sua fábrica no país. Outra parceria fechada prevê o lançamento conjunto de dois satélites sino-brasileiros, um em novembro de 2012 e outro em 2014. Os satélites meteorológicos possibilitarão o desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais a serem compartilhadas pelos dois países.

Como já anunciado no México, durante a reunião do G-20, os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) decidiram estabelecer o mecanismo de swap entre si. A ideia é ter o projeto pronto até a reunião da primavera do FMI, no primeiro semestre de 2013.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
INFLAÇÃO - FORTALEZA
Inflação desacelera meio ponto na Capital
O índice foi o 3º menor do País, atrás somente do registrado em Porto Alegre (-0,12%) e em Curitiba (0,04%)

Depois de manter-se estável em maio, a prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), voltou a desacelerar em Fortaleza, registrando crescimento de 0,08%, ante 0,57% do mês passado, uma redução de quase meio ponto percentual. O índice foi o terceiro menor do País, atrás somente do registrado em Porto Alegre (-0,12%) e em Curitiba (0,04%). Os dados foram divulgados ontem(21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Houve uma desaceleração no índice, mas não houve redução, pois continua tendo aumento. A desaceleração ocorreu por conta da variação em alguns produtos de alimentos e bebidas, que pesam mais e puxam o índice para baixo", avalia a economista Eloísa Bezerra.

Desaceleração

Para a economista, a desaceleração do IPCA-15 em Fortaleza poderia ter sido ainda maior no mês de junho, caso não fossem registradas altas importantes em grupos como calçados e acessórios (2,52%) e vestuário (1,35%), que têm grande peso na composição do índice, bem como em alguns itens de alimentação, que sofrem com fatores climáticas. "Calçados e vestuário vêm crescendo, aumentando os preços. É preciso que se investigue melhor a causa disso", afirma Eloísa Bezerra.

Grupos

Conforme o IBGE, os grupos de despesas que registraram as maiores altas em Fortaleza foram: tubérculos, raízes e legumes (13,83%), óleos e gorduras (2,90%), calçados e acessórios (2,52%), enlatados e conserva (2,19%), açúcares e derivados (2,18%), roupa feminina (1,89%), leite e derivados (1,57%), utensílios e enfeites (1,53%), farinhas, féculas e massas (1,46%), vestuário (1,35%) e aluguel e taxas (1,24%).

Já as principais reduções foram registradas em pescados (-5,45%), consertos e manutenção (-3,85%) e fotografia e filmagem (-2,96%), energia elétrica e residencial (-2,59%) e combustíveis para veículos (-2,36%).

"No caso de consertos e manutenção, por exemplo, os preços estavam muito elevados e a tendência é que haja uma acomodação desses preços agora, o que também contribuiu para puxar o índice para baixo", diz Eloísa.

Produtos

Considerando os produtos e serviços pesquisados no IPC-15, os principais aumentos em Fortaleza ocorreram para itens como tomate (35,24%), maracujá (17,83%), goiaba (7,83%), excursão (7,06%), cebola (6,19%) e passagem aérea (6,14%), enquanto as reduções mais acentuadas foram anotadas em alimentos como uva (-11,47%), mamão (-9,96%), tilápia (-6,83%), maçã (-6,60%) e feijão fradinho (-4,98%).

"O tomate tem muito peso dentro do grupo de alimentos, que possui grande influência na composição do índice. Acredito que o tomate deve ter sofrido alguma perda para ficar mais caro. O tomate é muito frágil, então, qualquer oscilação do clima afeta a produção, que pode cair, fazendo os preços subirem. A produção do tomate também pode ser instável ou ele estar na entressafra", afirma Eloísa.

Acumulado

O IPCA-E (acumulado do IPCA-15) de Fortaleza apresentou alta de 2,54%, quinta menor do País. Os principais responsáveis pela alta foram os grupos: fumo (21,51%), tubérculos, raízes e legumes (20,53%), hortaliças e verduras (15,94%), cereais, leguminosas e oleaginosas (13,87%), cursos regulares (11,71%), frutas (11,04%) e óleos e gorduras (10,68%). Já as principais quedas no acumulado do ano foram nos seguintes grupos de despesas: energia elétrica residencial (-8,84%), TV, som e informática (-6,19%), combustíveis e energia (-5,47%).

IPCA-15 do País passou de 0,51% para 0,18%

No Brasil, o IPCA-15 também desacelerou em junho, registrando variação de 0,18%, bem abaixo da taxa de 0,51% anotada em maio. Neste mês, o grupo dos alimentos, com 0,66%, foi o único a superar o resultado do mês anterior, cuja alta havia sido de 0,62%. Segundo o IBGE, o período de menor oferta de alguns alimentos, devido a fatores climáticos adversos, refletiu no preço desses produtos, que ficaram ainda mais caro. Exemplo disso são o tomate (19,48%), a cebola (16,22%), a batata inglesa (6,70%), as hortaliças (3,29%), o óleo de soja (3,20%) e o arroz (2,02%), dentre outros.

Com exceção da educação, que, em geral, apresenta relativa estabilidade após o reajuste sazonal de cada ano, os demais grupos registraram resultados bem abaixo dos verificados em maio, situando os não alimentícios em 0,04%, significativamente abaixo da taxa de 0,48% de maio.

IPCA-E

A variação do IPCA-E (acumulado do IPCA 15) no segundo trimestre ficou em 1,12%, abaixo do mesmo trimestre de 2011 (1,71%), fechando o primeiro semestre de 2012 com 2,58%, abaixo do resultado de igual período do ano anterior (4,10%). Nos últimos doze meses, o índice situou-se em 5,00%.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
MICROINSTITUIÇÕES - FORTALEZA
Microinstituições e o ambiente de negócios em Fortaleza
"O cenário descrito apontava para a neces-sidade de reformular leis, unifor-mizar proce-dimentos nas Regionais"

O Brasil foi considerado pelo Internacional Finance Corporation (IFC), vinculado ao Banco Mundial, o 126º pior país entre 183 pesquisados para se instituir um ambiente de negócios. Vários dos problemas dizem respeito à elevada burocracia e à falta de clareza das informações para contribuintes e empresas. Em 2006, o IFC registrou que Fortaleza (envolvendo órgãos federais, estaduais e municipais) estava entre as piores cidades do Brasil a gerar um negócio. Criar uma empresa aqui levava, em média, 73 dias.

A partir disso, a Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin) iniciou, com o apoio do IFC, o diagnóstico de todo fluxo de criação de empresas, identificando os gargalos. O cenário descrito apontava para a necessidade de reformular leis, uniformizar procedimentos nas Secretarias Regionais, automatizar o ambiente de negócios e dar clareza às informações prestadas.

O marco regulatório foi completamente alterado por um conjunto de leis que, não só desburocratizou o processo, mas concedeu incentivos fiscais aos microempreendedores individuais (MEI).

A Lei Municipal 90/2011 estabeleceu regras especiais para o MEI, como redução do IPTU. Definiu-se novo processo de concessão e gerenciamento eletrônico dos alvarás de funcionamento e do registro sanitário e foi instituído o sistema simplificado para registro, emissão e gerenciamento eletrônico da consulta prévia, do alvará de funcionamento e do registro sanitário, assim como alterados dispositivos ao Código de Obras e Posturas, em consonância com a Lei de Uso e Ocupação do Solo e com o Plano Diretor Participativo.

As leis concedem ao cidadão o benefício de informar livremente dados essenciais para a análise da consulta prévia, como local pretendida. Segue-se com a classificação do risco e a adequação urbanística, pela Lei de Uso e Ocupação do Solo. Caso o estabelecimento seja inadequado ao local, o interessado irá receber um relatório com os motivos. Se for adequado, alvará e registro sanitário serão concedidos imediatamente após entrega da documentação requerida e sem vistoria, para atividades de baixo risco sanitário, até 300m² de área e que não precisem de licenciamento ambiental; ou nos demais casos, só após vistoria.

O projeto ainda não está todo concluso. É preciso integrar órgãos federais e estaduais. Entretanto, para a maioria das atividades econômicas consideradas de baixo risco, a empresa poderá ser aberta em até 48 horas e os procedimentos poderão ser realizados no portal www.sefin.fortaleza.ce.gov.br, no Projeto Fortaleza Online. O Icadonline foi exatamente a ferramenta que a Sefin colocou à disposição dos contribuintes para realizar os procedimentos de cadastro e de regularização digital das empresas.

Alexandre Cialdini
Secretário de Finanças do Município de Fortaleza
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
ROSIER ALEXANDRE
Cearense alcança cume do Mckinley
O montanhista nascido na cidade de Monsenhor Tabosa soma mais uma vitória para cumprir o projeto dos Sete Cumes

Ele saiu do clima quente e úmido de Fortaleza para desafiar o monte mais gelado do mundo. Foram 21 dias de intensa luta para, enfim, às 17h54 (horário do Alasca, EUA), da terça-feira passada, 19, Rosier Alexandre fincar a bandeira do estado do Ceará no topo do monte McKinley.

Nenhum nordestino havia antes ousado ir até lá, porque os seus 6.194m de puro gelo costumam ser arredios e mortais. A verdade é que essa conquista tem um gosto de revanche, já que em 2010, Rosier chegou a 63m do cume da mesma montanha, que o mandou de volta para casa devido a uma tempestade que lhe frustrou os sonhos.

Dois anos depois, de volta ao mesmo ponto, o clima estava instável. Pelas nevascas, que pioravam e melhoravam, e pela chuva, que pode ser fatal numa situação em que se escala até possíveis 40ºC negativos.

Em meio a tudo isso, o McKinley dava as cartas. Quatro japoneses perderam suas vidas em outra rota alternativa de subida, onde ocorreu uma avalanche. Na rota escolhida por Rosier, o perigo das avalanches era menor, mas as gretas, arestas e fendas profundas se somavam a precipícios de até 900 metros.

Determinação

Mas o cearense não se deixou abater pelo tempo, foi paciente, esperou abrir a oportuna janela e quando o sol trouxe céu aberto ele arrancou para o sprint final. Ágil, em 7h20 saiu dos 5.200 metros do high camp rumo aos 6.194 mteros do cume do McKinley. Do alto da América do Norte, vibrou, gritou e agradeceu.

"Me senti um vencedor, um homem que soube no passado reconhecer o poder da montanha e que hoje volta mais maduro, mais dono de cada movimento, cada escolha, e que quase ouve o McKinley responder: agora você pode seguir em frente. Só faltam dois", desabafou o montanhista Rosier, referindo-se ao seu Projeto Sete Cumes.

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O ESTADO

22 de junho de 2012

 
ENERGIA EÓLICA
Servtec vende a Bons Ventos por R$ 1 bilhão
O Grupo Servtec, que atua nos segmentos de geração de energia e engenharia de infraestrutura, concluiu a venda de uma de suas subsidiárias, a Bons Ventos Geradora de Energia S.A., para a CPFL Renováveis, por R$ 1,09 bilhão. A Bons Ventos pertence à BVP S.A., Sociedade de Propósito Específico (SPE), que tem como sócios a Servtec Investimentos e Participações, o FIP Brasil Energia, e o FIP Progresso, além de alguns investidores individuais.

A Servtec alienou somente os parques eólicos em operação no Estado do Ceará, como o Parque Eólico de Aracati, com 140,7 MW - o maior parque em geração segundo dados da Eletrobras -, e o Parque Eólico Taíba Albatroz, com 16,8 MW. Juntos têm a capacidade instalada total de 156,8 MW e contrato firmado com a Eletrobras pelo período de 20 anos, por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).

Em se tratando de investimentos do Ceará, o presidente do Grupo Servtec, Lauro Fiúza Júnior, afirma que, para o desenvolvimento dos parques eólicos no Estado, foram investidos cerca de R$ 800 milhões. “Trata-se do maior investimento de uma empresa cearense em toda a história do Ceará. No período da obra, geramos 1.200 empregos durante um ano e meio. Um milhão de pessoas foram atendidas desde quando os parques entraram em operação (jan/2010) até hoje e, principalmente, evitamos a emissão de 250 mil toneladas CO² durante a operação”.

O Grupo Servtec, atualmente, está implantando a primeira fase (24 MW) do Parque Eólico Bons Ventos, localizado na Serra de Ibiapaba, com um total de 412 MW, e sua primeira PCH, de 8 MW, localizada no Estado de São Paulo. Para os leilões de energia de 2012, a Servtec habilitou cinco clusters eólicos, somando 540 MW de potência.

QUARTA POSIÇÃO
No setor eólico, o Brasil está entre as quatro nações do mundo que mais cresce, atrás somente da China, Estados Unidos e Índia. Segundo dados do Conselho Mundial de Energia Eólica (Global Wind Council – GWEC), em 2011 o País foi responsável por 50% das instalações efetuadas na América Latina. Para os leilões de energia de 2012, a Servtec habilitou cinco clusters eólicos, somando 540 MW de petência.

Para Lauro Fiúza, a conclusão do negócio consolida a posição de pioneirismo e inovação da organização, no setor de energia brasileiro. “O mercado eólico do País desenvolveu-se de forma exponencial nos últimos anos, e consolidou-se como um importante polo mundial de investimentos, tornando-se atrativo para diversas indústrias da cadeia produtiva do segmento. Além disso, a qualidade dos nossos ventos é excelente, temos tecnologia e um potencial expressivo, da ordem de 350 GW. É notável a relevância que a fonte eólica vem ganhando como importante integrante da matriz elétrica brasileira e as perspectivas são muito animadoras”, ressalta.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
FRANCAL - FORTALEZA
Vertical - DANDO PÉ
A Francal, a maior feira de calçados da América Latina, ocupará espaços no Centro de Eventos do Ceará. Será em setembro de 2013. Tudo ficou acertado entre a Setur, Adece e a empresa organizadora.
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O POVO

22 de junho de 2012

 
CENTRO DE EVENTOS
Negócios - Centro já acelera captação de eventos para o Estado
Representantes dos setores de eventos e de turismo de negócios do Ceará aumentam processo de captação de eventos para o novo equipamento. O Centro de Eventos recebe show internacional no dia 30 deste mês

A proximidade da inauguração do Centro de Eventos do Ceará já movimenta o setor de eventos e de turismo de negócios no Estado. Apesar de ainda não divulgar números, a Secretaria do Turismo do Estado (Setur) afirma que já existem eventos contratados para o segundo semestre e reservas de datas até 2018.

O equipamento recebe o primeiro evento no dia 30, com os shows da cantora Ivete Sangalo e da norte-americana Jennifer Lopez. A inauguração oficial será em 15 de agosto, com show do tenor espanhol Placido Domingo. A partir da data, o calendário do Centro já começa a ser preenchido.

Mirna Vale, diretora de Captação e Promoção da ARX Eventos, afirma que o Centro de Eventos já mudou o cenário do setor. “Em 2010 e 2011, o mercado ficou relativamente parado porque estávamos na expectativa da inauguração, mas o quadro já mudou e a estrutura disponível facilita o convencimento de potenciais clientes”, afirmou. A empresa realizará dois eventos no espaço em 2012 e está em fase de negociação para 2013. O primeiro deles, o IV Congresso Internacional de Odontologia, ocorre de 12 a 15 de setembro, com estimativa de público de 7 mil pessoas.

As ações de captação de negócios que utilizem o equipamento têm sido intensificadas. Colombo Cialdini, presidente do Fortaleza Convention & Visitors Bureau explica que o processo de captação leva em consideração as potencialidades do destino – rede hoteleira, estrutura de lazer, belezas naturais, entre outras – e dura de três a cinco anos, no caso de eventos nacionais, e cinco a oito para os internacionais.

Segundo ele, a construção do Centro de Eventos, o segundo maior e mais moderno do País, aumenta a competitividade da cidade para receber eventos de grande porte e que o foco é incrementar o turismo de negócios, processo que tem impacto sobre 54 diferentes setores da economia, como empresas promotoras de eventos, hotéis, restaurantes e serviços.

Gabrielle Nobre, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Eventos do Ceará (Abeoc-CE), disse que o Centro possibilitou a ampliação da prospecção de novos negócios. “Fortaleza perdia muitos eventos pela falta de uma estrutura adequada”, declarou ela.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A previsão é de que, após construído, o Centro de Eventos ofereça 400 empregos diretos e dois mil empregos indiretos. O número pode variar de acordo com o porte do evento. O estacionamento do Centro está preparado para receber 3.200 automóveis.

Saiba mais

A presidente da Câmara Setorial de Eventos

(CS Eventos), vinculada à Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Circe Ponte, informou que está em fase de elaboração um projeto de captação a ser apresentado ao Governo do Estado.

Terá sugestões dos representantes do setor de turismo a fim de criar um movimento dinâmico em torno dos negócios que poderão ser gerados com a construção do Centro de Eventos.

Um dos pontos a serem abordados é a elaboração de um pacote de incentivos estaduais para dar mais competitividade à cidade na captação de eventos de grande porte.

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O ESTADO

22 de junho de 2012

 
EDISCA
Preto no Branco - Coisas do Ceará
Por Julieta Bronteé

No Ceará tem disso, sim! A EDISCA – Escola de Dança e Integração Social para Crianças e Adolescentes, obra da heroica bailarina e professora de dança, Dora Andrade, começa a ser ameaçada de extinção, depois de ter salvo centenas de jovens, e revelado incontáveis talentos. Isso, sem contar que tem projetado, além fronteiras, o nome do nosso Estado com a sua arte, reconhecida nacional, pelo seu sucesso nas áreas artística, educacional e de inclusão social.

Para quem não sabe, a EDISCA, há 20 anos, vem se dedicando a levar arte e educação às comunidades carentes de Fortaleza, oferecendo, formação artística e cultural às crianças carentes de nossa Capital. Com certeza, uma alternativa para o resgate da autoestima dessa gurizada, principalmente àquelas em situação de risco. Some-se a isso, a oportunidade dessas crianças e adolescentes vislumbrarem, num futuro próximo, novas perspectivas de vida e de trabalho.

A difícil situação dessa entidade sem fins lucrativos acontece, em parte, por conta da retirada de muitas ajudas de outros países, atingidos pela crise financeira internacional e da falta de apoio dos nossos governantes. É chegada a hora de saber quem merece ajuda: se a EDISCA, baluarte pela inclusão e aperfeiçoamento de jovens, ou se certos “projetos” que incluem, entre outros, contratos milionários com quem nada traz para essa juventude. Para quem quiser se habilitar a ajudar ou mesmo a conhecer a entidade, a sede da EDISCA fica na Rua Desembargador Feliciano de Ataíde, 2309 – Água Fria.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
SINDPAN - "FOOD SERVICE
"Food service" chega às panificadoras do Interior
Não só mais a venda de pão é suficiente para garantir o sucesso das padarias, onde novos produtos são ofertados

Crato/ Quixadá Acompanhando uma tendência mundial, as panificadoras do Interior adotam novas estratégias para qualificar os produtos e serviços e atrair mais consumidores. No Cariri e no Sertão Central, os empresários ampliam os produtos vendidos. Não se limitam mais somente ao pão e entram na era do "food service", oferecendo também cardápios para o café da manhã, almoço e jantar. Para tanto, modernizam as instalações e também oferecem ambientes climatizados.

As padarias e confeitarias instaladas na região do Cariri querem se transformar em grandes centros gastronômicos. Por meio de uma parceria entre o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Ceará (Sindpan), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e fornecedores do produtos para o seguimento, os panificadores estiveram participando do 1º Cariri Pão. O evento, que aconteceu entre os dias 20 e 21, mostrou as inovações de produtos e serviços que podem auxiliar na ampliação das empresas. Desde 2007, o Sebrae e Sindpan estão trabalhando o desenvolvimento da panificação.

Segundo o Sindpan, atualmente, em toda a região existe uma média de 200 empresas de panificação. O setor emprega, em média na região, 3.500 pessoas. No Estado, esse número é crescente. Acredita-se que existam 35 mil empregos gerados pelas 2.400 panificadoras. Apesar dos investimentos em modernização e inovações se concentrarem em Fortaleza, muitas padarias do interior do Ceará já estão ofertando um leque de produtos e serviços variados. Apenas no ano passado, 12 delas realizaram grandes reformas, onde passaram a atuar fortemente e de forma significativa no mercado gastronômico. As melhorias atingiram o conforto e a qualidade no atendimento aos clientes.

As panificadoras de Quixadá começam a instalar sistemas de climatização de ar. Fechar as portas, essa é a nova estratégia de empresários do ramo para amenizar o calor, agradar e atrair mais clientes. Com a temperatura do lado de fora beirando os 40°, os proprietários das padarias começam a apostar no aquecimento dos negócios do lado de dentro com, no máximo 20°. "Além do atendimento no balcão, o movimento deve aumentar no início das manhãs e nos fins das tardes, nos coffee breaks", estima o panificador Marcos Aurélio de Holanda. A sua padaria é a primeira da cidade a fazer a adaptação.

A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) aponta que o setor movimenta cerca de R$ 89 bilhões ao ano, gera a média de 760 mil empregos diretos e 1,8 milhão de indiretos. Ao todo, o País conta com aproximadamente 63 mil empresas. Em 2011, o seguimento cresceu 11%. No Ceará, o setor vem obtendo destaque durante os últimos anos, com relação aos demais Estados da região Nordeste. Desde 2001, as empresas cearenses estão buscando a evolução, com a capacitação de empresários e colaboradores das padarias, que tentam atender as novas exigências do mercado consumidor e acompanhar as habilidades da panificação dos grandes centros urbanos, como São Paulo e Minas Gerais.

O método de atendimento "food service", onde são ofertados, além do pão, café da manhã, almoço e jantar, há mais de quatro anos mudou o hábito de consumo dos clientes das padarias. A ABIP, por meio do Programa de Apoio a Panificação (Propan) está, constantemente, realizando estudos para identificar os anseios do novo modelo de consumidores. A associação promove adequações das empresas ao perfil dos clientes. Desde 2007, o Propan apontou a necessidade das padarias caririenses modernizarem seus padrões. O grande objetivo da Abip é que os estabelecimentos ofereçam melhores produtos, novos serviços.

Sendo o Cariri um dos destinos turísticos de destaque no Ceará, com grande fluxo de visitantes durante o ano inteiro, o mercado consumidor de produtos do setor da panificação é extenso. Mas, de acordo com o Sindpan, os compradores poderiam ser melhor atendidos pelo seguimento, que tem capacidade para gerar mais renda e desenvolvimento para a região. No momento, o grande desafio dos empresários não é mais o aumento dos lucros. O gargalo atual do setor é manter a competitividade. O presidente do Sindpan, Lauro Martins de Oliveira Filho, revela que o potencial de expansão da panificação no Cariri é de 50%, com relação ao cenário atual. Para ele, é necessário que os empresários modifiquem os modelos de gestão, o formato das lojas, o mix de produtos e a capacitação dos colaboradores.

Mais informações

Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Ceará, Avenida Barão de Studart, 1980

Fortaleza - (85) 3261.0052
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Egídio Serpa - Marcosa treina
Representante no Ceará e no Nordeste da Caterpillar, a Marcosa e o Projeto Pescar estão capacitando 25 jovens residentes em Ancuri. Pelos próximos 8 meses, receberão aulas técnicas de mecânica de máquinas pesadas, após o que entrarão no mercado.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
CRIAÇÃO DE EMPREGOS - CEARÁ
Criação de empregos no Ceará tem pior maio desde 2003
Saldo ainda é positivo, mas ficou 70% menor em relação a igual período do ano passado, segundo o Caged

Em um cenário de economia internacional deteriorada e nervosa, com já notadas influências no mercado brasileiro, a criação de empregos tem sido diretamente afetada. O recorde de 2010 já é uma realidade distante e, agora, crescemos de modo freado, no País e também no Estado. Em maio, para se ter uma ideia, o Ceará gerou 763 novos postos. Essa saldo (diferença entre admissões e desligamentos) é o mais baixo para a série do mês desde 2003, quando foram criadas 555 vagas.

No comparativo com maio de 2011, houve uma redução de mais de 70% no saldo, que, naquele ano, ficara em 2.605. No mês passado, o Estado contabilizou 39.539 contratações contra 38.776 demissões. Os números, divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pertencem ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Horizonte

É claro que conseguir criar novas vagas, mesmo em um ambiente desfavorável, já é algo a ser considerado positivo, mas o horizonte preocupa. "O cenário internacional, desde 2008, não se recuperou totalmente. Desde o ano passado, a gente vem sentindo uma desaceleração da economia brasileira. E isso fez com que a geração de empregos arrefecesse. Está nítido que o mercado de trabalho absorve, mas em quantidades inferiores. E todos os setores foram impactados", analisa Erle Mesquita, coordenador de Estudo e Análise de Mercado do IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho).

De acordo com Erle, as recentes medidas adotadas pelo governo federal como forma de fazer funcionar o motor brasileiro impedem um desempenho ainda pior na criação de postos de trabalho, mas levam tempo para surtir o efeito necessário. O período eleitoral, lembra, costuma redundar em mais oportunidades de emprego, o que pode ajudar nos resultados cearenses. Só essa ajuda, no entanto, é insuficiente.

Serviços ajudam

Em maio, mais uma vez, o segmento de serviços foi responsável pelos melhores números do Caged no Ceará, gerando um saldo de 1.621 vagas (15.248 profissionais foram admitidos e 13.627 deixaram seus empregos). O comércio, por sua vez, garantiu 305 novos postos no Estado, contratando 9.118 e desligando 8.813. Agropecuária e administração pública também registraram saldos positivos, de 152 e 20, respectivamente.

Indústria perde

Em contrapartida, a indústria de transformação do Estado amargou mais demissões (9.119) do que contratações (8.008) em maio, o que resultou em um saldo negativo de 1.111 vagas. O setor, em maio do ano passado, também já havia anotado resultado negativo. A construção civil foi outro filão a fechar oportunidades: foram 210 (5.907 adentraram no setor e outros 6.117 saíram).

Acumulado

No acumulado de janeiro a maio deste ano, o Ministério do Trabalho aponta um saldo de 5.042 empregos criados. A essa altura, em 2011, já havia mais que o triplo: 15.761.

E é válido lembrar que o ano passado já não trouxe dados espetaculares para o mercado de trabalho cearense. Em 2010, o melhor ano da história, foram 23.790 postos de saldo entre janeiro e maio.

Ao todo, nos cinco primeiros meses de 2011, foram contados pelo Cadastro de Empregados e Desempregados 200.484 profissionais contratados e 195.442 desligados de suas funções no mercado de trabalho cearense.

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de junho de 2012

 
DESEMPREGO - BRASIL
Desemprego cai, e renda fica 5% maior no País
Apesar do desempenho fraco da economia, população está com rendimentos médios maiores

Rio Duas pesquisas que medem o nível do emprego no País apresentaram resultados aparentemente contrastantes em maio. Enquanto os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego mostraram o menor saldo de vagas criadas para o mês desde 2009 - apenas 139.679 postos -, a Pesquisa Mensal de Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, registrou número recorde de ocupados, com 22,984 milhões de pessoas.

As diferenças metodológicas entre as duas pesquisas podem explicar a discrepância. O dados do Caged são fornecidos pelos empregadores em todo o País e reúnem apenas postos com carteira assinada. A PME é baseada nas informações dos próprios empregados e apenas em seis regiões metropolitanas do País, mas abrange todo o tipo de trabalho, inclusive o informal.

Discrepância

"Os dados da indústria e da agropecuária no Caged estão muito fracos, mas normalmente ficam fora das regiões metropolitanas. E a PME ainda capta mais os serviços, porque se concentram nas regiões metropolitanas. Há uma resistência ainda no emprego no setor de serviços", explicou Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria Integrada. A despeito do ritmo fraco da atividade econômica no País, a taxa de desemprego medida pelo IBGE recuou de 6% em abril para 5,8% em maio, o menor patamar para o mês desde 2002. O resultado intrigou economistas, que não esperavam fôlego na retomada das contratações num momento em que a economia patina, e ainda procuram explicações.

"Pode ser que a produtividade esteja caindo, que tenha que colocar mais gente para produzir a mesma coisa, ou que tenha mais gente trabalhando no setor de serviços", avaliou Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.

Salário ajudou

O aumento na renda real do trabalhador, impulsionado pelo reajuste do salário mínimo em janeiro, estimula a demanda por serviços, justamente o setor que aponta um saldo maior de vagas na PME. A renda média do trabalhador teve um aumento real de 4,9%, na comparação com maio de 2011. No mesmo período, houve aumento nas contratações nas atividades de educação, saúde e administração pública (217 mil novas vagas); outros serviços, que incluem hotel e recreação (140 mil vagas), e serviços prestados a empresas (176 mil vagas).

Ainda aquecido

"Esse setor da economia está muito aquecido ainda. É só ver os dados da Pesquisa Mensal do Comércio, com alguns setores crescendo 6%, 7%, 8% em relação ao ano passado. É um negócio que se retroalimenta: aumento do pessoal ocupado e aumento da renda, consequentemente a expansão da massa salarial estimula a demanda por serviços e bens de comércio, e esses setores seguem aquecidos", avaliou Rafael Bistafa, economista da Rosenberg & Associados.

Segundo dados do PIB divulgados pelo IBGE, o setor de Serviços cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o Consumo das Famílias avançou 2,5%. No mesmo período, a indústria ficou estagnada (0,1%).

Emprego industrial

Os dados se refletem no emprego industrial, caracterizado pela formalização da mão-de-obra. A pesquisa do IBGE mostrou um corte de 51 mil postos de trabalho na indústria em maio, em relação ao mesmo mês de 2011.

Entretanto, a troca do emprego na indústria por vagas no comércio e nos serviços pode ter reflexos no mercado de trabalho no futuro.
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