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Fortaleza, CE - quinta-feira, 21 de junho de 2012 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA | |
| Lêda Maria - Ousadias | |
| A única aliança reinante no Ceará poderá ser com a China. A Fiec, por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), em parceria com sindicatos industriais, organiza mais uma missão empresarial à China, para participação na Cantor Fair, na cidade de Guangzhou. Mais informações: 3421.5421. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA | |
| Curtas - CIN organiza missão empresarial à China | |
| O Centro Internacional de Negócios (CIN), em parceria com sindicatos industriais, organiza missão empresarial cearense à China para participação na Cantor Fair. O valor do investimento por pessoa é de US$ 6.160. | |
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| O ESTADO |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA | |
| Economia - Na China | |
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Por: Rubens Frota
A Fiec, por meio do Centro Internacional de Negócios, em parceria com sindicatos industriais, organiza missão empresarial cearense à China para participação na Cantor Fair, na cidade de Guangzhou. Os empresários podem integrar a missão em dois momentos: na primeira fase da feira, de 8 a 20 de outubro, e na segunda fase, de 28 de outubro a 9 de novembro. | |
| TOPO | |
| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA | |
| Fiec leva missão empresarial para a China | |
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O Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Ceará, prepara missão empresarial para a China. O objetivo é participar da "Cantor Fair" na cidade de Guangzhou. Os empresários podem integrar a missão em dois momentos: na primeira fase da feira, de 8 a 20 de outubro, e na segunda fase, de 28 de outubro a 9 de novembro, informa a assessoria de imprensa da federação. As inscrições para essa feira vão até 20 de junho.
A Cantor Fair contará com os setores de eletrônicos e eletrodomésticos, equipamentos de iluminação, veículos e peças de reposição, máquinas, ferragens e ferramentas, materiais de construção, produtos químicos e pavilhão internacional. O público-alvo são empresas interessadas em importar, exportar e estabelecer parcerias. | |
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| AGÊNCIA CNI |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL À CHINA | |
| Federação do Ceará organiza missão empresarial à China | |
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Fortaleza - A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), em parceria com sindicatos industriais, organiza missão empresarial cearense à China para participação na Cantor Fair, na cidade de Guangzhou. Os empresários podem integrar a missão em dois momentos: na primeira fase da feira, de 8 a 20 de outubro, e na segunda fase, de 28 de outubro a 9 de novembro.
A viagem oferece serviços de parte aérea com a Emirates Airlines, classe econômica, com saída de Fortaleza, hospedagem com café da manhã em Dubai, Xangai e Guangzhou, traslados aeroporto/hotel/aeroporto, dois dias de ônibus e intérprete à disposição em Xangai, city tour em Dubai, traslado para a Canton Fair nos dias 15, 16, 17 e 18. Inclui também ticket aéreo para os trechos Xangai - Guangzhou em classe econômica, visto para China (duas entradas) em prazo normal e visto para os Emirados Árabes Unidos (uma entrada) em prazo normal. O valor do investimento por pessoa é de US$ 6.160 para quarto duplo (duas camas) e de US$ 7.425 para quarto individual. Não estão inclusos serviços de taxa de embarque (US$ 97,20); documentação (emissão de passaporte); extras de caráter pessoal como alimentação, telefonemas, lavanderia e gorjetas para guias, motoristas e carregadores nos hotéis. As inscrições vão até 20 de junho de 2012. A feira contará com os setores de eletrônicos e eletrodomésticos, equipamentos de iluminação, veículos e peças de reposição, máquinas, ferragens e ferramentas, materiais de construção, produtos químicos e pavilhão internacional. O público-alvo são empresas interessadas em importar, exportar, estabelecer parcerias e atualizar-se nos novos lançamentos. Mais informações e inscrições: CIN/CE - (85) 3421.5421 ou pelo e-mail cin@sfiec.org.br | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| PACTO PELO PECÉM | |
| Lêda Maria - Pecém - Venício Guimarães... | |
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... e Venício Silva participam do lançamento do "Pacto pelo Pecém", ontem, na Fiec, coordenado pela Assembleia, destacam que atuando em Caucaia desde 1990 e agora no Pecém, julgam a Fiec com visão além do econômico.
Prever... ...a necessidade do equilíbrio para a sustentabilidade: "responsabilidade social, ambiental e econômica". Sábia decisão de Roberto Macêdo de aliar-se ao deputado Roberto Cláudio, na questão e no amanhã, afirmam. | |
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| REFINARIA DO CEARÁ | |
| Vertical - Novela antiga | |
| Na segunda-feira, às 19 horas, haverá ato pró-refinaria do Ceará. Puxado pela Fiec e CIC. Entre os mobilizadores do ato que ocorrerá no auditório da federação, o peemedebista Danilo Forte, relator da MP do "Brasil Maior". | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| REFINARIA | |
| Vaivém - Deputado preocupado | |
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Coluna do José Maria Melo
Antes de viajar ao DF, o deputado Danilo Forte manteve contatos com a Fiec e Cic, com os quais deixou acertado um ato para o dia 23, a fim de que sociedade seja mobilizada e chame a atenção das autoridades para o problema da refinaria". Forte revelou que, "corremos o risco de perder a refinaria por incompetência política nossa". O Ceará não conseguiu ainda resolver o problema do terreno, onde será implantada a refinaria "e há uma chantagem por trás dessa indefinição com relação a essa comunidade pretensamente indígena. O terceiro laudo da Funai não foi conclusivo. Retoma todo o processo anterior e é necessário que se avance na construção de um termo de ajuste de conduta com a participação de todos os setores envolvidos. A Petrobras tem que definir o seu plano estratégico".
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| REFINARIA PREMIUM II | |
| Refinaria - Funai promete entregar relatório em duas semanas | |
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Esse é o prazo que o órgão estipula para divulgar posicionamento a respeito do terreno da Refinaria Premium II, no Pecém. Funai diz ainda que o relatório "não interfere nas ações" do Plano Básico Ambiental (PBA)
A Fundação Nacional do Índio (Funai) afirma, por meio da assessoria, que vai entregar relatório sobre o terreno da Refinaria Premium II no prazo de duas semanas. A nota enviada por e-mail ao O POVO não especifica o teor do documento a ser divulgado, mas diz que o relatório "não interfere nas ações" do Plano Básico Ambiental (PBA), da Petrobras. "O relatório está em fase final de ajustes, com previsão de duas semanas. Só após a conclusão do relatório, a Funai irá se pronunciar a respeito da questão", cita a assessoria do órgão federal. É também só depois que a Funai emitir a análise técnica da área da refinaria, a ser instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), e dos impactos do empreendimento às comunidades indígenas que vivem na região (os tapebas e os anacés), a Petrobras terá licença de instalação para iniciar as obras e, antes disso, detalhar qualquer ação a respeito. Foi o que afirmou, em matéria publicada ontem no O POVO, o gerente de Estruturação do Negócio da Refinaria Premium II, Raimundo Lutif. "A refinaria do Ceará está lá (nos planos da Petrobras). Agora, a Petrobras não pode documentar se não tiver a licença do terreno. É isso que falta", disse o gerente. Plano ambiental O impasse sobre o terreno da refinaria se arrasta. A Funai devolveu à Petrobras, em maio, o Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, alegando que o documento estava incompleto. O PBA, que foi elaborado pela petrolífera, precisa da anuência da Funai para conseguir a licença de instalação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). O empreendimento tem só a licença prévia, que já foi renovada diante da demora na resolução do impasse. Por outro lado, a Funai afirma que o relatório a ser divulgado em duas semanas "não interfere nas ações do PBA". Ou seja, não confirma se o relatório vai pôr fim ou não ao entrave do terreno. De acordo com Raimundo Lutif, o PBA devolvido ainda está com a Petrobras para reavaliação. "Não há prazos", disse anteontem durante reunião na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Segundo estudo antropológico do terreno da refinaria, não existe índio na área. Conforme noticiou O POVO, no último dia 13, o que existe é terra não tradicional, da tribo anacé, na área de influência do Complexo. Isso motivou a Funai a pedir ajustes no PBA da refinaria que incluam projetos de sustentabilidade socioambiental e estruturantes para a tribo. De acordo com o secretário-executivo do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos da Assembleia Legislativa, Eudoro Santana, nesse viés, o Governo já ofereceu esse "terreno compensatório". "São 889 hectares para criar uma reserva indígena", afirmou Eudoro. A expectativa é que o relatório da Funai traga as respostas, da aceitação ou não da compensação. O Governo está otimista. Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Roberto Smith, a questão do Governo com a Funai está "quase resolvida", como informou ao O POVO. (Colaborou Nathália Bernardo) E agora ENTENDA A NOTÍCIA Fontes do Governo afirmam ao O POVO que o governador Cid Gomes "está atento" e que tem força política suficiente para não deixar a refinaria Premium II de fora dos planos da Petrobras. Cid nega qualquer adiamento das obras. Saiba mais A refinaria Premium II, cujas obras deveriam começar no próximo ano, está excluída do plano de negócios 2012-2016 da Petrobras, segundo informações do Estado de S. Paulo. A Petrobras não confirma nem nega a informação. Diz apenas que o detalhamento do plano será divulgado no próximo dia 25. Mas o gerente de Negócios da refinaria, Raimundo Lutif, sustenta a presença do empreendimento nos planos da estatal, dizendo que só falta a licença de instalação para efetivar os planos. Justamente, a licença que não dá para ser liberada sem posicionamento da Funai. O projeto da refinaria, orçado em US$ 10 bilhões, é de responsabilidade da área de refino da Petrobras, a que mais sofreu perdas de investimentos no novo plano, divulgado na quinta-feira, 14, com queda de US$ 5,1 bilhões em relação ao ano passado. A Petrobras afirma que só dará qualquer declaração depois que o detalhamento do plano de negócios for divulgado.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| REFINARIA | |
| Refinaria: ´momento de grande risco para o CE´ | |
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Setor industrial se reunirá para debater a possibilidade de adiamento do projeto da refinaria Premium II
Brasília (Sucursal) A Federação das Indústrias do Estado do Ceará e o Centro Industrial do Ceará (CIC) promovem na próxima segunda-feira, 25 de junho, a partir das 18 horas no auditório da FIEC, um debate sobre o possível adiamento das obras da refinaria da Petrobras no Ceará. O encontro foi organizado com o apoio do deputado Danilo Forte que, em pronunciamento feito ontem no plenário da Câmara dos Deputados, criticou duramente o posicionamento da Petrobras, o qual ele considera um "grande risco" para o Ceará. "Este é um momento de união de forças e de mobilização para que o nosso Estado não seja, mais uma vez, prejudicado. Foi divulgado nesta semana que a Petrobras, em seu Plano de Negócios 2012-2016, pode postergar a implantação da refinaria Premium II no Ceará, cujas obras deveriam se iniciar em 2013". Reação "Antes que esta notícia se confirme, quero conclamar a todos os cearenses, a bancada cearense nesta Casa a reagirmos ante esta grande ameaça", afirmou o deputado peemedebista, que em maio manteve encontros com representantes da Petrobras e da Funai na tentativa de acelerar o início das obras da refinaria. Forte informou que ainda não foram agendados novos encontros com representantes da Funai e da Petrobras, mas avaliou que o fundamental neste momento é sensibilizar o Ministério Público do Ceará para os riscos das ações em defesa da comunidade indígena que supostamente tem direito ao terreno onde será construída a refinaria. "Precisamos deixar claro que para nós não se trata apenas de uma refinaria, mas de um projeto de desenvolvimento sustentável para o Ceará que desde 1986 vem investindo na área para torná-lo real", explica o parlamentar. "Um grupo que se autodenomina índio, de uma suposta tribo Anacé, que nenhum antropólogo consegue atestar sua identidade, obteve a intervenção do Ministério Público Federal e é este o ponto alegado agora pela Petrobras, segundo a imprensa, para, mais uma vez adiar a construção da Premium II, cuja produção de 300 mil barris por dia se iniciaria em 2017, de acordo com o projeto", afirmou Danilo Forte, que quer uma posição imediata e contundente da Funai sobre esta suposta tribo e seus direitos. O terreno para os indígenas custaria R$ 40 milhões.
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| RELAÇÕES DO TRABALHO |
21 de junho de 2012 |
| INDÚSTRIA CEARENSE | |
| No Correio Braziliense: "No combate à crise" | |
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Apesar da forte retração do ano passado, indústria prevê expansão no número de empresas. Participação no PIB estadual, de 24,5%, deve aumentar ainda mais.
Responsável por cerca de 24,5% do Produto Interno Bruno (PIB) do Ceará, o setor industrial deve passar, nos próximos anos, por uma expansão significativa no número de empresas, em virtude da consolidação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), da política de atração de investimentos e da localização estratégica do estado em relação aos mercados internacionais. Somente nos últimos cinco anos, o Ceará teve implantadas 110 novas indústrias - que, juntas, geraram 13.723 empregos e um volume de investimentos de R$ 1,05 bilhão. Com importância cada vez maior para a economia cearense, o parque fabril do estado é hoje constituído basicamente por indústrias de transformação e por empresas de construção civil, ramos que representam 97,9% de todo o setor industrial cearense, segundo o Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi). De acordo com os dados de 2010 do instituto, são ao todo 14.537 indústrias, com predominância das microempresas (12.002), sendo 2.048 pequenas, 419 médias e 687 classificadas como grandes. Em relação à distribuição espacial, 73,9% delas estão concentradas na Região Metropolitana de Fortaleza. Os segmentos têxtil e vestuário, calçados, alimentos e bebidas, mais a construção civil, concentram 75% dos 334 mil empregos gerados pelo parque industrial. Os cinco principais setores exportadores são calçados, couros, castanha de caju, ceras vegetais e fruticultura, que respondem por mais de 75% do total exportado. Os produtos manufaturados totalizam 64,5% da pauta de exportações cearenses. Depois de registrar uma desaceleração de 11% em 2011 por conta da crise econômica mundial, o setor industrial cearense planeja crescer em 2012, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo. Ele justifica a previsão diante dos investimentos que deverão ser feitos para a construção da Refinaria Premium II e da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) que já movimentam algumas obras no Complexo Industrial do Pecém. E também pela força do agronegócio do estado, que "tem um potencial infinito". Apesar da retração, a indústria gerou 56.413 novos empregos formais no ano, um crescimento de 5,44% em relação a 2010. O destaque na criação de mais postos ficou com a construção civil (+ 6.798 empregos), além dos setores de alimentos e bebidas (+ 1.509 empregos) e metalurgia básica (+ 718 empregos). Na avaliação do Indi, o comportamento positivo no emprego formal em um ano de queda na produção industrial ocorreu por causa da migração do trabalho informal para o de carteira assinada, ou seja, a indústria cearense tem aumentado o grau de formalização dos seus trabalhadores. Mesmo com problemas, alguns setores são bastante fortes no contexto da indústria. Exemplo do calçadista, líder entre os produtos comercializados para o exterior e que responde por 26% do total exportado pelo estado. Embora tenha apresentado retração de 22% em 2011, em contraste com a situação da maior parte dos estados das regiões Sul e Sudeste, os calçados cearenses registraram, de janeiro a abril deste ano, aumento de 0,9% das exportações e de 10,5% no número de itens, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Unidade federativa que mais exporta pares no país, chegando, no primeiro quadrimestre, a comercializar no exterior quase o dobro de itens que o Rio Grande do Sul (2º lugar em exportação de pares), o Ceará concentra a maior parte da sua produção nos polos de Sobral, do Cariri, e da Região Metropolitana. Com 63.562 funcionários, representa boa parcela na geração de empregos industriais. Terceiro maior do Brasil e maior do Nordeste, com 16 mil empregos, o polo calçadista do Cariri abriga 250 empresas e só fica atrás do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, e de Franca, em São Paulo. A produção é de 8 milhões de pares/mês, na maioria sandálias microporosas (tipo Havaianas), 95% vendidos no mercado interno brasileiro, de acordo com o presidente do Sindicato das Industrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e Região, Antônio Barbosa Mendonça. Outra área importante que apresentou retração (7%) em 2011, depois de anos seguidos de crescimento, e espera uma retomada em 2012, é a metalmecânica. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Ceará (Simec), Ricard Pereira, o recuo se deu devido ao preço do aço, que dificultou a compra do produto, dado o perfil basicamente importador do setor. Com universo de mais de 10 mil empresas, maioria de microempreendedores individuais, e cerca de 1 mil pequenas e médias, o setor emprega em torno de 40 mil pessoas (foi o que mais criou emprego formal nos últimos anos) e participa com 1,8% no PIB do estado. Entre os principais produtos exportados pela indústria metalmecânica cearense, estão aparelhos para cozinhar/aquecer, partes de motores/geradores, tampas de metal, máquinas de costura e ferrossilício, com 9% no total industrial exportado em 2011. Máquinas têxteis, elevadores, máquinas injetoras de plástico, de impressão e de produção de cerveja são os mais importados, representando uma participação de 53,5% do total comprado pelo Ceará. O setor metalmecânico deve ficar mais fortalecido nos próximos anos, com a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, que deverá gerar 14 mil vagas durante a implantação e 4.500 na operação. Na opinião de Ricard Pereira, o grande desafio é o estabelecimento de um polo metalmecânico no Pecém, com investimentos em pesquisa e inovação para a venda de produtos com valor agregado. Atualmente, a empresa Aço Cearense se destaca na indústria metalmecânica como a maior importadora de aço do país. Os investimentos em infraestrutura para a consolidação do Porto do Pecém e a atração de novas empresas colocaram o Ceará diante de um grande desafio: o da qualificação profissional. Somente no Complexo Industrial e Portuário, a formação e a qualificação de mão obra contam com toda a estrutura pública de capacitação profissional. Essa rede compreende o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE), a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai). A ela vai se juntar o Centro de Treinamento Técnico do Ceará (CTTC), que formará a mão de obra básica e continuada, abrangendo os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. Além do CTTC, o governo do estado vai construir uma Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) na região. O Senai é a principal instituição de formação profissional para a indústria. No Ceará, até 2014, as escolas da instituição deverão ampliar a sua oferta de matrículas de 50 mil para 80 mil vagas. Em 2012, o Senai/CE tem como meta realizar 52 mil matrículas. Cerca de 87% dos egressos dos cursos de habilitação profissional técnica de nível médio e 63% na Aprendizagem Industrial Básica se encontravam empregados no estado em 2011, conforme dados da Federação das Indústrias do Ceará. Segundo o diretor regional do Senai, Francisco das Chagas Magalhães, o serviço está investindo no aumento da capacidade instalada. Com unidades em Fortaleza, Maracanaú e Horizonte/Pacajus, a instituição inaugura em julho a unidade de Sobral, na Região Norte, que custou R$ 25 milhões e deverá atuar na área de calçados, construção civil e metalmecânica. Ao custo de R$ 10 milhões e com previsão de conclusão para o fim de 2013, outra unidade será construída para atender ao CIPP, onde serão ministrados cursos na área metalmecânica, solda, automação, hidráulica, pneumática, eletroeletrônica, logística e tecnologia da informação. Além disso, o Senai terá 12 escolas móveis para reforçar o trabalho de qualificação profissional. Magalhães ressalta que o Ceará experimenta uma fase de grande necessidade em alguns setores, em especial a construção civil, têxtil, de confecções e calçados. Na opinião do diretor regional do órgão, o mais relevante no desafio de fomar mão de obra no Ceará é não haver descompasso entre o perfil de formação e o que a indústria precisa. "Nesse novo momento do estado, a formação profissional tem que ter um capítulo especial. É essencial que as instituições de educação profissional atuem integradas", defende. Além dos investimentos públicos, a iniciativa privada já tem investido na formação de mão de obra no CIPP. A Energia Pecém MPX, Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e Petrobras estão à frente desta contribuição, com o desenvolvimento de ações voltadas para a qualificação profissional necessária às fases de construção e operação de alguns empreendimentos. 56.413 empregos formais foram gerados pela indústria no ano passado, um crescimento de 5,44% em relação a 2010 110 indústrias foram implantadas somente nos últimos cinco anos. Publicado em 20/06/2012 no Correio Braziliense. | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
21 de junho de 2012 |
| ELEIÇÕES 2012 - ALEXANDRE PEREIRA | |
| Eleições 2012: Heitor Férrer e Alexandre Pereira no programa Antônio Viana | |
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A entrevista ocorrerá nesta sexta-feira, 22 de junho, de 07 as 08horas na Rádio Cidade AM 860.
Dando sequência a série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeitura de Fortaleza, o programa Antônio Viana, Política Especial, da Rádio Cidade AM 860, receberá, nesta sexta-feira, dia 22 de junho, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) e seu companheiro de chapa na disputa pela prefeitura de Fortaleza, Alexandre Pereira (PPS). Os dois serão indagados sobre os principais problemas existentes hoje na capital cearense e sobre as convenções que os seus partidos realizarão neste final de semana em Fortaleza. Perfil - deputado estadual Heitor Férrer Heitor Correia Férrer nasceu em Lavras da Mangabeira, está no segundo mandato como deputado estadual e foi o parlamentar que mais apresentou projetos na legislatura passada. Porém, sua trajetória política começou em 1989, na Câmara de Vereadores, onde cumpriu três mandatos como representante de Fortaleza e se destacou nos trabalhos de oposição à gestão de Juraci Magalhães. No Legislativo municipal, Heitor lutou para assegurar o passe livre a pessoas excepcionais nos transportes coletivos de Fortaleza. O parlamentar também tentou proibir a cobrança de numerário por parte de shopping centers e similares pelo uso do estacionamento ao público consumidor e posicionou-se a favor da garantia do acesso gratuito de idosos às praças esportivas do município. Da mesma forma, ele discursou em prol da fixação de penalidades aos estabelecimentos comerciais que venderem bebidas alcoólicas a menores e sobre a reserva de vagas em creches e escolas públicas para filhos de pessoas portadoras de deficiência física. Em suas atividades de fiscalização, Heitor Férrer propôs a apuração de denúncias de superfaturamento na aquisição dos alimentos da merenda escolar e elaborou matéria dispondo sobre a inclusão de disciplina sobre os efeitos de substâncias que causam dependência física e psicológica em seres humanos no currículo escolar das unidades de Fortaleza. Na atual legislatura, Heitor integra quatro comissões da Assembléia Legislativa e é líder do PDT no Parlamento Estadual. Ele exerce o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, e é vice-presidente da Comissão de Defesa Social, titular da Comissão de Defesa do Consumidor e suplente da Comissão de Seguridade Social e Saúde. Além disso, é membro da Executiva Regional do PDT, legenda a qual é filiado desde o início de sua carreira parlamentar. Comissões Presidente da Comissão de Viação, Transporte e Desenvolvimento Urbano Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania Integrante da Comissão de Defesa do Consumidor Integrante da Comissão de Seguridade Social e Saúde Suplente da Comissão de Educação Profissão Médico, especializado em Clínica Geral Aniversário 11/10 heitorferrer@al.ce.gov.br Perfil - Alexandre Pereira (PPS) Alexandre Pereira tem 46 anos, é casado e pai de dois filhos. Possui pós-graduação em Gestão e Marketing pelo Instituto Europeu de Administração e Negócios na França e em Gestão Pública pela Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais. É graduado em Administração pela Uece e Engenharia Mecânica pela UFC Atualmente é o presidente estadual do Partido Popular Socialista (PPS) e foi candidato a senador pela coligação PR-PPS no Ceará em 2010. Há mais de 20 anos, Alexandre Pereira tornou-se empresário no setor de panificação, do qual integra o grupo formado pelas Padarias Pão de Forno, Empório do Pão, além das indústrias de pães Salute e AFBr. Atualmente é o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que representa mais de 63 mil empresas do setor em todo o país. No Ceará, Alexandre Pereira foi presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), presidente do Sindicato de Panificação e Confeitaria do Estado (Sindipan-CE) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Foi membro do Conselho Nacional da Micro e Pequena Empresa na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e conselheiro estadual do SENAI. No terceiro setor, coordenou o Conselho da Junior Achievement no Ceará, que fomenta o empreendedorismo nas escolas públicas. Data de nascimento: 18/07/1965 Município de nascimento: Fortaleza /CE Carlos Viana com informações do www.al.ce.gov.br | |
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| O ESTADO |
21 de junho de 2012 |
| SESI - EMPRESAS DO BEM | |
| Jornal O Estado - Empresas do Bem | |
Jornal O Estado - Empresas do Bem
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| Egídio Serpa - BNB: a saída para a crise | |
| Para empresários da indústria e da agricultura, ouvidos ontem à noite por esta coluna, a atitude do presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, solicitando exoneração do cargo, não surpreendeu, pois "era a única saída honrosa que lhe cabia". As mesmas fontes acrescentaram que "todos os demais diretores e altos funcionários" do BNB envolvidos nas denúncias de fraudes na instituição "devem adotar a mesma providência, antes que a presidente Dilma use sua caneta para os demitir". Concordam os empresários que Dilma deve aproveitar a chance para sepultar a ingerência dos políticos na gestão de um banco que tem história. | |
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| Editorial - Em defesa do Banco do Nordeste do Brasil | |
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Será inaceitável que queiram se valer de malfeitos de dirigentes para atacar a instituição. Esse oportunismo barato será repelido com vigor
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é fundamental para a redução das diferenças regionais, sendo crucial para o desenvolvimento do Nordeste. Assim, todos aqueles que lutam sinceramente por um País mais justo, entendendo que os benefícios sociais e econômicos, gerados pelo trabalho de todos os brasileiros devem distribuídos de forma equilibrada, têm a obrigação de se postar ao lado da instituição. Essa é a premissa da qual partimos para defender o BNB, independentemente dos governos e de seus eventuais dirigentes, todos transitórios; a instituição, esta é permanente, pelo menos enquanto perdurarem os motivos que levaram à sua fundação, ou seja, a vergonhosa diferença que, durante séculos, castigou o Nordeste e ainda continua a fustigá-lo em muitas frentes. Obviamente não vemos o Nordeste na condição de vítima, mesmo porque não o é, haja vista o seu reconhecido potencial e o desenvolvimento que a Região vem experimentando. Entretanto, se é inadmissível um País com enormes disparidades de renda, o mesmo se pode dizer das grandes diferenças entre estados e regiões. Reconheça-se, os últimos governos vêm desenvolvendo políticas para promover o aumento de renda e implementando programas de combate à pobreza. Espera-se, portanto, que tenha o mesmo procedimento quanto a propiciar equilíbrio entre as regiões - uma coisa está imbricada à outra. Portanto, temos de prevenir os contumazes inimigos do Nordeste: será inaceitável que queiram se valer de malfeitos de dirigentes do BNB para atacar a instituição. Esse oportunismo barato será repelido com vigor por todos aqueles que conhecem os relevantes serviços prestados pelo BNB ao País, ao longo de seus 60 anos de profícua existência. Mas, temos certeza absoluta de que defender a instituição – ao par de reconhecer seus muitos méritos -, também é denunciar os que a corrompem. Por isso, O POVO vem fazendo extensa cobertura relacionada às fraudes que alguns funcionários e dirigentes vêm sendo acusados de praticar contra o banco. Entretanto, seria inaudita má fé julgar a instituição pelo comportamento de maus dirigentes e funcionários, sobre os quais, comprovada a culpa, tem de recair o rigor da lei. | |
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| O Povo Economia - Novos caminhos do BNB serão definidos na segunda-feira | |
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Por Neila Fontenele
A presidente Dilma Rousseff agendou para segunda-feira uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para definir os nomes que vão assumir a direção do Banco do Nordeste. Por enquanto, o diretor de Negócios Paulo Sérgio Ferraro ocupa interinamente a Presidência do Banco. Foi nomeado pelo Conselho de Administração do Banco. Em médio prazo, o governo mostra a intenção de mudar toda a diretoria. Todas as denúncias de irregularidades serão analisadas pela Controladoria Geral da União e pelo Banco Central, que tomarão as posições cabíveis. Com isso, surgem duas perguntas: 1) quem vai assumir o Banco do Nordeste? Uma instituição com 60 anos, que tem prestado um grande serviço para a região, não pode ficar fragilizada após denúncias de desmandos; 2) quais serão as mudanças pelas quais a instituição terá que passar para não ser alvo de interferências políticas e irregularidades como as que estão sendo apontadas agora? | |
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| BNB - Jurandir renuncia e diretores são exonerados | |
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Após inserção do nome nas investigações do escândalo dos banheiros, Jurandir Santiago renuncia à Presidência do BNB. Por outros motivos, diretores são exonerados
O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Jurandir Vieira Santiago, renunciou ontem seu cargo. A iniciativa, confirmada pelo banco por meio de nota, ocorreu após Jurandir ter o nome incluído nas investigações do escândalo dos banheiros, conforme O POVO informara ontem. Jurandir era secretário adjunto da Secretaria de Cidades e o responsável pela liberação das verbas para a construção dos equipamentos sanitários. O Conselho de Administração do BNB nomeou para a Presidência, em situação interina, o baiano Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, que vai acumular a função com a Diretoria de Negócios. O clima ontem no banco era de tensão e expectativas. Em Brasília, representantes do Ministério da Fazenda passaram a tarde debatendo sobre o comando do BNB. Na noite de terça, Jurandir Santiago havia se reunido com advogados particulares para tratar da defesa sobre o escândalo dos banheiro. Naquela noite, tinha viagem marcada ao Rio de Janeiro para participar de uma reunião da Rio+20. Cancelara o compromisso. Por outros motivos, que não tem a ver com o escândalo dos banheiros, houve outras mudanças na diretoria. O diretor de Controle e Risco, Isidro Moraes de Siqueira, foi exonerado para dar lugar a Manoel Lucena dos Santos. O diretor de Gestão do Desenvolvimento, José Sydrião de Alencar Júnior, também perdeu o cargo. Entra no seu lugar Stélio Gama Lyra Júnior, que deixa a Diretoria Administrativa e de Tecnologia da Informação, sendo substituído por Nelson Antônio de Souza. O BNB passa por um processo de investigação, após denúncias de irregularidades em operações, com desvio de recursos de mais de R$ 100 milhões. A Justiça aguarda os relatório da auditoria interna do banco, da Polícia Federal (PF) e da Controladoria Geral da União (CGU) para instaurar procedimentos civil, criminal e administrativo. Conforme o BNB, também em nota, as sindicâncias estão em andamento, com previsão para encerrarem-se em julho. Seguem com seus cargos de diretoria Luiz Carlos Everton de Faria (diretor de Administração de Recursos de Terceiros) e Fernando Passos (diretor Financeiro e de Mercado de Capitais). Insustentável Há 27 anos como funcionário do BNB, Dorisval de Lima comenta que era insustentável a permanência de Santiago na presidência. “Desde o começo das notícias (sobre os kits sanitários), a gente sempre cobrou um pronunciamento deles sobre o assunto. Nunca deu retorno”, conta Dorisval, que também é diretor de comunicação da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB). Apesar da crise interna, o funcionário diz que o clima é de uma perspectiva de que a situação seja superada e a imagem do banco, institucionalmente, não seja abalada. E agora ENTENDA A NOTÍCIA É a segunda grande crise pela qual passa o BNB. Na primeira, a instituição conseguiu se reerguer. A mudança na presidência e na diretoria pode significar uma nova fase na instituição, que já figurou entre os mais importantes da América Latina. Ex-presidente afirma que vai provar inocência O agora ex-presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, divulgou na noite de ontem uma carta em que justifica sua saída do banco. Ele afirma que decidiu deixar o cargo para preservar a sua família e a instituição que presidiu diante de denúncias de veiculadas nos órgãos de imprensa. “Na oportunidade, informo que as razões que me levaram a tomar essa decisão são de cunho pessoal, com o objetivo de preservar a minha família e a imagem da instituição que presidi, em virtude de matérias divulgadas nesta data nos jornais desta cidade, que denigrem a minha honra e às quais quero dedicar tempo integral para provar minha inocência”, afirmou na nota, publicada na íntegra ao lado. Jurandir manteve o silêncio durante todo o dia. O POVO apurou que ele contratou para a sua defesa o advogado Hélio Leitão, ex-presidente da OAB-CE. Outro a deixar a instituição ontem, mas por determinação do próprio Ministério da Fazenda, foi o diretor de Gestão do Desenvolvimento, José Sydrião de Alencar Júnior. Ele foi exonerado por volta das 16h, ao receber uma ligação do Ministério da Fazenda informando a decisão. O afastamento do diretor ocorreu horas depois da saída do presidente da instituição, Jurandir Santiago. O argumento apresentado pelo emissário do Ministério foi um “reposicionamento da diretoria do banco”, orientada pelo próprio ministro Guido Mantega. “Há incompatibilidades e estou coma consciência limpa”, disse ao O POVO.
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| BASTIDORES NO BNB - "O dia não está sendo fácil, vocês estão vendo" | |
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O olho do furacão estava no Passaré ontem. Desde cedo - ou nos gestos da noite anterior - sabia-se que seria insustentável manter Jurandir Santiago na presidência diante de dois escândalos tão distintos e tão próximos
Ainda na noite anterior, fim do expediente da terça-feira, o então presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, saíra sem se despedir formalmente dos mais próximos. Mas ali, impressões contadas, já teria demonstrado que deixava a sede no bairro Passaré pela última vez no cargo. Enquanto tentava contornar o cenário de denúncias, via seu nome mergulhar na terra movediça do escândalo dos banheiros, de quando fora secretário estadual das Cidades. Ontem, cedo, a notícia de sua saída do BNB correu os blogs e portais e, no fim da tarde, a confirmação oficial, dada em caráter de renúncia, apareceu em nota. O dia, como nas últimas duas semanas de denúncias revelando empréstimos fraudulentos no banco, se desenhou ainda mais tenso nos corredores e salas do prédio com a exoneração também de dois diretores, Isidro Moraes de Siqueira e José Sydrião de Alencar Júnior. Tensão, silêncio e expectativa sobre o que ainda vem e com a preservação da instituição Banco do Nordeste. Ordens definitivas vindas de Brasília, mas já previstas desde que os imbróglios BNB-banheiros se juntaram no mesmo gabinete presidencial. Jurandir não descartava sair – ou ser “saído” – e outros também já eram tidos como insustentáveis. Na nota oficial confeccionada dentro do próprio Ministério da Fazenda, na Capital Federal, e no Ceará apenas acatada, “o Conselho de Administração decidiu nomear o sr. Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, diretor de Negócios, para ocupar interinamente a presidência do Banco”. Enquanto conversava com repórteres do O POVO, o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais, Fernando Passos, recebia e trocava mensagens, atendia celular, telefone de mesa, agitava-se para responder e tentar saber mais do que se passava fora de sua sala. Tudo se confirmava naquele momento. A tensão e a oficialização da queda de Jurandir. O diretor Stélio Gama Lyra chegou a entrar na sala para lhe contar das “novidades”. “O dia hoje não está sendo fácil, vocês estão vendo”, admitiu Passos. Ali era o olho do furacão. “Vamos nos reunir, nós, os quatro diretores que ficamos”, disse Passos: ele segue como diretor Financeiro; Ferraro agora como presidente e acumulando a diretoria de Negócios; Stélio, que era diretor Administrativo e de Tecnologia da Informação vai para a de Gestão do Desenvolvimento; e Luis Carlos Everton de Farias permanece na Administração de Recursos de Terceiros. Aos quatro, se juntam à diretoria, conforme a mesma nota do Ministério, mais dois servidores: Nelson Antonio de Souza (diretor Administrativo e de Tecnologia da Informação) e Manoel Lucena dos Santos (diretor de Controle e Risco). Por enquanto, Ferraro tem só a força de um interino. A presidente Dilma Rousseff estaria prevendo para a próxima semana uma nomeação definitiva. Nos bastidores políticos, padrinhos já correm para indicar seus afilhados. De governadores e parlamentares a mais poderosos ainda de Brasília, cada um se mexe para emplacar o preferido. E agora ENTENDA A NOTÍCIA Entre servidores, a principal cobrança é para que a imagem institucional do Banco do Nordeste seja preservada diante das denúncias. A atuação do BNB é dada como fundamental para o desenvolvimento da região. Saiba mais Em defesa do BNB Presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Nicolle Barbosa defende que a sociedade civil agora se organize em defesa do Banco do Nordeste. “Acredito que nós temos que defender a instituição BNB, porque é muito importante para o Nordeste. Claro que lamentamos os fatos que estão sendo expostos, mas que sejam tomadas decisões em benefício do banco. Não podemos correr o risco de perder uma instituição como essa”, afirmou. Para Nicolle, deve-se cobrar também a presidente Dilma Rousseff, para que tenha um olhar diferenciado com a região. “Esperamos que presidente Dilma tenha um olhar mais carinhoso com o Nordeste, mas infelizmente não é o que está acontecendo.” O BNB que a sociedade precisa Rita Josino, presidente da AFBNB É inegável admitir que o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) enfrenta uma fase conturbada, com denúncias de irregularidades e corrupção em operações surgindo de todos os lados. No entanto, se pararmos para analisar de forma mais abrangente o atual contexto, os fatos que vêm sendo noticiados pela imprensa dia após dia podem e devem servir para uma guinada radical na maneira como a instituição está sendo conduzida. A oportunidade está dada, o momento é esse. De antemão, é imperativo afirmar que o Banco do Nordeste é uma instituição imprescindível para a mitigação das desigualdades regionais e para o desenvolvimento sócio-econômico da sua área de atuação, que abarca todo o Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Sendo assim, o BNB é fundamental à sociedade nordestina. Não esse BNB dos escândalos de corrupção, mas o Banco do Nordeste que seus trabalhadores honestos conhecem a fundo, aquele que fomenta e contribui para melhorar a vida de milhões de brasileiros e brasileiras que moram na região supracitada. Antes de qualquer outra questão secundária, o BNB deve se ater à sua missão desenvolvimentista, que foi e continua sendo de extrema relevância em sua trajetória de 60 anos. Para tal, precisa contar com uma administração ética, proba, que respeite e valorize seus trabalhadores e, principalmente, abdique de projetos pessoais de poder em nome de um bem maior: levar esperança e dignidade aos nordestinos. Essa é a essência da criação do Banco, em 1952. A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB), entidade que representa os funcionários do BNB em todo o país, entende que o momento é bastante propício para esse resgate da missão desenvolvimentista do Banco. Nesse sentido, faz-se deveras importante que estas premissas sejam consideradas na escolha do novo presidente da instituição. Defendemos um perfil técnico e humano, desvinculado de qualquer ingerência político-partidária. A sociedade precisa do BNB e a hora da mudança é agora! | |
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| OTIMISMO - Bancada do NE quer fortalecer banco | |
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A partir de agora, parlamentares prometem intensificar pronunciamentos e contatos telefônicos para evitar que a crise ameace Instituição. Bancada se reúne na próxima semana
Em meio ao clima de apreensão sobre os rumos do Banco do Nordeste (BNB) após a onda de denúncias que atingiu a instituição, a bancada do Nordeste no Congresso Nacional promete intensificar articulações com o Governo Federal para evitar possível esvaziamento do Banco. Deputados e senadores da Região devem se reunir no início da próxima semana para traçar estratégias “rumo ao fortalecimento do BNB”, anunciou o líder da bancada, deputado federal José Guimarães (PT). “Não vamos aceitar qualquer tipo de esvaziamento ou de mudança no eixo das decisões do BNB. Vamos pilotar as articulações”, afirmou o petista, que é ligado ao agora ex-presidente do banco, Jurandir Santiago. Uma fonte ouvida pelo O POVO, no entanto, relatou que, pelo menos entre os petistas, a movimentação ainda é tímida. “Estão esperando a poeira sentar”, disse a fonte, que pediu para não ter a identidade divulgada. O BNB é alvo de cobiça e disputa política entre várias regiões e siglas do País. Nos bastidores da crise, há temor pelo futuro do banco, cujo centro administrativo é instalado no Ceará. Apesar das preocupações, Guimarães disse que setores do Ministério da Fazenda e ainda o presidente do Conselho de Administração do Banco, Dyogo de Oliveira, garantiram que “não há nenhuma iniciativa no Governo no sentido de interromper as ações da instituição”. Otimismo Parlamentares ouvidos pelo O POVO – incluindo opositores ao Palácio do Planalto – mostraram-se otimistas e reforçaram a necessidade de preservar a imagem do Banco. “O que foi encontrado (de irregularidade) é exceção dentro da regra. O BNB tem um corpo técnico muito qualificado. Se existem problemas pontuais, a Instituição e o Ministério saberão saná-los”, avaliou o senador Agripino Maia (DEM-RN).” Em linha semelhante, o ex-líder da bancada do Nordeste, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), defendeu a punição dos responsáveis pelos desvios, mas lembrou que “não é porque houve um problema desse tipo que vamos mudar as ações do BNB para outro banco. O país não aceita mais esperteza, malandragem, corrupção. Mas a instituição deve ser preservada. O nordeste sem esse banco não é nordeste”, defendeu. E agora? ENTENDA A NOTÍCIA Parlamentares e governadores do Nordeste agora iniciam uma intensa disputa pela indicação da presidência e da diretoria do banco, uma das instituições federais mais importantes da região. | |
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| O ESTADO |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| Diário Político - Ataques | |
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Por Fernando Maia
Mais um funcionário do BNB deu com a língua nos dentes para jogar lama sobre uma instituição que tem se constituído o principal lastro da economia do NE. É bom reagir. O BNB é como o Dnocs. Sem eles, seria mais difícil a sobrevivência da região. Grana Com ou sem crise, o BNB disponibilizará mais de R$ hum bilhão do FNE, não só para amenizar os efeitos da seca entre os produtores, e para renegociações de dívidas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| BNB | |
| BNB: presidente renuncia, e diretoria é reformulada em meio a denúncias | |
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No cenário atual se entrelaçam especulação sobre o nome do novo presidente e discurso de escolha técnica
Treze dias após se tornarem públicas as denúncias de operações irregulares que já contabilizam pelo menos R$ 67 milhões em prejuízo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), passa por seu momento mais crítico. Ontem, quando foi oficializada a "renúncia" do ex-presidente do banco, Jurandir Santiago, a instituição anunciou uma série de mudanças em sua diretoria, entre elas a exoneração dos diretores de Desenvolvimento, Sydrião Alencar, e de Controle e Risco, Isidro Moraes de Siqueira. Assumindo agora o cargo de presidente interino, o diretor de Negócios do BNB, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, passa a comandar o banco em um quadro no qual se entrelaçam a especulação sobre o nome do novo presidente e o discurso de que a nomeação - escolha que cabe à Presidência da República - seja primada por critérios técnicos - e não por questões políticas. Resposta em nota Um dos suspeitos no caso dos kits sanitários, no Município de Ipu, o ex-presidente Jurandir Santiago apresentou ontem uma nota à imprensa na qual afirma que as razões que o levaram a renunciar "são de cunho pessoal, com o objetivo de preservar a minha família e a imagem da instituição que presidi, em virtude de matérias divulgadas nesta data (ontem) nos jornais desta cidade que denigrem a minha honra e às quais quero dedicar tempo integral para provar minha inocência". Por sua vez, o advogado de Santiago, Hélio Leitão, afirmou que seu cliente não foi notificado oficialmente e que soube das denúncias por meio da imprensa. "Ele tomou conhecimento no dia de hoje, através da imprensa, das especulações que são formuladas. Ele, em momento algum, tomou conhecimento oficial delas, não recebeu nenhum chamamento, quer judicial, quer do Ministério Público ou de qualquer órgão de investigação que seja", comentou. Nesta semana, o procurador geral de Justiça do Ceará, Ricardo Machado, aditou a denúncia-crime que havia sido feita contra o prefeito do Município de Ipu, Sávio Pontes, para incluir o nome de Jurandir Santiago, que era subsecretário da Secretaria das Cidades, responsabilizando-o pelos mesmos crimes imputados a Sávio Pontes, que está foragido. A denúncia-crime se refere a irregularidades graves em dois convênios, firmados em 2009, entre a Secretaria de Cidades e a Prefeitura de Ipu, para a construção de 2.108 kits sanitários. Suspeito no escândalo dos kits e comandando o banco em um momento tão delicado, Santiago deixa a presidência da instituição em meio à pressão para que houvesse mudanças na liderança do BNB. Assume interinamente O presidente interino, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, é administrador de empresas e técnico em contabilidade. Segundo informações do BNB, Paulo Sérgio Ferraro, natural de Salvador, ingressou no Banco do Nordeste por meio de concurso público, em 1977, aos 16 anos. Ferraro já ocupou diversas funções, entre elas gerente e superintendente, em agências da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais. Ele ocupa a diretoria de Negócios desde 2007 e permanecerá no cargo mesmo assumindo a presidência de forma interina. A reportagem procurou Ferraro, mas foi informada, pela assessoria de comunicação do BNB, que o presidente interino não se pronunciaria à imprensa ontem. Além disso, questionamentos foram encaminhados à assessoria de comunicação do banco, para serem repassadas ao ex-presidente, que, segundo a assessoria, não as respondeu até o fechamento da edição. Diretor exonerado se diz ´tranquilo´ com decisão A exoneração de Sydrião Alencar foi acompanhada por uma reformulação na diretoria do BNB Exonerado, na tarde de ontem, por telefone, o ex-diretor de Desenvolvimento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), José Sydrião Alencar, disse estar "tranquilo" em relação à decisão do Ministério da Fazenda, de onde partiu a decisão de exonerá-lo. De acordo com Alencar, a notícia, que lhe chegou por volta das 15h, refere-se a um "reposicionamento estratégico" da entidade financeira, que reformulou sua diretoria ontem. "Estou tranquilo. Considero isso normal e estou respeitando a decisão", comentou ao Diário do Nordeste. Ele ressaltou que não é citado nos relatórios da auditoria do BNB e da Controladoria Geral da União (CGU), que investigam supostas operações fraudulentas, as quais, conforme divulgou o Banco, já somam R$ 67 milhões. Sem citação "Eu perguntei ao Dyogo (Dyogo Henrique de Oliveira, presidente do Conselho de Administração do Banco, que o comunicou, por telefone, sobre a exoneração) se eu estava sendo citado (nos relatórios) e ele me assegurou que não". "Nunca fui citado em nenhum processo", acrescentou o ex-diretor. Sydrião Alencar, que trabalha no Banco do Nordeste do Brasil há 36 anos, ocupou o cargo de diretor de Desenvolvimento da instituição durante três anos, além de ocupar a Superintendência do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) por seis anos. Mantido em outra função Ele destaca que continuará atuando no BNB, deixando apenas de estar na diretoria. O ex-diretor, que é professor universitário, afirmou que irá aproveitar o momento para dedicar-se mais à vida acadêmica. A exoneração de Sydrião Alencar ocorreu no mesmo dia em que o Banco do Nordeste anunciou uma série de mudanças em sua diretoria. Conforme nota divulgada ontem pela instituição, "de modo a fortalecer a gestão do banco e o cumprimento de suas missões institucionais", o conselho de administração do Banco decidiu transferir o diretor Stélio Gama Lyra Júnior, que ocupava a Diretoria Administrativa e de Tecnologia da Informação, para a Diretoria de Gestão do Desenvolvimento. Também foi divulgada a nomeação de Nelson Antônio de Souza para ocupar a Diretoria Administrativa e de Tecnologia da Informação. Já Manoel Lucena ocupará a Diretoria de Controle e Risco, antes liderada por Isidro Siqueira. Assim como Alencar, Isidro terá de passar por um período de quatro meses sem ocupar nenhum cargo do banco. Nesse período, os dois continuarão recebendo salário (JM) FIQUE POR DENTRO Missão do Banco é desenvolver o Nordeste do País O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi criado em 1952 com a missão de "atuar, na capacidade de instituição financeira pública, como agente catalisador do desenvolvimento sustentável do Nordeste, integrando-o na dinâmica da economia nacional". A instituição financeira está organizada sob a forma de sociedade de economia mista, de capital aberto, tendo mais de 90% de seu capital sob o controle do Governo Federal. O BNB possui sede em Fortaleza e atua hoje em aproximadamente dois mil municípios dos nove estados nordestinos, do norte de Minas Gerais e do norte do Espírito Santo. A instituição é considerada a maior da América Latina no que diz respeito ao desenvolvimento regional e opera como órgão executor de políticas públicas. Entre os valores que devem nortear as ações do Banco do Nordeste, estão: justiça, honestidade, democracia, cooperação, disciplina, governança, sustentabilidade, compromisso, confiança, civilidade, transparência, igualdade e respeito. Desde que foi fundado, o Banco do Nordeste teve 19 presidentes, incluindo cearenses como Jurandir Santiago, Mauro Benevides, Byron Costa de Queiroz e Raul Barbosa. Um ano de gestão marcado por conflitos Há 12 dias, o então presidente do BNB fazia planos para o banco, sem imaginar que acabaria renunciando No mês em que completaria o primeiro aniversário à frente do Banco do Nordeste (BNB), o geógrafo Jurandir Vieira Santiago, deixou a instituição, após um período marcado por avanços na área econômica do banco. Ao mesmo tempo, a instituição vive um momento difícil, no qual apura denúncias de supostos desvios de recursos em operações financeiras em algumas agências, além de problemas de interferências político-partidárias na diretoria. Foi um ano marcado também por alterações na política de financiamentos do BNB, que historicamente sempre destinou cerca de 70% dos recursos para projetos de grandes empresas e, agora, por determinação Federal, se volta preferencialmente ao microcrédito, ao financiamento de micros, pequenas e médias empresas no Nordeste. Em entrevista ao Diário do Nordeste, um dia antes de "estourarem" os escândalos, Santiago fez um balanço da saúde financeira do BNB, falou das alterações porque passa o banco e traçou metas para o futuro, sem saber que dias depois acabaria renunciando. O nome dele foi incluído na denúncia-crime que havia sido feita ao prefeito de Ipu, Sávio Pontes e demais envolvidos supostas em irregularidades no repasse de recursos públicos destinados à construção de banheiros naquele município, em 2009. Santiago era secretário-adjunto da Secretaria das Cidades. Saúde financeira De acordo com Jurandir Santiago, "a saúde financeira do banco está muito bem". Conforme disse, o BNB, hoje, tem Patrimônio Líquido de R$ 2,5 bilhões e Patrimônio de Referência de R$ 4 bilhões, além de gozar de posição de destaque nos enquadramentos bancários, a exemplo do índice de Basileia, que exige comprometimento de 11%, e o banco registra atualmente,16,6%. "Temos crescido nas operações de crédito, ano a ano. Em 2011, o banco aplicou R$ 21 bilhões, e neste ano queremos alcançar a marca de R$ 25 bilhões, em números reais, na carteira geral", projetou Santiago. Desse total, explicitou, R$ 11 bilhões foram (em 2011) do FNE, e em 2012, o banco já trabalha com R$ 11,5 bilhões. "No microcrédito queremos alcançar a marca de R$ 4 bilhões", em 2012, destacava Santiago. Ainda segundo ele, o retorno sobre patrimônio líquido no primeiro quadrimestre deste ano, bateu 20%, seis pontos percentuais acima dos 14% registrados em igual período de 2011. "Isso mostra que melhoramos substancialmente", animava-se o economista, ao contabilizar lucro de R$ 152 milhões, nos primeiros quatro meses de 2012; 53,5% maior do que os R$ 99 milhões anotados no primeiro quadrimestre do ano passado. "O banco está muito bem, está firme", garantiu à época, Santiago, mesmo diante das perdas de espaços para o BNDES e da exclusividade na administração dos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordest e (FDNE) e dos escândalos financeiros que, conforme disse, já vinham sendo investigados pela própria auditoria do banco, além do Ministério Público e Controladoria Geral da União. Captação Agora, imerso por denúncias e problemas de ordem jurídica e política, Jurandir Santiago sai do banco deixando para o sucessor uma série de metas traçadas nos últimos meses, mas também o desafio de evitar o esvaziamento do BNB e de elevar o moral da instituição. Recursos Para tanto, ele disse que estava buscando "fundings", recursos, em várias frentes, como no BNDES, onde o banco tem demanda de R$ 2 bilhões, mas só recebeu R$ 500 milhões, neste ano. No Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ele conseguiu recentemente US$ 1,2 bilhão, para investimentos nos Estados nordestinos, além de contar ainda com os recursos do FNE, do FAT e do retorno dos próprios investimentos do BNB. Sementes e desafios Apesar de pactuar com a política do Governo Federal de concentração dos recursos para investimentos no BNDES, Santiago, disse que plantou sementes, elaborou projetos para dar maior agilidade nas operações e ampliar a participação e capilaridade do banco, no Nordeste. Nesse sentido, ele defendeu mais investimentos em novas tecnologias para modernizar os sistemas de atendimento das agências e a realização de parcerias com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, para compartilhamento da rede de agências pelos clientes das três instituições. "Estamos investindo na bancarização das famílias de baixa renda", informou Santiago, ao apontar a emissão de mais de 1,5 milhão de cartões de débitos bancários e operações de crédito e de microfinanças. Além disso, sinalizou com a instalação de mais 25 agências este ano, na região, e com estudos para implantação de mais 83 unidades, o que elevaria das atuais 180 para mais de 300 agências no Nordeste, Norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Fica para o próximo presidente do BNB. Produtores rurais mais preocupados Como se não bastasse os efeitos nocivos da estiagem deste ano, que só no 3º trimestre, implicou em um recuo de 9,5% na produção do setor agropecuário ante igual período do ano anterior; outro motivo vem trazendo preocupação aos produtores rurais cearenses. Para eles, os recentes acontecimentos relacionados ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) eclodem em um momento muito delicado para toda a cadeia produtiva. Na opinião do presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, as medidas para amenizar as consequências climáticas podem ser postergadas. "Estamos muito preocupados com essa situação, principalmente porque ela ocorre durante uma seca devastadora. Isso pode refletir em diversos segmentos que o BNB apoia, como crédito de emergência e renegociação de dívidas rurais para amenizar esse quadro", comenta Flávio. Hiato atrapalha De acordo com o presidente da Faec, existe uma boa sintonia entre as entidades que representam o setor agropecuário cearense e nordestino como um todo e a direção do banco. "A seca aproximou essa relação. Estamos sistematicamente reunidos para traçar estratégias contra a estiagem. A ausência de direção do banco, ou melhor, o hiato necessário para se resolver essas questões internas, nesse exato momento, pode atrasar a liberação de recursos e a tomada de decisões importantes para o setor", avalia. O QUE ELES PENSAM Preservar o banco é preciso O BNB é um ícone para região. Banco de fomento que tem como objetivo de tornar produtivos diversos segmentos como o das indústrias, empresas de atividade comercial, agentes do setor agropecuário e praticamente toda a cadeia de serviços. Sou contra o esvaziamento do BNB. Temos que evitar o que já ocorreu com a Sudene, em âmbito regional, e com o Banco Nacional de Habitação (BNH), na esfera nacional, que acabou sendo incorporado à Caixa Econômica. Começaram nesses órgãos um processo de esvaziamento que não pode se repetir. Os nordestinos não têm interesse que aconteça o mesmo com o Banco do Nordeste. Temos que preservar a instituição porque vivemos numa região de clima único no Brasil. E Ninguém melhor do que o BNB, com seu Know How e expertise adequados para atuar nessa área. Repito que sou contra qualquer tentativa de esvaziamento do banco, principalmente se houver motivos alheios. CID ALVES Presidente do Sindilojas Fortaleza Como os demais, vejo de forma preocupante essa situação. O importante é que a gente preserve as instituições públicas. E que essas questões de natureza pontual não venham macular as instituições públicas. Precisamos ter um órgão de fortalecimento da economia regional, e o papel do BNB é esse. Precisamos ter um órgão, que estabeleça as bases, a matriz do desenvolvimento regional. O que está ocorrendo é muito ruim porque você acaba mistificando algumas coisas e cria espaço pra esvaziar a função. Sudene, Dnocs e BNB são órgãos importantes para o desenvolvimento regional. Acho que a presidenta precisa ter um olhar institucional. E que essas situações não venham prejudicar as linhas de financiamento, atuação e olhar de desenvolvimento regional que estas instituições precisam ter. Esse momento é importante para se redesenhar o papel do BNB, ou seja, como ele pode atuar daqui pra frente com a preservação dos interesses da economia local Alexandre Cialdini Secretário de Finanças de Fortaleza Entidade defende critérios técnicos A Associação dos Funcionários do BNB manifestou o pedido de afastamento de envolvidos em fraudes Com a saída de Jurandir Santiago da presidência do Banco do Nordeste (BNB), a escolha do novo presidente é um dos principais alvos de atenção por parte de políticos, gestores, funcionários e pessoas direta ou indiretamente ligadas à instituição, diante do receio de possível enfraquecimento do banco, especialmente em um momento no qual se discute a exclusividade na operação do de Fundo Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Ontem, a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) publicou, em seu site, diversas notas nas quais destaca a preocupação com o suposto envolvimento de Jurandir Santiago nas denúncias referentes ao escândalo dos kits sanitários no município de Ipu. O receio da entidade também se refere à manutenção de funcionários do banco que estão sendo investigados por conta de indícios de fraudes. A Associação informou que irá entregar, na próxima semana, um abaixoassinado Presidência da República reivindicando "a apuração dos fatos, o afastamento imediato de todos os envolvidos e a punição exemplar dos culpados". A presidente da entidade, Rita Josina, salientou os pontos listados pela associação como critérios a serem utilizados para a escolha do novo presidente, entre os quais se destacam conhecimento das questões econômicas e sociais do Nordeste e do Brasil, tradição de gestão transparente e autonomia e isenção perante setores partidários e interferências políticas. "As novas nomeações não devem se dar só por caráter político", comenta o deputado federal Eudes Xavier (PT-CE), salientando o risco de "retrocesso" quanto à atuação do banco. Enfraquecimento Nesse momento de instabilidade, no qual a imagem do banco está fragilizada, destaca o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), a retomada da credibilidade da instituição é fundamental para que o banco não saia ainda mais enfraquecido da situação de crise. Uma das preocupações, diz, é evitar que as denúncias de irregularidades sejam usadas para corroborar o discurso de que o BNB não deve ter exclusividade na operação do FDNE. "Não se deve deixar que aconteça com o banco o que aconteceu à Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), ao Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas)". Ir além do pequeno crédito pode fortalecer a instituição Para especialista, momento é de reforçar a função colaboradora do Banco do Nordeste para o desenvolvimento A despeito das investigações acerca das denúncias de supostas irregularidades no Banco do Nordeste (BNB), o momento pelo qual passa a instituição deve ser utilizado para rediscuti-la e fortalecê-la, buscando reforçar ainda mais a função de contribuir com o desenvolvimento do Nordeste. Essa é a visão do economista cearense Célio Fernando Bezerra de Melo, o qual também já passou pelo quadro de funcionários do Banco. Na opinião do especialista, o Banco do Nordeste precisa ampliar o horizonte de atuação e focar os esforços em toda a cadeia produtiva, não apenas nos micros e pequenos, como é feito atualmente através de políticas como o Crediamigo ou o Agroamigo. "Não vejo o banco só atendendo ao pequeno produtor ou à microempresa, mas toda a cadeia produtiva, que vai do pequeno ao grande, porque este vai gerar a necessidade de outros negócios, e os pequenos também poderão aproveitar as oportunidades", afirma. Assim, com o reforço na política de industrialização, bandeira que o banco deveria levantar, no entendimento do especialista, a região poderia ampliar o emprego e a renda. ´Exemplo´ O economista sente falta no Banco do Nordeste, o que pode ser discutido e implementado nos próximos anos, de um instrumento como o utilizado pelo Banco Mundial, que é uma corporação formada por cinco instituições que desempenham papéis voltados ao crédito, redução da pobreza, participação acionária e estímulo ao investimento estrangeiro, dentre outras atribuições. Capitalização Para isso, a instituição, de acordo com o economista, precisaria se capitalizar, para dar conta das demandas inerentes à essa expansão, já que o banco financiaria valores maiores a empresas de grande porte. "A capitalização está ocorrendo no Banco do Brasil e no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e não está ocorrendo no BNB em uma velocidade proporcional ao crescimento do Nordeste, cuja expansão tem taxas equivalentes à chinesa", defende. Somente dessa forma, completa, será possível sustentar a alta no emprego e na renda da região. "Não podemos esquecer que tivemos o banco criado em cima de uma ideia de políticas que pudessem diminuir as diferenças; que a região tivesse um agente que pudesse suprir até às demais agências de outros estados. O Nordeste tem problemas de precariedade tecnológica, de capacitação das pessoas, além da própria seca. Temos que entender que não é à toa que a constituição procurou, através do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste ) criar um instrumento de política pública que fosse operado por uma instituição comprometida com o desenvolvimento do Nordeste", afirma. Participação em empresas Para Célio Fernando, o BNB deve também ir além do financiamento às empresas, entrando inclusive com participação nelas. Ele sugere, dessa forma, que a instituição atue como o BNDESPar, sociedade gestora criada para administrar as participações em empresas detidas pelo banco. Sobre o momento pelo qual passa o banco neste momento, o economista espera que o fato não traga prejuízos à imagem da instituição. "O banco é bom, não é uma instituição promíscua. É uma casa que tem a compreensão dos problemas nordestinos. Temos que encontrar uma coisa que integre isso e fortaleça o estado nordestino", destaca. Debate Conforme Fernando, o País está passando por um momento de transformação e de fortalecimento das instituições e toda discussão, independentemente de ser denúncia ou não, que surja no sentido de criar um novo banco ou para criar um novo modelo que vise a resolução das desigualdades sociais e regionais são válidas e aprimoram o estado democrático de direito. OPINIÃO Olhar mais atento para o Nordeste Nicole Barbosa Presidente do CIC A maior preocupação é com a instituição. O Banco do Nordeste trouxe desenvolvimento para a economia da região e precisa continuar sendo preservado. Nesse momento conturbado, de fragilidade do banco, com episódios polêmicos, precisamos de muito cuidado. Acredito que as mudanças que tiverem que ser feitas serão feitas. O Ministério da Fazenda e o governo federal tomarão todas as medidas cabíveis para resolver o caso. Apesar de tudo isso que está acontecendo, o BNB continua sendo uma instituição forte, séria e importante para o Brasil e para o nosso Estado. Lamentamos muito a situação, mas entendo que tiramos uma lição positiva desses acontecimentos todos. Temos de ter administrações transparentes nos órgãos públicos. Outro ponto essencial é que o governo Dilma Rousseff olhe para o Banco do Nordeste de forma mais carinhosa. O Nordeste necessita de ações mais incisivas que não estão sendo tomadas ainda, infelizmente. É preciso que haja um olhar mais responsável para o Banco do Nordeste. Se perdermos essa instituição, seria péssimo para o Ceará e também para todas as unidades da federação que compõem o Nordeste. Já temos poucos incentivos no Ceará, e o banco é um grande patrimônio para o desenvolvimento, talvez o maior de todos.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL - SOBRAL | |
| Pompeu Vasconcelos - Pensando no futuro - CELEIRO DE OPORTUNIDADES | |
Nicolle Barbosa liderou missão empresarial do CIC a Sobral, onde a entidade abrirá sua primeira filial. Com o objetivo de conhecer o novo polo metal-mecânico da região norte e conversar sobre oportunidades de negócios na Princesa do Norte, os empresários visitaram a Rodomundi, Tac Motors e a Indústria de Cimento Poty, do Grupo Votorantim. Na sequência, essa turma foi recebida em audiência pelo prefeito Veveu Arruda, que presenteou a presidente do CIC com o Plano de Desenvolvimento Industrial de Sobral- PDI
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| MISSÃO EMPRESARIAL - SOBRAL | |
| Pompeu Vasconcelos - Veveu Arruda recebe missão do CIC | |
Sobral pulsa. Focado em uma política de desenvolvimento regional, baseada no associativismo e na sustentabilidade, o prefeito Veveu Arruda(PT) transformou a cidade em um verdadeiro canteiro de obras, celeiro de oportunidades para cearenses e estrangeiros que ali queiram investir. Pelo menos, foi isso que constatou a missão empresarial do Centro Industrial que esteve por lá. 1. Veveu Arruda e Ricardo Teixeira 2. Ricard Pereira 3. Ernesto Gurgel, Marcos Medeiros, Pedro Aurélio Ferreira Aragão, Ricardo Sales.
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| RIO + 20 - JORGE PARENTE | |
| Egídio Serpa - Na Rio+20 | |
| Presidente do Conselho de Responsabilidade Social da CNI, Jorge Parente esteve nos fóruns da Fiesp e Firjan e do Sebrae na Rio+20sobre o crescimento sustentável. "Em 2050, o mundo terá 9 bilhões de habitantes. Como fazer para alimenta-los sem agredir a natureza? É a questão", disse | |
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| O ESTADO |
21 de junho de 2012 |
| ENCONTRO DE INCUBADORAS DE EMPRESAS | |
| Política - No Oásis | |
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Por Macário Batista
A IV edição do Encontro Regional de Incubadoras de Empresas no Nordeste – IV Erine e o III Seminário de Incubadoras de Empresas do Ceará acontecerão no Hotel Oásis. Incubadoras Com a organização das Incubadoras de empresas afiliadas à Rede de incubadoras de Empresas do Ceará – RIC, o tema será “Incubadora de Empresas-Plataforma do Empreendedorismo Inovador”. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| ENERGIA DAS ONDAS | |
| Editorial - Energia das ondas | |
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O Ceará começa a deslanchar o potencial de suas matrizes energéticas não poluentes. Rico potencialmente em energia solar, líder nacional na exploração de energia eólica, está expondo, oficialmente, na Conferência Rio+20 o primeiro projeto de usina de ondas da América Latina.
Esta constitui a primeira grande experiência de aproveitamento da energia oriunda do movimento das águas marinhas. Instalada no Porto do Pecém, a usina corresponde a um grande laboratório em escala real, em que são avaliadas as possibilidades comerciais desse tipo de produção limpa e renovável. Na Rio+20, estão sendo apresentados outros 12 projetos tecnológicos. O litoral brasileiro, constituído por 8 mil quilômetros de extensão, tem condições para receber usinas para uma produção estimada em 87 gigawatts. Desse total, seria possível converter 20% em energia elétrica, que corresponderia a 17% da capacidade total instalada no País. Antes, há necessidade de avaliações sobre a viabilidade dos projetos. Esse empreendimento sediado no Ceará, no paredão do quebra-mar no complexo industrial e marítimo do litoral oeste, foi desenvolvido pela Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O Ceará foi escolhido para abrigá-lo por apresentar, como grande vantagem estratégica, a constância dos ventos alísios, resultante da rotação da Terra. Há, ainda, outras peculiaridades, pois o movimento do ar gera ondas regulares no mar. Embora não sejam grandes, elas estão sempre batendo. O movimento regular, praticamente durante todo tempo, é responsável pela eficiência da usina no litoral do Estado. Outros aspectos concorrem para as vantagens apontadas. A agitação das grandes ondas de outras áreas ocorre em apenas 20% de cada ano. No Brasil, as ondas batem, de forma constante, em mais de 70% do ano. A tecnologia desenvolvida para o aproveitamento das ondas de menor porte poderá servir para outros empregos na vastíssima área marítima correspondente a 71% da superfície do planeta. Os pesquisadores da Coppe encaram o mar como fronteira estratégica na qual o Brasil tem amplas possibilidades de se tornar o líder tecnológico dessa empreitada. O projeto do Pecém denota essa tendência. Nele, foram investidos R$ 15 milhões, no decorrer de quatro anos. O Ceará é pioneiro como base de exploração da energia gerada pelas ondas. A próxima seria em Fernando de Noronha. O vento, abundante também no Estado, concorre com a energia das ondas, com a vantagem de corresponder à metade do custo de produção. O Estado tende a se tornar autossuficiente em energia eólica até 2016. Líder nessa corrida, produz 519 MW de energia, 56% da produção nacional. Mas os seus 18 parques e as 69 usinas contratadas irão gerar 1818 MW até 2016. A energia solar tem no Estado a primeira usina com produção em escala comercial. Situada em Tauá, sua planta industrial, limitada inicialmente, começa a vencer as barreiras da burocracia oficial para multiplicar sua capacidade de produção por 50 vezes. O sol escaldante na região dos Inhamuns abriga potencialidades pouco estudadas e, como tal, também pouco aproveitadas. A exploração da energia solar, abundante na região durante o ano inteiro, comprova o acerto do projeto. Assim como o sol, as ondas e o vento, objeto agora de aproveitamento para a produção de energia elétrica, o Ceará dispõe, ainda, de outros recursos à espera dos pesquisadores e empreendedores. | |
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| O POVO |
21 de junho de 2012 |
| FRANCAL - NORTE/NORDESTE - FORTALEZA | |
| FRANCAL - Feira de calçados em Fortaleza | |
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A Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal), que ocorre há 44 anos em São Paulo, deve ganhar uma versão Norte/Nordeste, no próximo ano, a ser realizada no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. É o que afirma o diretor de Atração de Investimentos da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Cláudio Frota.
O POVO entrou em contato com a organização da Francal, que confirma a informação. “Temos todo o interesse em fazer a Francal Norte Nordeste em Fortaleza”, afirma, por meio de assessoria de imprensa, o presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala. Mas ele não informou mais detalhes. De acordo com o diretor da Adece, a reunião com representantes da Francal ocorreu ontem e eles ficaram “impressionados” com o tamanho do Centro de Eventos. Depois da manifestação de interesse, o próximo passo é confirmar a disponibilidade do Centro de Eventos. “Estamos em contato com a administração do Centro para fechar a data. A intenção é que a feira aconteça na última semana de setembro”, afirma Cláudio. Depois de marcar a feira no calendário do Centro de Eventos, começa o período de divulgação e comercialização de estandes. “Estamos partindo com antecedência considerável, se conseguirmos fechar isso ainda esta semana, a Francal Norte Nordeste já será divulgada na Francal de São Paulo semana que vem”, informa. O evento da próxima semana a que o diretor se refere é a 44ª Francal que é realizada em São Paulo, de 26 a 29 de junho. Ainda conforme o diretor da Adece, o órgão e uma comitiva do setor calçadista local estarão presentes no evento, divulgando a Francal Norte Nordeste. “O polo de calçados do Ceará já é bem instituído. A feira traz a possibilidade de juntar indústria e comércio no mesmo local”, cita. (Luar Maria Brandão) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| REVITALIZAÇÃO DA ORLA - FORTALEZA | |
| R$ 300 milhões para revitalização da orla | |
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O maior investimento ocorrerá na Avenida Beira-Mar e Litoral Leste, com obras orçadas em R$ 231,9 mi
A requalificação urbana da Avenida Beira-Mar e Litoral Leste e também a da Praia da Futuro, dois dos maiores projetos da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor), tiveram suas licitações homologadas na semana passada. Juntos, os dois somam mais de R$ 300 milhões de investimento e, com a assinatura do contrato pela Prefeitura e as construtoras, foi garantido o início das obras ainda para este ano, mesmo com as eleições. "Nosso esforço foi justamente para garantir o início do processo e faz parte do projeto de conectividade e absoluta integração e utilização pela população do entorno da região idealizado pela Prefeitura", ressaltou o novo titular da Setfor, Moacir Soares. O maior dos dois investimentos, as obras da Avenida Beira-Mar e Litoral Leste, tem na lista de afazeres a recuperação da faixa de praia (R$ 59,1 milhões), a reurbanização da orla (R$ 72,9 milhões), a construção da via férrea para um bondinho que parte do Mercado dos Peixes e vai até o espigão da Avenida Rui Barbosa (R$ 15,5 milhões), além da requalificação viária do Litoral Leste (R$ 84,3 milhões). Obras e preparo Ao todo, foram R$ 231,9 milhões, que serão aplicados pela construtora Camargo Correia - ganhadora do pleito - e oriundos do Programa de Desenvolvimento do Turismo Nacional (Prodetur). Soares adiantou ainda que as obras começarão em agosto deste ano e que o prazo estimado para a conclusão fica entre 24 e 27 meses. As obras terão início no Mercado dos Peixes, onde existe previsão de oito meses de intervenção na área. Assim, os empresários do entorno participarão de um programa promovido pela Prefeitura e o Sebrae-CE. "É uma forma de preparação para que eles passam se adaptar e, quando os equipamentos todos previstos para a Beira-Mar forem construídos, eles estarão preparados", observou. Praia do Futuro Dispondo de R$ 81,6 milhões do Prodetur, a Praia do Futuro possui na sua lista serviços de drenagem, pavimentação e duplicação de calçadão, estacionamento e duplicação da vias. Sob a responsabilidade da construtora Marquise, as obras iniciarão, segundo o secretário de Turismo de Fortaleza, entre o final de julho e começo de agosto e têm entre oito e 12 meses para ser concluída. "Nós já fizemos aqui o plano de mitigação com os proprietários das barracas de praia da região e estamos apenas esperando os técnicos da CAF (Corporação Andina de Fomento) para definir um cronograma detalhado com eles", declarou. Ainda pendente Também com licitação encerrada e construtora definida (CHC), outra requalificação espera a liberação de R$ 29 milhões do Ministério do Turismo pela Caixa Econômica Federal. Trata-se dos corredores turísticos de Fortaleza, os quais terão vias exclusivas para ciclistas de infraestrutura. Ao todo, são sete ruas no projeto, o qual iniciará - "tão logo seja liberado o dinheiro" - pela Avenida Monsenhor Tabosa (R$ 5,9 milhões), seguida da Avenida Historiador Raimundo Girão (R$ 1,9 milhões), Rua João Moreira (R$ 2,5 milhões), Rua Adolfo Caminha (R$ 1,2 milhões), Avenida Almirante Barroso (R$ 4 milhões), Avenida Alberto Nepomuceno (R$ 2,2 milhões) e Avenida Vicente Castro (R$ 11,7 milhões). | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| CENTRO DE EVENTOS | |
| Centro de Eventos está pronto para a inauguração, diz Setur | |
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Empreendimento orçado em R$ 380,8 milhões já atuará em ´soft open´. Faltam limpeza e ajustes
Após quase três anos de obras, que iniciaram oficialmente em julho de 2009, o Centro de Eventos do Ceará (CEC) finalmente foi dado como pronto. De acordo com o secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia, toda a parte de infraestrutura e equipamentos foi concluída ontem e restam apenas alguns detalhes para que o local fique completamente preparado para o evento de abertura do próximo dia 30. "Já está tudo pronto. O que resta ser feito são acabamentos, como a limpeza do local para o show de inauguração. Se o evento acontecesse hoje (ontem), por exemplo, programaríamos a conclusão desses detalhes para dias anteriores e, consequentemente, teríamos condições para a realização de tal acontecimento", afirma Bismarck Maia. Apesar de ter sido considerado finalizado, o Centro de Eventos passará por alguns aperfeiçoamentos nos próximos meses. Conforme o secretário, "inicialmente, o local atuará no chamado ´Soft Open´, que é uma espécie de abertura experimental. Dentro de dois ou três meses, porém, o local já contará com diversas melhorias e poderá, de fato, estar disponível sem nenhum tipo de pendência". Projeto grandioso Orçado em R$ 380,8 milhões, o Centro de Eventos do Ceará é o segundo maior da América Latina, contando com uma área total construída de 157 mil m². Para se ter uma ideia da dimensão do equipamento, que conta com dois pavilhões de 14 mil m² cada, seria possível montar uma estrutura de cerca de 14 metros de altura no interior do local sem nenhum problema. "O Centro de Eventos pode suportar de 20 a 25 mil pessoas em shows e, no caso de uma feira do livro, por exemplo, até 30 mil", revela Bismarck Maia. O secretário diz ainda que o CEC já conta com uma área de estacionamento com 3,1 mil vagas. Segundo ele, uma licitação acontecerá no dia 20 de julho para definição da empresa que administrará o local. O que vem por aí Conforme Bismarck, o CEC está praticamente todo tomado para eventos em 2013. Ontem mesmo foi confirmado que, no próximo ano, a Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal), maior da América Latina, acontecerá no Ceará. O secretário ainda revela que a Couromoda - organizadora de um grande número de eventos na área de moda e equipamentos de beleza - também já demonstrou interesse no Estado. O QUE ELES PENSAM Turismo de Negócios ganha força Nós, do setor hoteleiro, sempre sofremos muito com a questão da sazonalidade. As baixas temporadas causam quedas significativas na ocupação dos nossos hotéis e, agora, com o Centro de Eventos, esperamos que isso diminua. O reequilíbrio da nossa oferta de leitos também deve ser alcançada, pois a chegada de novos hotéis - como o que será construído próximo à Avenida Washington Soares - deve colaborar para isso. O porte do equipamento também ajuda, afinal, em um espaço tão grande os eventos podem acontecer simultaneamente e, consequentemente, atrair mais pessoas. Regis Medeiros Vice-presidente da ABIH-CE O comércio vive de movimentação de atividade, então, somos o setor que mais vai ganhar com o Centro de Eventos. Hoje, quando o turista, por exemplo, chega ao nosso estado, ele não gasta só com hospedagem, ele gasta com vários outros produtos que temos a oferecer e isso vai ser cada vez mais provocado com os eventos realizados no Centro. Além disso, com o equipamento, vamos conseguir trazer para o Ceará o turismo de negócios, no qual perdíamos tudo relacionado ao comércio. Honório Pinheiro Presidente da FCDL
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
21 de junho de 2012 |
| CENTRO DE EVENTOS | |
| Após negociação, Bismarck cede e anuncia passarela | |
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A dez dias da festa de inauguração do CEC, ainda há pendências formais, como a entrega do documento Habite-se
Após polêmicas sobre a necessidade ou não de se construir passarelas em frente ao novo Centro de Eventos do Ceará (CEC) para garantir a mobilidade da população, o atual titular da Secretaria de Turismo do Estado (Setur), Bismarck Maia, anunciou, ontem, após reunião com o Ministério Público Estadual (MPE), que construirá, sim, a travessia. O anúncio é feito dez dias antes do festejo de inauguração do esperado empreendimento turístico. Em maio, o Diário do Nordeste trouxe citação polêmica do secretário informando que o CEC não teria passarelas, pois elas não seriam, segundo ele, soluções aplicáveis ao local, "deixariam, sim, o cenário feio e impossibilitariam a visão do equipamento". Essa afirmação gerou grandes repercussões entre a população e gestores, formalizando, à época, até um pedido do MPE de interdição do equipamento. Compromisso Após reunião, ontem, com o atual promotor de Justiça Gilvan Melo, que coordena o Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas de Trânsito (Naetran), o secretário finalizou um termo de compromisso com o MPE, que será formalmente entregue, hoje, às 10h, no núcleo. "Por respeito ao Ministério Público Estadual e, mais ainda, ao atendimento reforçado da população de Fortaleza, nós construiremos uma passarela na altura do Shopping Salinas, onde existe, hoje, uma parada de ônibus e muita movimentação de pedestres", declara Bismarck Maia. Além disso, ele ainda reforçou que, em todos os eventos do CEC em que houver mais apelo de público local, a gestão estadual disponibilizará e dará todo o apoio dos órgãos para orientar e tentar garantir o máximo de segurança e tranquilidade. Entretanto, às vésperas da entrega do Centro de Eventos, Maia ainda não tem previsão de quando iniciará a construção da travessia para a melhor mobilidade, principalmente, de usuários do CEC, trabalhadores e universitários que, diariamente, enfrentam o saturado trânsito da Washington Soares. A via possui movimento diário de 50 mil veículos, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). "Queremos começar a construção da passarela logo, de imediato. A mobilidade ali já estava ruim antes mesmo do equipamento. Vai ficar melhor agora. Estamos eliminando dois sinais de trânsito e dando mais fluidez", explica Bismarck Maia. Para o promotor Gilvan Melo, que coordena hoje o Naetran, apesar da polêmica e de certa resistência inicial dos gestores em construir as passarelas, o desfecho dessa história parece ter sido positivo. "Na reunião com o Bismarck Maia firmamos um compromisso de garantirmos meios para promover melhor mobilidade da população. Ele acatou nosso pedido, vai fazer a passarela e, assim, ficamos todos satisfeitos", afirma Melo. Conforme o promotor, o Centro de Eventos não pode ter um projeto de locomoção próprio, só visando o público com perfil mais turístico que deve, prioritariamente, frequentar o local. "Tem que beneficiar, sim, todo mundo. Do empresário ao estudante, passando pelo trabalhador que tem carro e o que anda à pé, sem restrições alguma", diz. Pendências Entretanto, apesar dos festejos pela entrega, ainda essa semana do equipamento, há pendências formais existentes para o pleno e correto funcionamento do CEC. Até ontem, por exemplo, o Habite-se - documento emitido pela Prefeitura de Fortaleza para autorizar o início regular da utilização efetiva de construções ou edificações - ainda não estava concluído ou constava no Distrito de Meio Ambiente da Secretaria Executiva Regional (SER) VI. Questionada sobre andamento e fiscalização da regularidade da obra, a SER VI informou que "último dia 12 de junho foi dada entrada no pedido de Habite-se do Centro de Eventos". Hoje, segundo a regional, às 10h, há visita técnica para iniciar a vistoria do novo empreendimento. Dois túneis liberados sexta Além do anúncio da construção de passarela nas proximidades do Centro de Eventos do Ceará (CEC), o secretario de Turismo do Estado, Bismarck Maia, confirmou a entrega, para sexta-feira, de dois dos quatro túneis em frente ao empreendimento, na Avenida Washington Soares. "Eles vão ser liberados para o tráfego de veículos na noite de sexta-feira e estarão localizados nos cruzamentos com as avenidas Firmino Rocha Aguiar e Desembargador Manuel Sales, no sentido do Cocó para a Messejana", informa Bismarck Maia. Ao todo, segundo a Secretaria de Turismo do Ceará (Setur), serão quatro trincheiras subterrâneas de 9,5 metros de largura. A construção destes túneis já se encontra, conforme o gestor, com cerca de 99% das obras executadas. Os serviços foram iniciados desde novembro de 2010. Adaptação Por ser o primeiro túnel, com essas extensas dimensões, a ser entregue em Fortaleza, o secretário declarou que uma equipe de controle de trafego ficará, durante as primeiras semanas, orientando os motoristas, ajudando na entrada e saída, garantindo, assim, um fluxo mais tranquilo. "Temos que construir, sim, essa cultura de se andar em túneis. Será um processo de adaptação, mas sinto que será fácil para os motoristas, não haverá surpresas ruins. O local vai estar, na sexta-feira, muito bem sinalizado e iluminado", garante Maia. Sobre os outros dois túneis de acesso ao Centro de Eventos do Ceará, o secretario informou que até agosto - quando da inauguração formal do CEC - as demais trincheiras estarão em pleno funcionamento, desafogando, segundo o gestor público, o caótico e desordenado trânsito na região com eliminação, inclusive, de dois semáforos. | |
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