Fortaleza, CE - domingo, 17 de junho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Egídio Serpa - Viagem de volta
- Vertical S/A - Trens
- ZPE do Pecém prevê alfandegamento até 15 de dezembro
- Refinaria do Ceará fica fora dos planos da Petrobras
- 1º polo industrial esvaziado dá espaço a novas atividades

SESI
- Sesi recruta: Instrutor
- Sesi recruta: Técnico em Secretariado
- Sesi recruta: Auxiliar Operacional
- Sesi recruta: Instrutor
- Sesi recruta: Professor Nível Superior

SENAI
- Cursos - Senai / Certrem
- Cursos - Senai / CFP AUA
- Cursos - SENAI - AABMS
- Cursos - SENAI/CFP AUA
- Cursos - SENAI - CERTREM
- Senai recruta: Instrutor Educacional

IEL
- Estágios - IEL

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
- CANDIDATOS SEM A MÁQUINA PÚBLICA - O ônus e o bônus dos candidatos fora do poder

AGROPECUÁRIA
- Pecnordeste inicia amanhã e deve gerar R$ 38 milhões
- Demanda por ovino e caprino não é atendida

BANCOS
- Alan Neto - Pedra sobre pedra
- Vertical S/A - BNB: lista traz semelhanças no teto

CNI
- Walter Gomes - O negócio é o seguinte

INFRA-ESTRUTURA
- Refinaria fica fora dos planos da Petrobras
- Refinaria - Cid Gomes nega adiamento
- MUNDIAL DE 2014 - Onde a Copa já começou

PESCA
- Aquicultura está em expansão

SINDICATO
- XXIV Confam


DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
INDI - ITA
Egídio Serpa - Viagem de volta
São cearenses 30% dos jovens de todo o País que, anualmente, se submetem ao vestibular do ITA - o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, que tem sede e campus em São José dos Campos (São Paulo). Egresso do ITA, Júlio Alves - que hoje assessora a CNI em projetos de Educação Tecnológica - declara-se "louco de vontade de voltar para o Ceará". Ele procurou o coordenador do Indi, da Fiec, Carlos Matos, a quem exibiu o desejo de prospectar boas oportunidades para investir.
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O POVO

17 de junho de 2012

 
METROFOR
Vertical S/A - Trens
coluna do Jocélio Leal

O diretor-presidente da fabricante de trens espanhola Construções e Auxiliar de Ferrovias (CAF), o ex-secretário da Fazenda do Estado e ex-superintendente da Fiec, Paulo Fontenelle, veio de São Paulo só para participar do início da operação assistida do Metrofor. Na verdade, quase isso. Ele mira na manutenção da linha Sul do Metrô. A linha Oeste (Caucaia) não interessa à CAF, por ser considerada obsoleta. Caso ganhe a futura concorrência, a empresa monta base de manutenção em Pacatuba.
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CEARÁ AGORA

17 de junho de 2012

 
ZPE DO PECÉM - CORIN
ZPE do Pecém prevê alfandegamento até 15 de dezembro
Por: Luciano Augusto

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém espera concluir seu processo de alfandegamento e dar início às suas atividades, possibilitando a atracagem de equipamentos para a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) até 15 de dezembro.

O prazo foi dado pelo presidente da Emazp – a empresa administradora da ZPE, Eduardo Alcântara Macedo, que participou de reunião do Conselho Temático de Relações Internacionais da FIEC (Corin) na última quarta-feira (13). Macedo apresentou estrutura e benefícios da ZPE do Pecém, assim como os planos da Emazp. “Estamos em fase de prospecção de investidores para a nossa ZPE”, afirmou.

A ZPE abrange uma área de 4.271,41 hectares no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no município de São Gonçalo do Amarante, a 56 quilômetros de Fortaleza. A área de despacho da ZPE, de oito hectares, já está terraplenada. A Emazp espera ampliar seu quadro de colaboradores dos atuais dez para 156 até o fim de 2012.

A ZPE busca atrair projetos industriais de caráter exportador, com mínimo de 80% da produção para mercado externo, com uma gama de incentivos e com o aparato logístico do CIPP, que integra porto, rodovia, ferrovia, fornecimento de água e produção de energia.

Se aprovado, o empreendimento instalado na zona receberá autorização para sua implantação e garantia dos benefícios por 20 anos, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. É permitida a transferência de plantas industriais já existentes em outros países.

Os benefícios às empresas vêm na forma de incentivos fiscais e cambiais. Para adquirir bens e serviços no mercado interno, as instaladas na ZPE contarão com a suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep).

Na importação, serão isentas do Imposto de Importação (II), do IPI, do Cofins-Importação, do PIS/Pasep e do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Também serão suspensos tributos para aquisição de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos (bens novos ou usados), que deverão ser incorporados ao ativo imobilizado da empresa autorizada a operar em ZPE.

No caso de importação de bens usados, a suspensão será aplicada quando se tratar de conjunto industrial e que seja elemento constitutivo da integralização do capital social da empresa.

Em relação aos incentivos cambiais, as plantas localizadas na área da ZPE poderão destinar ao mercado interno até 20% do valor da receita bruta resultante da venda de bens e serviços, sendo que no montante incidirão impostos.

As empresas podem manter no exterior 100% das divisas obtidas nas suas exportações. Além disso, também são liberadas da obrigação de converter em reais as divisas obtidas nas exportações.

No âmbito administrativo, as indústrias localizadas na ZPE são dispensadas de licença ou de autorização de órgãos federais, com exceção dos controles de ordem sanitária, de interesse da segurança nacional e de proteção do meio ambiente (art. 12, Lei 11.508/2007), por ocasião da exportação para países que acatam a legislação. Destaque também para a segurança jurídica oferecida pela zona, amparada na já citada lei federal.

Eduardo Alcântara Macedo aposta na ZPE e no CIPP como pontos fundamentais para o crescimento do Ceará. “Não existe porto no país com o potencial de expansão do nosso Porto do Pecém. Temos condição de ser a grande esquina do mundo ocidental. E, com a ampliação do Canal do Panamá, teremos ligação direta com a Ásia”, argumenta o presidente da Emazp.
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O POVO

17 de junho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM II DO CEARÁ
Refinaria do Ceará fica fora dos planos da Petrobras
O Plano de Negócios 2012-2016 da Petrobras exclui a refinaria Premium II do Ceará, de acordo com reportagem do Estado de S. Paulo. O motivo são as indefinições do projeto, que deveria começar no próximo ano

A refinaria Premium II, cujas obras deveriam começar no próximo ano, está excluída do plano de negócios 2012-1016 da Petrobras, segundo informações do Estado de S. Paulo. A Petrobras não confirma nem nega a informação. Diz apenas que o detalhamento do plano será divulgado no dia 25 deste mês.

"A Petrobras só irá detalhar e comentar o Plano de Negócios a partir do dia 25, quando teremos uma agenda de divulgação do Plano", informou a estatal por meio de nota enviada ao O POVO.

O projeto, orçado em US$ 10 bilhões, é de responsabilidade da área de refino, a que mais sofreu perdas de investimentos no novo plano, divulgado na última quinta-feira (14), com queda de US$ 5,1 bilhões em relação ao plano do ano passado.

O maior impasse em torno da refinaria é sobre o terreno, reivindicado por uma comunidade indígena. Em reunião com a Secretaria de Planejamento do Estado, na semana passada, o gerente de Estruturação do Negócio da Refinaria Premium II da Petrobras, Raimundo Lutif, reclamou bastante da falta de uma definição por parte da Fundação Nacional do Índio (Funai). Ele pediu celeridade na resolução das pendências para liberação do terreno onde será o empreendimento no Pecém.

"Estamos em plena revisão do plano de negócios e isso tem que ser resolvido urgentemente", afirmou. No entanto, na ocasião, ele descartou a possibilidade de o Ceará perder a refinaria definitivamente. "Não tem como deixar de vir o empreendimento", garantiu na ocasião ao O POVO.

Adiamento do projeto

A estatal não desistiu da refinaria, segundo fontes do Estado de S. Paulo ligadas à empresa. A retirada do projeto do próximo plano de negócios seria reflexo direto do estilo que a presidente da empresa, Graça Foster, está imprimindo na empresa.

Preocupada com metas e prazos, Graça quer evitar que a Petrobras volte a descumprir a previsão de investimento e produção, como aconteceu no ano passado, para frustração do mercado. Por isso, serão retirados projetos que não têm a viabilidade garantida.

Na prática, o método de Graça deve elevar a execução dos investimentos, e não apenas com a exclusão de projetos que poderiam ser abandonados no meio do caminho. O documento determina que 88% dos investimentos (US$ 208,7 bilhões) são para projetos com viabilidade financeira garantida.

Desconhecimento

A notícia do adiamento do projeto da refinaria é uma surpresa, segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), Roberto Smith. "Desconheço isso. Estamos trabalhando fortemente no planejamento da refinaria com a Petrobras. Não temos nenhuma informação e nenhum conhecimento dessa notícia", destacou.

Segundo ele, vários assuntos relativos ao projeto estão sendo tratados simultaneamente para dar viabilidade. No entanto, ele admitiu que os prazos ainda não estão garantidos. "Estamos trabalhando para isso". (com as agências)


ENTENDA A NOTÍCIA
A refinaria e a siderúrgica são os grandes projetos estruturais anunciados por diferentes gestores à frente do governo do Estado nos últimos 20 anos. Um novo adiamento será prejudicial, até porque os recursos já estão garantidos.

Números

10

bilhões de dólares é o valor estimado do investimento da Petrobras na Refinaria Premium II, no Complexo Industrial do Pecém

5,1

bilhões de dólares foi o valor do corte do setor de refino previsto no novo plano de negócios da Petrobras, que deverá ser detalhado no próximo dia 25


Saiba mais

História de idas e vindas

Agosto de 2008 - Definido o início da construção da refinaria: 2009.

Outubro de 2010 - Cronograma para início das operações é adiado de 2013 para 2017. Principal impasse é o terreno.

21 de janeiro de 2011- Famílias de Caucaia são intimadas a desocupar área da refinaria Premium II da Petrobras.

17 de fevereiro de 2011 - Cid Gomes e Sergio Gabrielli reúnem-se para deliberar pendências da Refinaria. Investimento previsto no Ceará: US$ 2 bilhões até 2014.

30 de maio de 2011 - A Semace concede a Licença Prévia para o empreendimento.

30 de junho de 2011 - Funai conclui estudo sobre questões indígenas da área.

30 de julho de 2011 - Semace concede Licença de Instalação. 14 de setembro de 2011 - Petrobras diz que falta liberação do terreno e serviços de terraplanagem iniciam em 2012.

4 de abril de 2012 - Governador afirma que aguarda anuência da Funai por conta das 80 famílias que vivem no entorno da área.


Adiamento pode gerar prejuízos, diz Roberto Macêdo
Adiar a vinda da refinaria para o Ceará trará um grande prejuízo para o setor industrial e para os trabalhadores que já estão se capacitando à espera do início das operações do empreendimento, de acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo.

"Estamos tendo reuniões com a Petrobras, acompanhando a preparação de mão-de-obra, e agora vem uma notícia dessas", lamentou.

Macêdo disse ainda que espera que a situação seja resolvida a partir de pressão política. "Esperamos que exista condições de fazer pressão política para que isso não aconteça", destacou.A expectativa é de que sejam capacitados 3.500 trabalhadores em uma parceria entre a Petrobras e os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social, segundo informações divulgadas no começo deste ano. O treinamento dos profissionais deve ser realizado no município de São Gonçalo do Amarante. A refinaria, com capacidade para 300 mil barris por dia, iniciaria produção em 2017, com parte dos US$ 10 bilhões de investimento inclusos no no plano de negócios 2012-2016. (TF)

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
1º POLO INDUSTRIAL - CEARÁ
1º polo industrial esvaziado dá espaço a novas atividades
Em quase nove décadas, a região entre o Centro de Fortaleza e a Barra do Ceará passou por várias transformações. De primeiro polo industrial do Estado, seguido de um período de esvaziamento, o local voltou a prosperar. Atualmente, em vez de fábricas, vieram o comércio, os serviços e principalmente o avanço imobiliário. Nesta primeira parte de uma série de reportagens, personagens contam essa história, um pedaço importante do desenvolvimento da economia cearense

Após nove décadas Construções em vez de fábricas

Era uma vez um bairro de casarões (Jacarecanga), recheado pela nata de uma cidade em franco desenvolvimento (Fortaleza). Em virtude dessa pujança (do ciclo econômico do algodão, principalmente), passaram a vir as primeiras fábricas. Para não perturbar o sossego da aristocracia fortalezense da época, as indústrias começaram, então, a ser implantadas no sentido Oeste, em uma via - Estrada do Urubu, que margeava a linha norte da estrada de ferro -, depois do bairro nobre.

Somente dessa forma os ventos soprariam a fumaça das chaminés para longe daquelas suntuosas construções.

Só que o número de empresas aumentou exponencialmente. A estrada virou rua, e, depois, avenida (Francisco Sá), em homenagem a um ex-presidente daquela província (Ceará). A concentração das empresas atraiu uma massa trabalhadora ávida por ocupação, mas também espantou as famílias ricas para outros locais (Aldeota, Praia de Iracema e Gentilândia - hoje, Benfica). Com o passar dos anos, a maior parte dessas companhias procurou melhores condições em outra zona industrial (Maracanaú). Suas imensas áreas ficaram abandonadas por anos (algumas ainda estão).

No entanto, de uns tempos para cá, percebe-se lampejos de mudanças. Onde antes havia o que restou de uma fábrica, nasce um condomínio residencial, um prédio, um conjunto de casas populares. No lugar de um galpão abandonado, encontra-se um supermercado, uma loja de eletroeletrônicos ou depósitos de companhia em expansão. O vazio está sendo ocupado, desta vez, pelo fluxo do comércio, serviço e mercado imobiliário.

Trajetória

Esta é a trajetória - resumida, é claro - dos 86 anos do primeiro Polo Industrial do Estado do Ceará. Uma área que ia muito além dos limites da avenida, pois era delineada em 280 hectares, sendo 30% deste espaço efetivamente ocupado pelas empresas integrantes do que se convencionou chamar Zona Industrial da Francisco Sá ou Distrito Industrial de Fortaleza (DIF 1).

Apesar da importância histórica dessa região para a economia cearense, existem poucos estudos sobre o tema.

Tempos áureos

O Diário do Nordeste teve acesso a documentos e imagens daqueles tempos áureos. O jornal, todavia, não se limitou a isso.

Foi mais além e procurou ouvir os ex-funcionários, que continuam residindo perto das indústrias. As mesmas que, num certo dia, ao fechar as portas, deixaram um aperto em seus corações muito parecido à perda de um familiar bastante amado.

Esmiuçar como todo esse processo aconteceu (e continua ocorrendo); procurar entender as transformações nesses quase 90 anos de atividade industrial naquele zoneamento; e desenhar o que poderá vir com a transformação imobiliária que vem se dando naquele pedaço da 4ª maior cidade do Brasil. Esses são alguns dos desafios que instigaram a realização dessa reportagem.

Primeira oportunidade de emprego

Antigo funcionário da Cibresme, que existia na região, recorda do local que lhe abriu as portas do mercado de trabalho

Fooooommm!!!. Causava estridor aquele som renitente. Chegava a ser doloroso aos tímpanos, principalmente para quem estivesse perto da sirene. Porém, muito desejado. Era o que de melhor ocorria, na verdade, todo santo dia, nos fins de tarde, pontualmente, para centenas de operários que trabalhavam nas empresas localizadas na Zona Industrial da Francisco Sá. Chegava a soar (estranhamente) como música aos ouvidos. "Era a hora de voltar para casa", recorda o aposentado Antônio Lauri Matos, sem esconder o desejo de voltar àquele tempo, nem que isso fosse possível por um mísero instante.

O ex-montador da extinta Companhia Brasileira de Estruturas Metálicas (Cibresme), localizada no bairro Tirol, trabalha hoje como porteiro em um prédio de luxo na Aldeota. Mas, diariamente, quando retorna ao lar tem o desgosto de passar em frente à antiga fábrica, que lhe oferecera, um dia, a primeira oportunidade de um bom emprego.

"Tinha carteira assinada. Era próximo de casa. A gente viajava muito para montar as estruturas metálicas. Ganhava diária e até hora-extra", revela, depois de quatro décadas, defronte ao mesmo portão de entrada que lhe abriu as portas para o mercado de trabalho. Nada mal para um garoto inexperiente, de apenas 20 anos de idade, vindo do Interior do Ceará.

Tempos difíceis

Ele conta que aqueles tempos eram difíceis para alguém do perfil dele que queria arranjar uma ocupação. "Agradeço a chance que me deram. Isso aqui (aponta para a ex-empresa) foi muito mais do que um emprego Foi a grande escola da minha vida. A gente vivia fazendo cursos. Fui maçariqueiro, soldador e caldeireiro", diz, ressaltando que dez anos depois, já com uma bagagem profissional, foi trabalhar em outra indústria próxima, a Hispano Estruturas Metálicas Ltda, localizada na própria Avenida Francisco Sá. "Lá, foi muito bom. Ganhei muito dinheiro. Comprei minha casa própria", acrescenta.

Era comum, segundo o estudo realizado pelo professor Luiz Cruz Lima, uma alta rotatividade desses operários. "Havia grande mobilidade de trabalhadores. Alguns passaram por mais de duas empresas na área. Outros voltaram para a mesma duas ou até três vezes", revela Cruz, em trecho do levantamento.

Lauri, morador antigo do Tyrol comenta ter ficado triste em assistir à decadência do antigo polo industrial do Estado. Contudo, apoia o avanço do mercado imobiliário na área. "Antes esses locais estavam repletos de marginais. Claro que ainda tem violência, só que a chegada desses comércios, supermercados, prédios e conjuntos tem reduzido a malandragem".

De acordo com os moradores, onde funcionava a Cibresme, existe, hoje, um depósito de grande porte da Farmácia Pague-Menos. A Hispano deu lugar a uma loja de eletroeletrônicos. A empresa se mudou para Maracanaú, destino de boa parte das fábricas que antes funcionavam na região. (ISJ)

Reconhecimento

"Agradeço a chance que me deram. Isso aqui foi muito mais do que um emprego . Foi a grande escola da minha vida"

Antônio Lauri Matos
Ex-montador e atualmente porteiro

Má administração foi determinante

O autônomo Tomaz Gomes de Sousa Lúcio, de 57 anos de idade, tinha 35 a menos quando iniciou na função de planejador na Cibresme. Na opinião dele, o descontrole na gestão da empresa foi crucial para a derrocada de um patrimônio gigantesco de uma das mais importantes companhias do Ceará e do Brasil no setor de estruturas metálicas.

"Era uma empresa grande, espalhada por todo o Brasil, com sede no Ceará, no bairro Tirol, ali perto da Avenida Francisco Sá. Produzia tampas de aço, chaminés, chapas, escadas helicodais. É uma pena ter acabado".

Furtos

Tomaz conta que a companhia sofreu demasiadamente com problemas de furto de pessoas que trabalhavam na Cibresme em vários estados do País. "As máquinas caríssimas eram levadas. Foi um problema sério, que deu um desfalque grande nas contas", relata.

Casamento na Bahia

Se não fosse esse emprego, Tomaz não teria conhecido a esposa, e não teria constituído família com ela. "Eu já tinha experiência de ter passado pela Siqueira Gurgel, que era ali pertinho. Em pouco tempo, fui promovido para gerente. Eles me mandaram para a Bahia. Lá, conheci minha mulher e nasceram meus filhos", fala, com a plena consciência da interferência positiva da empresa na vida pessoal dele. (ISJ)

Parque fabril demorou a chegar e a se estabelecer

Ao longo dos anos, diversos foram os fatores que levaram à consolidação daquela zona industrial

A Avenida Francisco Sá foi sim o primeiro Polo Industrial do Estado. Mas é um engano pensar ter sido lá o local onde se instalara a pioneira da companhias cearenses. Demorou muito mais do se imagina para aqueles lados serem descobertos.

Foram mais de quatro décadas desde a instalação, em 1883, da "Fábrica Progresso de Tecidos e Algodão", dos irmãos Thomaz e Antônio Pompeu, no Centro da Cidade; até a chegada à antiga Estrada do Urubu, em 1926, do empreendimento de Pedro Philomeno Ferreira Gomes e das famílias Frota e Siqueira, que, depois passaria a se chamar "Fábrica de Tecidos São José".

Aberta a porteira, vieram logo após, em 1927, a "Indústria Têxtil José Pinto do Carmo", e, no ano seguinte, a Oficina do Urubu, da Rede Viação Ferroviária (RVC).

Via férrea ajudou

A via férrea, aliás, foi uma das razões do despertar daquela região para a atividade industrial. Em segundo lugar, os custos logísticos caíam expressivamente com um número maior de companhias localizadas em uma mesma rota de entrega, além, é claro, de abundância de mão de obra na região.

Esta só crescia, apesar, evidentemente, de não haver qualificação suficiente para operar máquinas modernas para a época. Ademais os terrenos eram grandes e de baixo valor, sendo localizados a uma relativa proximidade do Centro da Cidade, onde havia bancos, escritórios de advocacia e outros serviços estratégicos para o segmento.

Outro fator importante chega a ser curioso. Aquilo que seria o futuro parque de indústria de Fortaleza deveria ficar depois do bairro Jacarecanga, sentido Centro - Barra do Ceará, por uma simples explicação. Os ventos levariam o barulho e a fumaça produzida pelas fábricas na direção do mar, sem incomodar, assim, a tranquilidade dos alencarinos de melhor poder aquisitivo que tinham erguido seus palácios no bairro, justamente a procura de refúgio do aumento do fluxo de pessoas e chegada de comércios e empresas no Centro.

O geógrafo e professor emérito do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Luiz Cruz Lima, em sua pesquisa "A Indústria na Zona da Francisco Sá" explica como se deu essa expansão da Cidade. "A localização das indústrias nessa área, de certo modo, favoreceu a população de Fortaleza, pelo condicionamento da posição geográfica mais conforme, com ventos predominantes no sentido SE- NO, variando entre 110º e 130º, e que faz os gases expelidos pelas chaminés serem carreados ao Oceano. Não atingindo áreas residencial e comercial", chegou a definir em trecho do estudo, publicado em 1974 e disponível na biblioteca da Federação das Indústrias do Estado do Ceará .

Prestes de completar 40 anos, o levantamento impressiona pela atualidade, sobretudo, dos problemas que o segmento passa hoje em dia, e que tiveram de ser superados, ainda naquela época, pelos primeiros desbravadores do setor no Ceará. "O crescimento de Fortaleza não obedeceu a orientação de um plano físico diretor. A localização das estruturas urbanas de forma espontânea é geradora de inúmeros problemas", dizia um dos trechos do estudo.

Infraestrutura precária

De fato, a infraestrutura criada pelos próprios empresários foi precária. A água era boa, mas tinha que ser retirada de poços profundos, bancados pelos industriais. Segundo a Saagec (empresa responsável pelo abastecimento na época), "para fabricação de seus produtos qualquer água servia". Também havia gastos elevados com geradores para manter a atividade industrial, por conta do inconsistente serviço de energia. Além disso, abertura de ruas, pavimentação, colocação de tubulações para fazer a drenagem das águas servidas, e até construção de vilas de casas para operários ficavam por conta dos proprietários das empresas. Por isso, era necessário bastante dinheiro para se instalar na área. O que explica um segundo período demorado, aproximadamente mais outras duas décadas, para que a zona industrial se consolidasse. (ISJ)

Empregados lamentam o fim de negócios

Ex-funcionários de indústrias que operaram no local contam a mudança de vida que tiveram

29 de junho de 2006. Foi a segunda mais dolorosa data da vida de José Agnaldo Simão Braga. Dia em que, pela última vez, ele escutou o barulho das máquinas de fiação da Fábrica Jangadeiro. O silêncio daquele momento ecoa até hoje na sua cabeça, e corroborou para que Agnaldo tomasse uma dura decisão: omitir do pai, um dos primeiros trabalhadores da fábrica, que ela tinha mandado os 400 funcionários restantes embora para encerrar suas atividades naquele desditoso dia. "Ele morreu sem saber, no dia 31 de julho de 2006. Um mês depois. Não tive coragem de contar", balbucia, revelando, sem querer, a primeira data mais infeliz que já teve de passar.

Também pudera, o pai dele era tido como da família dos proprietários da empresa. A prova é tanta que morava, com esposa e Agnaldo, em uma casa construída para este fim dentro dos 59 mil metros quadrados da fábrica. "Como sou filho único, quando casei, continuei morando com meus pais. Até hoje esse é meu lar", gesticula, como se quisesse abraçar todo aquele monte de concreto que sustenta o prédio da antiga fábrica até hoje.

Bem cuidada, jardim cortado, pátio varrido, com portas e janelas em perfeito estado de funcionamento, a Fiação Jangadeiro ou Tebasa (nome dado após mescla de empresas) foi uma das principais empresas do setor têxtil do Nordeste, e ainda pertence aos mesmos donos, a família Baquit, que também controlava outra gigante do segmento, a Finobrasa.

"Aqui eram 1,5 mil funcionários. Na Sargento Hermínio, onde ficava a Finobrasa, era maior, tinha quase três mil". Ele conta que uma área grande da Fiação Jangadeiro está alugada para a Super Rede por R$ 50 mil. E a parte da frente, que tem galpão e escritório está para alugar.

Benefícios

Como o pai, Agnaldo também trabalhou na Jangadeiro. "Cada funcionário recebia duas feiras. Lá em casa eram quatro. A gente nem precisava fazer mercantil. Pelo contrário, ajudava uma tia minha lá na Aerolândia mandando parte dos alimentos", avalia, elogiando como um diferencial - até para época mesmo - de uma companhia que se preocupava com o bem-estar de seus colaboradores. Além disso, como era morador, podia criar animais na área livre da empresa. "A gente tinha 50 cabeças de galinhas aqui dentro. Como os donos também são do interior. Tinha vezes que eles pediam para matar uma. Minha mãe escolhia as melhores. Eram galinhas de capoeira. Não são essas de granja não", emenda.

Gratidão

Agnaldo diz que os patrões sempre foram muito bons para a família dele. "Quando meu pai adoeceu de diabetes, e amputou a primeira perna, eles pagaram uma perna mecânica. Depois, quando perdeu a segunda, eles continuaram pagando os salários dele e toda a medicação"

Sobrou ao filho o legado do pai. É o porteiro do lugar. Das centenas de empregados, sobraram três, Agnaldo é um dos, que, hoje, zelam como se fosse a própria casa. A fábrica é realmente o próprio lar deles. (ISJ)

Auxílio

"Cada funcionário recebia duas feiras. Lá em casa eram quatro. Tanto que a gente nem precisava fazer mercantil"
José Agnaldo Simão Braga
Funcionário da Jangadeiro

Indústrias fazem falta aos bairros

Hoje, são 65 anos de idade. Mas pode botar 80, 90... até 100, se lá chegar, que o aposentado, morador do Quintino Cunha, Fernando Galdino de Brito garante: nunca irá se esquecer do dia que foi homenageado na festa de fim de ano 1985 da Fiação Jangadeiro, uma das três empresas da Zona Industrial da Francisco Sá.

"A dona da empresa me chamou no microfone, na frente de todo mundo, para receber o Prêmio de Merecimento por ter passo o ano inteiro sem ter faltado um só dia", orgulha-se, guardando a recordação novamente no peito para voltar à realidade. "O povo dos bairros daqui sente muita falta dessas empresas. Tinha emprego para muita gente. Mas foram para longe e outras nem existem mais", lamenta.

Entretanto, não é fácil tirar o sorriso do rosto de um aposentado calejado pelo trabalho como Fernando, principalmente se ele estiver acompanhado da esposa Neide de Brito, com quem enfrentou as maiores dificuldades da vida. "Nós morávamos em uma casa de taipa no quintal da casa de uns parentes. Vocês sabe o que é taipa? E a gente ainda pagava aluguel", ri, hoje, do tempo mais duro que passou.

Mudança de vida

A sorte mudou quando arrumou o primeiro emprego na área de serviços gerais em uma das empresas perto da casinha alugada. "Eu ia a pé. Às vezes, de bicicleta", resgata, dizendo que juntou dinheiro por onde passou até conseguir, num belo dia, pagar à vista a tão desejada casa própria. " Tem horas que eu nem acredito. Antes a gente vivia se mudando, com as coisas na mão, na cabeça, no meio da rua mesmo", conta a esposa. (ISJ)

Auge das fábricas gerou migração

Em sentidos opostos, a elite e a multidão de necessitados que se instalaram na Cidade migraram

A primeira e a segunda grandes guerras mundiais (esta última, sobretudo) foram fundamentais para evolução das atividades industriais no Brasil. Não foi diferente no Ceará. A partir de 1950, o zoneamento da Francisco Sá passou efetivamente a respirar de fato o clima de um polo industrial. Por lá, muitas companhias instalaram-se. Boa parte era exportadora enquanto as demais, de menor porte, fomentavam as cadeias produtivas localizadas nas redondezas.

O reflexo desse fenômeno foi constatado pela mobilidade urbana que isso provocou. Tanto dos integrantes do topo da pirâmide social alencarina quanto da multidão de necessitados que se instalou na Cidade. "A pesquisa revela um flagrante desequilíbrio ocupacional", foi uma das conclusões do levantamento "A Indústria na Zona da Francisco Sá" , produzida na década de 1970, pelo geógrafo e professor emérito do Programa de Pós-graduação em Geografia da Uece, Luiz Cruz Lima.

Sem estrutura

Tudo isso ocorria em um estado extremamente pobre, castigado por longos períodos de estiagem no campo. A Capital cearense, por sua vez, sem estrutura e planejamento para receber a população migratória que se amontoava ao redor das fábricas, formando bairros, que, até hoje, estão entre os mais populosos da Capital alencarina.

Não podia dar noutra coisa. Em pouco tempo, a densidade demográfica naquela região estourou. Os sertanejos, principalmente da região Norte do Estado, tinham a facilidade de vir de trem e de desembarcar praticamente na porta das fábricas. Estas conviviam - todos os dias - com as filas de pedintes nas suas calçadas.

Muitos chegavam à Capital ser ter nem onde morar. Aproveitavam as grandes caixas que protegiam o maquinário vindo da Europa para fazer um barraco sobre as dunas do Pirambu, área de terrenos impróprios para instalação de fábricas, portanto de pouco interesse especulativo para o setor imobiliário. Nascia a maior favela de Fortaleza.

No outro extremo, atentos a essa transformação, e incomodados com a miséria que fincava-se na periferia das indústrias; os chefes das famílias mais abastadas da Capital, tomaram uma decisão: deixar os casarões da Jacarecanga à procura de uma área mais tranquila. Surgia a Aldeota - o bairro mais elitizado de Fortaleza. Outra parcela preferiu residir na Praia de Iracema e na Gentilândia, atual Benfica.

Inconvenientes

De acordo com o professor Luiz Cruz, a rápida ocupação humana e a ampliação na quantidade de empresas gerou alguns inconvenientes para a região da Avenida Francisco Sá e adjacências. Alguns ambientais, como a diminuição na quantidade de riachos, ocupação irregular das dunas e existência de inundações que chegaram até a paralisar a produção de algumas fábricas. Outras, porém, problemáticas sociais que persistem até hoje. "A evolução dos serviços e equipamentos comunitários dessa zona não acompanha o crescimento industrial. Exigência que acarreta na vida urbana. Não é satisfeita. Incorre em aumento dos problemas sociais e de infraestrutura", dizia. (ISJ)

Poucas empresas restaram no local

Intenso fluxo de pessoas e de veículos foi a maior causa para que as empresas deixassem o espaço antes promissor

Conta-se nos dedos a quantidade de empresas que restaram no que outrora foi uma das referências no Nordeste em termos de produção industrial. De acordo com o mapeamento do professor emérito da Uece, Luiz Cruz, em meados da década de 1970, havia 55 grandes companhias espalhadas em uma área de 280 hectares, o Distrito Industrial de Fortaleza I (DIF1). Hoje, sobraram menos de 10% desse montante em atividade por ali.

As indústrias eram na sua maioria do setor metalúrgico, têxtil, extração mineral, químico, calçado, couro, plástico e borracha, mobiliário e vestuário. Juntas, elas ocupavam 30% de toda a área da Zona, delineada pelo mar, ao Norte; as avenidas Sargento Hermínio, Olavo Bilac e Teodomiro de Castro (Álvaro Weyne); ao Leste, com a Rua Filomeno Gomes (Centro da Cidade); e ao Sul com a Avenida Soares Moreno, atual Coronel Carvalho, na Barra do Ceará. Os demais 70% dos terrenos eram ocupados por dezenas de empresas de pequeno porte e por operários e desempregados que se acumulavam por ali.

Problemas

Foi justamente esse fluxo intenso de pessoas um dos maiores vilões para que as empresas começassem a deixar aquele espaço antes promissor. O tráfego de veículos passou a ser intensificado. Houve crescimento no registro de muitas colisões de carros, atropelamentos de pedestres e ciclistas, e envolvendo o trem, já que existem até os dias atuais passagens de nível na avenida e nas proximidades. Conforme dados do Detran, só nos primeiros dez meses de 1970 a média de acidentes era 6,5 por mês, quase dois por semana.

As ruas de acesso às fábricas apequenaram-se para o novo volume de caminhões carregados de mercadorias, algumas extrapolavam, inclusive, a largura do veículo, como é o caso das estruturas metálicas. A própria Francisco Sá passou por uma obra de alargamento. Mesmo assim, até o ano corrente, motoristas, ciclistas e moradores continuam reclamando que o espaço é curto em boa parte do 6 Km de extensão da via. Outro fator de peso para os empresários que não faliram terem optado mudar de endereço foi a necessidade premente de modernização dos processos industriais, que estavam engessados nas plantas antigas do início do século XX. "Outras exigências de localização industrial se inseriram nos modelos de plantas de produção, além da consciência política da população que não suportaria a poluição. Ainda mais, a concentração já estabeleceria um aumento dos fluxos que ocasionaria o que os economistas chamam de deseconomia urbana", explica Luiz Cruz ao jornal, 38 anos depois de ter feito o estudo no local.

Para completar, como forma de resolver grande parte dessas dificuldades surge o Distrito Industrial de Maracanaú. Apontado para especialistas como a medida que mais impactou a evasão ou desindustrialização, como muitos preferem dizer, da DIF I. "Ocorreu um saturamento dos fluxos, com o crescimento urbano e das exigências das indústrias. Ademais, o governo criara um Distrito Industrial (Maracanaú). O que oferecia melhores condições para os empresários", avalia o professor da Uece. A influência da criação desse novo polo pelo governador Virgílio Távora, na década de 1960, na Zona da Francisco Sá e a transformação imobiliária que a região passa hoje serão tema da segunda parte da reportagem. (ISJ)

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Instrutor
Sesi recruta: Instrutor

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Técnico em Secretariado
Sesi recruta: Técnico em Secretariado

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Auxiliar Operacional
Sesi recruta: Auxiliar Operacional

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Instrutor
Sesi recruta: Instrutor

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Sesi recruta: Professor Nível Superior
Sesi recruta: Professor Nível Superior

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O POVO

17 de junho de 2012

 
CURSOS
Cursos - Senai / Certrem
Rua Benedito Macedo, nº 77, Cais do Porto | Telefone: (85) 3421-5100
www.senai-ce.org.br

Fabricação de pães artesanais

Período: 18 a 27 de junho

Investimento: R$ 198

Carga total: 32h

Horário: 8h às 12h


Fabricação de salgados

Período: 25 a 29 de junho

Investimento: R$ 175

Carga total: 20h

Horário: 8h às 12h
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O POVO

17 de junho de 2012

 
CURSOS
Cursos - Senai / CFP AUA
Avenida Padre Ibiapina nº 1280, Jacarecanga
Telefone: (85) 3421-5300
www.senai-ce.org.br

Técnico em segurança no trabalho

Período de inscrição: 4 a 19 de junho | Turno: Noite

Valor da mensalidade: R$ 300,00


Técnico em Mecatrônica

Período de inscrição: 21 de junho a 3 de julho | Turno: Noite

Valor da mensalidade: R$ 370,00


Técnico em Edificações

Período de inscrição: 21 de junho a 3 de julho | Turno: Noite

Valor da mensalidade: R$ 250,00


Técnico em Mecânica

Período de inscrição: 21 de junho a 3 de julho | Turno: Noite

Valor da mensalidade: R$ 270,00
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
CURSOS
Cursos - SENAI - AABMS
Av. João Pessoa, 6754, Parangaba
Tel.: (85) 3421-6133

Modelagem Básica no Sistema Audaces
Período: 22/08 a 12/09/2012
Investimento: R$ 360,00
Informações: turma disponível das 18h às 21h30. Podem participar candidatos com o Ensino Fundamental completo, idade mínima de 18 anos e curso de modelista e roupa e informática. As aulas são ministradas de segunda a sexta-feira. A carga total é de 50 horas / aula.

Cronometragem e Cronoanálise
Período: 09/07 a 08/08/2012
Investimento: R$ 350,00
Informações: curso das 18h às 21h30, de segunda a sexta-feira. Podem ingressar candidatos com o Ensino Fundamental completo, idade mínima de 18 anos e conhecimentos básicos na área de produção.

Supervisor de Produção
Período: 03/09 a 21/11/2012
Investimento: R$ 650,00
Informações: curso das 18h às 21h30, de segunda a sexta-feira. Podem ingressar candidatos com o Ensino Fundamental completo, idade mínima de 18 anos e conhecimentos básicos na área de produção.
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17 de junho de 2012

 
CURSOS
Cursos - SENAI/CFP AUA
Av. Padre Ibiapina, 1280, Jacarecanga - Tel.: (85) 3421-5300
www.senai-ce.org.br

Técnico em Segurança do Trabalho
Período: 19/06/2012*
Investimento: R$ 300,00
Informações: *prazo final para as inscrições. Aos que ficaram interessados, turma disponível no turno da noite.

Técnico em Mecatrônica
Período: 21/06 a 03/07/2012*
Investimento: R$ 370,00
Informações: *período para efetuar inscrição. Aos interessados, turma disponível pela noite.

Técnico em Edificações
Período: 21/06 a 03/07/2012*
Investimento: R$ 250,00
Informações: *prazo para realizar inscrição. Aos interessados, turma disponível no turno da noite.

Técnico em Mecânica
Período: 21/06 a 03/07/2012*
Investimento: R$ 270,00
Informações: *prazo para realizar inscrição. Aos interessados, turma disponível no turno da noite
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17 de junho de 2012

 
CURSOS
Cursos - SENAI - CERTREM
Rua Benedito Macêdo, 77, Cais do Porto - Tel.: (85) 3421-5100

FABRICAÇÃO DE PÃES ARTESANAIS
Período: 18/06 a 27/06/2012
Investimento: R$ 198,00
Informações: curso de 13h às 17h e carga horária de 32 horas.

Fabricação de salgados
Período: 25/06 a 29/06/2012
Investimento: R$ 175,00
Informações: curso de 13h às 17h e carga horária de 20 horas.

Boas práticas de fabricação
Período: 18/06 a 22/06/2012
Investimento: R$ 75,00
Informações: curso de 17h às 21h e carga horária de 16 horas. Interessados devem ser profissionais e/ou acadêmicos da área ou afins.
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17 de junho de 2012

 
SELEÇÃO - RECURSOS HUMANOS
Senai recruta: Instrutor Educacional
Senai recruta: Instrutor Educacional

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
ESTÁGIOS
Estágios - IEL
Administração

Vagas: 01
Remuneração: R$ 5,42*
Seleção: IEL
Informações: *valor por hora estagiada; após 3 meses, haverá reajuste para R$ 5,84. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado e alimentação no local. Para concorrer é preciso nível intermediário no pacote Office, desejável curso de 5s, conhecimentos na norma ISO 9001 e Sistema de Gestão de Qualidade. A empresa é localizada em Messejana.

Comércio Exterior

Vagas: 01
Remuneração: R$ 5,42*
Seleção: IEL
Informações: *valor por hora estagiada; após 3 meses, haverá reajuste para R$ 5,84. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado e alimentação no local. Além da bolsa, o candidato selecionado terá direito a auxílio transporte e alimentação no local. Podem concorrer candidatos a partir do 5º semestre com nível intermediário de inglês e informática.

Técnico em Administração

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622
Seleção: IEL
Informações: além da bolsa, o estágio oferece auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado. Estudantes a partir do 1º semestre podem se candidatar. É requisito conhecimento em informática básica.

Letras

Vagas: 01
Remuneração: R$ 550*
Seleção: IEL
Informações: *valor da bolsa para 30 horas semanais. Horário a combinar de 15h (R$ 300), 20h (R$ 400), 25h (R$ 480) ou 30h semanais (R$ 550), além de auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado. Estudantes a partir do 1º semestre podem se candidatar.

Psicologia

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510
Seleção: IEL
Informações: vaga para candidatos a partir do 7º semestre que tenham cursado a disciplina de Testes Psicológicos. A carga é de 30 horas semanais, das 8h às 13h. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado.

Publicidade

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510
Seleção: IEL
Informações: estágio para estudantes a partir do 5º semestre com nível básico em informática. A carga é de 20 horas semanais, das 8h às 12h. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado.

Teatro

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para candidatos a partir do 3º semestre que possuam conhecimentos em esquetes teatrais (texto e encenação), leituras dramáticas e jogos teatrais. Estágio das 8h às 12h; a carga é de 20 horas semanais, com auxílio transporte.

Educação Física

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510
Seleção: IEL
Informações: estágio para candidatos a partir do 5º semestre com noções em hidroginástica, natação, recreação e musculação. Vaga das 6h às 10h, com ajuda de custo para transporte.

Engenharia Civil

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622
Seleção: IEL
Informações: oportunidade para candidatos a partir do 2º semestre com conhecimento em Auto Cad e Draft Sight. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado. Vaga de 8h às 12h ou 13h às 17h, em 20horas semanais. A empresa fica no Alagadiço Novo.

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622
Seleção: IEL
Informações: oportunidade para candidatos a partir do 4º semestre com conhecimento em Auto Cad e MS Project. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 e auxílio refeição de R$ 6,00 por dia estagiado. Vaga para 30horas semanais. A empresa fica no Papicu.

IEL
Av. Barão de Studart, 1980 - Sobreloja
Tel.: (85) 3421-6514
www.iel.org.br/estagio
E-mail: estagio-iel@sfiec.org.br
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O POVO

17 de junho de 2012

 
SUCESSÃO MUNICIPAL - FORTALEZA
CANDIDATOS SEM A MÁQUINA PÚBLICA - O ônus e o bônus dos candidatos fora do poder
Mesmo com a dissolução da aliança, PT e PSB contam com a força da estrutura de poder das máquinas públicas

Ao contrário do que a conjuntura política indicava meses atrás, a eleição municipal de Fortaleza ganhou uma característica peculiar. As duas principais forças políticas do município, antes aliadas, e com o controle das máquinas públicas municipal e estadual - a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e o governador Cid Gomes (PSB) - vão marchar separadamente no processo eleitoral sucessório desse ano.

É bem verdade, que se estivessem juntas, enfrentariam um ônus. A última pesquisa do Ibope Inteligência, realizada entre os dias 28 e 30 de abril, encomendada pelo diretório estadual do PSB, mostra que 48% da população avalia a atual administração municipal como ruim ou péssima. Ao mesmo tempo, 66% dos entrevistados desaprovam a forma como Luizianne vem administrando Fortaleza, enquanto que o mesmo percentual diz não confiar na prefeita.

Somado a isso, a pesquisa aponta que quase a metade dos fortalezenses deseja que o próximo prefeito da Capital mude radicalmente a forma como a cidade vem sendo governada. Ademais, os entrevistados também pontuam, em sua maioria, que não querem que o governador seja aliado da prefeita nessas eleições.

Diante disso, temos duas lideranças que vão para a eleição com um ônus muito pesado, que é a rejeição da união de suas forças. É tanto que a indicação da pesquisa foi um dos fatores que levou o PSB, chefiado por Cid no Estado, a anunciar candidatura própria para a Prefeitura da Capital. A candidatura, todavia, não é garantia de que essa força política do Estado obterá sucesso na disputa, já que a pesquisa também aponta, na Capital, rejeição ao modo de governar adotado pelo governador.

Mas, mesmo com essas aparentes dificuldades, não se pode ignorar o poder que as duas lideranças têm por estarem com as máquinas públicas em suas mãos. Essa é uma primazia que pode fazer o diferencial para eles na campanha e que pode colocar em desvantagem os candidatos que não sairão com o apoio das máquinas municipal e estadual.

Diante desse quadro, O POVO tenta discutir nas próximas páginas quais os ônus e os bônus que os candidatos que não sairão com esse apoio terão durante o processo eleitoral em Fortaleza. No atual cenário político, o controle da máquina poderá assumir dois pesos e duas medidas. Como veremos a seguir, a quebra da aliança tanto pode facilitar, como ampliar a dificuldade dos que estão desgarrados das gestões públicas. Mesmo porque, alguns desses candidatos, por mais que estejam hoje alheios as possíveis benesses dessa estrutura de poder, já fizeram parte desse seleto grupo.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Com as duas principais candidaturas à prefeitura rompidas, a força da máquina pública se divide entre o PT e o PSB. Para os opositores, quais os bônus e os ônus de disputar o pleito sem pertencer a essas máquinas?

Proximidade com o poder não é garantia de sucesso na campanha

A lógica não muda muito. Gestão bem aprovada pode beneficiar o candidato da máquina. Já o contrário, pode significar um peso e desgaste de imagem

Em se tratando de campanhas eleitorais, ser candidato com apoio das máquinas públicas tem mesmo as suas delícias e dissabores. Ao mesmo tempo em que para o candidato da situação o aparato das gestões pode turbinar a sua candidatura, os opositores têm de correr atrás do prejuízo a fim de minimizar as desvantagens.

A principal questão levantada por especialistas ouvidos pelo O POVO em relação aos ônus e bônus que o apoio da máquina administrativa pode trazer a um candidato, gira em torno da avaliação da atual administração por parte da população. “Se a gestão estiver bem avaliada, é muito bom ter o apoio da máquina, mas, caso contrário, a situação muda”, explica o professor da Universidade de Brasília (UnB) e cientista político, Leonardo Barreto.

Ele atenta para a definição do que chamam de apoio das máquinas públicas em campanhas eleitorais. “Não é que a pessoa vá saquear o cofre da administração e colocar o dinheiro na campanha. A questão é que o candidato que fez parte da administração, participou de inauguração de obras, teve a oportunidade de visitar beneficiários de projetos e programa sociais, além de aproveitar a situação para dizer que esses benefícios continuarão se ele estiver à frente da administração”, detalha o cientista.

Câmara Municipal
Ademais, o apoio da máquina pública em uma campanha, conforme explica o professor, também passa pelo acesso a emendas na Câmara Municipal. “No caso de vereadores e lideranças, o sujeito pode dizer que é próximo do prefeito e que, por isso, pode dar a garantia de que algumas obras vão sair do papel. Ele passa a ideia de controle sobre recursos públicos, afinal, quem está no governo detém o direcionamento desse fluxo de demandas”.

Por outro lado, se a administração não vai muito bem, a situação já é outra. Caso os índices de desaprovação da gestão estejam altos, o “discurso da mudança” passa a ser uma ferramenta de poder utilizada pelos candidatos de oposição.
“Quem não pertence ao governo tem a possibilidade de fazer promessas sem muito constrangimento. Ele tem mais liberdade para criticar, para fazer cobranças daquilo que e a gestão não fez”, pontua Barreto. (Ranne Almeida - ranne@opovo.com.br)

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
PECNORDESTE
Pecnordeste inicia amanhã e deve gerar R$ 38 milhões
Tema central do evento deste ano aborda a pecuária nordestina e as implicações do Novo Código Florestal

Iguatu. Com expectativa de atrair 38 mil visitantes, quatro mil produtores rurais, 280 expositores, gerando pelo menos R$ 38 milhões em negócios, começa amanhã, às 19h, no Centro de Convenções, em Fortaleza, o XVI Seminário Nordestino de Pecuária (Pecnordeste). O evento prossegue até o próximo dia 21 e neste ano tem como tema central ´Pecuária Nordestina e o Novo Código Florestal´.

A programação é vasta, inclui seminários, mesas redondas, oficinas de capacitação, minicursos, feira de produtos e serviços agropecuários, encontro dos secretários municipais, Feira Pet, concurso leiteiro e palestras. O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, a senadora Kátia Abreu, ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Bezerra Crivella, deputados da bancada federal, entre outras autoridades estarão presentes ao evento.

Durante o seminário, a cada duas horas haverá uma programação diversa. Caravanas com produtores do Interior e de outros estados estão inscritas. O Pecnordeste é o único evento do Brasil que reúne no mesmo espaço 11 segmentos da cadeia produtiva do agronegócio da pecuária: bovinocultura, avicultura, apicultura, caprinovinocultura, suinocultura, aquicultura e pesca, equinocultura, estrutiocultura, artesanato, e turismo no espaço rural e natural.

A programação mantém o leilão de bovinos e caprinos de leite, que começou a ser realizado no ano passado. A Feira Pet, sucesso em 2011, foi mantida no cronograma, assim como o encontro de secretários municipais de agricultura.

O coordenador geral do evento, Paulo Hélder Alencar Braga, destacou a importância do Pecnordeste para a disseminação da tecnologia agropecuária. "É o maior evento do setor no Nordeste e o nosso esforço é para aumentar a produção leiteira do Ceará a partir do uso de novas tecnologias, expansão do rebanho e crescimento da produtividade. Os seminários e oficinas trazem novos conhecimentos para os produtores", afirma.

Homenagens

Neste ano, três personalidades serão homenageadas com o Troféu do Mérito Rural Professor Prisco Bezerra. A comenda é um preito às pessoas que se dedicaram ao desenvolvimento do setor agropecuário do Ceará. Os agraciados são o atual presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, na categoria Política e/ou Administração Pública; Livino José Silveira Soares Sales, na categoria Produção e/ou Liderança Classista; e Clinton Saboia Valente, na categoria Cientifica, Econômica, Tecnológica ou de Ensino. A entrega ocorrerá logo após a solenidade de abertura do evento, que contará com show musical de Ítalo e Reno.

O Pecnordeste é promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sebrae. Há a parceria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Banco do Brasil, Banco do Nordeste (BNB) e o Governo do Estado.

Duas palestras globais serão abertas ao público. Uma vai abordar a temática do meio ambiente e do Código Florestal, que é a temática geral do evento e a outra vai discutir a importância da Ferrovia Transnordestina para o desenvolvimento da pecuária regional, que será ministrada pelo diretor de Infraestrutura e Logística da CNA, José Ramos Torres de Melo Filho.

Inovações

Dentre as novidades do XVI Pecnordeste, destaca-se a realização do Pecleite, uma exposição de bovinos e caprinos de leite que ocupará área de quase dois mil metros quadrados, com cerca de 100 animais de raças bovinas e caprinas leiteiras, além de julgamentos, premiações e concurso leiteiro. Haverá torneio leiteiro e julgamento de raças. A Coordenação do Pecnordeste contará com entidades da defesa sanitária, checagem e contenção de animais, que vai montar uma estrutura responsável pelo recebimento e embarque de animais. O controle de sanidade terá de estar em dia, e a Guia de Transporte de Animais (GTA) devidamente paga.

Troca de informações

A expectativa do coordenador é de que o Pecleite possa fortalecer a pecuária leiteira fazer a transferência de novas informações aos produtores sobre manejo e produção de leite, visando ao aumento da produtividade. Pelo menos 20 criadores de bovinos e caprinos devem participar da exposição.

Outra novidade no setor de bovinocultura será o Dia de Campo Virtual, que vai ser realizado nos próximos dias 21 e 22. A programação inclui a apresentação do Projeto da Fazenda Flor da Serra, localizada em Limoeiro do Norte, de propriedade de Luiz Girão, que por meio de vídeos e fotos serão demonstrados a produção de leite em pastagem irrigada por pivô central, dados zootécnicos, instalações e depoimentos do proprietário.

A programação técnico-científica foi elaborada com a participação de representantes de diversos órgãos públicos e privados e, segundo o engenheiro agrônomo, Jorge Prado, tem por objetivo atender à demanda dos produtores. A programação terá palestrantes de alto nível de conhecimento, com enfoque regional e nacional.

Nesta edição, o setor de bovinocultura mostrará os projetos em desenvolvimento no Ceará, como o Projeto Balde Cheio, PAS Leite e Educampo. Outros setores serão contemplados com novidades, em que se destacam: a Tenda do Camarão, a Casa do Bode, o Boteco do Suíno e a exposição Pecleite. Paulo Braga observa que haverá demonstrações sobre tecnologias de criação, cortes industriais para melhor aproveitamento da carcaça dos caprinos e suínos e degustação.

Movimentação

4 mil produtores rurais e 38 mil visitantes devem passar pelo Centro de Convenções, em Fortaleza, nos três dias de realização do seminário. Essa é a estimativa dos organizadores

Mais informações:

Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec)
Rua Edite Braga, nº 50
Bairro Jardim América
Fortaleza- Ceará
Fone: (85) 3535.8000

Pecleite é a novidade para a bovinocultura em 2012

Iguatu. Animais Bovinos e Caprinos (Pecleite), que pela primeira vez será realizada, possa contribuir para fortalecer a pecuária leiteira com transferência de novas informações a produtores sobre manejo e produção de leite, visando o incremento do setor. Pelo menos 20 criadores de bovinos e caprinos, e cerca de 100 animais participam da exposição. "O evento vai atrair muitos criadores", observa Braga.

Produção em alta

De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a produção de leite no Ceará e no Brasil foi crescente nos últimos anos. Em 2010, o Brasil registrou 30,85 milhões de toneladas e importou 148,2 mil toneladas de leite e derivados.

O leite em pó representou 54% do volume importado de lácteos, produzindo 644 mil toneladas no ano. 15 novas propriedades passaram a fazer parte dos maiores produtores de leite no Ceará em 2010, com uma produção de 70,8 milhões de litros. Segundo o Anuário do Leite, quando comparado com o levantamento realizado em 2009, o volume de leite produzido pelos 100 maiores produtores aumentou 22,5%. Dos 85 produtores que se mantiveram na lista em 2010, 56 aumentaram a produção de leite.

Em 2012, no Ceará, a média de produção diária dos produtores foi de 1.941 litros, superior à média do ano anterior, que foi de 1.735 litros. Os números mostram que os produtores estão trabalhando para aumentar a escala de produção, e acreditando mais na atividade. O Nordeste apresentou crescimento do setor de pecuária na última década. A tendência para os próximos 10 anos é de manter uma curva ascendente, de acordo com avaliação da Federação Pan-Americana do Leite.

A tendência atual é de que a prática da pecuária seja expandida no Nordeste, pois no Sul e Centro-Sul e Centro Oeste as áreas passaram a ser ocupadas por grãos em substituição à pastagem por ser mais lucrativa. Hoje, o Ceará tem o 5º maior produtor nacional de leite.

Maior destaque

No Estado, o crescimento do consumo impõe a alta na oferta em pelo menos 260 mil litros de leite por dia. A cadeia produtiva vem se transformando no Nordeste, na última década, impulsionada pelo maior consumo. A produção de leite/dia no Ceará segundo o IBGE é de 1,165 milhão de litros. O Estado importa cerca de 450 mil litros de leite/dia.

O coordenador do segmento de bovinocultura de leite do Pecnordeste, Eduardo Queiroz, também defendeu a implantação de novas tecnologias e a prática de silagem entre os criadores para assegurar alimentação ao rebanho nos períodos de estiagem. "Este ano vai ser ruim para o setor, ainda não temos avaliação de queda de produção por causa da seca, mas apesar das dificuldades é uma atividade que dá lucro e está em expansão".

A importância da bovinocultura de leite reflete em números. "É um setor importante, pois representa 50% do PIB do Estado", destacou Queiroz. "Na última década, houve um crescimento de 35% e isso se deve à melhoria genética e de pastagem".
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
AVICULTURA
Demanda por ovino e caprino não é atendida
Mesmo em expansão, a oferta ainda está longe da ideal. A avicultura, porém, destaca-se no PIB agropecuário local

Iguatu. O Ceará vive expansão no setor produtivo de caprinovinocultura, mas ainda é tímida em relação à procura por derivados, carne e leite, de ovinos e caprinos. A oferta está longe de atender à demanda regional. "O setor é crescente, expande-se a uma média anual de 10%, mas o que produzimos não atende a necessidade do mercado consumidor", observa o coordenador do segmento de caprinovinocultura e presidente da Associação dos Criadores de Caprinos de Leite (Caprileite), Daniel Pimentel.

"Estamos na época da informação e o evento vai proporcionar momentos de aprendizagem para usos de novas tecnologias de criação", emenda.

O mercado é amplamente favorável, asseguram os especialistas no setor de criação de ovinos e caprinos. "Tudo o que se produz no Ceará é vendido", observa Pimentel. "Na verdade, estamos atrás de produtores e em particular de leite de cabra". A produção leiteira é muito insuficiente para atender à demanda que vem se ampliando com a aquisição do produto por programas de compras governamentais.

No Ceará, segundo avaliação de Pimentel, ocorreu o contrário do que se verifica em geral na atividade econômica. "Primeiro, criamos o mercado consumidor e, agora, estamos atrás do produtor", destaca. No município de Umirim, uma unidade produtora foi instalada com o objetivo de manter uma criação de 50 mil cabeças e já chegou a 14 mil animais. "Precisamos dar uma alavancada", alerta Daniel Pimentel, que também é criador no Município de Horizonte.

Descentralizar produção

Na unidade produtora de Pimentel, são ordenhados 300 litros de leite de cabra por semana, que são adquiridos por projetos do Governo do Estado. "O nosso esforço é para abrir novos núcleos de produção no Interior", diz.

Hoje, as regiões de maior produção de ovinos e caprinos no Estado são Inhamuns e Sertão Central. Os números demonstram que, em termos de leite de cabra, o Ceará está muito aquém. Na Paraíba, a produção diária é de 18 mil litros, enquanto que por aqui a produção mensal é de apenas 20 mil litros.

Em decorrência da melhoria genética e de alimentação adequada, além dos cuidados de sanidade, um cordeiro atinge o peso de 36 quilos em 120 dias, o ideal para o abate. "Houve um aumento no consumo de carne de ovinos e a tendência do mercado é de manter essa expansão", frisa Pimentel.

Os caprinos e ovinos são animais resistentes e têm adaptação ao clima do sertão nordestino. Entretanto, neste ano de seca, muitos criadores enfrentam dificuldades e estão vendendo parte do rebanho por preço reduzido. "Isso demonstra a falta de reserva de alimentação com base em proteína e silagem", avalia. "Precisamos incentivar a criação de reserva estratégica de silagem nas unidades produtoras".

A ovinocultura e a caprinocultura são atividades tradicionais no Nordeste, região que concentra 57% dos ovinos e 91% dos caprinos do Brasil. A baixa adoção de tecnologia, aliada à pouca ou nenhuma organização dos produtores tem perpetuado o setor como atividade de subsistência, sem maiores chances de se tornar opção de renda ou de negócio. Ao mesmo tempo, existe uma demanda pela carne ovina no Interior e maior ainda nas cidades turísticas litorâneas.

Aves

Outro segmento agropecuário que está em expansão no Ceará é a avicultura. Embora duas grandes empresas reúnam em média 60% da produção regional, na última década, houve crescimento do número de granjas no Interior. Até em distritos rurais, há registro de abertura de novas unidades criadoras.

No Ceará, há quatro anos, a produção anual de frango passou de 1,3 milhões de aves para dois milhões. Houve um aumento significativo no consumo de carne de frango que hoje chega a 46Kg por pessoa ao ano. "A melhoria da renda familiar e o desejo em consumir proteína, carne branca, mais saudável, e mais barata, contribuíram para o aumento da demanda", explica o técnico da Polinutri Alimentos, Fernando Cavalcante.

No Nordeste, o Ceará perde apenas para Pernambuco na produção de frango. O consumo ainda é voltado praticamente para o mercado interno, sem exportação para outros estados e países. "O Brasil tem clima favorável à criação intensiva de frangos e os produtores estão investindo em tecnologia. Graças ao aporte nutricional, clima e melhoria genética uma ave alcança 2 Kg em 35 dias, antes eram necessários 42 dias", acrescenta Fernando.

Peso na economia local

A avicultura constitui-se em atividade de importância econômica e social relevante para o Estado, sendo um dos grupos de maior participação no PIB agropecuário cearense no setor da pecuária conforme dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Compreende uma cadeia produtiva que se caracteriza pela fixação do homem no campo, pela produção de proteína animal (frango e ovos) de alto valor nutritivo e acessível à população e pela geração de emprego e renda.

O setor gera 10 mil empregos diretos e 40 mil indiretos. A dimensão econômica e social da atividade avícola pode ser avaliada pela expressividade dos seus plantéis efetivos e pela produção de carnes e ovos. Está concentrada em 25 grandes produtores distribuídos basicamente em três grandes polos: nas cidades circunvizinhas da Grande Fortaleza, Sertão Central e região da Serra da Ibiapaba. (H.B)

Avicultura

53,8% foi o avanço na quantidade de aves, no Estado, nos últimos quatro anos. Um salto de 1,3 milhão para 2 milhões.
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O POVO

17 de junho de 2012

 
BNB
Alan Neto - Pedra sobre pedra
... EXCLUSIVA. Desdobramentos do escândalo do BNB. O que pode ou vai acontecer.

... TOMEM nota. Até o final do mês a tendência do Ministério da Fazenda é a de trocar todos os membros da atual diretoria do banco.

... NÃO ficará pedra sobre pedra. Até o atual presidente Jurandir Santiago irá no rolo?

... SERÁ adotado um novo critério para a nomeação dos futuros dirigentes.

... COMO assim? Próxima diretoria será composta de comum acordo entre a presidente Dilma e os governadores da região.

... NADA de deputado ou senador ficar metendo o bedelho onde não será chamado.

... PRESIDÊNCIA continuará sendo do Ceará. Único que poderá salvar Jurandir é Cid Gomes.

... PRA não esquecer. Primeiro rastilho, aqui, neste precioso canto. Ha três semanas. Bingo!
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O POVO

17 de junho de 2012

 
BNB
Vertical S/A - BNB: lista traz semelhanças no teto
Por Jocélio Leal

1 A lista completa de empresas beneficiadas, as possíveis fraudes cometidas por cada uma, o valor dos contratos e a dívida das empresas com o Banco do Nordeste (BNB) traz um detalhe revelador. O valor dos contratos de 18 das 24 empresas acusadas de operações fraudulentas não atinge a casa dos R$ 3 milhões cada. Ou seja, ficaram dentro do teto de R$ 2.999.999,00, necessário para não sair da alçada da Superintendência no Ceará, na época ocupada pelo hoje diretor de Controle e Risco, Isidro Siqueira.

2 Do total, 16 estão com valores quase iguais – R$ 2,9 milhões. E 10 têm rigorosamente o mesmo valor: R$2.980.000,00. O trâmite normal das operações começa na agência. Quando atinge R$ 3 milhões a aprovação acontece na Diretoria do Banco. A proposta passa por um comitê de crédito e chega à mesa dos diretores.

3 A maioria das operações ocorreu entre o fim de 2009 e o início de 2011. Somados, os valores dos financiamentos chegam a R$ 100 milhões, e a dívida com o BNB a exatos R$ 125.462.581,69. A lista reúne as empresas sob investigação da Auditoria Interna e Controladoria Geral da União (CGU).

4 A ocorrência mais comum é a apresentação de notas fiscais inidôneas. Também trazem “indícios da elaboração de laudos técnicos por técnicos do Banco com dados/ registro incorretos”. Outro indício contumaz é a apresentação de orçamentos com sobrepreço dos equipamentos financiados. Há também casos em que o sócio majoritário teria sido usado como “laranja”.

5 O POVO foi ouvir o diretor Isidro Siqueira. Por meio da assessoria do BNB, ele informou que: ”O procedimento para a aprovação de créditos de valor até R$ 3 milhões é mais simples e mais rápido que os procedimentos adotados para os financiamentos superiores a R$ 3 milhões. Por isso, os fraudadores, provavelmente escolheram esse processo mais simples”. O Banco enviou o quadro acima, com a quantidade de propostas de valor até R$ 3 milhões e superior a este valor, que tramitaram na Superintendência Estadual do Ceará, durante o ano de 2010.

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O POVO

17 de junho de 2012

 
ALBANO FRANCO
Walter Gomes - O negócio é o seguinte
Tucanato perde importante quadro em Sergipe. O empresário Albano Franco desfiliou-se do PSDB. Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria, ele foi deputado e senador pelo estado.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
REFINARIA
Refinaria fica fora dos planos da Petrobras
Projeto da refinaria Premium II, de US$ 10 bi, não foi incluído no plano de negócios para o período de 2012 a 2016

Rio de Janeiro. O detalhamento do plano de negócios 2012-2016 que a Petrobrás divulgará a partir do dia 25 deve mostrar que a refinaria Premium II, do Ceará, orçada em cerca de US$ 10 bilhões, ficou de fora dos compromissos da empresa para os próximos anos.

Na edição de quinta-feira, o Diário do Nordeste, advertiu sobre o possível corte. O projeto é responsabilidade da área de refino, a que mais sofreu perda de investimentos, com queda de US$ 5,1 bilhões em relação ao plano do ano passado.

A Premium II é um dos projetos retirados do plano de negócios por ainda não ter sua viabilidade garantida. A informação não consta do documento apresentado pela Petrobras na última semana, em versão resumida, uma novidade em relação à divulgação de anos anteriores, quando os investidores tiveram acesso imediato ao plano.

A companhia informou que os detalhes sobre o investimento de US$ 236,5 bilhões para o quinquênio, anunciado última quinta-feira, seguirá um "calendário de eventos" que só se inicia no dia 25. Segundo fontes ligadas à empresa, a Petrobras precisou antecipar a divulgação, prevista para julho ou agosto, por pressão do governo, que confia nos cofres da companhia para alavancar o investimento no País e ajudar a impulsionar a economia.

Agora, a equipe técnica da Petrobras se empenha para terminar de planejar o empreendimento. A estatal não desistiu da refinaria, mas sua retirada do plano de negócios é reflexo direto do estilo que a presidente da empresa, Graça Foster, está imprimindo na empresa. Obcecada por metas e prazos, Graça quer evitar que a Petrobras volte a descumprir a previsão de investimento e produção, como aconteceu em 2011, para frustração do mercado. O plano de negócios é um compromisso da empresa com investidores para um prazo de cinco anos. Serão retirados projetos que não têm a viabilidade garantida. A Petrobras não recebeu autorização para a instalação da refinaria, no terreno, situado em área indígena, e decidiu se descomprometer com o prazo e o investimento. O documento determina que 88% dos recursos (US$ 208,7 bilhões) são para projetos com viabilidade financeira garantida.
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O POVO

17 de junho de 2012

 
REFINARIA
Refinaria - Cid Gomes nega adiamento
O adiamento do projeto da refinaria Premium II da Petrobras no Ceará não está nos planos do Governo e não deverá acontecer, segundo o governador Cid Gomes.

Ele explicou que esteve há 40 dias com a presidente da Petrobras, Graça Foster, que garantiu que o edital de licitação para o cercamento da área está aguardando apenas a conclusão dos estudos de impacto ambiental. Cid disse que só vai se pronunciar sobre qualquer mudança no plano de negócios da estatal quando houver um anúncio oficial.

Já o deputado federal Chico Lopes (PCdoB) disse que a bancada cearense fará tudo para evitar o adiamento. “Não vamos aceitar isso sem discutir fortemente com a Petrobras”.
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O POVO

17 de junho de 2012

 
COPA DE 2014
MUNDIAL DE 2014 - Onde a Copa já começou
A rotina de Fortaleza mudou. Em 2014, a capital cearense será uma das sedes a abrigar a Copa do Mundo no Brasil. Investimentos têm sido feitos em vários setores. Ao redor do estádio Castelão, por exemplo, o setor imobiliário ganha com as obras de infraestrutura

A dois anos da Copa do Mundo de 2014, a rotina de Fortaleza, uma das cidades-sede do Mundial, mudou. Boa parte das iniciativas para atender aos padrões estabelecidos pela Fifa está em andamento. Os investimentos cobrem desde as áreas de capacitação, equipamentos, tecnologia, mobilidade urbana e rede hoteleira. A expectativa do Ministério do Turismo é receber cerca de 8 milhões de visitantes no Brasil.

Tendo o futebol como atração, as obras da Copa de 2014 – presentes na Matriz de Responsabilidades que inclui itens como aeroportos, portos, mobilidade urbana e estádios - irão representar investimentos da ordem de R$ 1,577 bilhão só em Fortaleza. Desse total, R$ 819,6 milhões serão investidos pelo Governo do Estado do Ceará, R$ 261,4 milhões pela Prefeitura de Fortaleza e R$ 496,8 milhões pela União. O Estado tem ainda 38 obras de suporte à Copa do Mundo que, somadas às contidas na Matriz de Responsabilidade, totalizam R$ 8,9 bilhões.

Dentre elas, a reforma e a modernização do estádio Arena Castelão. E é a aproximação com o estádio Castelão que tem gerado o aumento na oferta de imóveis na área. As imobiliárias dão conta da valorização dos imóveis no entorno do Castelão. O metro quadrado da região já varia de R$ 3 mil a R$ 3,5 mil e força as construtoras a verticalizar cada vez mais os bairros do local. Um apartamento novo, no bairro Passaré, um dos mais disputados, já está 70% mais caro. Em 2008, saía por R$ 70 mil. Hoje, não é vendido por menos de R$ 120 mil.

Para o presidente da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE), Marcos Novaes, a Copa do Mundo e as consequências desse evento, como maior infraestrutura urbana, geraram mudanças no comportamento do mercado imobiliário de Fortaleza. “As regiões próximas às vias de acesso ao estádio Castelão e a outros equipamentos, como os terminais do VLT, já tiveram e ainda terão uma valorização significativa no metro quadrado”, afirma. Há quem acredite que valorização mesmo virá depois da Copa.

O vice-presidente da Associação das Administradoras de Imóveis do Ceará (AADIC), Germano Belchior, argumenta que a valorização dos imóveis dos bairros próximos ao Castelão é efeito da logística que passam a ter com as obras de infraestrutura da região. Mas vê com cautela o aumento de preços. “Depois da Copa é que a valorização sustentável se mostrará”, destaca. (Colaborou Luar Maria Brandão)

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Dentre as obras do Estado, de mobilidade urbana, destacam-se: a duplicação da CE-040, iniciando no entroncamento da CE-453 até Beberibe (concluída), duplicação da CE-040 no trecho de Beberibe/Lagoa do Uruaú e Fortim/Aracati (em andamento).

NÚMEROS

8
milhões de visitantes é o previsto pelo Ministério do Turismo de pessoas que virão ao Brasil

3,5 mil
reais é quanto tem custado, em média, o metro quadrado na área do entorno do Castelão

Prefeitura deve concluir até três meses antes

O prazo máximo para a entrega de obras a cargo do Município é três meses antes do início da Copa do Mundo. Mesmo com o novo cronograma do edital, o coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura diz acreditar que o tempo será cumprido

Pelo compromisso da Prefeitura de Fortaleza com a Copa de 2014, os trabalhos serão concluídos, no mínimo, três meses antes do início do campeonato. Segundo o coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura, Geraldo Accioly, com o novo cronograma do edital, lançado na sexta-feira, para realização das obras que estavam a cargo da Construtora Delta, a Prefeitura fará o máximo para cumprir as metas no prazo.

“Apesar da paralisação, decorrente da saída da Delta, temos bons projetos executivos e boas empresas de engenharia no Brasil e no Ceará, o que garante obras mais céleres”. Ele lembra que, antes de sair, a Delta já havia executado 3% das obras previstas no contrato (equivalente a R$ 5 milhões investidos pela construtora).

Com a nova licitação, o valor inicial das obras a cargo da Delta, que estava em R$ 145 milhões para obras nas avenidas Dedé Brasil, Alberto Craveiro, Paulino Rocha e na Via Expressa, passará para R$ 230 milhões. “Entraram nesta nova licitação as obras do viaduto das avenidas Dedé Brasil e Raul Barbosa, que não tinham sido licitadas na época”, afirma. Para suprir o atraso, as obras terão que começar simultaneamente.

Accioly diz esperar que as obras sejam iniciadas em setembro. Ele torce para que o processo licitatório esteja concluído em três meses. “Com 90 dias de paralisação dá para recuperar, como fez a empresa responsável pelas obras da Arena Castelão. Eles fizeram um cronograma muito agressivo e conseguiram recuperar o tempo perdido”, conta.

Lado oposto
O ex-secretário Especial da Copa, Ferruccio Feitosa, adverte que, se a Prefeitura começar as obras nas avenidas Alberto Craveiro, Dedé Brasil, Via Expressa e da Paulino Rocha, nas proximidades do estádio, durante a Copa das Confederações, vai causar muitos transtornos ao evento e à Cidade. “Há preocupação com as obras da Prefeitura com a Delta, pois são as de acesso ao Castelão. Até ser publicado edital, correr o processo, ser emitida ordem de serviço e começarem os trabalhos, se tudo correr bem, serão cinco ou seis meses, ou seja, as obras estarão sendo realizadas no evento, prejudicando o acesso ao estádio”, diz.

Para Ferruccio, o ideal é que as obras da Prefeitura comecem no lado oposto ao Castelão, deixando para concluir o entorno após a conclusão da Copa das Confederações. “Depois disso, a Prefeitura tem 12 meses livres para concluir os projetos”, diz.

O secretário especial da Copa, Osterne Feitosa, vê com preocupação o cronograma destas obras. Ele lembra que a primeira licitação foi suspensa porque não havia uma segunda empresa participante, que pudesse substituir a construtora escolhida para executar a obra. Ele teme que o mesmo ocorra agora. Preocupa-o, também, o tempo para sua execução. (Rebecca Fontes)

Legado da Copa garantirá acesso à internet

Segundo o Governo do Estado, a internet poderá ser acessada de praças, na avenida Beira Mar, em hotéis e nos VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos). O Governo Federal, por meio da Telebrás, tem R$ 200 milhões para aplicar em tecnologia da Informação (TI) em todo o país

Quando a Copa do Mundo de 2014 passar, um legado importantíssimo ficará para a Cidade e o Estado. Em cada obra de mobilidade urbana, como avenidas, o Governo do Estado irá instalar cabos de fibra óptica subterrâneos que irão interligar uma rede de 30 pontos de internet na cidade. Essas “ilhas” irão permitir à população de Fortaleza acesso gratuito à rede mundial de computadores.

A internet poderá ser acessada de praças, na Beira Mar, em hotéis e nos VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos). O Governo Federal, por meio da Telebrás, tem R$ 200 milhões para aplicar em Tecnologia da Informação (TI) em todo o país e o Ceará está pleiteando R$ 12 milhões.

Segundo o presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Fernando Carvalho, não há prazo estipulado para a liberação desses recursos por parte do Governo Federal, pois depende de licitação, mas afirma que o limite é o início do segundo semestre. Ele acredita que no próximo mês saberão se os recursos foram aprovados.

“Mas nós (Ceará) estamos bem porque já vínhamos investindo em telecomunicações”, diz Carvalho, lembrando que R$ 68 milhões foram aplicados no Cinturão Digital e R$ 3 milhões no projeto GigaFor, a Rede Metropolitana de Fortaleza, que tem 54 quilômetros de extensão. É um projeto que possibilita o uso de aplicações avançadas e a troca de grande volume de dados interligando os 15 principais centros de ensino e pesquisa da Capital e Região Metropolitana.

Arena Castelão
A tecnologia que será trazida pela Fifa para a Copa inclui TV em alta definição (HD e 3D), os geradores de energia e 60 câmeras (incluindo a câmera-aranha que fica sobre o campo). A Fifa ainda exige banda de 20 gigabits por segundo por cada subsede, o que será fornecido pela Telebrás. “A Telebrás está firmando convênio com a Etice para que ela use a nossa infraestrutura de fibra óptica para a Copa. Para nós isso, é fácil pois os cabos chegam por mar e entram no país por Fortaleza”, diz Carvalho.

No Castelão, o Estado garantirá o cabeamento e o espaço para a Fifa operar o sistema de TV. Fora do estádio, haverá uma área de estacionamento para cerca de 50 caminhões de emissoras de TV que fazem transmissão ao vivo. O local também abrigará os geradores de energia trazidos pela Fifa.

Haverá uma área de TI para coordenar as demais atividades do estádio, como catracas, bilhetagem com sistema de verificação de tíquetes (os bilhetes serão checados mais de cinco vezes no acesso ao estádio). Segundo Carvalho, o sistema busca evitar fraudes. A área de TI também ficará responsável pelo circuito interno de TV, segurança e monitoramento, pela área de restaurantes e pelo serviço de wi-fi (internet sem fio). A operadora de wi-fi será a Oi, que irá liberar o acesso ao público em todo o estádio, inclusive na área de imprensa.

O estádio também terá uma área de telefonia celular e de fibra óptica para o datacenter, uma área de backup, cinco salas técnicas, uma área com equipamentos ao lado do campo para os jornalistas transmitirem seus dados (imagens e texto) direto do gramado.

Na cidade, o Fifa Fan Fest – um telão de alta definição – será instalado no aterro da Praia de Iracema para transmitir, ao vivo, os principais jogos da Copa. O Governo do Estado precisará garantir os cabos de fibra óptica no local e a segurança do público. “O acesso gratuito à internet não é uma exigência da Fifa, mas o governo vai garantir à população, no aterro, acesso livre à rede wi-fi”, garante o presidente da Etice. (Rebecca Fontes)

Saiba mais

Quanto às obras sob responsabilidade do Estado, estão as obras de modernização do Aeroporto de Aracati (em fase final de conclusão), Centro de Eventos (fase de conclusão), Acquario do Ceará (obra licitada aguardando execução), requalificação do Centro Cultural Dragão do Mar (em fase de projeto), implantação do aeroporto de Jericoacoara (em andamento) e Metrô de Fortaleza (Linha Leste). Esta obra está em licitação, com previsão parcial de implantação até 2014.

A Prefeitura sofreu atrasados na execução de suas obras com a saída da construtora Delta. A empresa estava responsável pelo Corredor Norte/Sul (Via Expressa/BRT Raul Barbosa), incluindo implantação de dois viadutos na Via Expressa, um no cruzamento com a avenida Santos Dumont e outro no cruzamento com a avenida Alberto Sá, e implantação de um túnel na Via Expressa no cruzamento com a avenida Padre Antônio Tomás. Todas essas obras encontram-se paralisadas, aguardando nova licitação.

Também estão aralisados (aguardando nova licitação) os serviços de drenagem, terraplenagem, nova pavimentação, padronização de calçadas, sinalização, construção de quatro túneis e um viaduto (entre a av. Raul Barbosa e a av. Murilo Borges), com uma extensão de 7 km, nas avenidas Dedé Brasil, Alberto Craveiro, Paulino Rocha.

Números

200
milhões foi o recurso liberado pelo Governo Federal, por meio da Telebrás, para ser investido em tecnologia da informação

40% dos ingressos para área VIP nos estádios já foram vendidos

De acordo com informações da Fifa, dos 210 mil ingressos VIPs destinados ao mercado brasileiro, 100 mil já foram adquiridos por empresas e por pacotes de viagem. Os lugares são os mais caros da Copa do Mundo 2014

Dois anos antes da Copa do Mundo, a venda de ingressos para a Área de Hospitalidade dos estádios brasileiros, as conhecidas áreas VIPs, já chegou a 40% do total. Dos 210 mil ingressos VIPs destinados ao mercado brasileiro, 100 mil já foram adquiridos por empresas e por pacotes de viagem. Os lugares são os mais caros do Mundial.

Na terça-feira, a Fifa anunciou que já foram arrecadados US$ 262 milhões (cerca de R$ 540 milhões) com a venda de 90 mil pacotes (ingressos, hospedagem e serviços) para os jogos nas cidades-sedes. A empresa Match Hospitality, detentora dos direitos exclusivos de venda de pacotes para o Mundial, anunciou que a arrecadação foi recorde para um período que antecede uma Copa.

A notícia é boa para o Ceará. Segundo Ferruccio Feitosa, ex-secretário especial da Copa do Ceará, Fortaleza já está sendo chamada de Cidade da Copa por estar registrando uma procura enorme por parte de turistas, principalmente da Europa. “A cidade atrai, por ser uma das poucas em que, durante junho e julho, estará em pleno verão”, afirma.

Outro ponto que está sendo decisivo para a escolha de Fortaleza é o fato de a capital cearense sediar importantes jogos. Na primeira fase, o Brasil jogará em Fortaleza no dia 17/6. Caso a seleção brasileira conquiste o primeiro lugar no grupo, o Brasil jogará em Fortaleza nas quartas-de-final (4/7). Se for o segundo da chave, a seleção jogará uma partida das oitavas na capital cearense (29/6).

VLT
Um projeto que faz parte do plano sistêmico de investimentos para suporte à Copa do Mundo de 2014 Começa neste mês. São as obras do ramal ferroviário Parangaba-Mucuripe, mais conhecido como Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no valor de R$ 180 milhões. Deverá durar 18 meses. Segundo o titular da Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), Adahil Fontenele, nos próximos dias chegarão a Fortaleza cerca de 80 quilômetros de trilhos importados pelo Estado. “As pessoas ainda não percebem muito, mas alguns trechos já estão em obras”, comenta.

Os trabalhos estão sendo iniciados em trechos onde não há ocupação humana. Adahil explica que essa obra tem um complicador chamado desapropriação, mas que, neste momento, não está trazendo grandes problemas. “Existe uma determinação judicial e do Governo do Estado de só retirar as pessoas quando houver condições de reassentamento”.

Para isso, o Estado deverá construir um número estimado, no momento, em 1.500 moradias. As primeiras unidades serão entregues no segundo semestre deste ano.

Obras de infraestrutura
A Seinfra está trabalhando em três frentes: a primeira, no elevado que sairá da estação de Parangaba. As obras já começaram, com o deslocamento da antiga via férrea de carga. No lugar, entram os pilares do elevado; a segunda, construção do elevado sobre a linha férrea na avenida Aguanambi, nas proximidades da Base Aérea, por onde passará o VLT.

A terceira frente é o início das obras da estação de passageiros do Papicu, no cruzamento da Via Expressa com avenida Santos Dumont. “A obra inicial, feita lá, será a remoção da rede de água para poder subir a estação”, diz Adahil Fontenele.

Outra ação que vai melhorar o trânsito e a mobilidade urbana de Fortaleza é a linha sul do metrô, ligando Parangaba ao município de Pacatuba, e que foi entregue parcialmente na sexta-feira, 15. A segunda etapa desta linha será entregue no dia 15 de outubro deste ano, indo de Pacatuba até o centro de Fortaleza (Estação Chico da Silva). A obra custou R$ 1,7 bilhão e terá 24 quilômetros.

A terceira etapa do metrô, e considerada por Adahil Fontenele como a mais importante, será a linha leste, com 13 quilômetros, partindo da Estação Chico da Silva (ao lado do cemitério São João Batista) até o Fórum Clóvis Bevilacqua (no bairro Edson Queiroz).

Ela será subterrânea e passará pela Catedral da Sé, avenida Santos Dumont em direção ao Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Cidade 2000, Centro de Eventos, Universidade de Fortaleza (Unifor) terminando no Fórum. “Ela terá a missão de desafogar o trânsito. Até a Copa, o trecho do centro até o Papicu, com as estações Chico da Silva, Colégio Militar e Papicu, estarão funcionando”, afirma o secretário. O valor aproximado da obra é de R$ 3 bilhões. (Rebecca Fontes)

Saiba mais

O gerente de lançamentos da César Rêgo Imóveis, Rômulo Vasconcelos, ressalta que todo o mercado imobiliário passa por um bom momento em Fortaleza. “O crescimento da demanda por imóveis está crescendo independente da Copa. O evento é só um gatilho a mais”, argumenta.

Mas Rômulo Vasconcelos não descarta a valorização do entorno do Castelão, principalmente do bairro Passaré, por causa das duplicações das vias de acesso, dos novos shoppings da Parangaba e também do Metrofor que passará por lá.

“De dois para cá, aumento 50% o valor dos terrenos e também das unidades residenciais novas no Passaré”, afirma o gerente da César Rêgo.

O aumento dos valores tem forçado a verticalização da região, segundo ele. “É mais barato construir apartamentos do que comprar terrenos para condomínios de casas. É uma tendência de uma região que, antes, era só de casas”, destaca.

Rômulo destaca o Passaré como o bairro mais “nobre” da região do Castelão, mas que outros bairros como o Barroso, Vila União e José Walter também sentem a valorização. (Luar Maria Brandão)

Números

17/6
é a data do jogo da Seleção Brasileira em Fortaleza

4/7
é a data em que a Seleção Brasileira poderá jogar na capital cearense se conquistar o primeiro lugar no grupo.

29/6
é a data em que a Seleção Brasileira poderá fazer mais um jogo em Fortaleza, se for o segundo colocado na chave.

Profissionais se capacitam

Projeto do Sest/Senat visa qualificar, em três anos, os profissionais taxistas de todo o Brasil, nas línguas inglesa e espanhola, e ainda em Gestão de Negócios. Profissionais de Fortaleza estão incluídos na ação

O programa vem de uma parceria entre Sebrae, Escola de Transporte, Confederação Nacional de Transportes (CNT), Serviço Social do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). A ideia é qualificar, em três anos, os profissionais taxistas de todo o Brasil, nas línguas inglesa e espanhola, e ainda em Gestão de Negócios. A iniciativa inclui as 12 capitais que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014.

Dos 4.392 taxistas cadastrados em Fortaleza, 613 inscreveram-se no projeto, que se iniciou em novembro do ano passado, segundo a coordenadora do Sest/Senat na Capital, Cely Dias. Depois de matriculado, o profissional recebe um kit que contém um caderno de estudos, um caderno de exercícios e um CD de áudio, com todos os diálogos presentes no caderno de estudos.

É recomendado que o estudante volte três meses após o início dos estudos, para uma avaliação. Se aprovado, recebe o certificado de conclusão de curso e um adesivo de carro, sinalizando que participou do programa.

Um dos que se inscreveram foi o taxista Neuton Tomaz Freire Filho, 19. Eldjonas Gomes Freire, 23, também participa do projeto. Eles serão os primeiros taxistas a fazer a avaliação que dá direito ao certificado e ao selo. Eldjonas ficou surpreso ao receber a notícia: ‘’Não imaginava que seria um dos primeiros. Apesar de eu não ter tido ajuda de professor, acho que o curso vale a pena se a pessoa se dedicar.’’

Ser um bom profissional, atender bem os turistas e conseguir um bom faturamento são metas dos dois taxistas. ‘’Assistir a um jogo da Seleção também’’, completa Neuton.

O Sebrae-CE cadastra instituições gratuitamente no Programa Sebrae 2014. São convidadas a participar do projeto empresas dos setores de agronegócio, economia criativa, cosméticos, construção civil e varejo que estão dentro do padrões aceitáveis para receber a demanda de turistas. Ou aquelas que, com alguns ajustes, podem ser modificadas e entrarem no padrão.

Esses ajustes, na maioria das vezes são custeados pelo Sebrae. Em média, o empresário gasta somente 30% do necessário para cobrir os gastos, segundo a gestora do projeto Eveline Tabosa.


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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de junho de 2012

 
AQUICULTURA - CEARÁ
Aquicultura está em expansão
O Ceará é o maior produtor de tilápia e camarão do Brasil e também é um dos maiores consumidores

Iguatu. Clima favorável e temperatura estável são fatores importantes para a expansão dos criatórios de tilápia e camarão no Ceará. "O potencial de criação é enorme, pois já temos açudes instalados, água boa e ampla área litorânea", observa o engenheiro de pesca, Oswaldo Segundo, coordenador do setor de Aquicultura e Pesca do Pecnordeste. "Ainda temos muito a crescer e o mercado é favorável", complementa.

O Ceará é o maior produtor de tilápia e camarão do Brasil e também é um dos maiores consumidores. "Outros estados criam tilápia que são vendidas para o mercado cearense e isso às vezes cria certa instabilidade, mas faz parte do mercado", comenta Oswaldo Segundo. O consumo por pessoa de pescado é considerado baixo e está em 9Kg por habitante ao ano no País. Deveria ser pelo menos 12Kg per capita por ano, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMC).

A produção de tilápia e de camarão, no Ceará, está voltada para o mercado interno. "Há espaço para crescimento, pois há aceitação imensa de tilápia e o cearense também passou a adotar o hábito de consumir camarão", frisa Oswaldo. "Estamos no bom caminho, temos de atender a demanda local e nos prepararmos para exportação".

Contribuição para o setor

Oswaldo Segundo destacou a importância do Pecnordeste para a discussão de importantes temas ligados ao setor, dentre eles a adaptação de políticas públicas e de adequação de legislações. "Temos águas sob a responsabilidade da União e dos estados e é preciso também observar leis municipais", aponta.

A demora na concessão de outorga para implantação de projetos de criatórios é um dos gargalos a serem superados e vencidos. "O evento vai permitir o debate sobre os entraves do setor e discussão entre setor público e privado para o crescimento da atividade", diz.

Um setor que está em franca expansão no Estado é o de aquicultura e pesca. A necessidade de oferta de alimentos para suprir a demanda populacional é crescente. Esse desafio é mundial. Neste contexto, a contribuição da aquicultura para os estoques de suprimentos mundiais continua em expansão.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) houve um crescimento no âmbito mundial significativo na oferta de pescados, passando de um milhão de toneladas em 1970 para 59 milhões de toneladas em 2004. O setor vem apresentando taxa média de elevação de 8,8% há várias décadas.

No Brasil, segundo levantamento estatístico divulgado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2010, a aquicultura já apresentou significativo avanço, nos últimos anos, passando de 278 mil toneladas, em 2003, para 415 mil, em 2009, o que equivale a 35% de incremento, no período.

Destaque

A região nordestina vem, sistematicamente, destacando-se no cenário nacional, notadamente nos segmentos de piscicultura, com a criação da tilápia, em cativeiro, e na carcinicultura, (produção de camarão). Por sua vez, a maricultura apresenta-se com futuro promissor e a pesca marítima mostra-se estável quanto à extração da lagosta, seu principal produto exportado.

O Ceará lidera este ranking e se destaca ocupando o topo da produção das espécies de camarão, tilápia e lagosta. Gerou na economia local recursos estimados em R$ 450 milhões em 2011. Esses dados demonstram a potencialidade do setor.

É um dos principais fundamentos para a atração de investimentos que vem ocorrendo, preconizando, assim, um avanço contínuo em decorrência das peculiaridades naturais favoráveis existentes e pela consistência e fortalecimento da política pesqueira nacional. A sustentabilidade socioeconômica e ambiental dessas atividades requer amplas discussões do quadro atual e da perspectiva de crescimento, observando as normas legais entre União, estados e municípios.

A expectativa é de que, durante a edição do Pecnordeste deste ano, haja debates e discussões que vão contribuir para o aprimoramento técnico e abertura de novos horizontes da atividade no Estado.

Os produtores terão oportunidade de participar de importantes palestras de elevado nível, abordando aspectos de todos os elos da cadeia produtiva, e das ações governamentais para o setor. Existirão muitas informações voltadas para o desenvolvimento do setor da aquicultura e da pesca. (H.B.)

Impacto positivo

450 milhões de reais é o montante de recursos estimado que foi gerado na economia local por meio da criação de camarão, tilápia e lagosta no Estado, em 2011
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O POVO

17 de junho de 2012

 
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XXIV Confam
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