Fortaleza, CE - quinta-feira, 14 de junho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Vaivém - Jatinhas
- Egídio Serpa - Carnaúba na rede
- Diário Político - Resgate
- Economia - Portal da Carnaúba
- FIEC lança Portal da Carnaúba
- Fiec lança Portal da Carnaúba
- FIEC lança Portal da Carnaúba
- Pompeu Vasconcelos - Fiec e CIC
- Pompeu Vasconcelos - Eleições 2012 - Meeting com pré-candidatos na Fiec
- FIEC - Incentivos Fiscais
- Jornal O Estado - Empresas do Bem

BANCOS
- BNB contabiliza perda de R$ 67 mi
- DESENVOLVIMENTO REGIONAL - BNB terá R$ 4 bilhões de aumento de capital
- BNB - Rede de intrigas

COMÉRCIO
- VAREJO - Sustentabilidade dos negócios é preocupação do setor

COMÉRCIO EXTERIOR - BRASIL
- INCENTIVO - Itens sem produção nacional têm imposto reduzido

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - NORDESTE
- FNDE vai passar por mudanças

EMPRESAS
- O Povo Economia - ISENÇÕES E COBRANÇAS

ENERGIA
- Aneel é contra devolução de até R$ 8 bi de contas de luz

ESPORTE
- Para o alto e avante

INDUSTRIALIZAÇÃO - CEARÁ
- Diário Político - Montadora

INFRA-ESTRUTURA
- Plano de negócios pode cortar refinarias

MEIO AMBIENTE
- Países emergentes podem criar fundo para sustentabilidade

SECA
- Editorial - Dimensões da estiagem
- Ceará enfrenta este ano a sexta pior seca desde 1950

SINDICATO
- Salão Imobiliário Ceará estima movimentar R$ 500 mi em negócios fechados

TRABALHO
- Fim de multa extra do FGTS


DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
RIO + 20
Vaivém - Jatinhas
Por: José Maria Melo

Renato Aragão, na Rio + 20 representando a Fiec.
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
Egídio Serpa - Carnaúba na rede
Uma boa iniciativa adotou a Câmara Setorial da Carnaúba, que, por meio da Fiec, lançou ontem o portal da carnaúba. Ideia de Carlos Matos, coordenador do INDI, que é o Instituto de Desenvolvimento Industrial. Terá informações da cadeia produtiva da carnaúba. Gol!
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O ESTADO

14 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
Diário Político - Resgate
Por: Fernando Maia

O presidente da Fiec, Roberto Macêdo, dá integral apoio ao resgate retire da cera e da palha da carnaúba, e sua importância à economia do Estado.
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O ESTADO

14 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
Economia - Portal da Carnaúba
Por: Rubens Frota

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) lançou ontem o Portal da Carnaúba. A apresentação do novo portal, que já está no ar, foi feita pela equipe do INDI, sob a coordenação do diretor corporativo da instituição, Carlos Matos, aos membros da Câmara Setorial. Ele já pode ser acessado no www.portaldacarnauba.org.br.
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CNEWS

14 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
FIEC lança Portal da Carnaúba
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará, por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará, lançou, nesta quarta-feira (13), na sede da FIEC, o Portal da Carnaúba. O lançamento ocorreu durante a reunião da Câmara Setorial da Carnaúba. A apresentação do novo portal, que já está no ar, foi feita pela equipe do INDI, sob a coordenação do diretor corporativo da instituição, Carlos Matos, aos membros da Câmara Setorial.

O portal é uma ferramenta de comunicação ágil que busca disponibilizar informações históricas e atualizadas sobre a cadeia produtiva da carnaúba. Em um só espaço virtual, é possível resgatar, preservar e difundir todos os aspectos dos produtos (cera e palha). A compilação desse material é de suma importância para leigos, empresários, estudantes, pesquisadores e a população em geral. Bacana, né?
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BLOG ELIOMAR DE LIMA

14 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
Fiec lança Portal da Carnaúba
Essa é do Portal de Notícias da Fiec:

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará(INDI), lança nesta quarta-feira, às 14 horas, na sala do Pacto, na sede da FIEC, o Portal da Carnaúba. O lançamento será durante a reunião da Câmara Setorial da Carnaúba. A apresentação do novo portal, que já está no ar, será feita pela equipe do INDI, sob a coordenação do diretor corporativo da instituição, Carlos Matos, aos membros da Câmara Setorial. Ele já pode ser acessado no www.portaldacarnauba.org.br. Além do site do Sindicaju, que teve também sua concepção conduzida pelo INDI, o Portal da Carnaúba está integrado ao Portal da Indústria Cearense, que será lançado neste ano.

O portal é uma ferramenta de comunicação ágil que busca disponibilizar informações históricas e atualizadas sobre a cadeia produtiva da carnaúba. Em um só espaço virtual, é possível resgatar, preservar e difundir todos os aspectos dos produtos (cera e palha). A compilação desse material é de suma importância para leigos, empresários, estudantes, pesquisadores e a população em geral, tendo em mente que a carnaúba é um produto estratégico para o Nordeste do Brasil em termos econômicos, sociais, culturais e ambientais, além do forte componente histórico e sociológico da economia rural da região. Com todo esse material reunido, facilita também a atração de novos investimentos.
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ANTÔNIO VIANA ON LINE

14 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
FIEC lança Portal da Carnaúba
O lançamento será durante a reunião da Câmara Setorial da Carnaúba

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará(INDI), lança nesta quarta-feira (13/6), às 14h, na sala do Pacto, na sede da FIEC, o Portal da Carnaúba. O lançamento será durante a reunião da Câmara Setorial da Carnaúba. A apresentação do novo portal, que já está no ar, será feita pela equipe do INDI, sob a coordenação do diretor corporativo da instituição, Carlos Matos, aos membros da Câmara Setorial. Ele já pode ser acessado no www.portaldacarnauba.org.br. Além do site do Sindicaju, que teve também sua concepção conduzida pelo INDI, o Portal da Carnaúba está integrado ao Portal da Indústria Cearense, que será lançado neste ano.

O portal é uma ferramenta de comunicação ágil que busca disponibilizar informações históricas e atualizadas sobre a cadeia produtiva da carnaúba. Em um só espaço virtual, é possível resgatar, preservar e difundir todos os aspectos dos produtos (cera e palha). A compilação desse material é de suma importância para leigos, empresários, estudantes, pesquisadores e a população em geral, tendo em mente que a carnaúba é um produto estratégico para o Nordeste do Brasil em termos econômicos, sociais, culturais e ambientais, além do forte componente histórico e sociológico da economia rural da região. Com todo esse material reunido, facilita também a atração de novos investimentos.

Ambientes do portal
O Portal da Carnaúba possui duas divisões do conteúdo, estático ou dinâmico, sempre atualizado, mais uma ferramenta para pesquisa. O buscador possibilitará ao internauta acessar a base de dados do próprio endereço eletrônico e dos arquivos catalogados no Portal da Indústria Cearense.

Parceiros
A disponibilidade desse acervo sobre a carnaúba na internet é o resultado da parceria entre o INDI, instituição vinculada à FIEC, Banco do Nordeste, que é o financiador do projeto, Sindicarnaúba e Câmara Setorial da Carnaúba. Também recebe apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do projeto do Portal da Indústria Cearense.

Conheça e compartilhe informações
O Portal da Carnaúba aceita a colaboração do seu público-alvo. Empresários, professores, pesquisadores e estudantes podem contribuir com o Portal da Carnaúba, compartilhando artigos científicos, estudos, estatísticas, vídeos e fotos. Basta fazer os seguintes contatos para encaminhar esse material:


Portal da Carnaúba
Federação das Indústrias do Estado do Ceará - FIEC
Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará - INDI
Endereço: Av. Barão de Studart, 1980 - 4º andar, bairro Aldeota
Fortaleza/CE. CEP 60120-901
Telefone: (85) 3421.5471
E-mail: plataforma@sfiec.org.br
Site: www.portaldacarnauba.org.br
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
MISSÃO EMPRESARIAL A SOBRAL
Pompeu Vasconcelos - Fiec e CIC
De olho nos rumos da Indústria e da Política no Ceará, Roberto Macêdo e Nicolle Barbosa alinham ações para estimular o crescimento de nosso Estado. Na segunda, 18, a presidente do CIC comanda missão empresarial a Sobral, onde fará visitas técnicas e terá encontro com o prefeito Clodoveu Arruda para tratar da instalação do CIC Sobral.

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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
ELEIÇÕES 2012 - ROBERTO CLÁUDIO
Pompeu Vasconcelos - Eleições 2012 - Meeting com pré-candidatos na Fiec
A presidente do Centro Industrial do Ceará- CIC, Nicolle Barbosa, arma almoço em torno do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Roberto Cláudio, amanhã, na cobertura da Fiec. Dias atrás, foi a vez de Ferruccio Feitosa comparecer à Federação das Indústrias do Ceará para fazer uma prestação de contas sobre o andamento dos projetos da Copa 2014 e oportunidades de negócio com o mundial. No flash, Roberto Cláudio, Ferruccio Feitosa e Salmito Filho - em total sintonia - durante meeting armado pelo CIC.

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O ESTADO

14 de junho de 2012

 
INCENTIVOS FISCAIS
FIEC - Incentivos Fiscais
FIEC - Incentivos Fiscais

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O ESTADO

14 de junho de 2012

 
SESI - EMPRESAS DO BEM
Jornal O Estado - Empresas do Bem
Empresas do Bem

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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
BNB
BNB contabiliza perda de R$ 67 mi
O governo define passivos contingentes como "dívidas cuja existência depende de fatores imprevisíveis"

O Banco do Nordeste (BNB) já contabilizou perdas de R$ 67 milhões, dentre os R$ 100 milhões que teriam sidos desviados das funções contratadas em 24 operações de crédito realizadas pela instituição entre o fim de 2009 e início de 2011. A utilização dos recursos, as empresas, clientes e funcionários envolvidos nas fraudes são objetos de investigação pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e pelo próprio banco, por meio de auditorias e sindicâncias internas.

Repassada à imprensa ontem, a contabilização do prejuízo foi informada a um integrante do MPF, em uma das reuniões para investigação das denúncias, realizada na sede do BNB, em fins do ano passado. Segundo a fonte, a operação teria sido autorizada pelo Banco Central.

Sigilo Bancário

Como forma de auxiliar nas investigações e agilizar as apurações das fraudes em financiamentos no BNB, o procurador da República no Ceará, Alexandre Meireles Marques, disse ontem, que está pedindo a quebra do sigilo bancário e liberação das operações financeiras de nove empresas e de quatro pessoas físicas. Uma delas é proprietária de cinco das nove empresas acusadas de emissão de notas fiscais frias para justificar os empréstimos contraídos e de usar "empresas laranjas" para respaldar as operações fraudulentas.

Segundo Marques, o pedido de quebra de sigilo bancário foi negado pela Justiça Federal do Ceará, sob o argumento de que cabe ao Ministério Público Estadual e não ao Federal investigar tais casos de desvios financeiros. "Diante da negativa, já recorremos em outubro último, ao Tribunal Regional Federal, da 5ª Região, em Recife, e estamos apenas aguardando a respostas para aprofundarmos as investigações", disse o procurador. Ele aguarda também o resultado das investigações que estão sendo feitas pela Controladoria Geral da União (CGU) e das auditorias internas do BNB para dar seguimento judicial a processo.

BNB confirma

Por meio de nota, o BNB disse que "as operações objeto de fraudes foram integralmente contabilizadas como Passivo Contingente (condicional) no balanço de 31.12.2011, conforme instruções do Banco Central sobre o tema e que o valor contabilizado reflete o risco de crédito total ao qual o Banco do Nordeste estava exposto nas referidas operações, ou seja, cerca de R$ 67 milhões".

Ainda segundo a direção do BNB, as sindicâncias internas apuradas desde de julho de 2011, "culminaram com a demissão de três colaboradores - entre funcionários e terceirizados - e o afastamento preventivo de 15 funcionários de suas funções". O total de envolvidos só será anunciado ao final das investigações.

Manifestação

O Sindicato dos Bancários do Ceará realizará hoje no Passaré, manifestação para marcar o ajuizamento da Ação de Isonomia, que reivindica vários direitos e benefícios para funcionários dos bancos federais, como licença-prêmio, anuênios, promoção, auxílio material escolar, folgas, empréstimo de férias.

O sindicato reune os beneficiários da Ação de Equiparação das funções em comissão dos funcionários do BNB às do Banco do Brasil, exigindo o cumprimento de decisão judicial que manda restabelecer o direito para mais de 1.600 funcionários da ativa e aposentados.

Diante das denúncias de fraude, o sindicato quer o afastamento de toda a Diretoria do BNB.
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O POVO

14 de junho de 2012

 
BNB
DESENVOLVIMENTO REGIONAL - BNB terá R$ 4 bilhões de aumento de capital
De acordo com o deputado Danilo Forte, o aumento de capital será repassado em parcelas em 2013 e 2014. Depois disso, um dispositivo incluso na MP 564 garantirá, segundo ele, a continuidade da capitalização do banco

Em meio às denúncias de irregularidades na concessão de empréstimos, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) conseguiu ontem uma boa notícia: o Ministério da Fazenda aceitou conceder um aumento de capital de R$ 4 bilhões para o banco, o que, na prática, triplica o capital social da instituição - ou seja, possibilita que invista mais e em projetos de maior porte.

Segundo o deputado federal Danilo Forte (PMDB-CE), relator da Medida Provisória 564, que prevê mudanças na operacionalização dos fundos de desenvolvimento regional do Nordeste e da Amazônia (FDNE e FDA), ao incluir esse aumento de capital como emenda, foi possível garantir que o banco não precise mais “mendigar aporte de recursos no futuro para continuar ampliando os investimentos na região”.

O acerto foi feito ontem entre o deputado e Nelson Barbosa, secretário executivo do Ministério da Fazenda. O aumento de capital deverá ser efetivado em parcelas, nos orçamentos de 2013 e 2014. Depois disso, segundo Forte, 75% dos rendimentos e lucros gerados pelo banco serão automaticamente transformados em aumento de capital, o que garantirá o crescimento da instituição indefinidamente. O Basa (Banco da Amazônia) também terá aumento de capital, de R$ 1 bilhão.

Outra medida inclusa na MP, segundo o deputado, será a prorrogação dos incentivos fiscais destinados às regiões Norte e Nordeste para atrair investimentos privados. Por lei, os incentivos iriam valer até 2013. Agora, serão prorrogados até 2018.

Todas essas medidas deverão ser anunciadas pela presidente Dilma Rousseff em reunião com governadores na próxima sexta-feira, durante a Rio+20. Danilo Forte pretende ler seu voto no próximo dia 19. Ele acredita que até meados de julho, o texto seja aprovado pelo Senado.

Corte de taxas
Depois da rodada de redução de juros nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo prepara agora um corte nas taxas cobradas em financiamento de investimento em infraestrutura com recursos do FDA e do FDNE.

A redução dos juros é fundamental para tornar operacional o novo modelo desenhado pelo governo. Na MP 564, o governo já transferiu o risco financeiro das operações do Tesouro Nacional para os bancos, eliminando o impacto fiscal. Também definiu que os retornos dos empréstimos voltariam para os próprios fundos e não mais para o Tesouro.

A expectativa é que o Tesouro não tenha mais necessidade de aportar novos valores nos fundos a partir de 2021, quando os próprios fundos estariam gerando caixa suficiente para estimular novos investimentos.

Ele estima que o FDNE terá uma carteira entre R$ 35 bilhões e R$ 37 bilhões em 2020, com recursos para empréstimos em torno de R$ 2,5 bilhões a R$ 2,7 bilhões por ano. Atualmente os fundos recebem aporte do Tesouro e os recursos não gastos voltam para a conta do governo. A previsão orçamentária para 2012 é de R$ 1,98 bilhão para o Nordeste e R$ 1,32 bilhão para a Amazônia. (Kamila Fernandes, com agências)

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

O governo começou a mudar as regras do FDNE a partir da Medida Provisória (MP) 564, que prevê a financeirização do fundo e o fim da exclusividade do Banco do Nordeste na sua operacionalização. A MP ainda será votada no Congresso.

Saiba mais

Até o fim deste mês, o governo deve editar um decreto regulamentando a redução das taxas dos fundos.

Haverá também alteração nos regulamentos dos fundos para simplificar os processos de análise dos projetos pela Sudam e Sudene. As análises da viabilidade econômica das operações serão realizadas apenas pelos bancos.

Pela MP 564, além do Banco do Nordeste (BNB) e do Banco da Amazônia (Basa), o Banco do Brasil (BB) e Caixa terão permissão para operacionalizar os fundos. Existe um temor de que a perda de exclusividade esvazie o BNB, o que o banco nega.
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O POVO

14 de junho de 2012

 
BNB
BNB - Rede de intrigas
Exonerado da chefia de gabinete do BNB após publicação de reportagem, Robério Gress fala da interferência das indicações políticas na gestão do banco

O ex-chefe de Gabinete do Banco do Nordeste, Robério Gress, afirma que a onda de denúncias envolvendo a concessão de empréstimos na instituição, sob auditoria interna e da Controladoria Geral da União (CGU), surgiu para despistar possíveis irregularidades em operações maiores. “Eu acho que as coisas vão aparecer”.

Robério descreve a teia de indicações que compõe a Diretoria do Banco e afirma que o alvo das denúncias são o PT e o deputado José Nobre Guimarães, de quem é amigo.

Robério foi exonerado pelo presidente Jurandir Santiago por telefone. Ele disse nem sequer ter constituído advogado porque não há nada de concreto contra ele. Robério conversou com OPOVO com exclusividade na casa dele, uma residência de classe média, na Água Fria.

O POVO – Qual foi sua reação quando o senhor leu a matéria que o acusa?
Robério Gress – Não houve surpresa quando, na manhã da sexta-feira passada (9), eu vi na Internet. Porque, na quarta-feira, véspera do feriado, o jornalista encaminhou à assessoria de imprensa algumas perguntas. Com relação a mim, ele perguntou se eu confirmava que eu era cunhado de Marcelo Rocha Parente e Felipe Rocha Parente. O que eu pude afirmar é que todos os fatos ali eram verdadeiros. Sou, temos parentescos afins, porque cunhado é afinidade, porque a minha mulher realmente é irmã do Felipe e do Marcelo.

OP - Portanto, foi por meio do Banco, e não pelos seus cunhados?
RG - Soube por meio do banco, mas também não nego que tinha conhecimento de que eles tinham procurado o banco para adquirir financiamento. Nenhum normativo restringe nem proíbe eles fazerem isso, mas que não contou com a minha participação.

OP – Quando seus cunhados decidiram tomar o empréstimo o senhor não foi consultado?
RG - Eu sabia que eles estavam com planos de colocar uma indústria de reciclagem, me perguntaram e eu disse ‘Rapaz, o banco está aberto, acho que não tem nenhum impedimento de vocês serem meus cunhados’, mas de nada tratei a respeito nem fiz nada politicamente. Agora, errou, paga! Se eu errar, eu pago! Pago com meu emprego, pago! Agora eu acho que, por enquanto, ser cunhado de alguém que não adotou um procedimento correto não é motivo para fazer essa carnificina comigo.

OP – O que foi determinante para o senhor resolver falar?
RG – As pessoas tendem a achar que nós devemos nos calar. Eu não tenho nenhum objetivo de acusar pessoas sem ter provas. Mas, voltando ao assunto, nós podemos fazer reflexões em cima de acontecimentos. Nós temos no quadro da direção do banco, à exceção do presidente, todos funcionários da casa. Mas sem sombra de dúvidas, que bancados por políticos e aliados. No caso do presidente Jurandir Santiago, eu te confesso que eu não sei por quem ele foi indicado, talv, desde o PSDB até o PT, eu não consigo encontrar um grau de ligação. Já nos outros eu vejo, é muito evidente.

OP - Quem são? Um a um.
RG - Nós temos hoje José Sydrião Alencar, meu amigo, diretor de Gestão do Desenvolvimento, que é uma pessoa de alta competência, é provavelmente indicação do deputado (José) Guimarães (PT) e não esconde. Você tem pelo outro lado do PT o Stélio Gama Lira, indicado pelo deputado Eudes Xavier. Pelo PMDB, foi indicado, para a Diretoria de Controle e Risco o Isidro Morais de Siqueira, bancado particularmente pelo PMDB do Aníbal Gomes (deputado federal do PMDB do CE) e do Henrique Eduardo Alves (RN). Outro, o ex-superintendente financeiro de Mercados e Capitais, Fernando Passos, já é uma articulação um pouco diferente. Ele reuniu forças e foi bancado especificamente pela Fazenda e pelo secretário-adjunto executivo, Dyogo Henrique, eu não sei, mas acho que também tem um parentesco com ele (é concunhado). Aí fica claro que apadrinharam o Passos o Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e o próprio Michel Temer (vice-presidente da República). O diretor de Negócios, Paulo Sérgio Ferraro, tem a chan
cela do governador Jacques Wagner. Para fechar, nós temos o Luiz Carlos Everton, diretor dos Recursos de Terceiros, é uma pessoa próxima ao senador Wellington Dias (PT-PI).

OP – O senhor disse que foi indicado chefe de gabinete pelo então presidente Roberto Smith. Não houve nenhum peso do PT?
RG – Acho que sim. Apesar de não ser filiado, nunca fui filiado ao PT e a nenhum outro partido. Eu fiz faculdade de economia, o Guimarães (deputado José Nobre Guimarães, do PT) entrou na faculdade de direito, o curso básico era no mesmo lugar. Acabei me tornando um amigo de faculdade.

OP – Essa vinculação política não interfere na gestão do banco?
RG – Pela minha análise, essa briga está sendo muito prejudicial ao Banco do Nordeste, nos cargos estatutários, porque é um grupo daqui, um dali, é o PMDB que quer ganhar mais espaço e quer foder com o PT, então essa questão, eu acho, acaba deixando muitas vezes em xeque a própria administração do banco. Acho que o banco é composto por pessoas sérias, mas existem alguns fatos estranhos.

OP – Por exemplo?
RG - Até agora, que mais me intriga uma ligação telefônica. Por volta das 9h30min da manhã da quarta-feira, do dia 23 de maio, na minha sala do Gabinete da Presidência, do outro lado da linha o diretor Fernando Passos, que de pronto pede reserva no assunto. Eu digo “Alô, pois não, Fernandinho!” Primeiro ele diz “Chefe, o que eu vou tratar com você eu lhe peço muita reserva e peço para que você não comente com o Alencar. Chefe, você vai ser convidado para substituir o Alencar na diretoria de Gestão do Desenvolvimento e aceite, porque o Dyogo, presidente do Conselho de Administração do banco, não aguenta mais o Alencar. E o Alencar é mesmo um filha da puta”, entre outros adjetivos que não vale a gente citar aqui. Aí eu respondo “Mas como, Fernandinho? As lideranças políticas sabem disso?”. “Se não sabem, vão saber.” Aí eu disse “Você sabe que o Alencar é um dos meus melhores amigos dentro do BNB e o assunto é muito delicado”. “É, chefe, mas ‘num’ dá mais, não”. “Ok, Fernando, vamos esperar” e desligo. Eu, que n
ão me considero traíra, como amigo do Alencar, não cumpri. Imediatamente comuniquei o Alencar, “Olha, Alencar, fiquei surpreso com isso. Estou lhe comunicando, não tenho nada a ver com isso, mas recebi essa ligação”, nesses termos. O Alencar disse: “Não, tudo bem”, muito tranquilo. Não sei de onde vem isso, apenas lhe relato como relatei para o Alencar. Eu falei para o Alencar, ficou por isso, o Alencar ficou participando lá (de um evento na Bahia).

OP - O senhor falou para mais alguém?
RG - No outro dia, e aí eu vou guardar o devido sigilo nessa informação, sou procurado por uma liderança política do Ceará que me relata que foi procurado pelo Dyogo, que disse que o Alencar realmente não tinha mais condição de ficar, que tinha que ser substituído e que o nome era eu. Aí é onde eu não consigo ainda entender. Porque o normal seria eu ser informado que ia ser convidado talvez pelo presidente do banco. Na semana seguinte, sai uma reportagem na Época de uma pessoa ligada ao PMDB, como é o Fernando Passos. Não faço conectividade como uma pessoa na terceira linha do Ministério da Fazenda antecipou uma coisa a um diretor em vez de antecipar talvez ao presidente. Se estão vinculando meu nome aos dos meus cunhados, também não é uma vinculação a ser questionada? O que estou dizendo aqui, se precisar dizer quem é a liderança política depois direi. Mas é fato.

OP – Houve um vazamento de informação interna.
RG – Esse é outro problema. O Jurandir Santiago, desde o início, administrou o banco do ponto de vista de assuntos estratégicos juntamente com o Fernando Passos, com o Stélio e com a auditoria, então ninguém tinha acesso. Eu também, o que posso fazer? Sou um servo, não fui chamado. Dimas Tadeu, auditoria, o Passos e o Stélio. E é por isso que eu digo que não sei de onde vem as indicações políticas. Como é que uma pessoa que foi indicada pelo Eudes Xavier faz parte do núcleo duro? Então não foi o Guimarães. É por isso que não me convence. Aí sim, estava sendo preparado esse relatório de auditoria com relação a esse conjunto de operações e eu acho que devia ser feito de forma sigilosa, mas que esse documento só foi dado conhecimento oficial, só podia ser dado, ao conselho de administração, ao comitê de auditoria, cujo presidente é o Dr. João Melo. E um relatório desse vaza para a revista Época.

OP – Quem seria o alvo das denúncias?
RG – Não tenho dúvida de que a reportagem é para atingir o PT, o deputado José Guimarães e usar o Robério Gress como instrumento, porque a matéria faz uma ilação e dá a distorcer que eu sou responsável por um caixa dois de campanha da ordem de R$ 100 milhões. Não tem, nem no relatório que foi vazado nem no relatório da CGU, menção ao meu nome em nada.

OP – E por que o senhor não é mais chefe de gabinete?
RG – O presidente Jurandir não me explicou. Apenas me ligou em tom lacônico, distante como sempre foi e disse que era isso mesmo.

OP – Se o senhor fosse definir em uma palavra, qual seria? Injustiça?
RG – Não, eu incomodei alguém. Estou ainda fazendo minhas reflexões.

OP – O Passos é o diretor hoje mais forte no banco?
RG – O Passos é o diretor mais influente no banco hoje. Isso eu afirmo. Por que eu afirmo? Porque eu lhe relatei o acontecido. O que me estranha é exatamente isso. Porque o Passos que é um indicado do PMDB tem força junto a um governo de uma área sensível, importante, que é a Fazenda, que é do PT? Essa é uma pergunta.

OP - Noutros termos, o senhor está a dizer que “O alvo não sou eu”?
RG - Eu afirmo: o alvo não sou eu, eu sou um elemento que dá “manchete”.

OP: Onde é que seria esse alvo?
RG: Eu acho que as coisas vão aparecer. Eu, hoje, tenho forte sentimento de que isso é para desfocar de uma questão maior. De uma questão maior operacional. Para desfocar de uma questão maior.

OP: Mas há questões maiores acontecendo no Passaré?
RG: (Pausa) Não sei...

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A publicação de denúncias envolvendo empréstimos do BNB trouxe à tona questões políticas que poderiam estar por trás do vazamento das investigações feitas por auditoria interna.
TOPO

O POVO

14 de junho de 2012

 
CONVENÇÃO ESTADUAL DO COMÉRCIO LOJISTA
VAREJO - Sustentabilidade dos negócios é preocupação do setor
A 25ª Convenção Estadual do Comércio Lojista começa hoje e vai até sábado, dia 16. Copa da Mundo e sustentabilidade dos negócios estão na pauta do evento

Copa do Mundo, incentivo às ações sustentáveis e negociações. Os assuntos estão na pauta da 25ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, que inicia hoje e segue até sábado, dia 16. Entre os palestrantes do evento está o governador do Ceará, Cid Gomes.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (FCDL), Honório Pinheiro, afirma que as demandas do setor varejista foram pensadas para a Convenção. Segundo o presidente da FCDL, o evento também é uma oportunidade de reunir as informações do varejo para assim também chegar aos ouvidos dos gestores públicos.

De acordo com ele, no quesito sustentabilidade, o uso de embalagens é o principal fator a ser trabalhado. No entanto, é preciso também uma nova cultura em relação a isso.

Um dos nomes destaque do evento é o do governador Cid Gomes. Ele irá ministrar palestra amanhã. Ele falará de todos os projetos do Governo voltados para o desenvolvimento do Estado.

Outro nome do evento é o administrador Max Gehringer, com o tema “A comédia corporativa – Gerenciamento de mudanças”. Haverá ainda um debate com Idalberto Chiavenato, autor de livros sobre a área empresarial, com a palestra “Varejo e sustentabilidade”.

Oportunidade
O proprietário das lojas Baby Center, Francimar Albuquerque, diz que o evento é uma boa oportunidade para novos negócios e publicidade da marca. “Entendemos que vai ser muito bom. É um evento que normalmente traz muitos conhecimentos. Estamos no mercado há 36 anos e, evidentemente, a convenção é mais um momento para a gente se propagar no mercado”, afirma o empresário.

Quando questionado sobre a sustentabilidade da empresa no mercado, há 36 anos em Fortaleza, Francimar Albuquerque diz que o segredo é “muito trabalho e perseverança. Além de preparar o quadro de funcionários”. Ele também anuncia uma novidade: a Baby Center deve iniciar no comércio eletrônico dentro das lojas.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A 25ª Convenção Estadual do Comércio Lojista deve reunir 1.500 pessoas, entre profissionais do comércio, estudantes e empresários ligados à Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

SERVIÇO

25ª Convenção Estadual do Comércio Lojista
Quando: de hoje até sábado
Onde: Fábrica de Negócios, no Hotel Praia Centro. Av. Monsenhor Tabosa, nº 740 - Praia de Iracema
Inscrições: http://www.fcdlce.com.br
Informações: (85) 3452 0800

Programação

14 de junho (hoje)
9h às 18h - Credenciamento
19h às 21h - Solenidade de Abertura
21h - Coquetel

15 de junho (sexta-feira)
9h às 10h30min - Palestra 1: Cid Ferreira Gomes
10h30min às 11h - Intervalo e visita à feira
11h às 12h30min - Palestra 2: Cláudia Buhamra - “Sustentabilidade: ações e efeitos no varejo”
12h30min às 13h30min - Brunch
13h30min às 15h - Palestra 3: Max Gehringer - “A comédia corporativa - Gerenciamento de mudança”

16 de junho (sábado)
9h às 10h30min - Palestra 4: Idalberto Chiavenato - “Varejo e sustentabilidade”
10h30min às 11h - Coffee Break
11h às 12h30min - Painel Copa do Mundo (Renata Capucci, Ciro Gomes, Ferruccio Feitosa e Paulo César Norões)

Bate-pronto

Honório Pinheiro, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (FCDL)

O POVO - Como o tema “Varejo: Negociação e Incentivo às Ações Sustentáveis” foi proposto para a 25ª Convenção?
Honório Pinheiro - O tema foi escolhido a partir de demandas do setor. E os setores que vão se reunir são de pequeno e médio porte, em que toda hora tratam de negociações. E também toda hora está preocupada com a sustentabilidade. Seja em se manter quanto ao negócio, seja em relação ao meio ambiente.

O POVO - A Convenção também abordará a Copa do Mundo. Como a FCDL vem se preparando para o evento?
Honório - Há um ano e meio a gente vem se preparando. Uma das ações é melhorar a segurança das redes de cartões de crédito. Temos uma preocupação muito grande de receber bem toda a clientela. Trabalhamos também a capacitação nos cursos de idiomas da CDL.

O POVO - Em ano eleitoral, como o comércio se posiciona em relação às agendas e aos problemas da Cidade?
Honório - Cada Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) se organiza a partir das suas demandas locais para reivindicar junto aos gestores. A Convenção também é momento para isso. A gente entrega as agendas e discute com eles.

O POVO - Quais as formas de sustentabilidade do varejo?
Honório - Uma é a questão do uso da embalagem - todo varejo usa - e também a da cadeia dos resíduos. Só que isso aqui é uma questão muito cultural. É algo a ser discutido. Temos ainda reivindicado que o mercado interno tenha regulamentação mínima. Há necessidade de se preservar o mercado interno, de haver políticas públicas para garantir isso. (Natalie Caratti)
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O POVO

14 de junho de 2012

 
IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS DE INFORMÁTICA
INCENTIVO - Itens sem produção nacional têm imposto reduzido
A importação de quase 300 produtos como máquinas e equipamentos para produção e bens de informática terão tributação reduzida a 2% até 2013

O imposto de importação de quase 300 bens de capital (máquinas e equipamentos industriais) e bens de informática e telecomunicações que não são produzidos no Brasil caiu para 2% até 31 de dezembro do ano que vem. As informações são da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).

As alíquotas originais desses produtos variavam entre 14% e 16%. De acordo com o Mdic, cerca de 100 desses produtos já estavam com alíquota de 2%, percentual, que foi renovado até o final do ano que vem.

O montante gasto pelas indústrias para importar esses bens será de US$ 641,1 milhões, e os produtos serão usados em projetos que totalizam US$ 2,2 bilhões em investimentos. Os setores mais beneficiados, segundo o Mdic, serão autopeças (que responde por 14,7% dessas importações), madeira e móveis (9,8%), bens de capital (9,1%), naval (8,22%) e siderúrgico (6,6%).

Por país, os produtos que terão seus impostos de importação reduzidos são: Alemanha (23,7% do total das importações), EUA (14,5%), Itália (13,9%), França (11,4%) e Finlândia (10,8%).

Destino
Os bens serão usados em projetos de extração de pentóxido de venádio (um produto químico que é usado como catalisador, absorvente de raios ultravioleta em vidro e em produtos farmacêuticos), em serviços de aprimoramento do controle de qualidade dos pneumáticos de veículos de passageiros, caminhões e ônibus e a implementação de uma nova linha de motores, entre outros.

Esse tipo de redução temporária de impostos de importação de produtos que não são fabricados no Brasil é um mecanismo batizado como ex-tarifário, e tem como objetivo estimular investimentos produtivos no País. (Folhapress)

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O regime de "ex-tarifário" estimula os investimentos produtivos no País por meio da redução temporária do Imposto de Importação de bens de capital, informática e telecomunicação não produzidos no Brasil.

SERVIÇO

Resoluções do Mdic
Site: http://www.desenvolvimento.gov.br
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
FUNDO DE DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE
FNDE vai passar por mudanças
Depois da rodada de redução de juros nas linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o governo prepara agora um corte nas taxas cobradas em financiamento de investimento em infraestru-tura com recursos dos Fundos de Desenvolvimento da Amazónia e do Nordeste (FDA e FDNE).

Também será alterada a sistemática de aporte dos fundos para alavancar recursos e haverá a ampliação do escopo de empresas que podem se candidatar ao financiamento. Segundo o Ministério da Integração, a carteira total do FDA e do FDNE atingirá cerca de R$ 60 bilhões em 2020.

Os encargos cobrados pelos bancos públicos em operações de financiamento com recursos desses fundos são TJLP mais 1% a 3% ao ano. No entanto, as taxas perderam atratívidade com a redução da Selic para o menor patamar da história e a queda recente dos juros do BNDES.

Conforme o secretário de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais do Ministério da Integração, Jenner Guimarães, as novas taxas estão sendo fechadas com o Ministério da Fazenda.

A expectativa é que o Tesouro não precise mais aportar novos valores nos fundos a partir de 2021, com os próprios fundos gerando caixa suficiente.
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O POVO

14 de junho de 2012

 
EMPRESAS DO CENTRO - IMPOSTOS
O Povo Economia - ISENÇÕES E COBRANÇAS
Por Neila Fontenele

O presidente da Associação dos Empresários do Centro (Ascefort), Maia Júnior, explica que o governador Cid Gomes realmente prometeu não aumentar mais os impostos do setor, mas também disse que iria cobrar tudo que é de direito do Estado.

O empresário destaca que o Ceará anda na contramão no que se refere à política de tratamento com as empresas do Centro, que enfrentam uma concorrência desleal e predatória. “As micro e pequenas empresas estão fragilizadas e vendendo os seus pontos para comerciantes chineses”, acrescenta.
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
TARIFA DE ENERGIA - ANEEL
Aneel é contra devolução de até R$ 8 bi de contas de luz
São Paulo. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, vê como quebra de contrato a devolução pelas distribuidoras de até R$ 8 bilhões nas contas de luz.

Associações de consumidores acusam as distribuidoras de energia de terem cobrado o valor indevidamente entre 2002 e 2009. Um erro de cálculo nos reajustes das tarifas de energia elétrica foi corrigido em 2010, por meio de aditivos contratuais assinados pelas concessionárias, mas Hubner considera que as empresas não podem ser responsabilizadas pelo problema.

"Temos o entendimento claro de que seria uma quebra de contrato", disse o diretor da Aneel, em audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. Ele prevê que, caso haja uma decisão de ressarcir os consumidores, as distribuidoras podem obter vitórias judiciais contra essa possível perda de receita.

Vitória inútil

Hubner afirmou que as novas regras aprovadas no ano passado para a revisão das tarifas, diminuindo a taxa de remuneração dos investimentos de 9,95% para 7,5%, tiraram R$ 2,5 bi por ano de receitas das distribuidoras e representam ganho mais importante para os consumidores do que uma eventual devolução das contas de luz cobradas indevidamente. "É uma vitória inútil, uma vitória de Pirro", comentou o diretor da Aneel, referindo-se à possível decisão contra as distribuidoras. Como exemplo, citou que as novas regras levaram as tarifas da Coelce a cair 12,5% neste ano.

No mês passado, a Frente de Defesa dos Consumidores de Energia Elétrica entregou ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma petição com 14 mil assinaturas em que pede o ressarcimento de R$ 7 bi. O TCU deve decidir, até o fim de junho, se aprova parecer da área técnica que recomenda às 63 distribuidoras de energia devolver o dinheiro cobrado a mais dos consumidores de 2002 a 2009.

Relatoria

O relator do Projeto de Decreto Legislativo que obriga as concessionárias de energia elétrica a devolver cerca de R$ 7 bilhões aos consumidores de todo o País adiantou ontem, que dará parecer favorável à matéria, em prol dos consumidores. "Nosso relatório será favorável ao projeto, porque já passa da hora ser feito o ressarcimento", justificou o relator, deputado federal Chico Lopes, autor do requerimento que originou a audiência.

O debate contou com a participação de representantes de várias entidades de defesa do consumidor, além do Ministério Público Federal.
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
ROSIER ALEXANDRE
Para o alto e avante
O montanhista cearense segue firme e forte para vencer os 6.194 metros do monte McKinley, localizado no Alasca

Depois de enfrentar dias de chuva e nevasca, o sol resolveu colaborar com a expedição do montanhista cearense Rosier Alexandre, que, desde ontem, segue na transição dos 3.400m do campo base 2 para os 4.300m onde deve armar acampamento e descansar por duas ou três noites antes de seguir até o high camp, a 5.200m, último ponto de parada antes do ataque ao cume.

Porém, cada etapa superada é uma vitória. Nos últimos dias, Rosier passou por apertos dignos do tamanho do desafio de encarar o McKinley.

"Neste momento, mais 90 escaladores perseguem, assim como eu, a chegada ao cume. São americanos, eslovenos, canadenses, suecos, entre as várias nacionalidades. As fendas e vias de acesso se tornam quase invisíveis, fazendo o caminho mais perigoso. É preciso contar com a experiência e pedir ajuda a sorte", comentou Rosier.

Condições

Fisicamente, Rosier vai bem, mesmo com uma bolha de água no pé. Com o tempo ruim, e adiantado em seu planejamento, os cinco dias parados o ajudaram a conseguir uma boa cicatrização. Bolhas como esta são comuns aos escaladores, mas requerem atenção para não se tornarem um empecilho.

Segundo sua médica, Karina Oliani, poder permanecer por mais um dia no acampamento foi fundamental para a recuperação de Rosier.

"Ninguém sobe a montanha em uma única jornada. Temos que sair de um acampamento para outro levando bagagem, suprimentos e equipamentos, e isso exige duas viagens. As dificuldades estão crescendo a cada dia que passa e vencê-los é uma constante superação", disse Rosier.

Ciente

E ele sabe do que fala. Entre os dia 8 e 12, ficou preso na base 2, devido à chuva que na montanha torna a vida mais arriscada. "O perigo da chuva não se limita a estragar equipamentos, existe o risco físico, pois, com a temperatura negativa, molhar o corpo seria fatal devido ao congelamento. Mas a chuva não foi o único complicador. Depois dela, veio uma nevasca que trouxe mais limitações", acrescentou.

Na manhã de ontem (13/06), o sol chegou. E com o tempo bom, Rosier Alexandre prosseguiu com a jornada. Até o fechamento desta edição, ele ainda não havia chegado ao acampamento dos 4.300m.
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O ESTADO

14 de junho de 2012

 
MONTADORA FOTON AUV BUS - PECÉM
Diário Político - Montadora
Por Fernando Maia

Empresários chineses deverão manter entendimentos com o presidente da Adece, Roberto Smith, a respeito da instalação, no Complexo Industrial do Pecém, de uma fábrica da montadora de ônibus Foton Auv Bus, com potencialidade para ofertar 2.500 empregos em dois anos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM
Plano de negócios pode cortar refinarias
Projetos de refino em fase embrionária podem ficar de fora da lista de investimentos da Petrobras

Fortaleza/Rio. O Conselho de Administração da Petrobras discutiu ontem, em Brasília, o novo plano de negócios da companhia para o período de 2012 a 2016. Mas um corte substancial nos investimentos, especialmente na área de Refino e abastecimento, dividiu os conselheiros. Não houve anúncio oficial nem divulgação do valor dos investimentos. O assunto é de grande importância para o Ceará por conta da refinaria Premium II, antigo anseio do Estado, que pode estar ameaçado se esse cortes, efetivamente, ocorrerem.

Apesar do interesse do governo federal em aprovar as metas o quanto antes para estimular a economia, a direção da companhia teria retirado projetos de refino ainda em fase embrionária de seu plano, o que resultaria num montante de investimentos de cerca de R$ 8 bilhões inferior, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado.

Poderiam ficar de fora, a partir de agora, projetos que ainda não evoluíram, e antes apareciam na previsão de investimentos do plano de negócios. Isso já seria suficiente para reduzir os investimentos, sem necessariamente abandonar projetos.

Pode ser o caso de refinarias que estão em processos embrionários - como é o caso da cearense Premium II, a ser instalada no Pecém -, e que poderiam ficar de fora. A definição dos cortes, no entanto, pode ser postergada para o próximo mês.

Produção preservada

Com exceção da área de Produção e Exploração, que seria preservada, Graça Foster, presidente da Petrobras, vinha defendendo, que entrem no plano apenas empreendimentos com o projeto "básico" ou "executivo" já prontos, para tornar o plano de negócios da empresa mais "realista". A conceitual é a primeira fase, sendo seguida da básica e da executiva.

Metas mais realizáveis

O governo Dilma Rousseff vinha pressionando a Petrobras a antecipar a aprovação. Graça Foster, por sua vez, tem realizado, nos últimos dias, de duas a três reuniões diárias com executivos das áreas mais importantes para discutir as contas. Ela defende um plano estratégico mais "realizável", na definição cunhada semanas atrás pelo diretor financeiro, Almir Barbassa, durante apresentação do resultado financeiro do primeiro trimestre. A decisão é do governo, que controla a companhia e seu Conselho de Administração.

Internamente, a presidente da Petrobras sustenta a necessidade de o Plano 2012-2016 listar projetos mais enxutos para as ambiciosas metas da companhia. Tende a ser bem recebida no mercado uma redução marginal nas metas de investimento, que no plano de 2011-2015 ficaram em US$ 224,7 bilhões, o maior do mundo. Foster também é a favor de metas de exploração menos ambiciosas do que as expostas pela empresa na revisão do plano no ano passado.

Na última revisão anual do plano, ainda na gestão José Sergio Gabrielli, houve maior concentração dos investimentos em Exploração e Produção, cuja participação nos investimentos passou de 53% no plano divulgado em 2010 para 57%, em 2011.

Redução

8 bi de reais em investimentos seriam cortados do Plano de Negócios da Petrobras. Segmentos de abastecimento e refino sofreriam impacto

Deputados e PGE planejam pressionar decisão da Funai

A Funai (Fundação Nacional do Índio) está sob o foco de todos os envolvidos no projeto da refinaria Premium II da Petrobras, a ser construída no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). A pressão é para que a instituição conclua o estudo sobre o terreno da usina.

No início deste semana, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) manifestou a possibilidade de buscar uma solução. O procurador geral do Estado, Fernando Oliveira "se dispôs a participar" de uma reunião com a Funai e a Petrobras para "adiantar ainda mais a solução do empreendimento".

A bancada cearense na Câmara de Deputados também deve se reunir com a Funai. Segundo o deputado federal Antonio Bahlmann, o objetivo é acelerar a resposta da Fundação.

"Queremos esclarecer os impedimentos e propor soluções aos problemas que entravam a refinaria", disse. "É uma demora injustificada. O projeto da refinaria é irreversível, mas não pode demorar uma eternidade para tomar uma decisão".

Procurada pela reportagem ontem, a assessoria de imprensa da Funai não respondeu sobre estas questões até o fechamento desta edição.

O gerente de negócios do empreendimento, Raimundo Lutif Filho explicou, nesta semana, que a Petrobras tem "licitações que estão caducando porque não pode iniciar as obras". Ele fez as declarações durante reunião do conselho gestor do Cipp na última segunda-feira. Ele ainda informou que, mesmo dispondo da Licença Prévia, a Licença de Instalação da Premium II só sai após a anuência ser liberada pela Funai. Lutif garantiu que os documentos pedidos pela Funai para a liberação da anuência estão sendo entregues. Depois de liberado, o documento será reunido a outros para que a Semace avalie e dê a LI.

O governador Cid Gomes encontrou a presidente da estatal em março deste ano e encaminhou um pedido para que a Petrobras contribuísse também financeiramente na compra do terreno oferecido pelos índios Anacés e que fará parte da refinaria.
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
RIO + 20
Países emergentes podem criar fundo para sustentabilidade
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável vai até o dia 22 de junho

Rio de Janeiro. As negociações da Rio +20 começaram oficialmente, ontem, com uma proposta dos países em desenvolvimento para a criação de um fundo de US$ 30 bilhões por ano para o desenvolvimento sustentável. A sugestão elaborada pelo G77, bloco que reúne um grupo de 130 países pobres e emergentes, na última rodada de negociações informais, no começo do mês em Nova York deve ser um dos debates mais acalorados da conferência realizada no Rio de Janeiro.

"A proposta tem grande respaldo no grupo e faz parte da negociação conduzida", disse o negociador-chefe do Brasil, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo. Segundo ele, a discussão sobre financiar o desenvolvimento sustentável é crucial, especialmente quando os países doadores, os mais afetados pela crise econômica, "se retraem quanto a compromissos assumidos no passado e têm dificuldades de projetá-los no futuro".

Figueiredo não deu detalhes sobre a proposta. Não está claro quem seriam os doadores, nem se os países emergentes fariam alguma contribuição. No Rio fala-se, porém, em dinheiro novo, ou seja, o fundo não poderia ser constituído com verbas remanejadas de programas de assistência ao desenvolvimento já implementados.

Compromisso

Ontem, a presidente Dilma Rousseff (PT) pediu o compromisso de todos os países com um modelo de desenvolvimento sustentável que não oscile segundo a economia e seja baseado em três princípios: "incluir, crescer, preservar". Ela criticou países ricos pelas medidas para enfrentar a crise econômica. Na visão da presidente, os ajustes trazem retrocessos sociais e ambientais. "Vemos conquistas dos países avançados na área da inclusão e do desenvolvimento social sofrerem duro revés. Não consideramos que o respeito ao meio ambiente só se dá em fase de expansão do ciclo econômico", disse.

A presidente tem feito reiteradas críticas às medidas adotadas por países europeus como Grécia, Espanha, França e Alemanha, especialmente em relação ao corte de gastos e de benefícios sociais. Ao citar o exemplo brasileiro de "redução definitiva e perene da desigualdade com inclusão e justiça social", ela afirmou que o modelo será mantido independentemente da economia.

Dilma foi ao Parque dos Atletas, vizinho ao Riocentro, sede da conferência mundial, acompanhada de dez ministros. Ela visitou o Pavilhão Brasil, onde o governo mostrará em vídeos e exposições experiências brasileiras de sustentabilidade.

Dilma citou dados ambientais como exemplo do crescimento sustentável. Segundo ela, o desmatamento foi reduzido em 77% desde 2004 e o Brasil é responsável por 75% das áreas de preservação ambiental criadas no planeta deste 2003.

Críticas

A formulação do novo Código Florestal pelo governo brasileiro foi criticada no terceiro dia de uma conferência paralela à Rio+20, que reúne pesquisadores do Brasil e de fora do País, na PUC-Rio. Segundo eles, o texto que está no Congresso coloca espécies brasileiras em risco porque diminuiu áreas florestais.

Para Lidia Brito, diretora de política de ciência da Organização das Nações Unidas para Ciência, Educação e Cultura (Unesco), os cientistas brasileiros precisam se posicionar antes que a lei seja aprovada.

Diário

A editora de Reportagem Especial do Diário do Nordeste, Maristela Crispim, foi escolhida entre 20 jornalistas de todo o mundo pela rede Earth Journalism Network para participar do evento.

A ´química verde´ é tema de painel

Fortaleza. Em meio a milhares de pesquisadores e demais participantes da Rio+20, um cearense ganha destaque. O engenheiro químico e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Osvaldo Beserra Carioca, apresenta, hoje, às 14h, painel com a temática: a ´Química verde como impulsionadora do Desenvolvimento sustentável´.

Mas o que é a ´química verde´ e em que pode interferir na melhoria das condições do planeta? Segundo Carioca, a prática pode ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos e sub-produtos tóxicos, que são nocivos à saúde humana ou ambiente.

"Ela está dentro de uma discussão maior sobre economia verde, uma tentativa de redução da emissão de gás carbônico e motivação para a troca do uso do petróleo por outros combustíveis menos agressivos", explica.

O pesquisador foi, inclusive, o consultor do documento, Química verde no Brasil (2010-2030), com diretrizes formais sobre o assunto, sugere ações e políticas públicas. "Temos boas experiências de ´química verde´ em andamento no Ceará. Podemos utilizar o processo na área de transportes, biocombustível, reciclagem de lixo, aproveitamento de resíduos. Basta ter ousadia e financiamento", afirma.

Sobre as experiências já realizadas, ele conta sobre o pioneirismo do Ceará em fabricar óleos naturais usados em alguns transformadores de energia. "Essa tecnologia pode substituir as antigas substâncias que além de trazerem mais riscos de explosão também poluem o solo, as águas, enfim, o meio ambiente", afirma o professor.

Exemplos práticos dos benefícios da química verde também podem ser visto na reciclagem de lixo e no destino de efluentes, por exemplo. Segundo ele, hoje se gasta muito tempo e água para equilibrar e estabilizar os resíduos jogados ao mar.

"Já temos hoje como, através da tecnologia verde, reaproveitar esse material, conseguir retirar energia deles e ajudar na limpeza da água", finaliza.

Princípios

A química verde segue alguns princípios, entre eles: o da prevenção, eficiência atômica, síntese segura, busca pela eficiência energética, uso de fontes de matéria-prima renováveis, análise em tempo real para prevenção da poluição e química intrinsecamente segura para a prevenção de acidentes.
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
ESTIAGENS NO NORDESTE
Editorial - Dimensões da estiagem
As estiagens no Nordeste estão presentes no seu cotidiano desde o período colonial. Elas trazem as mesmas características: escassez de chuvas, desmantelamento da produção agropecuária e colapso nas precárias fontes supridoras de água para o consumo humano e animal.

A chegada da Sudene, nos anos 60, trouxe a sensação de que a economia rural perderia força na composição do Produto Interno Bruto Agrícola, em face da implantação dos projetos industriais. Contudo, essa experiência funcionou apenas em parte, porque a maioria expressiva das plantas industriais se instalou nas capitais, nas regiões metropolitanas e nas cidades de médio porte.

A agroindústria não conseguiu o mesmo desempenho das estruturas de produção industrial, pelas próprias limitações do meio, como a carência de água, de estradas para escoamento da produção, mercado consumidor e mão de obra especializada. Ainda assim, onde elas se firmaram, o sucesso foi garantido.

Recentemente, os órgãos indutores do desenvolvimento regional tentaram retomar a divulgação dos atrativos industriais nas regiões interioranas, a partir da produção, industrialização e comercialização do leite. A base de convencimento, para tanto, era a qualidade do produto, o potencial das bacias leiteiras do consumo regional. Nesse ponto, o Ceará reafirmava as peculiaridades oferecidas pelo clima caracterizado por alta temperatura, oferta generosa de pasto, quando há invernos regulares e elevada qualidade do leite, da carne e do couro de boi. Essas condições mesológicas favoráveis se oferecem, também, em áreas de outros Estados do Polígono das Secas.

Na ausência dos atrativos da industrialização, as regiões interioranas revivem, em pleno século XXI, o drama retratado pela historiografia dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, intercalado em ciclos de quatro e sete anos entre uma seca e outra. Em todas elas, o fenômeno climático é o mesmo. Nos últimos tempos, mudou apenas o socorro governamental, minimizando a mortalidade pela fome.

Algumas regiões do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte registram secas pontuais. Porém nenhuma delas traz o espectro característico do Nordeste, utilizado como porta-estandarte da indústria da seca. Supostas medidas de combate aos efeitos da estiagem, insistentemente divulgadas no Centro-Sul, serviram apenas para o regalo de poucos e a formação de um estereótipo negativo sobre o Nordeste flagelado.

Ocorrência inevitável, ela chegou em 2012 com a expectativa de um inverno insignificante. A meteorologia comprova uma estação chuvosa com apenas 20% do volume das precipitações históricas da região. Suas dimensões podem ser aferidas pelos efeitos provocados em 997 dos 1.794 municípios nordestinos.

A Bahia enfrenta, neste ano, a situação mais grave, pela quantidade de municípios em situação de emergência, 244 do total de 417 municipalidades no Estado. Em Pernambuco são 93 de 185; na Paraíba, 77 dos 223 municípios; no Ceará, 170 dos 184. A seca não excluiu nenhum Estado do Semiárido, agravando até as condições ambientais do norte de Minas. A questão essencial é a falta d´água para a sobrevivência da população sertaneja. Para enfrentar a estiagem, o governo federal disponibilizou R$ 2,7 bilhões, um terço do custo da transposição das águas do Rio São Francisco. Se houvesse empenho dos agentes públicos na fiscalização das obras esse encargo não existiria. A interligação das bacias regionais com o São Francisco amenizará o drama.
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O POVO

14 de junho de 2012

 
ESTIAGEM - CEARÁ
Ceará enfrenta este ano a sexta pior seca desde 1950
De janeiro a maio deste ano, choveu 352,1 mm, em média, no Estado. Maio de 2012 foi o segundo mais seco desde 1974, segundo Funceme. Nível dos reservatórios caiu para 66%. Situação preocupa em algumas cidades

O Ceará registrou a sexta pior seca desde 1950, segundo dados divulgados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). De janeiro a maio deste ano, choveu no Estado a média de 352,1 mm, 50,4% a menos do esperado para os quatro primeiros meses.

Neste ano, choveu pouco mais do que foi registrado em 2010, último ano de seca. Enquanto que naquele ano a quantidade de chuva aumentou de fevereiro a maio, em 2012 as chuvas diminuíram no mesmo período. Maio deste ano registrou a segunda menor quantidade de chuva para o mês desde 1974. Foram apenas 19,6 mm no Estado. Em 33 municípios, a Funceme não registrou um milímetro sequer de chuva em maio.

Meiry Sakamoto, meteorologista da Funceme, explica que a distribuição espacial e temporal das chuvas foi bastante ruim em 2012. O esfriamento das águas do Atlântico Sul, conforme explica Meiry, não favoreceu a ocorrência de chuvas. “As águas ficaram mais frias no (Atlântico) Sul e mais quentes no Atlântico Norte. Isso prejudicou a Zona de Convergência Intertropical (ZCI)”, explica a meteorologista. A ZCI é o sistema de nuvens responsável pelas chuvas no norte do Nordeste nos primeiros meses do ano.

Garantia Safra
Por causa dos efeitos da seca, 168 dos 184 municípios do Estado tiveram a situação de emergência reconhecida no último dia 28 de maio. O governador Cid Gomes prometeu aos municípios o pagamento de parcela extra para os agricultores inscritos no programa Garantia Safra, do Governo Federal, em um total de R$ 33 milhões em repasses.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Agrário, Antônio Amorim, representantes da Caixa Econômica Federal se reúnem hoje na SDA para discutir como será operacionalizado o pagamento. Ainda segundo o secretário, 15 mil cisternas estão em construção no Ceará. De acordo com Amorim, a Defesa Civil Estadual também passará a atender os municípios com carros-pipa. Atualmente, a Operação Pipa, do Exército, está atendendo 78 municípios.

Como
ENTENDA A NOTÍCIA

No acumulado, choveu pouco mais do que em 2010, mas para o agricultor a sensação é de que a seca foi muito pior do que mostram os números. Isso porque as chuvas foram diminuindo de fevereiro a maio, o que comprometeu bastante as lavouras. Ajuda vai chegando aos municípios no ritmo da burocracia estatal.

Saiba mais

As perdas na safra de grãos somam 66%. Em 39 municípios cearenses as perdas nas colheitas foram superiores a 90%.

A previsão da Funceme, no começo do ano, era de 40% de probabilidade para chuvas dentro do normal e 35% para chuvas abaixo da média. Segundo Meiry Sakamoto, o prognóstico se refere ao acumulado das chuvas e “são probabilidades muito parecidas”.

A maioria dos profetas da chuva, reunidos em Quixadá, em janeiro, previu inverno bom para este ano. O agricultor Renato Lima, 64, foi um dos poucos a prever poucas chuvas.

Multimídia

A avaliação da Funceme sobre a quadra chuvosa de 2012 foi o Tema do Dia na cobertura de ontem dos veículos do Grupo de Comunicação O POVO.

Confira:
Para escutar - Na rádio O POVO/CBN (AM 1010), o meteorologista Namir Melo foi entrevistado no Grande Jornal. http://bit.ly/Kn9ZJY

Para ler e opinar - Acompanhe a repercussão entre os internautas na página do O POVO Online no facebook (http://on.fb.me/KVeCfG) e no portal O POVO Online (www.opovo.com.br/fortaleza)

Situação crítica em 14 localidades

Os açudes do Estado acumulam 66% da capacidade de armazenamento. No começo do ano, o acúmulo era 72%. Em 14 localidades a situação de abastecimento é crítica, segundo a Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (Cogerh).

De acordo com Ricardo Adeodato, diretor de operações da Cogerh, há situações graves de abastecimento em Irauçuba, Quiterianópolis, Nova Russas, Tamboril e Itapajé. “O Governo do Estado está conseguindo recursos para ampliar o tratamento de água. Estudos estão sendo definidos para alocar recursos”, aponta ele.

Ricardo garante, porém, que não há problemas no abastecimento das grandes cidades. Na Região Metropolitana de Fortaleza, o abastecimento é garantido pela água que vem do Castanhão, por meio do Eixão das Águas. “Essa e outras obras construídas proporcionam segurança hídrica razoável para o período”, detalha Ricardo (Thiago Mendes).

Perdas totais em dois municípios

Dois municípios tiveram perdas totais na colheita: Solonópole, no Sertão Central, e São João Jaguaribe. O presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Solonópole, Elisiário Nogueira, diz que as famílias de pequenos agricultores têm conseguido se manter graças a repasses de benefícios sociais. “Os carros-pipa não chegam aonde precisa”, aponta. Na avaliação dele, o milho subsidiado pela Conab a preço de R$18,10 também ainda tem distribuição insuficiente.

Ainda de acordo com Elisiário, a água dos açudes começa a rarear e ficar mais salobra. As cisternas se mantêm com o que foi armazenado no ano passado. Conforme relata, até mesmo a festa junina da cidade foi cancelada.

Em São João do Jaguaribe, o comerciante Eudo Silva diz que a movimentação no seu depósito de material de construção caiu entre 30% e 40% em consequência da seca. “Como houve muitas perdas, não tem dinheiro circulando. Falta assistência ao agricultor”, resume Eudo. (Thiago Mendes).

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O ESTADO

14 de junho de 2012

 
SINDUSCON - SALÃO IMOBILIÁRIO CEARÁ
Salão Imobiliário Ceará estima movimentar R$ 500 mi em negócios fechados
A expectativa é alta, mas o mercado local tem grande potencial comercial para atingir a marca de R$ 500 milhões estimados pela organização do Salão Imobiliário Ceará (SIMC), para a edição 2012 do evento. Em 2011, o SIMC movimentou R$ 250 milhões em negócios fechados, além de atrair 25 mil visitantes. Este ano, o Salão acontece entre os dias 12 a 16 de setembro no novo Centro de Eventos do Ceará, com a perspectiva de dobrar o faturamento e aumentar em 30% o número de visitantes.

Em sua quarta edição, o SIMC se consolida como um dos principais eventos do setor na região Norte e Nordeste, abrindo espaço para a geração de negócios, sendo uma oportunidade para construtoras, imobiliárias e incorporadoras negociarem seus produtos e apresentarem lançamentos. Empresas como Moura Dubeux, Viva Imóveis, Magis, MRV, Colmeia, Escala Imóveis, Banco do Brasil, Caixa Econômica, César Rêgo, Cameron, Poupex e RIC já confirmaram presença no Salão.

IMÓVEIS: DE R$ 100 MIL A R$ 2,5 MI
Contando com uma estrutura de 4.500 m2 do Centro de Eventos do Ceará, o Salão vai oferecer igual visibilidade para todos os expositores, facilitando a pesquisa dos consumidores. Serão oferecidos todos os tipos de imóveis, entre residenciais, comerciais, lançamentos, usados, terrenos e loteamentos, com valores que variam de R$ 100 mil a R$ 2,5 milhões. Os clientes poderão consultar várias empresas em um único dia, além de ter acesso a simulação de crédito imobiliário, condições e taxas diferenciadas para os negócios fechados durante o evento. Vale destacar que também serão ofertados serviços profissionais para empresas e investidores em serviços condominiais.

“O SIMC funciona como um vetor de realização de negócios, alavancando o setor da construção civil em Fortaleza, por isso é muito importante o nosso apoio ao evento”, analisa o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE), Victor Cesar da Frota.
Segundo Frota, a perspectiva do evento em dobrar o volume de negócios fechados é coerente com a dinamicidade do mercado imobiliário. “Além de ser um mercado dinâmico, há um déficit habitacional muito grande neste país, por isso o setor ainda é um mercado promissor reprimido. Assim, pactuo com o otimismo de que o SIMC vai gerar grandes negócios no segundo semestre”, destaca Frota.


CONSOLIDADO
De acordo com Luiz Donizety, organizador do SIMC 2012, o Salão Imobiliário Ceará, lançado em 2009, representa um espaço de grande visibilidade para o setor no Estado, além de ter se tornado uma referência, colocando o Ceará no calendário nacional de eventos do segmento. Donizety pontuou ainda que o Salão reúne todos os elementos da cadeia produtiva da indústria da construção civil e reforça o papel do setor para a economia do país.

A programação do SIMC 2012 foi apresentado para imprensa no dia 11 de junho, no auditório da Superintendência do Banco do Brasil. A quarta edição do Salão é uma realização da Stand Show, com organização da Ikone Eventos, apoio institucional do Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Conselhor Regional dos Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea-CE).

SERVIÇO
Salão Imobiliário do Ceará
Local: Centro de Eventos do Ceará
Data: 12 a 16 de setembro de 2012
Entrada: gratuita
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DIÁRIO DO NORDESTE

14 de junho de 2012

 
MULTA EXTRA DO FGTS
Fim de multa extra do FGTS
Brasília. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que extingue para o empregador o pagamento de 10% sobre o montante do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) nos casos de demissões sem justa causa.

A mudança não tem qualquer relação com a multa de 40% paga pelos patrões aos empregados nas demissões em justa causa, como previsto pela legislação brasileira. No caso dos 10%, os recursos são destinados ao fundo e não ao trabalhador.

O pagamento foi criado em 2001 para corrigir o saldo do fundo, mas o projeto acaba com a cobrança com o argumento de que as contas já foram sanadas -por isso não deve ser mantida.

Contas equilibradas

Relator do projeto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que desde 2010 as contas do fundo estão equilibradas, motivo que justifica a extinção da multa. "Era uma cobrança extra, provisória, tomada por decisão judicial para fazer um reequilíbrio das contas do FGTS. Desde então, esses valores excedem o fundo", afirmou.

Vigência

O projeto prevê que o fim do pagamento passe a vigorar no dia 1º de junho de 2013, quando Jucá calcula que o texto já terá concluído sua tramitação na Câmara e no Senado. Com a aprovação na CCJ, o projeto segue para análise do plenário do Senado em regime de urgência - depois vai para a Câmara.

Jucá disse que, em 2001, o pagamento "extra" ao FGTS foi criado cumprindo decisões judiciais que obrigaram o fundo a ressarcir empregados atingidos por antigos planos econômicos.
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