Fortaleza, CE - quarta-feira, 13 de junho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Inovação e valorização dos nossos talentos
- PGE propõe reunião com a Funai para agilizar a refinaria
- Refinaria - Petrobras: impasses com Funai criam "inseguranças"
- O Povo Economia - Moda - Alegria, alegria
- Polo Moda lança catálogo inspirado no povo cearense
- Federação das Indústrias do Estado do Ceará lança Portal da Carnaúba

SESI
- Trabalhadoras cearenses são destaque nos Jogos do SESI nacional
- Abertas inscrições para os Jogos do SESI 2012

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Vertical - PPP NO CENTRO
- SECULT - Próximo!

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- Lêda Maria - APERFEIÇOANDO - Candidatos...

AGRICULTURA
- Egídio Serpa - Fruta com vento

BANCOS
- BNB - "Quero proteger o banco"
- Egídio Serpa - Bancos públicos e política
- Comunicado - Riscos para o Nordeste

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Vaivém - Audiência
- Estão abertas inscrições para o Prêmio Finep 2012

CNI
- Jornada de trabalho

ECONOMIA
- Metade da população nordestina ainda não possui contas bancárias
- Inflação para baixa renda sobe em maio
- Economia - Sem conta

INDÚSTRIA DE LACTICÍNIOS
- Egídio Serpa - Pela irrigação

INDUSTRIALIZAÇÃO - CEARÁ
- Montadora chinesa negocia fábrica no Ceará

INFRA-ESTRUTURA
- Egídio Serpa - Copa: buraco e promessa
- Egídio Serpa - Livre Mercado
- Importação de asfalto é destaque
- Interior - Pacto pelo Pecém

MEIO AMBIENTE
- Rio + 20 promete ´esquentar o clima´ da Terra nos próximos dias
- Editorial - Futuro sustentável

SINDICATO
- Lixo - Construtores pedem nova usina de reciclagem

TRABALHO
- Empregos na indústria seguem em queda no Ceará
- Oportunidade
- Vaga de emprego: a maior demanda


O POVO

13 de junho de 2012

 
COOPERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA
Inovação e valorização dos nossos talentos
Tenho me envolvido nos últimos dias com um tema que me preocupa há muito tempo e que vejo finalmente sendo tratado como se deve.

Refiro-me à criação de um ambiente de inovação, com os cuidados que precisamos ter com a valorização e preparação dos talentos necessários ao desenvolvimento do Ceará.

Na semana passada vi com alegria aparecerem os primeiros resultados de um trabalho, já mencionado neste espaço, que vem sendo realizado com o apoio de uma equipe de professores da universidade Ben-Gurion, de Israel. Dentro do "Programa de Fortalecimento da Cooperação Universidade-Empresa para a Inovação no Ceará", houve a adesão de várias empresas dos setores da construção civil, química e metalmecânica.

Diretamente ligado a este esforço pela criação de um ambiente de inovação em nosso Estado, está sendo formalizada uma cooperação com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Fiec e a CNI, com a participação inicial da UFC e da Unifor, dentro do programa Inova Ceará Start-Up. Esta iniciativa objetiva estimular o empreendedorismo nos jovens e criar, desde cedo, um vínculo entre eles, suas universidades e as empresas.

A escolha do ITA não é por acaso. Nada menos do que 20% a 25% das 120 vagas anuais oferecidas por esse instituto, o mais renomado formador de engenheiros do Brasil, são preenchidas por cearenses. No entanto, a maioria desses estudantes não retorna ao Ceará depois de formados. E não retorna por não conhecer quais as oportunidades e as condições de trabalho, que o setor empresarial pode oferecer, que façam jus à sua qualificação.

Já estão sendo selecionados 12 alunos do ITA e outros 12 de universidades locais para participarem, durante as férias de julho deste ano, de um intenso programa de integração para conhecer na prática o quanto o nosso parque industrial é rico em oportunidades e desafios para a inovação e "start-up". Iniciativas como esta certamente irão estimular o empreendedorismo e uma nova mentalidade para a inovação nos jovens sedentos por desafios.

Este é um desafio empresarial, mas não só dos empresários da indústria. Todos os que pensam, querem e agem pelo desenvolvimento do Ceará precisam sentir-se desafiados. O primeiro passo é enxergar as oportunidades já existentes em todos os setores da economia, em especial o setor industrial em fase de instalação, mas também o que poderá surgir no processo de interação entre professores, alunos, empresários e governantes.

A criação de oportunidades de trabalho em segmentos de inovação tecnológica é uma necessidade para a atração dos jovens que se formam em centros de excelência fora do Ceará, mas também para a retenção dos que aqui se formam em nossas universidades e se veem obrigados a buscar desafios fora de nossas fronteiras. O momento é propício para unir inovação e valorização dos nossos talentos. Precisamos dar resposta urgente a essa questão.

Roberto Macêdo
roberto@pmacedo.com.br
Empresário

TOPO

DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM II
PGE propõe reunião com a Funai para agilizar a refinaria
O Estado ainda aguarda resposta da Petrobras sobre possível contribuição para a compra de terreno

Ainda sem definição, o impasse entre a Petrobras e a Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre a Refinaria Premium II, a ser instalada no Ceará, poderá contar participação mais efetiva da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que se alcance a resolução do processo. Depois de ouvir as reclamações do gerente de negócios do empreendimento, Raimundo Lutif Filho, o procurador geral do Estado, Fernando Oliveira, "se dispôs a participar" de uma reunião com as entidades para "adiantar ainda mais a solução do empreendimento".

"Nós temos licitações realizadas e elas estão caducando porque não podemos iniciar as obras", declarou Lutif, durante reunião do conselho gestor do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

Ele ainda informou aos secretários e empresários presentes que a Petrobras realiza, atualmente, a revisão de seu plano de negócios para os próximos quatro anos e voltou a afirmar que, mesmo dispondo da Licença Prévia (LP), a refinaria só terá Licença de Instalação (LI) emitida após anuência pela Funai.

Participação da PGE

Na ocasião, onde secretarias estaduais e empresários discutiram soluções para a região do complexo, o procurador geral do Estado respondeu diretamente às reclamações do gerente de negócios da refinaria: "Como o Lutifi se mostrou preocupado com essa questão dos Anacés, eu propus para que ele ficasse ainda mais tranquilo, que ele pode sugerir lá na Petrobras e no Ministério (de Minas e Energia) que agende uma reunião com a Funai para que eu possa ir lá e a gente encontre uma solução para agilizar ainda mais esse procedimento", comentou.

Maior impasse

Caso ocorra, essa reunião com a entidade de representação dos índios seria apenas para discutir a anuência, segundo Oliveira. Para ele, o pedido feito pelo governador Cid Gomes à presidente da Petrobras, Graça Foster, é o que solucionará definitivamente a questão da refinaria Premium II.

O chefe do Executivo cearense encontrou a presidente da estatal em março deste ano e encaminhou um pedido para que a Petrobras contribuísse também financeiramente com a compra do terreno oferecido pelos índios Anacés, que também fará parte da refinaria. Até agora, a estatal ainda não deu nenhuma resposta sobre o pedido.

O gerente de negócios da Premium II garantiu que os documentos pedidos pela Funai para a liberação da anuência estão sendo entregues. "A gente sempre faz o que ela determina, estamos executando tudo o que ela determinou", reforçou.

Depois de liberado, o documento será reunido a outros para que a Superintendência de Meio Ambiente do Estado do Ceará (Semace), avalie e emita Licença de Instalação.

Perguntado sobre quais foram os apontamentos do órgão de representação indígena nos documentos, Lutif limitou-se a dizer "que era uma série de coisas, todas critérios técnicos".

Sebrae vai iniciar mapa de oportunidade de negócios

O mapa de oportunidades de negócio para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), cobrado pelo governador Cid Gomes na última reunião do Conselho Gestor do complexo, deverá se tornar realidade nos próximos dias. Responsável pela elaboração do documento, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) planeja colher informações com todos os envolvidos na região para elaborar o documento.

"Ele (o Sebrae) vai identificar todos os trabalhos já realizados - a seu modo e com sua vertente, seja pela CSP, pelo Pacto pelo Pecém, pela Petrobras...- e vai, nesse primeiro momento, aglutinar esse forço num esforço integrado", detalhou o titular da Seplag, Eduardo Diogo.

Além do que diz respeito às cadeias produtivas mapeadas pelas empresas citadas pelo secretário, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-CE, João Porto Guimarães, ainda informou que informações de cunho social também serão estratégicas para o mapa.

Plano de desenvolvimento

"É por isso que eu insisto em ter o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, saber onde será locado as moradias, as escolas, pois isso é fundamental para o nosso trabalho e, agora, com o grupo gestor, isso vai poder acontecer", disse. A escolha dos cinco profissionais que irão ocupar os cargos executivos da Unidade Gestora do Cipp também já foi iniciada. Secretarias, entidades representativas e empresários devem enviar até hoje nomes e currículos de pessoas por eles indicadas para ocupar o cargo de presidente, além de apontar três diretores.

De posse da lista, Diogo informou que a repassará a Cid Gomes. "Acredito que não demore muito a indicação dos nomes". A reunião do Conselho Gestor do Cipp definiu o dia 29 deste mês para uma visita de todos os membros ao Pecém, e 7 de agosto como a data para a próxima reunião do grupo. (AOL)

Capacitar mão de obra continua a ser desafio

A falta de mão de obra qualificada mesmo em profissões onde não há a necessidade de formação em nível superior é uma das grandes preocupações para o movimento que discute os impactos causados pelo Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), o Pacto pelo Pecém.

De acordo com o coordenador do Conselho de Altos Estudos da AL, deputado Eudoro Santana, no Ceará, é grande a carência de pessoas para ocupar desde os cargos onde é preciso manusear máquinas até os gestores. "A grande expectativa é que as demandas das empresas possam ser atendidas por profissionais do Ceará", disse.

Dentro deste cenário, Santana e representantes de mais de 10 instituições de ensino, universidades públicas e privadas, de institutos de pesquisa e cursos profissionalizantes estiveram reunidos ontem, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL). O encontro teve como discussão principal o papel da academia para a capacitação profissional do Cipp.

Durante a reunião, o deputado destacou a grandeza e os benefícios do Cipp no âmbito socioeconômico estadual, bem como a deficiência de profissionais capacitados para atuar no empreendimento e o papel das instituições para suprir tal necessidade. "A universidade é capaz de dar contribuições para o Cipp não só na formação profissional, mas com ideias em um empreendimento desta natureza", afirmou o deputado.

Diante das demandas expostas, representantes das instituições receberam um documento contextualizando o Pacto do Pecém e devem entregar, no prazo de aproximadamente 15 dias, uma lista de críticas e respostas às perguntas feitas pelo Conselho, que possibilitarão expressar a opinião da academia em relação ao Cipp. O diálogo pretende entrar em um consenso sobre as contribuições do o setor acadêmico para o movimento.

Mão de obra importada

Na semana passada, 68 prefeituras que se localizam no entorno do Pecém estiveram presentes na AL para discutir, entre outros problemas, a escassez de mão de obra qualificada. Na ocasião, Santana salientou que uma das empresas que estão se instalando no Cipp contratou sete mil trabalhadores, sendo somente dois mil do Ceará.

Governo estabelece metas para solucionar 27 entraves

Ao mesmo tempo em que tenta atrair empresas e viabilizar a instalação de empreendimentos já assegurados, a administração estadual estuda formas de solucionar uma série entraves na região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Na reunião de ontem do Conselho Gestor, foram apresentados 27 pontos a serem superados, através de ações de diversos órgãos, para tornar o cenário do Pecém compatível com o desenvolvimento esperado para a região.

Entre os 27 obstáculos, destacam-se a existência de um único eixo viário consolidado - a CE-155 -, a deficiência da infraestrutura de drenagem, coleta de efluentes industriais e esgoto sanitário, não integração do Plano Diretor do Cipp com os de Caucaia e São Gonçalo, crescimento desordenado da população desses dois municípios, falta de atendimento pleno na rede de saúde e ausência de fornecedores de serviços, matéria prima, equipamentos e produtos.

Cada ponto abortado prevê uma solução e uma entidade responsável para resolvê-lo. No caso da existência de apenas um eixo viário, cabe à Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), ampliar o sistema viário da região, principalmente no Setor III e no Setor de Serviços.

Mais infraestrutura

Sobre a deficiência na infraestrutura, estão entre as propostas a implantação de uma nova correia transportadora de ferro e carvão e a construção de um emissário submarino.

A elaboração de planos diretores que prevejam, entre outros pontos, o monitoramento frequente do crescimento residencial irregular e o incentivo à implantação de programas habitacionais nos municípios também foi apontado como meta, a ser seguida pelas administrações municipais das cidades.

Rede de saúde

Também está prevista a instalação do Hospital Regional Metropolitano próximo ao entroncamento das BRs 222 e 020, perto do Cipp. Além disso, ainda se pretende integrar intensificar Policlínica, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em posição de destaque, está a atração de empresas da cadeia de abastecimento de cada segmento em implantação no Cipp, além de um programa de incentivo ao empreendedorismo.

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O POVO

13 de junho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM II
Refinaria - Petrobras: impasses com Funai criam "inseguranças"
O gerente de implantação da Refinaria Premium II, Raimundo Lutif, diz que impasses com a Funai criam inseguranças na Petrobras

Raimundo Lutif, gerente de Estruturação do Negócio da Refinaria Premium II, da Petrobras, a se instalar no Pecém, fez apelo pela resolução das pendências com a Fundação Nacional do Índio (Funai). Na reunião da Unidade Gestora do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), que ocorreu na Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag), Lutif mostrou preocupação da Petrobras sobre as indefinições na área.

"Quero falar da angústia da Petrobras nessa questão. Estamos completamente travados pela Funai. Já temos licitações caducando por causa desse problema", declarou.

A Funai devolveu o Projeto Básico Ambiental (PBA) da refinaria, que precisa da anuência da Fundação para conseguir a licença de instalação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). O empreendimento tem só a licença prévia, que já foi renovada pela demora na solução do impasse.

Apesar da preocupação da Petrobras, Lutif garantiu que o Ceará não perderá o empreendimento pela questão indígena. Ele explicou que, mesmo que tivesse a licença de instalação, as obras não teriam começado. A terraplenagem, primeira etapa das obras, está prevista para 2013. "Ficamos adiando o recebimento do terreno. Isso dá alguma insegurança", disse.

O estudo antropológico da área mostrou não haver terra indígena tradicional na área do CIPP. Segundo o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, o que existe é terra não tradicional, da tribo anacé, na área de influência do Complexo.

Isso motivou a Funai a pedir ajustes no PBA da Refinaria, que incluem projetos de sustentabilidade socioambiental e estruturantes voltados para a tribo. De acordo com Lutif, os projetos têm como premissa a criação de uma reserva indígena.

Com essa finalidade, um terreno deve ser desapropriado, como disse o procurador. "O Governo preferiu definir tudo em parceria e chamou a Petrobras para também entrar com verba nessa desapropriação". Ele ressaltou que, caso a empresa não participe, o Estado arcará com tudo sozinho.

Eduardo Diogo, titular da Seplag, disse que Cid Gomes e Graça Foster, presidente da Petrobras, devem resolver juntos esse impasse. Para ele, questões ambientais ou indígenas não deverão atrapalhar os planos para o Complexo. "Existe empenho pessoal do governador e isso será superado". (Nathália Bernardo)

O POVO procurou a Funai para explicações sobre a situação da refinaria. A assessoria de imprensa do órgão disse que não havia quem pudesse responder até o fechamento desta edição.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A licença de implantação da Refinaria Premium II depende de anuência da Funai. O órgão solicitou mudanças no projeto ambiental, buscando contemplar a tribo anacé, que está na área de influência do empreendimento.

Saiba mais

Unidade gestora do CIPP

A Refinaria Premium II é um dos principais empreendimentos em instalação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

Para a administração do CIPP, foi criada uma unidade gestora.

Fazem parte dessa unidade representantes de diversos órgãos dos poderes executivo e legislativo estadual, prefeituras, entidades de classe e empresas do complexo. Ao todo, são 28 membros.

A reunião de ontem foi a primeira com a presença das empresas.

Na ocasião, foram repassadas as deliberações do governador Cid Gomes e firmados compromissos sobre elas.

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O POVO

13 de junho de 2012

 
CATÁLOGO INSPIRADO NO POVO CEARENSE
O Povo Economia - Moda - Alegria, alegria
Coluna da Neila Fontenele

O Polo Moda do Sebrae está lançando um catálogo inspirado na alegria do povo cearense. O projeto apresentará nas coleções o humor e a irreverência que fazem parte da cultura local. A gestora do Polo, Diva Mercedes, diz que a ideia surgiu com o objetivo de ajudar as microempresas a reposicionarem suas marcas.

O catálogo terá 67 páginas e será apresentado oficialmente amanhã, às 17 horas, na Cobertura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
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AGÊNCIA SEBRAE

13 de junho de 2012

 
CATÁLOGO INSPIRADO NO POVO CEARENSE
Polo Moda lança catálogo inspirado no povo cearense
Publicação promove a competitividade das empresas que compõem a cadeia têxtil e de confecções do estado
Ana Lúcia Machado

Fortaleza - O riso fácil, o humor irreverente, o jeito próprio do cearense ver e viver a vida inspiraram a produção das empresas participantes do projeto Polo Moda, do Sebrae no Ceará. O resultado do trabalho, que misturou sensibilidade e criatividade, está reunido num catálogo de 67 páginas que será lançado nesta quinta-feira (14), às 17 horas, na sede Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

A iniciativa foi criada para promover a competitividade da cadeia têxtil e de confecção do estado. O projeto prevê o desenvolvimento de ações como capacitação, consultoria, prospecção de mercado, promoção comercial, encontros de negócios e participação das empresas em feiras e eventos.

"Nosso intuito é dar total apoio às micro e pequenas empresas (MPE) do setor de moda, colaborando para a competitividade e a conquista de mercado por elas, com a adequação do posicionamento das marcas, diferenciação de produtos, fortalecimento da imagem e reconhecimento da identidade local dos negócios", explica Diva Mercedes, gestora do projeto.
O Polo Moda é coordenado pelo Sebrae e desenvolvido em parceria com o Governo do Estado, Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Serviço Nacional da Indústria (Senai-CE), entre outras instituições ligadas ao setor.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - Ceará (85) 3255-6609 ou 3255-6820
www.ce.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800
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INVEST NE

13 de junho de 2012

 
PORTAL DA CARNAÚBA
Federação das Indústrias do Estado do Ceará lança Portal da Carnaúba
Portal busca disponibilizar informações históricas e atualizadas sobre a cadeia produtiva da carnaúba

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará(Indi), lança nesta quarta-feira (13), às 14h, na sala do Pacto, na sede da Fiec, o Portal da Carnaúba. O lançamento será durante a reunião da Câmara Setorial da Carnaúba.

A apresentação do novo portal, que já está no ar, será feita pela equipe do Indi, sob a coordenação do diretor corporativo da instituição, Carlos Matos, aos membros da Câmara Setorial. Ele já pode ser acessado no www.portaldacarnauba.org.br. Além do site do Sindicaju, que teve também sua concepção conduzida pelo Indi, o Portal da Carnaúba está integrado ao Portal da Indústria Cearense, que será lançado neste ano.

O portal é uma ferramenta de comunicação ágil que busca disponibilizar informações históricas e atualizadas sobre a cadeia produtiva da carnaúba. Em um só espaço virtual, é possível resgatar, preservar e difundir todos os aspectos dos produtos (cera e palha). A compilação desse material é de suma importância para leigos, empresários, estudantes, pesquisadores e a população em geral, tendo em mente que a carnaúba é um produto estratégico para o Nordeste do Brasil em termos econômicos, sociais, culturais e ambientais, além do forte componente histórico e sociológico da economia rural da região. Com todo esse material reunido, facilita também a atração de novos investimentos.

O Portal da Carnaúba possui duas divisões do conteúdo, estático ou dinâmico, sempre atualizado, mais uma ferramenta para pesquisa. O buscador possibilitará ao internauta acessar a base de dados do próprio endereço eletrônico e dos arquivos catalogados no Portal da Indústria Cearense.

O Portal aceita a colaboração do seu público-alvo. Empresários, professores, pesquisadores e estudantes podem contribuir com o Portal da Carnaúba, compartilhando artigos científicos, estudos, estatísticas, vídeos e fotos.
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ANTÔNIO VIANA ON LINE

13 de junho de 2012

 
JOGOS DO SESI NACIONAL
Trabalhadoras cearenses são destaque nos Jogos do SESI nacional
Estado do Ceará conquistou nove medalhas nos Jogos Nacionais do SESI em natação e vôlei de praia

Uma medalha de ouro, duas de prata e seis de bronze, todas conquistadas por mulheres. Esse foi o saldo final da participação dos atletas-trabalhadores da indústria cearense na etapa nacional dos Jogos do SESI, realizada de 5 a 9 de junho em Goiânia. Das nove medalhas, oito vieram da natação feminina, onde o Ceará foi destaque, sobretudo pelo desempenho das nadadoras da Indústria Naval do Ceará (Inace).

A atleta Geysiellen Goes, da Inace, foi o grande nome da delegação cearense. A nadadora conquistou o 1º lugar nos 400 metros livre e o 3º lugar nos 50 metros peito e 50 metros borboleta, sempre na categoria 16+ feminino. Na mesma categoria, Munike de Sousa Magalhães ficou em 3º lugar nos 50 metros livre e Geise Goes ganhou o bronze nos 50 metros costa. Ambas também são trabalhadoras da Inace. Com outros bons resultados, como o 2o lugar no revezamento 4x50 livre, a equipe da indústria naval obteve o 3º lugar na classificação geral da natação feminina. Ainda nesta modalidade, Maria Tereza Chaves, da Petrobras/CE, ganhou a prata nos 50 metros costa, categoria 35+ feminino. A outra medalha cearense veio do vôlei de praia feminino, onde a equipe da Inace ficou em 3º lugar.

41 trabalhadores cearenses participaram da etapa nacional dos Jogos do SESI. Os atletas são de empresas em Fortaleza (Petrobras, Cagece, Nufarm, Manhattan, Esmaltec, Iracema e Inace), Sobral (Nutrilight) e Nova Olinda (Stargesso). Eles foram campeões de modalidades esportivas da etapa regional, realizada no Maranhão em 2011.

Ao todo, 1.023 trabalhadores-atletas, de 247 empresas de todas as regiões do país, competiram na edição 2012 dos Jogos Nacionais do SESI. Nos quatro dias de provas, os competidores disputaram medalhas de ouro, prata e bronze em 10 modalidades esportivas: futebol de campo, futebol sete máster, futsal, natação, voleibol, vôlei de praia, tênis de campo e de mesa, atletismo e xadrez. O SESI realiza os Jogos Nacionais desde 2000 com o objetivo de promover a qualidade de vida do trabalhador e, em consequência, elevar a produtividade das empresas. A etapa nacional dos Jogos do SESI em 2013 será realizada no Rio de Janeiro.
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SOBRAL EM REVISTA

13 de junho de 2012

 
JOGOS DO SESI 2012
Abertas inscrições para os Jogos do SESI 2012
Nesta quarta-feira (13) o escritório regional do Sistema FIEC em Sobral promove a primeira reunião com as equipes que disputarão os Jogos do SESI - Fase Municipal Sobral. O encontro acontece às 19h nas instalações do novo Centro Integrado SESI SENAI, com a entrada sendo feita pelo lado da quadra.

Maiores informações (88) 3614.1659 ou acesse www.sfiec.org.br/sesi

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O POVO

13 de junho de 2012

 
PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA
Vertical - PPP NO CENTRO
O Governo do Estado está abrindo uma Parceria Público-Privada na área da geração de energia do futuro Centro de Feiras e Eventos. A PGE prepara edital com proposta de seis anos de exploração no valor de R$ 80 milhões.
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O POVO

13 de junho de 2012

 
SECRETARIA DA CULTURA (SECULT)
SECULT - Próximo!
Decisão do partido do governador Cid Gomes em não apoiar nome definido pelo PT para disputar a Prefeitura de Fortaleza deixa Secretaria da Cultura (Secult) sem titular. O ex-deputado estadual Antonio Carlos ficou no cargo por apenas seis dias

Ao assumir o cargo de secretário da Cultura do Estado, na quartafeira da semana passada, o deputado petista Antonio Carlos avisou: “O governador me convidou para a Secretaria e deixou claro que era um situação de interinidade. Só até o desatar desse nó político”, disse, em entrevista publicada na edição do O POVO do último dia 7.

Pois bem: o nó foi desatado na noite de segunda-feira, dia 11, quando o PSB finalmente anunciou candidatura própria à Prefeitura de Fortaleza - a não ser no caso de outro nome na aliança com o PT que não o de Elmano de Freitas, o que não deve acontecer. Sendo assim, Antonio Carlos entregou o cargo ao governador na manhã de ontem, seis dias depois de assumi-lo.

“Obviamente, a decisão do PSB precipitou minha saída. Ficava meio sem clima de permanecer sendo o único secretário do PT em exercício. Assim, deixo o governador e meu partido à vontade para conduzir esse processo até o final”, disse Antonio Carlos por telefone. O POVO tentou contato com Cid Gomes por meio da assessoria de imprensa da Casa Civil, mas a resposta veio por e-mail. Em duas linhas, apenas: “O pedido de afastamento foi uma decisão pessoal e a titularidade da Secretaria da Cultura será exercida interinamente pela secretária-adjunta Maninha Morais”. Maninha Morais, aliás, foi quem substitui Francisco Pinheiro quando ele se ausentou da pasta, no primeiro semestre do ano passado.

Em seis dias na função, Antonio Carlos representou o governador Cid Gomes no encerramento do 22° Cine Ceará, reuniu os coordenadores da Secretaria na manhã de segunda-feira e participou de uma audiência pública sobre o Plano Estadual de Cultura na Assembleia Legislativa à tarde.

“Foi uma experiência curta, mas prazerosa. Eu me apaixonei mais pelo tema. A despeito de qualquer leitura, acho que tenho afinidade grande com a cultura pela minha formação acadêmica - sou professor graduado em Filosofia e História – e sempre tive um relacionamento grande com agentes culturais do partido”, diz Antônio Carlos que rechaça “esse preconceito contra parlamentares” na gestão cultural.

Nova mudança de comando na Secult é vista com preocupação por diferentes segmentos ligados à área da cultura. Ricardo Bacelar, diretor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seção Ceará, e presidente da Comissão de Cultura da entidade, reforça a vontade da classe artística de, dessa vez, ver um nome do meio indicado como titular da Secult. “Para assumir a gestão cultural do Estado, tem que conviver, ter entrada, aceitação dos movimentos culturais, das entidades, para poder ser o timoneiro. Percebemos que há uma indicação política da secretaria para o PT desde o Auto Filho. Talvez agora, seja a hora de colocar um nome do meio”, avalia. “A cultura é uma matéria específica, tem que conhecer os pares e as particularidades da pasta, que é muito desprestigiada historicamente, sempre vista como a última coisa. Cultura é muito mais que festa de São João”, completa.

Elvis Matos, diretor da Secretaria de Cultura Artística da Universidade Federal do Ceará (UFC) também entende que o desprestígio da pasta é o que a torna tão instável. “Nas instituições públicas, é difícil gerir o que não é prioritário. É praticamente inviável. Isso provoca essa incerteza”, pontua.

Já deputado estadual Ferreira Aragão (PDT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia e popular apresentador de TV, não vê problemas em escolher políticos como secretário da Cultura. “Se a pessoa tiver boa vontade, afinidade e bons assessores pode fazer um bom trabalho”, pondera.

Para entender

Dia 6/12. Três dias após o Partidos dos Trabalhadores confirmar o nome de Elmano de Freitas como pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, o governador Cid Gomes (PSB) exonera secretários petistas com vaga na Assembleia Legislativa. Com isso, o professor Francisco Pinheiro deixa a Secult.

Dia 12/6. Com a decisão de o PSB não mais compor chapa com o PT nas próximas eleições, seu substituto na pasta, o também petista Antonio Carlos, pede desligamento.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
SEMINÁRIO SOBRE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Lêda Maria - APERFEIÇOANDO - Candidatos...
...a prefeitos e os que pretendem ocupar um cargo nas Câmaras Municipais bem que deveriam participar do II Seminário de Altos Estudos sobre Administração Pública, marcado para os dias 21 e 22 deste mês, no Hotel Praia Centro. Evento é presidido pelo ministro e ex-presidente do TCU, Ubiratan Aguiar e será aberto pelo governador Cid Gomes e pela prefeita Luizianne Lins. Confirmadas as participações, como palestrantes, dos presidente da Transpetro, Sérgio Machado; e do BNB, Jurandir Santiago.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
FRUTICULTURA - ENERGIA EÓLICA
Egídio Serpa - Fruta com vento
Uma boa ideia nasceu na mente dos empresários da área de geração de energia eólica: plantar e colher fruta no chão dos seus parques. Estudos técnicos já realizados demonstram que essa associação aumentará a produção da fruticultura
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O POVO

13 de junho de 2012

 
BNB
BNB - "Quero proteger o banco"
Gerente pediu auditoria interna no BNB, mas foi ignorado por dois meses

O gerente de Negócios que denunciou o suposto esquema de desvio de verba no Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Fred Elias de Sousa, 45, afirma que o fez por encarar a instituição como“um filho”. Para ele, que está no banco desde os 15 anos, a corrupção sempre existiu. No entanto, a maior parte dos servidores - de uns tempos pra cá - perdeu a “comoção” pelo banco e se deixou aliciar por cargos.

Em entrevista ao O POVO, ele revela como teve acesso a documentos comprometedores, que determinaram a queda de um chefe de gabinete da Presidência do banco e de três gerentes: “Por ironia do destino”. E acrescenta, “ainda tem mais gente pra cair”. Leia a entrevista.

O POVO - Como se deu a descoberta das irregularidades que o senhor denunciou?
Fred Elias - Há uma ironia do destino. Quem me deu uma oportunidade de cargo comissionado foi o Manoel Neto (gerente geral da Agência Centro e que foi exonerado após as denúncias). Trabalhava de atendente da agência Centro, apesar de ter sido gerente de Central. Em 2001, chefiei 180 funcionários na primeira Central do banco. Aí Manoel me deu uma oportunidade de gerência depois de 10 anos sem comissão. E, infelizmente, o Manoel Neto foi afastado. Não podia me calar. Disse pra ele que não tinha como me calar diante das irregularidades. Ele me colocou para ser gerente de Negócio da Carteira de Pessoa Física. E disse a ele que, se não fosse ele, não teria descoberto.

OP - Antes de ir ao Ministério Público, o senhor fez denúncia formal no banco?
Fred Elias - Denunciei 45 empresas que estavam fraudando o BNB. Fraudes de diversas formas. Desde a covalidação de um imóvel supervalorizado, gerentes que recebiam notas fiscais falsas, aceitação de empresas laranjas, etc. Daí, informei as irregularidades. O gerente, baseado no código e ética das instituições financeiras, tem a obrigação de informar qualquer operação que você ache duvidosa.

OP - O senhor foi tirar as férias de outro gerente?
Fred Elias - Sim. O Gean Carlos estava com duas férias vencidas e a CLT não permite. Estava também com férias marcadas. O Manoel Neto cancelou minhas férias e eu disse que tinha de acompanhar o Gean para entender a função. Ele era gerente de Negócios da Carteira de Pessoa Jurídica. Passei três dias com ele.

OP - O que motivou a denúncia?
Fred Elias - O que chamou atenção foi um determinado cliente, que tem seis empresas e fraudou o banco em R$ 150 milhões. O FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) tem um bônus de adimplência, que se você pagar no dia você tem um desconto de 25%. E o Gean, mesmo com título atrasado todo mês desta empresa, dava o bônus. A partir daí, passei a observar os procedimentos dele e pedi que ele me mandasse os emails para eu me familiarizar com as empresas que ele cuidava. Descobri que ele também indicava os mesmos técnicos da Central de Operações (que analisa a documentação do empréstimo, inclusive a validação das garantias) para avaliar os financiamentos que ele tinha interesse. O esquema envolvia o cliente, um gerente de negócio, um gerente geral, alguns diretores do banco e, em muitos casos, políticos. Olhe a Polícia Federal está investigando um escritório chamado Prospecto, que era de propriedade de funcionário do BNB e trabalhava na avaliação dos empréstimos.

OP - As denúncias feitas porque o senhor queria se vingar de algum desafeto?
Fred Elias - Não me vingar. Mas estou, estava e estarei pronto para pegar qualquer servidor do banco que use do seu cargo para se locupletar ou favorecer outra pessoa. Em nenhum momento eu barganhei cargo, nada. O meu objetivo é proteger o banco. Tenho tratado essa questão como um filho, com cuidado. Chequei muitas informações antes de denunciar.

O POVO – O senhor tem medo de morrer?
Fred Elias de Sousa – Honestamente não, nem um pouco.
Estou tomando alguns cuidados ao sair de casa, ao chegar e nos locais que fico. Eu procuro minimizar os riscos na medida do possível.

OP – Chegou a pedir segurança ao banco?
Fred Elias – Na verdade o Ministério Público Estadual, através do promotor Ricardo Rocha, desde as primeiras denúncias para proteger o banco desses aproveitadores de ocasião, em setembro de 2011, viu o potencial de risco que eu estava correndo. Ele pediu oficialmente que eu entrasse no Programa de Proteção às Testemunhas (Provita). Mas não aceitei por causa da mudança drástica de vida que teria de me submeter juntamente com minha família. Não vou embora do Estado por conta de medo.

OP – O senhor diz que sofreu dois atentados?
Fred Elias – Eu ando de motocicleta há muitos anos. Há uns três meses e meio, vinha pela avenida Desembargador Moreira e no sinal tinha alguns motoqueiros. Sempre procuro arrancar quando o sinal abre. Lá na frente, tive de frear por causa de uma lombada e a dois metros vinha outro motoqueiro e deu dois tiros. Pou, pou! Foi um estrondo. O motoqueiro que estava no meu lado, subiu a calçada do susto. O atirador foi embora. Por esse tempo eu já havia feito a denúncia e já havia sido ameaçado por colegas através de email. E recebi recado que teria de arcar com o que havia dito.


OP – Esse email foi levado à Polícia Federal?
Fred Elias – Nunca fiz Boletim de Ocorrência. Houve também três perseguições de moto. Uma delas foi no Centro de Fortaleza, em frente agência Central do BNB. Quando parei em frente à praça dois motoqueiros pararam – um na frente e outro atrás. Foi muito rápido. E o único cuidado que tenho é tentar ser o mais rápido possível para qualquer reação. Nisso a minha moto subiu, cai e o guidom veio em cima do meu dedo, esfacelando-o. Gerou uma multidão e os caras se retiraram. E outra vez, eu saindo do banco, dois caras em duas motos subiram na moto e ficaram atrás de mim. Aí, no meio do trânsito e subindo calçadas, consegui fugir.


OP – Mas deveria ter feito BO?
Fred Elias – Pra quê? Ninguém ia acreditar mesmo.

OP – E o banco?
Fred Elias – Rapaz, comunicar, eu comuniquei. Mas não houve sensibilidade. Quando o promotor (Ricardo Rocha) mandou o documento, o chefe de Gabinete do BNB, Robério Gress (que foi exonerado na última segunda-feira), três meses depois me chamaram. Uma gerente de Ambiente da Auditoria do banco, Célia Rufino, me chamou para saber do que eu estava precisando. Disse que não estava pedindo nada, mas se o banco quisesse me ajudar seria interessante que disponibilizasse um veículo blindado para que eu evitasse de andar de moto. O banco tem vários carros. Além disso, pedi uma arma legalizada e com porte. No dia seguinte, ela disse que havia falado com o diretor Estélio e que as instruções normativas não preveem essa situação.

OP – Por que o senhor fez as denúncias?
Fred Elias - Fiz porque desde o início da administração de Roberto Smith (ex-presidente do BNB), desde que o PT se apoderou do banco, é sabido que havia irregularidades em todos os níveis funcionais. Desde o processo da Cobra (investigação que envolve o nome do executivo Kennedy Moura). Nesse episódio, os funcionários se uniram numa comoção para tirar o Kennedy. Mas depois, várias pessoas foram aliciadas em troca de cargos e nunca mais houve essa união para proteger o banco.


OP – Para o senhor não havia corrupção na administração do Byron Queiroz?
Fred Elias - Tinha, mas não tinha essa corrupção vergonhosa em todos os níveis. Que envolvesse funcionário de pequeno, médio e grande escalão.

OP – O senhor nunca teve acesso a documentos na época?
Fred Elias - Passei dez anos afastado do banco, brigando com o BNB que na época vivia uma ditadura. Tive uma discussão séria com Antônio Cruz, um gerente da agência onde trabalhava na época. Atualmente ele é superintendente do Sebrae. Ele e um filho dele também estão entre os que denunciei ao Ministério Público. Na época, processei o banco e respondi um processo administrativo. Depois disso, fui suspendo 30 dias sem direito a salário e transferido para o Maranhão. Fui proibido de ascender no banco profissionalmente e fazer empréstimo. Fui isolado durante sete anos. Consegui uma liminar para voltar. Em 2007, fiz um acordo com o banco, abri mão do processo que havia ganhado para ficar em paz. Não queria dinheiro do banco. Eram R$ 400 mil. Nunca quis. Fiquei até 2010 sem comissão. Nesse período, tudo que tinha foi embora com agiota. Até joias da minha mulher eu empenhei e nunca recuperei. Ganho hoje, bruto, R$ 5 mil. Mas não sou vítima.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
BANCOS PÚBLICOS
Egídio Serpa - Bancos públicos e política
Enquanto as diretorias de instituições financeiras públicas continuarem a ser preenchidas por indicados de partidos políticos - na maioria das vezes sem qualificação para as funções - a sociedade brasileira continuará sendo atacada por atos e fatos como os que agora maculam a longa e boa história do Banco do Nordeste. Custa acreditar que o comitê responsável pela análise de crédito do BNB não tenha detectado, na origem, o vírus de uma fraude que causou grave prejuízo financeiro e moral à instituição. E nem tenha percebido que, na mesma origem, estava o antigo DNA dos interessados na fraude. Despolitizar o BNB é preciso. E com urgência.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
BNB
Comunicado - Riscos para o Nordeste
O Banco do Nordeste trata de algumas das mais relevantes ações públicas de desenvolvimento regional no País. Ainda assim, vem enfrentando o grave risco de desgaste. Veja só: justo quando há no Congresso uma luta para garantir ao BNB a gestão de recursos constitucionais do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, num processo de refinanceirização, surgem denúncias de irregularidades na instituição. Coincidência? Não aposte nisso. Há em torno do comando do banco uma queda de braço que envolveria até interesses políticos de São Paulo. Observe-se que o que se questiona já vinha sendo apurado por auditoria do próprio BNB com acompanhamento da Controladoria Geral da União. Tão importante quanto investigar e punir malfeitos é fortalecer e manter o BNB com essência nordestina.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
ARIOSTO HOLANDA
Vaivém - Audiência
Por José Maria Melo

O deputado federal Ariosto Holanda viajou a Brasília anunciando uma audiência com o ministro da Ciência e Tecnologia para tratar de um programa de extensão tecnológica e de um evento que será realizado em Fortaleza sobre o assunto até setembro.
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O ESTADO

13 de junho de 2012

 
PRÊMIO FINEP 2012
Estão abertas inscrições para o Prêmio Finep 2012
Estão abertas as inscrições para o Prêmio Finep, que neste ano completa 15 anos e traz uma série de mudanças. A principal delas é que a premiação será feita em dinheiro: serão colocados à disposição de R$ 100 mil a R$ 600 mil para os primeiros colocados regionais e nacionais de cada categoria, totalizando cerca de R$ 9 milhões.
Até 2011, a Finep concedia aos vencedores recursos não reembolsáveis, cuja liberação ficava condicionada à apresentação de um projeto de ciência, tecnologia e inovação. O Prêmio é um instrumento de estímulo e reconhecimento à inovação no país. Desde 1998, já premiou mais de 500 empresas, instituições e pessoas físicas, sendo responsável pela projeção dos contemplados não apenas no Brasil como no exterior.

NOVIDADES
Outra novidade da edição 2012 é que o prêmio passa a contar com mais duas categorias direcionadas a empresas: Tecnologia Assistiva e Inovação Sustentável. A primeira contempla produtos e processos que promovam a autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida. Já a Inovação Sustentável reconhece iniciativas onde a sustentabilidade tenha sido integrada ao sistema de pesquisa, desenvolvimento e comercialização, pelo viés financeiro, social e ambiental.
As novas categorias se juntam às sete já existentes: Micro e Pequena Empresa, Média Empresa, Grande Empresa (apenas na etapa nacional), Instituição de Ciência e Tecnologia, Tecnologia Social, Inventor Inovador e Inovar Fundos, também restrita à etapa nacional e dividida em três subcategorias: Governança, Equipe e Operação. As inscrições podem ser realizadas via internet até 16 de agosto de 2012 no site http://premio.finep.gov.br.
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CIPA

13 de junho de 2012

 
JORNADA DE TRABALHO
Jornada de trabalho
INDUSTRIA PEDE REJEIÇÃO DE PEC QUE REDUZ CARGA DE TRABALHO

A 17ª edição da agenda legislativa foi lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Trata-se de um pacote de projetos em tramitação no Congresso Nacional de interesse do setor produtivo. A pauta apresentada pela CNI aos deputados contém 16 projetos de acompanhamento prioritário, entre eles a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, aposta na rejeição da PEC, que se fosse aprovada, segundo ele, elevaria em 10% os custos com a folha de pagamento das empresas. "Isso pode forçar a empresa a aumentar a automação, reduzir a produção, intensificar o trabalho do quadro de empregados existentes ou, até mesmo, se mudar para outro país", alertou.
A presidente em exercício da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), recebeu os representantes da CNI e disse que vai se esforçar para que grande parte da agenda industrial seja levada em consideração na hora de definir a pauta de votações da Câmara. Ela garantiu que a Casa não vai parar, mesmo com as eleições municipais deste ano. "Ainda que eu seja simplesmente uma vice-presidente assumindo esporadicamente, estarei lá para aqueles que tiverem a mesma disposição de votar. A indústria não está doente, mas pode ficar e é papel do Legislativo socorrê-la em tempo para que o Brasil não fique doente", ressaltou.
O deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que também participou do encontro com a CNI, defendeu a retomada dos diálogos em torno da reforma tributária, mesmo com a perspectiva de lentidão no Congresso a partir do segundo semestre. "A indústria não pode nunca reduzir expectativas; há uma crise se avizinhando", observou.
A CNI defendeu ainda o Projeto de Lei 4330/04, que regulamenta as terceirizações, e a definição de novas regras para caracterizar acidentes de trabalho.

EXAMES PREVENTIVOS

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 1976/11, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que concede aos empregados o direito de faltar dois dias por ano ao trabalho para realizar exames médicos preventivos.
Para a relatora, deputada Elaine Abissamra (PSB-SP), a proposta vai reduzir os custos do País com doênças ocupacionais e melhorar qualidade de vida dos trabalhadores. "A maior parte destes custos bilionários é bancada por toda a sociedade, por meio de benefícios previdenciários precoces, atendimentos no SUS, gastos com reabilitação e ações judiciais", ressaltou Abissamra.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
CONTAS BANCÁRIAS - NORDESTE
Metade da população nordestina ainda não possui contas bancárias
Segundo nordestinos entrevistados, principal razão para não terem contas são as condições financeiras

Apesar do avanço na renda obtido nos últimos anos, ainda são muitos os nordestinos excluídos do sistema bancário. Na região, 50% da população não possuem contas (sejam correntes ou poupanças), o maior percentual do País, segundo constatou o estudo “Retratos da Sociedade Brasileira: Inclusão Bancária”, elaborada pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias) e Ibope. De acordo com os entrevistados, o principal motivo que os impede de aderir a esse serviço são as condições financeiras, apontadas por 69% dos moradores do Nordeste. Outros 5% dizem que os altos custos bancários são o empecilho.

Conforme o levantamento, somente 12% dos nordestinos dispõem de conta corrente e poupança, simultaneamente. 20% têm apenas poupança e outros 16% possuem conta corrente.

70% das pessoas abordadas pelo estudo no Nordeste não têm sequer reserva de dinheiro. Já dentre os que contam com quantias guardadas, optam, na maioria (66%), pela segurança da caderneta de poupança, que, recentemente, passou por modificações em seus rendimentos. 21% dos nordestinos são mais tradicionais e preferem guardar seus ganhos em casa, enquanto outros 16% afirmaram que deixam o dinheiro em conta corrente ou conta salário. Os demais investem em aplicações financeiras, consórcios e há ainda quem deixe tudo com os parentes. Os percentuais ultrapassam 100% porque mais de uma opção poderia ser escolhida.

Compras

A pesquisa mostra que os habitantes do Nordeste são os que mais efetuam pagamentos de compras usando dinheiro em espécie: 82%. E também são aqueles que mais se valem do cartão de crédito na hora de adquirir produtos e serviços, com 15%. Já quando a ferramenta de compra é o cartão de débito, os nordestinos, segundo o estudo, ainda não se familiarizaram de forma massiva. Somente 2% deles optam por esse mecanismo, enquanto, no Sudeste, por exemplo, a incidência é de 10%. Os cheques, em todas as grandes regiões, estão sendo utilizados de forma remota, por não mais do que 2% das pessoas.

Contas

Já para pagar contas, 85% valem-se de correspondente bancário, enquanto 35% preferem quitar os débitos em atendimento pessoal no caixa da agência ou do posto bancário. O caixa eletrônico é o escolhido por 16% e o débito automático por 3% dos nordestinos.

Endividamento

Os pesquisadores da CNI/Ibope também perguntaram às pessoas sobre o nível de endividamento que apresentam. 36% disseram ter algum tipo de parcelamento de compra, empréstimo ou financiamento na data em que foram questionados. O maior responsável por tais dívidas é o cartão de crédito, que foi utilizado por 43% dos nordestinos na hora de contrair uma dívida a prazo.

Cartões de lojas e carnês surgem em seguida, com 18% e 16%. Cerca de 10% dos consumidores do Nordeste afirmaram que será “muito difícil” arcar com todos os débitos e 22% classificam como “difícil” a situação. Somente 3% consideram “muito fácil” o pagamento dessas contas, enquanto 30% acreditam que será “fácil”.

Segundo os nordestinos entrevistados 21%levam pouco tempo para realizar atividades em bancos, como pagar contas, sacar dinheiro e afins. 5% consideram muito alto o tempo gasto para cumprir essas obrigações.

Minoria

12% da população do Nordeste dispõem de conta corrente e poupança, simultaneamente, de acordo com a CNI/Ibope

30% dos brasileiros poupam dinheiro

São Paulo. Entre os brasileiros que possuem conta bancária, 35% dos entrevistados pelo levantamento da CNI/Ibope utilizam tanto a conta corrente quanto a poupança, mas apenas três em cada dez guardam dinheiro. Dos que têm reservas, 68% utilizam a caderneta de poupança.

Mais de um terço da população do País não tem conta bancária, aponta pesquisa divulgada hoje pela CNI (Confederação Nacional da Indústria e Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) e pelo Ibope.

De acordo com o levantamento, 60% das pessoas que não utilizam conta bancária alegam não ter condições para isso.

Renda

Em relação à renda familiar, apenas 8% daqueles que têm renda maior do que dez salários mínimos não possuem conta bancária. Já entre os que recebem até um salário mínimo, 64% não está incluídos no sistema.

O meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros ainda é o dinheiro - apenas 13% da população usam o cartão de crédito como principal meio de pagamento.

Autoatendimento

A pesquisa revelou também que o serviço bancário mais utilizado pela população é o pagamento de contas (76% usam este serviço). O auto-atendimento é utilizado por 68% das pessoas, e a internet, por 15%. A pesquisa considera o uso do sistema nos últimos 12 meses.

Entre as pessoas que responderam o questionário, 37% disseram ter algum tipo de endividamento, seja parcelamento de compra, empréstimo ou financiamento, ante os 62% que disseram não estar endividados.

Otimismo das famílias do NE cresce em maio

Brasília. O otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica do país ficou estável em maio em 67. O valor é superior ao apurado em maio de 2011 (62,9 pontos). Mas no Nordeste, a população está mais otimista (com 65,5 pontos). As informações estão no levantamento do IEF (Índice de Expectativas das Famílias) divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) ontem.

O órgão, ligado à Presidência da República faz o levantamento mensalmente em 3.810 domicílios, em mais de 200 cidades. Na escala do Ipea, a pontuação acima de 60 pontos indica otimismo; abaixo de 40, pessimismo.

No índice apurado em maio, segundo Ipea, a estabilidade resultou de variações com tendências contraditórias nas grandes regiões. As regiões Centro-Oeste (passou de 78,2, em abril, para 79,5 em maio) e Nordeste (de 64 para 65,5) apresentaram índice maior do que o registrado no mês de abril, enquanto as demais regiões apresentaram queda. Os índices recuaram na região Norte (60,3 para 59,5), Sudeste (70,8 para 70,1) e na Sul (67,2 para 65,5).

Situação econômica

A expectativa das famílias, no que diz respeito à situação econômica do país no curto prazo, aponta que, no mês de maio, 66,8% das famílias acreditavam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, um recuo na relação com o mês anterior (68,3%).

Com 86,7% das famílias acreditando que a situação econômica do Brasil nos próximos 12 meses estará melhor, a região Centro-Oeste continua sendo a mais otimista. A região Norte continua sendo a região com a segunda maior expectativa. Em maio, registrou 72%. A Sul é a menos otimista (56,6%). Neste cenário, o índice geral conta com 66,8% dos brasileiros muito otimistas e 22,9% pessimistas.

Só 10% usam web para assuntos bancários

O nordestino é aquele que menos utiliza a internet para ter acesso a serviços bancários. Mesmo em um período repleto de opções tecnológicas e com a proliferação dos smartphones e banda larga residencial, somente 10% dos entrevistados dessa região afirmaram usar a web com o intuito de fazer transações, verificar saldos, extratos e etc.

No Sudeste, a adesão ao internet banking supera os 20%, dobro do Nordeste.

Acessos são raros

Entre os nordestinos que optam por acessar a rede mundial de computadores para serviços de banco, somente 2% disseram utilizar a ferramenta por mais de quatro vezes mensais.

6% dos clientes do Nordeste resolvem a vida bancária online entre 2 e 4 vezes por mês. 1% informou que os acessos são feitos somente "algumas vezes durante o ano". (VX)

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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
INFLAÇÃO
Inflação para baixa renda sobe em maio
Habitação, alimentação, vestuário e despesas diversas foram as classes que tiveram altas nas taxas

São Paulo. A inflação para a baixa renda, mensurada pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1), acelerou para 0,78% em maio, após variação de 0,59% em abril. No ano, o indicador acumula alta de 3,07% e, nos últimos 12 meses, de 5,07%, segundo os dados divulgados ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em maio, o indicador ficou acima do IPC-BR - que mede os preços gerais no País -, o qual registrou variação de 0,52%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 5,06%, nível levemente abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Segundo a fundação, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram alta em suas taxas: habitação (de 0,41% para 0,83%), alimentação (de 0,44% para 0,79%), vestuário (de 0,37% para 1,01%) e despesas diversas (de 4,06% para 4,46%).

Maiores altas

Os itens que mais subiram nestes subgrupos foram a taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 3,13%), hortaliças e legumes (de -0,15% para 6,42%), roupas (de 0,52% para 1,18%) e serviço religioso funerário (de 0,13% para 1,39%).

Em desaceleração ficaram os grupos saúde e cuidados pessoais (1,34% para 0,80%), comunicação (0,13% para -0,33%), transportes (0,07% para -0,01%) e educação, leitura e recreação (0,33% para 0,29%). As principais influências foram registradas nos medicamentos em geral (2,01% para 1,42%), tarifa de telefone residencial (0,20% para -0,77%), gasolina (0,02% para -0,34%) e hotel (3,25% para 0,32%).

Levantamento

O indicador é responsável por medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos. A pesquisa é feita, a cada mês, nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador.

Aumento

0,78 por cento foi a elevação da inflação para a baixa renda, em maio, após variação de 0,59% registrada no mês anterior, conforme o IPC-C1
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O ESTADO

13 de junho de 2012

 
BANCOS - BRASIL
Economia - Sem conta
Por Rubens Frota

A propósito das constatações feitas pela imprensa de que os clientes continuam sendo lesados pelos bancos nas taxas de serviço, e que o aumento das tarifas já está conseguindo devolver ao banco o que ele, supostamente, perdeu com a queda dos juros, podemos observar que pelo menos um terço da população não tem sua conta bancária subtraída. Mais de um terço da população brasileira não tem conta bancária, aponta pesquisa divulgada pela CNI-Ibope. De acordo com o levantamento, 60% das pessoas, que não utilizam conta bancária, alegam não ter condições para isso.

Conta bancária

Entre aqueles que possuem conta bancária, 35% dos entrevistados utilizam tanto a conta corrente quanto a poupança, mas apenas três em cada 10 brasileiros guardam dinheiro. Dos que guardam, 68% utilizam a caderneta de poupança.

Renda

Em relação à renda familiar, apenas 8% daqueles que têm renda maior do que 10 salários mínimos não possuem conta bancária. Já entre aqueles que recebem até um salário mínimo, 64% não estão incluídos no sistema.

Pagamento

O meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros ainda é o dinheiro - apenas 13% da população usa o cartão de crédito como principal meio de pagamento.

Serviços

A pesquisa revelou também que o serviço bancário mais utilizado pela população é o pagamento de contas - 76% usa este serviço. O auto-atendimento é utilizado por 68% das pessoas, e a internet, por 15%. A pesquisa considera o uso do sistema nos últimos 12 meses.

Dívidas

O percentual de famílias brasileiras com dívidas cresceu na passagem de abril para maio, segundo levantamento do Ipea. Em maio, 46,5% das famílias afirmaram possuir dívidas – em abril, essa taxa era de 45,4%.

Média

A dívida média das famílias, no entanto, recuou na mesma comparação, de R$ 5.591,27 para R$ 5.540,86. Apesar do declínio da média da dívida desde o mês de setembro, a partir de fevereiro observa-se uma tendência de alta no endividamento médio da família brasileira.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
INDÚSTRIA DE LÁCTEOS DO NORDESTE
Egídio Serpa - Pela irrigação
Para sobreviver, a indústria de lácteos do Nordeste tem de ser abastecida, "no mínimo, por 70% de leite oriundo da agricultura irrigada", diz o ex-presidente da Adece, Zuza de Oliveira. Sem irrigação, anualmente deixam de produzir milhares de pequenos produtores.
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O POVO

13 de junho de 2012

 
MONTADORA DE ÔNIBUS FOTON AUV BUS
Montadora chinesa negocia fábrica no Ceará
Representante da fábrica chinesa de ônibus Foton vai se reunir com o governador Cid Gomes na próxima semana. O objetivo é apresentar proposta de instalação no Estado

A montadora chinesa de ônibus Foton Auv Bus negocia a instalação de uma fábrica no Ceará. O investimento inicial é da ordem R$ 150 milhões para produzir três mil ônibus anualmente, após dois anos do início da operação.

Conforme O POVO apurou com uma fonte ligada à sede da Foton em Pequim (na China), o interesse pelo Ceará tem a ver com a entrada na empresa de um sócio cearense, com experiência no ramo automotivo. Além disso, a proximidade com o Porto do Pecém, o que facilita a importação de peças, e a disponibilidade de área com infraestrutura põem o Ceará à frente da escolha da localização da planta industrial.

“A Foton na China produz mais de 38 modelos de ônibus e exporta para o Chile, Venezuela, Colômbia, Espanha e alguns países da África. A fábrica no Brasil é para o mercado nacional e América Latina”, informou.

O empreendimento automotivo prevê a geração de 800 empregos diretos no primeiro ano da construção. Em dois anos de funcionamento, serão mais de 1,5 mil empregos diretos.

A fonte contou ao O POVO que será necessária uma área de 100 mil metros quadrado (cerca de 10 hectares) para a instalação. No Setor III, do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), há uma disponibilidade de 400 hectares para instalação de equipamentos como uma montadora de veículos. “Teremos 70 mil metros quadrados construídos, mas com margem para expansão”, disse.

O projeto da companhia de se fixar no Brasil teve o primeiro passo na entrada no mercado nacional, durante a Feira Internacional de Transporte (Fenatran 2012) da Foton Aumark - importadora e distribuidora de caminhões da marca.

O governador Cid Gomes tem reunião marcada com os responsáveis pela instalação da Foton no Brasil dia 19 de junho, às 15 horas.

A marca
A Foton Motor Group é pioneira na fabricação de veículos comerciais da China e uma das maiores produtoras de caminhões no mundo. Foi fundada em 28 de agosto de 1996, no distrito de Changping, em Pequim.

Atualmente, a companhia tem cerca de 26 mil colaboradores na matriz e mais de 80 mil em outras fábricas. A empresa disponibiliza produtos e serviços em 90 países. Em 14 anos de existência, chegou a marca de 60 mil veículos e peças exportados.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O Ceará passa por um momento importante da sua consolidação industrial. A definição de uma ou mais montadoras de veículos pode trazer benefícios ao Estado, ao mesmo tempo em que traz uma renúncia fiscal gigantesca.

Estudo dará soluções logísticas ao Porto do Pecém

O governador Cid Gomes encomendou um estudo à Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) para identificar soluções logísticas ao Porto do Pecém. O objetivo é fortalecer as condições competitivas do Ceará para atração de empreendimentos, com a implantação da cabotagem (transporte marítimo entre portos do país). O Estado negocia a instalação de montadoras no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

“O governador nos recomendou para a montadora que se instalasse no Ceará ter condição de fazer a cabotagem. Temos consciência de que estamos fora do grande mercado consumidor; por isso, temos que viabilizar isso”, informou o titular da Seinfra, Adail Fontenele.

O secretário informou que o estudo preliminar será entregue a Cid Gomes na próxima semana. “A cabotagem é um argumento fortíssimo. A Bahia está em cima do Rio de Janeiro; Pernambuco é mais pra lá também. É mais complicado produzir aqui para transportar por caminhão-cegonha”, comentou.

O sistema poderá ser operado pela Cearáportos - empresa que administra o porto - ou pela iniciativa privada. “O mundo é cheio de empresas que fazem isso. Não necessariamente tem que comprar navios”, ressaltou o secretário. (Andreh Jonathas)
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
COPA DO MUNDO DE 2014
Egídio Serpa - Copa: buraco e promessa
No mesmo instante em que os governos da União e do Rio de Janeiro recebem em clima de caos a Rio+20 - o Banco Itaú começa hoje em Brasília uma série de debates sobre a Copa do Mundo de 2014. Para esse evento esportivo também planetário, que inclui a cidade de Fortaleza entre suas protagonistas, só os estádios - e nem todos eles - avançam segundo o cronograma. Todo o resto - incluindo infraestrutura urbana, porto, aeroporto, comunicações, segurança pública e rede hoteleira - praticamente não saiu do canto. Mas o Itaú está otimista e prevê que a Copa gerará, só no turismo, algo como R$ 5 bilhões e ainda investimentos de R$ 142 bilhões nas 12 sedes. Aqui em Fortaleza, ainda não há VLT, túnel, viaduto ou avenidas alargadas. Há muito buraco e promessa.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
TERRITÓRIO ESTRATÉGICO DO PECÉM
Egídio Serpa - Livre Mercado
Tramita no Poder Legislativo estadual cearense um projeto-de-lei que cria - vejam só - o Território Estratégico do Pecém. Segundo sua autora - a deputada Berthrose Fontenele - o objetivo é estender a geografia do Complexo Industrial e Portuário do Pecém para os municípios de Paraipaba (onde está a Ypióca inglesa), Paracuru, São Luís do Curu, Umirim, Pentecoste, Itapipoca, Tururu, Trairi e Uruburetama. Com certeza, os colegas da deputada Bethrose emendarão sua proposta, acrescentando a ela os municípios de atuação política de cada um deles, razão por que Jijoca de Jericoacoara e Camocim também sonham em fazer parte do Complexo do Pecém.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
PORTO DO MUCURIPE
Importação de asfalto é destaque
Volume chama a atenção considerando que de janeiro a maio de 2011 movimentação do produto havia sido nula

Entre janeiro e maio deste ano, o Ceará registrou a importação de quase 12,7 mil toneladas (12.653,68 t) de asfalto via o Porto de Fortaleza. O volume chama a atenção dado que em igual período do ano passado, o produto não contabilizava movimentação pelo terminal portuário do Mucuripe, segundo dados da Companhia Docas do Ceará (CDC), que administra o local.

A quantidade de asfalto movimentada nos cinco primeiros meses de 2012 corresponde a pouco mais de 1% do total registrado para granéis líquidos, principal destaque de toda a movimentação de mercadorias do Porto de Fortaleza no período, que avançou 15,7% em relação ao ano anterior, anotando 950.838,24 toneladas, o que garantiu sozinho o crescimento da movimentação de mercadorias do terminal. Pelo ranking, em segundo lugar ficou com granéis sólidos, movimentando 488.826,63 toneladas, aumento de 28%; e, por fim, carga geral, com 296.960,90 toneladas, acréscimo de 17%.

Movimentação geral

No conjunto de mercadorias movimentadas, o Porto de Fortaleza teve acréscimo de 3,75% entre janeiro e maio deste ano, ante igual intervalo de tempo do ano passado. Ao todo, no acumulado do ano, foram movimentadas 1.736.625,77 toneladas.

Para a direção da CDC, o aumento do consumo de combustível provocado pela venda de automóveis e o crescimento da construção civil no Estado, provocado pelo aquecimento do mercado imobiliário e pelas obras da Copa do Mundo de 2014, foi o que refletiu no resultado do período.

"Desde 2010 estamos no patamar de 4,2 milhões de toneladas/ano de mercadorias movimentadas. A expectativa é que possamos crescer cerca de 5% em relação ao ano anterior, mantendo o índice positivo", destaca Paulo André Holanda, Presidente da CDC. Ele aponta que as melhorias de infraestrutura no Porto favorecerão o crescimento nos próximos anos.

Conforme disse, o grande desafio de 2012 é conciliar o aumento da movimentação de cargas com o gerenciamento das obras. Atualmente, a CDC está construindo o Terminal Marítimo de Passageiros, ampliando o parque de tomadas frigoríficas, instalando a nova iluminação industrial e trocando toda a pavimentação.

"Desde 2007, com a criação da Secretaria de Portos, já são mais de R$ 330 milhões em investimentos a melhoria da infraestrutura", destaca Paulo André Holanda.

Volume

12,7 mil toneladas de asfalto foram importadas via o Porto de Fortaleza nos cinco primeiros meses de 2012, segundo dados da Companhia Docas do Ceará.
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O ESTADO

13 de junho de 2012

 
PACTO PELO PECÉM
Interior - Pacto pelo Pecém
Por Antônio Viana

O deputado Danilo Forte saudou a criação do Movimento Pacto pelo Pecém que visa discutir as dificuldades das empresas que desejam se instalar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém- Cipp, sobretudo, a necessidade de qualificação de mão de obra. O movimento reuniu, na última terça-feira, autoridades e prefeitos da região. O grande desafio, na visão do deputado Danilo Forte, é promover a inclusão da mão de obra local nas empresas que buscam o Complexo do Pecém e seu entorno, garantindo que o desenvolvimento da área beneficiará os cearenses. Danilo Forte, que participou do encontro, defendeu um direcionamento das universidades cearenses e dos institutos tecnológicos para as demandas desse mercado, ofertando cursos que formem mão de obra especializada nas necessidades das empresas.

Projetos Estruturantes

Danilo Forte tem sido uma voz ativa na defesa dos projetos estruturantes do Ceará, dos quais a siderúrgica é carro chefe na zona do Pecém. É neste papel que o parlamentar alerta “não podemos ficar na condição de importador de mão de obra se não o desenvolvimento proporcionado por estes projetos não alcançarão nossos jovens e nossos trabalhadores”. Durante o encontro, foi informado que uma empresa que está se instalando no Cipp contratou sete mil trabalhadores, sendo que somente dois mil são do Ceará.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
RIO + 20
Rio + 20 promete ´esquentar o clima´ da Terra nos próximos dias
A Conferência, em si, é um evento de cúpula, que deve contar com mais de uma centena de países para discutir o tema central Economia Verde. Mas, em paralelo, um "mundo" de atividades será desenvolvido no Rio de Janeiro até o fim deste mês de junho, reunindo diferentes atores e opiniões

Pela proposta de Economia Verde, fatores ligados à sustentabilidade socioambiental, seriam considerados pela Economia.

O mundo inteiro volta os olhares hoje para o Rio de Janeiro, que sedia a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). O número 20 sinaliza não apenas os 20 anos da Cúpula da Terra, Eco - 92 ou Rio - 92, mas, principalmente, em que direção caminharemos nos próximos 20 anos, já que precisamos dar água, alimentos, moradia, educação, dignidade a sete bilhões de habitantes, que podem chegar a 9 bilhões até 2050, isso tudo garantindo a sustentabilidade dos recursos planetários.

É um desafio e tanto, que envolve não apenas governos, mas o setor produtivo e toda a sociedade. O desafio é encontrar um caminho para o desenvolvimento com sustentabilidade baseado no tripé fincado ainda antes da Rio - 92: conciliar crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental.

A proposta no centro desta discussão é de uma Economia Verde, com a qual seriam criados meios pelos quais fatores essenciais ligados à sustentabilidade socioambiental, ignorados em análises e decisões econômicas, seriam considerados.

O Brasil, particularmente, trabalha na perspectiva de uma "Economia Verde Inclusiva", com transferência de renda e promoção da conservação ou recuperação ambiental, incentivando, entre outras ações, o emprego de fontes limpas e renováveis de energia.

Mas, Economia Verde, definitivamente, não é um consenso. A tônica da Cúpula dos Povos - evento organizado pela sociedade civil global, que acontecerá entre os dias 15 e 23 de junho, no Aterro do Flamengo - , salpicada de manifestações durante todo o mês de junho, é a da crítica.

Diante da constatação científica de que o clima está mudando e de que essas alterações são consequências das atividades humanas, a primeira solução pensada é a revisão radical de hábitos de produção e consumo. Segundo essa visão crítica da Economia Verde, no entanto, os recursos naturais deixam de ser bem-comum e passam a obedecer à lógica do mercado, onde oferta e demanda definem preços.

Independentemente da discussão em torno do caminho a seguir, a constatação de que o clima está mudando e de que os eventos extremos tendem a se intensificar são preocupantes e acendem a necessidade de agir.

Ironicamente, o Nordeste vive, neste 2012, uma das piores secas da história, cujas consequências são amenizadas por ações de gerenciamento das águas e Tecnologia Sociais (TS) que retiraram muitos sertanejos da condição de reféns da chuva.

Mas a situação é preocupante e levou os Estados nordestinos a se reunirem ao mundo semiárido para discutir a questão da desertificação tanto em 1992, ano da Cúpula da Terra, quanto dois anos atrás, na Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid + 18).

Estudos relacionados ao problema e também experiências de convivência, mitigação e superação serão levados ao Rio de Janeiro, tanto no evento "Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável", entre 16 e 19 de junho, antecedendo o Segmento de Alto Nível da Rio+20, quanto na série de eventos paralelos à Conferência em toda a Cidade. Até mesmo cisternas de placa devem ser instaladas, nas comunidades da Rocinha e do Complexo do Alemão. Este será, sem dúvida, mais um evento para entrar par a história do Planeta.

Mas Economia Verde não é um consenso. A tônica da Cúpula dos Povos - evento organizado pela sociedade civil - é a da crítica.

Conferência ocorre 40 anos após Estocolmo

A Conferência fará uma avaliação do que foi cumprido ou não em relação às decisões dos conclaves anteriores

A Rio+20 surge num cenário de crise econômica mundial e de muitas incertezas. A maior parte dos ecossistemas está degradada

Já se passaram quatro décadas desde que a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou o marco das preocupações do mundo com o Desenvolvimento Sustentável, a Conferência de Estocolmo. Era o ano de 1972 e o mundo se deparava com os efeitos da chamada guerra fria, que tinha como protagonistas a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e os Estados Unidos da América (EUA).

Na ocasião, os soviéticos influenciaram seus aliados do Leste Europeu a não participarem do evento, em protesto contra o veto à Alemanha Oriental - incorporada posteriormente à Ocidental - que, à época, ainda não integrava a ONU.

Apesar de tudo, especialistas acreditam que o conclave serviu para levar as discussões em torno da temática ambiental para o âmbito mundial. Como medidas importantes acordadas no encontro, podemos citar a criação do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), acabando por influenciar diversos países, dentre os quais o Brasil, a começarem a criar legislações de proteção ao meio ambiente.

No ano de 1983, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU e presidida por Gro Harlem Brundtland, primeira-ministra da Noruega, passa a concentrar os debates em torno de questões atinentes aos temas ecológicos.

Somente em abril de 1987, uma expressão que vinha sendo usada foi consagrada definitivamente - pelo menos até os dias de hoje: Desenvolvimento Sustentável. Conforme o Relatório Brundtland, significa: "É aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a sua próprias necessidades".

Rio-92

O relatório Brundtland originou o documento intitulado Nosso Futuro Comum. Nele são apresentadas as três vertentes do Desenvolvimento Sustentável: desenvolvimento econômico, equidade social e proteção ambiental. Uma década antes, todavia, cientistas renomados, movimentos sociais organizados e ambientalistas já denunciavam os efeitos da Revolução Industrial. Em 1992, acontece a Rio-92, também chamada de Cúpula da Terra ou Eco-92, exatamente no instante em que o mundo assiste ao desmonte de uma das maiores potências do Século XX, a URSS.

É nessa atmosfera, pós-guerra fria, que a Cúpula da Terra transcorre e consolida a percepção mundial que proteção ao meio ambiente e desenvolvimento econômico e social podem caminhar juntos.

Desertificação

Outras posições importantes adotadas na Conferência Rio-92 foram os das convenções da ONU sobre as mudanças climáticas, sobre diversidade biológica e combate à desertificação. Os encontros e reuniões geraram cinco importantes documentos: Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Declaração de Princípios sobre Florestas, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC), Convenções das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB) e Convenção sobre Combate à Desertificação.

Agenda 21

O último, a Agenda 21, é o Programa de Transição para o Desenvolvimento Sustentável, inspirado no Relatório Brundtland. Tem 40 capítulos e sua execução é monitorada pela Comissão sobre o Desenvolvimento Sustentável da ONU e serviu de bases para a elaboração das agendas 21 nacionais e locais.

Em 2000, a ONU estabelece os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM): erradicar a pobreza extrema e a fome; atingir o ensino básico universal; promover igualdade entre os sexos e autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade na infância; melhorar a saúde materna; combater o HIV, a malária e outras doenças; garantir sustentabilidade ambiental; e estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.

Embora aprovado em 1997 na 3ª Conferência das Partes da Convenção do Clima, realizada na cidade de Kyoto, no Japão, somente em fevereiro de 2005 o Protocolo de Kyoto entra em vigor. Ele define metas obrigatórias de redução nas emissões de gases de efeito estufa para a União Europeia e 38 países industrializados.

Conforme o documento, tais emissões precisam ser diminuídas, em média, em 5%, no período de 2008 a 2012, em relação aos níveis apurados em 1990. Vale salientar que, embora façam parte dele, os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo.

Crise

A Rio+20 surge num cenário de crise econômica mundial e de muitas incertezas. A maior parte dos ecossistemas do Planeta está degradada ou enfrentando todo tipo de pressão por conta das atividades humanas.

Nesse contexto, a conferência objetiva, dentre outras coisas, assegurar um compromisso renovado com o Desenvolvimento Sustentável, avaliar o progresso alcançado e o que deixou de ser cumprido pelos conclaves mundiais realizados anteriormente. Pretende, ainda, abordar novos desafios surgidos ultimamente no Planeta.

Dentro dessa perspectiva, de acordo com a ONU, a Rio+20 terá dois temas centrais: "A Economia Verde no contexto do Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza" e o marco institucional para o desenvolvimento sustentável".

Conforme o Protocolo de Kyoto, as emissões de gases que provocam efeito estufa precisam ser diminuídas, em média, em 5%

FIQUE POR DENTRO
Brasil quer ´Economia Verde inclusiva´

Na visão do Brasil, a Rio+20 é uma Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, e não apenas sobre o meio ambiente como muitos imaginam. Para aprimorar o conceito de "Economia Verde", o governo propõe que a Rio+20 aborde na verdade o conceito de uma "economia verde inclusiva", destacando principalmente a importância do pilar social e resumindo o propósito da Conferência. A partir desta perspectiva, as discussões devem focalizar um ciclo sustentável de desenvolvimento, com a incorporação de bilhões de pessoas à economia, com o consumo de bens e serviços dentro de padrões sustentáveis - o que passa também pela revisão dos atuais padrões de consumo dos mais ricos. Os resultados devem garantir que todos os países sintam-se capazes de implementar as decisões adotadas no Rio de Janeiro com base na criação de condições adequadas - os recursos necessários de natureza financeira, tecnológica e de treinamento - para implementá-las, construindo assim uma visão compartilhada de sustentabilidade que prevaleça durante pe
lo menos as próximas duas décadas.

Economia Verde põe em xeque produção no século XXI

O conceito trabalha com a ideia de que o uso sustentável dos recursos naturais não é uma utopia

Termo controverso, a Economia Verde surge como uma luz no fim do túnel para conciliar produção e sustentabilidade. No bojo do "desenvolvimento sustentável" ou "ecodesenvolvimento", o conceito tem como ideia central, "o conjunto de processos produtivos da sociedade e as transações deles decorrentes que contribuam cada vez mais para o desenvolvimento sustentável, tanto em seus aspectos sociais quanto ambientais", segundo definição da publicação Radar Rio +20.

Outra proposição é que, "além das tecnologias produtivas e sociais, sejam criados meios pelos quais fatores essenciais ligados à sustentabilidade socioambiental, hoje ignorados nas análises e decisões econômicas, passem a considerados".

Esses são os pressupostos da chamada Economia Verde, que passa a constituir um desafio aos países de todo o mundo, principalmente os emergentes, cuja palavra de ordem é produzir. Daí o temor de que seja mais um embuste ou mais uma utopia do século XXI.

Medidas de compensação do uso dos recursos naturais, quer sob forma de incentivos fiscais, pagamentos ou de ações como reflorestamento, margeiam a discussão. E pesquisadores e instituições voltam os olhares para o delicado assunto.

Esse é o caso da pesquisa de doutorado do estudante Deodato do Nascimento Aquino, 31, natural de Senador Pompeu, cidade do Sertão Central. Apostando no uso sustentável da Caatinga, o doutorando participa da Rio+20 com a conferência "Potencial de Crédito de Carbono nas Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal em Projetos de Assentamentos Gerenciados pelo Incra no Bioma Caatinga", no espaço reservado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O trabalho, orientado pela professora doutora, Eunice Maia de Andrade, e co-orientado pela professora Helba de Araújo, constitui a tese de doutorado, que Deodato Aquino, perito federal do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), desenvolve no Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará (UFC). "A gente quer mostrar que a Caatinga tem potencial de sequestrar carbono", diz, estimando que a produção seja de 20 toneladas/ano por hectare.

Mas, saindo do campo da conceituação da pesquisa, e entrando na esfera do mundo real, eis que a Economia Verde enfrenta a sua prova de fogo: as críticas, sobretudo dos movimentos sociais, que não veem o tema com otimismo. Para alguns, é preciso acreditar, sempre. Como Carlos Rodrigo Castro, secretário executivo da Associação Caatinga, afirmando que "a Economia Verde não significa apenas adequação da indústria, mas passa também pelo consumidor".

Discurso otimista

Otimista em relação ao assunto, Rodrigo explica que, no futuro, o consumidor não vai aceitar mais empresas poluidoras, por isso, a indústria deve investir em tecnologias limpas: "O governo deve oferecer linhas de crédito e incentivar o empreendedorismo".

Para o economista Antônio Rocha Magalhães, assessor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ao trazer o tema à mesa das discussões, a Rio + 20 já está cumprindo com o seu papel. Em outras palavras, "está obrigando pessoas, instituições e governos do mundo inteiro a se debruçarem sobre a questão da Economia Verde para o desenvolvimento sustentável".

Defende que o assunto deve ser analisado sob várias óticas, chamando a atenção para o foco nas terras secas, como o Semiárido do Nordeste. "Tudo isso já terá o seu impacto, provocará decisões e mostrará caminhos. Acho que ninguém pode ser contra essa ideia, que significa como caminhar em direção ao desenvolvimento sustentável, de forma inclusiva". Por isso, defende a "ideia de Economia Verde como a concretização de instrumentos econômicos e regulatórios para promover a sustentabilidade".

O que existe, por parte de muitos, inclusive de governos, como o do Brasil, é a preocupação de que a adoção de uma Economia Verde acabe provocando restrições ao comércio internacional, em detrimento das exportações de países em desenvolvimento.

Critérios rígidos

A exigência de critérios ambientais rígidos, por exemplo, poderia afetar as receitas desses países: "Eu creio que são preocupações legítimas, mas que podem ser superadas com as negociações, através dos mecanismos diplomáticos, porque a sustentabilidade é um valor importante que deve ser buscado por todos os países, instituições e pessoas".

Apesar da avaliação do pesquisador ser positiva em relação à Economia Verde, ele adverte: "Não podemos esperar milagres. O Brasil vai continuar explorando o Pré-Sal e liberando gases de efeito estufa. Ninguém imagina que poderá ser diferente. Mas pelo menos espera-se que isso seja feito da forma menos poluente possível".

Potencial

20 toneladas/ano por hectare é o potencial de sequestrar carbono da Caatinga, segundo tese de doutorado de Deodato Aquino, perito federal do Incra

Para o Brasil, o desafio é mudar o modelo de desenvolvimento

A sustentabilidade implica crescer com base em critérios de equilíbrio ambiental e inclusão social

Equilibrar o binômio desenvolvimento econômico e bem-estar social, não apenas do ser humano, mas de todos os seres do Planeta, sem perder de vista o meio ambiente. Talvez esta seja a equação mais difícil com a qual se deparam os chefes de Estado do mundo inteiro que participam da Rio+20, agora em junho. Essa equação responde pelo nome de Economia Verde.

O tema divide opiniões e promete esquentar ainda mais as discussões em torno da Conferência. É que a Economia Verde constitui um dos assuntos que vai nortear a pauta e, certamente, levar a discórdia para qualquer discussão entre ambientalistas quando o assunto for produção ou desenvolvimento.

Maquiagem

Para alguns, não passa de uma maquiagem para proteger o consumo e a produção desenfreada, que não leva em consideração as condições sociais, políticas e ambientais nem da população e nem do Planeta. Pela definição do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), "uma economia verde é a que resulta em melhora do bem-estar humano e da equidade social, enquanto reduz significativamente riscos ambientais e as escassezes ecológicas".

Segundo, ainda, o Pnuma, "crescimento em renda e emprego deve ser baseado em investimentos públicos e privados que reduzem emissões de carbono e poluição, aumentam a eficiência energética e de recursos, e reduzem a perda de serviços da biodiversidade e dos ecossistemas".

Em resumo, à luz do Pnuma, ela "sintetiza o reconhecimento crescente de que alcançar a sustentabilidade depende quase inteiramente em acertar na economia". Nesse aspecto, a Economia Verde surge com a função de também "salvar" ou "apagar a fogueira" que começou com a Revolução Industrial.

Ao longo dos anos, esse fogo só vem aumentando. Até agora, as formas tradicionais de mercado não foram suficientes para reverter a situação, ou, pelo menos amenizar a crise de escassez dos recursos naturais. A Economia Verde pressupõe uma mudança de postura no que diz respeito à produção. Significa um novo repensar que inclui diversos atores sociais.

Tema delicado

Tão delicado quanto a situação do Planeta, o tema chama a atenção e suscita olhares diferentes. Existem alguns segmentos que defendem que para não poluir ou diminuir níveis de degradação, os produtores necessitam de compensações. Nesse sentido, países, Estados e municípios preparam legislações para enfrentar o problema.

Aliás, o assunto faz parte das discussões em torno do Código Florestal, lei polêmica que foi sancionada com vetos e decreto presidencial e ainda não é consensual. No momento, o Estado do Ceará, por exemplo, estuda lei que possibilite o pagamento por serviços ambientais por parte do setor produtivo. "Identificamos alguns casos exitosos de recuperação de áreas degradadas e de nascentes", justifica Tereza Farias, coordenadora de projetos especiais do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), citando o projeto Aduba Sertão.

Há casos de redução das queimadas, bem como o uso de produtos que ajudam na recuperação e manutenção da biodiversidade da Caatinga. Existem experiências comprovadas cientificamente dos benefícios dessas práticas, daí a necessidade de criar uma política que pode ser de pagamento ou a instituição de incentivos, como a redução de impostos. A lei deve ser aprovada até 2013.

Olhar diferente

Se nem todos veem com bons olhos a Economia Verde, o assunto se torna ainda mais delicado, quando o Semiárido está em discussão. "Os grandes projetos que estão sendo implantados, hoje, na região são baseados na monocultura e não respeitam as pessoas, afirma Carlos Humberto Campos, coordenador executivo da Articulação no Semiárido (Asa). "O poder econômico dos grandes projetos passa por cima de todos". Para ele, o grande desafio é fazer com que as famílias tenham acesso à terra.

"O Estado deve criar mecanismos de créditos e compreender o uso adequado e não apenas proibir o uso. A desertificação é uma decorrência do uso inadequado dos recursos naturais nas regiões semiáridas", afirma.

"É preciso saber usar os recursos sendo realistas, e não românticos", diz Francisco Campello, diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A Rio+20 acontece num contexto socioeconômico e político bem diferente da Eco-92. "Numa época de crise fica mais difícil fazer acordos para redução de danos ao meio ambiente", frisa, justificando que a palavra de ordem dos países, no momento, é produzir.

FIQUE POR DENTRO
Serviços Ambientais serão discutidos

Outra questão que será discutida pela Rio+20 envolve diretamente a natureza. Trata-se do tema Serviços Ambientais, cuja ideia principal é de estabelecer valores monetários para os processos inerentes à natureza e essenciais à sobrevivência do Planeta. Segundo seus idealizadores, ao se monetarizar o capital natural, torna-se mais viável a sua preservação. Os serviços ambientais foram classificados em quatro categorias: de provisão - produtos obtidos dos ecossistemas, como água doce, madeira, alimentos, fibras, produtos químicos; de regulação - polinização, controle do clima, de doenças e pragas, ou seja, todos os benefícios obtidos da regulação de processos ecossistêmicos; de suporte: formação do solo, produção primária, ciclagem de nutrientes e todos os serviços necessários para a produção dos demais serviços ecossistêmicos; e os serviços culturais, que são intangíveis, como religiosos, culturais, sociais, paisagísticos e patrimoniais.

No Brasil, o Bolsa Verde, oficialmente intitulado Programa de Apoio à Conservação Ambiental (lei Nº 12.512/2011) e instituído em outubro do ano passado, é o primeiro exemplo de pagamento por serviços ambientais. Ele paga, por um período de dois anos, que pode ser prorrogado, uma renda per capta mensal de R$ 70,00 às famílias que vivem em situação de extrema pobreza. É destinado, portanto, aos povos ribeirinhos, quilombolas, extrativistas e indígenas, dentre outros.

Segundo o programa, antes de mais nada, é essencial a manutenção da cobertura vegetal das propriedades. A exploração do meio ambiente deve acontecer "de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável".

A polêmica do mercado de carbono

O Protocolo de Kyoto foi selado em 1997 e só entrou em vigor em 2005. É reconhecido como o mais importante acordo mundial sobre o clima. Em suma, os países signatários do documento se comprometem a reduzir, em 5%, de 2008 a 2012, a emissões de gases que produzem o chamado efeito estufa; isso em relação aos índices auferidos em 1990. A maior polêmica é por conta da criação de um mecanismo que prevê a compensação para as nações que não cumprirem a meta estabelecida.

Tal instrumento é chamado de Mercado de Carbono. Conforme o documento "O Lado B da Economia Verde", produzido pela Fundação Heinrich Böll/Repórter Brasil, trata-se de um termo genérico para negociação de certificados de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs).

Diante das dificuldades de alguns países industrializados de cumprir as metas do protocolo, foram criados mecanismos de "flexibilização", que permitem que esses países possam participar de projetos de redução fora de seus territórios, com a aquisição dos chamados créditos de carbono no mercado internacional. Na prática, os créditos permitem que empresas continuem a poluir como antes.

Em troca, elas pagam para que terceiros adotem boas práticas que elas não cumpriram, denominadas "emissões evitadas ou sequestro de carbono". Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de CO2 que deixa de ser produzida. Existe um mercado oficial regulado. O crédito de carbono pode ser negociado nas bolsas de valores como qualquer outro ativo. O comercio oficial já movimenta, de acordo com estimativas do mercado financeiro norte-americano, cerca de 300 bilhões de dólares.

A Fundação Heinrich considera perversa a lógica do mercado de carbono. "É uma conta que não fecha no sentido de redução das emissões de GEEs. A prática depredadora e poluidora do sistema industrial não se modifica, uma vez que, para uma grande indústria poluidora, é mais compensador e barato continuar a poluir e comprar créditos de carbono nos países em desenvolvimento, do que diminuir suas emissões ou investir em tecnologias limpas. Tais tecnologias são exportadas, com lucro, para os países que aplicam nos projetos de geração de crédito".

Movimentação

300 bilhões de dólares é quanto movimenta o comércio oficial do mercado de crédito de carbono, segundo estimativa do mercado financeiro dos EUA

5% é o percentual previsto pelo Protocolo de Kyoto de redução de gases de efeito estufa no período de 2008 a 2012, por parte dos países signatários do documento

População será a mais afetada pelas mudanças climáticas

Historicamente a região sofre com os efeitos das secas e estiagens. Este ano vive uma das piores dos últimos 40 anos

Com área estimada em 966 mil quilômetros quadrados - desse total, 850 mil é formado pelo seu principal bioma, a Caatinga -, o semiárido brasileiro ocupa 10% do território nacional e abriga 23 milhões de pessoas.

Região de clima quente, com chuvas escassas e propensão às secas, fenômeno que acompanha a história do semiárido nordestino, cujos primeiros relatos datam de 1534.

Após quase um século da utilização de modelos de combate ao fenômeno - construção de açudes, criação de agências de fomento e o uso político, como a "indústria da seca"-, hoje, a compreensão da convivência com o semiárido inaugura um novo discurso.

Não apenas no campo científico, mas no terreno do político e social. Estudos mostram que as regiões semiáridas serão as mais afetadas pela mudanças climáticas. Nos próximos 100 anos, a temperatura do Planeta pode aumentar entre um e cinco graus, prevê o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Esses efeitos passaram a ser sentidos com maior intensidade após a Revolução Industrial que contribuiu para o aumento da concentração de carbono na atmosfera. No entanto, pesquisadores, a exemplo do integrante do grupo Manejo de Água e Solo no Semiárido (Massa), Deodato do Nascimento Aquino, aluno do Doutorado do Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará (UFC), reclamam da falta de incentivo para pesquisa na região.

"Antes, não existia incentivo". O estudante diz que as pesquisas estão começando agora, atentando para os riscos da desertificação.

Essas terras "compreendem 40% do território global, 30% da população e mais da metade da pobreza do mundo", pontua o economista e professor Antônio Rocha Magalhães, que atualmente trabalha como assessor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

No Brasil, a região concentra os maiores índices de pobreza, sendo considerado o calcanhar de Aquiles para a erradicação da pobreza extrema brasileira, que segundo promessa do Governo Federal, será página virada até 2014.

Nova estética

Decantado em prosa e verso, a exemplo da Literatura de 30 e do Cinema Novo, com sua estética da fome, o semiárido o nordestino mostra que é possível reverter esse quadro. Embora faça parte de uma realidade mundial, materializada nos prognósticos das mudanças climáticas.

As consequências serão mais desastrosas nas regiões semiáridas, a exemplo do Nordeste brasileiro, onde existem áreas que concentram altos índices de desertificação. No Ceará, a região do Jaguaribe é uma das mais afetadas. Assim como devem ser agravados os problemas de abastecimento de água e escassez de alimentos, as migrações devem aumentar, no mundo todo.

O Nordeste, que nas décadas de 1960 e 1970 viu grande parte de sua população migrar para as terras do "Sul", pode vir a sofrer novo pesadelo. Assim como países da África. O investimento em pesquisa e educação das populações dessas regiões constitui uma das formas de conviver com essa nova realidade.

Situação piorou

"A situação concreta de degradação e desertificação tem piorado durante esses 20 anos", avalia Antônio Rocha Magalhães. Da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas (Icid + 18) para a Rio + 20, poucas modificações podem ser observadas no cenário dessas regiões, reconhece.

"Passaram-se menos de dois anos, é um prazo curto", justifica. O quadro pintado pelo pesquisador não é dos mais favoráveis quanto à sustentabilidade, sobretudo quanto ao problema da desertificação, adaptação às secas e aos prognósticos referentes às mudanças climáticas.

FIQUE POR DENTRO
Plano piloto de recuperação é urgente no CE

"A intenção é recuperar os recursos hídricos, a biodiversidade e tornar a área produtiva. Só as plantas mais rústicas sobrevivem nessas condições", justifica Sônia Perdigão, engenheira agrônoma da Funceme, coordenadora de projeto de área degradada do Médio Jaguaribe e municípios circunvizinhos. Lamenta que as queimadas continuam sendo praticadas.

No entanto, comemora a recuperação do município de Canindé. "Existem áreas que estão sendo plantadas pelos agricultores. "Vamos replicar essas ações no Estado", conta, completando que culturas como milho, feijão e mandioca não nascem mais em áreas desertificadas.

É necessária a utilização de técnicas para que as plantas nativas tenham condições de nascer. Isso demonstra que estão no caminho certo. Ou seja, a aplicação do plano de recuperação das áreas degradadas. Informa que será á feito em escala piloto, com a realização de obras de contenção e manejo adequado.

O zoneamento ecológico e econômico, assim como e o levantamento de solo são necessários para o melhor conhecimento do território cearense. Ressalta que existem ações pontuais, a exemplo do trabalho que a Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) realiza para a conservação e manejo de solo, construção de barragens subterrâneas que captam água para populações difusas. Essas ações não degradam a terra.

Além da gestão de bacias realizada pela Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e construção de açudes. Sônia Perdigão destaca a importância dos comitês de bacias, completando que a Funceme e a SRH trabalham com as informações climáticas e meteorológicas. Muitos comitês definiram que só irão liberar água para o consumo humano caso não chova mais este ano.

Ela afirma que o Ceará é muito suscetível à desertificação, por dois motivos: primeiro, devido à vulnerabilidade às mudanças climáticas, e, segundo, em função das ações do homem. Destaca que o foco do trabalho é o desenvolvimento sustentável.

Desertificação é intensa no Jaguaribe

Com 92% de seu território localizado no bioma Caatinga, algumas regiões do Ceará apresentam altos índices de degradação ou estão em processos de desertificação. Irauçuba, Inhamuns e Médio Jaguaribe são as mais afetadas.

O alerta veio em 1992, quando estudo da Conferência Internacional sobre Clima e Desertificação (Icid) identificou que 10,2% de áreas do Estado encontravam-se em processo de desertificação. Em 2010, os estudos continuaram.

"Passamos a conhecer melhor o ambiente físico e compreender os efeitos do clima", admite Margareth Benício, gerente do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Desde a Icid + 18, a Funceme foi indicada para ser a instituição responsável pela pesquisa em informações climáticas, meteorológicas e ambientais do Estado. Além de adquirir equipamentos.

"O Ceará é um pouco carente em estudos básicos". Em 2005, o Brasil criou o Plano Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, ficando determinada a criação dos planos estaduais. O Programa tem o objetivo de traçar as diretrizes da política de combate à desertificação. O Estado deve percorrer um longo caminho para reverter a situação, sendo necessário dar o primeiro passo: o zoneamento ecológico e econômico das áreas desertificadas que estão sendo trabalhadas.

"Metade do trabalho está feito e foram realizadas oficinas de campo", observa Margareth Benício. A finalidade do estudo é verificar a melhor forma de ocupar o território, sendo estudados vários aspectos da região como solo, clima, geologia, geomorfologia e vulnerabilidade social.

As oficinas de trabalho servem para orientar como será feita a ocupação dessas zonas em cada município, já que elas são vulneráveis. "Indicar a forma de manejo e projetar cenários futuros só será possível conhecendo a vulnerabilidade dessas áreas".

As s regiões estudadas diferem um pouco em termos de vegetação, já que o clima é homogêneo. Os solos são diferentes, por isso necessitam de um manejo específico para cada um. "Estão bem degradadas, sendo os municípios de Jaguaribe os mais atingidos". Não existe uma pesquisa que possa comprovar quais as causas da degradação. A utilização da terra pelo gado pode ser uma das causas, além do algodão ou de ambos.

Área

10% é quanto o semiárido ocupa do território nacional, região que abriga 23 milhões de pessoas, e concentra os maiores índices de pobreza do País

92% é o percentual da área do território do Ceará que se encontra localizado no bioma Caatinga e algumas regiões apresentam altos índices de desertificação

Bioma Caatinga apresenta degradação de 40% no Ceará

A ampliação das áreas protegidas e o incentivo à preservação são os principais pleitos dos "caatingueiros"

O bioma Caatinga está presente em 92% do território cearense. No momento, a região, que abriga no Ceará três milhões de habitantes, vive uma das piores estiagens dos últimos 40 anos, comprometendo muito os recursos naturais e a vida da população, em função da quebra da safra.

"A estiagem é um fenômeno cíclico", observa Carlo Rodrigo Castro, secretário executivo da Associação Caatinga, afirmando que, nesses períodos, o corte de lenha é maior, justificando que as pessoas precisam sobreviver. A situação econômica dos agricultores piora nesse momento.

O corte de lenha ainda é uma das fontes de renda dos agricultores que vivem na Caatinga, daí a importância do incentivo aos planos de manejo. Alerta para a da indústria da cerâmica, presente em 101 dos 184 municípios cearenses.

Os planos de manejo para extrair lenha de forma sustentável consistem em cortar a mata em talhões, retirando da Caatinga e dando tempo para se recuperar. "A exploração da Caatinga deve ser feita de forma sustentável", pondera. Hoje, grande parte da lenha queimada vem de fonte clandestina, sem certificação, não legalizada".

O polo gesseiro, outro ramo econômico a explorar o semiárido nordestino, demanda muita lenha, assim como o da cerâmica e são fontes de renda da região, daí a importância do manejo sustentável.

Carlos Rodrigo Castro afirma que "estamos levando algumas propostas para a Rio+20", completando que foram realizados eventos preparatórios para a Conferência das Nações Unidas (ONU). As principais reivindicações da população que vive no bioma Caatinga, estimada em três milhões, é quanto à ampliação das áreas protegidas e o incentivo aos proprietários que cuidem da preservação.

"Queremos apoio para conseguir a ampliação das áreas protegidas". No Estado, 40% da Caatinga está degradada e apenas 1,4% conta proteção integral, contra 7,5% não integral.

Essas áreas verdes, além de gerar água para as cidades, servem de recargas para os açudes possibilitando a recuperação de dois processos graves, desertificação e desmatamento.

O aquecimento global está fomentando esses níveis de degradação, reconhecendo que a temperatura da região pode aumentar entre dois a cinco graus.

O aquecimento global traz desafios para a coabitação devido à aridez, gerada pela dificuldade de água. É grave a situação, porque a falta de cobertura vegetal, afeta o clima da região, afirma Carlos Humberto Campos, coordenador executivo da Articulação no Semiárido (Asa), entidade, criada durante os debates realizados pela sociedade civil na Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação (UNCCD), em 1999.

Atualmente, existem 750 organizações que atuam no semiárido. Cita como um exemplo de ação concreta o Programa 1 Milhão de Cisternas, afirmando ter avançado muito. "A cisterna não é o fim, mas o meio", diz. Traz embutido todo o processo de formação, organização e convivência na comunidade.

Existem atualmente 350 mil famílias com cisternas no País, o que significa que dispõem da primeira água, ou seja, para o consumo humano. Mas é preciso produzir alimentos, destaca, afirmando que, na Caatinga, a concentração da terra é uma questão fundamental. "Preservar a Caatinga é tornar o Semiárido sustentável, é garantir terra para quem precisa da terra". A segunda parte do programa, o P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas), sendo uma água para consumo, e, outra, para produção de alimentos.

A dificuldade é garantir água e terra no bioma Caatinga. A invasão desse bioma é preocupante. O grande desafio é fazer com que as famílias tenham acesso à terra. Quem cuida da terra da Caatinga são os agricultores.

"Não podemos desconsiderar a negligência do Estado e dos gestores públicos", critica. Rodrigo Castro, lembra que a "Caatinga é também uma floresta, mas que mudou muito. Existem locais que testemunham o que ela já foi um dia. A desertificação e a degradação dificultam a captação de água pela Caatinga".

As mudanças climáticas e aumento da temperatura devem agravar a desertificação. Os locais degradados vão ficar ainda piores. As capitais do Nordeste, com exceção de Teresina, ficam no litoral. Mas a água que abastece Fortaleza é captada no semiárido.

Mudanças

750 é o número de organizações sociais que atuam, hoje, no semiárido. Elas trabalham na conscientização das populações sobre as possibilidades da região

350 mil famílias contam com cisternas de placa no País, o que significa que possuem a primeira água, ou seja, para o consumo, faltando para a produção

O desafio de conviver com as adversidades

Conviver com a adversidade. Esta parece ser a sina da população que habita o semiárido brasileiro e abriga o bioma Caatinga. Desde cedo, aprendem a lidar com muitas dificuldades, sendo uma das principais: a seca, cujos primeiros registros datam da colonização, no Século XVI.

Após um modelo quase secular, que tinha como princípio a luta contra o fenômeno seca, hoje, a compreensão é diferente, sobretudo quando entram am cena as chamadas tecnologias sociais. O Programa de Formação e Mobilização para a Convivência com o Semiárido Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), criado em 2003, é exemplo dessa mudança de modelo.

Não tem a finalidade apenas de estocar água, mas de fazer com que as famílias despertem para pensar o semiárido como possibilidade. Os modelos foram multiplicados e surgiram outras, como os quintais produtivos, as mandalas e projetos que visam a fixação das populações. Alguns saíram do movimento social e de Organizações Não-Governamentais (ONGs) e foram encampados pelos governos. Outros acontecem em parceria.

Este é o caso do projeto Mata Branca, cujo trabalho é focado em ações do uso sustentável do bioma Caatinga. As experiências estarão presentes na Rio+20 por meio de representantes do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), explica Tereza Farias, coordenadora de projetos especiais.

No dia 18, no Parque dos Atletas, às 16h, acontece a leitura da "Declaração da Caatinga", documento aprovado na I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga, realizada no Banco do Nordeste (BNB), em maio, fruto de um ano de trabalho.

A Carta da Caatinga formaliza compromissos para a promoção do desenvolvimento sustentável desse bioma.

Juventude vinda de todas as partes promete politizar o evento

O Ceará vai mostrar a aplicação de tecnologias sociais e discutir o papel da juventude rural na Cúpula dos Povos

O movimento dos "ocupa" que tomou corpo no ano passado, nos Estados Unidos e na Europa, inspirado na "Primavera Árabe", pode ganhar nova versão. Dessa vez, as barracas serão montadas sob o clima tropical, no Hemisfério Sul, durante a Rio+20, quando acontece, de 15 a 23, no Aterro do Flamengo, a Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil.

A multiplicidade cultural vai dar o tom aos protestos e decisões que deverão ser tomadas. Simbolicamente, povos do mundo inteiro - integrantes dos movimentos sociais, estudantes, jovens, índios, povos quilombolas - estarão representados para fazer um evento paralelo.

É que as posições políticas e ideológicas dos integrantes da Cúpula divergem um pouco das opiniões que serão compartilhadas pelos chefes de Estado que estarão reunidos no Rio Centro. De diversas partes do Brasil estão saindo caravanas e mais caravanas para participar da Cúpula dos Povos, acontecimento que promete esquentar, ainda mais, as discussões em torno da Economia Verde.

Os integrantes da Cúpula, cuja maioria são jovens, prometem levar a discussão política ao encontro. Entre ocas, barracas e abrigos improvisados, a diversidade cultural promete colorir e deixar os debates mais diversificados. Embora a preocupação central seja a vida do Planeta, eles buscam um novo encantamento, já que crise econômica mundial e o desemprego estão tirando as esperanças da juventude, sobretudo, na Europa.

Contribuição cearense

E o Ceará vai estar presente no Aterro do Flamengo para mostrar as suas contribuições para a melhoria da vida no Planeta. Integrantes de Organizações Não-Governamentais (ONGs), entidades e representantes da sociedade civil organizada participam das discussões que permeiam a Conferência.

Representantes de entidades cearenses vão levar experiências para o Rio de Janeiro nas áreas de protagonismo juvenil, com trabalhos que a juventude rural realiza em Itapipoca, políticas sociais, tecnologias sociais, de gênero e desenvolvimento.

Cristina Nascimento, coordenadora do colegiado do Centro de Estudos ao Trabalho e Assessoria do Trabalhador (Cetra) explica que a entidade vai participar de rodadas de diálogo sobre juventude rural e meio ambiente. O trabalho vai contar com a participação de outras instituições, citando a Diaconia, Associação Caatinga e Centro Sabiá, entidades de Pernambuco.

A organização integra a rede de articulação que trabalha com a Agroecologia, explica. "O enfoque do trabalho é a juventude". O objetivo é criar nos jovens o desejo de viver e trabalhar no seu lugar de origem, evitando as migrações que aconteceram no Ceará, nos anos 1970.

Assim, a entidade articula a ida para o Rio de Janeiro de 13 jovens que irão discutir sobre o papel da juventude no debate sobre o meio ambiente. "A proposta é realizar um diálogo com a juventude durante a Cúpula dos Povos sobre o meio rural", reforça.

Trata-se de exposição fotográfica sobre o trabalho que realiza com a juventude rural de Itapipoca. O Cetra faz parte da Articulação no Semiárido (ASA), entidade que integra o comitê gestor da Cúpula dos Povos.

A programação inclui, ainda, a realização de debates e mesa com sociedade civil, organizada pela Fundação Avina. A exposição conta com o incentivo da Fundação Itaú e vai circular pela Cúpula dos Povos.

Novo momento

A Rio+20 acontece no momento em que o Semiárido passa por uma das piores estiagens dos últimos 40 anos. Para chamar a atenção da população sobre a importância do uso das tecnologias sociais, a exemplo das cisternas de placa, serão montadas dois equipamentos no Rio de Janeiro.

Uma cisterna vai funcionar na comunidade da Rocinha e, a outra, no Morro do Alemão. A intenção é mostrar ser possível a captação de água da chuva, mesmo na zona urbana, tanto para o consumo humano, quanto para a produção de alimentos. A finalidade é "incentivar a agricultura urbana para aumentar a produção de alimentos", afirma Cristina Nascimento, que vai participar de seminário sobre políticas públicas e tecnologias sociais.

Gênero

Outra entidade que também marca presença na Rio+20, o Centro de Pesquisa e Assessoria (Esplar), vai levar para o centro das discussões em torno do meio ambiente, as questões de gênero e desenvolvimento.

A diretora-presidente do Esplar, Magnólia Azevedo Said, assina o artigo "Gênero e Desenvolvimento", que faz parte de livro publicado pela Fundação Boell, da Alemanha, que integra a Rede Jubileu que discute o problemas das dívidas nas Américas.

"O artigo foi traduzido", explica Magnólia, completando que o trabalho mostra a visão que o Esplar tem sobre gênero. Ou seja, "como as mulheres são vistas pelo modelo de desenvolvimento, hoje, no Brasil".

Programação

Cúpula dos Povos (15 a 23/06)

Três tipos de atividades

As atividades autogestionadas de articulação deverão realizar discussões, promover reflexões e fazer propostas que serão reunidas nas plenárias de convergências

Plenárias de Convergências

Plenária 1 - Direitos, por Justiça Social e Ambiental

Plenária 2 - Defesa dos Bens Comuns Contra a Mercantilização

Plenária 3 - Soberania Alimentar

Plenária 4 - Energia e Indústrias Extrativas

Plenária 5 - Trabalho: Por uma Outra Economia e Novos Paradigmas de Sociedade

Objetivo - As Plenárias de Convergência devem acumular debates para a Assembleia dos Povos, espaço central da Cúpula onde serão definidas as lutas, ações e práticas para depois da Rio+20.

1.Como consta na grade de programação do evento, a Assembleia dos Povos será dividida em três eixos temáticos: Denúncia das causas estruturais das crises, das falsas soluções e das novas formas de reprodução do capital

2.Soluções e novos paradigmas dos povos

3.Agendas, campanhas e mobilizações que articulam os processos da luta anticapitalista pós-Rio+20

Territórios do Futuro - São espaços onde serão demonstradas soluções para as diversas crises globais a partir dos povos do Planeta. Neles, serão reunidas experiências demonstrativas, práticas, espaços de troca de saberes e educação popular que mostrem aos participantes da Cúpula e à sociedade caminhos para a construção de um Planeta com justiça social e ambiental

Territórios - Aterro do Flamengo e outros locais Rio de Janeiro

Lei mais firme pode evitar desmatamento

O ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e membro do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Bazileu Margarido, defende a adoção de medidas "mais fortes para conter o desmatamento e as queimadas, principalmente na Amazônia, já que essa ação danosa é a principal causadora da emissão de gases de efeito estufa no País, ao contrário da maior parte das outras nações, onde é a queima de combustíveis fósseis o principal vilão do aquecimento global".

Conforme Bazileu, por conta dessa realidade nacional é que, a partir de 2008, quando o governo adotou medidas em defesa da Floresta Amazônica, as reações começaram. "Desde que, por meio de uma medida provisória, aconteceu o aumento da reserva amazônica para 80%, parcela do agronegócio começou a se articular no Congresso Nacional para mexer no Código Florestal".

Dentre as medidas que causaram insatisfação, Bazileu destaca a responsabilização de toda a cadeia produtiva envolvida no desmatamento ilegal: "O comprador da madeira é tão responsável quanto quem derruba e vende. Outra decisão muito importante foi a inscrição dos infratores no cadastro ambiental rural, impedindo-os de acessar o crédito. O Brasil quer reduzir em 80% o desmatamento até 2020, conforme compromisso assumido nos fóruns internacionais".

Energia limpa

Bazileu, um dos principais palestrantes do Seminário Rio+20 Serviços Ambientais e Cidades Sustentáveis, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente de Fortaleza (Semam) nos dias 28 e 29 de maio último, enfatizou também a necessidade de se investir mais em energia limpa.

"A matriz energética brasileira é invejável. Usamos nada menos do que 46,3% de energia limpa, como cana de açúcar, hidráulica, solar e biomassa. No que diz respeito à eólica, é de grande importância por conta da complementaridade em relação à hídrica pois, se não chove, venta. Precisamos lutar para que a energia fóssil não se expanda. E isso só é possível investindo em fontes limpas", assegura.

Energia e Floresta

46% da matriz energética brasileira é hoje constituída por meio de fontes limpas, como energia eólica, solar e biomassa, inclusive cana-de-açúcar e hidráulica

80% é a meta assumida pelo Brasil nos fóruns internacionais de redução de desmatamento, principalmente na Floresta Amazônica, até 2020

Cobertura terá enfoque nas questões regionais

A presença do Diário do Nordeste na conferência do meio ambiente mira os temas relacionados ao semiárido

O Diário do Nordeste vai marcar presença na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, mais conhecida como Rio+20, que acontece de 20 a 22 de junho de 2012, no Rio de Janeiro.

O objetivo da cobertura é proporcionar uma melhor compreensão aos leitores sobre os assuntos que serão debatidos na Conferência, além de dar ênfase aos temas nacionais e regionais, mas sem perder de vista a totalidade dos fatos.

A cobertura especial do Jornal vai contar com o subsídio da rede Earth Journalism Network (EJN) da Internews e da organização brasileira O Eco, que desenvolveram um programa de bolsas para levar jornalistas à Rio+20.

Para dar uma visão tanto informativa quanto analítica, a jornalista Maristela Crispim, uma das 20 profissionais de 18 países contempladas com a bolsa, viaja amanhã a fim de cobrir o evento. Maristela, editora de Reportagem Especial do Diário, e apenas uma outra jornalista foi selecionada, Lara Correa Ely, do Zero Hora, de Porto Alegre.

Com Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará (UFC)e membro da Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais (RBJA), Maristela Crispim vai conversar com as principais autoridades e cientistas que participarão das principais discussões sobre o meio ambiente.

Desafio

"Como jornalista é um grande desafio para mim", revela a profissional do Diário, enquanto demonstra satisfação em poder fazer parte de debates sobre a importância da preservação ambiental. O tema constitui objeto de estudo de suas pesquisas e do seu dia a dia. Ela espera que algumas soluções sejam tomadas e que as pessoas se conscientizem mais sobre a questão.

Nordeste em destaque

A presença da jornalista na Rio+20 é garantia de informações relacionadas ao Nordeste e ao Ceará. Entidades da sociedade civil organizadas, bem como instituições governamentais estarão presentes para mostrar experiências. "Acho importante o enfoque regional que será dado ao evento, sobretudo às questões relacionadas ao semiárido", pondera. Aliás, chama a atenção para as regiões semiáridas, a exemplo do sertão nordestino, que serão uma das mais afetadas pelas mudanças climáticas. A expectativa é de que o tema seja abordado durante a Rio+20 e que haja uma troca de informações e de tecnologias entre os países.

Cita como exemplo, as Tecnologias Sociais (TS), iniciativas simples, mas que fazem a diferença.

Programa de bolsas

O programa de bolsas da Rio+20 é uma iniciativa da organização brasileira O Eco, que publica o site sobre meio ambiente e da ONG Internews, que atua para fortalecer iniciativas locais de mídia em todo mundo. "É uma chance de conectar jornalistas de partes distintas do Planeta", assinala James Fahn, diretor da rede Earth Journalism Network da Internews.

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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
RIO+20
Editorial - Futuro sustentável
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, instala-se, hoje, no Rio de Janeiro, prosseguindo até o dia 22 de junho. Durante as duas semanas, o Brasil estará no centro das deliberações para renovação dos compromissos políticos em busca da meta do desenvolvimento e da sustentabilidade.

A Rio+20 apresentará dois eixos essenciais: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. Temas prioritários, eles serão destaques em todos os grupos de discussão, no roteiro dos documentos e na preocupação de seu vasto público.

Vinte anos depois da Conferência Eco 92, os desafios se agravaram. Ainda buscam-se fórmulas de compatibilizar o crescimento econômico, a justiça social e a conservação ambiental, visando às necessidades das gerações presentes, sem comprometer o futuro. Em duas décadas, os problemas se ampliaram, a partir da população mundial, estimada, em 1992, em 5,5 bilhões, agora em 7 bilhões e a caminho de 9 bilhões em 2025.

Chefes de Estado e de governo, diplomatas, empresários, políticos, ambientalistas e cientistas de afamados centros de pesquisa científica do mundo estarão oferecendo contribuições para a conscientização sobre a relevância do desenvolvimento produtivo. Lamentável será a ausência dos chefes de governo da Rússia, China e Estados Unidos, países indutores do desenvolvimento, mas líderes em poluição ambiental.

Desde 1972, em Estocolmo, na Suécia, a Organização das Nações Unidas vem realizando conferências de cúpula para estabelecer as ações básicas para a preservação do meio ambiente. A Eco 92, no Rio, gerou as Convenções do Clima e da Diversidade Biológica. Outro desdobramento foi a Rio+10, realizada em 2002, na África do Sul (Johannesburgo).

A cúpula do Rio de Janeiro se debruçará sobre a transição da economia marrom para a economia verde, centrada na baixa emissão de poluentes, na eficácia dos recursos naturais e na erradicação da pobreza. Fundamentais serão também os debates sobre a governança global, quando os países tentarão estabelecer os protocolos e instituições que viabilizem as regras de sobrevivência ambiental. Na agenda da Rio+20, há pelo menos dez temas sempre presentes nas discussões sobre o futuro do planeta. Abre a pauta a economia verde, assim conceituada pela ONU por emitir pouco carbono, utilizar os recursos naturais de forma eficiente e promover a inclusão social. Depois, se incorporam questões vitais como água, agricultura, energia, pobreza, mudança climática, saneamento, povos e culturas tradicionais, biodiversidades, oceanos e cidades.

Como parte do evento, foi programada a I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga, entre os dias 17 e 18 de junho. Promovida pelos nove Estados do Polígono das Secas e por Minas Gerais, a conferência objetiva difundir a Caatinga como o maior ecossistema da região Nordeste e o único exclusivamente brasileiro.

Nesse bioma típico, vive a população mais pobre do Nordeste, extremamente dependente de seus recursos naturais. Apesar da riqueza biológica desconhecida, o ecossistema é o menos protegido e menos pesquisado, portanto, sem o apelo da Amazônia e da Mata Atlântica.

O esforço internacional da Conferência da ONU denota o tamanho da preocupação com as questões ambientais e o futuro dos povos. Sem o meio ambiente preservado, não há solução.
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O POVO

13 de junho de 2012

 
SINDUSCON
Lixo - Construtores pedem nova usina de reciclagem
Construtores afirmam que as duas usinas atuais só absorvem metade da demanda

Se, por um lado, leis federais, estaduais e municipais exigem que as construtoras gerenciem, de forma sustentável, todo entulho gerado nas obras, por outro lado, os empresários do setor reclamam da falta de estrutura em Fortaleza para absorver e reciclar os resíduos sólidos da construção civil.

Foi esse clima de exigência que marcou a reunião, ontem, entre Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e mais de 20 representantes de construtoras do Estado. Durante o encontro promovido pela Semam, a Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon) sugeriu que, por meio de parceria público-privada, se instale uma nova usina de reciclagem para a Cidade.

"A nossa proposta é instalar uma usina pública para complementar as que temos hoje e, assim, viabilizar um destino ambientalmente correto ao lixo da construção. Podemos participar de um projeto público-privado sem problema nenhum", sugere o presidente da Coopercon-CE, Marcos Novaes.

Hoje, para receber o entulho da Capital, há duas usinas de reciclagem: uma no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, e outra no município de Itaitinga, a 25 km. Segundo Marcos Novaes, essas usinas só absorvem metade do entulho gerado pela construção civil e reciclam menos ainda: 5% do montante. Essa ineficiência é um grave problema, uma vez que esse entulho é 60% de todo lixo gerado em Fortaleza.

"Um destino para esse lixo é realmente um gargalo. A solução seria essa nova usina e que ela realmente funcionasse para o recebimento do produto da construção civil", afirma o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro.

Segundo ele, as construtoras estão percebendo o retorno financeiro positivo da implementação de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, até porque os bancos exigem um plano para financiar os empreendimentos. De acordo com o vice-presidente do Sinduscon, a construtora dele passou a trabalhar com paredes pré-fabricadas de alvenaria e diminuiu em 95% o entulho gerado, além da economia de até 20% nas obras.

Viabilidade da usina
Marcos Novaes destaca que a Coopercon tem capital de mais de R$ 5 milhões que seriam suficientes para dar entrada numa parceria com a Prefeitura de Fortaleza para a instalação de uma usina próxima à Capital, segundo ele.

"Mas sem a força de lei da obrigatoriedade do uso, em obras públicas, de material reciclado, a usina não será viável economicamente. A premissa da parceria público-privada parte dessa condição", afirma o empresário. Ele usa como exemplo a usina de reciclagem da Pampulha, em Minas Gerais, que funciona com essa mesma condição.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A correta destinação é uma das maiores preocupações a serem discutidas durante a conferência Rio+20, que começa hoje no Rio de Janeiro. A reciclagem parece ser a melhor solução, mas demanda investimentos.

Saiba mais

A elaboração de planos estaduais e municipais de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é prevista pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada pelo Decreto 7.404, de 23 de dezembro de 2010. A política prevê metas de destinação ambientalmente correta ao lixo produzido por os setores produtores no País.

De acordo com o Decreto, estados e municípios terão que concluir seus planos até agosto de 2012. O decreto prevê, ainda, que os planos sejam elaborados de forma participativa e em articulação com todos os segmentos sociais interessados na questão.

Mesmo pela lei em vigor, para garantir uma licença ambiental, é necessário apresentar um programa de gerenciamento de resíduos sólidos e esse programa deve ser aprovado pela Semam.

Programa começa com empresas voluntárias

O encontro entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e os construtores, ontem, teve como objetivo discutir o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil, bem como estimular os empresários do setor a respeitá-lo, por meio de um programa de educação ambiental.

De acordo com o secretário da Semam, Adalberto Alencar, a ideia é lançar em julho esse projeto em 10 ou mais construtoras voluntárias. "Vamos nos instalar nessas empresas e mostrar como o lixo das obras deve ser gerenciado de forma sustentável", disse o secretário.

O secretário destaca que apenas algumas empresas fazem a destinação correta do lixo. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon) contesta.

"Das 550 construtoras sindicalizadas, 80% trabalha com o gerenciamento. O gerador de 70% do entulho da construção civil é o pequeno construtor ", destaca o vice-presidente do Sinduscon, André Montenegro. "É gente que faz pequenas reformas e obras.

Aí, a Prefeitura tem que fazer a parte dela também", complementa. (LMB)

SERVIÇO

Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil
Onde: http://www.fortaleza.ce.gov.br/semam/
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
EMPREGOS NA INDÚSTRIA
Empregos na indústria seguem em queda no Ceará
Fortaleza/São Paulo. Em queda desde o início do ano, o índice de emprego no setor industrial do Ceará voltou a apresentar resultados negativos em abril, quando caiu 0,46% ponto percentual na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 14 locais pesquisados pelo IBGE, o Ceará foi o terceiro que mais sofreu impacto negativo no número de trabalhadores da indústria, na comparação com igual mês do ano passado, apresentando um índice de -3,6%. As primeiras colocações ficaram com São Paulo (-3,6%) e a Região Nordeste (-2,5%), que apesar de apresentarem percentuais iguais ou menores, acabaram perdendo mais gente.

Salário também recua

Além do número de trabalhadores, a remuneração na indústria também recuou em abril, segundo a Pimes. Nacionalmente, o recuo do emprego ocorre pelo segundo mês consecutivo ao variar -0,3% em abril, na relação com março, cuja queda havia sido de 0,4%. O valor da folha de pagamento real (descontada a inflação) também recuou, com variação de - 0,5% ante queda de 0,7% em março - segunda taxa negativa consecutiva.

Na variação relativa ao emprego, houve queda mais acentuada na comparação com a abril de 2011, com variação de -1,4% - sétimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de relação.

O valor da folha de pagamento recuou pelo segundo mês consecutivo, na série com ajuste sazonal, e acumulando nos últimos dois meses perda de -1,1%. O índice de média móvel trimestral apontou ligeira variação positiva (0,1%) entre os trimestres encerrados em março e abril, com clara redução no ritmo de crescimento frente aos resultados de janeiro (1,3%), fevereiro (1,5%) e março (1,8%).

Na relação com abril de 2011, o valor da folha de pagamento cresceu 4,2%, 28º resultado positivo consecutivo.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
PROJOVEM TRABALHADOR
Oportunidade
Ensino. Termina na próxima sexta-feira as inscrições para o Projovem Trabalhador, voltado a pessoas de 18 a 29 anos do ensino fundamental ou médio.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de junho de 2012

 
EMPREGO - USINA DE ENERGIA SOLAR
Vaga de emprego: a maior demanda
A geração de empregos pela expansão da MPX Tauá Energia Solar, bem como a ocupação dessas vagas por trabalhadores da região, estão entre as principais preocupações da população do município de Tauá, que participou ontem de uma audiência pública sobre a ampliação do empreendimento. Hoje, a MPX Tauá gera um megawatt (MW), mas possui autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e licença da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) para expandir sua capacidade até 5 MW. Agora, a usina trabalha para conseguir licenciamento para a produção de mais 45 MW.

De acordo com o técnico de licenciamento da Semace que presidiu a audiência pública, Wilker Sales, não foi anunciado o número de vagas que serão geradas pela expansão do empreendimento, mas a MPX se comprometeu a estudar parcerias para promover a capacitação da mão de obra necessária. "Hoje (ontem) técnicos da Semace fizeram a inspeção do local para avaliar a viabilidade ambiental da obra. Eles irão elaborar um parecer técnico que será entregue ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) para apreciação e votação dos conselheiros. Depois, uma resolução será publicada no Diário Oficial, somente após esse processo será emitida a Licença de Prévia", explica.

Produção

50 MW é o que a MPX Tauá Energia Solar pretende alcançar, com o processo de licenciamento ambiental para a geração de mais 45 MW
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