Fortaleza, CE - terça-feira, 12 de junho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Vaivém - Programa
- Egídio Serpa - Boa governança
- Associação Caatinga lança livro durante a Rio + 20
- Paulo Henrique Lustosa: Presidente do Conpam encara Rio+20 como um recomeço
- Economia verde impulsiona mudanças de paradigmas e incentiva a sustentabilidade
- SIMEC - Assembléia Geral Extraordinária
- Jornal O Estado - Empresas do Bem

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Política - TCE decide hoje suspensão de pagamento de convênio

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Política - IRRESPONSABILIDADE OLÍMPICA

ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
- Fortaleza: melhor resultado entre as receitas, mas ainda dependente
- Fortaleza pode investir mais em obras, diz Ipece

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
- O Povo Economia - Lições dos escândalos

AGRONEGÓCIO
- Curtas - Exportações do setor têm marca histórica

BANCOS
- Diretores do BNB também na mira de Dilma Rousseff
- Política - CORRUPÇÃO E ATAQUE ESPECULATIVO NO BNB
- Investigação no BNB - CGU aponta irregularidades em 30 mil empréstimos de 2010

CIC
- Comunicado - A frase de Gonzaga Mota...

COMÉRCIO
- Lojistas apresentam demandas a Cid

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Ampliação da usina de Tauá é avaliada hoje

INDÚSTRIA DE COUROS E PELES
- Versatilidade dos artigos em couro

INDÚSTRIA DE LACTICÍNIOS
- Egídio Serpa - Leite: saída pela irrigação

INDÚSTRIA IMOBILIÁRIA
- Salão Imobiliário quer bater R$ 500 milhões

INDÚSTRIA NAVAL
- Egídio Serpa - Sem cabotagem

INDUSTRIALIZAÇÃO - CEARÁ
- Governo quer regime automotivo para o NE
- Lêda Maria - Passarelas - Atenção governador...

INFRA-ESTRUTURA
- Vertical - DESCARRILANDO
- Vertical - VIA-SACRA

MEIO AMBIENTE
- Rio+20 coloca Brasil no centro do mundo

POLÍTICA
- Editorial - Fim da aliança: conflito de visões de desenvolvimento
- FIM DE RELAÇÃO - PSB rejeita Elmano e anuncia intenção de ter candidato

SEBRAE
- Egídio Serpa - Bom - Empreendedores


DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
PROGRAMA UNIVERSIDADE-EMPRESA
Vaivém - Programa
Coluna do José Maria Melo

Retornando para Israel, depois de darem continuidade à organização e implantação do programa Universidade-Empresa para a inovação industrial do Ceará, iniciativa da Federação das Indústrias do Ceará, os professores Raphael Bar-El, Dafna Schwartz e Davi Bentolila, das Universidades de Ben-Gurion.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
INSTITUTO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA
Egídio Serpa - Boa governança
Hoje, às 18 horas, na Fiec, o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa promoverá reunião extra para que seus associados possam ouvir o "case" do Grupo M. Dias Branco, que será apresentado pelos seu vice-presidente, Geraldo Luciano Matos Júnior.
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ANTÔNIO VIANA ON LINE

12 de junho de 2012

 
ASSOCIAÇÃO CAATINGA - RIO + 20
Associação Caatinga lança livro durante a Rio + 20
O estande ficará instalado também no Parque dos Atletas.

A Associação Caatinga, que tem entre seus patrocinadores a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Serviço Social da Indústria (SESI/CE), estará presente na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20, que será realizada de 13 a 21 de junho, no Rio de Janeiro, com o lançamento do livro Caatinga - Um novo olhar. A obra será apresentada nos dias 19, 20 e 21 em locais diferentes, como forma de ampliar o debate sobre esse bioma característico do semiárido nordestino. No dia 19, o trabalho será lançado no estande do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Ceará (Conpan), no Parque dos Atletas, na avenida Salvador Allende, s/n, na Barra da Tijuca. No dia 20, o lançamento ocorre no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no Píer Mauá, Armazém 3, avenida Rodrigues Alves, na Praça Mauá. Nesse dia, haverá debate, no mesmo local, sobre o tema Iniciativas de Conservação e Sustentabilidade na Caatinga. No dia 21, o lançamento é no estande do Ministério d
o Meio Ambiente, por ocasião do debate Ações para o Desenvolvimento da Sustentável do Bioma Caatinga. O estande ficará instalado também no Parque dos Atletas.

A Associação Caatinga também se fará presente na Conferência mediante a participação nas discussões relativas ao bioma por meio da apresentação de um documento intitulado Declaração da Caatinga. Esse trabalho foi fruto de discussões pré-conferência ocorridas nos dias 17 e 18 de maio, na sede do BNB, em Fortaleza, quando foram discutidas a gestão do bioma e as possibilidades de integração de políticas públicas voltadas para convivência e preservação. O resultado das discussões formaliza os compromissos a serem assumidos pelos governos, parlamentos, setor privado, terceiro setor, movimentos sociais, comunidade acadêmica e entidades de pesquisa para a promoção do desenvolvimento sustentável desse bioma. A Declaração da Caatinga será apresentada em eventos paralelos da Rio+20, conforme acordo estabelecido entre o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado do Ceará e a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente.

A entidade foi criada em Fortaleza, em outubro de 1998, com o apoio do Fundo para Conservação da Caatinga, estabelecido por Samuel Johnson para a proteção da carnaúba. É uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e cadastrada no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA). Com a missão de conservar a biodiversidade da caatinga, desenvolve projetos para a criação e gestão de áreas protegidas, o fomento à pesquisa, a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Em suas ações, a Associação Caatinga trabalha na construção de uma rede de parceiros, potencializando a mobilização de pessoas e instituições interessadas na conservação da biodiversidade da Caatinga, num espectro que abrange universidades, órgãos técnicos e de financiamento, proprietários rurais e agricultores familiares, empresários, organizações do terceiro setor e instituições governamentais.

Em vista disso, está se transformando em um centro de referência para a conservação da Caatinga por meio da difusão de experiências de sucesso e de práticas sustentáveis. A instituição está filiada à Rede Nacional Pró-Unidades de Conservação, Rede Nacional das Organizações para as Energias Renováveis, Associação Asa Branca - proprietários de RPPN do Ceará, Piauí e Maranhão e Confederação Nacional de RPPN. Atualmente, é membro do Comitê Gestor e Técnico do programa Selo Município Verde (Programa de Certificação Ambiental do Estado do Ceará) e do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga (Ceará).
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INVEST NE

12 de junho de 2012

 
RIO+20
Paulo Henrique Lustosa: Presidente do Conpam encara Rio+20 como um recomeço
Sustentabilidade na caatinga é um dos focos das discussões da Conferência para o Ceará

Durante esta semana e a próxima, os portais InvestNordeste e Semiárido darão atenção especial à Rio +20, buscando acompanhar e informar os leitores sobre um dos principais eventos do ano. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. O nome da conferência ressalta os 20 passados desde a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92).

O evento contará com a participação de representantes do mundo inteiros; e entre os representantes do Estado do Ceará está o Presidente do Conpam (Coordenação de Políticas Ambientais), Paulo Henrique Lustosa. Em entrevista, o deputado fala sobre a importância da participação do Ceará na Rio+20, tanto por parte do governo, como por parte do setor privado. Segundo ele, o estado pode aprender e crescer muito durante o evento, que deve ser visto como um novo começo na discussão sobre sustentabilidade.

A proposta da Conferência é contribuir para a definição de uma agenda sustentável paras as próximas décadas através de dois temas principais: "A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza", e "A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável".

InvestNordeste - Como o Ceará participará da Rio+20?

Paulo Henrique Lustosa - O Governo do Estado do Ceará, por meio do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam) e demais secretarias e órgaos da administração, está participando, já desde o ano passado, nos processos preparatórios da Conferência. Entre outras coisas podemos destacar a ativa participação do estado, em conjunto com a Assembleia Legislativa, na mobilização para a Conferência Regional da Caatinga na Rio+20, promovida pelo Banco do Nordeste, e que teve no Ceará o primeiro a aderir ao processo que envolveu mais de duas mil pessoas em nove estados para discutir propostas para o bioma na Conferência.
Também é importante destacar a participação do Ceará nos recentes eventos relacionados ao combate a desertificação e ao desenvolvimento sustentado de terras secas (Icid+18 em Fortaleza e Icid+19 em Mendoza) com o envolvimento do Conpam, da SRH, da Secitece e da Funceme, que também implica o engajamento global do estado nessa temática.
Por fim, apenas para mostrar a participação do Governo do Estado na organização da Conferência, não é demais lembrar que o Conpam tem assento na Comissão Nacional Organizadora da RIO+20 na representação da Abema.

IN - Será uma participação apenas governamental ou as empresas também participarão?
PH - A ideia é que a proposta e a participação seja maior que a ação governamental, ainda que o governo tenha se envolvido diretamente neste processo. Esperamos a participação ativa de empresas privadas. A Fiec, por exemplo, tem trabalhado ativamente neste sentido, assim como das organizações não governamentais que estão se mobilizando para garantirem uma expressiva representação do Ceará na Conferência.

IN - Há um comitê organizador (quem comandará)?
PH - O Governo do Estado criou, por decreto, um comitê organizador da participação na Conferência, com foco especial nas discussões do bioma Caatinga, que representa mais de 90% do territórios cearense. Este comitê é coordenado pelo Conpam, mas não há um comando. A ideia é articular esforços e garantir uma participação mais ampla possível do Estado na Conferência, como já mencionei.

IN - Qual a importância da Conferência para o Ceará?
PH - Para o estado, a Conferência será oportunidade de apresentar experiências, aprender com as experiências de outros estados e países, mas acima de tudo, é muito importante para nós evidenciarmos os desafios que promover uma transição para a economia verde em inclusão das parcelas mais pobres considerando as características dos nossos biomas e de nossas condicionantes ambientais e pautarmos nas discussões globais a necessidade de tratamento diferenciado para aquelas regiões do mundo em que tais condições se apresentam.

Leia a entrevista completa no Portal Semiárido
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O ESTADO

12 de junho de 2012

 
PRÊMIO FIEC POR DESEMPENHO AMBIENTAL
Economia verde impulsiona mudanças de paradigmas e incentiva a sustentabilidade
As mudanças de paradigmas incentivadas por um novo conceito econômico, a Economia Verde. Assim, a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) comemorou o Dia Mundial do Meio Ambiente, ocorrido no último dia 5, na sede da entidade. A iniciativa que fez parte da Semana Estadual do Meio Ambiente debateu o consumo consciente e lançou o 9º Prêmio Fiec por Desenvolvimento Ambiental. O evento foi uma parceria da Fiec e do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), com apoio do Banco Santander.

Durante as palestras ministradas por especialistas em economia e mercado verde, empresários e a sociedade civil puderam apreciar as vantagens dos setores produtivos que tem a sustentabilidade como principal foco. De acordo com o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Shelley Carneiro, ressaltou que um dos grandes desafios para a efetivação da Economia Verde dentro do setor produtivo é o desenvolvimento e aplicação da logística reversa.

"O problema da logística reversa é trazer um fluxo de material ao inverso do seu fluxo principal. Dentro da indústria já existe um fluxo pré-determinado. Quando o produto sai para o consumidor deixa de existir o controle sobre ele. O problema é introduzir o setor empresarial dentro do controle do seu produto fora dos muros da empresa.

Esse é o grande desafio porque quando se faz a logística reversa existe um ciclo que depende de vários segmentos".
Durante os anos, as indústrias foram os grandes responsáveis pela degradação do meio ambiente. Entretanto, com a propagação da sustentabilidade e exigência de uma produção mais limpa, os discursos, pelo menos na teoria, tomaram formas mais modernas e tendo a preservação da natureza como principal personagem.

De acordo com Shelley, isso faz parte de um novo cenário produtivo inserido dentro de paradigmas ecologicamente corretas.
Para ele, o desenvolvimento de novas mídias foi o grande responsável por esta mudança de atitude. Segundo ele, há 30 anos era mais difícil inserir posturas sustentáveis dentro da indústria devido a falta de penetração do assunto.

Atualmente, a postura mudou inclusive pelo aumento dos investimentos e pela exigência de se ter lucro partindo do princípio de que as cifras positivas são diretamente ligadas a "saúde" operacional dos setores produtivos.
"Existe uma grande necessidade de mudança da sociedade hoje. Não podemos mais ficar esperando essa mudança pelo resto da vida. Não só pelas cobranças sociais, mas pela gama de informações que existem atualmente. Hoje todo mundo vê televisão. Se uma empresa erra todo mundo fica sabendo. Ao mesmo tempo, as entidades financeiras não podem participar dista à distância. Hoje todos são grandes parceiros. Se eu invisto dinheiro, vou querer retorno com isso. As instituições financeiras participam da vida de todas as empresas".
CONSERVADORISMO É O VILÃO
Por outro lado, Shelley salientou que um dos principais problemas para a mudança de postura empresarial é o conservadorismo. De acordo com ele, muitas empresas deixam de obter oportunidades de mercado pelo simples medo de modificar conceitos e adaptarem-se a um novo modelo de mercado. Para ele, o governo tem uma pequena parcela de culpa no momento em que os gestores públicos inibem investimentos voltados para a sustentabilidade.
"Qual investimento governamental foi feito para desenvolver a sustentabilidade no Brasil? Eu não conheço nenhum. Conheço investimentos voltados para a ajuda econômica e para o aumento de produção. Por outro lado, ainda não vi o governo discutir que vai gerar benefícios para o reciclador. O governo, atualmente, está apenas penalizando as empresas e não beneficiando quem está fazendo corretamente", completou.
SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA
Uma vida financeira saudável também faz parte dos meandros da sustentabilidade. O orientador financeiro, Luís Vivas, explicou que a má administração financeira é o principal vilão da quebra de relacionamentos tanto empresariais como pessoais. Segundo ele, dentro do processo de orientação financeira existem alternativas para qualquer tipo de cenário financeiro.
"A implementação destas alternativas vai ficar a critério da pessoa e de seus valores. Nenhuma instituição obriga alguém a fazer qualquer coisa. Temos que entender as fases da vida para podermos escolher as melhores formas administrativas. Qualquer instituição deve entender as necessidades de seus clientes para atender de forma mais eficaz. O produto correto vale cada centavo cobrado. O produto incorreto não vale nenhum centavo. Está é a máxima que deve ser usada".
BATE PRONTO
[O Estado Verde] Quais as principais propostas que a CNI levará para a Rio 20?
[Shelley Carneiro] Pela primeira vez a CNI será protagonista neste processo. Temos um grande projeto que estaremos lançando no próximo dia 14 no Rio de Janeiro. Talvez seja o maior projeto a nível mundial. As 16 maiores associações setoriais temáticas ambientais vão fazer uma grande proposta de sustentabilidade durante a Rio 20. É um trabalho que estamos realizando há um ano e a CNI vai apresentar a sua proposta mostrando as principais dificuldades e lançando as grandes oportunidades que o setor empresarial tem de se adequar a economia verde e o desenvolvimento sustentável.

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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
SIMEC - ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
SIMEC - Assembléia Geral Extraordinária
SIMEC - Assembléia Geral Extraordinária

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O ESTADO

12 de junho de 2012

 
SESI - EMPRESAS DO BEM
Jornal O Estado - Empresas do Bem
Empresas do Bem

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O POVO

12 de junho de 2012

 
CONVÊNIOS INADIMPLENTES
Política - TCE decide hoje suspensão de pagamento de convênio
Por Érico Firmo

"318,5 milhões de reais é o valor em convênios inadimplentes ou sem prestações de contas analisadas nas secretarias das Cidades e Desenvolvimento Agrário"

Os ex-secretários petistas Camilo Santana (Cidades) e Nelson Martins (Desenvolvimento Agrário) retornam hoje à Assembleia, mas deixam para trás problemas nas pastas que comandavam até uma semana atrás. A pedido do Ministério Público, estão suspensos os pagamentos de convênios das duas secretarias com entidades inadimplentes ou cujas prestações de contas não tenham sido analisadas. A representação foi encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pelo Ministério Público Estadual na última quarta-feira. Na sexta, a conselheira Soraia Victor concedeu cautelar que determina a suspensão dos repasses. No mesmo dia, fax foi enviado às duas secretarias para comunicar a decisão. Hoje, a cautelar deve ser submetida ao pleno do TCE, que poderá manter a decisão ou derrubá-la. Foram constatados 259 convênios inadimplentes na Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), envolvendo R$ 13,5 milhões. Nas Cidades, são 113 convênios. Embora nessa última a quantidade seja menor, os valores são mais altos, o que resulta numa
quantia de R$ 25,7 milhões inadimplentes na secretaria gerida por Camilo até a semana passada. As parcerias envolvem obras de pavimentação, arruamento, cisternas, passagens molhadas, distribuição de sementes, entre outras.

NOVAS PARCELAS LIBERADAS SEM ANÁLISE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS
Os convênios são considerados inadimplentes quando deixam de prestar contas do dinheiro recebido. Há ainda diversos casos nos quais as entidades apresentaram as informações, mas elas até agora não foram analisadas pelas secretarias. Nas Cidades, são 578 parcelas de 333 convênios nessa situação, num valor total de R$ 87 milhões. No Desenvolvimento Agrário, o número chega a inacreditáveis 2.245 prestações de contas não analisadas, referentes a 904 convênios. O valor envolvido: R$ 192,3 milhões. Em 1.277 desses casos, os convênios têm mais de três anos. O mais grave é que o TCE constatou liberação de parcelas dos pagamentos sem que as prestações de contas das etapas anteriores tenham sido analisadas. Foi essa mesma falha de fiscalização que possibilitou o escândalo dos banheiros. A falta de análise dessa papelada não significa que há irregularidade, mas tampouco existe certeza de que os convênios estão regulares. “Mais uma vez estamos em ano eleitoral, mais uma vez tratamos de convênios e, mais uma vez, sem anál
ise das prestações de contas”, disse Soraia.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
OLIMPÍADAS
Política - IRRESPONSABILIDADE OLÍMPICA
Por Érico Firmo

O assunto é da semana passada, mas não poderia passar em branco. O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, informou que o Governo federal não tem mais previsão de gastos para as Olimpíadas de 2016. A estimativa inicial era de 14,4 bilhões de dólares – pouco mais de 29 bilhões de reais. Fortes disse que o montante era uma “referência” e, como as obras ainda estão na fase de projetos, não é possível saber o custo total. Um acinte. Nessas horas se vê como deve ser bom fazer as coisas com o dinheiro alheio. Ninguém que vá fazer um grande investimento do próprio bolso entra no negócio sem saber direitinho quanto precisará desembolsar. Imagine que vai comprar um carro que o vendedor garante ser uma beleza, mas cuja quantia ele não pode precisar ao certo. É pedir para entrar numa barca furada. Mas, com o meu, o seu, o nosso dinheiro fica fácil embarcar em aventuras bilionárias. Considere-se ainda o histórico dessa gente. Nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007, a “referência” era
de R$ 300 milhões em despesas. Terminou na casa dos R$ 4 bilhões.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
Fortaleza: melhor resultado entre as receitas, mas ainda dependente
Entre os anos de 2000 e 2010, receita corrente de Fortaleza saltou de R$ 2,1 bilhões para R$ 3,65 bilhões

Com uma expansão de 70,2% na sua receita corrente - soma da arrecadação própria, transferência governamentais e outras receitas -, Fortaleza foi a Capital que apresentou o melhor desempenho entre as áreas pesquisadas, segundo estudo divulgado, ontem, pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

Entre os anos de 2000 e 2010, o indicador saltou de R$ 2,14 bilhões para R$ 3,65 bilhões. No período, Salvador, Recife e Belo Horizonte tiveram crescimento de 60,4%, 51,9% e 51,9%, respectivamente.

O resultado é decorrente, sobretudo, de um aumento de 107% no volume das transferências correntes (Fundo de Participação dos Municípios - FPM, cotas-parte do ICMS e do IPVA, verbas do SUS, dentre outras), ante incremento de 58,8% na Capital pernambucana; 90,6%, em Salvador; e de apenas 46,8% em Belo Horizonte.

Nesse contexto, o ritmo de crescimento do FPM de Fortaleza alcançou a maior marca entre essas cidades na última década - 78% aproximadamente.

Receitas próprias

Já do lado das receitas tributárias, ou seja, oriundas do recolhimento dos tributos municipais, a Capital cearense foi ainda a que obteve a melhor performance com evolução de quase 60% (59,5%) no volume de recursos.

Nesse quesito, destaca-se a arrecadação do ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), que cresceu 87,1% na última década, índice também superior ao registrado pelas demais áreas analisadas pelo Ipece.

Outro reforço foi o do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana), cuja receita se expandiu 46,9% no período, aparecendo como a melhor variação entre as capitais consideradas pelo Ipece.

Maior dinamismo

Os números fazem parte do Perfil Municipal de Fortaleza relacionado à sua situação fiscal, elaborado pelos pesquisadores do órgão Paulo Araújo Ponte, coordenador do documento, e Janaína Feijó. Na avaliação do diretor geral do Instituto, Flávio Ataliba, as evidências encontradas atestam o alto grau de dependência da gestão municipal de recursos externos, devido ao maior peso das transferências correntes na sua receita total, expondo a fragilidade da cidade em relação às políticas federais, como na desoneração de impostos.

"Porém, ao mesmo tempo, aponta ainda para o dinamismo de Fortaleza, na comparação com outras capitais, tendo em vista os altos índices de crescimento de sua arrecadação própria", destaca.

Transferência indispensável

De fato, explica o secretário de Finanças de Fortaleza, Alexandre Cialdini, a receita corrente dos municípios do Nordeste é muito dependente das transferências dos governos federal e estaduais. "Não se tem uma atividade econômica densa em outras cidades que não as capitais, inclusive no Ceará. Como essas transferências são distribuídas inversamente à receita per capita dos estados, daí o maior peso na receita total", fala.

"Isto traz ainda maior espaço para o crescimento da arrecadação própria, sem o aumento de alíquotas, mesmo com Fortaleza tendo tido o melhor desempenho nesse quesito em relação às demais capitais", completa.

Investimento 25% menor de 2000 a 2011

Embora as despesas correntes tenham crescido, entre 2000 e 2011, em ritmo similar ao das receitas correntes (80,3% ante 83,51%), sendo este um indicativo da manutenção de um orçamento equilibrado, o volume de investimentos realizados pela Prefeitura de Fortaleza vem registrando níveis inferiores aos observados no primeiro ano da pesquisa, revela o Ipece.

Em 2011, foram aplicados 25% menos (R$ 325,84 milhões) na rubrica investimento, ante o ano 2000, quando a despesa foi de R$ 434,2 milhões. "Esse declínio é, inclusive, um padrão de toda a década, revelando que o Município não conseguiu recuperar o nível de investimento antes observado", afirma Paulo Pontes, coordenador do estudo.

Entretanto, chama a atenção o secretário Alexandre Cialdini, 2005 foi um ponto de inflexão, com a despesa com investimento voltando a crescer a partir do ano seguinte, "saindo de R$ 69,98 milhões para os atuais R$ 325,84 milhões".

Vale observar o expressivo crescimento da despesa com a folha de pagamento do Município. O avanço foi de 102,6%, índice bem superior ao contabilizado pelas despesas correntes totais, saindo de R$ 791,84 milhões, em 2000, para R$ 1,6 bilhão em 2011. (ADJ)

Patamar de endividamento é baixo

Ainda de acordo com o Perfil Municipal de Fortaleza, analisando a situação fiscal da cidade, apresentado ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), também merece destaque a avaliação da dívida pública municipal. Em 2011, a dívida contratada pela Prefeitura da Capital cearense era de R$ 426,5 milhões, volume que representa somente 10% do limite de endividamento permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) - 1,2 vezes a sua receita corrente líquida, no caso R$ 4,2 bilhões. Dado que revela o baixo grau de endividamento do Município, o que deixa espaço para que se busquem fontes externas de financiamento para elevar por sua vez os investimentos.

"Este é, aliás, o maior desafio da gestão municipal, ou seja, fazer com que o nível de investimento acompanhe a tendência de evolução das receitas e das despesas da Capital, que se mostram ascendentes entre os anos de 2000 e de 2011", argumenta o diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba Barreto.

Capacidade de pagamento

Na avaliação do secretário de Finanças de Fortaleza, Alexandre Cialdini, antes de pensar em aumentar o volume de investimentos, deve ser avaliada primeiro a capacidade de pagamento do Município. "Existe uma portaria da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que determina que quando o Município tem um gasto elevado em relação à sua receita corrente a capacidade de pagamento precisa ser avaliada", fala. "No caso de Fortaleza, se tem uma despesa alta com pessoal, dessa forma, quando essa relação é elevada, a STN tem restrições em liberar a contratação de empréstimos", emenda Cialdini, citando ainda os gastos com saúde e educação.

Disponibilidade

Já a dívida consolidada líquida, que deduz da dívida a disponibilidade de caixa bruta e demais haveres financeiros, que era negativa até 2010, alcançou, em 2011, R$ 8 milhões, o que sinaliza, aponta Paulo Pontes, coordenador do estudo, que Fortaleza tem, atualmente, recursos suficientes para pagar a sua dívida. "Ainda mais considerando a elasticidade de prazos", fala. (ADJ)

Pagamento de IPTU cresce menos

No contexto das receitas tributárias, ou seja, da arrecadação própria, o estudo sobre o perfil do Município de Fortaleza, divulgado pelo Ipece, aponta que o Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) tornou-se menos dinâmico que outros tributos locais.

Enquanto a arrecadação com o ISS avançou 102,63%, entre 2000 e 2011, e a do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) cresceu 142,14%, a do IPTU subiu em apenas 45,78%.

Segundo o secretário de Finanças de Fortaleza, "isso acontece pela própria inelasticidade do imposto". "A arrecadação do IPTU só tende a crescer com uma ampla revisão da planta de valores, como aconteceu com uma mudança que fizemos entre 2009 e 2010. Do mesmo modo, ela também pode subir pelo resultado de recuperação da dívida ativa do Município. Ela não vai aumentar é de forma espontânea", acrescenta.

Por outro lado, explica, o bom desempenho do ISS e do ITBI demonstra o dinamismo dos negócios em Fortaleza, "com o boom do mercado imobiliário e com o incremento de atividades como o turismo, na comparação com outras capitais". (ADJ)

ISS lidera

102 por cento é quanto avançou a arrecadação de ISS no período entre 2000 e 2011, enquanto o IPTU subiu apenas 45,78% no intervalo destes anos.

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O POVO

12 de junho de 2012

 
SITUAÇÃO FISCAL DE FORTALEZA
Fortaleza pode investir mais em obras, diz Ipece
Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) apresenta estudo fiscal sobre Fortaleza

O crescimento de despesas do município e receitas tributárias e correntes não tem acompanhado os investimentos em obras públicas da Cidade. A referência parte do estudo feito pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). A pesquisa se baseia entre 2000 a 2011.

Em números: enquanto no ano de 2000 o município investiu R$ 434.209 milhões, em 2011 o valor foi de R$ 325.838 milhões. Um detalhe apontado pelo Ipece é de que a dívida do município é baixa. Em 2011, foi de R$ 426 milhões.

“A cidade tem capacidade de contratar empréstimos em organizações nacionais e internacionais para aumentar o investimento no município. E em 2011 tinha R$ 418 milhões disponíveis em caixa, e não necessariamente ele precisa pagar tudo de uma vez”, avalia o analista do Ipece e coordenador do documento, Paulo Pontes.

O diretor geral, Flávio Ataliba, complementa: “Imagina uma cidade que cresceu de população, receita per capita em 59%, mas os investimentos ainda não acompanharam o ritmo dessa expansão”. Ele compara a realidade de Fortaleza com as outras capitais analisadas na pesquisa - Recife, Salvador e Belo Horizonte.

O município local apresenta taxas de crescimento superiores em relação a receitas tributárias e receitas correntes, que são referentes ao total das receitas arrecadadas e transferidas pela União e Estado, como apresenta a pesquisa.

Entretanto, em valores de receitas, Fortaleza fica atrás de todas das capitais, no período de 2000 a 2010. Questionado sobre o assunto, o secretário de Finanças de Fortaleza, Alexandre Cialdini, diz que as cidades têm um perfil econômico melhor que Fortaleza.

Em relação aos investimentos serem desencontrados das despesas, ele afirma que os gastos competem a unidades diferentes. “Os investimentos são referentes apenas a construções, serviços de engenharia e compras de equipamentos. Enquanto as despesas são os salários de todos os funcionários, toda a manutenção de serviços em geral e material de expediente”, cita Alexandre Cialdini

Avaliação do Município
Para Cialdini, o estudo é comprovado com dados apresentados pela Secretaria e, além disso, foram colhidos pela Secretaria do Tesouro Nacional. E mostra ponto positivo quanto aos investimentos em Fortaleza.

Entre 2005 e 2011, houve aumento de R$ 70 milhões para R$ 325 milhões nos investimentos. Enquanto de 2000 para 2004, passou de aproximadamente R$ 434 milhões para em média R$ 245 milhões, como consta em tabela do estudo.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Fortaleza cruza dados a serem avaliados pelas gestões públicas. Um exemplo é o fato de ela ser uma das mais pobres do Brasil; no entanto, tem a maior população economicamente ativa do País, com pessoas de 16 a 64 anos.

Serviço

Situação Fiscal de Fortaleza
O quê: divulgação de estudo realizado de 2000 a 2011
Mais informações: http://bit.ly/Kxy6QW
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O POVO

12 de junho de 2012

 
INSTITUIÇÕES PÚBLICAS
O Povo Economia - Lições dos escândalos
Coluna da Neila Fontenele

Os escândalos envolvendo instituições públicas sempre deixam várias lições para a sociedade. A primeira consiste na constatação de que é necessário fiscalizar melhor a atuação das esferas políticas dentro das instituições. A segunda está em olhar a entidade pelo que ela faz ao longo de sua história.

Trabalhos como o do microcrédito e do financiamento de grandes projetos para a região não podem ser esquecidos na hora de computar as ações do Banco do Nordeste. Os escândalos devem ser investigados e todos os envolvidos punidos, mas devem ser computados todos os ganhos gerados pela instituição para que não ocorra o mesmo que já aconteceu com instituições como a Sudene, Dnocs, Embrafilme e tantas outras em todo o País, que foram esvaziadas após a apresentação de denúncias sobre má conduta na gestão dos recursos, fraudes e etc.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO
Curtas - Exportações do setor têm marca histórica
Exportações do agronegócio alcançaram em maio o melhor resultado da história. A receita cresceu 21,2% ante igual mês do ano passado e somou R$ 10,2 bi, superando o recorde de US$ 9,8 bi de agosto de 2011. O resultado se deve ao desem- penho do complexo soja.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
BNB
Diretores do BNB também na mira de Dilma Rousseff
O BNB confirmou ontem o afastamento do chefe de gabinete da presidência e de mais dois gerentes

Diretores do Banco do Nordeste (BNB) indicados pelos partidos dos Trabalhadores (PT) e do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) podem ser os próximos a cair, "sugados" pelo rol de denúncias de fraudes da ordem de R$ 100 milhões, envolvendo funcionários e clientes em 24 operações de crédito que seriam "irregulares"da instituição, no fim de 2009 e o início de 2011. Os indícios de fraudes e de desvios de dinheiro foram confirmados pelo próprio presidente do BNB, Jurandir Santiago, em entrevista exclusiva concedida ao Diário do Nordeste, na última sexta-feira e publicada na edição de sábado. Ontem, a direção do BNB confirmou o afastamento do chefe de gabinete da presidência do banco, Robério Gress do Vale e de mais dois gerentes de negócios das agências Centro, em Fortaleza e de Maracanaú. Um terceiro gerente, da agência Bezerra de Menezes, foi afastado há dois meses, em decorrência de sindicâncias e auditorias abertas pela própria instituição em julho de 2011, para apurar as operações financeiras fraudulentas.

Os afastamentos foram recomendados pelo Colegiado da Diretoria da instituição. "Eles ( gerentes) foram afastados preventivamente", declarou o banco por meio da Assessoria de Imprensa, sem apontar explicar os motivos à decisão do colegiado. "O Banco não precisa de motivos para afastar funcionários de suas funções", justificou a Assessoria de imprensa.

Decisão presidencial

A decisão de promover mudanças na diretoria do (BNB), após as suspeitas de operações fraudulentas teria partido da presidente Dilma Rousseff, segundo divulgou a Folha de São Paulo, ontem. O Conselho de Administração do BNB, que conta com dois representantes do Ministério da Fazenda, se reuniu ontem ara analisar as auditorias internas realizadas destinadas a investigar as operações do banco.

O presidente do BNB, Jurandir Santiago esteve ontem, o dia todo, em Brasília, em reunião com o Ministério da Fazenda e do escritório do banco na Capital Federal. Santiago não retornou as ligações telefônicas feitas pela reportagem do Diário, até o fim da noite de ontem.

Investigações

Iniciadas em julho de 2011, mas só reveladas no último sábado, as auditorias e sindicâncias internas realizadas pelo BNB para apurar as irregularidades devem ser concluídas no fim de julho. A data limite para esclarecer as denúncias e apontar os funcionários e as empresas envolvidas nas fraudes também foi confirmada ontem, pela direção do BNB.

Até lá ,Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União (CGU) também seguem investigando as denúncias. Segundo o promotor de Justiça, Ricardo Rocha, uma das irregularidades encontradas consistia na apresentação, como garantia, de terrenos no interior do Estado, com valores menores do que o dos financiamentos.

"O plano era exatamente este. O bem dado em garantia era bem menor do que o do empréstimo. O objetivo é que o banco tome esse bem para garantir o empréstimo", explicou o promotor de Justiça.

Segundo ele, três empresas ligadas a cunhados de Robério do Vale teriam pego R$ 11,9 milhões no banco e que ao todo as fraudes chegariam a R$ 29,2 milhões. "Todos os sócios são filiados ao partido dos trabalhares. Todos faziam doações de campanhas para o PT e isso foi constatado nas investigações", disse Rocha. A reportagem não localizou o chefe de gabinete demitido. O Partido dos Trabalhadores disse que não se pronuncia agora.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
BNB
Política - CORRUPÇÃO E ATAQUE ESPECULATIVO NO BNB
Por Érico Firmo

O Banco do Nordeste (BNB) é importante demais para a região. Deve ser protegido em duas frentes. Por um lado, dos ataques de outras partes do Brasil, que gostariam de vê-lo esvaziado e, se possível, fechado. Por outro, de esquemas corruptos. Não se pode admitir que o patrimônio público continue a ser vilipendiado, sobretudo considerada essa própria importância estratégica do BNB. Os ataques que tentam minar os fundamentos da instituição não se originam das fraudes, mas, na verdade, delas se aproveitam para atingir o objetivo político. Extinguir um órgão ou esvaziá-lo não é estratégia de combate à roubalheira. Assim fosse, o Congresso Nacional puxaria a fila, seguido do Sistema Único de Saúde, do Fundeb... Não seria o caso. O histórico da Sudene – cuja malfadada tentativa de recriação está para completar uma década – recomenda muita cautela, pois o mesmo oportunismo ameaça, sim, o Banco do Nordeste. Mas não é por isso que se há de tolerar desvios. Eles não são um mal necessário. O Nordeste precisa do BNB forte
e sem fraudes, para que cumpra sua função em plenitude. E o Brasil, como todo, precisa de instituições e políticas para a superação dos desníveis regionais. É equivocado crer que o BNB interessa só aos nordestinos. As desigualdades são ruins para todos. Tal qual a corrupção.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
BNB
Investigação no BNB - CGU aponta irregularidades em 30 mil empréstimos de 2010
Investigação da CGU indica falhas graves na concessão e recuperação de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste. Prejuízo para o BNB, segundo auditores, passa de R$ 1 bilhão

Pelo menos 30.208 operações de financiamento feitas pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com dinheiro do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), deixaram de ser cobradas judicialmente por apresentarem irregularidades que vão da concessão à cobrança dos empréstimos. A conclusão é de uma auditoria feita em 2010 pela Controladoria Geral da União (CGU). O documento, que O POVO teve acesso com exclusividade, também faz parte do processo que investiga o desvio de verba pública que a Polícia Federal, Procuradoria da República no Ceará, Ministério Público Estadual e a CGU estão apurando. Os prejuízos para o BNB, segundo os auditores, chegam a R$ 1.098.227.363,89.

O relatório da CGU não se detém só às atecnias burocráticas. O maior volume de ilegalidades detectadas, segundo os auditores, aponta para “falhas graves em todo o processo de concessão de crédito: análise de risco do cliente, viabilidade econômico-financeira da proposta, liberação dos recursos e acompanhamento de aplicação”. Fatores que indiciam corrupção.

Objetivamente, a CGU constatou que a maior parte dos empréstimos feitos pelo BNB era de “operações de crédito em valores incompatíveis com o porte econômico do mutuário, por meio do aceite de garantias superavaliadas”. Além da “ausência de comprovação da capacidade de aporte de recursos próprios, resultando, no caso concreto, na inadimplência” de quem fez o empréstimo.

Na agência Fortaleza-Centro, os auditores da CGU analisaram, por exemplo, um lote de dez operações de concessão de crédito com recursos do FNE. Empréstimos que, somados, dão R$ 645.845.459,80. Em um dos financiamentos, a operação B000023301/1, uma empresa recebe R$ 27.460.195,55, apesar de várias ilegalidades.

Os auditores descobriram que houve “sobrevalorização das garantias, não formalização do fundo de liquidez, falta de integralização de recursos próprios, indícios de desvio de recursos destinados a compra de máquinas e equipamentos, ausência de comprovação de seguro obrigatório dos bens financiados e indícios de fraudes nas demonstrações contábeis”, diz o relatório.

Na operação B000020401-1, de R$ 9.925.650,00, identificaram indícios de “sobrepreço da ordem de R$ 5.455.500,00 e simulação de operação de aquisição dos bens”. Na transação B000022801/1, a CGU responsabiliza um dos gerentes de negócios da agência Centro por aprovar empréstimo de R$ 19.500.000,00 mesmo com a “ausência de comprovação de recursos financiados no valor de R$ 15.226.000,00”. O executivo do banco não teria checado se as notas fiscais eram legais.

Na operação B000019101/1, identificaram “superavaliação” de bens apresentados como garantia num financiamento de R$ 492.206.136,17. Os auditores viram que “os técnicos do banco convalidaram laudos de garantias superavaliadas, que dão cobertura de R$ 312.500.000,00 do valor” emprestado.

O POVO enviou email com dez perguntas para Roberto Smith, então presidente do BNB quando a CGU fez a auditoria. Por sua assessoria, respondeu que “o material encaminhado é referenciado em documento da CGU. Acredito que para cada pauta existe defesa, mas não cabe a mim responder e sim ao próprio BNB”. Hoje, Smith preside a Agência do Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece).

Quem
ENTENDA A NOTÍCIA

No relatório da CGU, os auditores não especificam os nomes das empresas investigadas nem os proprietários. Usa códigos das operações. Também não traz nomes dos gerentes que autorizaram os empréstimos.

A responsabilidade do olhar regional

O cidadão nordestino precisa olhar para a crise que ora se desenha com todo o cuidado que a situação requer. Não há espaço para se pensar em outra alternativa que não seja uma punição dura contra quem for identificado cometendo irregularidades dentro do Banco do Nordeste (BNB), instituição que nos é muito cara para comportar qualquer atitude de complacência com situações que apontem desvios de recursos públicos. Porém, o compromisso com a região impõe uma atitude de responsabilidade diante do cenário, garantindo-se que, em qualquer circunstância, o banco saia depurado do episódio. O debate político-partidário, nas suas causas e efeitos, representa um aspecto menor diante do que está em jogo, que é a necessidade regional de continuar dispondo de um órgão forte, livre de manipulações e de desvios capazes de lhe tirar de uma trajetória histórica de vínculo com as causas nordestinas.

Guálter George, editor-executivo de Conjuntura

53% das operações estão normalizadas

A presidência do BNB, através de sua assessoria de imprensa, afirma que as 30.208 operações apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU) são na verdade “estoque de operações regulares, sob o ponto de vista da concessão do crédito, contratadas nos 15 anos anteriores a 2010”. E que cerca de 53% delas já estão normalizadas.

Para a CGU, a presidência do BNB respondeu que do “quantitativo citado, já haviam sido liquidadas e/ou renegociadas 6.084 operações que representavam o equivalente a 150,1 milhões. E 169 operações tinham propostas de renegociações sendo analisadas pelo banco, sendo posteriormente regularizadas”.

O BNB afirma ainda que “10.589 operações tinham enquadramento no artigo 70 da Lei 12.249 e podem ser regularizadas até 30.3.2013”. E as demais “tiveram o procedimento de cobrança administrativo e/ou judicial iniciado sendo enviadas cartas aos respectivos mutuários e/ou coobrigados e ainda tiveram seus nomes inseridos nos cadastros dos órgãos de restrição ao crédito como o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) e Cadastro Informativo de Créditos não quitados do Setor Público Federal (Cadin)”.

De acordo com a presidência do BNB “foram feitos todos os esforços para regularização. Restando em todas as áreas de atuação do Banco (Região Nordeste, Norte de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo) o estoque de 3,5 mil operações, cujas providências estão dentro do prazo acordado com a CGU”.

Para a presidência do BNB “não houve irregularidades na contratação das operações”, como apontou a CGU. “O conceito de irregularidade deveu-se à situação posterior de inadimplência e não a falta de aplicação de crédito”, informa a resposta.

Leia íntegra da resposta do BNB no http://bit.ly/LgEtuS

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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
GONZAGA MOTA
Comunicado - A frase de Gonzaga Mota...
"A política é dinâmica". A frase, cunhada na década de 1980 pelo então governador Luiz de Gonzaga Mota para justificar posições que assumiu, está mais atual do que nunca. Naquela época, Gonzaga deixou a sombra dos coronéis que o elegeram para se vincular ao "grupo do CIC", que se opunha à velha política.

...Na versão de Heitor Férrer

Coube ao deputado Heitor Férrer, pré-candidato do PDT a prefeito de Fortaleza, modernizar a fala. Com o acerto formalizado ontem, pelo qual terá como candidato a vice-prefeito o empresário Alexandre Pereira (PPS), que disputou o Senado em 2010, Heitor mostra que o dinamismo da política continua vivo.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
CONVENÇÃO ESTADUAL DO COMÉRCIO LOJISTA
Lojistas apresentam demandas a Cid
Evento reunirá cerca de 1.500 participantes de todo o Estado e contará com palestrantes de renome nacional

O comércio é um dos setores que mais gera empregos e arrecadação de impostos no Ceará. Para manter a atividade em expansão e intensificar seu impacto na economia local, os empresários do setor acreditam que é preciso realizar alguns incentivos. Assim, os participantes da 25ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, que ocorrerá entre os dias 14 e 16 de junho, na Fábrica de Negócios, entregarão ao governador Cid Gomes uma agenda positiva com demandas do setor. O governador será um dos palestrantes do evento, realizado pela Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL) e que deve reunir cerca de 1.500 participantes.

De acordo com o presidente da FCDL, Honório Pinheiro, a pauta que será entregue a Cid Gomes inclui demandas relativas ao Código de Defesa do Contribuinte. "Estamos apostando que teremos um apoio rápido do governo para esta ferramenta, que ajuda na relação entre o fisco e o contribuinte", afirma.

O Código trata, dentre outras coisas, de questões como mais clareza nas normas tributárias para descomplicar a vida do contribuinte e acesso mais fácil a informações sobre processos administrativo-tributários.

Outro ponto abordado na pauta diz respeito ao fundo de financiamento para o setor, criado em julho de 2009. "Esse fundo tem o objetivo de incentivar aqueles que estão crescendo, mas ainda esbarra em questões burocráticas", diz Honório Pinheiro.

Palestrantes

Além do governador, a 25ª Convenção Estadual do Comércio Lojista contará com palestrantes de renome nacional. Entre eles, Max Gehringer, que foi diretor de empresas como Pepsi, e Idalberto Chiavenato, um dos autores nacionais mais conhecidos na área de administração de empresas e recursos humanos.

"O evento reunirá varejistas de diversos segmentos, sobretudo pequenos e médios empresários. É um momento importante pela troca de informações e pelo conhecimento passado pelos grandes palestrantes que estamos trazendo", afirma Pinheiro.

Novidade

Entre as inovações que o evento deste ano traz, está a visitação a empresas locais, como Ibyte, Joongbo Química do Brasil, Fábrica Fortaleza e Pague Menos. "Pela primeira vez, estamos realizando essas visitas técnicas, pois entendemos que essas empresas têm uma importante contribuição para passar aos pequenos e médios empresários do setor", destaca o presidente da FCDL.

A Convenção também será uma oportunidade de fazer negócios e de conhecer as novidades do mercado, com a Feira de Negócios, que terá 34 estandes de diversos segmentos. A programação completa e as inscrições para o evento podem ser feitas no site: www.fcdlce.com.br
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
ENERGIA SOLAR
Ampliação da usina de Tauá é avaliada hoje
Usina gera 1 MW e tem autorização da Aneel e licença da Semace para expandir até 5 MW. Mas, MPX quer gerar 50 MW

A usina MPX Tauá Energia Solar avança no processo para ampliar sua produção. Atualmente, é gerado um megawatt (MW), mas o empreendimento possui autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e licença da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) para expandir sua capacidade até 5 MW. No entanto, a empresa trabalha para expandir a geração para 50 MW.

Como parte deste processo, a Semace preside audiência pública do processo de licenciamento ambiental em Tauá, às 14 horas no Cine Teatro Maria Carmem Gomes Vieira localizado no Parque Enéas Alves de Oliveira, no Centro da cidade. Na ocasião, está prevista a exposição do projeto de ampliação de 45 MW da Central Geradora Solar (CGS) Fotovoltaica da MPX.

O objetivo é apresentar à população e ao poder público local os aspectos referentes aos estudos ambientais, construção da CGS e benefícios.

Questionar impactos

Esse tipo de audiência pública é necessária ao licenciamento de obras/atividades que demandem elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo relatório (EIA-RIMA). Nessa etapa, o município que receberá o empreendimento é convidado a entender todos os seus pontos, a fim de questionar impactos ambientais e dar sugestões que irão ser estudadas pela equipe técnica da Semace. Tais sugestões servirão de subsídio para elaboração de parecer técnico do órgão ambiental, o qual será levado ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) para apreciação e votação dos conselheiros. Uma vez que a CGS tenha parecer favorável da superintendência e tendo este sido aprovado pelo Coema, há a publicação de resolução em Diário Oficial do Estado (DOE) oficializando a decisão. Somente após este processo é possível a emissão da licença prévia pretendida pelo empreendedor.

Projeto

De acordo com o EIA-Rima entregue na Semace pela MPX em 12 de fevereiro, a central está projetada para uma capacidade instalada total de 50 MW, através da utilização de painéis fotovoltaicos, sendo 5 MW correspondentes à primeira etapa de instalação e os 45 MW restantes correspondentes à segunda etapa. A área do empreendimento é localizada no perímetro irrigado Várzea do Boi, em Tauá.

Pioneira

A usina Solar Tauá, inaugurada em julho de 2011 pela MPX, empresa do grupo EBX de Eike Batista, é o primeiro empreendimento de geração de energia solar em escala comercial a ser construído no Brasil.

A energia elétrica produzida pela usina é injetada no Sistema Interligado Nacional (SIN). Atualmente, o volume de energia gerado pela Solar Tauá é suficiente para abastecer até 1.500 famílias. Com a expansão prevista para 50 MW, o número sobe para até 75.000 famílias, o que equivale ao suprimento de três vezes mais o número de domicílios de Tauá.

Eike quer iniciar produção por células

Rio O empresário Eike Batista anunciou ontem que a sua empresa de energia elétrica, MPX, estuda começar a produzir energia elétrica a partir de células combustíveis, uma tecnologia inédita no País. O anúncio foi feito durante o lançamento do programa Rio Capital da Energia, do governo do Estado do Rio de Janeiro. O empresário disse que a primeira planta piloto deverá ter 3 megawatts e será instalada no Estado.

As células combustíveis são obtidas por reação química em vez de combustão.

Os componentes mais utilizados são oxigênio e hidrogênio, que não produzem gás carbônico, mas pode ser usado também etanol, gás natural, biodiesel, biogás, entre outros. A MPX estaria inclusive procurando parceiros para implantar o negócio, que já vem sendo utilizado em pequena escala na Europa e nos Estados Unidos.

A empresa pretende utilizar gás natural e biogás no lugar de hidrogênio por ser mais eficiente, segundo a assessoria da MPX. Os componentes produzem gás carbônico, mas em menor proporção que outros combustíveis.

"A tecnologia se destaca pela baixa emissão de CO2, 40% inferior em relação aos sistemas convencionais de pequeno porte, e pela elevada eficiência energética (aproximadamente 56%) principalmente quando comparada a geradores diesel", explicou a MPX em nota.

Aumenta fatia das fontes renováveis no País

Rio. As fontes renováveis aumentaram na geração de energia elétrica brasileira entre 2010 e 2011, de 86,3% para 88,8%, segundo dados preliminares da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) referentes ao Balanço Energético Nacional 2012.

O resultado destaca ainda mais a posição do Brasil no segmento em relação ao mundo. Em 2009, a matriz elétrica mundial registrava apenas 19,5% de fontes renováveis. De acordo com a EPE, o aumento foi provocado principalmente pelo crescimento da oferta de geração hidrelétrica no país, da ordem de 6,3%, devido às chuvas ocorridas no ano passado. A energia eólica também contribuiu para uma melhor performance, apesar de ter um peso menor na matriz energética total, saindo de uma geração de 2.177 gigawatts-hora em 2010 para 2.704 GW-h em 2011 -aumento de 24,2%. Por outro lado, as energias não renováveis como gás natural e derivados de petróleo caíram 28,1% e 10,4%, respectivamente, na geração elétrica.

Biomassa

A EPE destacou que apesar da melhora da matriz renovável na geração elétrica, a matriz energética brasileira praticamente não foi alterada de um ano para outro, principalmente pela queda da energia gerada por biomassa.

Em 2011, a energia por biomassa a partir da cana-de-açúcar caiu 9,2%, enquanto o peso do petróleo e derivados na matriz aumentou 3,4% e a geração por carvão mineral e derivados cresceu 5,4%. A EPE destacou que a presença de renováveis manteve-se em patamar considerado elevado, de 44,1%, acima da média mundial de 13,3%, segundo a AIE (Agência Internacional de Energia).

Financiamentos no NE

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 378 milhões para a construção de cinco parques eólicos na Bahia e no Rio Grande do Norte pela Força Eólica do Brasil, controlada por Neoenergia e Iberdrola. A Força investirá R$ 594,5 milhões no projeto, com capacidade instalada de 150 MW. Os valores serão repassados pelo Banco do Brasil.

Os parques serão construídos nos municípios de Caetité (BA) e Bodó, Santana do Matos e Lagoa Nova (RN). As cinco novas centrais fazem parte de um projeto maior, constituído de mais cinco parques eólicos vizinhos e também vencedores no segundo Leilão de Fontes Alternativas, em 2010. O empreendimento vai gerar 1,8 mil empregos entre diretos e indiretos durante as obras.

A carteira atual do BNDES para o setor eólico, incluindo todas as fases de análise de financiamentos, soma 107 parques. Os projetos representam investimentos de R$ 12,4 bilhões e demandam financiamentos de R$ 8,4 bilhões.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
EXPANSÃO DO SETOR COUREIRO
Versatilidade dos artigos em couro
Com a expansão do setor coureiro, as empresas do setor têm maior produtividade com melhores preços

Crato Como o poder aquisitivo da população vem crescendo, a capacidade de consumo de bens no varejo está sendo ampliada. No seguimento da moda, os artigos em couro estão em alta. Na região do Cariri é possível encontrar diversas lojas que comercializam um leque de itens variados, a preços acessíveis. Os produtos vão desde os pequenos acessórios como pulseiras e colares aos de tamanho maior, como as bolsas, carteiras, cintos, pastas para viagens e notebooks, porta celulares e chaveiros, que agradam os gostos dos clientes de todas as classes sociais. Devido ao bom momento do mercado, os empresários estão investindo intensamente no setor coureiro.

Desde 2006 a marca Hemp´s Couros, que tem fábrica instalada em Juazeiro do Norte, está atuando no mercado da moda brasileira. A arte de vender produtos em couros está sendo aprimorada a cada nova estação. Mensalmente, a marca comercializa cerca de 13 mil peças diretamente a lojistas, com preços variando de R$ 12 a R$ 300. Atualmente, a empresa dispõe de 60 modelos de produtos da coleção mais recente. As apostas da estação estão sendo as influências temáticas. A grife coloca em evidência o couro piton, aqueles com desenhos de pele de animais e os elementos que remetem ao trabalho manual, como os trançados, telas e couros perfurados. Além das estampas florais. A tendência das cores dominantes são o nude, areia, azul, vermelho e cacau. Nos detalhes, ferragens douradas dão o charme extra às peças. O estilo inspira-se nos grandes movimentos da moda das capitais.

Nas vitrines onde há Hemp´s Couros, os clientes podem encontrar itens de qualidade, com preços bem competitivos no seguimento. É esse mix que dá aos consumidores a satisfação em adquirir os produtos da marca, que surgiu pelo empreendedorismo do empresário Cícero Ivan do Nascimento. Ao perceber a possibilidade de montar seu próprio negócio e de gerar bons lucros, ele não exitou. Hoje, a Hemp´s Couros está entre as marcas mais expressivas da região do Cariri.

Ao todo, já são mais de 10 representantes com escritórios em vários Estados do Brasil. Cada unidade atende a aproximadamente 500 lojas cadastradas em fazer a revenda da marca. Entre os lojistas de renome estão o grupo Esposende Calçados, que atua em todo o Nordeste e as lojas Cometa Calçados. Para Cícero Ivan, o seguimento coureiro vive um ápice. "Devido ao crescimento do ramo coureiro no Nordeste, o produto base para a produção das peças, que é o couro, está mais barato. Com isso, podemos oferecer uma produção de excelente qualidade e com preços baixos. Esse é o nosso diferencial", afirma.

Além da ampliação da fábrica, a marca irá inaugurar, até o próximo mês de outubro, sua primeira loja na região do Cariri e outra no Estado do Tocantins. No entanto, ainda existem revendas em Pernambuco, Pará, São Paulo, Manaus e Roraima.

Mas, a produção de artigos em couro não se restringe apenas aos produtos industrializados. Também existe comércio desses bens feitos manualmente. A venda das sandálias em couro curtido, sola e pneus é tradicional na região e é realizada desde a época do Padre Cícero. Há cerca de 30 anos, a loja Vanessa Calçados revende peças de artesão como Raimundo Nonato, Adriano Cardoso, Romão e Luiz. A maioria das oficinas de produção está concentrada no Crato. Os calçados artesanais são objeto de desejo de diversos turistas que visitam, principalmente, a cidade de Juazeiro do Norte. O período de maior aquecimento das vendas é entre os meses de junho, julho e janeiro, quando o fluxo de turistas de poder aquisitivo elevado é significativo.

Os famosos modelos Maria Bonita e Lampião, nos gêneros feminino e masculino podem custar de R$ 12 a R$ 50. A comerciante Antônia Tenório de Oliveira, conta que, com o processo de implantação das indústrias de calçados no Cariri, as peças manuais ganharam valor. Ela diz que, atualmente, o produto é tão consumido que dá para sobreviver apenas da venda das sandálias. "Eu criei nove filhos vendendo esses artigos. Comecei com uma banca, que eu montava nas feiras. Dediquei parte da minha vida a isso e hoje tenho minha própria loja e estou satisfeita".

Mais informações:

Hemp´s Couros

Rua Antônio de Freitas, 122
Bairro Tiradentes
Juazeiro do Norte (CE)
Telefone / Fax: (88) 3511.1499
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
PRODUÇÃO DE LEITE - CEARÁ
Egídio Serpa - Leite: saída pela irrigação
Quixeramobim, no sertão central cearense, não poderia ser, por razões objetivas, o que é hoje: o maior produtor de leite do Estado. Causa: pecuaristas cavaram lá mais de 300 poços tubulares, rasos, que irrigam com água os pastos que alimentam suas vacas, que dão leite. A seca que castiga de novo os sertões do Ceará fez desabar a produção estadual de leite, 70% da qual se originam de produtores de até 50 litros/dia. Mas a produção segue estável nas fazendas que têm pasto irrigado ou silagem de milho. Produzir silagem é a boa novidade do agronegócio no Ceará. Neste ano, só a Chapada do Apodi produzirá 200 mil toneladas de silagem de milho. É fé no revés da vida.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
SALÃO IMOBILIÁRIO
Salão Imobiliário quer bater R$ 500 milhões
Meta anunciada é o dobro do faturamento obtido no ano passado. Movimento de público deve crescer 30%

O mercado imobiliário cearense já tem um novo evento para continuar impulsionando o setor no segundo semestre: o Salão Imobiliário Ceará (Simc) 2012. Lançado ontem em cerimônia na Superintendência do Banco do Brasil no Estado, a meta anunciada é dobrar para R$ 500 milhões o faturamento obtido no ano passado e aumentar em 30% o número de visitantes registrado na última edição, que foi de 25 mil visitantes. Marcado para acontecer entre 12 e 16 de setembro próximo, estarão em oferta imóveis entre R$ 100 mil e R$ 2,5 milhões. Para alcançar as metas, o organizador do evento, Luiz Donizety, confirmou contrato fechado com 15 empresas, entre construtoras e incorporadoras, e disse ter feito contato com instituições bancárias para que estas tenham stands no Simc.

A atração de bancos deve-se às diversas medidas para facilitar o crédito e aumentar o valor e o período de pagamento do financiamento imobiliário, o que também servirá de aquecimento para os negócios do evento.

A ser realizado no Centro de Eventos do Ceará (CEC), novas empresas participantes ainda são esperadas e, por isso, o número de unidades ainda não está fechado. Perguntado se há possibilidade de sortear uma casa durante o Salão como no ano passado, Donizety informou ainda estar negociando - "mas queremos continuar com isso".

Mercado

A expectativa sobre os negócios fechados no evento também foi compartilhada pelo vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Salim Ary. Mesmo afirmando que o mercado encontra-se estável, "sem altos e baixos", ele confia em um incremento a partir do Simc. "Nosso mercado está consolidado e a união da cadeia produtiva do setor de imóveis consolida nosso papel para reforçar a economia nacional", destacou Donizety. Os dois ainda contam com o apoio do Crea-CE, que considera o atual momento como promissor para os profissionais da área.

Protagonista

Visando a maior parte dos R$ 500 milhões almejados pelo Simc, o representante do BB, Carlos Eduardo Camboim, confirmou que a instituição é patrocinadora do evento para saltar à frente dos outros bancos. "Não queremos só participar. A intenção é ser protagonista nos financiamentos do salão", declarou.

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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
NAVEGAÇÃO DE CABOTAGEM
Egídio Serpa - Sem cabotagem
Operam na navegação de cabotagem, no Brasil, as seguintes empresas: Aliança, Log-In, Mercosul Line e Maestra. Nenhuma delas usa navio "roll-on-roll-off" para transportar automóveis das montadoras brasileiras, que o fazem usando "cegonhas".
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
MONTADORA DE CARROS - CEARÁ
Governo quer regime automotivo para o NE
Um sistema exclusivo para a Região é tido como fator decisivo para atrair uma fábrica de automóveis ao Ceará

A ausência de um regime automotivo que preveja incentivos exclusivos para o Nordeste é um dos fatores que têm dificultado a vinda de uma montadora de automóveis para o Ceará, segundo fonte ligada ao governo estadual que tem acompanhado as negociações com investidores. A falta de um instrumento desse tipo, informa, acaba tornado mais distante o interesse de montadoras em instalar-se no Ceará.

Conforme explica, o principal atrativo do regime automotivo, para as montadoras, é a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como forma de "compensar" os investimentos e abrir aos fabricantes a possibilidade estudar com mais segurança a instalação em determinado local.

Iniciativa

A implantação de um regime automotivo depende de iniciativa do governo federal. Em abril último, o Ministério Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou as regras para o novo regime, que valerão entre 2013 e 2017. A intenção do governo, frisa, é que a União crie um novo mecanismo do gênero contemplando unicamente o Nordeste. "Sem esse regime automotivo, não deverá vir montadora", comenta.

Barganha

De acordo com o economista e consultor financeiro internacional Alcântara Macedo, um regime automotivo específico não é indispensável para a vinda de uma montadora. Contudo, acrescenta, pode ser um instrumento de barganha durante as negociações, uma vez que concede mais segurança às fábricas.

O consultor destaca que, embora esse tipo de mecanismo ofereça uma a redução do IPI às montadoras, cada unidade federativa possui autonomia para conceder certos incentivos às fábricas, a exemplo do que têm feito os estados de Pernambuco e Paraíba. Na última semana, foi anunciada a instalação de uma montadora do grupo Caoa.

"Mas o grupo Caoa é de um paraibano. Provavelmente por isso ele quis se instalar lá", pondera a fonte do governo estadual. "Agora, ele não vai ter isenções que poderia teria caso houvesse o regime automotivo", diz.

Compensação

Para o coordenador do curso de Finanças da Universidade Federal do Ceará (UFC), Andrei Simonassi, um regime automotivo que contemplasse apenas o Nordeste "é válido" para compensar a carência de mão de obra qualificada e de empresas fornecedoras de insumos na Região.

"Essa seria uma forma de amenizar a disputa", comenta, acrescentando que, entre os estados no Nordeste, existe uma "guerra fiscal" para atrair empreendimentos desse porte.

CE negocia instalação de laminadora brasileira

Além da laminadora Siderúrgica Latino-Americana, pertencente ao grupo espanhol Hierros Añon, o governo do Estado pretende atrair um novo empreendimento do mesmo tipo. Segundo fonte do governo estadual, uma das negociações em andamento é feita com uma laminadora nacional, que também estuda se instalar no Ceará. O nome e o estado de origem, entretanto, não foram revelados, uma vez que a vinda da companhia ainda não está definida.

Em outubro de 2011, quando ainda não havia sido confirmada a instalação da Añon, o governador Cid Gomes já havia sinalizado para a possibilidade de uma laminadora brasileira no Estado. Contudo, não foram divulgados avanços quanto à essa possibilidade. A atração de uma laminadora vem sendo trabalhada pelo Estado desde que confirmada a instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Aguardando licença

Por sua vez, a Añon aguarda licença de instalação por parte da Semace, conforme informou com exclusividade o Diário do Nordeste, no dia 25 de maio último. Na primeira fase de instalação do equipamento, constam um edifício para a laminadora de aço, vestiários e centro de convivência, além de outra construção para armazenar produtos acabados e um prédio administrativo. (JM)
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
GRUPO HIPER MARCAS
Lêda Maria - Passarelas - Atenção governador...
...Cid Gomes, o grupo Hiper Marcas está procurando um lugar no Nordeste para montar seu centro de distribuição de medicamentos, uma das gigantes do País.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
TRANSNORDESTINA LOGÍSTICA
Vertical - DESCARRILANDO
Em clima de fritura em Brasília o presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher. Porque a Ferrovia Transnordestina, que deveria ter ficado pronta em 2012, deve ser entregue só em 2014. Mas Tufi quer reajuste do contrato.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
RIO SÃO FRANCISCO
Vertical - VIA-SACRA
Sai, nesta semana, licitação do lote 5 do projeto da Transposição. Esse lote envolve a construção de oito barragens no trecho Jati-Milagres (Região do Cariri) e custará R$ 695 milhões. Há 13 construtoras na disputa.
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
RIO+20
Rio+20 coloca Brasil no centro do mundo
Um dos destaques das discussões será a execução de programas sociais de transferência de renda no Brasil

Brasília. A apenas um dia da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, de 13 a 22 de junho, o mundo se volta para o Rio de Janeiro. No que depender do Brasil, o encontro se tornará uma referência internacional na defesa do meio ambiente com desenvolvimento sustentável e inclusão social. Para os brasileiros, é fundamental concentrar as discussões na erradicação da pobreza como elemento essencial à sustentabilidade.

Por enquanto, 115 chefes de Estado (presidentes da República) e de Governo (o equivalente a primeiro-ministro) confirmaram presença. Em discussão, a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

Um dos destaques das discussões será a execução de programas sociais de transferência de renda no Brasil. As autoridades brasileiras defendem que durante a Rio+20 sejam definidas medidas que avancem no combate à pobreza e à fome, assim como no fortalecimento do multilateralismo e nas metas fixadas pela ONU para o milênio.

A conferência deve confirmar que os resultados dos esforços conjuntos só ocorrerão se houver atividades e programas que atendam às diferentes realidades dos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Os debates devem ter foco nas áreas econômica, social e ambiental. Nos últimos anos, líderes políticos estimularam as discussões sobre a possibilidade de pôr em prática programas voltados ao desenvolvimento econômico, ao bem-estar social e à proteção ambiental, organizados de forma conjunta.

Nas propostas já apresentadas estão a reforma da Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CDS) cujo objetivo é a execução das metas, fixadas há 20 anos, na Rio92. Também há recomendações para reformas nas instituições ambientais internacionais, pois vários líderes políticos argumentam que é necessário fortalecer o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

As discussões da Rio+20 ocorrerão em locais distintos do Rio de Janeiro. Os políticos se concentrarão no Riocentro, no bairro da Barra da Tijuca, especialistas, pesquisadores e sociedade civil se intercalarão em debates no Parque do Flamengo, Museu de Arte Moderna, Forte de Copacabana e Parque dos Atletas.

LÍDERES

115 chefes de Estado (presidentes da República) e de Governo (o equivalente a primeiro-ministro) confirmaram presença no evento das Nações Unidas

Exército faz patrulha em sede da Conferência

Rio de Janeiro. As Forças Armadas iniciaram na manhã de ontem o esquema especial de segurança para a Rio+20.

Militares do Exército começaram o patrulhamento na Linha Vermelha, principal via de acesso ao Centro da cidade para quem chega ao Rio pelo Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim-Galeão. Durante todo o período da conferência, a Linha Vermelha será patrulhada pelo Exército.

Navios da Marinha patrulham a orla do Rio. Uma corveta com helicóptero embarcado e um navio patrulha do 1º Distrito Naval fazem o controle do mar.

Ao todo, cerca de 20 mil servidores, entre militares e civis, cuidarão da segurança. Deste total, 13 mil são das Forças Armadas. Exército e Aeronáutica contam com 5.000 militares cada.

Cientistas listam metas do planeta

Rio de Janeiro. A comunidade científica está preparando um documento oficial para entregar aos políticos que participarão da Rio+20, com sua visão sobre os rumos que o planeta precisa tomar para alcançar o desenvolvimento sustentável. O texto será o resultado dos debates promovidos ao longo da semana, no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, que acontece na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Segundo Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, o texto publicado ao fim do Fórum, na sexta-feira (15), será um "aperfeiçoamento" dos resultados do último congresso científico voltado para o tema. Em março, o "Planet Under Pressure" ("Planeta sob pressão", em inglês) foi realizado em Londres, na Inglaterra.

"Nós (cientistas) temos que encontrar soluções que são viáveis do ponto de vista tecnológico e do ponto de vista econômico, que a gente consiga dar as melhores soluções, as soluções do nosso interesse para essa questão", afirmou o ministro.

"Não é só dizer que nós temos que seguir essa ou aquela meta, nós temos que começar a ter uma governança também, uma institucionalização da coisa, para que a gente possa acompanhar o que todos estão fazendo e podermos comparar", disse.

O documento final do Fórum será entregue para os participantes da reunião da ONU, que levarão em conta vários outros aspectos - econômicos e políticos, por exemplo - na definição de novas políticas globais a partir da Rio+20.

"Eu sou ministro, eu tenho que fazer um pouco de política também", disse Raupp.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
SUCESSÃO MUNICIPAL
Editorial - Fim da aliança: conflito de visões de desenvolvimento
Uma aliança política faz-se em torno de projetos de governo, tendo em vista as demandas majoritárias da coletividade

Conforme se prenunciava, a reunião das lideranças do PSB, ontem à noite, tendo à frente o governador Cid Gomes, para definir a posição dos socialistas na disputa eleitoral para a Prefeitura de Fortaleza, terminou com o indicativo de candidatura própria, não se acatando a proposta de apoio ao pré-candidato do PT, Elmano de Freitas. Assim, embora ainda não formalmente declarado, chega ao final a aliança política até então vigente no Ceará, que possibilitou as eleições e reeleições da prefeita Luzianne Lins e de Cid Gomes.

A explicação dada para a ruptura pelo PSB foi a de que o ciclo representado pela gestão do grupo dominante no PT municipal estava exaurido. O que contraria a tese do PT.

Uma aliança eleitoral, idealmente, faz-se em torno de projetos de governo. Nesse projeto ideal, o nome e o prestígio inicial do candidato são fatores importantes, mas nem sempre determinantes. Valeria mesmo o projeto político, pois a parte técnico-administrativa pode sempre ser suprida por uma equipe executiva habilitada. O que decide são os projetos de governo. Não são neutros, havendo quem perca ou quem ganhe com sua implementação.

Por isso é imprescindível sempre identificar quais os ganhadores e os perdedores.

Não se ignora que o cimento que vinha mantendo a aliança até então vigente, no Ceará, era a questão nacional. O PSB participa do conjunto de forças nacionais que apoiam o governo do PT, no Congresso Nacional. Nesse nível, os interesses são mais elásticos e há maior espaço para acomodações. Em nível local, entretanto, o espaço é mais reduzido e os interesses mais frontais, sendo inevitável o esgarçamento das contradições.

Isso ficou muito claro, por exemplo, no caso da proposta da instalação de um estaleiro na orla de Fortaleza. Naquele momento, evidenciou-se o confronto explícito entre duas visões de desenvolvimento: a tradicional, que marcou a fase industrialista; e a mais contemporânea, que entende o desenvolvimento como subordinado prioritariamente ao interesse social (meio ambiente e qualidade de vida).

Essas duas visões, agora, confrontar-se-ão abertamente. Espera-se que a disputa seja civilizada e o eleitor possa identificar os interesses em jogo, em cada opção, para fazer a melhor escolha para a Cidade.
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O POVO

12 de junho de 2012

 
SUCESSÃO MUNICIPAL
FIM DE RELAÇÃO - PSB rejeita Elmano e anuncia intenção de ter candidato
Partido condiciona diálogo com o PT à mudança do candidato, o que nenhum dos dois lados crê que ocorrerá

Após reunião de mais de três horas, a portas fechadas, o governador Cid Gomes anunciou que o PSB terá candidato próprio à Prefeitura de Fortaleza nas próximas eleições. O nome do pré-candidato petista Elmano de Freitas não foi aceito entre membros do PSB.

“O candidato que a Luizianne Lins indicou é um candidato que, para nós, representa a continuidade de um modelo que o PSB entende exaurido”, pontuou Cid. O encontro foi marcado por duras críticas à gestão municipal.

Apesar de membros do PSB evitarem falar sobre o fim da aliança com PT na Capital, a única possibilidade de não rompimento é a desistência de Elmano de sua pré-candidatura e a escolha de outro nome petista - que pode ser um dos três secretários exonerados na semana passada: Camilo Santana (Cidades), Nelson Martins (Desenvolvimento Agrário) ou Francisco Pinheiro (Cultura).

Segundo o presidente municipal do PSB, Karlo Kardozo, o partido só continuará o diálogo com os petistas “se o PT mudar o candidato, se não for esse candidato que não representa a mudança que a sociedade está pedindo e que o PSB compreende que é necessária para Fortaleza”. Caso contrário, o PSB “vai, mesmo, sair sozinho”.

O partido marcou para 24 de junho a convenção para que a decisão seja oficializada. Até lá, a sigla conversará com os partidos aliados para definir quem, consensualmente, será o candidato da legenda. As opções são o presidente da Assembleia, Roberto Cláudio, do ex-secretário especial da Copa, Ferruccio Feitosa, e do vereador Salmito Filho.

“Não vamos repetir o processo de imposição de um nome”, afirmou Kardozo, em referência à maneira como o PT definiu o pré-candidato.

A candidatura própria do PSB foi decisão “de muita união, de muita coesão”, conforme explica Roberto Cláudio. Por isso, segundo ele, “não há nenhum espaço de briga pessoal por poder”.

Ao final do encontro, Ferruccio disse não acreditar na desistência do nome petista para a disputa eleitoral. “A decisão (do PT) já está tomada. Esse tempo já se exauriu. Oportunidades foram dadas inúmeras”, destacou.
Irmãos

Irmão do governador e um dos maiores defensores da candidatura própria do PSB, o deputado estadual Ivo Gomes, não compareceu à reunião. Questionado sobre a ausência de Ivo, Cid respondeu que “sinceramente” não sabia o motivo da falta.

O outro irmão do governador, ex-ministro Ciro Gomes, por sua vez, falou sobre a aliança nacional entre PT e PSB. “O PT está vendo no PSB um rival no futuro. Nós temos muito mais governadores do que o PT. Isso é muito para os plano hegemônico do PT”.

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA
O PSB ainda irá procurar os aliados e admite até conversar com o PT, se o candidato for outro que não Elmano de Freitas. Irá ainda conversar com outros aliados para definir o nome e fechar a coligação para a disputa eleitoral.

Os trunfos dos pré-candidatos

Roberto Cláudio
Presidente da Assembleia, é o nome com mais trânsito e apoio político para disputar a vaga entre os três.

Ferruccio Feitosa
Como secretário da Copa, fez do Castelão o estádio com obras mais adiantadas do País.

Salmito Filho
Quando presidente da Câmara, coordenou o “Pacto por Fortaleza”, programa de ideias para a cidade.

Acabou-se a hipocrisia

A decisão do PSB de lançar candidatura própria à Prefeitura de Fortaleza representa o fim oficial de uma união com o PT que sempre caminhou no fio da navalha. Não foram poucas as vezes em que, diante das divergências políticas e administrativas entre Cid e Luizianne, o rompimento da eleitoreira parceria era dado como certo. O governador poderia até estar sendo sincero quando dizia que queria manter a aliança com o PT. Mas esse acordo passaria, inevitavelmente, por colocar Luizianne para escanteio no processo sucessório. Entretanto, hoje, não existe Luizianne sem PT e vice-versa. A petista tem hegemonia sobre a sigla e ainda conta com total respaldo da direção nacional do partido. Desta forma, chega ao fim a aliança mais hipócrita que essa cidade já viu. Resta agora saber qual será a reação do PT diante do partido para o qual prometeu apoio em 2014 em caso de renovação da aliança.

Ítalo Coriolano, editor adjunto do núcleo de Conjuntura

PT silencia diante da decisão

A cúpula do PT decidiu respirar fundo e silenciar diante da decisão do PSB de lançar candidatura própria à Prefeitura de Fortaleza. Procurada pelo O POVO por volta das 21h30min de ontem, a prefeita Luizianne Lins e presidente estadual da sigla petista disse que, por enquanto, não vai se manifestar sobre a postura dos “aliados”. O presidente municipal do PT, Raimundo Ângelo, também não quis comentar o assunto.

A ideia dos líderes é evitar polemizar ainda mais a relação e discutir internamente o caso antes de qualquer revide. Apesar da decisão da cúpula petista pelo silêncio, alguns integrantes do partido se pronunciaram pela rede social Twitter. “Sempre disse que o PT está preparado para qualquer cenário político”, disse o presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena (PT).

Acrísio descartou a possibilidade de o partido vir a abrir mão da candidatura de Elmano de Freitas à sucessão de Luizianne – única hipótese com a qual o PSB abriria mão de lançar nome próprio. Questionado pelo O POVO se, a partir de agora, o PT se portará como oposição ao governo Cid Gomes (PSB), Acrísio disse que ainda é cedo para avaliar. “O rumo da campanha é que vai determinar a posição do PT.

Devemos ter uma eleição em dois turnos, o que possibilita uma recomposição”.
Entretanto, para o chefe do Legislativo, o PT deve engrossar o discurso contra o “projeto” PSB de governar. “O partido não vai mais aguentar calado”, avisou. (Hébely Rebouças)
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DIÁRIO DO NORDESTE

12 de junho de 2012

 
EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS
Egídio Serpa - Bom - Empreendedores
No início deste mês, o Brasil alcançou a marca de 2,5 milhões de Empreendedores Individuais - informa o Sebrae. De janeiro a maio, registraram-se 620 mil. Em 2014, serão 4 milhões de EI.
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