Fortaleza, CE - sexta-feira, 08 de junho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Egídio Serpa - Livre Mercado
- Breves - Governança corporativa é tema de palestra
- ENERGIA - Indústria teme que conta mais cara cause demissões no CE
- Sistema Fiec trará alunos do ITA para programa de inovação
- Faturamento da indústria caiu 12%
- Estado financiará dois navios para trazer montadora

SENAI
- Vertical - OLHOS NAS CHAMINÉS

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Diário Político - Economista

AGRICULTURA
- O Povo Economia - Produção de frutas e hortaliças

COMÉRCIO EXTERIOR
- Impostos diminuem competitividade com países vizinhos do Mercosul

ECONOMIA
- ONU eleva projeção de crescimento do Brasil

INDÚSTRIA TÊXTIL
- Guararapes constrói nova fábrica

INFRA-ESTRUTURA
- Ferrovia Transnordestina: um velho sonho

MEIO AMBIENTE
- Pacto Ambiental preservará APA da Chapada do Araripe

POLÍTICA
- Eleições 2012 - "Prévias sim, mas com organização"
- DEM diz que candidatura de Moroni está confirmada

TRIBUTAÇÃO
- Cresce arrecadação própria da Capital


DIÁRIO DO NORDESTE

08 de junho de 2012

 
ROSIER ALEXANDRE
Egídio Serpa - Livre Mercado
Rosier Alexandre, o montanhista brasileiro que se propôs escalar os sete mais altos montes da Europa, começou ontem a subir o McKinley - seu quinto desafio. Trata-se da montanha mais fria do mundo. Ontem, a 2.300 metros de altitude, ele aclimatava seu corpo à temperatura, que oscilava de zero a menos 20 graus centígrados. A jornada de Rosier é patrocinada pelo Sistema Fiec, pelo Governo do Ceará e pela Esmaltec, empresa do Grupo Edson Queiroz.
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O POVO

08 de junho de 2012

 
PALESTRA - GOVERNANÇA CORPORATIVA
Breves - Governança corporativa é tema de palestra
No próximo dia 12, haverá em Fortaleza uma palestra sobre governança corporativa, promovida pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Abordará temas gerais e conceitos, além de mostrar valores do Instituto e um case sobre o Grupo M. Dias Branco. Será das 18 às 20 horas na Fiec-CE.
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O POVO

08 de junho de 2012

 
CIC - TARIFA DE ENERGIA
ENERGIA - Indústria teme que conta mais cara cause demissões no CE
Mesmo com o anúncio da Aneel da redução na tarifa de energia elétrica para a indústria no Ceará, empresas alegam perceber alta na conta de luz. O temor é da necessidade de medidas contingenciais

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou queda na tarifa industrial a clientes da Companhia Energética do Ceará (Coelce) em 17 de abril. A redução foi de 8,20% e 6,36 para baixa tensão e alta tensão, respectivamente, em vigor desde o dia 22 do mesmo mês. Mas algumas indústrias reclamam não ter percebido o índice; ao contrário, a fatura de luz onerou o balanço mensal.

O temor é de que o custo maior possa implicar medidas contingenciais. “A indústria ou vai repassar no preço - aí o cliente não compra; ou pode haver demissão ou fechamento”, preocupa-se Marcos Albuquerque, presidente do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindverde). Ele cita o exemplo de um empreendimento que percebeu alta de R$ 140 mil para R$ 180 mil após a revisão tarifária.

As queixas chegaram à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), que solicitou explicações à Aneel e à Coelce. Albuquerque informa que está prevista uma reunião sobre o assunto na Federação, na segunda-feira, 11.

“A conta subiu em algumas indústrias, com variação de 17% a 28%. As empresas que usam a energia sem parar foram beneficiadas, mas as que desligam a energia na hora de ponta (quando energia é mais cara) tiveram aumento”, explica o assessor da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) na área de energia, engenheiro Jurandir Picanço.

A presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Nicolle Barbosa, confirma ter escutado reclamações. “Achavam que estava errado. O índice médio baixou, mas, em algumas faixas, aumentou muito”. Ela ressalta que a energia é responsável por um percentual considerável do custo final das empresas.

A Coelce se pronunciou por meio de nota. “As tarifas de energia elétrica para todas as classes de consumo, inclusive para a indústria, são estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Como empresa regulada, a distribuidora cumpre o que determina o órgão regulador”.

Produção em baixa
O Ceará teve queda na produção industrial em abril, após dois meses seguidos de resultados positivos. Em relação a março, o recuo em abril foi de 4,7%, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na quarta, 6. O maior impacto negativo foi da indústria têxtil, seguido do ramo químico e do setor de calçados e artigos de plástico.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Novas tarifas de energia da Coelce - residencial e industrial - elétrica valem para 2,8 milhões de unidades consumidoras no Ceará. Tarifas são resultantes dos efeitos dos cálculos da revisão tarifária e do reajuste da Coelce.

SERVIÇO

Aneel
Tarifa aprovada que mudará devido à decisão do STF. http://bit.ly/KjDmb0

Deputados apresentam recurso ao Supremo Tribunal Federal

O deputado federal Chico Lopes e o deputado estadual Lula Morais (ambos do PCdoB-CE) apresentaram recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) na ação judicial que solicita ressarcimento de R$ 8 bilhões aos consumidores de energia elétrica do País, informou ao O POVO Chico Lopes. A alegação dos autores é de cobrança indevida por parte das distribuidoras de energia, entre 2002 e 2009. A ação fora rejeitada no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Há também um processo administrativo no Tribunal de Contas da União (TCU), cobrando o mesmo ressarcimento.

“Este caso é um dos maiores escândalos em prejuízo ao consumidor, em toda a história. Por um erro na forma do cálculo do reajuste, os consumidores de energia pagaram mais do que deviam”, pondera Lopes, lembrando que, em 2009, o próprio TCU constatou o erro.

Ainda segundo o deputado, a Agência Nacional de Energia elétrica (Aneel) havia reconhecido o problema e determinado sua correção dali em diante, pelas empresas de energia. “Mas a Aneel não obrigou as empresas a ressarcir os consumidores, pelo que foi pago a mais. Daí a luta pelo ressarcimento”, insiste.

Em outra decisão sobre a tarifa de energia, o STF restabeleceu uma liminar que, na prática, vai aumentar a conta de luz no Ceará em cerca de 1%, conforme O POVO informou nesta quinta, dia 7. Tanto a Aneel quanto a Coelce aguardam serem notificadas pelo Supremo. A esta decisão ainda cabem recursos. (Andreh Jonathas)


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O POVO

08 de junho de 2012

 
PROGRAMA DE INOVAÇÃO
Sistema Fiec trará alunos do ITA para programa de inovação
No dia 18, as direções do sistema da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec-CE) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estarão no ITA, em São Paulo, em conversa com reitor e selecionando alunos

Uma cooperação com alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) está sendo articulada com as direções do sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec-CE) e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Alunos de universidades do Ceará também participarão.

A iniciativa tem como finalidade estimular a pesquisa em tecnologia e inovação, além de criar um clima de empreendedorismo entre os jovens para as chamadas empresas start ups, normalmente ligadas à tecnologia e com baixos custos iniciais.

A ideia faz parte do Programa Inova Ceará Start up, em que os alunos virão ao Ceará e devem passar, nas férias, cerca de três semanas para conhecer o setor industrial do Estado.

No próximo dia 18, os diretores farão visita ao ITA, em São José dos Campos (SP), para apresentar as linhas do programa e também selecionar os alunos, como afirma o coordenador do Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi), Carlos Matos. "A ideia geral é que eles aqui visitem o setor produtivo e façam um trabalho sobre isso. Que eles vejam as perspectivas de avanço na indústria e na pesquisa".

24 alunos
Ele explica que as turmas serão de 24 alunos, sendo 12 do ITA e 12 de universidades cearenses. Há a possibilidade de o programa se iniciar ainda no próximo mês, mas os detalhes quanto à possibilidade de ser um trabalho voluntário ainda estão em análise.

"Com um conjunto de ações para isso, queremos criar esse clima de empreendedorismo. Quem sabe até nasçam outras start ups a partir daí. Eles transformarem a ideia em negócio com tecnologia, melhorando os setores tradicionais. Podem surgir outros, como o farmacêutico", exemplifica.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
O programa visa estimular também a criação de novas start ups. De acordo com a definição da Associação Brasileira de Start ups (AbStartups), o perfil da empresa é de base tecnológica e buscam modelo de negócio inovador.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de junho de 2012

 
INDI - FATURAMENTO DA INDÚSTRIA
Faturamento da indústria caiu 12%
Os indicadores indústriais ainda atestaram queda de outros índices do 2º setor cearense

O desempenho dos segmentos têxtil e de calçados cearenses continua decrescendo. Desta vez, os baixos índices dos dois (-12,97% e -20,86%, respectivamente) somado ao químico influenciou (-24,08%) no resultado dos indicadores industriais do Estado, o qual apontou uma redução de -12,61% no faturamento global industrial entre o mês de abril e março. Apesar da queda mensal, o indicador acumula 6,91% nos primeiros quatro meses do ano.

O levantamento ainda aponta outros dois, dos sete segmentos pesquisados da indústria de transformação do Ceará, que amargaram maus resultados nos indicadores. Foram eles: produtos alimentícios (-7,74%) e minerais não metálicos (-12,88%). Em compensação, sustentando o acúmulo positivo no ano, está a indústria metalúrgica (34,73%) e a de vestuário (7,81%).

Reconhecimento

Produzido mensalmente pelo Instituto de Desenvolvimento (Indi) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o relatório da pesquisa já atesta o resultado geral obtido logo na primeira página: "a indústria de transformação cearense apresentou sinais de retração de suas atividades em abril, com resultados negativos para praticamente todas as variáveis pesquisadas, comparativamente aos números obtidos em março".

Mas a ressalva é feita no parágrafo seguinte: "convém sublinhar que este resultado é comum em abril, mês que historicamente conta com menor número de dias úteis".

Mão de obra

Também sofrendo influência dos segmentos têxtil (-2,92%) e de calçados (-1,40%), o pessoal empregado na indústria cearense teve leve queda de -0,30% em abril, quando a indústria de minerais não metálicos também caíram (-1,14%).

No entanto, no ano, a indústria do Estado teve retração de 4,62% no que diz respeito ao pessoal empregado.

Com variações tímidas, os que mais contrataram no período foram os segmentos de produtos alimentícios (1,41%) e químico (1,25%).

Exportação

A concorrência com os produtos vindos do exterior também foi refletida no desempenho da indústria cearense do mês de abril, de acordo com o apresentado na pesquisa da Fiec e do Indi.

Apesar de acumular um avanço de 3,82% nas exportações de produtos industrializados nos primeiros quatro meses deste ano, o segundo setor do Ceará decresceu 21,79% entre o quarto e o terceiro mês do ano, além de ainda cair 10,64 % na comparação entre abril deste ano e o de 2011. Em volume de recursos, o total ganho com os artigos que partem daqui rumo à outros países alcançou US$ 62,2 milhões no período pesquisado.

No entanto, a gravidade vivida no cenário local é evidenciada quando o relatório da pesquisa observa o impacto: "As exportações de produtos industriais (do Ceará) representam 72,8% do total exportado.

Produtos

21,7% foi a retração contabilizada para as exportações cearenses de produtos industrializados no mês de abril

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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de junho de 2012

 
MONTADORA DE CARROS - CEARÁ
Estado financiará dois navios para trazer montadora
Adquirir, pelo menos, uma embarcação de cabotagem seria apenas uma na lista de exigências da GM

O governo do Estado, no intuito de atrair a montadora, que seria a General Motors (GM), para o Ceará, já está negociando a compra de dois navios de cabotagem (e não apenas uma embarcação), com uma instituição internacional, que irá disponibilizar os recursos necessários à aquisição, via financiamento.

A informação foi confirmada, ontem, por uma fonte do governo estadual. "Posso dizer que as negociações estão avançadas. Poderão ser até dois navios. Um custa na faixa de US$ 75 milhões", observou, destacando que, no caso de a compra ser de duas embarcações, o preço unitário poderá ser menor. No entanto, preferiu não revelar o nome da entidade que ficará responsável pelo empréstimo. "Uma equipe da Cearáportos inclusive já viajou para o exterior a fim de conhecer o tipo de navio mais de perto", acrescentou.

Uma exigência

Ainda de acordo com a mesma fonte, a embarcação é apenas um dos itens que constam na lista de exigências estabelecida pela fábrica de automóveis na mira do governo estadual. Seria a GM, fabricante de diversas marcas de veículos, dentre elas a Chevrolet, a montadora em negociação com o governo estadual.

A fonte esclareceu também que o governador Cid Gomes não pedirá recursos para comprar os navios à presidente Dilma Rousseff. Entretanto, ressaltou ser essencial o apoio do governo Federal para a concretização do negócio com a montadora no Ceará, sobretudo, no que diz respeito à execução de uma política de benefícios fiscais.

A importância dessa parceria com a presidente Dilma Rousseff já havia sido ressaltada ao Diário do Nordeste, dias anteriores, pelo secretário da Fazenda, Mauro Benevides Filho, quando este afirmara que o que tinha de ser feito pelo Estado para trazer a montadora para o Ceará já estava sendo realizado, o que faltava, segundo ele, na ocasião, era a participação decisiva do governo Federal.

Cearáportos Cabotagem

Sobre a modificação da razão social da Cearáportos para "Cearáportos e Cabotagem" - outra condição imposta pela montadora para vir instalar-se no Estado -, a fonte informou que para haver a mudança no perfil da empresa administradora do Porto do Pecém é necessário o encaminhamento de mensagem para a Assembleia Legislativa, solicitando a alteração da denominação.

Local garantido

No início de junho, autoridades locais confirmaram ao Diário que já existe uma área reservada para receber a montadora no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

De acordo com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macêdo, o governador Cid Gomes, em reunião com secretários e empresários, tinha divulgado que o setor III do Cipp estaria reservado para receber o empreendimento. O terreno fica próximo à BR 222. Na época, a informação chegou a ser confirmada, inclusive, pelo titular da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag), Eduardo Diogo; e pelo presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Roberto Smith.

Fabricantes não descartam cortes

São Paulo. As montadoras de veículos não descartam novas demissões no setor, apesar de a Anfavea (associação dos fabricantes) dizer que a diminuição dos estoques ajudará a manter o nível de emprego.

De acordo com o presidente da associação, Cledorvino Bellini, os cortes, se ocorrerem, serão principalmente no setor de caminhões -".´" No fim de maio, enquanto montadoras como Ford, Volkswagen/Man, Mercedes-Benz, Scania e Volvo anunciavam paralisações das linhas de produção para reduzir os estoques, as autopeças anunciavam antecipação de férias e, em alguns casos, demissões.

"Eventualmente alguma montadora pode ter problema, pode ter algum tipo de PDV . No setor como um todo eu vejo otimismo"´, afirmou.

Estoques

O nível de estoques nos pátios ainda permanece estável em maio, apesar da desoneração do IPI anunciado pelo governo no mês passado. Segundo a Anfavea, as vendas nas novas condições demoraram a ser contabilizadas. Os carros que estavam no estoque tiveram de ser faturados de novo para adequação às mudanças. No mês, os veículos nos pátios das concessionárias e montadoras era suficiente para 43 dias de vendas, o maior nível desde novembro de 2008, durante a crise. O trâmite entre reenvio de nota fiscal às montadoras aumentou o intervalo entre a data da venda e do emplacamento. Segundo a Fenabrave (associação das concessionárias), algumas marcas ainda estão terminando esse processo.

Segundo Bellini, da Anfavea, as vendas do início de junho já ajudaram a trazer o número para menos de 40 dias. Ele acredita que os estoques retornem para níveis normais, de 30 a 35 dias, antes do fim das medidas, no fim de agosto.

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O POVO

08 de junho de 2012

 
UNIDADE DE CAPACITAÇÃO
Vertical - OLHOS NAS CHAMINÉS
O Senai inaugura, mês que vem, em Sobral, unidade de capacitação de olho na ampliação da industrialização da Zona Norte.
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O ESTADO

08 de junho de 2012

 
GOVERNO CID GOMES
Diário Político - Economista
Por: Fernando Maia

Aí vai uma “lição” para o governador Cid refletir. Segundo a prefeita Luizianne, criam-se mais empregos com a construção de “shoppings” do que com a construção de estaleiros...

Sobre o assunto... cidista, ante a “farpa” em cima de Cid, diz que é cômodo vangloriar-se de empregos não gerados pelo poder público, mas pelo empenho dos explorados empresários...
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O POVO

08 de junho de 2012

 
FRUTAS E HORTALIÇAS
O Povo Economia - Produção de frutas e hortaliças
Coluna da Neila Fontenele

Francisco Zuza de Oliveira apresenta alguns dados importantes sobre a produção. Dos 200 mil ha (hectare) irrigáveis, em 2009, ele conta que hoje já são irrigados em torno de 84 mil ha, dos quais 40 mil com frutas. Isso gera a maior renda do setor, um valor bruto de produção em torno R$ 600 milhões/ano, fora toda exportação, muito importante. O ex-presidente da Adece explica que os 13 perímetros irrigados do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) somam em torno de 40 mil ha, dos quais uns 15 mil ha ainda não estão produzindo. Nesses projetos, ele conta que os dados oficiais do Dnocs de 2010 indicam que dos R$ 116 milhões de renda bruta(VBP) gerados, 13%( R$11,2 milhões) vem da pecuária, e desta, 54,7% vem do leite.Em vários projetos do DNOCS do Ceará, a maioria da renda vem da pecuária leiteira, alimentada por capim, milho, silagem, todos irrigados.
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O ESTADO

08 de junho de 2012

 
MERCOSUL
Impostos diminuem competitividade com países vizinhos do Mercosul
Mesmo com todos os incentivos fiscais e políticas de financiamentos e de proteção dos governos federal e estadual para o desenvolvimento do agronegócio, inúmeros impostos pesam no bolso dos agricultores e, por consequência, dos consumidores. Na comparação com os vizinhos do Mercosul, Argentina, Uruguai e Paraguai, o Brasil dispara na frente com a maior carga tributária, cerca de 20% mais alta. Enquanto os ‘hermanos’ operam com taxação única por meio do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o Brasil possui quase 90 tributos entre impostos, taxas e contribuições. Essa é uma das principais dificuldades do País com relação à concorrência com produtos latino-americanos.

O Plano Brasil Maior, estratégia do governo federal para estimular a competitividade e o crescimento econômico do País, poderia ser uma alternativa para mudar os rumos e dar um incentivo à atividade. “Mas agronegócio não foi incluído no Plano Brasil Maior”, lamenta Goergen. Além disso, o endividamento do setor “é bilionário”, alerta o deputado. No dia 31 de maio, a Medida Provisória 556, que incluía assuntos tributários como o crédito presumido, perdeu a validade por não ter sido votada. De acordo com o parlamentar, o acerto ficou para que a proposta de restituição dos valores cobrados a mais da agroindústria sejam colocados na MP 563.

VILÕES
Mas os grandes vilões no custo da produção brasileira são os insumos. Para o assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, o agronegócio vai muito mal em relação a outros países, pois o Brasil tem um dos maiores custos operacionais do mundo, principalmente na produção da soja, trigo e milho.

Os fertilizantes e as máquinas agrícolas, conforme o especialista, entravam o processo produtivo devido ao alto preço. A incidência de impostos faz com eles cheguem a custar 100% mais do que na Argentina, por exemplo. A importação de insumos mais baratos dos países do bloco é proibida. “Ninguém vende mais caro do que o Brasil”, indigna-se o economista. Um exemplo é o hussar, herbicida utilizado em pós-emergência no controle de plantas daninhas nas culturas do arroz, cana-de-açúcar e trigo é vendido por R$ 205,85 o litro na Argentina. Porém, no Brasil, sai por R$ 541,48. “Esses produtos não podem entrar no País, mas o contraditório é que eles estão presentes nos alimentos que importamos,” lembra o assessor.

AGRONEGÓCIO TRAVADO
O Brasil tem uma legislação tributária complexa, capaz de confundir até mesmo os maiores especialistas no assunto, que procuram entender a relevância de alguns tributos. Integrante do Instituto de Estudos Tributários (IET), o advogado tributarista da Pandolfo Advogados, Rafael Borin, acredita que, na prática, a carga tributária é prejudicial para economia.

Recentemente, a presidente Dilma Rousseff editou a Medida Provisória 563 que desonera o custo da folha de salários para alguns setores econômicos, em especial aos exportadores de tecnologia da informação. No entanto, Borin observa que essa redução de tributos sobre o custo da mão de obra não atingiu o agronegócio, de forma que ainda continua sendo alto para os empresários. “Se o agronegócio tivesse uma desoneração maior da sua folha de salários, teríamos certamente aumento na participação da receita na economia nacional e mundial”, analisa.

Segundo ele, outro entrave tributário é o acúmulo de créditos de PIS/Cofins em relação às empresas exportadoras. Ou seja, o Governo Federal está trancando aproximadamente R$ 4,5 bilhões de tributos pagos pelo setor exportador vinculado ao agronegócio, o que força o ingresso em ações judiciais. “Certamente, se tais créditos fossem liberados, teríamos um significativo incremento financeiro que fomentaria o setor”, garante.

O Mercosul, na opinião do tributarista, tem boa matriz, mas, com o passar dos anos, foi apresentando inúmeras distorções que acarretaram em perda de competitividade do agronegócio brasileiro. “Entendo que é importante manter o tratado, mas ele não tem conseguido atingir o objetivo de viabilizar a circulação de produtos entre os países, pois o preço utilizado no Brasil não é atraente”, explica.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de junho de 2012

 
CRESCIMENTO DO BRASIL
ONU eleva projeção de crescimento do Brasil
Expansão prevista pela Organização das Nações Unidas, de 3,3%, é a menor entre os países emergentes

Genebra/Washington. A Organização das Nações Unidas (ONU) reviu para cima a taxa de crescimento do Brasil para 2012 e 2013, mas alertou que a situação vivida pelo euro é a maior ameaça que atravessa a economia mundial e que um aprofundamento da crise não poupará os países emergentes.

Segundo as novas projeções, o Brasil teria uma expansão de seu PIB de 3,3% neste ano. A taxa é a mais baixa entre todos os países dos Brics (Brasil, Rússia, China e África do Sul). Mas está acima do que a ONU projetou em janeiro para a economia brasileira e que previa expansão de apenas 2,7%.

Investimento privado

Segundo a avaliação da ONU, a recuperação da economia brasileira virá da retomada do investimento privado, sustentado pelo acesso ao crédito oferecido pelo governo. Ainda assim, a taxa de crescimento será inferior à média da América do Sul, que terá expansão de 3,8% no ano.

Para 2013, o crescimento será ainda mais pronunciado. A projeção inicial era de um crescimento de 3,8%. Mas a nova estimativa aponta para uma alta de 4,5%. Segundo a entidade, o Brasil é um dos poucos casos em que a revisão do PIB foi para cima.

Pelo mundo

Para a economia mundial, a revisão foi justamente para baixo, com uma expansão agora projetada de apenas 2,5% no ano. Para 2013, o crescimento seria de 3,1%. Para a ONU, a situação vivida pelo euro é hoje a maior ameaça para a economia mundial. "Uma escalada poderia gerar uma turbulência severa, levando a uma contração da atividade econômica nos países desenvolvidos", indicou.

Mesmo se uma crise ainda mais profunda for evitada na Europa, o bloco terá um ano de estagnação em 2012.O desemprego também continuará a aumentar. Salvo em três casos: Brasil, China e Alemanha. O comércio terá expansão de apenas um terço da taxa de 2010.

Medidas

Para superar a crise, a ONU insiste que apenas medidas de austeridade não funcionarão. A entidade pede o estabelecimento de políticas de crescimento e alerta que austeridade traz enormes custos econômicos e sociais. "A austeridade fiscal levou muitos países de volta para a recessão na Europa", alertou. "Os esforços de lidar com a crise da dívida estão fracassando e gerando altas taxas de desemprego", completou a ONU. O Instituo Internacional de Finanças (IFF) divulgou novas previsões para a economia brasileira. A expectativa de 3% de crescimento para 2012 do País foi mantida.
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de junho de 2012

 
GUARARAPES
Guararapes constrói nova fábrica
A ampliação das fábricas da Guararapes acompanha a ampliação das lojas da Riachuelo, que faz parte do grupo

O grupo Guararapes pretende inaugurar, até o início do próximo ano, uma nova fábrica em Fortaleza, também localizada na Barra do Ceará. A expectativa da companhia é que o novo empreendimento tenha construção concluída até setembro ou outubro deste ano.

Segundo o gerente de relacionamento com fornecedores da Riachuelo - que faz parte do grupo Guararapes -, Reginaldo Limeira, a nova unidade trabalhará exclusivamente na confecção de jeans. Ele destacou que cerca de metade das confecções da Riachuelo são fornecidas pelas fábricas da Guararapes.

Investimento

Embora não tenha informado o valor total do investimento, o gerente afirmou que apenas a construção do prédio, sem contar com a aquisição de equipamentos, custará R$ 10 milhões. "Mas sei que isso (apenas o prédio) foi o mais barato". A estrutura terá 10 mil metros quadrados.

A escolha por Fortaleza, explicou o gerente, deve-se à existência da atual fábrica, da qual parte da mão de obra, hoje já qualificada, será aproveitada.

Novas lojas

Conforme Reginaldo Limeira, a Riachuelo pretende inaugurar, ainda neste ano, 30 novas lojas, distribuídas nas cinco regiões do País. Uma delas será instalada na Capital, informou, sem precisar onde será a nova unidade. Ele acrescentou que a região Norte tem sido o principal alvo de expansão da empresa. Atualmente, a empresa conta com 148 lojas no Brasil.

Alternativa ao estaleiro

A possibilidade de uma nova fábrica da Guararapes em Fortaleza foi abordada, há cerca de dois anos, quando, no primeiro semestre de 2010, a prefeita Luizianne Lins anunciou a negociação com o grupo para de confecções para a atração de uma unidade. À época, a sugestão surgiu como uma alternativa à instalação do estaleiro Promar Ceará, empreendimento ao qual Luizianne era contrária.

A expectativa era de que fossem gerados 1.500 postos de trabalho através da unidade fabril, dos quais mil se destinariam a moradores do bairro Serviluz. Após o anúncio das negociações, entretanto, não houve definição por parte da Prefeitura a respeito do investimento.

Ampliação já prevista

Ainda em 2010, a Guararapes informou que planejava uma ampliação da unidade fabril, através da qual geraria mil novos empregos diretos, passando de 7 mil para 8 mil funcionários na Capital cearense.

JOÃO MOURA
REPÓRTER
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O POVO

08 de junho de 2012

 
FERROVIA TRANSNORDESTINA
Ferrovia Transnordestina: um velho sonho
"A ferrovia tem as mais modernas características (...) Trinta milhões de toneladas/ano é a previsão de carga a ser transportada"

Um sistema capaz de integrar as ferrovias nordestinas é um sonho acalentado há longos anos, haja vista que, no fim dos anos de 1950, o 1º Grupamento de Engenharia do Exército, em convênio com o extinto Departamento Nacional de Estradas de Ferro (Dnef), instalou uma Residência de Construção, em Petrolina (PE). A malha ferroviária daquela época, com seus cinco subsistemas regionais, era um arquipélago interligado apenas pelo litoral. A iniciativa de sua ligação pelo interior obedeceu, sobretudo, a interesses de natureza estratégica.Na década de 1940, o principal elo entre as macros regiões brasileiras era a navegação de cabotagem. O torpedeamento por submarinos alemães, de 34 navios brasileiros, além de causar a morte de 108 pessoas, colocou em colapso a nossa navegação costeira. Este fato provocou a Declaração de Guerra do Brasil à Alemanha e à Itália, e transferiu parte do fluxo de pessoas e carga para o interior do País, utilizando-se as precárias rodovias existentes e a Hidrovia do rio São Francisco, no tre
cho Petrolina (PE) a Pirapora (MG).O término da guerra, na Europa, em maio de 1945, e a inexistência de carga que justificasse investimentos de grande vulto interromperam o sonho da ferrovia que só viria a ser retomado posteriormente.O novo projeto, com um outro traçado, parte de Eliseu Martins, no Piauí, até Salgueiro, em Pernambuco, onde se bifurca para os Portos de Suape, no mesmo estado, e Pecém, no Ceará, numa extensão de 1. 728 quilômetros e mais 528 quilômetros de remodelação e recuperação.A ferrovia tem as mais modernas características: bitola de 1,60m, rampa máxima de 1,5%, curva mínima de 400 metros, o que permitirá o tráfego de composições com 104 vagões, a uma velocidade de 80 km/hora; nos trechos a serem remodelados será acrescido um terceiro trilho, para permitir o tráfego dos trens atuais.Trinta milhões de toneladas/ano é a previsão de carga a ser transportada: produtos atuais - cimento, matérias-primas siderúrgicas, granéis líquidos; produtos previstos - grãos dos cerrados do Maranhão, Piauí e
Tocantins, minérios dos polos gesseiros de Araripina (PE) e do Cariri cearense e frutas dos polos da agricultura irrigada.Quando perguntado qual a data de sua conclusão, tenho respondido, francamente: não sei. No Brasil, essa resposta sai da área da engenharia e invade o domínio divino.
José Ramos Torres de Melo Filho

Vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
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DIÁRIO DO NORDESTE

08 de junho de 2012

 
APA DA CHAPADA DO ARARIPE
Pacto Ambiental preservará APA da Chapada do Araripe
Lei que determina preservação ambiental é descumprida. Pacto reuniria diversos órgãos ambientais

Juazeiro do Norte. A criação do Pacto Ambiental pela Chapada Araripe para preservação da Área de Proteção Ambiental (APA - Araripe) foi discutida em sessão da Assembleia Legislativa do Estado. O pacto está sendo proposto pelo deputado estadual Welington Landim. De acordo com o parlamentar, o pacto estaria aliado à Floresta Nacional do Araripe (Flona) e o Geopark Araripe.

A floresta teve sua área ampliada pelo Governo Federal em mais de 700 hectares. O deputado destacou a necessidade de preservação para a área. O pacto seria composto pelos órgãos federais e estaduais, governos municipais, conselhos municipais do meio ambiente e sociedade civil organizada para, juntos, deliberarem uma pauta positiva e promoverem a cidadania ambiental.

Ações

Dentre as ações mais urgentes estaria a necessidade de um plano de manejo, incluindo o zoneamento ecológico-econômico, com participação do poder público municipal, implementação da economia verde, formação dos diversos atores da cadeia do turismo, educação ambiental. Também será necessário o mapeamento dos proprietários e, principalmente, do número de profissionais integrantes da equipe que atua na Área de Proteção Ambiental (APA).

Foi destacada a ausência de fiscais suficientes para monitorar o ambiente- seriam apenas dois para toda a área.

Welington Landim salientou que vai encaminhar um requerimento à Assembleia Legislativa para implantar um Pacto Ambiental na Chapada do Araripe. "Peço que todos se juntem nessa defesa. Onde estão os pares dessa Casa que defendem o Cariri? A Serra do Araripe está abandonada", criticou.

Em aparte, o deputado Ely Aguiar também cobrou a defesa ambiental da serra. "Sempre estive à disposição para defender a região do Cariri e concordo que precisamos nos mobilizar pela sua preservação", pontuou.

Na mesma sessão plenária da Assembleia Legislativa, os deputados criticaram a falta de preservação da Chapada do Araripe. A Área de Preservação Ambiental da Chapada do Araripe foi classificada na tipologia de ´Unidade de Uso Sustentável´, conforme decreto nº 9985, de 18 de junho de 2000.

Exploração

"Esta classificação permite a exploração do ambiente, mesmo mantendo a biodiversidade do local e os seus recursos renováveis", explicou o deputado Welington Landim.

O deputado acrescentou que os proprietários são obrigados a fazerem plano de manejo e aguardar a autorização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) para utilização de algum recurso natural. "Porém, poucos cumprem a lei e aí está o grande problema", admitiu ele.

O parlamentar frisou que a água do subsolo da região do Cariri, o clima e as chuvas dependem da Serra do Araripe. "Temos todos os instrumentos legais, protegidos por Lei Federal, no entanto, apenas cinco funcionários do Ibama para fiscalizar".

O documento requerido pelo deputado pede a constituição de um Pacto Ambiental, movimento que garante a preservação sócio-ambiental da APA, por meio da Comissão de Altos Estudos da Assembleia Legislativa. A Chapada do Araripe compreende 103 municípios, sendo 25 municípios no Estado do Ceará, 18 municípios no Estado de Pernambuco e 60 municípios no Estado do Piauí. Possui uma área total de 7,6 milhões de hectares e população estimada em 1.806.529 milhão de habitantes.

O território que abrange a Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, criada por Decreto Federal em 04 de agosto de 1997, abrange apenas uma área pouco maior de um milhão de hectares, sendo 17% no Piauí, 36% em Pernambuco e 47% no Ceará, inclusos apenas os municípios de Abaiara, Araripe, Barbalha, Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Jardim, Jati, Missão Velha, Nova Olinda, Penaforte, Porteiras, Potengi, Salitre e Santana do Cariri.

As Unidades de Uso Sustentável visam a compatibilizar a conservação da natureza com o uso direto de parcela dos seus recursos naturais. É aquele que permite a exploração do ambiente, porém, mantendo a biodiversidade do local e os seus recursos renováveis.

Wellington Landim citou o decreto de criação da APA e destacou a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMbio), para o qual enviou o requerimento. "Cabe a nós, representantes do Cariri, em parceria com os órgãos governamentais e a sociedade civil organizada, acompanharmos o cumprimento do Decreto, identificarmos as falhas, promovermos o debate e a reflexão, e consolidarmos as ações para a salvaguarda do nosso maior patrimônio", afirma.

Formação
103 municípios, sendo 25 do Ceará, 18 de Pernambuco e 60 do Piauí compreendem a área da Chapada do Araripe, que possui uma área de 7.665.430 hectares

Mais informações:
Av. Desembargador Moreira, 2807
Bairro: Dionísio Torres - Fortaleza
Telefone: Fone: (85) 3277.2500

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER
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O ESTADO

08 de junho de 2012

 
SUCESSÃO MUNICIPAL - ELEIÇÕES 2012
Eleições 2012 - "Prévias sim, mas com organização"
O pré-candidato do PSDB à Prefeitura de Fortaleza aponta a falta de tempo hábil para as prévias e promete uma oposição qualificada

rodolfo oliveira
politica@oestadoce.com.br


“Em tese, eu sou, sim, favorável às prévias, afinal, elas movimentam o partido e dá legitimidade ao vitorioso, mas é preciso pensá-las dentro de um período de organização”. Essa é a opinião do pré-candidato do PSDB à Prefeitura de Fortaleza, Marcos Cals.

O experiente político cita o exemplo dos tucanos paulistanos que, em prévias pré-estabelecidas e devidamente organizadas, escolheram o ex-governador de São Paulo, José Serra, para ser o representante do partido nas eleições vindouras. “Em São Paulo, a Executiva Municipal começou a organização das prévias em dezembro, ou seja, respeitando um prazo para que se organizem as regras que serão estabelecidas [Serra seria escolhido em março]”.

Referindo-se especificamente ao cenário cearense, Cals disse que “inicialmente, nós tínhamos quatro pré-candidatos, que eram eu, o deputado Fernando Hugo, Maia Júnior e Pedro Fiúza, sendo que esta configuração havia tido início ainda no ano passado”.

Posteriormente, os três tucanos abriram mão de suas pretensões em prol de Cals, que passou a ser, em tese, o pré-candidato único do partido. “Quando João Mota apresentou o seu nome à pré-candidatura pelo PSDB, eu naturalmente fiquei satisfeito, já que isso mostra a viabilidade e a competitividade que o partido tem na disputa à Prefeitura de Fortaleza”.

Logo depois, o ex-presidente regional do PSDB, o empresário Carlos Matos, também veio a público declarar as suas intenções de concorrer à sucessão de Lins. “Eu achei boa a ideia de fazer as prévias, mas eu disse ao Carlos que teríamos que levar essa discussão à Executiva Municipal, que é quem faz a coordenação da escolha”.

O problema, diz Cals, é que, em reunião com os membros da Executiva, concluiu-se que não haveria tempo hábil para a realização da escolha. “Já estávamos no mês de maio [Mota oficializou sua pré-candidatura no dia 29 de maio] e a convenção do partido vai acontecer no próximo dia 30 de junho. Como mobilizar 10 mil filiados em Fortaleza para realizar essa escolha em 30 dias?”, questiona o pré-candidato.

Pacto oposicionista
Sobre a conjuntura político-partidária destas eleições em Fortaleza, principalmente no que diz respeito aos partidos de oposição, Cals disse que “os pré-candidatos dos partidos de oposição à atual gestão deveriam, sem exceções, apresentar seus melhores nomes e suas propostas de governo para a população. No segundo turno, aquele que for selecionado pelo eleitor, deveria ter o apoio dos demais candidatos que participaram no primeiro turno, fechando, assim, um ‘pacto dos candidatos de oposição’”.

O Democratas, parceiro tradicional do PSDB em inúmeras eleições, estaria sendo assediado pelo governador Cid Gomes, que busca uma aliança alternativa, juntamente com o PMDB, para o caso de um rompimento da tumultuada relação entre o PSB e o PT de Luizianne Lins. Fatos dão conta de que o governador está em Portugal para tratar desse assunto com o pré-candidato do DEM à prefeitura de Fortaleza, Moroni Torgan.

Oposição qualificada
“Estamos num processo bem avançado de organização”, garantiu Cals, quando perguntado a respeito da atual situação da oposição em Fortaleza. “Nós temos muitos dados para contrapor às ‘realizações’ da prefeita”. “Em qualquer área, seja na Educação, Saúde ou Habitação, estamos prontos para debater com os candidatos da situação, afinal, onde se mostrou positiva, para a população de Fortaleza, a aliança, entre os governos estadual e municipal?”, questiona o pré-candidato. “Somos a legítima oposição, e estamos nos qualificando para o desafio”, finaliza Cals.
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O POVO

08 de junho de 2012

 
SUCESSÃO MUNICIPAL - ELEIÇÕES 2012
DEM diz que candidatura de Moroni está confirmada
Presidente municipal do DEM diz que executiva nacional não abre mão da candidatura própria em Fortaleza

O presidente municipal do DEM, Robinson de Castro, garantiu que o partido terá candidatura própria à Prefeitura de Fortaleza e que Moroni Torgan será mesmo o candidato. Moroni tem chegada a Fortaleza prevista para o próximo dia 29. No dia seguinte, deve ser homologado na convenção do partido.

"O partido nacional nos disse que não abre mão da candidatura própria em Fortaleza", afirmou Robinson. Ele relatou que, nos últimos dias, tem se comunicado por telefone com o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, sobre o cenário político na Capital. "O Agripino está acompanhando muito de perto. Ele ligou e externou a vontade que o partido tivesse candidato aqui", descreveu. O próprio Moroni, segundo ele, teria confirmado a intenção de disputar a Prefeitura.

Robinson acrescentou que Agripino, senador pelo Rio Grande do Norte, teria estabelecido três capitais como prioridades na próxima eleição. Uma seria Fortaleza, a outra Salvador. A terceira ele não soube informar.

Em maio, Moroni já havia se colocado à disposição do partido para ser candidato a prefeito, vice-prefeito ou vereador.O próximo passo do DEM, conforme Robinson, é conseguir se aliar a outros partidos. "Precisamos resolver as alianças para ter competitividade", disse, acrescentando que orçamento e tempo de campanha em rádio e TV são os fatores mais importantes da estrutura de campanha. No momento, ele negocia principalmente com PR, PPS, PSD, PP e PSDB.

Na última terça-feira, o governador Cid Gomes (PSB) saiu em viagem particular para o Exterior e não informou sua agenda. Chegou-se a cogitar que ele passaria por Portugal para um suposto encontro com Moroni, com quem trataria da sucessão em Fortaleza.

Na oportunidade, Robinson disse que não confirmava nem descartava a possibilidade. Ontem, porém, ele preferiu não comentar o assunto. "É melhor perguntar ao governador", sugeriu.
Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Moroni Torgan (DEM) apareceu tecnicamente empatado em primeiro lugar na pesquisa de intenção de voto encomendada pelo PSB e divulgada em maio. Isso deu mais confiança ao partido para ter candidato em Fortaleza.

SERVIÇO


Convenção municipal do DEM

Quando: 30 de junho

Lugar e horário a definir

Mais informações: 3252 3457
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O POVO

08 de junho de 2012

 
ARRECADAÇÃO PRÓPRIA DE FORTALEZA
Cresce arrecadação própria da Capital
A arrecadação própria de Fortaleza segue em expansão. Mas as transferências, que representam maior receita, estão em tendência decrescente

Entre janeiro e maio, a Prefeitura arrecadou R$ 470,9 milhões, uma expansão de 15,21% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 387,57 milhões). Apesar de positivos, os dados não refletem a expansão da receita tributária da Capital (9,72%). Os impostos representam cerca de 25% do total da receita. As transferências constitucionais, responsáveis pela maior parte do valor, seguem em tendência decrescente.

No acumulado do ano até maio, as transferências cresceram 6,46%, passando de R$ 651,58 milhões para R$ 731,15 milhões.

"Fortaleza ainda é muito dependente. A arrecadação própria representa 25% da receita total. As transferências são muito significativas", destacou o titular da Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin), Alexandre Cialdini.

O secretário explicou que tem sido realizado um trabalho para que os inadimplentes possam quitar suas dívidas com a Prefeitura. Enquanto isso, a queda nas transferências reflete a atividade econômica do País em retração, segundo ele. "Reflete a queda da atividade econômica nacional, o crescimento das transferências a taxas decrescentes", citou.

Entre as transferências que a Capital recebe do Governo Federal, Cialdini citou o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Fortaleza recebeu 311,8 milhões no acumulado deste ano, expansão de 3,46% em relação ao ano passado, quando representou R$ 285,87 milhões.

Como
ENTENDA A NOTÍCIA
Fortaleza é a capital com maior coeficiente na distribuição do FPM no País (12,5%). O critério leva em consideração o número de habitantes, a renda per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Saiba mais
Entre os que representam a arrecadação de impostos de Fortaleza, o Imposto Sobre Serviços (ISS) alcançou a maior expansão nos cinco primeiros meses do ano.Foram arrecadados R$ 200,23 milhões no período, crescimento de 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 161,3 milhões). Somente em maio foram R$ 41,93 milhões. Outra arrecadação própria significativa é a recolhida a partir do Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). O acumulado até o mês passado chega a R$ 130,7 milhões e representa uma elevação de 5,23% em relação a 2011 (R$ 117,6 milhões).

O Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) representou variação de 11% entre os dois anos. Nos cinco primeiros meses de 2011, foram arrecadados R$ 36,65 milhões e se expandiram para R$ 42,83 milhões.
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