Fortaleza, CE - quarta-feira, 25 de julho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Egídio Serpa - Festa na indústria
- Sônia Pinheiro - Indústria em Festa
- Mérito Industrial
- CNI e Fiec promovem premiação
- Edilmar Norões - Marco Zero
- Turismo S/A - Skal promove Seminário sobre grandes eventos
- Fiec - Incentivos Fiscais
- III Fórum de Deficiência e Acessiblidade

SESI
- O Povo Economia - Treinamento

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- Adece dá passo rumo à sociedade em empresas

AGROINDÚSTRIA
- Egídio Serpa - Caju com baixo juro

CNI
- Economia - Energia
- Estoques caem, mas retomada ainda é incerta

DESENVOLVIMENTO
- Inclusão social é chave para o desenvolvimento, diz presidente do BNDES

ECONOMIA
- Editorial - Sinais inquietantes

FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA
- Egídio Serpa - Energia eólica

INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO
- Egídio Serpa - Pacatuba tem nova fábrica

INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES
- Cidade da Confecção terá 4 mil boxes até fim do próximo ano

PRÊMIO
- Estímulo à cidadania para mudar perfil econômico do CE

REFINARIA
- Anacés terão 2 opções de terreno

ROBERTO MACÊDO
- Sociedade - Os 30 cearenses mais influentes

SINDICATO
- Frontstage it - Sinduscon


DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Egídio Serpa - Festa na indústria
Ivan Bezerra (E), que preside a Adece, celebra o início da operação da fábrica da Weber Saint-Goban, em Pacatuba. É fruto do seu trabalho de atrair empresas para o Ceará. Por seu turno, Roberto Macedo, presidente da Fiec (D), comandará amanhã a festa do Dia da Indústria, no La Maison.

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O POVO

25 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Sônia Pinheiro - Indústria em Festa
CNI & FIEC comandam a alinhada & tradicional solenidade de entrega das comendas Ordem do Mérito Industrial -concedida ao cientista cearense Fernando de Mendonça (clic)- e Medalha do Mérito Industrial -a José Vilmar Ferreira (presidente da Aço Cearense), à Maria Suzete Dias de Vasconcelos (presidente do Laboratório Madrevita) e a Herbert Johnson (post-mortem), norte-americano, precursor do Grupo Johnson no CE, esta noite, às 7h, no La Maison.

COMEMORATIVA do Dia da Indústria, a cerimônia tem como anfitriões Robson Braga de Andrade e Roberto Macêdo, presidentes, respectivamente, da Confederação Nacional da Indústria e Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

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O POVO

25 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Mérito Industrial
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) realizamamanhã a entrega da Medalha do Mérito Industrial a José Vilmar Ferreira, presidente da Aço Cearense, Suzete Dias de Vasconcelos, presidente do Laboratório Madrevita, e Herbert Johnson (post-mortem), precursor do Grupo Johnson no Ceará.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
CNI e Fiec promovem premiação
Personalidades serão reconhecidas pela contribuição para o desenvolvimento industrial no Ceará

Uma noite de homenagens irá marcar o Dia da Indústria, a ser realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) na noite de amanhã, no La Maison Buffet. A data é comemorada nacionalmente no dia 25 de maio.

Entre os agraciados, está o cientista cearense Fernando de Mendonça, que receberá a Ordem do Mérito Industrial, comenda máxima da CNI. Receberão da Fiec a Medalha do Mérito Industrial os industriais José Vilmar Ferreira, presidente da Aço Cearense; Maria Suzete Dias de Vasconcelos, presidente do Laboratório Madrevita; e Herbert Johnson Jr. (in memoriam), empresário nascido nos Estados Unidos e precursor do Grupo Johnson no Ceará.

Outras personalidades

No histórico dos homenageados em anos anteriores estão dona Yolanda Queiroz, presidente do Grupo Edson Queiroz, que foi contemplada com a Ordem do Mérito Industrial em 2007 e com a Medalha do Mérito Industrial, em 2001; o industrial Edson Queiroz, com a Medalha do Mérito Industrial em 1982; além do presidente da Fundação Edson Queiroz e chanceler da Unifor, Airton Queiroz, que recebeu a Medalha em 2010.

Iniciativa

Desde 1958, a CNI agracia personalidades e instituições nacionais e internacionais com a Ordem do Mérito Industrial, chegando a homenagear dez pessoas por ano. O ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitscheck de Oliveira, o príncipe de Gales e herdeiro do trono da Grã-Bretanha, Charles Philip Arthur George, e o industrial Jorge Gerdau Johannpeter estão entre os que foram agraciados.

Já a Fiec criou a Medalha do Mérito Industrial em 1974 para homenagear empresários e atuantes marcantes em suas atividades fabris e no desenvolvimento econômico do Ceará. Em sua primeira edição, foram agraciados o então governador César Cals de Oliveira Filho, o ex-governador Raul Barbosa e o empresário Thomaz Pompeu de Sousa Brasil Neto.

Segundo o presidente da Fiec, Roberto Macedo, está sendo reforçado um desejo de fazer com que os empresários cearenses ajam e pensem, passando a conviver com universidades, pesquisadores e trazendo inovações para as empresas. Para isso, está entrando em prática o projeto Ceará Startup. "Para se ter uma noção, 34% dos alunos matriculados neste ano no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São Paulo, são cearenses e, geralmente, eles se formam e ficam por lá. Queremos que o Ceará tenha condições de trazer para eles aquilo que eles procuram", afirma Macedo.

Cenário atual

Sobre a indústria cearense, de acordo com Macêdo, o primeiro semestre de 2012 foi considerado difícil. "Não estamos vendo muitas perspectivas de que vá ser diferente no segundo semestre. Poderá haver uma pequena recuperação", afirmou ele, completando que no segundo período "sobra um pouco mais de dinheiro para a economia".

EM 2012

Homenageados

Fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na National Aeronautics and Space Administration (Nasa). Também idealizador e articulador do Instituto Nacional para Pesquisas Científicas e Aplicadas em Energia - similar ao ITA a ser implantado no Estado para impulsionar a tecnologia.

Fernando de Mendonça
Cientista

Fundador e transformador de uma pequena loja no Grupo Aço Cearense. Em 1979, iniciou sua primeira empresa, a Ferro OK - empreendimento no ramo de produtos siderúrgicos localizado em Fortaleza, com foco no mercado da construção civil. Transformada na Aço Cearense, a empresa se dedicou durante 15 anos à comercialização de produtos nacionais, passando posteriormente a trabalhar com aços planos importados.

José Vilmar Ferreira
Industrial

Lidera o Laboratório Madrevita, fundado em 1955 pelo esposo, o empreendedor José Dias Vasconcelos. A história começou com a fabricação do medicamento Madrevita - produto que deu nome à empresa, que começou a ampliar, nos anos 60, sua linha e segmento de atuação. O Madrevita conquistou o mercado farmacêutico nacional com marcas fortes e de tradição no Estado, como Aseptol, Supertônico, Tussibel, Sanoverme e Puritol, dentre outros.

Maria Suzete Dias de Vasconcelos
Industrial

Então presidente da SC Johnson, fabricante das Ceras Johnson e de outros produtos de limpeza, o industrial veio ao Ceará em 1935 para pesquisar as potencialidades da carnaúba - principal insumo para os produtos fabricados pela empresa. Depois de conhecer de perto o cultivo da árvore, a fim de assegurar uma fonte de recursos renováveis e manejáveis, o empresário decidiu instalar uma unidade no Ceará. Graças à carnaúba, a Ceras Johnson hoje atua em mais de 20 países.

Herbert Fisk Johnson Jr.
Industrial (in memoriam)

ANA BEATRIZ SUGETTE
REPÓRTER

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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
MARCO ZERO
Edilmar Norões - Marco Zero
A Casa da Moeda do Brasil e o Clube de Medalhas do Brasil, instituições que preservam e divulgam a secular arte medalhista no País, promovem nesta quarta-feira, em Fortaleza, evento comemorativo aos 400 anos do Forte São Sebastião (Barra do Ceará). Esta primeira medalha concebida pela Casa da Moeda do Brasil, segundo o historiador Adauto Leitão, "registra as origens do Ceará e de Fortaleza". A agenda, que se desenvolverá hoje na Barra do Ceará/Marco Zero: às 6 horas com alvorada festiva; às 8 horas aeronaves da FAB; às 9 horas procissão marítima; missa campal às 18 horas e, às 19 horas, no auditório do Sesi (com apoio da Fiec) solenidade em que será feita a apresentação da Medalha 408 Marco Zero.

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O POVO

25 de julho de 2012

 
SEMINÁRIO SOBRE GRANDES EVENTOS
Turismo S/A - Skal promove Seminário sobre grandes eventos
O Skal Internacional de Fortaleza realizará no dia 10 de agosto próximo, das 9h30min às 12h30min, sob o tema: "Grandes Eventos Copa de 2014 e Olimpíadas - Desafios, Oportunidades e Perspectivas".

Terá como palestrantes: o deputado federal Vicente Cândido da Silva, relator da Lei Geral da Copa e José Wagner Ferreira - ex vice presidente da TAM, ex-presidente da Webjet e presidente da Academia Brasileira de Eventos e Turismo).

Às 9 horas terá um welcome coffee, no auditório Waldyr Diogo, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará-Fiec, na avenida Barão de Studart, 1980.
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O ESTADO

25 de julho de 2012

 
INCENTIVOS FISCAIS
Fiec - Incentivos Fiscais
Incentivos Fiscais

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O ESTADO

25 de julho de 2012

 
FÓRUM DE DEFICIÊNCIA E ACESSIBLIDADE
III Fórum de Deficiência e Acessiblidade
III Fórum de Deficiência e Acessiblidade

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O POVO

25 de julho de 2012

 
PROJETO CUIDAR
O Povo Economia - Treinamento
Coluna da Neila Fontenele

A BSPAR incorporações, do empresário Beto Studart, concluiu mais uma etapa do projeto Cuidar, cujo objetivo é melhorar a formação dos profissionais que trabalham nas obras no quesito segurança. Cerca de 200 trabalhadores que atuam na obra do empreendimento Reserva Passaré receberam capacitação do Serviço Social da Indústria (SESI).
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O POVO

25 de julho de 2012

 
ADECE
Adece dá passo rumo à sociedade em empresas
A Adece contratou consultoria pra verificar a viabilidade de participação em uma empresa privada. Do setor metalmecânico ou aço, o nome do possível sócio não foi revelado. Para o investimento, o órgão precisa de capitalização

A Agência deDesenvolvimento do Ceará (Adece) contratou uma empresa de consultoria para verificar a viabilidade de uma parceria financeira, econômica e técnica com empresa industrial a ser instalada no Ceará. Segundo Roberto Smith, presidente da Adece, a decisão sobre o investimento pode ser tomada ainda este ano. Isso representaria o início da sociedade do Estado em empresas privadas.

A consultoria Ceres foi contratada por pouco mais de R$ 25 mil reais para verificar a viabilidade com empresa de nome não revelado. O setor de atividade pode ser metalmecânico ou aço, os dois que estão sendo prospectados para se instalar no Ceará nessa modalidade segundo Smith.

Ele adianta que entre os possíveis parceiros privados não estão nenhum dos já anunciados como em prospecção. A Ceres deve fornecer à Adece informações sobre quanto vale a empresa e quanto deve ser pago por suas ações.

Além da participação direta, a Adece também estuda a criação de fundos de participação de algumas empresas em prospecção pelo Estado, com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de bancos privados e do Estado. Nessa modalidade, Smith diz que pode haver a participação do Banco Mundial. “Seria algo sob gestão do banco, prática até mais aceita no mercado”.

Capitalização
Para que a Adece tenha participação em empresas, é preciso capitalizar a agência. Smith não soube precisar se a Lei Orçamentária Anual (LOA) do Estado já prevê esses investimentos. Para 2012, o orçamento da Adece está previsto em R$ 100,9 milhões, sendo R$ 89,2 milhões destinados a investimentos. O valor total é mais que o dobro que o contido na LOA de 2011, que previa R$ 39,2 milhões para a agência, com R$ 29,4 para investimentos.

A Adece, diz o presidente, está estruturando normativo interno das participações: qual o percentual de participação, direito ou não, sobre decisões, e as regras de entrada e saída da parceria.

“O objetivo é fomentar, fazer com que empresa cresça, se estabeleça e aí vender as ações (para o sócio privado). O dinheiro será usado para participação em outras empresas. É um mecanismo importante de atração para o Estado”, explica Smith.

Números



100,9

milhões de reais é o total previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2012 para a Adece

39,2
milhões de reais foi o total destinado a Agência na LOA de 2011



Saiba mais

Hyundai e Foton

Roberto Smith afirmou que a Adece ainda não foi procurada por nenhuma das montadoras que revelaram estudar instalação no Ceará, Hyundai e Foton.

Sobre a Hyundai, ele disse se tratar de um grupo já conhecido e espera ser procurado.

Já acerca da Foton, ele disse que não conhece a direção da empresa, havendo apenas representantes no Brasil, que também não foram a sua procura.

“O pessoal vem aqui para pleitear incentivos, para determinar infraestrutura. Eles não vieram ainda, não deram entrada oficialmente. Eu só acredito quando há protocolo de intenções”, diz Smith.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
CASTANHA DE CAJU E A CERA DE CARNAÚBA
Egídio Serpa - Caju com baixo juro
Caju com baixo juro

Foi incluída na MP 564, já aprovada pelo Congresso, proposta que tem a castanha de caju e a cera de carnaúba entre os produtos que podem obter financiamentos a juros menores.
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O ESTADO

25 de julho de 2012

 
CUSTO DA ENERGIA ELÉTRICA
Economia - Energia
Coluna do Rubens Frota

Após encontro organizado pela Confederação Nacional da Indústria na capital paulista, dirigentes empresariais decidiram apresentar ao governo no dia 20 de agosto, entre outras propostas, a desoneração do custo da energia elétrica para o setor industrial. O pedido será encaminhado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, instância superior de aconselhamento do Plano Brasil Maior, lançado em agosto de 2011 pelo Governo Federal.
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VALOR ECONÔMICO

25 de julho de 2012

 
ESTOQUES - INDÚSTRIA
Estoques caem, mas retomada ainda é incerta
Puxada pelo setor automobilístico, a indústria conseguiu se livrar de parte dos estoques excessivos em junho e começou o segundo semestre com inventários mais ajustados, após um primeiro semestre marcado por mercadorias paradas e fraqueza da produção. Duas pesquisas, apesar de divergirem a respeito da quantidade de setores estocados, apontam que, na média, o setor terminou o mês passado com menos inventários. No entanto, ainda deve pesar sobre a atividade industrial na segunda metade do ano, na visão de economistas, o cenário externo conturbado, que afeta a confiança dos empresários e diminui expectativas de demanda futura.

Números da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que a maior parte dos 14 setores da indústria de transformação terminou junho com estoques ajustados, com exceção de têxteis, celulose e papel e material de transporte - segmento no qual a indústria automobilística tem o maior peso. Dados da Anfavea (entidade que representa as montadoras), contudo, mostram que o corte do IPI para automóveis conseguiu esvaziar os pátios das fábricas. Do equivalente a 43 dias de venda em maio, o estoque caiu para 29 dias no mês passado, nível considerado normal.

A sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sinaliza que o acúmulo de estoques indesejados pesou menos em junho, mas seguiu incomodando. O indicador relativo a inventários recuou de 53,1 pontos em maio para 52,5 pontos - acima de 50, a leitura é de que os estoques estão acima do planejado. Dos 30 setores da indústria extrativa e de transformação pesquisados pela entidade, 19 ainda se queixavam de mercadorias paradas em excesso em junho, mesmo número de maio. Desses, no entanto, 11 diminuíram parte do excesso entre um mês e outro.

Pela prévia da FGV, com informações coletadas em cerca de 800 companhias, a situação parece mais favorável em julho, quando nenhum setor registrou diferencial igual ou maior a dez pontos percentuais entre empresas que relataram estoques excessivos e insuficientes. A fatia de empresários que afirmou estar com inventários ajustados aumentou de 84,5% em junho para 91,2%. "As empresas voltaram a ajustar estoques depois de maio e junho", avalia Jorge Braga, coordenador da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV.

Braga lembra que, após um processo de redução que vinha desde dezembro de 2011, o percentual de empresas que informou possuir estoques excessivos subiu para 8,8% em maio e teve nova alta, para 9,3%, em junho. Com base nos dados da prévia de julho, diz o economista, as mercadorias paradas não devem mais ser um empecilho para a produção industrial, que acumula queda de 3,4% nos primeiros cinco meses do ano.

Em compensação, o agravamento do cenário externo e a demanda doméstica menos robusta continuam agindo sobre as expectativas dos empresários e devem impedir uma recuperação pronunciada do setor industrial neste ano, mesmo com o câmbio mais favorável às exportações, diz Braga. Em julho, segundo a pesquisa da FGV, o Índice de Situação Atual (ISA), no qual está contido a demanda interna, recuou 1,1% em relação a junho, ao cair de 104,4 para 103,3 pontos, nível ainda dentro do patamar otimista, mas próximo da linha neutra de 100 pontos.

Sobre o indicador da demanda doméstica, o coordenador diz que ele vem perdendo fôlego desde o início de 2011, quando estava em 118,4 pontos e, nos resultados preliminares de julho, não apresentou melhora em relação aos dois meses anteriores, situando-se muito próximo do limite entre pessimismo e otimismo.

A falta de demanda foi relacionada por mais de 30% das empresas consultadas pela CNI como fator que dificulta o escoamento da produção armazenada. "Os empresários ainda estão errando nas previsões de vendas, que estão ficando abaixo do esperado, e a queda da produção industrial não foi suficiente para acabar com o crescimento de estoques indesejados", afirmou o economista-chefe da CNI, Renato da Fonseca.

Segundo a sondagem da entidade, a produção caiu em quatro dos seis primeiros meses de 2012 e, mesmo assim, os estoques se elevaram em cinco deles. Além da demanda doméstica mais fraca, Fonseca identifica problemas no cenário internacional para explicar os estoques elevados. "No mercado externo, os principais consumidores de produtos manufaturados são Europa, EUA e Argentina, e eles estão com problemas."

Para Thovan Caetano, economista da LCA Consultores, os indicadores da FGV e da CNI, embora não caminhem necessariamente juntos, apontam para a mesma direção: a indústria conseguiu desovar parte dos estoques no primeiro semestre, com destaque para o setor automobilístico, por meio de paradas na produção, o que corrobora seu cenário de retomada gradual da atividade industrial na segunda metade do ano. No caso de automóveis, a desoneração fiscal provocou um salto nas vendas em junho, mas, ainda assim, a produção do setor acumula queda de 18,1% de janeiro a maio sobre o mesmo período de 2011.

Caetano destaca que a redução de estoques foi mais expressiva no setor de bens de consumo, entre duráveis e não duráveis. Nesse segmento, a diferença entre o percentual de estoques excessivos e insuficientes recuou para 6,5% em junho, segundo a pesquisa da FGV, após ter registrado média de 8,5% de janeiro a maio. Ainda assim, a relação atual está muito superior à média mensal de 2,2% registrada entre 2004 e 2011. "O ajuste de estoques ainda tem um caminho a percorrer, porque a demanda ainda está contida."

Devem ajudar nesse processo e melhorar a confiança do empresariado no segundo semestre, de acordo com Caetano, o real mais depreciado e as medidas adotadas para reativar a produção. (Colaboraram Thiago Resende e Lucas Marchesini, de Brasília)


Demanda e inadimplência preocupam mais, aponta CNI

A atividade industrial recuou em quatro dos seis primeiros meses deste ano, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que considerou este semestre como "perdido". Na Sondagem Industrial de junho, divulgada ontem, os indicadores de produção industrial, número de empregados e uso da capacidade instalada usual para o mês tiveram desempenho negativo - ficaram abaixo dos 50 pontos (de um total de 100), o que indica percepção negativa.

"Todos os indicadores [da pesquisa] mostram deterioração na atividade industrial e a tendência é de queda na produção", disse o economista-chefe da CNI, Renato da Fonseca. O esfriamento da atividade industrial não levou à redução significativa dos estoques, que continuam elevados, segundo apurou a confederação.

O indicador de produção ficou em 45,5 pontos em junho, abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Em maio, o índice registrado foi de 51,6 pontos. O indicador de número de empregados continuou abaixo dos 50 pontos, passando de 48,7 pontos em maio para 47,2 pontos em junho. Os estoques voltaram a subir no mês passado. Esse índice ficou em 51,5 pontos em junho, o que representa acúmulo de mercadorias, ante 51,8 pontos em maio.

Diante deste cenário, a crise na indústria começa a ter reflexos no emprego, avalia Fonseca. "Isso é ruim porque normalmente o corte de funcionários é a última alternativa de um empresário, que pode, por exemplo, dar férias coletivas", afirmou. Nesta segunda-feira, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que seis dos 12 setores industriais pesquisados demitiram mais do que contrataram em junho.

A sondagem da CNI também apontou que o lucro operacional, a situação financeira e o acesso ao crédito pioraram no segundo trimestre deste ano, ante o período de janeiro a março de 2012. O indicador de acesso ao crédito ficou em 42,9 pontos (abaixo da linha divisória), ante 42,5 pontos. O lucro operacional, medido pela pesquisa, ficou em 42,3 pontos, ante 42,5 pontos no levantamento anterior. Já a situação financeira fechou o último trimestre em 48,3 pontos. No trimestre anterior, esse indicador ficou em 48,1 pontos.

A preocupação com a inadimplência dos clientes e com a falta de demanda ganharam peso entre os principais problemas apontados pelos empresários industriais, segundo a pesquisa. Como a inadimplência dos consumidores afeta o custo das empresas, as companhias vão se tornar cada vez mais rigorosas para vender seus produtos e a produção, portanto, poderá ser afetada, ressaltou Fonseca.

Apesar de o câmbio ter dado um "alívio" para o setor, isso não é suficiente para melhorar o comércio internacional. "No mercado externo, os principais consumidores de produtos manufaturados são Europa, Estados Unidos e Argentina, e eles estão com problemas" por causa da crise, explicou.

A confederação também voltou a defender a redução do custo dos investimentos e a adoção de mais medidas de desoneração tributária, como a aguardada para o setor de energia elétrica. As ações de estímulo ao consumo doméstico, como redução de impostos sobre carros, tiveram uma "resposta boa" em 2008, mas hoje, "não basta estimular esse consumo, as família não sustentam o crescimento do país para sempre", afirmou.

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O ESTADO

25 de julho de 2012

 
INCLUSÃO SOCIAL
Inclusão social é chave para o desenvolvimento, diz presidente do BNDES
Coutinho afirmou que a inclusão social só pode ser alcançada quando há estabilidade

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que não é possível ter desenvolvimento sem inclusão social.

“A inclusão social é chave para os processos de desenvolvimento, sem inclusão não se cria mercado doméstico, não se cria capacidade doméstica de crédito e poupança”.

Durante o encerramento, ontem (24), do seminário O Brasil e o Mundo em 2022, evento que fez parte das comemorações dos 60 anos do BNDES, Coutinho afirmou também que a inclusão social só pode ser alcançada quando há estabilidade.

“É muito difícil incluir sem estabilidade, aprendemos de forma dura na América Latina que a alta inflação castiga principalmente os pobres e o setor informal. A estabilidade é a mãe da inclusão social, é preciso ter estabilidade para consolidar a democracia. Requer que os estados tenham capacidade fiscal para induzir processos de transferência de renda e inclusão efetiva da população de baixa renda”, disse.

Da Redação do O Estado ONLINE
Fonte: Agência Brasil
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
CRISE ECONÔMICA
Editorial - Sinais inquietantes
O indesejável começa a dar sinais de aproximação: o desemprego. A crise financeira internacional, previsível em seus efeitos nefastos nos países periféricos, demorou, mas já se aproxima das economias dependentes. As consequências se fazem sentir com efeitos no curto, médio e longo prazos, com prejuízos para todos.

Enquanto o cenário externo é de desestabilização, a voragem da crise, depois de afetar os sistemas financeiros de menor porte, se volta para o coração da União Europeia, alcançando o último baluarte até então inquestionável: a economia da Alemanha. Nessa atmosfera de crise, qualquer faísca provoca incêndio, a partir dos negócios realizados em Bolsas de Valores.

O Brasil vem aplicando os remédios prescritos para a travessia de incertezas, portanto, sem previsão para superar os obstáculos transpostos de fora para dentro. A redução dos juros, a prioridade nos investimentos públicos, a preservação dos empregos e os estímulos para o aquecimento do mercado interno foram medidas postas em prática, até agora, com relativo sucesso. Entretanto, desde o desencadeamento da crise, tinha-se a certeza dos seus efeitos apenas por determinado tempo. Evidentemente, o arsenal de medidas de proteção do mercado interno é vasto e diversificado.

Há, contudo, fatores marginais, capazes de promover a desestabilização de segmentos sensíveis como o mercado de trabalho, anulando os esforços para conter o pior.

O pânico gerado pelo desemprego em massa é um deles. O País vinha acumulando saldos positivos na oferta de postos de trabalho, correspondentes à diferença entre os empregos abertos e os fechados na cadeia do trabalho formal. Este vinha sendo um dos indicadores mais expressivos para externar a economia aquecida em todas as regiões.

O mês de junho, entretanto, parece haver assinalado o início da reversão desta tendência positiva, embora mantendo volume de empregos criados superior às baixas resultantes das demissões sem justa causa. No mês passado, o saldo líquido de empregos com carteira assinada, no País, foi de 120.440, segundo o Ministério do Trabalho.

Pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), assinaram contratos formais, em junho, 1.732.327 trabalhadores, enquanto, no mesmo período, 1.611.887 trabalhadores foram desligados. Este foi o pior saldo líquido na oferta de postos de trabalho desde 2009, quando a crise financeira internacional deu sinais de haver alcançado as economias dependentes.

Em junho, saldos positivos na oferta de emprego se registraram na indústria de transformação, de produtos alimentícios e química. Os negativos se concentraram nas indústrias metalúrgica e de material de transporte. A agricultura também voltou a liberar pessoal. O contrário ocorreu no setor de serviços, com aumento da oferta de postos de trabalho nos segmentos de alimentação, alojamento, serviços médicos e odontológicos.

O Ceará, embora registre a criação de empregos, percebe mudanças no ritmo das ofertas, de conformidade com os dados do Caged. Desde 2009, o mês de junho passado registrou o pior resultado para o semestre, com o surgimento de apenas 9.979 empregos formais, contra 20.352 em igual período de 2011. Houve assim uma diminuição de 50,9% entre contratações e demissões.

O governo dispõe de meios para evitar o desemprego em cadeia, altamente prejudicial à economia nacional.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
III BRAZIL WINDPOWER
Egídio Serpa - Energia eólica
Lauro Fiúza, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) informa: vem aí, no Rio, de 29 a 31 de agosto, o III Brazil Windpower, conferência e feira de negócios que, neste ano, tratará de mercado livre e de novas tecnologias da eólica.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
WEBER SAINT GOBAIN
Egídio Serpa - Pacatuba tem nova fábrica
Entrou em operação em Pacatuba a fábrica da Weber Saint Gobain, uma das grandes produtoras nacionais de argamassas industrializadas. É a 15ª unidade da fabricante das soluções quartzolit no País e a 3ª no Nordeste. Sua capacidade instalada de 170 mil toneladas/ano reforçará a oferta de argamassa à região nordestina, onde a Weber tem fábricas em Camaçari (BA) e Abreu e Lima (PE).

Totalmente automatizada, com tecnologia de ponta, a unidade da Weber Saint Gobain em Pacatuba tem 45 mil m² de área coberta e criou 50 empregos diretos.

A fábrica produz toda a linha de quartzolit para as empresas da construção civil dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. Sua localização em Pacatuba foi uma decisão estratégica, diz a empresa.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
CIDADE DA CONFECÇÃO
Cidade da Confecção terá 4 mil boxes até fim do próximo ano
Novo empreendimento, que ficará localizado em Caucaia, já conta com 4,5 mil cadastrados para vender no local

Planejada desde 2010 por quatro investidores cearenses, a Cidade da Confecção teve sua pedra fundamental cravada ontem, quando cerca de duas mil pessoas do setor se reuniram em Caucaia, a cidade que receberá o empreendimento. A expectativa, segundo afirmou o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico daquele município, Antônio Vieira, é de ter quatro mil boxes já prontos no final do próximo ano, e o restante, outros cinco mil, finalizados "até meados de 2014".

O investimento anunciado há dois anos continua: serão R$ 80 milhões para toda a estrutura. Além dos boxes, o projeto também possui distribuídos nos 70 mil metros quadrados de área três restaurantes, estacionamentos distintos para carros e ônibus, além de uma pousada. Esta último só estará pronta na segunda etapa das obras e visa, como público, os compradores de lugares mais distantes.

Já o destaque e diferencial da Cidade da Confecção é o horário de funcionamento: 24h durante toda a semana, o que deve gerar 27 mil postos diretos distribuídos entre os três turnos.

"Este é um dos poucos empreendimentos que podemos dizer que é literalmente desenvolvimentista, pois traz impacto para a economia local tanto de investimento quanto de geração de empregos", destaca o secretário de Caucaia.

Mais gente que o esperado

Com preço por box definido em R$ 7.500, ele garantiu que, tão logo saia o Habite-se (autorização dada pela Prefeitura para que as obras de determinada construção sejam autorizadas), as vendas começam.

Vieira ainda contou que cerca de 4,5 mil pessoas já foram cadastradas para a compra dos boxes pela associação responsável por organizar a chegada dos novos comerciantes. O fato de lançar o empreendimento com uma demanda maior que a oferta de unidades para a primeira etapa do projeto é vista como positiva, "afinal, mostra o quanto o setor de confecção está aquecido".

Entre os interessados em vender suas roupas na Cidade da Confecção, o secretário contou de parte dos vendedores da Rua José Avelino e do conhecido "esqueleto do Beco da Poeira", ambos em Fortaleza.

"Lá eles estão negociando nas calçadas, sujeitos à chuva e Sol, além dos fiscais da Prefeitura. Aqui (em Caucaia), eles vão ter um ambiente climatizado, com infraestrutura adequada, com um tratamento humanizado", ressalta Vieira.

A demanda, de acordo com ele, também deve-se ao interesse de negociantes do setor oriundos de outros estados do Nordeste, os quais já comercializam fora do Ceará e pretendem aumentar o alcance de suas vendas.

Prospecção

A ideia da Cidade da Confecção também contou com exemplos de fora do Estado. Vieira disse que o primeiro contato para o empreendimento aconteceu quando a Prefeitura articulava a captação de outro grande projeto, a Cidade do Atacado. Segundo ele, um dos investidores inspirou-se nesse modelo e teve a ideia de criar um complexo voltado apenas para o setor da confecção cearense.

Na prospecção de informações, além de sondar os comerciantes do Centro de Fortaleza, foi visitado também um projeto semelhante localizado na cidade de Toritama, em Pernambuco, onde constataram que a maioria das peças vendidas são produzidas no Ceará.

"Ele viu a oportunidade de trazer o público alvo deles, que é o pessoal do Norte, para comprar aqui em Caucaia", ressaltou o secretário.

Vantagens

Vieira argumentou que os compradores de Pará e Maranhão economizarão cerca de 800km se optarem por Caucaia e não por Toritama, além de poder comprar a um preço mais em conta, pois os próprios cearenses venderão o artigo, o qual não terá os custos da ida à Pernambuco embutidos no preço final.

Para os quatro investidores idealizadores da Cidade da Confecção, Vieira informou de benefícios, como o abatimento de até 90% do Imposto Sobre Propriedade Predial Urbana (IPTU) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), por 11 anos; além do mesmo percentual dado para os alvarás de construção, funcionamento e licença ambiental. Outra vantagem apontada pelo secretário beneficia os carros de empresas localizadas em Caucaia. Para todos os veículos emplacados no município será dada isenção do pedágio da ponte do rio Ceará, no limite com Fortaleza.

Investimento

80 milhões serão aplicados para a construção de todos os nove mil boxes, além da área reservada para estacionamento e pousada espalhados nos 70 mil m²

ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA
REPÓRTER
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
PRÊMIO CONTRIBUINTES 2012
Estímulo à cidadania para mudar perfil econômico do CE
Durante lançamento do Prêmio Contribuintes, foram apresentados os números da arrecadação estadual

O crescimento econômico passa também por uma arrecadação que propicie capacidade de investimento. Nesse ponto, o Ceará tem feito o seu dever de casa. No primeiro semestre de 2012, acumulou incremento de 11,3% no total recebido, saltando de R$ 5,936 bilhões para R$ 6,607 bilhões em relação à primeira metade do ano imediatamente anterior. Destaque para a elevação da arrecadação própria, e, por conseguinte, menor dependência das transferências do Executivo Federal.

Os investimentos públicos, a intensificação do advento de mais colaboradores do setor privado e iniciativas como a realização do Prêmio Contribuintes - que conscientiza a população acerca da prudência de se colaborar com o fortalecimento do erário estadual -, são considerados grandes pilares desse avanço econômico. Mais do que isso, são condições imprescindíveis para promover o Ceará a uma posição de referência para outras unidades da Federação.

Para o secretário da Fazenda Estadual (Sefaz-CE), Mauro Benevides Filho, a forma como o Ceará está sabendo absorver os efeitos da turbulência internacional é uma comprovação de como a economia local está cada vez mais fortalecida. "Nós estamos crescendo acima da média brasileira. Nossa diferença do aumento que é arrecadado está acima, proporcionalmente falando, ao do País", disse Mauro Filho, na noite de ontem, durante o lançamento da 6ª edição do Prêmio Contribuintes, no Gran Marquise Hotel, na Beira-Mar.

Segundo ele, somente o que foi acumulado nos primeiros seis meses deste ano com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) superou em 14,39% todo o volume registrado em similar intervalo do ano passado. "Isso só ratifica que a nossa política pública e permanente de redução de alíquotas, a cada quatro meses, tem favorecido a ampliação do montante que entra no tesouro estadual", comentou.

Outro indicador que Mauro Filho fez questão de ressaltar foi o do crescimento da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). De acordo com o titular da Sefaz-CE, foi confirmado avanço de 14,08% com esse imposto. "Nós baixamos a alíquota do IPVA de alguns veículos que resultou nesse desempenho já esperado", ratificou.

Para Mauro Filho, os resultados positivos são frutos de uma série de ações nas quais uma das mais salutares é a realização da premiação originada de uma parceria de seis anos com as empresas do Sistema Verdes Mares. "O Prêmio Contribuintes é a comprovação de que investimentos público e privado, quando caminham juntos, resultam no avanço econômico de uma região", afirmou o secretário.

Ele acrescentou que o impacto do alcance dessa iniciativa já está sendo confirmado pelos empresários, que, anualmente, são homenageados com a honraria, e pela população cearense. "Hoje, as pessoas têm a consciência de cobrar as notas fiscais muito mais do que antes. E, por sua vez, elas estão vendo o retorno desses recursos, que estão sendo aplicados em educação, saúde, infraestrutura e outras áreas".

Marco na história

De acordo com o diretor-superintendente do Diário do Nordeste, Pádua Lopes, a premiação é muito mais do que simplesmente um projeto que deu certo, "é um marco" na história do Estado. "O Prêmio Contribuintes alcança sua 6ª edição ininterrupta como uma campanha vitoriosa, porque atinge seus objetivos, e uma campanha consolidada, porque é bem aceita pela opinião pública", assinalou, parabenizando a Sefaz-CE, na pessoa do secretário Mauro Benevides Filho, sobre o sucesso da parceria. "O Governo do Ceará tem dado exemplo de eficiência ao promover reduções nas alíquotas do ICMS, ao mesmo tempo em que aumenta a arrecadação estadual. Esse resultado exitoso encontra fundamento na difusão da responsabilidade social".

O Prêmio Contribuintes tem servido para disseminar e expandir o conceito de cidadania entre os empresários tanto de Fortaleza como das macrorregiões do Estado. Com o aumento da arrecadação tributária, eleva-se também o volume de investimentos que o Ceará fará nos próximos anos. Nas cinco edições do Prêmio Contribuintes foram homenageadas mais de 350 empresas, tanto de Fortaleza e Região Metropolitana, como das quatro macrorregiões do Ceará.

Também são homenageados nas solenidades do Prêmio os contabilistas, peças fundamentais na organização das empresas, na identificação dos tributos, e portanto, no devido repasse para o Estado. O Sistema Verdes Mares, com seus veículos de comunicação, divulga matérias informativas e campanhas publicitárias acerca do Prêmio Contribuintes e os benefícios com a arrecadação tributária para o desenvolvimento do Ceará.

Na opinião do diretor comercial do Diário do Nordeste, Antônio Gomes Vidal, a premiação é a consolidação de uma ideia vitoriosa que se robusteceu com o passar desses primeiros seis anos da honraria.

"O Prêmio Contribuintes tem ajudado o Estado a investir melhor. Basta ver onde estão sendo aplicados os recursos. Para as empresas do Sistema Verdes Mares é a certeza de que a missão está sendo cumprida. É uma vitória não somente para nós, mas, principalmente, para toda sociedade cearense, que é quem mais ganha com essa iniciativa", concluiu Vidal.

Novidade

Neste ano, a premiação trará uma novidade: a criação de uma categoria especial para empresas que seguem critérios ambientais alinhados com o que há de excelência em dar condições sustentáveis de desenvolvimento, ou seja, de manter e promover um nível de crescimento sem causar danos ao meio ambiente.

O QUE ELES PENSAM

Em prol do Estado

"Você imagina a relevância dos impostos para o Estado? É muito grande. É o combustível, ou melhor, é o sangue que move todas as ações. Iniciativas como a do Prêmio Contribuintes só ajudam a ressaltar essa importância para toda a sociedade. Minha empresa, por exemplo, já foi ganhadora. Sinto-me privilegiado de contribuir para o crescimento do Ceará"
João Rabelo
Proprietári o das Lojas Rabelo

"Essa integração entre governo estadual e imprensa, por meio do Sistema Verdes Mares, é de suma importância para o crescimento da economia cearense à medida que é um incentivo para o empresário continuar colaborando com sua contribuição para o desenvolvimento do Estado. A gente só tem que celebrar essa ação que se consolida a cada ano"
José Vilmar Ferreira
Presidente da Aço Cearense

FIQUE POR DENTRO
Sucesso marca história da honraria

Criado no ano de 2007, o Prêmio Contribuintes Ceará é uma iniciativa do Sistema Verdes Mares (SVM) que, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefaz), reconhece ano a ano a contribuição de empresas e empresários ao desenvolvimento do Estado. Os que mais recolhem ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) durante cada exercício, em suas respectivas regiões e segmentos produtivos, são agraciados com a honraria e aplaudidos publicamente. A promoção prova o quão importante é a parceria entre poder público e setor privado.
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DIÁRIO DO NORDESTE

25 de julho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM II
Anacés terão 2 opções de terreno
Área em questão é a última definição para o desentrave do início das obras da refinaria Premium II

Duas opções de terreno no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) serão apresentados pelo Governo do Estado aos índios Anacé, que reivindicam uma área de preservação para a comunidade. Esta é a última definição para o desentrave do início das obras da refinaria Premium II. A reunião que discutirá a questão, que deveria ter ocorrido na última segunda-feira, foi adiada para a próxima sexta-feira, no Cambeba.

Segundo o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, os dois terrenos possuem área semelhante à do último que foi solicitado pelos anacés, que tinha extensão de 889 hectares. "Um deles, inclusive, é ainda maior", informa. A comunidade anacé, inicialmente, apresentou proposta de uma localidade de 1.600 hectares e, em negociação com o governo, reduziu o pedido para quase a metade da área. "Contudo, nós ponderamos que a área, além de ser cara, seria de difícil desapropriação. Para que o Estado constitua a área de segurança, ele precisa proceder o terreno para a União, mas a transferência desse terreno seria complicada, e poderia demorar", esclarece Oliveira. A partir de então, o Governo do Estado buscou novas áreas, e irá apresentar as opções na sexta. Segundo o procurador, é possível que os indígenas apresentem sugestão. "Eles ficaram de ver se há uma outra área do interesse deles, e nos trazer. Mas não se comprometeram de trazer essa proposta".

Preço adequado

As opções que serão mostradas, informa o procurador, possuem preço considerado adequado pelo governo e são áreas de mais fácil desapropriação. "Eu acredito que essa questão vai se resolver, e estamos fazendo o esforço para isso. Só depende deles", garante. No encontro, estarão presentes os representantes da comunidade Anacé, Procuradoria Geral do Estado, Funai no Ceará, Secretaria de Infraestrutura e do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace).

De acordo com o coordenador da Funai no Ceará, Paulo Fernando, a reunião da segunda-feira foi adiada por conta de um problema de saúde do representante da comunidade indígena.

O terreno em questão foi solicitado pela Funai à Petrobras, a pedido das comunidades indígenas, e é um dos requisitos que o órgão espera constar dentro do Plano Básico Ambiental (PBA) que a empresa deverá devolver à Funai. Este documento será avaliado para que o órgão dê sua anuência ao empreendimento. Somente com tal anuência, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) poderá expedir a Licença de Instalação para a refinaria. A definição do terreno a ser doado será tomada no Ceará. Após isso, haverá uma outra reunião, em Brasília, para acertar as responsabilidades com a transferência.

SÉRGIO DE SOUSA
REPÓRTER
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O ESTADO

25 de julho de 2012

 
30 CEARENSES MAIS INFLUENTES
Sociedade - Os 30 cearenses mais influentes
Coluna do Flávio Tôrres

O Atlantic Hall do Marina Park Hotel foi o palco do evento da entrega do troféu Os 30 Cearenses Mais Influentes . Priscila Cavaslcanti grifou o cerimonial.

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O POVO

25 de julho de 2012

 
SINDUSCON
Frontstage it - Sinduscon
Coluna do Adriano Nogueira

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