Fortaleza, CE - domingo, 22 de julho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Lêda Maria - Dia da Indústria, 26...
- CNI e INDI lançam o Inova-Ceará

SESI
- Centro Integrado SESI/SENAI de Sobral recruta - Porteiro
- Sesi recruta - Especialista em Conteúdos

SENAI
- Cursos - SENAI/CFP AUA

IEL
- Estágios - IEL/CE

COMÉRCIO
- Ceará cresce o dobro do País

INFRA-ESTRUTURA
- Egídio Serpa - Bom é engenheiro
- Egídio Serpa - Elogios ao Centro
- Editorial - Oportunidade inédita
- Aeroportos para 2014

POLÍTICA
- Moroni lidera e Inácio disputa 2º lugar com Heitor
- 71% ainda não sabem em quem votar

SINDICATO
- Em fase ruim, setor gráfico aproveita para faturar
- Juazeiro do Norte é polo de desenvolvimento no Cariri


DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Lêda Maria - Dia da Indústria, 26...
..., trará, a Fortaleza, o presidente da CNI, Robson Braga. Ele está na foto com o presidente da Fiec, Roberto Macêdo, e a amada Tânia.

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
PROGRAMA "INOVA-CEARÁ - STARTUPS"
CNI e INDI lançam o Inova-Ceará
A CNI, em parceria com o INDI, da Fiec, lançam o programa "Inova-Ceará - Startups", tendo como ação inicial o Programa Apóstolos da Inovação, que ocorre durante as férias para 12 estudantes. Os alunos visitam empresas, governo e instituições de pesquisa, em prol do desenvolvimento regional e inovação.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
SENAI - SELEÇÃO
Centro Integrado SESI/SENAI de Sobral recruta - Porteiro
Porteiro

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
SELEÇÃO
Sesi recruta - Especialista em Conteúdos
Especialista em Conteúdos

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
CURSOS
Cursos - SENAI/CFP AUA
Tel.: (85) 3421-5300
www.senai-ce.org.br

Produção Mais Limpa
Período: 20/08 a 24/08/2012
Investimento: R$ 180,00
Informações: turma disponível das 18h30 às 22h. Aos interessados, a carga total é de 20 horas / aula.

Masp
Período: 20/08 a 23/08/2012
Investimento: R$ 200,00
Informações: aos interessados, turma disponível das 18h30 às 22h.

Comandos Hidráulicos
Período: 23/07 a 10/08/2012
Investimento: R$ 110,00
Informações: turma das 18h30 às 21h30. A carga total é de 40 horas.

Programa 5s
Período: 06/08 a 10/08/2012
Investimento: R$ 180,00
Informações: turma das 13h às 17h. Aos que ficaram interessados, a carga é de 20 horas / aula.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
ESTÁGIOS
Estágios - IEL/CE
IEL
Tel.: (85) 3421-6514
www.iel.org.br/estagio
E-mail: estagio-iel@sfiec.org.br


Administração

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622,00
Seleção: IEL
Informações: vaga das 7h30 às 13h30 para candidatos a partir do 4º semestre que possuam conhecimentos no pacote Office (principalmente Word e Excel); desejável experiência na área de logística. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 2,00 por dia estagiado.

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622,00
Seleção: IEL
Informações: oportunidade para candidatos a partir do 5º semestre com nível intermediário em Excel, Power Point e Word. Aos que desejam participar do processo seletivo, além da bolsa, há vale-transporte - R$ 2,00 por dia estagiado.

Comércio Exterior

Vagas: 01
Remuneração: R$ 817,00
Seleção: IEL
Informações: podem concorrer estudantes a partir do 3º semestre com nível avançado de inglês, conhecimentos sobre importação e exportação, além de nível intermediário em Excel.


Secretariado Executivo

Vagas: 01
Remuneração: R$ 581,00
Seleção: IEL
Informações: podem concorrer candidatos com pelo menos 50% do curso concluído. A vaga é das 13h às 18h, com direito a auxílio transporte no valor de R$ 66,00 por mês.

Psicologia

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para estudantes a partir do 5º semestre que possuam conhecimentos comprovados em informática básica, recrutamento, seleção de pessoas, treinamento e desenvolvimento. Estágio das 13h às 17h; a carga total é de 20 horas.

Publicidade

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para candidatos a partir do 5º semestre que possuam conhecimentos em Photoshop, Ilustrator e Endomarketing. O estágio é das 8h às 12h, com auxílio transporte no valor de R$ 2,00.

Teatro

Vagas: 01
Remuneração: R$ 510,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para estagiar com construção de esquetes teatrais (texto e encenação), leituras dramáticas e jogos teatrais. Aos que desejam participar do processo seletivo, o estágio é das 8h às 12h, com ajuda de custo para transporte.

Farmácia

Vagas: 01
Remuneração: R$ 236,00*
Seleção: IEL
Informações: *além da bolsa, há R$ 260,00 de vale-alimentação, auxílio transporte e plano de saúde. Podem concorrer candidatos a partir do 3º semestre, com nível básico em informática. Aos que ficaram interessados, a vaga é das 8h às 12h.

Jurídicas

Direito

Vagas: 01
Remuneração: R$ 364,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para candidatos com facilidade redacional, conhecimentos dos diversos tipos de documentos oficiais como ofícios e memorandos. A carga é de 20 horas, das 7h30 às 11h30. Além da bolsa, há auxílio transporte no valor de R$ 6,00 por dia estagiado.

Engenharia de Produção

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para estudantes a partir do 5º semestre que possuam conhecimentos básicos em PCP. A carga é de 30 horas, das 7h30 às 13h30, com direito a auxílio transporte no valor de R$ 2,00.

Vagas: 01
Remuneração: R$ 817,00
Seleção: IEL
Informações: oportunidade para candidatos a partir do 5º semestre com conhecimentos em sistema de gestão, sistema de qualidade, PCP, Excel em nível avançado e Access intermediário. Além da bolsa, a vaga oferece vale-alimentação de R$ 60,00 por mês, vale-transporte ou vale-combustível, plano de saúde e refeição no local.

Logística

Vagas: 01
Remuneração: R$ 622,00
Seleção: IEL
Informações: vaga para quem possui conhecimentos no pacote Office. É desejável experiência na área de logística. Podem concorrer candidatos a partir do 2º semestre; estágio das 7h30 às 13h30.
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O POVO

22 de julho de 2012

 
SETOR DE SUPERMERCADOS
Ceará cresce o dobro do País
Os supermercados festejam altas de até 78% por ano, mesmo com a marcha lenta do restante da economia do País. O Ceará cresceu mais do que a média nacional e o Nordeste é apontado como a região mais promissora do País. Proporcionalmente, o Estado tem o maior faturamento da região

Há quem vá mal na economia brasileira – a indústria que o diga. Mas, para a leva varejista de supermercados, o discurso tem ar bem mais arejado. Este é um dos setores que mais crescem no País: 4%, em 2011, frente a um Produto Interno Bruto (PIB) nacional bem mais tímido, 2,7%. O Ceará supermercadista foi ainda mais ousado: cresceu 8% no ano passado, o dobro da média nacional. Faturou R$ 3,559 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

“Na indústria é que residem os pessimistas do mercado. O mercado de consumo alimentar no Brasil tem crescido num ritmo bem melhor”, afirma o presidente nacional da Abras, Sussumu Honda. Foram R$ 161,053 bilhões faturados em 2011. Neste ano, o ritmo tem se mantido. Só no primeiro quadrimestre de 2012, segundo Honda, o setor cresceu 6,8%, em relação ao mesmo período do ano passado, superando as expectativas. “Vamos rever a projeção de crescimento para este ano, que estava em 3%”, adianta ele.

Mas o bolo bilionário que os supermercadistas faturam não é lá tão bem dividido entre as regiões do País. Segundo a Abras, Sul e Sudeste concentram mais de 70% do faturamento total do setor no Brasil. A maior parte das grandes redes nacionais tem sede nessas regiões, atraindo para lá os lucros obtidos nos demais estados brasileiros.

Os supermercados com sede no Norte e Nordeste embolsaram R$ 31,7 bilhões em 2011. Bem abaixo dos R$ 89 bilhões só do Sudeste. O presidente da Abras, no entanto, destaca o Nordeste como a região mais promissora do País.


“O que mais impacta positivamente o faturamento dos supermercados é o reajuste do salário mínimo. O aumento de 14% no valor do mínimo (R$ 622) fez crescer a massa salarial das classes mais baixas da população e dos aposentados. Grande parte dessa população está no Nordeste do País”, explica Honda. Com a crescente melhoria da renda dos brasileiros, cuja maioria está hoje na classe C, mudou o padrão de consumo das famílias. “As classes E, D e C passaram a consumir mais categorias de produtos como queijo, iogurte, carnes”, cita.

Nordeste promissor
Outro fator que endossa o coro do presidente da associação é o crescimento do Nordeste acima da média nacional, o que tem atraído as maiores redes varejistas do mundo. Os grupos Walmart, Cencosud e Carrefour já marcam presença na região.

Em números brutos, a Bahia é maior mercado do Nordeste e o sexto do País, com faturamento de R$ 8,053 bilhões, em 2011, mas com quatro vezes o número de lojas do Ceará. São 402 supermercados no estado baiano. Pernambuco vem em segundo lugar entre os estados da região. Faturou R$ 4,992 bilhões ano passado, com 125 lojas. É o oitavo no Brasil.

Mas, proporcionalmente, é o Ceará que se destaca com o maior faturamento do Nordeste (R$ 3,559 bilhões), diante do reduzido número de lojas, 93. O Estado é hoje o 11º em faturamento no País, de acordo com o ranking Abras de 2012.Números bastante otimistas para o estado, que já é o 4º em investimentos públicos, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“O Ceará é um estado de apetite para o investidor. Tanto que os grandes players nacionais chegam aqui até nas cidades de 200 mil habitantes”, ressalta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), Honório Pinheiro.

Segundo ele, o setor supermercadista no Ceará cresce a taxas de 7% a 8% por ano. É o dobro da média nacional. A maioria dos supermercados do Estado, no entanto, aposta em crescimento de até 20% para 2012.


ENTENDA A NOTÍCIA


O PIB brasileiro de 2011, que fechou em 2,7%, foi puxado pelo consumo das famílias brasileiras, o qual teve expansão de 4,1% em relação a 2010. Também tiveram bons resultados o agropecuário (3,9%); e os serviços (2,7%). O pior desempenho foi o da indústria (1,6%).

Números

11º
lugar no País é onde está o setor de supermercados do Ceará quanto ao faturamento


8%
é a média de crescimento, por ano, do setor no Estado


O jeito cearense de fazer mercantil

O setor supermercadista cearense cresce 8% ao ano, mas quem se associa diz render até 20% anualmente. Os bons resultados fizeram da cearense Super Rede o melhor exemplo de associação de supermercados do País


De acordo com o presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), Aníbal Feijó, o fato de o setor supermercadista do Ceará crescer duas vezes o que cresce a média nacional tem causa em uma experiência em especial: o associativismo. “Unem-se 10 a 15 supermercados e eles passam a negociar todos juntos. Assim, eles conseguem reduzir custos e oferecer preços mais competitivos ao cliente”, explica.


Segundo ele, o Ceará tem 26 associações de supermercados, que faturam R$ 2 bilhões anuais – todo o setor fatura junto R$ 3,559 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

“Quando um pequeno mercado se associa a outros, ele se torna tão forte quanto os maiores. São mais de mil pequenos associados no Estado que assim conseguem sobreviver, diante da concorrência dos hipermercados”, avalia.

O presidente da Abras concorda. “O formato de associação de pequenas redes locais está em forte expansão no Nordeste. E é o Ceará que tem o mais bem-sucedido exemplo do Brasil, a Super Rede”, afirma Sussumu Honda.

Seis marcas e 40 lojas

A Super Rede é uma associação de seis marcas de supermercados, que já somam 40 lojas com atuação em 13 municípios do Estado. “Somos a maior força de venda do Ceará, mais do que qualquer grande rede isolada no Estado”, defende o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), Honório Pinheiro.


Segundo ele, a Super Rede deve faturar R$ 1 bilhão em 2012. Honório é também diretor de um dos supermercados regionais que mais faturam no Ceará, o Pinheiro Supermercado. Foram R$ 217,779 milhões, em 2011, segundo ranking 2012 da Abras. “Crescemos mais do que a média cearense. Nossas taxas são de até 11%”, diz.

Há 20 anos, praticamos o associativismo e estamos aperfeiçoando isso. Nós continuamos concorrentes. Temos que manter pelo menos 1 quilômetro de distância de uma loja para a outra”, afirma o empresário. Mas destaca que as empresas “convergem” muitos aspectos.

“Nós compramos alguns produtos juntos, o que nos dá escala e poder de barganha. Também fazemos captação de pessoas e anúncios de produtos em conjunto, o que tem-nos ajudado bastante”, explica.

Diretor da Super Rede e do associado Super Frangolândia, José Ximenes frisa outras vantagens. “Tem também a troca de informações, o poder de barganha em negócios de compra de energia no mercado livre e em telefonia, treinamento em recursos humanos”, lista. De acordo com ele, só assim o Frangolândia pode apostar em crescimento de 20% ao ano, mesmo dando ênfase ao preço competitivo.

José Ximenes cita ainda que, dentro de 60 dias, deve ficar pronto novo projeto de expansão da estrutura da rede para absorver mais marcas. “Estamos nos estruturando para recebê-los, mas não dá para prever o número o mais de associados”. (Luar Maria Brandão)

ENTENDA A NOTÍCIA

A Super Rede nasceu em 2001 com o objetivo de oferecer maior variedade de produtos a preços mais acessíveis. A associação substituiu a antiga Unisuper, que funcionou por uma década no Ceará.

Saiba mais


Segundo pesquisa realizada em 2009 pela Associação Brasileira de Supermercados, em parceria com a Revista Super Hiper, a Super Rede foi apontada como a Maior Central de Negócios do Brasil.

As marcas da Super Rede são o: Super Frangolândia, Pinheiro Supermercado, Super Polar, Super do Povo, Super Lagoa e Compre Certo Supermercado. Antes, os Mercadinhos São Luiz também eram parte, mas deixou a associação por divergência na compra de produtos.

Há 21 anos no mercado, o Pinheiro Supermercado tem 10 lojas: 5 em Fortaleza e as demais em Quixadá, Limoeiro do Norte, Itapipoca e Sobral. Segundo Honório Pinheiro, “novas praças têm sido prospectadas”.

O Super Frangolândia tem 5 lojas em Fortaleza, uma em Maracanaú, uma em Aracati e outra em Tianguá. Para este ano, os projetos são ampliar duas unidades em Fortaleza e inaugurar mais duas lojas no Eusébio e mais outra na Av. dos Expedicionários, em 2013.


Números


1bi de reais. É quanto a Super Rede deve faturar neste ano, de acordo com estimativas da associação



13 municípios do Estado têm lojas da Super Rede. A associação, que tem seis marcas, soma 40 lojas no Ceará

A presença dos grandes players do mercado

O consumidor cearense já tem à disposição lojas das quatro redes que mais faturam no País. Elas trazem ao Estado a oferta de até 30 mil itens em um mesmo lugar, além de marcas próprias






Já estão presentes o agora francês Grupo Pão de Açúcar (com as bandeiras Pão de Açúcar e Extra), o Grupo Carrefour (com Atacadão e Carrefour), o norte-americano Walmart (com as marcas Hiper Bompreço, Maxxi Atacado, Sam’s Club e Bompreço) e, por fim, o chileno Cencosud (com o G.Barbosa). Juntos, esses quatro grupos faturaram R$ 111 bilhões em todo o País, em 2011.

“Os players internacionais já chegam não só à Capital, mas ao Interior também, principalmente em Juazeiro do Norte e Sobral”, afirma Honório Pinheiro, da FCDL. Ele adianta que, em breve, Sobral receberá a primeira loja do Carrefour. “Será um Atacadão, mas ainda não há datas”.

O vice-presidente de supermercados do Walmart Brasil, Eduardo Laranja, disse ao O POVO que o Nordeste tem-se destacado na operação do Walmart Brasil, porque a economia tem crescido acima da média do País. Grande parte dos investimentos tem ocorrido na região.


“Das 11 unidades abertas no País neste ano, 10 estão localizadas no Nordeste, inclusive no Ceará. Em fevereiro deste ano, inauguramos um Hiper Bompreço, no bairro do Parreão, em Fortaleza, um investimento de R$ 35 milhões com a geração de mais de 250 empregos diretos”, afirma.

Em 2011, já haviam sido inauguradas três novas unidades no Estado, expandindo-se a operação para o Interior, com a abertura de um Hiper Bompreço e um Maxxi Atacado em Juazeiro do Norte. A terceira loja foi aberta na avenida Washington Soares, totalizando investimento de R$ 100 milhões.

Oferta variada
Com tanto dinheiro para investir em lojas, os grandes grupos supermercadistas chegam a oferecer até 30 mil itens nas áreas de vendas. Os produtos variam de arroz a eletroeletrônicos, além de produtos próprios.

É o caso do G.Barbosa, pertencente ao estrangeiro Cencosud. O grupo chegou a Fortaleza em 2010, com a compra do Super Família. Em 2011, a bandeira mudou para G.Barbosa. São cinco lojas.

“Em nossa seção de eletroeletrônicos, oferecemos produtos da marca própria Nex, como liquidificadores, sanduicheiras e DVDs. Há a linha Krea de cama, mesa e banho, sem contar a marca própria G.Barbosa, com produtos na categoria de alimentos à higiene”, exemplifica o gerente de marketing da rede G.Barbosa, Thiago Donald.

Cartões de crédito em parceria com grandes bancos também são um serviço diferenciado das redes. “Temos um milhão de usuários”, informa o gerente.

Ainda de acordo com Donald, o grupo Cencosud alcançou o maior índice de crescimento entre as principais redes varejistas, com 78,1%, mais que o dobro da média nacional (20,7%). (Luar Maria Brandão)


Dicionário


Hipermercados têm grandes áreas horizontais, com seções de vendas a partir de 8 mil metros quadrados, podendo atingir área superior a 20 mil m². Seguem o conceito de one stop shopping (“única parada para compras”), com cobertura de todos os tipos de produto. A rede Carrefour e o WalMart são exemplos.

Supermercados são lojas com áreas que variam de 100 metros quadrados a até 5 mil m² e que têm produtos de maioria alimentícia, em geral, nos ramos de mercearia, carnes, frios, laticínios e hortifrutigranjeiros, trabalhando em média com 20 mil itens. Oferecem alguns artigos de uso e consumo doméstico imediato, operando pelo sistema de autosserviço. Exemplos: Pão de Açúcar e Mercadinhos São Luiz.



FONTE: ABRAS


Números


25
mil pessoas é o total de clientes que circula nas lojas Walmart do Ceará todos os dias.


20
por cento Esse tem sido o crescimento anual médio das grandes redes supermercadistas no Ceará.

Varejistas pedem lei para conter grandes redes

Varejistas do setor de supermercados regionais dizem ter uma característica que multinacional ou grande rede nacional nenhuma tem: o conhecimento do consumidor cearense e o atendimento caloroso, personalizado. Mesmo assim, eles pedem leis para conter a “invasão” dos grandes.


“Estamos tentando construir uma regulação mínima para o varejo regional”, afirma o presidente da FCDL-CE, Honório Pinheiro. Ele sugere leis municipais que inibam a instalação de lojas grandes em “qualquer lugar”, a exemplo do que já ocorre em Porto Alegre (RS). Lá, segundo a lei complementar nº 462, de 2001, é proibido construir novos supermercados e hipermercados com área superior a 1.500 m² no município.


“É uma forma de preservar o mercado interno, até porque nossa vocação é comercial”, avalia Honório. O diretor geral dos Mercadinhos São Luiz fala dos incentivos tributários que têm as empresas de fora. “Mas eles não têm o conhecimento do nosso povo. Cearense detesta rampa, por exemplo, e gosta de estacionar na frente da loja. Além de sermos bem mais calorosos”, conta. (Luar Maria Brandão)

Supermercados viram verdadeiros shoppings

Grandes ou pequenos, os supermercados da Cidade agregam carta variada de serviços. Dos cafés aos salões de beleza, a ideia é aumentar a estadia dos clientes dentro das lojas

Nem só de compras do mês fazem-se os clientes dos supermercados hoje. A oferta grande de serviços, como cafés, pizzarias, lavanderias, livrarias e salões de beleza, chega para que o consumidor possa resolver tudo em um só lugar, aumentando a estada nas lojas e os gastos também.


“Se visitar lojas fora do Estado, você percebe que o nível das lojas do Ceará é bem superior. Cearense gosta de padaria, sushi bar. O que diferencia totalmente o serviço prestado pelas lojas daqui”, diz o diretor geral dos Mercadinhos São Luiz, Severino Neto. Ele afirma que as melhores lojas do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, estão no Ceará.

“Eles chegam aqui com uma percepção totalmente diferente da postura do consumidor cearense e acabam tendo que aprender com a gente para se sustentar no mercado”, avalia o empresário.

Diretor da Super Rede e do Super Frangolândia, José Ximeses concorda. “Acabamos nos fortalecendo quando previmos a chega das multinacionais. Oferecemos mais serviços, aprendemos a competir. Hoje, eles se espelham na gente”, diz.

Essa estratégia de marketing impulsionou as vendas e o consequente crescimento dos supermercados no Ceará. É o que afirma a professora doutora em marketing da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cláudia Buhamra.

“O mercado varejista de supermercados sempre foi e sempre será promissor, porque lida com um bem de primeira necessidade, o alimento. Mas eles perceberam que não bastam produtos. É preciso serviço também”, explica a professora, que é chefe de departamento do curso de Administração da UFC.

Fidelização
Segundo a especialista, para fazer parte do conjunto de consideração das marcas que o consumidor lembra em primeiro lugar, a empresa tem que oferecer mix de produtos, passando por preços competitivos e por um ponto de venda também atrativo. “Serviços adicionais como delivery, café, almoço fazem com que o cliente se apegue ao seu negócio, se fidelize”, lista Buhamra.

E esses serviços variados já chegam à maioria dos supermercados, com foco no público A ou com foco na classe D. “Isso independe de classe social”, afirma a especialista.

Mas, acima de todo e qualquer serviço, Buhamra alerta que é fundamental um bom atendimento. “Não adianta ser tecnicamente perfeito e ter funcionários insatisfeitos que, no final, vão descontar no cliente. Ninguém quer chegar a um café e encontrar gente mal humorada lá, não é mesmo?”. (Luar Maria Brandão)

História


Os primeiros supermercados surgiram há mais de 80 anos, nos Estados Unidos. O nome do primeiro deles foi King Kullen, inaugurado em 1930 pelo empresário norte-americano Michael Cullen.

A estratégia dele era simples: comprou um galpão industrial, adaptou o lugar para vender comida e deixou que as pessoas se servissem sozinhas. E tinha mais um detalhe: : os preços eram bem mais baixos que nos antigos armazéns, onde os funcionários entregavam o produto nas mãos dos clientes.

Em apenas seis anos, Cullen faturou alto e conseguiu abrir mais 16 filiais em Nova York.

Nos anos 1950, os supermercados chegaram à Europa e ao Brasil. Por aqui, o primeiro supermercado foi o Sirva-se, aberto em 1953 em São Paulo. Em 1980, vieram os hipermercados.

Números


320
milhões de reais foi o faturamento dos Mercadinhos São Luiz em 2011



12
lojas é o número de filiais que os Mercadinhos São Luiz tem no Ceará



780
metros quadrados é o tamanho do Super Polar Premium na avenida Mister Hull, em Fortaleza

Mercadinhos São Luiz com mira no bem-estar da clientela

Quem vê 12 lojas que faturam mais R$ 300 milhões ao ano nem imagina que tudo começou em 1926 com um armazém. Era o “Secos e Molhados”, mercearia do seu Luiz de Melo, que abastecia casas e fazendas do entorno. “Até hoje seguimos o princípio do meu avô, de atender bem a vizinhança”, explica Severino Neto, o diretor geral dos Mercadinhos São Luiz.

Ele diz que todos os serviços que o supermercado oferece são voltados ao bem-estar do cliente. “Por isso, começamos a oferecer serviços de café, sushi”, conta. Depois de se tornar um mercadinho em 1972, a marca do slogan “Me acostumei com você”, cresceu e hoje abrange 10 lojas em Fortaleza e uma em Juazeiro do Norte e outra no Crato.

Segundo Severino Neto, os planos constantes são de expandir e modernizar as lojas atuais. “Estamos com um projeto de loja na avenida Santos Dumont e que deve ser inaugurada no começo de 2013. Vamos reformar a loja da Av. Virgílio Távora e qualificar a da Av. Alberto Sá”, adianta.

O empresário diz que a estratégia é sempre oferecer novos serviços com as novas lojas, mas equiparar sempre o nível das demais, mantendo o padrão.

A gente trabalha com três pontos determinantes constantemente: a qualidade, com padrão de loja, higiene e atendimento; variedade, não tem ninguém com nossa variedade; e preço competitivo”, Neto diz que, com esse tripé, os Mercadinhos São Luiz conseguem manter crescimento de 18% a 20% ao ano.

“Acreditamos que toda essa crise apresentada no mercado mundial passe longe do setor supermercadista cearense e que a gente continue crescendo nesse patamar”, finaliza o empresário. (Luar Maria Brandão)


Mercado Premium ganha áreas menos nobres

Depois de 36 anos de história na Barra do Ceará, o supermercado Super Polar ganhou novo arranjo, logomarca, serviços diferenciados e uma nova ambição: oferecer serviço de alta qualidade num espaço acolhedor para todas as classes sociais do entorno.

Instalou-se na Mister Hull, uma das avenidas mais movimentadas de Fortaleza, o Super Polar Premium. Em um tamanho de apenas 780 metros quadrados, a ideia do empresário Gladson Lemos é oferecer produtos diferenciados, como mirtilo e até champanhe francês, em um ambiente “acolhedor e com alta qualidade no atendimento”.

“Nosso objetivo não é elitizar, mas gerar um conceito de loja diferenciado que atenda a todas as classes. Por isso, oferecemos de produtos a preços competitivos, como o Super Polar da Barra, a artigos mais refinados”, argumenta.

O Super Polar Premium tem ainda espaço gourmet, com sushi bar, confeitaria, café e adega, com direito a totens digitais de auxílio à escolha do cliente.

Gladson diz ainda que a localização é uma aposta no poder de consumo do público da UFC, do prédio comercial de 600 salas que deve ser inaugurado ao fim do ano e dos moradores das residências que se levantam por lá.

“Quero chamar a atenção. Na Mister Hull passam 140 mil carros todos os dias. É porta de entrada da Cidade”, diz. O empresário adianta ainda o interesse em abrir novas lojas na região do Guararapes, próximo ao Centro de Eventos. “Esperamos parceiros para isso, mas nosso objetivo é nos mantermos como mercado de vizinhança”. (Luar Maria Brandão)

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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
COMPLEXO PORTUÁRIO DO PECÉM
Egídio Serpa - Bom é engenheiro
Com a chegada das grandes empresas que se implantam no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, diversificam-se as fontes de informação dos profissionais de imprensa que lidam com os fatos econômicos de interesse do Ceará. É uma tarefa difícil, aqui, ocupar o espaço jornalístico dedicado à divulgação do que fazem - ou deixam de fazer - os agentes econômicos, públicos e privados. Os primeiros são muito mais acessíveis. Os outros, com as exceções que confirmam a regra, são de difícil acesso, aparentam um temor inexplicável. Há poucos empresários que dizem o que faz sua empresa.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ
Egídio Serpa - Elogios ao Centro
Durante a conversa que mantiveram, sexta-feira, 13, com o empresário Ivens Dias Branco, a quem visitaram na Fábrica Fortaleza, Eduardo Campos e Renato Casagrande, governadores de Pernambuco e do Espírito Santo, não pouparam elogios ao Centro de Eventos do Ceará, onde haviam acabado de participar de reunião da Sudene. Os dois consideraram o equipamento "um marco do turismo do Ceará e do Nordeste". Campos e Casagrande elogiaram, ainda, o seu colega Cid Gomes
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
COPA DO MUNDO 2014
Editorial - Oportunidade inédita
Quando se intensificam os preparativos para a realização da Copa Mundial de Futebol em 2014, há que se lembrar que o Brasil já sediou o mesmo evento em 1950 e, por um deslize até hoje discutido, perdeu o título na decisão final, no estádio do Maracanã, deixando os brasileiros praticamente em estado de luto. Convém ressaltar que, para a realização do evento, as circunstâncias eram bem diferentes em meados do século passado. A promoção, naquela época, assumia bem menor dimensão, sem o aspecto gigantesco de hoje, com destinação de verbas astronômicas e a necessidade de modificações nas cidades onde serão disputados os jogos.

Em 1950, o grande investimento praticamente se ateve à construção do estádio do Maracanã, então considerado o maior e mais bem equipado do mundo. Agora, o Maracanã tem de ser refeito para estar à altura da grandiosidade do mais abrangente torneio futebolístico.

Os investimentos exigidos para a realização da Copa do Mundo destinam-se a áreas diversificadas, entre as quais se encontram as de transporte, mobilidade urbana, telecomunicações, energia elétrica e saneamento, além de outros elementos básicos de infraestrutura. Pelo raciocínio lógico, tais setores deveriam ser objeto de atenções a serem abordadas de modo normal e permanente, independentemente de qualquer evento. Mesmo assim, pode-se considerar a Copa uma oportunidade inédita que, se bem conduzida, pode fazer o Brasil superar inúmeros problemas internos, além de lhe trazer as chances de propagar internacionalmente uma imagem positiva.

O evento tem condições concretas de servir como um catalisador de ações governamentais e empresariais, inclusive no campo da saúde e da segurança pública, dois itens que ainda deixam a desejar no contexto da realidade brasileira, mas que também têm chance de se beneficiar com as mudanças ora em curso.

É impressionante o número de visitantes esperados em 2014. Segundo previsões, o Brasil deverá receber no período cerca de oito milhões de estrangeiros, inúmeros dos quais, de acordo com o Ministério do Turismo, terão curiosidade de conhecer outros pontos atraentes do território nacional. Em decorrência disso, os planos para atendimento aos turistas não se concentram exclusivamente nas 12 cidades escolhidas para sediar a Copa, mas deverão se estender a outros locais classificados como importantes. O governo lida com 65 destinos considerados chaves, nos quais também deverão ser promovidos cursos de qualificação profissional.

A mobilidade urbana é o principal desafio enfrentado pelas metrópoles brasileiras onde acontecerão partidas importantes. A despeito da lentidão com que certas obras essenciais estão sendo desenvolvidas em Fortaleza, sua efetiva concretização irá constituir um inestimável legado para o futuro da cidade. Em consequência dessa expectativa, já parcialmente suprida pela aceleração das obras do metrô e de outros retoques que se esboçam na malha viária, ainda subsiste o temor de que nem tudo esteja conforme o desejado dentro de dois anos.

Um detalhe importante é que as cidades litorâneas estão recebendo recursos para os portos, com a intenção de trazer o maior número possível de cruzeiros, inclusive como alternativa de acomodação de qualidade para os turistas. Fortaleza se beneficiará nesse item, mas a preocupação a respeito das realizações necessárias, deve estar em pauta das reivindicações partidas da representatividade social e política do Ceará.
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
COPA DO MUNDO 2014
Aeroportos para 2014
Questiona-se quanto ao lento início e, por consequência, grande preocupação frente à duvidosa possibilidade de conclusão das obras de infraestrutura em todo o País nas cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014. Em algumas cidades, referidas obras estão ao encargo do governo estadual, já em outras sob a responsabilidade também das gestões municipais.

Todas com recursos provenientes de financiamentos de bancos internacionais e/ou através de recursos do governo federal. Projetos ainda em fase de elaboração, ou em lentos processos de licitações das obras! Neste contexto, estão os aeroportos.

Depois de a Federação Internacional de Futebol e Associados (Fifa) defender o uso de aeroportos militares durante a Copa do Mundo de 2014, foi a vez de um órgão brasileiro mostrar pessimismo quanto à estrutura do País para o Mundial. Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que 11 dos 14 aeroportos localizados em cidades que serão sedes da Copa não deverão ter concluídas suas reformas e ampliações até o início do evento.

"No atual estágio dos terminais de passageiros e considerando os prazos médios de obras de infraestrutura no Brasil, existe uma reduzida possibilidade de, no início da Copa, tudo estar pronto", alertou Carlos Campos, técnico do Ipea, defendendo que é preciso trabalhar com um plano "B", como a construção de terminais temporários, que não podem, no entanto, virar permanentes. Segundo referido técnico do Ipea, dos 20 maiores aeroportos do Brasil, 14 operam acima de 100% da capacidade. Dentre eles, Galeão (Rio de Janeiro), Confins (Belo Horizonte) e os de Recife, Curitiba e Fortaleza - que atuam no limite de sua eficiência operacional.

Observa-se também nas grandes cidades, o problema de sofrida mobilidade urbana ocasionada por modestas realizações em obras de infraestrutura de transportes que realmente venham a propiciar impactos positivos na questão da fluidez do tráfego, ocasionado por insuficiência dos necessários investimentos, projetos e obras. A Engenharia brasileira encontra-se à disposição. O que falta é compromisso e determinação dos gestores governamentais, com o correspondente e necessário apoio político, objetivando reverter esta situação em prol do bem estar da população!

Engenheiro civil
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O POVO

22 de julho de 2012

 
O POVO/DATAFOLHA - ELEIÇÕES
Moroni lidera e Inácio disputa 2º lugar com Heitor
A eleição para prefeito de Fortaleza começa com um líder isolado e dois candidatos na batalha pela segunda colocação. No cenário atual, Moroni Torgan (DEM), com 27% das intenções de voto, iria para o segundo turno. Seu adversário estaria indefinido, com vaga disputada entre Inácio Arruda (PCdoB), com 14%, e Heitor Férrer (PDT), com 11%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos do PCdoB e do PDT estão tecnicamente empatados.

Os números são da primeira pesquisa sobre a eleição na Capital após a definição dos candidatos e o início da campanha. A consulta foi realizada pelo instituto Datafolha e contratada pelo O POVO.

Renato Roseno (Psol) e Marcos Cals (PSDB) aparecem ambos com 6%. Essa primeira pesquisa O POVO/Datafolha mostra ainda que o candidato do governador Cid Gomes (PSB) e o que tem apoio da prefeita Luizianne Lins (PT) não conseguiram entrar na briga direta para chegar ao segundo turno. Com as bênçãos do Governo do Estado, Roberto Cláudio (PSB) tem 5%. Elmano de Freitas (PT), candidato da Prefeitura, tem 3%.


O professor Valdeci (PRTB) tem 1%. André Ramos (PPL) e Francisco Gonzaga (PSTU) não atingiram 1%.


Eleitores que declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum somam 6%. Chama atenção o percentual dos entrevistados pelo Datafolha que disseram não saber em quem pretendem votar: 21%. O índice fica acima da média em pesquisas estimuladas, nas quais o pesquisador apresenta ao eleitor a lista com o nome dos candidatos. Na primeira pesquisa O POVO/Datafolha realizada na eleição municipal de 2008, há quatro anos, esse índice era de 6% no fim de julho.


O Datafolha ouviu 831 eleitores de Fortaleza nos dias 18 e 19 de julho. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) com o número CE-00004/2012.


Avaliação das gestões


A TV O POVO divulga neste domingo, com exclusividade, a pesquisa O POVO/Datafolha sobre avaliação das administrações da prefeita Luizianne Lins (PT) e do governador Cid Gomes (PSB).

Você confere ainda o debate e a análise sobre os números da pesquisa com os jornalistas Fábio Campos e Erivaldo Carvalho e o cientista político Uriban Xavier.

Programa: O POVO Notícias Eleições 2012
Horário: 19h30min
TV O POVO
Canais: 48 (TV aberta), 23 (NET) e 11 (TV Show)

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O POVO

22 de julho de 2012

 
O POVO/DATAFOLHA - ELEIÇÕES
71% ainda não sabem em quem votar
Líder na pesquisa, Moroni tem percentual de intenções de voto idêntico ao de rejeição: 27%. Na pesquisa espontânea, 71% dos eleitores ouvidos pelo Datafolha não sabem em quem votar

Com duas semanas de campanha eleitoral na rua, 71% dos eleitores de Fortaleza ainda não sabem em quem votar para prefeito de Fortaleza. O número é da pesquisa O POVO/Datafolha realizada de forma espontânea. Ou seja, sem que o eleitor veja a lista com o nome dos candidatos antes de dizer em quem pretende votar.


Nessa consulta espontânea, Moroni Torgan (DEM) também mostra força e aparece com 7% das intenções de voto. Heitor Férrer (PDT) tem 4%.

Na sequência, Elmano de Freitas (PT), Inácio Arruda (PCdoB), Renato Roseno (Psol) e Roberto Cláudio (PSB) estão todos com 2%. Marcos Cals (PSDB) tem 1%.


O Datafolha ouviu 831 eleitores de Fortaleza nos dias 18 e 19 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.


A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE com o número CE-00004/2012).


Rejeição

Líder nas intenções de voto, Moroni também aparece na frente em rejeição. A pesquisa mostra que 27% dos eleitores não votariam nele em hipótese alguma.


Na sequência da rejeição vem Inácio Arruda (PCdoB), com 20%.


Marcos Cals (PSDB) aparece com 11%. A seguir vêm Elmano de Freitas (PT), Francisco Gonzaga (PSTU), Heitor Férrer (PDT) e Roberto Cláudio (PSB), todos com 10%.



Renato Roseno (Psol) e André Ramos (PPL) alcançam 8%. Professor Valdeci (PRTB) fica com 7%.


Houve ainda 15% dos eleitores que disseram que votariam em qualquer um dos candidatos e não rejeitariam nenhum. Em contrapartida, 4% disseram rejeitar todos os postulantes.


Quem



ENTENDA A NOTÍCIA


A pesquisa mostra a vantagem dos veteranos. Moroni e Inácio concorrem pela quarta vez a prefeito. Heitor foi candidato em 2004 e Roseno, em 2008. Marcos Cals chegou a se candidatar em 1988.


Leia amanhã


O POVO mostra qual a influência do apoio de Lula, Dilma Rousseff, Cid Gomes e Tasso Jereissati a um candidato a prefeito de Fortaleza.

Você confere também quais candidatos são identificados pelos eleitores com cada um desses apoiadores.

Você confere no O POVO desta segunda-feira.


Multimídia


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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
SINDGRÁFICA
Em fase ruim, setor gráfico aproveita para faturar
Conforme sindicato, por conta de mudanças judiciais, período eleitoral gera menos lucros do que antes

Dizem que a propaganda é a alma do negócio. Na política, não é diferente. Dessa forma, os candidatos querem divulgar sua imagem e seu número em diversos locais, atingindo a maior quantidade de pessoas possível. Para isso, materiais como cartazes, santinhos e bottons são bastante utilizados, aquecendo o segmento promocional da indústria gráfica. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Ceará (Sindigraf), Eulálio Costa, em média, o crescimento da demanda e do faturamento do setor é de 20% no período eleitoral. "Esse aquecimento ocorre em um período muito curto, cerca de dois meses e meio. Temos uma procura muito grande entre na segunda quinzena de julho, depois arrefecer e voltar a crescer quando fica mais perto do pleito", conta.

Entre os produtos mais procurados pelos candidatos, estão os santinhos, bottons, cartazes e adesivos para carro. Alguns políticos também fazem panfletos destacando suas propostas.

Custos

Para fazer 100 mil santinhos, por exemplo, é preciso desembolsar R$ 1.300,00, em média. Se a quantidade desse tipo de material for ampliada para um milhão, o custo médio é de R$ 8.000,00, conforme Eulálio. Já os bottons, na quantidade de 10 mil unidades, custam cerca de R$ 3.500,00. O valor dos outros produtos depende de fatores como tamanho, qualidade do material escolhido para a confecção das peças e também da quantidade de impressões solicitada.

Apesar do maior aquecimento registrado durante a campanha eleitoral, que ainda é considerada uma dos melhores períodos para a indústria gráfica, sobretudo para o segmento promocional, Eulálio Costa conta que, hoje em dia, o impacto do pleito sobre o setor é bem menor que no passado.

Impacto diminui

"As eleições já foram o Natal do setor gráfico. Antes, a campanha durava seis meses. Muitos materiais eram feitos. Mas hoje, a legislação proibe uma série de coisas, como a fixação de cartazes em locais públicos, postes e clubes. Também não é mais permitido fazer outdoor nem produtos como porta título, camisas e bonés, dentre outros, caracterizados como brindes. Hoje, é muito limitado. Além disso, as cédulas, utilizadas antigamente na votação, representavam muito para o setor gráfico. Com todas essas mudanças, o impacto das eleições sobre o setor gráfico caiu vertiginosamente", destaca.

Importância continua

Mesmo assim, o presidente do Sindigraf acredita que as eleições deste ano irão ter uma contribuição importante para melhorar os resultados do setor, que tem tido um desempenho ruim desde o ano passado. "O ano de 2011 foi triste e 2012 está pior, mas vamos aguardar o fim do ano para ver o que mudará. Com certeza, as eleições exercem uma influência positiva", diz, afirmando que, atualmente, somente cerca de 60% da capacidade instalada da indústria estão sendo utilizados. (DM)

Consumo deve girar R$ 3,5 bilhões no País

Para todo o Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) acredita que as eleições municipais devem impulsionar o setor promocional e gerar uma expansão de 15% na demanda durante o período. O segmento promocional responde por 10,6% do total da indústria gráfica do País, e, em 2011, sua produção foi de R$ 3,18 bilhões. A perspectiva é que o segmento cresça 11% no ano de 2012 (de janeiro a dezembro), acumulando um total de R$ 3,56 bilhões.

O presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara, ressalta que as eleições municipais normalmente têm impacto maior na indústria porque, para muitos candidatos, representam a iniciação na carreira política.

"Em tese, as eleições municipais, que são o ponto de partida na carreira política, devem demandar, proporcionalmente, mais material gráfico do que as nacionais, que tendem para o uso da mídia eletrônica", projeta Fábio Mortara.

Ele acredita que esse fator sazonal influenciará parcialmente o desempenho total do setor, que em 2011 registrou um montante de R$ 29 bilhões, uma vez que o segmento promocional tem uma representatividade pequena no total produzido pela indústria gráfica.

Segundo a Abrigraf, um vereador em campanha costuma encomendar cerca de 400 faixas e mandar imprimir aproximadamente 100 mil santinhos, variando conforme seja o porte da cidade onde ele concorre. Já a mídia externa de grandes formatos não sofre tanta valorização porque a lei federal é bem restritiva.

Empregos

Outro aspecto que também deve manter-se sem grandes alterações é a contratação de pessoal. N última eleição, a Abigraf não registrou número significativo de vagas temporárias criadas no setor. Atualmente, a força de trabalho está estabilizada na casa dos 222 mil empregos, e a ocupação do parque gráfico é de 75%.

Avanço

15% deve ser a expansão do setor durante o período de eleições em todo o País. Época é considerada uma das melhores do ano para os gráficos
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DIÁRIO DO NORDESTE

22 de julho de 2012

 
SINDINDUSTRIA
Juazeiro do Norte é polo de desenvolvimento no Cariri
Juazeiro do Norte A fé passou a ser um dos grandes símbolos da "terra do Padre Cícero" e, o desenvolvimento, o referencial de uma cidade que não para de crescer ao longo de 101 anos. Hoje, a cidade amanhece em festa. Depois de um ano centenário, Juazeiro se traduz diante de um reflexo histórico que é o seu maior sustentáculo. A oração e o trabalho incentivados pelo Padre Cícero e apregoados pelos seus seguidores estão mais atuais do que nunca.

O Município ganha milhões em investimentos, principalmente da iniciativa privada. Todos os anos, Juazeiro recebe cerca de 2 milhões de visitantes e turistas, principalmente fiéis do sacerdote tão amado pelos nordestinos. A cidade se espreme entre o velho e o novo. Os prédios começam a tomar as formas verticalizadas. As edificações são constantemente renovadas, diante do crescimento incontrolável. A maior parte dos prédios antigos só se encontra mesmo nos raros registros fotográficos, alguns deles em mãos de pesquisadores como o professor Daniel Walker.

A independência de Juazeiro veio principalmente por meio da luta e da liderança que Padre Cícero e o médico Floro Bartolomeu exerciam sobre o Município. A localidade se tornou um dos fortes pontos comerciais da região do Cariri. Era Crato ainda. Mas, diante da pujança que começava a ter e das lideranças que lutavam por um caminho próprio, Juazeiro se fortaleceu e conquistou seu espaço.

A comemoração do aniversário do Município, relativamente novo em relação ao Crato, com quase dois séculos e meio, teve início no último dia 18. A festa se insere em meio à multidão que, sexta-feira, lotou a Praça do Socorro, ainda em processo de reforma, para reverenciar o seu construtor maior. Passaram-se 78 anos de morte do "Padim". A cidade respira progresso.

Os milhares de romeiros que chegam a Juazeiro todos os anos mostram que é preciso mais para acolhê-los. Estão sendo realizadas em vários pontos da cidade obras de infraestrutura, denominadas de Projeto Roteiro da Fé. Além disso, a Praça do Marco Zero, que marca o centenário, ainda está em construção, no local onde começou o Município, com as primeiras edificações numa pequena vila, a capelinha de Nossa Senhora das Dores, e as três árvores de juazeiro.

A espécie está plantada em várias localidades do Nordeste, após a distribuição de milhares mudas da árvore-símbolo do centenário para romeiros de toda a região. A inspiração desse marco vem da obra da artista plástica Assunção Gonçalves, contemporânea do Padre Cícero. O projeto também faz parte do trabalho inspirado por intelectuais e historiadores de Juazeiro que fizerem parte da Comissão do Centenário da cidade, ano passado.

A comemoração dos 101 anos conta com o lançamento dos 100 cordéis em homenagem aos 100 anos.

São 50 inéditos, com os xilógrafos contemporâneos, e mais 50 reedições inclusive de clássicos. A Coleção Centenária dos Cordéis teve seu lançamento no último dia 20, com a participação de artistas da cultura popular e show cultural. Serão distribuídos 100 mil exemplares.

Uma cidade que respira não apenas a fé, mas a cultura que teve como principal inspirador o Padre Cícero. O artesanato de Juazeiro hoje é reconhecido no sul do País e em várias partes do mundo, principalmente da Europa. São frequentes as exposições de trabalhos de artistas juazeirenses em outras cidades. São mais de 120 artesãos que trabalham apenas no talho da madeira, associados ao Centro de Cultura Popular Mestre Noza. Os artistas buscam a perfeição nas esculturas sacras e inspiradas na arte popular. A palha, barro, poetas se fundem às novas propostas do fazer artístico e sobrevive em uma cidade multicultural.

"Milagre" origina o turismo religioso

Juazeiro do Norte O crescimento do turismo e das romarias neste cidade é constante. Em 1889 nasce um dos momentos mais controversos da religiosidade popular do Brasil. Até hoje, o mistério ronda Juazeiro. O sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero na boca da beata Maria de Araújo deu início ao processo das romarias. A notícia correu o Nordeste.

O sacerdote querido passa a ser o padre do "milagre". A cidade, o palco da fé. O que mais tarde veio a ser chamado de turismo religioso, ainda não tem uma pesquisa ampla que faça com que se trabalhe diante de dados mais concretos, sobre o que representa o maior centro de romaria do Nordeste brasileiro.

Algumas pesquisas tentam demonstrar qual o perfil do romeiro que chega à cidade. Esse romeiro, que na prática não gosta de ser chamado de turista, é o principal personagem que toma as ruas da cidade, durante parte do ano, principalmente a partir do segundo semestre. Em muitas áreas, a sede passou a se adequar a uma realidade incomum para a maioria dos Municípios brasileiros.

Os monumentos católicos, praças requalificadas, grandes centros de celebração, anfiteatros, museus, templos, as pousadas, ranchos, hospedarias, restaurantes. A cidade, em todo momento, busca uma adequação para atender os romeiros e turistas. Durante as grandes romarias, a informalidade do comércio leva mais de 3 mil vendedores às ruas. São comerciantes do Cariri e diversas cidades nordestinas, segundo dados da administração municipal. A economia que movimenta uma massa em busca de fé depositada no "Padim", mas que deixa o lucro que mantém um ciclo anual.

Mas, por trás de todo o processo de transformação, o mentor era mesmo o Padre Cícero, segundo o pesquisador e escritor, Daniel Walker. E foi o sacerdote que começou, mesmo numa cidade que acabara de nascer e com poucos recursos, a trazer melhorias significativas no momento determinante do nascedouro. Um desses momentos, segundo o escritor, foi uma exposição realizada no Rio de Janeiro, com os artesãos de Juazeiro do Norte, encabeçada pelo religioso. "Considero uma das coisas da maior importância da administração de Padre Cícero", afirma. A exposição foi realizada na década de 20. Daniel Walker destaca essa iniciativa do padre, como algo fantástico para a divulgação do artesanato local na época. E Juazeiro do Norte passou a ser um dos grandes referenciais da arte popular no Brasil, com um artesanato bem característico, por terem se reunido no Município artesãos de vários estados do Brasil, que constituíram um tipo de produto que reúne um pouco de cada um. Esse seria outro aspecto relacionado ao turismo não ape
nas religioso, mas cultural, tendo como referenciais o Centro de Cultura Popular Mestre Noza e a Associação dos Artesãos da Mãe das Dores e do Padre Cícero.

Há 13 anos na cidade, o padre salesiano, José Venturelli, italiano, subiu o Horto para administrar a área onde se encontra um dos cartões postais mais visitados do Brasil, a estátua do Padre Cícero.

Depois que chegou ao local, buscou se adequar a uma realidade de crescimento constante. Tem trabalhado numa melhor estruturação do espaço da Colina do Horto, onde se encontra a centenária casa onde Padre Cícero passava grande parte dos seus momentos. Segundo o padre, a cidade conservou fortemente o espírito religioso. "A presença dos romeiros preservou o lado místico". A esperança na reabilitação do sacerdote fortalece mais ainda esse processo.

Mais informações: Memorial Padre Cícero - Secretaria de Turismo e Romaria - Praça do Cinquentenário -Juazeiro do Norte - Cariri - Telefone: (88) 3511.4040

REPÓRTER
ELIZÂNGELA SANTOS

Polo industrial é reconhecido nacionalmente

Hoje, a cidade ocupa o 3º lugar na classificação dos polos calçadistas mais importantes do Brasil

Juazeiro do Norte Segundo a pesquisa "Espaço Industrial e Reestruturação do Capital: A indústria de calçados na região do Cariri", realizada pelo mestre em geografia Fábio Bezerra, o processo de industrialização em Juazeiro do Norte teve início ainda na década de 60, quando foi implantado o projeto Asimov, responsável pelo desenvolvimento do setor nas regiões com esse potencial.


Até então, Juazeiro era conhecida como um polo de sapateiros. Na época, a região do Cariri era grande produtora de algodão, que veio a tornar-se o item de maior valor comercial. O Asimov auxiliou na identificação do grande potencial do setor algodoeiro e também para a fabricação de telhas e tijolos, cimento, doces, beneficiamento de milho, sapatos e até a montagem de aparelhos de rádio.

No mesmo período, foram instaladas as primeiras fábricas de borracha microporosas, das quais são feitas as sandálias do tipo Havaianas. Entretanto, na cidade, a figura do sapateiro era frequente nas ruas. Já nos anos 80, a tecnologia dos calçados em PVC injetado chegou para ampliar o mix de polo fabril.

Com a migração das grandes empresas calçadistas para o Nordeste, entre elas a Grendene, que instalou-se no Município do Crato, a produção de calçados em Juazeiro sofreu grandes mudanças. A partir da década de 90, os empresários perceberam as necessidades de adquirir mecanismos para fortalecer o setor.

Com isso, as fábricas ganharam reconhecimento nacional, atraíram fornecedores, prestadores de serviços e agentes financeiros que estimularam o aumento da produção local. Toda a história fez com que Juazeiro se tornasse uma referência na produção de calçados. Hoje, a cidade ocupa o 3º lugar na classificação dos polos calçadistas mais importantes do País.

Porém, até atingir o mesmo patamar dos polos da região Sul do Brasil, ainda há um amplo caminho a ser desbravado. Além do calçado, outros seguimentos destacam-se no setor de industrialização. Também é forte a produção de confecções, joias folheadas e a fabricação de utensílios domésticos em alumínio.

Empregos

De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor industrial de Juazeiro do Norte emprega 16 mil pessoas na média de 800 indústrias cadastradas. Mas, em períodos de alta produção, esse número pode chegar a 20 mil. Estima-se que a quantidade seja igual na produção informal. Ao todo, 418 unidades produtoras têm mais de cinco funcionários.

Na cidade, existem três grandes indústrias, a Singer, Ap Calçados e Via Beach, todas com mais de 500 colaboradores. Como o perfil de 90% das fábricas é classificado em médias e pequenas, a tecnologia e inovação aplicada na produção dos itens ainda deixa a desejar, mesmo diante dos investimentos.

Segundo os especialistas, os fabricantes necessitam de apoio nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. A produção anual de calçados chega a ser de 96 milhões de pares de sapatos. Com o intuito de tornar o trabalho mais competitivo, os fabricantes aplicaram altos valores em recursos financeiros no designer dos produtos e nas tecnologias, por meio da aquisição de equipamentos modernos.

O polo calçadista de Juazeiro gera um volume de negócios de cerca de R$ 800 milhões por ano. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro do Norte e Região (Sindindústria), Antônio Barbosa Mendonça, o desafio é fortalecer o setor. "Vamos continuar lutando pela qualificação da mão de obra, para que possamos melhorar a qualidade dos nossos produtos", diz.

Mais informações: Sindindustria - Endereço: Avenida Leão Sampaio- KM 01, Bairro: Triângulo - Juazeiro do Norte - Telefone: (88) 3571.2010

REPÓRTER
YAÇANÃ NEPONUCENA
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