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Fortaleza, CE - quarta-feira, 18 de julho de 2012 |
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| AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O ESTADO |
18 de julho de 2012 |
| EXIGÊNCIAS INADIÁVEIS DA CNI | |
| Diário Político - Exigências | |
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Coluna do Fernando Maia
Segundo o presidente da Fiec, Roberto Macêdo, o governo conhece as exigências inadiáveis da CNI: reforma tributária, desoneração da folha e simplificação das leis trabalhistas. | |
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| BLOG ELIOMAR DE LIMA |
18 de julho de 2012 |
| SINDPAN - FEST-PÃO 2012 | |
| Vem aí o Fest-Pão 2012 | |
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"Como parte das comemorações pelo Dia do Panificador, as duas principais entidades representativas do setor de panificação e confeitaria do Ceará, o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Ceará (Sindpan) e a Associação Cearense da Indústria de Panificação (Acip) promoverão de 29 a 31 de agosto próximo, no Centro de Eventos, o Ceará Fest-Pão 2012.
O encontro, que visa aproximar o segmento, vai reunir fornecedores e empresas, colaboradores e gestores, lideranças e organizações representativas dos mais diferentes segmentos empresariais, contribuindo para o fortalecimento da imagem da panificação e confeitaria cearense. Em anos anteriores, o Sindpan promovia o Fest-Pan, evento que congregava e valorizava toda a cadeia produtiva do pão, reforçando a importância do segmento no contexto do desenvolvimento econômico estadual. Já a Acip promovia no mesmo período a Feira da Indústria de Panificação e gastronomia - CearaPão, com o objetivo contribuir para o crescimento e fortalecimento de toda a cadeia produtiva da panificação e food service no estado do Ceará. Agora, as duas unidades se uniram na organização do Ceará Fest-Pão, para juntar esforços em torno do fortalecimento dos setores de panificação e confeitaria." (Site da Fiec) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| DIA DO COMERCIANTE | |
| Lêda Maria - Entre aplausos... | |
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...e discursos revelando o potencial do Estado e os obstáculos ao setor, aconteceu a comemoração do Dia do Comerciante. Este trio comanda a festa: presidentes Honório Pinheiro (FCDL) e Freitas Cordeiro (CDL) e Edyr Rolim presidente do Grupo C. Rolim
Lojistas ... ...Em festa reuniram no Theatro José de Alencar lideranças e convidados para as comemorações do Dia do Comerciante, noite da última segunda-feira, 16. Presidentes Freitas Cordeiro (CDL) e Honório Pinheiro (FCDL), anfitriões perfeitos também usaram da palavra. "Em meio a esse torvelinho de obstáculos, forçoso é reconhecer que o Ceará, a partir de investimento maciço de recursos públicos está em quarto lugar no cenário nacional, fato que tem permitido a comemoração de resultados expressivos. Assim construimos nosso futuro, nessa nação lojista, unida, guerreira...", afirmou Freitas Cordeiro. O segundo... ...orador foi Honório Pinheiro, sempre entusiasta, destacou que a homenagem ao comerciante representa o respeito a este profissional diferenciado, cuja atuação exige firmeza de compromisso que somente assumem aqueles dispostos a cumprir uma missão"... Finalmente... ..., todos ouviram a presidente do Grupo C. Rolim, Edyr Rolim, cujo troféu leva o nome de seu marido, o líder e empresário Clóvis. Presenças Entre as personalidades prestigiando a noitada estavam: o ex-presidente maior da classe lojista, Gervásio Pegado e Branca; o ex-governador Adauto Bezerra e Silvana; o presidente da Fiec, Roberto Macedo; a presidente da Alfe, Fátima Duarte e Juvenal. Empresários Deusmar Queirós, Bosco Pinheiro, João Araújo Sobrinho, Luiziane Cavalcante. Senador José Pimentel e a prefeita Luizianne Lins. Os prefeitáveis Roberto Cláudio, Moroni Torgan e Inácio Arruda. Também Oto de Sá Cavalcante e Guida; Tito Porfírio Sampaio e Betinha e os irmãos Germano e Alessandro Belchior e Cap. Fujita. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| SELEÇÃO | |
| Sesi recruta - Analista | |
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Sesi recruta - Analista
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| AVISO DE LICITAÇÃO | |
| Senai - Aviso de Licitação | |
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Senai - Aviso de Licitação
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| SALÁRIO MÍNIMO | |
| LDO é aprovada e prevê salário mínimo de R$ 667 para 2013 | |
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O texto aprovado pelo Congresso ficou sem previsão de reajuste de servidores e aposentados que recebem acima do salário mínimo. Entretanto, o valor de salário mínimo em 2013 subirá de R$ 622 para R$ 667,75
O Governo Federal desarmou ontem algumas “bombas fiscais” na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013: o texto aprovado pelo Congresso Nacional, em Brasília, ficou sem previsão de reajuste de servidores e aposentados que recebem acima do salário mínimo. Ao mesmo tempo, a proposta prevê que o valor de salário mínimo no ano que vem será R$ 667,75. Atualmente é R$ 622. O Palácio do Planalto, contudo, saiu derrotado na sua tentativa de liberar as empresas estatais e sociedades de economia mista de terem de seguir preços oficiais nas licitações. A medida teria impacto sobretudo na Petrobras e Eletrobras. Seria uma lacuna para evitar que as companhias tivessem problemas com órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU). O texto aprovado vai para análise da presidente Dilma Rousseff e pode sofrer vetos. Com a votação da LDO, deputados e senadores começam hoje o recesso e só retomam os trabalhos em 1º de agosto. Até as eleições de outubro, a Câmara dos Deputados e o Senado terão cerca de 12 sessões para votações, dominadas por medidas provisórias e projetos de consenso. A principal bomba fiscal desarmada foi uma emenda que previa autonomia para os poderes Judiciário e Legislativo concederem aumento aos próprios servidores. A solução encontrada foi deixar uma abertura para que o Governo negocie com esses setores possíveis reajustes a serem incluídos na Lei Orçamentária Anual (LOA), que será entregue em agosto ao Congresso. “Queremos um amplo debate sobre isso”, disse o relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Assessores da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, acompanharam a votação e comemoraram o resultado. Mesmo com diversas categorias em greve, o Governo tem descartado um reajuste por conta do ritmo lento da economia e das baixas expectativas de crescimento do produto interno bruto (PIB) criadas pela crise internacional. Com ajuda do PMDB, o Planalto ainda conseguiu aprovar na Comissão de Orçamento, mas perdeu no plenário, uma regra mais flexível para a fiscalização de obras de estatais e empresas mistas. (da Folhapress) O quê ENTENDA A NOTÍCIA A LDO tem como base para concessão do aumento a política de reajuste do salário mínimo aprovada pelo Legislativo. A lei estabelece que o reajuste tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Saiba mais A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, elogiou o empenho do Congresso Nacional para a aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013. "A presença e atuação dos parlamentares nestes dois dias de votação foi decisiva para a aprovação destas duas medidas provisórias tão importantes para o desenvolvimento do País e para a votação da LDO. Por isso, quero agradecer o empenho dos presidentes Marco Maia e José Sarney, da vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas, dos líderes e vice-líderes do Governo, dos líderes partidários e de todos os deputados e senadores que vieram a Brasília e se empenharam para que as votações fossem realizadas", disse Ideli, em nota. | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| PROGRAMA BRASIL MAIOR | |
| O Povo Economia - CALÇADOS E TÊXTEIS BENEFICIADOS | |
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Coluna da Neila Fontenele
A Medida Provisória 564, aprovada ontem no Congresso, incluiu setores da economia regional no Programa Brasil Maior, que concede benefícios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com a aprovação da MP, as instituições financeiras ficam autorizadas a renegociar dívidas de setores que foram prejudicados pela concorrência com os produtos chineses, como têxteis e calçadistas. Devido à inadimplência, esses setores estavam fora do Programa Brasil Maior mas, com a medida, poderão receber os incentivos, inclusive para modernização do parque industrial. MAIS MP 564 GARANTIA PARA AS PPPS A Medida Provisória também concede permissão à Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias (ABGF) para oferecer seguro aos projetos de parceria público-privada (PPPs) organizados nos Estados e no Distrito Federal. Na avaliação do deputado Danilo Forte (PMDB-CE), isso vai ajudar a destravar as parcerias público-privadas nas obras de infraestrutura nos Estados. Segundo ele, “com a garantia da ABGF, a iniciativa privada terá maior confiança nas propostas”. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de julho de 2012 |
| PLANO BRASIL MAIOR | |
| Câmara amplia benefícios das MPs do Brasil Maior | |
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A Câmara dos Deputados concluiu ontem a votação das duas medidas provisórias do Plano Brasil Maior com grande ampliação de benefícios fiscais em relação à proposta original do governo, apresentada durante o lançamento da segunda fase do programa, em abril. As negociações com os parlamentares foram conduzidas pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, e tiveram, em parte, a anuência do governo. O Executivo, porém, não garantiu a sanção integral das MPS. Considerou mais importante aprová-las a tempo. Ambas seguem, agora, para o Senado.
Entre os benefícios tributários mais significativos aprovados pelos deputados estão a isenção do PIS, da Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos alimentares da cesta básica, a inclusão de mais seis setores produtivos no programa Revitaliza, a isenção de tributos para a renegociação de dívidas de pessoas físicas com os bancos e a inclusão de hotéis, de empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, empresas de transporte aéreo e marítimo, entre outras, na desoneração da folha de pagamentos. A medida que incentiva a renegociação de dívidas foi sugerida pelo próprio governo e o substitutivo aprovado aboliu o limite de até R$ 30 mil para os débitos que podem ser renegociados com o sistema bancário conforme os termos da lei 12.431, que permite um regime tributário especial para estimular o banco a renegociar débitos com pessoas físicas e empresas. Eventuais limites poderão ser estabelecidos pelo Ministério da Fazenda. Houve uma farta apresentação de emendas. A MP 563 chegou à comissão com 54 artigos e saiu de lá com 78. Por ser mais ampla do que a 564, foi alvo de interesses diversos. O caso mais vistoso foi o do setor de transportes, que acabou entrando como beneficiário de um dos pilares do Programa Brasil Maior: a desoneração da folha de pagamento. O relator da MP 563, senador Romero Jucá (PMDB-RO), estendeu a desoneração da folha para empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros, "com itinerário fixo municipal, intermunicipal, interestadual e internacional". Só nesse ponto, segundo consultores legislativos, a renúncia prevista é de R$ 1 bilhão. Foram incluídos, ainda, os setores de manutenção e reparação de aeronaves, motores, componentes e equipamentos correlatos; transporte aéreo de carga; transporte aéreo de passageiros; transporte marítimo de carga e de passageiros e navegação de cabotagem, dentre várias outras modalidades. Houve até algumas alianças incomuns. A construção civil se juntou à area educacional para instituir um regime especial de tributação para a construção de escolas de educação infantil. As construtoras que se interessarem terão isenção de Imposto de Renda, PIS, Pasep, Constribuição Social sobre o Lucro Líquido e Cofins até 31 de dezembro de 2018. Inclusive a Lei que instituiu o Cadastro Positivo foi alvo de uma flexibilização, após pressão do senador Armando Monteiro (PTB-PE), ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele excluiu a responsabilidade do consulente -os clientes de instituições como a Serasa- sobre danos morais e materiais causados ao cadastrado. "Houve muitos setores se articulando em basicamente duas linhas: a desoneração da folha e outros benefícios fiscais. Só que o governo não tinha espaço fiscal para todas as concessões. Por outro lado, a pressão e a negociação aumenta nesse novo sistema de apreciar MPs. Por isso acabamos fazendo inclusões sem compromisso de sanção", disse Jucá. No plenário, a MP foi alvo ainda de disputa política entre PT e PSDB, uma vez que os tucanos conseguiram aprovar um destaque para dar isenção tributária a produtos da cesta básica. Petistas reclamaram que se tratava de um projeto de sua autoria. Muitos deixaram o plenário para não votar contra a proposta, facilitando sua aprovação. Na MP 563, houve, segundo deputados, participação de governadores dos quatro principais partidos do país, como Antonio Anastasia (Minas Gerais), do PSDB; Eduardo Campos (Pernambuco), do PSB; Jaques Wagner (Bahia), do PT; e do vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, do PMDB. Foram intensas as pressões sobre os relatores das duas MPs - o senador Romero Jucá (PMDB-RR), da 563; e o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), da 564 - para que as alterações, ainda que sem o apoio explícito do governo, entrassem nos textos finais aprovados pelos deputados. A previsão é de que eles sejam votados no Senado no início de agosto. Os parlamentares aproveitaram-se também do fato de serem as primeiras MPs de grande repercussão econômica cujos relatórios são resultados de comissões mistas de deputados e senadores, o que amplia a pressão dos lobbies. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| PLANO BRASIL MAIOR | |
| Câmara Federal aprova a MP 564 | |
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O objetivo da matéria é ampliar as fontes de financiamento disponíveis para alguns setores da economia
Brasília (Sucursal). Depois de mais de três meses de intensas negociações, o plenário da Câmara aprovou ontem a Medida Provisória (MP) 564/12, que integra a segunda etapa do Plano Brasil Maior. O objetivo da matéria, que ainda tem de ser votada até 15 agosto no Senado para não perder a validade, é ampliar as fontes de financiamento disponíveis para alguns setores da economia, impedindo que eles sejam atingidos pela crise internacional. A MP foi relatada pelo deputado federal cearense Danilo Forte (PMDB), que apresentou substitutivo aprovado sem alterações ontem, em relação ao que já havia sido aprovado na Comissão Especial do Congresso que analisou a matéria. A proposta também cria a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que vai cobrir os riscos de projetos ou financiamentos de grande vulto, como as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Sotaque nordestino" Segundo o relator, foi conferida à MP o que ele chama de "sotaque nordestino", com medidas como o aumento do capital do Banco do Nordeste em R$ 4 bilhões; a inclusão de setores da economia regional no Programa que concede benefícios do BNDES, entre eles o de cera de carnaúba, pesca e aquicultura; a autorização para que as instituições financeiras renegociem dívidas de setores que foram prejudicados pela concorrência com os produtos chineses, como têxteis e calçadistas. "Pela inadimplência, estes setores estavam alijados do Programa Brasil Maior, e, com a medida, poderão receber os incentivos, inclusive para a modernização do parque industrial, voltando a produzir e gerar empregos", explica Danilo Forte. Recursos no BNDES A medida autoriza a União a injetar até R$ 45 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que a instituição aumente a sua capacidade de crédito. Os repasses da União para o banco passarão de RS 55 bilhões para R$ 100 bilhões. Fica ampliado em até 18 bilhões (de R$ 209 bilhões para R$ 227 bilhões) o limite dos financiamentos do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para inovação tecnológica, produção de bens de consumo para exportação, projetos de engenharia e outros setores. A MP também estende a vigência da linha de crédito em um ano, até 31 de dezembro de 2013. Ainda em relação às alterações feitas ao projeto original do governo, Danilo Forte diz considerar uma grande vitória a permissão para a Agência Brasileira Gestora de Fundos e Garantias oferecer seguro para os projetos de parceria público-privada (PPPs) organizados nos Estados e no Distrito Federal. "Conquista" Sobre o Banco do Nordeste, Danilo Forte lembra que foi um árduo trabalho sensibilizar a área econômica do governo para o aporte de capital. Para o relator, esta foi a maior conquista para o Nordeste, "garantir que o BNB terá a capacidade financeira e orçamentária de cumprir o importante papel de fomentar o desenvolvimento da região". Considerada fundamental pela União, a Medida Provisória 564/12 também permite que o governo federal invista até R$ 14 bilhões em um fundo para garantir o risco comercial de operações de crédito ao comércio exterior com prazo superior a dois anos, além do risco comercial que possa afetar as operações das micros, pequenas e médias empresas em que o prazo da operação seja superior a 180 dias e do risco político e extraordinário em operações de qualquer prazo. Esse fundo será criado e gerido pela ABGF. AFBNB se reúne com presidência Na primeira reunião entre a presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e a Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) desde a renúncia do ex-presidente Jurandir Santiago, a entidade reforçou a intenção de que as denúncias sobre operações irregulares sejam apuradas e de que, contra os responsáveis, caso seja comprovada a culpa, sejam realizados procedimentos administrativos. Além do presidente interino do banco, Paulo Ferraro, parte da diretoria também participou da reunião. A presidente da AFBNB, Rita Josina, destaca que, durante o encontro, não foi pedido o afastamento de funcionários específicos, sendo cobrada da presidência a apuração das suspeitas, sem que fossem citados ontem nomes de funcionários. "O que nós estamos fazendo é orientando as pessoas (que têm denúncias) a procurar as instâncias do banco", ressalta. A presidente da associação acrescenta que a presidência e a diretoria do BNB irão se manifestar hoje através de uma vídeo-conferência. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a iniciativa se trata de uma "saudação" aos funcionários, na semana de comemoração dos 60 anos da instituição. No último mês, a AFBNB entregou um abaixoassinado, com duas mil assinaturas de funcionários, à Presidência da República reivindicando apuração das suspeitas ligadas a operações irregulares no banco. A entidade também manifestou o desejo de que sejam adotados critérios técnicos na escolha do novo presidente do BNB. Entre os pontos defendidos, estão conhecimento das questões econômicas do Nordeste, tradição de gestão transparente e isenção perante setores partidários e interferências políticas. Manifestação No início da tarde de hoje, o Sindicato dos Bancários do Ceará vai realizar uma manifestação na sede do BNB, no bairro Passaré. A intenção, segundo o presidente do sindicato, Carlos Eduardo, é pedir o afastamento da diretoria do banco, por conta das recentes denúncias de fraudes que, no último mês, culminaram na exoneração de dois diretores. ANE FURTADO REPÓRTER | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| BANCO DO NORDESTE | |
| BNB encaminha documentos à CGU | |
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O presidente interino do Banco do Nordeste, Paulo Sérgio Ferraro, disse que encaminhou para a Controladoria Geral da União (CGU) e à auditoria interna do banco documentos relacionados às operações de crédito das Centrais Elétricas do Pará (Celpa). Empréstimos foram concedidos com procedimentos fora dos padrões técnicos do BNB
Compartilhar Paulo Sérgio Ferraro, presidente interino do Banco do Nordeste (BNB), afirmou ontem ao O POVO que foram encaminhados à Controladoria Geral da União (CGU) e à auditoria interna do banco documentos relacionados às operações de concessão de crédito à Rede Energia S/A, dona das Centrais Elétricas do Pará (Celpa). Conforme mostrou com exclusividade a coluna Vertical S/A na edição de domingo, 15, do O POVO, os empréstimos concedidos pelo BNB à Celpa foram marcados por procedimentos suspeitos e fora dos padrões técnicos do banco. Em uma das operações, que aprovou crédito de cerca de R$ 400 milhões, o trâmite entre a agência de São Paulo e a aprovação final pela então Diretoria em Fortaleza, em 2009, levou menos de 48 horas. Esse total foi liberado menos de cinco meses depois das análises técnicas do banco indicarem como teto para financiamento da Rede Energia o limite de cerca de R$ 90 milhões. Em ambas as análises, a coluna apurou ter havido a participação do hoje diretor Financeiro e de Mercado de Capitais, Fernando Passos. No total, a Rede Energia foi beneficiada com cerca de R$ 1 bilhão em empréstimos do BNB. Ferraro afirmou, entretanto, que não vê irregularidades nas operações. “Toda operação de crédito é feita por colegiado, não se aprova crédito sozinho. Mas, como essa questão foi colocada, vamos levar à auditoria”, disse. Afastamento Em resposta ao pedido de afastamento dos envolvidos em denúncias, feito pela Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), Ferraro disse que a questão está nas mãos da auditoria. Ele explica que a destituição de um funcionário não concursado pode ser justificada por perda de confiança ou para evitar que as investigações sejam atrapalhadas. “Diante dos fatos, a auditoria interna manda uma carta orientando o afastamento ou não”. No caso dos funcionários que não ocupam cargo de confiança, explicou Ferraro, o processo de exoneração depende dos resultados de auditoria e da avaliação do comitê de pessoal. Sobre a reclamação de falta de transparência no tratamento dos envolvidos em denúncias, também feita pela AFBNB, ele explicou que a postura é de poupar a imagem dos funcionários, já que ainda há investigações em andamento. “Não estamos abrindo em respeito aos funcionários”, disse. Câmara aprova aumento de capital de R$ 4 bilhões ao BNB Foi aprovada ontem na Câmara dos Deputados a Medida Provisória (MP) 564, que capitaliza em R$ 4 bilhões o Banco do Nordeste e financeiriza o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). A MP tira do BNB a exclusividade sobre operações com o FDNE, mas lhe garante prioridade sobre elas. A capitalização permitirá que o BNB triplique seu volume de operações dentro do Acordo de Basileia, segundo o qual os bancos têm que dispor de pelo menos 11% do valor emprestado, chegando a R$ 60 bilhões, segundo seu presidente interino, Paulo Sérgio Ferraro. Para ele, a aprovação mostra que a imagem do banco não foi afetada diante das denúncias que envolvem alguns de seus funcionários. “A imagem da instituição está acima de questões individuais”, ressaltou. A MP 564 ainda segue para o Senado, onde pode ser votada até dia 15 de agosto. O relator da medida, deputado federal Danilo Forte (PMDB-CE), explica que a aprovação na Casa deve ser rápida, já que não cabem mais modificações. (Nathália Bernardo) SERVIÇO Conheça a íntegra da MP 564/2012 Onde: http://bit.ly/MGQQyv Saiba mais Associação dos funcionários conversa com Ferraro A dois dias dos 60 anos do BNB, Paulo Sérgio Ferraro teve sua primeira reunião como presidente interino com a Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB). Segundo Rita Josina, presidente da AFBNB, a ocasião serviu para ressaltar a posição da entidade em trabalhar pelo fortalecimento da Instituição. “Para nós, que temos o papel de lutar pelo banco, a aprovação da MP 564 nesse momento também representa o fortalecimento da instituição”, diz Josina. | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| EXPORTAÇÕES | |
| Crescimento de exportações foi o segundo maior do NE | |
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As exportações da Capital cearense alcançaram a marca de US$ 348,6 milhões, em 2010, segundo a pesquisa divulgada pelo Ipece. Esse crescimento foi o 12º maior do País e o segundo dentro da Região Nordeste.
No ano passado, Fortaleza reduziu sua participação para 24,8% do total exportado pelo Ceará, provocando uma leve desconcentração das exportações do Estado. Quando se compara as capitais mais populosas do Brasil, Fortaleza passa a ocupar a 3ª colocação, com maior valor exportado. Os principais destinos das exportações cearenses foram Estados Unidos, (49,29%), Santa Lúcia - no Caribe (7,61%), Holanda (4,91%) e Argentina (1,75%). Em 2006, Fortaleza exportou principalmente castanha de caju (45,2%), seguida pelas vendas de consumo de bordo - combustível e lubrificante para navios e aviões (17,8%), ceras vegetais (4,8%), camarões (4,13%) e lagostas (3,46%). O surgimento de novos e importantes produtos na pauta das exportações de Fortaleza explica, em parte, a expansão nas vendas externas da Capital. O valor exportado é considerado bastante expressivo. Mas para Alexsandro Lira Cavalcante, um dos elaboradores do estudo, Fortaleza precisa de mais incentivo para aumentar a conectividade com o resto do mundo. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| BNB - ETENE | |
| Editorial - Qualidade de vida | |
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Duas pesquisas realizadas sobre as condições sociais, no Ceará, chegaram a conclusões divergentes. A primeira, conduzida pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), identificou três municípios do Ceará no grupo das 15 municipalidades com o maior número de pessoas vivendo em extrema pobreza na região nordestina.
A segunda pesquisa, promovida pela ONG Proteste, entidade especializada em Direito do Consumidor, levantou a qualidade de vida em 21 capitais de Estado. Nos resultados, Fortaleza aparece ocupando a 10ª posição nos itens mobilidade urbana, geração de empregos e segurança. E o 13º lugar, quanto ao item habitação. O trabalho do Etene resultou num diagnóstico social e econômico aprofundado dentro do território de atuação do Banco do Nordeste, como um dos agentes financeiros do governo, especialmente para a região do semiárido. Esse tipo de pesquisa colabora para adotar regras de seletividade do crédito e para fixar critérios de prioridades para os negócios dependentes de recursos financeiros. O Etene concentrou suas atenções nos 15 municípios do Nordeste onde a pobreza extrema predomina no seu contingente humano. Do Ceará, constam Fortaleza (destacada no 2º lugar do grupo), Caucaia (no 11º lugar) e Itapipoca (no 12º lugar). Coincidentemente, Fortaleza e Caucaia possuem os maiores núcleos de população do Estado, liderando, ademais, outros índices sociais na Região Metropolitana. Caucaia experimenta um ciclo de crescimento econômico, resultante da instalação de empresas, da ampliação das ofertas de emprego e das migrações atraídas pelos projetos industriais que se instalam no entorno do Porto do Pecém. O trabalho do Etene levantou dez milhões de pessoas nos municípios incluídos na área de atuação do BNB vivendo com renda mensal de até R$ 70,00 "per capita". Esse contingente corresponde a 61,9% dos 16.267.197 brasileiros situados abaixo da linha da miséria. O Ceará aparece entre os três Estados onde predomina a carência, juntamente com a Bahia e o Maranhão. O estudo identificou 133.992 fortalezenses vivendo em situação de pobreza extrema. Em Salvador, o quadro de ausência de recursos afeta pelo menos 147.864 pessoas; em Recife,106.825; e em Maceió, 74.925. Pelo visto, a carência é uma anomalia regional, refletindo as dificuldades climáticas aliadas ao lento desenvolvimento. Nesta situação de miséria estrutural, o programa Bolsa Família exerce papel complementar na formação da renda de cada família beneficiada. O Etene identificou 199.333 famílias atendidas por este benefício do governo federal. Em Salvador, a renda suplementar vai para 185.629 famílias; no Recife, para 132.036; em Maceió, 87.016; e em São Luís, para 78.868. O Bolsa Família estará dando outra contribuição extraordinária aos mais carentes quando conseguir sensibilizá-los a ingressar nos cursos de formação qualificada para o trabalho. O governo lançou as bases de amplo programa de treinamento de mão de obra, alinhado tanto à educação básica, como à preparação do contingente reclamado pelo mercado de trabalho. As adesões entre os mais carentes, por enquanto, são tímidas. A erradicação da miséria não se faz no curto prazo. Ela necessita vir ancorada num projeto de desenvolvimento econômico e social, com vastos recursos em vários setores essenciais, como o Nordeste reclama e espera há tanto tempo. | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| GRUPO AÇO CEARENSE | |
| O Povo Economia - AÇO CEARENSE NO RANKING DAS MELHORES | |
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Coluna da Neila Fontenele
O Grupo Aço Cearense está na lista das 200 empresas consideradas “melhores e maiores” pela revista Exame. Com 30 anos de atuação no setor siderúrgico e um faturamento de quase R$ 2 bilhões em 2011, a companhia ocupa hoje a 183ª colocação nacional no ranking da revista. O Grupo comercializou 720 mil toneladas de aço em 2011, mantendo negócios com 30 países dos cinco continentes. Também ocupa a segunda posição em movimentação de cargas do Porto do Pecém (CE). | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| ENERGIA ELÉTRICA - CONCESSÕES | |
| Egídio Serpa - Energia elétrica | |
| No fim de 2014 e por todo 2015, vencerão os prazos das atuais concessões dadas às empresas do setor de energia elétrica. O Governo elabora o documento de renovação, que terá uma condição: a redução do custo. Reagem as concessionárias: só podem manter investimentos se a tarifa for compensadora. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| PRODUÇÃO DE PÁS PARA AEROGERADORES | |
| Comunicado - De vento em popa | |
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Coluna do Roberto Maciel
A Suzlon e a Aeris iniciaram, neste mês, a produção serial de pás para aerogeradores, na nova planta industrial da Aeris, localizada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O objetivo é fabricar mais de 20 pás por mês na primeira fase. Nesse empreendimento, a Aeris investiu mais de R$ 50 milhões. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de julho de 2012 |
| ENERGIA SOLAR | |
| Investimentos em geração solar quadruplicam | |
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Os fabricantes mundiais de equipamentos solares, que passam por maus momentos nos EUA, na Europa e até na China, depositam suas esperanças no mercado brasileiro, onde os investimentos em energia solar deverão quadruplicar neste ano. Por ser até três vezes mais cara que as energias eólica e hidráulica, a geração solar não decolou no país até hoje. No entanto, os incentivos concedidos pela Agência Nacional de Energia (Aneel), além da queda de 70% nos preços dos painéis ao longo dos últimos anos, viabilizam o investimento em novos projetos.
O setor contará ainda com uma poderosa vitrine, a Copa Mundo de 2014. Entre os estádios que terão painéis solares estão o Maracanã (RJ), Mané Garrincha (DF), Arena Pernambuco (PE) e Itaquerão (SP), cujos contratos começam a ser disputados pelos fornecedores. Com os novos investimentos, o Brasil deve chegar até o fim de 2012 com uma capacidade de geração solar de 20 a 30 MW, prevê Alexandre Borin, gerente da subsidiária brasileira do grupo LG, que importa painéis da Coreia. Hoje, o Brasil possui só 7 MW instalados desse tipo de energia. Mas o grande salto deve ocorrer em 2013, quando os sistemas das distribuidoras e as licitações dos estádios estiverem concluídos, diz Borin. A Bioenergy, que possui parques eólicos no Rio Grande Norte, testará o mercado no dia 7 de agosto, quando fará o primeiro leilão do país de energia solar no mercado livre. A energia será vendida por R$ 250 por MWh, um dos mais baixos preços já oferecidos. Nos últimos leilões do governo, porém, a energia eólica foi comercializada em torno de R$ 100 o MWh. "Muitas companhias dizem que são verdes, mas se recusam a pagar um centavo a mais por uma energia mais limpa", diz Sérgio Marques, presidente da Bioenergy. Segundo ele, a energia solar não deveria ser comparada à eólica e hidráulica, mas à térmica a diesel, que chega a custar R$ 600 o MWh. Um dos grandes atrativos para o leilão da Bioenergy foi o desconto concedido pela Aneel de 80% na tarifa cobrada pelo uso do sistema de distribuição (Tusd) para a energia solar. Com esse incentivo, a energia sairá para os consumidores por R$ 480 ou R$ 500 o MWh, preço semelhante ao da energia convencional, diz Marques. O custo normal da Tusd varia de R$ 120 a R$ 70 o MWh e depende de cada distribuidora. A resolução da Aneel foi publicada há cerca de 60 dias e não é válida para a energia eólica, diz Marques. A energia vendida no leilão virá de um parque solar que está sendo construído pela Bioenergy na Bahia e que ficará pronto em 2013. A capacidade de geração do parque, que foi projetado em lotes de 0,5 MW, vai depender da demanda no leilão, diz Marques, mas a expectativa do executivo é vender entre 1 e 3 MW. O "boom" da energia solar está atraindo novos fornecedores para o país, como a belga Windeo, que faturou € 50 milhões no ano passado. A empresa fornece sistemas de pequeno porte de geração de energia solar e prevê um forte crescimento na demanda por parte de hotéis, resorts, restaurantes, shoppings e lojas, afirma Alexandre Bretzner, diretor operacional da Windeo no Brasil. O preço dos painéis solares, contudo, ainda são proibitivos para um consumidor comum. O kit de 1 KW da Windeo custa R$ 15 mil. Ainda assim, diz Bretzner, o preço é "altamente competitivo". "O Brasil ainda não oferece linhas de crédito acessíveis para a instalação de sistemas solares. E financiamento será crucial", diz o executivo. Apesar dos obstáculos que ainda existem para a massificação da energia solar, as resoluções publicadas neste ano pela Aneel são consideradas um avanço. "O desenvolvimento de energias renováveis dependem de um tripé: marco regulatório, incentivos fiscais/subsídios e financiamento", afirma o consultor da Ernst & Young, Luiz Claudio Campos. Segundo um estudo da E&Y, a energia solar será a bola da vez no Brasil, enquanto a energia eólica terá desafios pela frente. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os painéis solares fotovoltaicos custavam € 4,2 por watt-pico (Wp), unidade que mede a potência de equipamentos, no ano 2000. Esse preço caiu para € 1,2 o Wp no ano passado. No Brasil, o custo da instalação do painel é de R$ 15/Wp. "O custo dos painéis deve cair entre 10% e 15% este ano e entre 30% e 40% nos próximos anos. Além da redução do custo, a eficiência está aumentando. O painel tem hoje cerca de 15% de eficiência, mas, na Alemanha, já há registros da ordem de 40%", afirma Carlos Faria Café, diretor da Metasolar, integradora de sistemas fotovoltaicos. A empresa inicia nesta semana a instalação de painéis solares no teto da Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro. O projeto, contratado pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e a Light, contará com R$ 550 milhões provenientes da lei de incentivo à cultura e do programa de eficiência energética da distribuidora fluminense. Os painéis serão fornecidos pela LG. | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| PROMEF - TRANSPETRO | |
| O exemplo vem do céu | |
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Um dos erros mais frequentes dos planejadores é buscar o curto prazo, o ganho imediato. O mundo de hoje exige, ao contrário, visão de futuro. O grande desafio é garantir a sustentabilidade, tornar sólidos os alicerces que sustentam os principais projetos. Em vez de pensar no lucro do próximo ano, o fundamental é que a empresa continue a existir por muitos anos.
Esta é uma visão estratégica que empresas ou países não podem abandonar. Só conseguimos colher, com fartura, aquilo que soubemos plantar. O presidente Juscelino Kubitschek plantou um ambicioso e inédito Plano de Metas, e, já no final do seu governo, começamos a colher os frutos de um novo país, mais moderno e desenvolvido. JK compreendeu, por exemplo, que um gigante como o Brasil não poderia deixar de ter uma Marinha Mercante própria. Criou mecanismos para que o setor se tornasse dinâmico e competitivo. Em pouco tempo o Brasil se transformou no segundo maior construtor mundial de navios. Mas aquela era uma época na qual a visão predominante ainda era a da substituição de importações. A preocupação era fabricar navios brasileiros, a qualquer custo. O que importava era o índice de nacionalização e não de competência. Assim, bem depois de Juscelino, o setor enfrentou problemas e viveu uma crise, da qual só se livrou quando o Presidente Lula determinou a execução de um programa que fizesse renascer a nossa indústria naval. Com Lula e, posteriormente, na gestão da Presidente Dilma Rousseff, o que parecia um sonho impossível começou a virar realidade. Vem do céu um dos exemplos marcantes que usamos para explicar a reconquista dos nossos mares. A Embraer – que no fim do século passado também estava em crise – em razão da sua capacidade competitiva se tornou líder na fabricação de jatos médios, exportando para vários países. O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que impulsiona a reativação da nossa indústria naval, tem, justamente, como pilar mais importante tornar os estaleiros brasileiros mundialmente competitivos. O Promef está tirando a indústria naval da inércia. O navio Sérgio Buarque de Holanda é o terceiro entregue num período inferior a oito meses. O Brasil já tem a quarta maior encomenda mundial de navios e o setor naval emprega hoje 60 mil pessoas. No início do século eram menos de dois mil. O principal foco atual do programa é a produtividade. A Transpetro está criando o Setor de Acompanhamento da Produção (SAP) para monitorar e orientar os estaleiros quanto a modernos sistemas construtivos e de gestão. A nossa indústria naval renasceu. Mas este não é um processo que se completa do dia para a noite. A Coreia, um dos gigantes do setor, levou 20 anos para se transformar no que é hoje. Com certeza, vamos levar menos tempo. O importante é que estamos na rota certa. Sergio Machado Presidente da Transpetro | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de julho de 2012 |
| DESONERAÇÃO DA FOLHA | |
| Indústria naval vê com reserva desoneração da folha | |
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A navegação marítima recebeu com reservas a aprovação na Câmara da medida provisória 563, que garante desoneração de encargos sobre a folha de pagamento para empresas de diferentes setores, incluindo a área naval. "A situação melhora em termos de custos, mas em alguns segmentos como o de apoio marítimo o Brasil [mesmo depois da desoneração] vai continuar a ser mais caro para operar do que no Golfo do México ou no Mar do Norte", disse Bruno Lima Rocha, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma).
A situação é motivada por dois fatores, segundo Rocha. O primeiro são os salários das tripulações no Brasil que estão altos. A alta se relaciona com a demanda crescente por oficiais de marinha mercante no país. As empresas de navegação dizem que faltam oficiais para atender a demanda, mas os trabalhadores negam. O outro fator para o Brasil ser mais caro é que a construção naval brasileira ainda fabrica barcos mais caros do que na China ou na Coreia, disse Rocha. A navegação foi incluída mais tarde nas discussões da MP 563. No início, só a construção naval estava entre os setores beneficiados. Rocha não mencionou qual pode ser o percentual de economia para o setor, mas disse que o apoio marítimo, atividade que atende a indústria de petróleo, terá uma redução mais expressiva do que a navegação de cabotagem, que opera entre os portos. Isso ocorre, segundo ele, porque a mão de obra tem um peso maior no apoio marítimo do que na cabotagem. Para Rocha, a desoneração ajuda, mas não garante a competitividade que todos os segmentos da indústria naval precisam. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| MONTADORA DE VEÍCULOS | |
| Decisão sobre montadora só sairá no mês que vem | |
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Descumprido o prazo de resolução sobre a chegada ou não da montadora de veículos em terras cearenses, o secretário de infraestrutura do Estado, Adail Fontenele, contou de um encontro com os representantes da empresa na semana passada e lançou para agosto a nova estimativa sobre a decisão da chegada do empreendimento. "Eles ficaram vendo o Ceará com mais respeito, pois viram a nossa infraestrutura e a nossa condição é excelente", ressaltou.
De acordo com ele, os empresários já teriam indicado a ida para outro estado brasileiro, mas voltaram atrás devido aos incentivos dados pelo Ceará. "Eles deviam ter negócio em algum outro lugar. Então, estão vendo como fazem para vir para cá, agora, pois acharam que aqui é melhor", contou. O nome e a nacionalidade da montadora ainda segue sem serem divulgados pelos secretários e o próprio governador Cid Gomes. Há mais de dois meses as negociações acontecem e, pelo apurado pela reportagem, fazem parte da lista a General Motors e a Peugeot, além de duas marcas chinesas e uma coreana. Mais informações Com uma área de 550 hectares à disposição, localizada no Setor III do Cipp (próximo à BR 222), os investidores da montadora solicitaram ao governo do Estado no encontro da semana passada informações sobre o custo do processo de terraplanagem, além de pedir "detalhes sobre questões de licenciamento ambiental" exigidas. "Pelo menos estão demonstrando responsabilidade", considerou, informando ainda da existência de "filetes de água" que passam no terreno proposto para a montadora e que devem ser canalizados para "riachos maiores", quando o empreendimento finalmente resolver se instalar na região do Pecém. (AOL) | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| COMPANHIA SIDERÚRGICA DO PECÉM | |
| Vertical - Sobe - SIDERÚRGICA | |
| O início das obras é uma marca importante para o Estado | |
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| O POVO |
18 de julho de 2012 |
| COMPANHIA SIDERÚRGICA DO PECÉM | |
| Iniciadas obras físicas da Companhia Siderúrgica do Pecém | |
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Promessa antiga, a CSP teve ontem a colocação das primeiras estacas. A Vale inicia contatos com produtores de calcário e minério de ferro no Ceará para possível compra de matéria prima
Ontem foi dada a partida oficial para o início da construção civil da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). O governador Cid Gomes acionou o mecanismo para colocação da primeira estaca de concreto e aço da nova siderúrgica cearense, que tem previsão de conclusão em 2016 e que deverá ser a maior do País. O vice-presidente sênior executivo da Posco, uma das sócias do empreendimento (além da Vale e da Dongkuk Steel), Inhwam Chang, afirmou que a empresa colocará todo o seu conhecimento para tornar a CSP a melhor usina de aço do mundo. “Assim como a Posco foi importante para a Coreia do Sul nos últimos 40 anos, a CSP será importantíssima para o desenvolvimento do Ceará e será conhecida como exemplo de cooperação econômica entre os dois países”, afirmou. Sae Joo Chang, chairman e CEO da Dongkuk Steel, afirmou que há 10 anos tinha um sonho, o de construir uma siderúrgica no Brasil, o que finalmente está se concretizando. “Percorreremos um longo caminho até a CSP produzir aço, teremos ainda muitos obstáculos, mas firmo o compromisso de não desistir”, garantiu Chang. Ele afirmou ainda que a CSP será líder mundial em siderurgia. A CSP é uma joint venture resultado da parceria entre a Vale, que detém 50% do empreendimento, e das coreanas Dongkuk, com 30%, e Posco, com 20%. No total, serão investidos US$ 5,1 bilhões, sendo US$ 600 milhões só este ano. A produção da usina será de 3 milhões de toneladas anuais de placas de aço em sua primeira fase, com 100% da produção vendida para os próprios sócios. Oportunidades José Carlos Martins, diretor executivo de ferragens e estratégias da Vale, afirma que o setor de siderurgia estabelece ligações econômicas com o mundo e traz oportunidades para empresas locais e estrangeiras. “Mais que uma siderúrgica, abre-se uma porta para oportunidades. Aproveitem”. O executivo também adiantou que a Vale está mantendo contato com três ou quatro produtores de calcário e minério de ferro no Ceará para possível aquisição de matéria prima pela CSP. “A ideia é que a usina se abasteça com produtos da região, mas sempre com foco na qualidade”, declarou. Aristides Corbellini, presidente do Conselho de Administração da Vale, diz que a segunda fase da CSP, prevista para ter início em 2017, deverá elevar a produção da usina de 3 milhões de toneladas de placas de aço/ano para 6 milhões. “Se a situação econômica mundial melhorar, a construção da segunda fase será imediata, porque estaríamos com obras em andamento e com o canteiro já mobilizado”. Contudo, Corbellini ressaltou que, para isso, é necessária a aprovação pelo Conselho Administrativo da Vale, o que ainda não ocorreu. Quando ENTENDA A NOTÍCIA O governador Cid Gomes fincou ontem as duas primeiras estacas, das 16 mil que farão parte da fundação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que entrará em operação no ano de 2016. Números 48% será o do PIB industrial do Ceará logo que a CSP entrar em operação, em 2016 1 mil pessoas trabalham só no processo de terraplanagem do terreno da CSP 16 mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados quando a CSP estiver em operação Saiba mais Porto do Pecém deve ser ampliado O secretário de Infraestrutura do Ceará, Adail Fontenele, diz que em 2016, quando a CSP entrar em operação, deverão estar concluídas as obras de mais dois berços de atracação no Porto do Pecém. Esses berços deverão ter 300 metros de comprimento (cada) por 115 metros de largura, para escoar a produção da siderúrgica e da laminadora Añon. “Os dois berços já estão contratados, aguardando ainda para este mês a licença ambiental de instalação do Ibama”, afirmou o secretário. Segundo o governador do Ceará, Cid Gomes, no dia 15 de dezembro deste ano devem começar a chegar pelo Porto do Pecém máquinas e equipamentos para a CSP. “A ZPE tem que estar pronta até lá”, disse. O governador voltou a lembrar que está em curso a mudança da legislação das ZPEs para ampliação do percentual da produção que poderá ser destinada ao mercado interno. Atualmente, apenas 20% podem ser comercializados no País e o restante tem de ir para exportação. A mudança elevaria este percentual para 30% ou até 40% para o mercado interno. Para Fontenele, essa mudança é importante porque a produção da CSP não deve ir toda para o exterior. “O governo está trabalhando para que este percentual aumente”, disse. Indústria começa a atrair outras empresas O governador Cid Gomes destacou, ontem, que a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) será uma forte indutora do setor metal-mecânico no Ceará, atraindo “centenas de empresas”. E afirmou que após tantas decepções, como as que o Estado experimentou com outros projetos de siderúrgica (a Sidnor e a Ceará Steel), a CSP irá contribuir para mudar a história da indústria no Ceará. Uma indústria que está prospectando o Ceará é a União Engenharia, Fabricação e Montagem, empresa do Espírito Santo ligada ao setor de Siderurgia, Petróleo e Gás. Aderaldo Gentil da Silva, assessor da Presidência da empresa, esteve na solenidade de início das obras da CSP. Ele diz que a União já abriu um escritório no Ceará e pretende instalar uma unidade industrial na área do Pecém, mas não na Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A área ainda não está definida, mas a unidade necessitará de 100 mil m², com um investimento inicial de R$ 20 milhões. No Ceará, há negociações com três clientes na área de siderurgia, petroquímica e gás. O resultado dos acordos deverá ser anunciado dentro de 90 a 120 dias, com fechamento de contratos, segundo o assessor. (Rebecca Fontes) Multimídia O início das obras da siderúrgica no Pecém é o Tema do Dia na cobertura de hoje dos veículos do Grupo de Comunicação O POVO. Confira: Para escutar: Na rádio O POVO/CBN (AM 1010), a jornalista Neila Fontenele discute o tema no programa O POVO Economia, às 14 horas. Para ver - A TV O POVO produziu uma matéria sobre o tema para o programa Vertical S/A. Assista a reprise hoje, às 7 horas, pelo canal 48 (UHF), 23 (Net) e 11 (TV Show), ou no domingo às 23 horas. Ou acesse o programa na página da TV O POVO no Youtube - www.youtube.com/user/tvopovo. Para ler e opinar: acompanhe a repercussão entre os internautas na página do O POVO Online no facebook (www.facebo-ok.com/OPOVOOnline ) e no portal O POVO Online (www.opovo.com.br/economia). | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| COMPLEXO PORTUÁRIO DO PECÉM | |
| Edilmar Norões - Assembleia e o Pacto pelo Pecém | |
| Importante e oportuno que a Assembleia discuta questões como a que envolve o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Aliás, como está fazendo ao reunir representantes, dentre outros órgãos, do Ibama, BNB, Banco do Brasil, prefeituras e sindicatos. Portanto, o objetivo é procurar o envolvimento dessas instituições no Pacto pelo Pecém, sob articulação do Conselho de Altos Estudos da Assembleia, à frente Eudoro Santana. E, assim, visando construir uma estratégia compactuada para o desenvolvimento sustentável do CIPP. Enfim, discutir os aspectos positivos e negativos sob o ponto de vista econômico, social , ambiental e político. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| COMPANHIA SIDERÚRGICA DO PECÉM | |
| Investidores prometem ´CSP será a mais competitiva do setor no mundo´ | |
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Assim, foi apresentada a usina, ontem, durante a cerimônia que marcou o início das obras de construção
A depender dos investidores, que estão entre os maiores players mundiais da siderurgia e mineração, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) será a melhor e mais competitiva planta do mundo no setor. Foi assim que a usina foi apresentada ontem, durante a cerimônia que marcou o início das obras de construção do empreendimento, com a cravação das primeiras das 35 mil estacas que darão suporte às suas instalações, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). "A Posco concentrará esforços para a construção da melhor usina siderúrgica do mundo", garantiu o vice-presidente sênior executivo da empresa, Inhwan Chang, durante seu pronunciamento na cerimônia. A Posco, sul coreana que é uma das sócias da CSP, juntamente com a brasileira Vale e a também sul-coreana Dongkuk, é a maior siderúrgica em seu país e uma das principais do mundo. Ela, através de seu braço Posco Engineering & Construction, está sendo responsável pela construção da CSP. Modelo O posicionamento do empresário sul-coreano é reforçado pelos outros sócios do empreendimento. O diretor de siderurgia da Vale, Aristides Corbellini, reforçou que a planta que está sendo construída no Ceará é um modelo da usina que a Posco possui na Coreia. "Está sendo reproduzido aqui o que tem de mais moderno no mundo. Lá, já é a melhor usina do mundo", destacou. "Não tenho a menor dúvida, esta vai ser a mais competitiva do mundo", asseverou o diretor-presidente da CSP, Marcos Chiorboli. De acordo com ele, essa competitividade se justifica pela capacidade que a planta terá de poder vender para o mundo inteiro e gerar lucros para os seus acionistas. "Ser competitivo é você ter custo baixo o suficiente para, independente das condições de mercado, você fazer lucro. E aqui vamos conseguir isso". Diferenças com a CSA O governador Cid Gomes aproveitou a oportunidade para reforçar diferenças entre a CSP e a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), inaugurada no Rio de Janeiro há dois anos, com parceria da Vale e o grupo alemão ThissenKupp, e apontada, na época, como o espelho da siderúrgica cearense. A CSA foi o centro de polêmicas por falhas que causaram poluição na região na qual é localizada e pelo prejuízo de R$ 7,9 bilhões gerado só no ano passado. "Há diferença de tecnologias entre a CSA, no Rio, e a nossa aqui. O processo de estaqueamento lá, por exemplo, foi um processo muito mais rústico, com bate-estaca, e aqui são automáticos. Tudo isso vai contribuindo pra dar qualidade". Para Cid Gomes, a CSP vai contribuir para "mudar a história da indústria no Ceará", e afirmou que ela vai abrir espaço para a consolidação da indústria metal-mecânica no Estado e do primeiro polo siderúrgico do Norte e Nordeste. ´Língua número dois´ "Não tenho dúvida de que, em breve, a língua número dois de São Gonçalo do Amarante será o coreano", brincou, em referência aos sócios da Coreia do Sul. Atualmente, a CSP já conta com 60% de sua terraplanagem prontos, e possui em seu site 10.315 estacas, que chegaram pelo Porto do Pecém em três carregamentos. Entre 2013 e 2014, serão realizadas as obras civis dos galpões, edificações, vias internas e instalações diversas. Testes A montagem e os testes dos equipamentos serão feitos em 2014 e 2015 e, no dia 3 de setembro de 2015, está prevista a chamada conclusão substancial da usina siderúrgica. A conclusão final, contudo, está marcada para o dia 3 de março de 2016. "A produção inicia, de fato, em setembro de 2015. Aí você tem uma fase de ajustes de equipamentos, você não trabalha ainda a capacidade plena. Esse marco de 2016 é quando ela vai atingir a capacidade plena de produção", esclarece o diretor-presidente da CSP. PPP vai tratar de efluentes da usina A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) formará uma Parceria Público-Privada (PPP) para tratar dos efluentes industriais provenientes da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A informação foi adiantada ontem pelo governador Cid Gomes, durante cerimônia de início das obras da usina. Segundo o governador, a companhia está finalizando o edital para a parceria, e em breve deverá publicá-lo no Diário Oficial do Estado (DOE). Cid não deu mais detalhes sobre este processo, só informando que a PPP cuidará do tratamento do esgoto da siderúrgica e o seu destino final. Cid Gomes informou que já foram feitas, na área da siderúrgica no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), as obras de drenagem, que são parte do compromisso do Estado para a implantação do empreendimento. Em relação ao fornecimento de água para a usina, ele esclareceu que já existe para o local uma oferta de 1,5 mil litros por segundo a partir do açude existente em Caucaia. "Com o Eixão das Águas, vamos colocar aqui mais 3,5 mil litros por segundo, ou seja, vamos triplicar", informou, garantindo que a obra que levará esta vazão, com águas que vêm do açude Castanhão ao Cipp, estará concluída em setembro próximo. Já em relação às obras da 2ª fase de ampliação do Porto do Pecém, que também estão entre os compromissos do Estado para a siderúrgica, o governador afirmou que o cronograma "está compatível". As obras já contam com licitação concluída, mas, para terem início, esperam ainda a licença ambiental a ser expedida pelo IBAMA. "Estamos aguardando só licença do IBAMA, que não deverá ter algum problema, salvo o problema agora que é uma greve dos servidores. Tão logo extinta, creio que em 15 dias teremos essa licença", afirmou. Segundo o diretor de Implantação e Expansão da Cearáportos, Hernani Júnior, o IBAMA já deu previsão de que liberação até início de agosto. (SS) 2ª fase pode ser antecipada, diz Cid Programada para ser construída em duas fases, a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP) pretende definir quando iniciará a nova etapa da usina, em que duplicará sua produção, somente em 2016. Contudo, o governador Cid Gomes afirmou ontem, em tom otimista, que acredita que os investidores irão antecipar este cronograma. "A Dongkuk quer produzir pra ela mesma. Ela é uma das maiores laminadoras na Coreia, então ela quer produzir placa para o consumo dela, e a Posco já tem tradição de siderurgia e certamente tem mercado. Eu acho que tudo isso vai contribuir pra uma coisa: eles vão muito brevemente procurar antecipar a sua segunda etapa. Estou dizendo sem ouvir deles", afirmou Cid, em coletiva à imprensa, após ver a cravação das duas primeiras estacas no site da usina. A CSP produzirá, na primeira fase, três milhões de toneladas de placas de aço anuais. Esta produção já se encontra 100% vendida entre os próprios acionistas, por contratos de 15 anos: a Dongkuk ficará com 1,6 milhão de toneladas, a Posco com 800 mil e a Vale com 600 mil. A segunda fase ampliará a produção para seis milhões de toneladas de placas. Decisão De acordo com o diretor-presidente da CSP, Marcos Chiorboli, ainda não está definido quando parte a segunda etapa da usina, mas ela existe no acordo de acionista. "Há uma cláusula que reza que, quando ela, a planta, tiver atingido a sua capacidade nominal de produção, três milhões de toneladas, os acionistas vão se reunir e vão tomar a decisão. Portanto, esta decisão se dará só em 2016, só quando a primeira fase estiver estabilizada", explica o executivo. Segundo ele, quando chegar esta data, os acionistas deverão analisar a conjuntura mundial para decidir se iniciarão, ou não, a nova fase. "Existe uma série de questões que, com um volume de investimentos desse tipo, é necessário analisar". Primeira indústria a ser localizada dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém, a CSP terá sua produção sempre voltada essencialmente para a exportação, por isso deve haver uma análise do mercado mundial para se pensar em dobrar a produção de aço. Hoje, 20% do que será produzido poderão ser comercializado no Brasil, mas, segundo Cid Gomes, o projeto em tramitação no Congresso que altera a legislação das ZPEs deverá abrir novas oportunidades para a CSP no mercado brasileiro. O projeto prevê elevar de 20% para 40% o percentual que pode ficar no mercado interno. Para o governador, é a expectativa de ter uma fatia maior no mercado brasileiro, que é um dos mais atraentes do mundo hoje, que pode antecipar os planos dos investidores para a segunda fase da siderúrgica. (SS) Produção 100 por cento da produção da CSP, na primeira fase, já estão vendidos entre os próprios acionistas. Anualmente, serão três milhões de placas de aço SÉRGIO DE SOUSA REPÓRTER Nova laminadora está em estudo para o Estado Investidores coreanos e cearenses negociam implantar outra usina para complementar produção da CSP A siderúrgica cearense apenas iniciou as suas obras físicas, mas já está gerando movimentações para a implantação de novas plantas ao redor no setor de siderurgia. Tanto as próprias sul-coreanas Posco e Dongkuk, sócias da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), como um grupo cearense, cujo nome ainda não foi divulgado, já estão interessados em montar uma nova usina no Ceará, para fazer a fase posterior da CSP na cadeia do aço. Cid confirma "Tem um empreendedor cearense que já me procurou. Ele está conversando com a Vale, e ele tem um projeto de uma laminadora", afirmou o governador, guardando em segredo o nome do empresário. Cid disse que não poderia dizer o nome do empreendedor, após ser questionado se a empresa seria a Aço Cearense, siderúrgica que estuda a implantação da Aços Laminados do Pará (Alpa), em Marabá (PA), através de uma parceria com a Vale. Já o diretor executivo da Vale, José Carlos Martins, complementou a informação do governador adiantando que as próprias sócias estrangeiras da CSP, Dongkuk e Posco, têm o interesse futuro de construir uma laminadora no Ceará. "Eles são sócios por enquanto da siderúrgica, mas faz sentido para eles irem um passo além", revelou. "E tem outros aqui. Tem empresários locais que também estão interessados. A gente tem conversado com muita gente, mas, como é fase de negociação, infelizmente não poderia abrir mais detalhes. Mas, certamente, a partir do momento que a usina inicia a produção, ela vai viabilizar muitos investimentos pra frente e pra trás", destaca. Vale interessada Segundo o diretor, "todo produtor de aço é um potencial interessado na CSP". "A economia brasileira atrai os investidores tantos locais como estrangeiros. Se não tem aço, não tem o começo. E a Vale tem o maior interesse de viabilizar, os sócios também". Mas ponderou: "Bicho grande se come aos poucos. Precisa investir para dar um segundo passo". Añon Além destas tratativas, já está acertada a instalação no Ceará da Siderúrgica Latino-Americana (Silat), empreendimento do grupo espanhol Hierros Añon. A empresa espera a Licença Prévia para sua planta, a ser localizada em Caucaia, dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). A previsão é de que o licenciamento saia em agosto que vem. "Temos compromisso da Añon, que já está começando a se instalar, vendo licenciamento. Ela vai começar com longos, não é ainda plano, aciaria a plano, mas ela tem projeto de fazer também", reforçou o governador Cid Gomes. Uma aciaria a plano é aquela que produz as chapas de aço, produto posterior à etapa da finalização das placas de aço que sairão da CSP. As chapas são usadas na indústria metal-mecânica, para a produção de automóveis, eletrodomésticos de linha branca, entre outros. (SS) ZPE deve operar até dezembro Com o objetivo de atender, inicialmente, às demandas da CSP, órgão será o primeiro do tipo no País em atividade Depois do início da cravação das estacas da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a previsão dos primeiros equipamentos do empreendimento aportarem no Ceará no dia 15 de dezembro deste ano, o governo do Estado destina esforços agora para viabilizar o início das atividades da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) até dezembro de 2012. "Até esta data, a nossa ZPE já deve estar pronta", declarou o governador do Estado, Cid Gomes, na manhã de ontem, durante a cerimônia realizada no terreno da CSP. Para alcançar o objetivo, Marcelo Caldas, diretor técnico da empresa administradora da ZPE (a Emazp), contou do interesse em conseguir o alfandegamento dentro de 90 dias. O documento, emitido pela Receita Federal, é o mais dispendioso de exigências e tempo, além de ser a chancela para o funcionamento do órgão. De olho no beneficiamento dos bens importados pela CSP, ele admite: "A gente quer alfandegar até o final do ano para que essas máquinas - que são caras - gozem de benefícios (tributários), pois de certa forma, incrementa o investimento da siderúrgica sensivelmente". Segundo Caldas, apenas as estacas usadas na atual etapa das obras da joint-venture das coreanas Posco e Dongkuk e da Vale não têm redução de tributos. Entre os benefícios dos quais a CSP irá gozar ao se instalar na ZPE, estão a suspensão do Imposto de Importação, do IPI, Pis/Cofins-importação, na aquisição de máquinas e equipamentos usados nos mercados internos e externos e insumos, bem como simplificações nos procedimentos de importação e exportação e liberdade de escolha da moeda a ser utilizada nos negócios de compra e venda. Pioneirismo Com a ZPE do Pecém em funcionamento até o fim do ano, o Ceará terá as honras de sediar o primeiro órgão do tipo em atividade de todo o Brasil. Isso, segundo o argumento do governo do Estado e aliados, traz visibilidade para a região e faz com que outros empreendimentos se interessem em se instalar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) para gozarem dos benefícios. Alfandegamento por etapas Presente ao cravamento das primeiras estacas da CSP, a secretária-executiva substituta do Conselho Nacional das ZPEs, Thaíse Dutra, citou "conversas com vários órgãos, inclusive com a Secretaria da Receita Federal, responsável pelo alfandegamento da área de 15 hectares". "Existe toda uma força-tarefa para cumprir todos os requisitos e alcancemos este prazo (dezembro/2012). Agora, o órgão competente é a Receita Federal", reforçou Thaíse. No entanto, como forma de agilizar o processo e ser mais coerente com o objetivo atual - que é atender à CSP -, Thaíse informou de um acordo entre os envolvidos (governo e aliados) para que a ZPE do Pecém seja alfandegada por etapas. Segundo a secretária-executiva, o planejamento feito determina o cercamento de uma área menor a qual atenderá adequadamente às demandas da siderúrgica e, na medida que forem entrando mais empresas na ZPE, o aumento do cercamento e o alfandegamento seriam feitos. FIQUE POR DENTRO O que são as zonas de processamento As Zonas de Processamento de Exportação, as ZPE´s, são áreas delimitadas fisicamente, nas quais empresas voltadas às exportações gozam de incentivos tributários e cambiais, além de procedimentos aduaneiros simplificados. Para gozar dos benefícios proporcionados pela ZPE, estas empresas devem destinar, pelo menos, 80% de sua produção à exportação, ficando os outros 20% destinados ao mercado interno do País ao qual elas estão instaladas. ARMANDO DE OLIVEIRA LIMA REPÓRTER Doze nomes cotados para a unidade gestora A Unidade Gestora do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) teve indicados 12 nomes para ocupar os cargos de presidente e mais três diretores. A informação foi dada pelo titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Eduardo Diogo, durante a cravação de estacas da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). "Agora, vou aguardar o momento oportuno para apresentar este pessoal ao governador (Cid Gomes), o qual, por sua vez, irá decidir quando achar mais adequado", completou. A lista encaminhada ao secretário no mês passado é resultado de indicações dos 30 membros do Conselho do Cipp, encabeçado pela Seplag e que conta com outros órgãos estaduais e demais envolvidos na região do Pecém. Diogo ainda disse que alguns dos 12 nomes foram indicados por mais de um representante. Porém, como a escolha dos cargos não é uma votação, caberá ao governador escolhê-los. Atribuições A Unidade Gestora, assim que assumir, terá que propor um Plano Básico de Ação (PBA), executá-lo e, anualmente, propor um plano operacional. Aprovada ainda no fim do ano passado na Assembleia Legislativa do Ceará, o órgão tem como obrigação "propor ao Poder Executivo a realização de convênios, ajustes ou acordos com entidades oficiais, federais e municipais e instituições públicas ou privadas de pesquisa e ensino, com vistas à integração de programas a serem por estes desenvolvidos nos Municípios e nas áreas de influência do Cipp, especialmente com a finalidade de desenvolver a indústria e empresas locais e assegurar o desenvolvimento regional sustentável". Reunião Eduardo Diogo também contou que viaja hoje a um encontro proposto pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, onde também estarão presentes a ministra Miriam Belchior (Planejamento), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), e Fernando Bezerra (Integração Nacional). "Vamos escutar e ver o que de mais positivo e relevante podemos trazer aqui para o Ceará para proporcionar o nosso crescimento", declarou. (AOL) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| COMPANHIA SIDERÚRGICA DO PECÉM | |
| Egídio Serpa - A siderúrgica superlativa | |
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São 35 mil estacas de aço, todas importadas da Ásia, das quais 10 mil já chegaram. Sobre elas, erguer-se-á a estrutura da Usina Siderúrgica do Pecém, cujas obras civis começaram ontem. Na cravação de cada estaca no chão fofo e arenoso do Pecém, consomem-se cinco minutos. E quando todas estiverem fincadas, terão sido consumidos US$ 1 bilhão. Este é só um dos detalhes da construção da usina da CSP, cujos sócios - a brasileira Vale e as coreanas Dongkuk e Posco - prometem ao governador Cid Gomes que "ela será a mais moderna do Brasil e operará em setembro de 2015", como anunciou, triunfantemente, o presidente do Conselho Executivo da empresa, Aristides Corbelini. Está surgindo um dos maiores canteiros de obras do País.
Cid, Lula e Dilma Entusiasmado com a grandiosidade econômica, social e financeira da usina siderúrgica do Pecém, o governador Cid Gomes disse que Lula foi o maior de todos os presidentes do Brasil. E elogiou Dilma Roussef como ministra e como presidenta. Aço, energia, ZPE: é Pecém Durante o evento que ontem marcou o início da construção da usina da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o governador Cid Gomes - ele mesmo - informou que, até o próximo dezembro, a Zona de Processamento para Exportação do Ceará tomará medidas para facilitar a importação de equipamentos que se destinarão à siderúrgica, cuja área está totalmente localizada na geografia da ZPE. Por outro lado, uma fonte do Governo do Estado transmitiu a esta coluna a notícia de que as duas usinas termelétricas que a MPX de Eike Batista e sua sócia portuguesa EDP estão a construir no Pecém ficarão prontas e operarão no fim de 2012. A conferir. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| MANEJO SUSTENTÁVEL | |
| Governo estimula uso racional dos recursos florestais da Caatinga | |
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O manejo sustentável constitui um dos principais mecanismos para o uso econômico dos recursos semiáridos
O Ceará possui 92% de sua área localizada no bioma Caatinga, cuja principal característica é a riqueza, tanto de espécies vegetais quanto animais. "Diferente do que muita gente pensa, é um bioma extremamente rico", afirma João Paulo Sotero, gerente de Capacitação e Fomento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), completando que merece atenção especial devido à riqueza biológica e ao grande número de pessoas que ali vivem. Apesar de sofrer processo de degradação desde a época Colonial, o "bioma Caatinga conserva metade de sua área original", observa, atribuindo ao seu poder de autorregeneração. O uso do manejo sustentável pode tirar proveito dessa característica própria da Caatinga, tornando-se o denominador comum entre o uso e conservação dessa floresta. Basta que seja feito bom uso, é possível o seu aproveitamento, sem deixar de ser o que já foi um dia, pondera. Para João Paulo Sotero, manejo sustentável consiste em trabalhar a vegetação extraindo dela a sua riqueza e fazendo com que consiga se recuperar. Aos poucos, agricultores familiares, assentados e industriais que fazem uso de um dos principais produtos da floresta, a lenha, estão se conscientizando sobre a importância da execução dos planos de manejos. O tema ambiental está presente em todas as esferas da sociedade, fato que não existia há cinco anos, observa. Comportamento Hoje, o trabalho de manejo sustentável é feito com os agricultores da reforma agrária. Eles escolhem uma área, fazem, em seguida, um inventário ou diagnóstico para identificar quais os potenciais da região. Depois, é a vez da elaboração do Plano de Manejo Sustentável, sendo apresentado ao órgão Florestal do Estado, explica. O Plano consiste, ainda, na elaboração de um ciclo de 15 anos. Ou seja, 15 espaços, cada ano corresponde a um desses intervalos a ser usado. O nome técnico é talhão, esclarece João Paulo Sotero, completando que ao fim do último ano, o primeiro lote está regenerado. Trata-se de tecnologia testada há mais de 30 anos, tendo como base a auto-capacidade de recuperação da floresta. "A técnica estimula essa regeneração", argumenta. Principal fonte A lenha é o principal produto tirado da Caatinga, servindo para suprir a demanda de energia para alimentar os polos gesseiro de Pernambuco e ceramista do Ceará. A lenha cearense também abastece Pernambuco. João Paulo Sotero explica que o SFB está atuando no polo ceramista, localizado no município de Russas, no Vale do Jaguaribe. No último dia 11, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) lançaram duas chamadas de projetos. O objetivo é contribuir para a sustentabilidade da cadeia da lenha e do carvão no Nordeste. Estima-se que cerca de 30% da matriz energética da região é formada por esses dois produtos florestais, oriundos da Caatinga, daí ser importante a implantação de projetos de manejos florestais. Neste ano, até agora, o FNDF lançou nove chamadas, dentre as quais, seis para o Nordeste, justamente para atender à demanda da Caatinga. Na chamada atual, explica que o Ceará não foi contemplado, justificando ter sido beneficiado na primeira. As regiões beneficiadas foram do Sertão Central e a Noroeste, sendo 12 assentamentos da Reforma Agrária com projetos de assistência técnica e manejo florestal. Foram realizadas duas chamadas para capacitação, estruturação de escolas profissionalizantes técnicas e de extensão rural. Além de chamadas para prestar assistência técnica para empresas que usam muita lenha da Caatinga, em Russas existem pequenas e médias empresas que usam esse recurso natural. "É importante estimular o manejo florestal sustentável e trabalhar a eficiência energética. Em outras palavras, "menos lenha e mais produção". Apoio inicial As duas novas chamadas são referentes à assistência técnica para promoção do manejo sustentável e uso sustentável dos recursos naturais em regiões dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. "Nosso apoio inicial é orientando como otimizar o uso da lenha". Conforme a lei que cria o Fundo, só podem participar das chamadas, que acontecem em duas etapas, instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos. Assim, assentados e agricultores e fabricantes participam por meio de associações. Não é feita transferência de recursos nessa primeira etapa, apenas após a análise para a qualificação da demanda feita. Na segunda fase, caracterizada pela abertura de uma licitação, é feita a contratação da instituição que vai ser responsável pela prestação do serviço de assistência técnica. O Governo Federal oferece algumas linhas de financiamento através do Fundo Clima, via empréstimo não reembolsável ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para empresas usarem novas tecnologias. FIQUE POR DENTRO Ceará investe em manejo sustentável A preocupação com a Caatinga, bioma prioritário do Ceará, faz com que as atenções das políticas de uso sustentável tenham como foco o bioma. Das 12 chamadas realizadas pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento Florestal (FNDF) gerido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), seis foram para o Nordeste. Na chamada atual, o Ceará não foi incluído, como explica Renata Pinheiro, técnica ambiental da Assessoria de Projetos Especiais do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiental (Conpam). Esclarece que, no fim do ano passado, foi assinado acordo para a execução de dois projetos oriundos de chamadas do FNDF. Os projetos são para a realização de manejo florestal, na região do Baixo Jaguaribe e de qualidade energética com empresas de cerâmica. "O Conpam é o executor", diz, informando que os recursos são do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal (CEF). O convênio foi assinado em maio, incluindo capacitação e execução em assentamentos rurais. IRACEMA SALES REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| TRANSPOSIÇÃO | |
| Edilmar Norões - Transposição | |
| Em meio às preocupações pela paralisação das obras da Transposição que ocorre, segundo os trabalhadores, por falta de recursos, o que dizer do ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, que destacou o avanço na conclusão da licitação do lote cinco, que começa em Jati e finaliza em Mauriti, onde já se inicia o lote seis? | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| POLO TECNOLÓGICO DE SAÚDE | |
| Mais de 20 empresas formarão polo | |
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O Plano Diretor da obra, de acordo com a Prefeitura de Eusébio, já foi concluído para o início da implantação do Polo Tecnológico de Saúde
Eusébio. O Município de Eusébio receberá, em três anos, o Polo Tecnológico de Saúde do Ceará, com a implantação do Laboratório da Fiocruz, da fábrica de vacinas do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Biomanguinhos/Fiocruz e da Isofarma, que serão as três âncoras de um polo que contará, no mínimo, com mais 20 empresas afins na área de fármacos. Neste ano, serão investidos R$ 20 milhões e mais R$ 150 milhões nos próximos três anos. Na primeira fase do empreendimento, será instalada a Fiocruz, com seu laboratório de ensino e pesquisa e, na segunda fase, a Fábrica de Vacinas Bio-Manguinhos, que produzirá vacinas de última geração contra febre amarela e outras. Para implantação desse Polo, a Prefeitura Municipal de Eusébio, por meio do projeto de lei 10/2012, criou a Área Especial da Indústria da Saúde (AEIS), modificando a estrutura do Plano de Desenvolvimento Integrado do Município (PDDIE). O Master Plan (Plano Diretor) da obra, de acordo com o prefeito Acilon Gonçalves (PSB), já foi concluído, para o início da implantação do Polo Tecnológico de Saúde do Ceará, que, na opinião do gestor, mudará a feição não só do Eusébio, mas de todo o Estado, na área da indústria da saúde. De acordo com o prefeito, o projeto de arquitetura das edificações está em desenvolvimento, com prazo de seis meses para ser finalizado. A licitação para o projeto foi de R$ 3,7 milhões. Para ter acesso ao polo, como também escoar essa produção, será construída a duplicação e prolongamento do Anel Viário que ligará a CE-040 a Ponte da Sabiaguaba. Shopping Até o fim deste ano, Eusébio receberá seu primeiro shopping, que contará com três lojas âncoras, numa área de 22 mil metros quadrados. O empreendimento será erguido na CE-040, no terreno onde funcionou o Centro Educacional Padre Piamarta. O investimento é uma iniciativa do empresário Riamburgo Ximenes, e o projeto arquitetônico é do escritório Nasser Hissa, orçado em R$ 25 milhões. As três lojas âncoras são: o Supermercado Frangolândia, atendendo um pedido antigo da comunidade por um grande supermercado; as Lojas Americanas, e uma unidade da Normatel, além de 16 lojas satélites, uma farmácia, um banco e dois estacionamentos: um na superfície para 100 carros e um no subsolo para 300 carros. O empreendimento, conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico, Eílson Gurgel, também contará com uma lanchonete "drive thru". Ao todo, serão gerados 600 empregos diretos quando estiver em pleno funcionamento, fora os empregos gerados na sua construção. Além do novo shopping, o Eusébio vem captando mais investimentos para a cidade. Mais informações Prefeitura Municipal de Eusébio Rua Edmilson Pinheiro, 150, Autódromo, Eusébio/CE Telefone: (85) 3260-1492/1033 Site: http://www.eusebio.ce.gov.br/ | |
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| VALOR ECONÔMICO |
18 de julho de 2012 |
| BALANÇA DE SERVIÇOS | |
| Com expansão de 12%, déficit em serviços atinge US$ 16 bi | |
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Enquanto o superávit da balança de bens do país está diminuindo em relação ao ano passado, o saldo negativo do comércio de serviços vem aumentando. No acumulado de janeiro a maio, com relação ao mesmo período de 2011, o Brasil importou 12% a mais de serviços, fazendo o déficit alcançar US$ 16,3 bilhões (também 12% de alta) e pressionar o balanço de pagamentos.
O acréscimo, no entanto, é menor do que os 35% verificados no mesmo período do ano passado em relação a 2010, refletindo em parte a desaceleração da economia. Os analistas apontam, porém, que como 69% do saldo negativo foi originado por aluguel de equipamentos e transportes, que atendem setores com grande dependência de importações, não há perspectiva de diminuição sensível do ritmo de expansão do déficit até o fim do ano. Eles também não esperam reversão dessa tendência negativa em um futuro próximo. As exportações somaram US$ 16,9 bilhões, e aumentaram na mesma proporção que as importações. Em 2011, as compras cresceram 28% e as vendas, 22%. A desaceleração nas duas pontas da balança de serviços é efeito de uma causa maior, segundo Silvio de Campos Neto, da Tendências Consultoria. O baixo ritmo de crescimento da economia mundial torna mais difícil o aumento das exportações em todos os setores. Por outro lado, a redução da atividade econômica interna do país, também ocasionada em parte pelo cenário externo, demanda menos serviços, impactando as importações. "Não há discrepância entre os cenários", disse. O peso maior no resultado foi o de aluguel de equipamentos. As compras estão fortemente ligadas à Petrobras, que precisa do maquinário para seguir expandindo a produção, assim como empresas ligadas ao setor de infraestrutura. O déficit em aluguel subiu mais que a média geral de janeiro a maio ao atingir US$ 7,7 bilhões - 21% a mais do que em 2011. O setor de transportes também é dependente da própria dinâmica interna da economia e, a exemplo do aluguel de equipamentos, deve continuar com um déficit significativo. Os dados do Banco Central mostram que o saldo negativo ficou em US$ 3,5 bilhões, cifra 19% maior que ano passado. Juntos, os dois setores formaram a base do resultado dos cinco primeiros meses do ano, mostrando o caráter estrutural do déficit na balança de serviços, segundo Welber Barral, sócio da Barral M Jorge. "Temos um problema histórico. Toda a logística de comércio exterior, por exemplo, é feita por estrangeiros. Também são consideráveis as remessas de royalties para fora do país", afirmou. Até o fim do ano apenas um segmento deve ter uma diminuição mais sensível no ritmo do aumento das importações. Com o câmbio desvalorizado, viagens internacionais não deve ver o déficit de US$ 6 bilhões crescer substancialmente. "As famílias estão mais endividadas e consumindo menos", disse o economista da LCA Consultores Francisco Pessoa. Na comparação com o ano passado, o saldo negativo no setor avançou 7,8%. Para ele, as condições da economia vão ter efeito limitado na redução do ritmo do crescimento do déficit na balança global de serviços. "Há um descolamento da economia em relação ao setor de petróleo e infraestrutura que impede a queda dos aluguéis. Transportes também não vai ceder." Apesar de o superávit da balança comercial ter caído 26,5% nos cinco primeiros meses do ano em relação ao ano passado e chegado a US$ 6,3 bilhões, a corrente de comércio aumentou 4,5%, influenciando a necessidade de fretes. Não bastassem os setores onde há deficiências de empresas brasileiras para competir, nos segmentos onde o país possui competência para vender serviços não há um movimento que indique mudança, segundo Barral. "Como compensar os setores em que não vai haver recuo da demanda para equilibrar a balança? Teríamos que ir mais ao exterior, mas não conseguimos. Serviços bancários e tecnologia da informação, em que somos muito competitivos, quase não exportamos", disse para depois completar: "É um grande desafio para o país." | |
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| O ESTADO |
18 de julho de 2012 |
| SINDGRÁFICA | |
| Agenda de hoje | |
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• André Ramos (PPL):
14h30 – Encontro na Associação dos Transplantados Renais 18h30 – Acompanha documentário sobre o Raimundo dos Queijos • Elmano de Freitas (PT): 07h – Bandeiraço e caminhada no Terminal do Papicu 18h30 – Plenária no Comitê Central • Francisco Gonzaga (PSTU): 14h – Participa de reunião com militantes • Heitor Férrer (PDT): 09h – Visita ao Beco da Poeira 12h – Almoço com integrantes do Sindicato da Indústria Gráfica do Ceará • Inácio Arruda (PCdoB): 08h – Feira do Canindezinho 11h – Entrevista a emissora de rádio 13h – Panfletagem na Avenida Borges de Melo 17h – Visita o Terminal de Messejana 19h – Caminhada no Conjunto São Cristóvão • Marcos Cals (PSDB): Não terá agenda externa • Moroni Togan (DEM): 17h – Participa de bandeiraço com militantes no bairro da Parangaba • Renato Roseno (PSOL): 09h – Acompanha ato dos servidores federais 18h – Plenária de educadores 20h – Lançamento de candidato a vereador • Roberto Cláudio (PSB): 09h– Reunião com Equipe do Programa de Governo 18h30 – Caminhada na Jacarecanga • Valdeci Cunha (PRTB): 8h – Reunião de planejamento de campanha 18h – Reunião com lideranças na Maraponga | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| RENDIMENTO MÉDIO DO TRABALHO | |
| Rendimento médio da Capital é 2º pior do País | |
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Apenas Teresina, com R$ 1.283, apresenta desempenho inferior ao da Capital cearense, segundo o Ipece
Fortaleza tem a segunda pior posição no ranking do rendimento médio mensal do trabalho entre as capitais brasileiras, com R$ 1.352,78, ficando à frente apenas de Teresina, com R$ 1.283,91. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no ano de 2010, e foram apresentados ontem pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O estudo aponta que Fortaleza sofreu uma queda de duas posições em relação ao ano 2000, quando ocupava o 24º lugar, com rendimento médio de R$ 1.235, acima de Rio Branco (R$ 1.207.77), São Luís (R$ 1.146.71) e Teresina (R$ 1.044.42). Embora tenha caído no ranking, a Capital obteve um aumento de 9,51% nestes dez anos, assumindo a 17ª posição no total da variação. Entre as dez capitais mais populosas do Brasil, tanto em 2000 quanto em 2010, Fortaleza ficou com o menor valor do rendimento médio do trabalho. A cidade cearense apresenta também o pior rendimento nominal médio (de todas as fontes) dos domicílios localizados nos municípios das dez capitais mais populosas, com R$ 2.907.21. Já entre as 27 capitais, Fortaleza apresenta o 24º pior valor, ficando à frente apenas de Florianópolis, Maceió e Belém. Crescimento Apesar dos baixos números, a cidade cresceu 15,4% em uma década, ocupando a 17ª posição entre todas as variações. De acordo com o diretor geral do Ipece, Flávio Ataliba, "o setor de serviços - responsável por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) de Fortaleza - é responsável por concentrar uma alta mão de obra, onde a remuneração é mais baixa. Renda per capita Já na renda domiciliar per capita de 2010, Fortaleza aparece na segunda posição entre as cidades mais populosas do País e a na 19ª se comparada ao total, à frente apenas de Belém, Maceió, São Luís, Teresina, Boa Vista, Manaus, Rio Branco e Macapá. O resultado qualifica a capital cearense em uma posição semelhante às demais das regiões Nordeste e Norte. O documento, intitulado pelo Ipece de "Perfil Municipal de Fortaleza", está no terceiro tema e aborda o Desempenho Econômico Recente em termos de Produto, Renda e Comércio Exterior. A pesquisa concluiu que a população cearense pode contar com uma melhora nos rendimentos. No entanto, o avanço não significou resultado positivo perante às demais metrópoles no que diz respeito aos rendimentos médios, sejam eles totais ou provenientes do trabalho. Fortaleza tem a 2ª economia do NE Em contrapartida com os resultados da renda domiciliar, a Capital cearense apresentou a segundo maior economia do Nordeste, com R$ 31,79 bilhões, ficando atrás apenas de Salvador, com R$ 32,82, conforme apurou ainda o estudo do Ipece. Em terceiro lugar aparece Recife, com um PIB de R$ 24,83 bilhões. Os valores são de 2010 e representa para Fortaleza 48% de participação do Produto Interno Bruto (PIB) de todo o Estado do Ceará (R$ 65.703.761). O segundo lugar é ocupado pela Capital desde 1999, quando teve início a divulgação do PIB dos Municípios. PIB per capita No que diz respeito ao PIB per capita - valor do PIB corrente e a população residente no município -, Fortaleza ainda continua em segundo lugar, mas perde apenas de Recife e fica à frente de Salvador. Em comparação com todas as capitais brasileiras, a principal cidade do Ceará ocupa o 9º lugar desde 1999, com variação nominal acumulada de 206%, ficando em 17º lugar entre os resultados do crescimento das outras localidades. No Ceará O documento divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) aponta também uma desconcentração da economia estadual partindo para outros municípios cearenses. Enquanto Fortaleza sofreu uma queda de 1,27%, passando de 49,66%, em 2002, para 48,38% em 2009, Caucaia apresentou aumento de 0,67%, Juazeiro do Norte cresceu sua participação em 0,32% e São Gonçalo do Amarante teve um incremento de 0,75% de participação no PIB cearense. Maracanaú, considerado um município industrial, teve um recuo de 0,31% na participação. Estrutura setorial De acordo com os dados de 2009, o setor de serviços corresponde a 77,7% do total da base econômica de Fortaleza. O setor agropecuário detém apenas 0,13% e o industrial possui 22% da participação total. Distribuição é positiva Para Eloísa Bezerra, coordenadora da pesquisa, a descentralização do PIB acaba gerando um resultado positivo para todo o Estado. De acordo com ela, as mudanças atraem investimentos por parte do governo para os municípios interioranos, diminuindo o êxodo rural. "Os hospitais da Capital ficam mais desafogados. Muitas pessoas vêm do Interior em busca de atendimento", exemplifica ela. (ABS) ANA BEATRIZ SUGETTE REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
18 de julho de 2012 |
| EMPREGO | |
| Trabalhador do NE mais inseguro | |
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População da região é também a que mais está propensa a tomar um financiamento ou empréstimo
Os chefes de família nordestinos são aqueles que se sentem mais inseguros em seus atuais empregos. De acordo com o Índice de Expectativa das Famílias de junho, estudo elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mais de 34% dos trabalhadores da região que são responsáveis pelos domicílios temem perder suas ocupações. Nas demais regiões, essa preocupação não atinge sequer 19%. No que diz respeito aos demais membros da família, 46,7% afirmam que todos no domicílio estão intranquilos no que diz respeito ao trabalho, enquanto outros 46,1% acreditam que a situação é confortável. Mesmo sem um sentimento de segurança no emprego, os nordestinos são os que mais planejam tomar financiamentos e empréstimos nos próximos meses, de acordo com o Ipea. 11,7% das pessoas abordadas pela pesquisa afirmaram ter essa pré-disposição. Na média do País, somente 8% da população pretendem recorrer a essas alternativas de crédito. No Norte do País, essa fatia cai para 2,3%. No geral, a percepção do nordestino acerca da economia brasileira ficou estável em junho, com 65,5 pontos, o que é considerada uma situação otimista. Otimismo mantido Desaceleração da economia nacional, descrença em uma melhora no cenário externo, rebaixamento da previsão dos analistas de expansão do PIB para 1,90%, alto nível de endividamento e sinais de que o País não está reagindo aos pacotes de estímulo apresentados pelo governo. Nenhuma das notícias recentes parece ter afetado ainda o grau de otimismo das famílias brasileiras, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Índice de Expectativa das Famílias (IEF), calculado mensalmente pelo Ipea por meio de pesquisa em 3.810 domicílios de 214 municípios espalhados por todos os Estados, mostra que, em junho, o otimismo nacional com a situação socioeconômica do Brasil subiu 1,5 ponto na comparação com maio e chegou a 68,5 pontos. O resultado é o segundo maior dos últimos 12 meses, perdendo apenas, em 0,5 ponto, para o mês de janeiro deste ano, quando o índice marcou 69 pontos. O resultado de junho deste ano é 4,4 pontos superior aos 64,1 registrados ao mesmo mês do ano passado. "No geral, há uma boa expectativa das famílias, que se sentem seguras em seus empregos e se sentem com potencial de crescer no futuro. Muitas famílias estão sem altos graus de endividamento e mantendo o emprego. Não é um endividamento solto e não é um endividamento sem emprego", afirmou a atual presidente do Ipea, Vanessa Petrelli Corrêa. Temor 34% dos nordestinos que são responsáveis economicamente por seus lares afirmam que se sentem inseguros nos cargos que ocupam. | |
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