Fortaleza, CE - sexta-feira, 13 de julho de 2012

AIRM – ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Economia - Dia da Indústria
- Sociedade - Dia da Indústria
- Comunicado - Congratulação
- Sônia Pinheiro - Cerimônia
- Fiec e CNI homenageiam personalidades da indústria
- FIEC e CNI homenageiam personalidades
- Presidente da CNI vem para a festa pelo Dia da Indústria
- Vertical - Inovação
- Apex - Agência estimula pequenas e grandes empresas a exportar
- Caatinga - Um novo olhar
- Fiec - Incentivos Fiscais
- Fiec - Incentivos Fiscais
- Fiec - Incentivos Fiscais

SESI
- O Povo Economia - Pólo da Panela

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- O Povo Economia - COMPRAS SUSTENTÁVEIS

COMBUSTÍVEL
- Egídio Serpa - Caju no biodiesel

COMÉRCIO EXTERIOR
- Atraso em verba para o Proex preocupa exportadores

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - NORDESTE
- O Povo Economia - Nenhum cearense entre os mais ricos
- Conselho da Sudene se reúne em Fortaleza nesta sexta-feira
- CE: municípios fora dos maiores PIBs per capita
- FNE terá novos limites de crédito

ECONOMIA
- O pior já passou, acredita o governo

ENERGIA
- Definição da prorrogação das concessões?

EVENTOS
- Egídio Serpa - Na Top Móvel

INDÚSTRIA
- Apesar da crise, déficit da indústria cresce 20%
- Indústria puxa perda de fôlego do investimento no 1º semestre

INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA
- Regime automotivo vai estabelecer limite máximo para emissão de CO2

INDÚSTRIA DE CALÇADOS
- Balança comercial cai no Brasil e sobe no CE

INFRA-ESTRUTURA
- Política - Tijolo por tijolo
- Egídio Serpa - Vem a Siderúrgica
- Egídio Serpa - Ruim - O tempo passa!!!

NEGÓCIOS
- Maior atração para ZPE local

REFINARIA
- Na primeira manhã que te perdi
- Egídio Serpa - Refinaria: estratégia certa

SINDICATO
- Sônia Pinheiro - MEETING


DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Economia - Dia da Indústria
Coluna do Rubens Frota

A Confederação Nacional da Indústria e a Federação das Indústrias realizam no próximo dia 26 de julho, a entrega da Medalha do Mérito Industrial aos industriais José Vilmar Ferreira, da Aço Cearense; Suzete Dias de Vasconcelos, do Laboratório Madrevita; e Herbert Johnson (post-mortem), empresário norte-americano precursor do Grupo Johnson no Ceará.

Homenagem

No evento da Fiec, em homenagem ao Dia da Indústria, o cientista cearense Fernando de Mendonça será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial, comenda máxima da Confederação Nacional da Indústria.
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O ESTADO

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Sociedade - Dia da Indústria
Coluna do Flávio Tôrres

No dia 26 de julho às 19 horas, no La Maison, haverá sessão solene comandado por Robson Braga de Andrade, presidente da CNI - Confederação Nacional da indústria e Roberto Proença de Macêdo, presidente da Federação da Indústria do Ceará.

Na oportunidade serão outorgadas as comendas, Ordem do Mérito Indústrial conferida a Fernando e Mendonça e a Medalha do Mérito Indústrial, pela Fiec, a Herbert Fisk Johnson Jr. (inmemorian) José Wilmar Ferreira e Maria Suzete Dias de Vasconcelos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Comunicado - Congratulação
Coluna do Roberto Maciel

No próximo dia 26 de julho, a Confederação Nacional da Indústria (CIN) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) entregam a Medalha do Mérito Industrial. José Vilmar Ferreira (Aço Cearense), Suzete Dias de Vasconcelos (Laboratório Madrevita) e Herbert Johnson (post-mortem), do Grupo Johnson, serão homenageados.
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O POVO

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Sônia Pinheiro - Cerimônia
OS PRESIDENTES Robson Braga de Andrade -CNI- e Roberto Proença de Macêdo -Fiec- convidam para a sessão solene comemorativa do Dia da Indústria, em 26 próximo -start: 19 horas- no La Maison Dunas.

NO TRADICIONAL script: entrega das comendas Ordem do Mérito Industrial -outorgada pela CNI a Fernando de Mendonça- e Medalha do Mérito Industrial -concedida pela Foec a Herbert Fisk Johnson Jr (in memoriam), José Vilmar Ferreira e Maria Suzete Dias de Vasconcelos, e jantar antecedido por cocktail.
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BLOG ROBERTO MACIEL

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Fiec e CNI homenageiam personalidades da indústria
A Confederação Nacional da Indústria (CIN) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) realizam no próximo dia 26 de julho, às 19h, no La Maison Buffet, a entrega da Medalha do Mérito Industrial aos industriais José Vilmar Ferreira, presidente da Aço Cearense; Suzete Dias de Vasconcelos, presidente do Laboratório Madrevita; e Herbert Johnson (post-mortem), empresário norte-americano precursor do Grupo Johnson no Ceará.

Na mesma solenidade em homenagem ao Dia da Indústria, data comemorada nacionalmente em 25 de maio, o cientista cearense Fernando de Mendonça será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial, comenda máxima da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

SERVIÇO: Comemoração do Dia da Indústria
Data: 26/07/12 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: La Maison Buffet ( Avenida Engenheiro Luiz Viena, 555, Dunas)
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ANTÔNIO VIANA ON LINE

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
FIEC e CNI homenageiam personalidades
Três industriais serão homenageados com a Medalha do Mérito Industrial, da FIEC, e um cientista cearense receberá da CNI a Ordem do Mérito Industrial

Confederação Nacional da Indústria (CIN) e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizam no próximo dia 26 de julho, às 19h, no La Maison Buffet, a entrega da Medalha do Mérito Industrial aos industriais José Vilmar Ferreira, presidente da Aço Cearense; Suzete Dias de Vasconcelos, presidente do Laboratório Madrevita; e Herbert Johnson (post-mortem), empresário norte-americano precursor do Grupo Johnson no Ceará. Na mesma solenidade em homenagem ao Dia da Indústria, data comemorada nacionalmente em 25 de maio, o cientista cearense Fernando de Mendonça será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial, comenda máxima da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e representante do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na National Aeronautics and Space Administration (Nasa), Mendonça é também idealizador e articulador do Instituto Nacional para Pesquisas Científicas e Aplicadas em Energia – organismo similar ao Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) a ser implantado no estado com o propósito de reter talentos cearenses para impulsionar o avanço tecnológico. O Instituto Nacional de Energias foi registrado em janeiro deste ano na Junta Comercial do Ceará (Jucec).

A Medalha do Mérito Industrial foi criada pela FIEC, em 1974, para ser concedida a empresários e outras personalidades com atuação marcante no impulso das atividades fabris e do desenvolvimento econômico do Ceará, por meio de relevantes serviços prestados ao setor industrial cearense. A primeira edição da Medalha do Mérito Industrial homenageou o então governador César Cals de Oliveira Filho, o ex-governador Raul Barbosa e o empresário Thomaz Pompeu de Sousa Brasil Neto.
A Ordem do Mérito Industrial foi criada pela Diretoria da CNI em 1958, e é destinada a premiar personalidades e instituições, nacionais e estrangeiras, que se tenham tornado dignas do reconhecimento ou da admiração da indústria brasileira. O número máximo de concessões da Ordem do Mérito Industrial é de dez agraciados por ano. Estão, entre os agraciados com a Ordem do Mérito Industrial, personalidades como o ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitscheck de Oliveira, Sua Alteza Real Príncipe de Gales e herdeiro do trono da Grã-Bretanha, Charles Philip Arthur George, e o industrial Jorge Gerdau Johannpeter.

SERVIÇO: Comemoração do Dia da Indústria
Data: 26/07/12 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: La Maison Buffet ( Avenida Engenheiro Luiz Viena, 555, Dunas)

Os homenageados

José Vilmar Ferreira - Aço Cearense

Referência para a siderurgia nacional, o presidente da Aço Cearense, José Vilmar Ferreira, tornou-se exemplo de empreendedor no meio industrial por ter fundado e transformado uma pequena loja no bem sucedido Grupo Aço Cearense. Em 1979, o empresário iniciou sua primeira empresa, a Ferro OK – empreendimento no ramo de produtos siderúrgicos localizado em Fortaleza, com foco no mercado da construção civil. Transformada na Aço Cearense, a empresa se dedicou durante 15 anos à comercialização exclusiva de produtos nacionais, passando posteriormente a trabalhar também com aços planos importados, que, depois de industrializados, são distribuídos em todo o território nacional. O Grupo Aço Cearense, composto pelas empresas Aço Cearense Comercial, Aço Cearense Industrial e Siderúrgica Norte Brasil S/A (Sinobras), localizada no Pará. Ao todo, o grupo gera mais de 3 000 empregos diretos, além de muitos indiretos.

Suzete Dias de Vasconcelos - Laboratório Madrevita

A empresária Suzete Dias de Vasconcelos lidera o Laboratório Madrevita, fundado em 1955 pelo esposo, o empreendedor José Dias Vasconcelos. A história de sucesso começou com a fabricação do medicamento Madrevita – produto que deu nome à empresa, que começou a ampliar, nos anos 60, sua linha e segmento de atuação. O Madrevita conquistou o mercado farmacêutico nacional com marcas fortes e de tradição no mercado local como Aseptol, Supertônico, Tussibel, Sanoverme e Puritol, dentre outros. A empresa atua nos segmentos farmacêutico e cosmético – higiene pessoal. A unidade fabril possui área de 10 000 metros quadrados. Seu processo produtivo está em conformidade com os padrões mais avançados da tecnologia industrial. Comercializa seus produtos em todo o país.

Herbert Johnson – Grupo Johnson

O pioneirismo é o traço marcante de outro empreendedor escolhido pela FIEC para a homenagem do Dia da Indústria. Então presidente da SC Johnson, fabricante das Ceras Johnson e de outros produtos de limpeza, o industrial americano Herbert Johnson veio ao Ceará em 1935 para pesquisar as potencialidades da carnaúba – principal insumo para os produtos fabricados pela empresa. Depois de conhecer de perto o cultivo da árvore, a fim de assegurar uma fonte de recursos renováveis e manejáveis, o empresário decidiu instalar uma unidade no Ceará. Graças à carnaúba, a Ceras Johnson virou uma potência que atua em mais de 20 países e fatura bilhões de dólares anualmente. Falecido em 1978, o empresário foi sucedido pelo filho Samuel Johnson, hoje à frente da organização.
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BLOG ELIOMAR DE LIMA

13 de julho de 2012

 
MEDALHA DO MÉRITO INDUSTRIAL 2012
Presidente da CNI vem para a festa pelo Dia da Indústria
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, participará, às 20 horas do próximo dia 26, em Fortaleza, da festa pelo Dia da Indústria. A realização é da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e ocorrerá no La Maison Buffet.

Nessa ocasião, haverá entrega da Ordem do Mérito Industrial da CNI para o cientista cearense Fernando de Mendonça, fundador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Também será entregue a Medalha do Mérito Industrial da FIEC para três personalidades: Maria Suzete Dias de Vasconcelos, líder do Laboratório Madrevita; Herbert Johnson Júnior (in memorian); e José Vilmar Ferreira, controlador do Grupo Aço Cearense.

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O POVO

13 de julho de 2012

 
PROJETO "APÓSTOLOS DA INOVAÇÃO"
Vertical - Inovação
Seis alunos do ITA realizam estudos sobre a economia do Ceará. Com eles, mais seis alunos de universidades locais. O objetivo é detectar novos nichos de mercado. Dentro do Projeto "Apóstolos da Inovação", que envolve ITA e Fiec.
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O POVO

13 de julho de 2012

 
APEX BRASIL
Apex - Agência estimula pequenas e grandes empresas a exportar
Mais de 11 mil empresas são atendidas pela Apex. Objetivo é encurtar caminho rumo ao mercado internacional

A Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex Brasil) apoia, neste momento, um total de 11.738 empresas em todo o País. O Nordeste representa 16,97% desse total, o que corresponde a 1.993 empresas. E a estratégia é inovar para ganhar o mundo.



Dentre os Estados do Nordeste que têm participado dos programas da Apex, o Ceará é o segundo com maior número de empresas - 548. Está atrás apenas da Bahia, que tem quase o dobro de empresas assistidas pela agência (1.045), o que coloca o Estado em quinto lugar no ranking nacional .



Ana Repezza, gerente geral de negócios da Apex Brasil, diz que a agência oferece 40 programas para incentivar os empresários brasileiros a exportar. “Temos produtos para todos os níveis de maturidade, desde aqueles voltados a empresas que nunca exportaram (como o Peiex), como para empresas bastante experientes no mercado externo, como feiras e missões no exterior”, afirma.



Segundo Ana, as empresas que nunca exportaram representam, hoje, 60% dos clientes da Apex.



Peiex

Criada há 12 anos, para promoção comercial de produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) para setores estratégicos da economia, a Apex passou, em 2008, a se dedicar também à capacitação de empresas brasileiras de todos os portes para ingressar no mercado internacional.

Para isso, criou o Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), que responde por mais de 90% dos atendimentos da agência.

De 2008 até agora, a Peiex já atendeu cerca de 9 mil empresas em todo o país. Até maio deste ano, 5.051 empresas participavam do programa. Deste total, 466 eram cearenses, colocando o Estado como o segundo do Nordeste em número de participação. Bahia segue em primeiro com 953 empresas.

Além da Apex, existem os programas setoriais integrados, que não têm característica regional, mas setorial, cobrindo 70 segmentos da indústria brasileira.

Para ingressar do mercado externo, Ana Repezza aconselha as empresas a procurarem programas de capacitação da Apex ou das federações da indústria nos Estados, além de buscar conhecer a cultura do mercado no qual pretendem ingressar e se adequar às exigências locais. “Nossos produtos são competitivos e têm diferença. Cumpridas as etapas, o gostinho do mercado internacional é inegável”, conclui.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O Peiex funciona em 12 Estados brasileiros, oferecendo soluções e auxílio nas áreas de administração estratégica, capital humano, finanças e custos, vendas e marketing, produto, manufatura e comércio exterior

SERVIÇO


Apex em Fortaleza

Onde: Centro Internacional de Negócios da Fiec (av. Barão de Studart, 1980) - (85) 3421-5421

Contato: Beatriz Bezerra.

E-mail: bdbezerra@sfiec.org.br
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INSTITUTO IRATER

13 de julho de 2012

 
LIVRO CAATINGA UM NOVO OLHAR
Caatinga - Um novo olhar
Associação Caatinga, através da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, lançou ontem, 12, às 19h30, na na Livraria Saraiva Mega Store o livro "Caatinga Um Novo Olhar" da Editora Tempo d'Imagem.

A ação também contou com o patrocínio da Coelce, Ceras Johnson, BNB, BSPAR, Sistema SESI/FIEC, Sindcarnaúba, e as iniciativas de pessoas físicas de Roberto Macêdo, José Dias de Macêdo, Charles Young e Maria Angélica Figueiredo, saudosa conselheira da Associação Caatinga.

A obra "Caatinga Um Novo Olhar" vem mostrar às pessoas uma Caatinga nunca antes vista. Com florestas, água, biodiversidade, cores, texturas e a convivência do homem com esta natureza, o livro resgata tanto a exuberância, como a riqueza natural e cultural que tem o bioma.

Essa publicação sensibiliza para a conservação da Caatinga, um patrimônio exclusivo do Brasil. Com esse trabalho as pessoas poderão ver a Caatinga de forma positiva e sem preconceito. O mundo vai conhecer a região semiárida mais povoada e diversa do planeta. Rios, cânions, matas e animais compões uma jornada impressionante por lugares nunca antes retratados.

Resistir com beleza às adversidades do clima e do tempo é um ensinamento que a Caatinga nos traz, sendo esse livro um mensageiro deste novo olhar.

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O ESTADO

13 de julho de 2012

 
INCENTIVOS FISCAIS
Fiec - Incentivos Fiscais
Incentivos Fiscais

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O ESTADO

13 de julho de 2012

 
INCENTIVOS FISCAIS
Fiec - Incentivos Fiscais
Incentivos Fiscais

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O ESTADO

13 de julho de 2012

 
INCENTIVOS FISCAIS
Fiec - Incentivos Fiscais
Incentivos Fiscais

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O POVO

13 de julho de 2012

 
SIMEC
O Povo Economia - Pólo da Panela
Coluna da Neila Fontenele

Os empresários do Cariri vão ganhar um plano de desenvolvimento de negócios com ajuda do Serviço Social da Indústria (Sesi) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O presidente do Sindicato do Setor Metal-Mecânico, Ricard Pereira (foto), conta que aproximadamente 20 empresas que produzem panelas no Cariri passarão por um processo de reorganização visando obter a certificação do Inmetro.

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O POVO

13 de julho de 2012

 
LICITAÇÕES SUSTENTÁVEIS
O Povo Economia - COMPRAS SUSTENTÁVEIS
Coluna da Neila Fontenele

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão pretende intensificar a compra de produtos considerados sustentáveis. Somente neste primeiro trimestre, esse segmento representou um crescimento de 83% em relação a 2011. As chamadas “licitações sustentáveis”, até março de 2012, corresponderam a aproximadamente R$ 12 milhões em compras.

Desde 2010, quando foi iniciada a política de compras no setor, o Governo Federal já investiu mais de R$ 34 milhões na aquisição desses produtos.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
PRODUÇÃO DE BIODIESEL
Egídio Serpa - Caju no biodiesel
Francisco Araripe, que preside o Instituto Caju Nordeste, recebeu e-mail da empresa J.C. Brothersinc, dos EUA, manifestando o desejo de comprar, agora, 20 mil toneladas de casca de castanha de caju para uso na produção de biodiesel.
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VALOR ECONÔMICO

13 de julho de 2012

 
PROEX
Atraso em verba para o Proex preocupa exportadores
A demora na aprovação, pelo Congresso, da suplementação de verbas para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), principal instrumento financeiro de apoio a exportações de manufaturados e serviços, vem provocando preocupação entre exportadores. O governo, no entanto, garante que, até este mês, não houve recusa de recursos oficiais a nenhum projeto de exportação e que espera aprovar, até o início do recesso parlamentar, a suplementação necessária, já em discussão na Comissão Mista de Orçamento.

O limitado orçamento fixado no início deste ano, quase 70% inferior à demanda prevista pelos técnicos, já está comprometido, mas os novos pedidos de financiamento ao Proex seguem sob análise. O governo, segundo o Ministério da Fazenda, está verificando se pode liberar e remanejar verbas do Proex destinadas a projetos de exportação que não se concretizaram.

Até junho, 25 empresas foram assistidas pelo Proex-Equalização neste ano, 70% da média das empresas apoiadas nos últimos três anos. As 14 mil operações de exportação realizadas com o Proex-Equalização no primeiro semestre são equivalentes a pouco mais da metade do total do ano passado. "Nenhum exportador ficou sem desembolso do Proex por falta de recursos, todas as operações que entraram com pedido até hoje, para embarque até o fim de julho, têm desembolso aprovado ", disse o diretor de assuntos internacionais do Banco do Brasil, Admilson Monteiro Garcia.

No primeiro semestre, o Proex-Financiamento desembolsou US$ 231,11 milhões. Garcia avalia que, de janeiro a junho, foram apoiadas pelo Proex operações de exportação no valor de US$ 2,15 bilhões, quase 40% a mais que no mesmo período de 2011, somadas as linhas aprovadas para financiamento e para equalização (que cobrem a diferença de juros do financiamento ao fornecedor no exterior e as taxas brasileiras)

O vice-presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, confirma a regularidade dos desembolsos. "O esgotamento dos recursos do orçamento, entretanto, preocupa, e tem perturbado o planejamento dos exportadores", ressalva. O orçamento previsto para este ano já era menor do que o necessário para atender às operações aprovadas em 2011, diz Castro.

A necessidade de suplementar as verbas do Proex já estava clara em novembro, devido ao corte promovido pelo Ministério do Planejamento na previsão orçamentária feita pelo Cofig, comitê que analisa empréstimos de maior porte com recursos do governo.

O Cofig pretendia aumentar as verbas do Proex-Financiamento, de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,78 bilhões, e o Proex-Equalização, de R$ 1 bilhão para R$ 1,2 bilhão. O Ministério do Planejamento previu, porém, R$ 800 milhões, e só R$ 400 milhões para o Proex-Equalização. Em abril, com a complementação do plano Brasil Maior, o governo enviou o pedido de suplementação ao Congresso, onde está em tramitação.

Como o Proex apoia projetos de exportação que muitas vezes não se realizam, por envolver licitações ou disputas internacionais, o governo considera haver sempre uma pequena folga para acomodar outros projetos que surgem além do total já previsto no orçamento.

"Está apertado, mas ainda tem espaço no Proex", diz o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Cozendey. "Estamos trabalhando com a corda esticada, mas temos maneiras de evitar que haja paralisação", afirmou.
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O POVO

13 de julho de 2012

 
DOCUMENTO NORDESTE EM MAPAS
O Povo Economia - Nenhum cearense entre os mais ricos
Coluna da Neila Fontenele

Na lista dos 15 municípios com maior PIB per capita dentro da área da área de atuação do Banco do Nordeste, não consta nenhum município cearense. No ranking das cidades com maior riqueza dividida por habitante, estão cidades pequenas que conseguiram grandes investimentos e se transformaram em polos de refino de petróleo, ganharam áreas portuárias fortes e se destacaram com produtos diferenciados como petróleo, gás e soja. Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, mesmo com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, estão fora da lista, o que mostra o vigor da economia puxada por projetos estruturantes.

São Francisco do Conde, localizada na Região Metropolitana de Salvador, é a cidade com melhor resultado, com um PIB per capita de R$ 360.815. O segundo colocado da região foi Ipojuca (Pernambuco), com R$ 93.792, e um PIB per capita muito influenciado pela proximidade do Porto de Suape. Já Guamaré (Rio Grande do Norte), onde está localizado o Polo Industrial de Guamaré, da Petrobras, ficou em terceiro lugar, com R$ 90.233.

Esse ranking consta no documento Nordeste em Mapas 2012, elaborado pelo banco e já disponível na internet. A edição impressa será lançada no próximo dia 20, durante o Fórum de Desenvolvimento, que marca as comemorações de 60 anos da instituição. Todos os números têm como base o último cálculo de PIB per capita de 2009, cuja apreciação ocorre sempre com dois anos de defasagem.

ESTUDO

PIB X DESENVOLVIMENTO

Apesar da curiosidade dos dados do documento Nordeste em Mapas 2012, eles representam apenas o ponto de partida para uma análise mais aprofundada. Nele, não aparece, por exemplo, o nível de qualidade de vida das populações dessas cidades. Fernando Viana, gerente da Central de Informações Econômicas do Etene/BNB, afirma que a publicação tem como objetivo motivar os pesquisadores da área para a elaboração de um panorama mais aprofundado da realidade da região.


Como já afirmou a presidente Dilma Rousseff, um grande País não pode ser medido apenas pela riqueza econômica gerada. O desenvolvimento proporcionado para a população também deve ser estudado.
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O POVO

13 de julho de 2012

 
SUDENE - FNE
Conselho da Sudene se reúne em Fortaleza nesta sexta-feira
Governadores de toda a área de influência da Sudene - que inclui os nove Estados do Nordeste mais Espírito Santo e Minas Gerais - estarão nesta sexta-feira, 13, em Fortaleza na 15ª reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que será realizada no Centro de Eventos do Ceará.

Na ocasião, serão discutidas duas proposições relacionadas ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que devem vigorar ainda nesse ano. A primeira diz respeito à elevação do limite destinado ao financiamento de empresas de grande porte, que pode passar de 20% para 30% dos recursos do Fundo. A segunda refere-se à adequação da programação do FNE em função do programa emergencial para estiagem. Estão previstas também deliberações sobre diretrizes e prioridades a serem observadas na programação do FNE para 2013.

Acontecerão ainda apresentações sobre os efeitos da seca no Nordeste, prorrogação de incentivos fiscais, exposições sobre a malha aérea regional e Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs) e cenários macroeconômicos do Nordeste.

O Condel se reúne quatro vezes por ano e essa será a segunda deste ano. Ao todo são 25 conselheiros, que tem como presidente o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra).

Na ocasião, o superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Paes Landim, fará uma análise sobre a situação macroeconômica do Nordeste e falará sobre os desafios do futuro. Flávio Sabóia, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), vai falar sobre os efeitos da medida do Governo Federal na ampliação da oferta de milho, entre outras questões ligadas à produção agropecuária.

A respeito dos efeitos da seca no Nordeste, o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Ferraro, ressalta que o Condel já reservou R$ 1 bilhão em recursos do FNE para financiamento aos atingidos pela estiagem. “Toda a equipe do Banco do Nordeste está empenhada para que esses recursos cheguem o quanto antes a quem precisa, de modo que os produtores nordestinos possam minimizar suas perdas e desenvolver da melhor maneira suas atividades”, ressaltou.

O evento será marcado, ainda, pela assinatura de “Termo de Acordo” com a Unicef, referente a enchentes e outras catástrofes naturais.

Também participam do conselho o presidente do Banco do Nordeste (BNB), a Confederação Nacional do Comércio, a Confederação Nacional de Trabalhadores na Indústria, a Associação Brasileira de Municípios, a Confederação Nacional de Municípios, a Frente Nacional de Prefeitos, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, a Confederação Nacional da Indústria e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
DOCUMENTO NORDESTE EM MAPAS
CE: municípios fora dos maiores PIBs per capita
Estudo do BNB, em sua área de atuação, aponta principais cidade conforme o indicador. Bahia aparece com sete

Nenhum município cearense aparece entre os 15 principais apontados pelo Banco do Nordeste do Brasil com o maior PIB per capita (total de riquezas produzidas dividido pela quantidade de habitantes). De acordo com o banco, admitindo o ano de 2009 como referência, há sete cidades da Bahia no topo da lista e três de Sergipe. Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Maranhão registraram um município cada.

Estudo do Etene indica que, apesar dos avanços nos últimos anos, ainda persistem as desigualdades sociais na região de atuação do banco FOTO: LC MOREIRA

Os dados foram levantados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), na pesquisa denominados "Nordeste do Brasil: Sinopse Estatística 2012" - um diagnóstico social e econômico da área de atuação do BNB; e "Nordeste em Mapas", que pormenoriza o quadro geral com dados municipais, segmentando temas que congregam informações sobre o território, demografia e financiamentos da instituição financeira.

Conjunto de aspectos

Para o coordenador de pesquisas do Laboratório de Estudos da Pobreza (LEP), do Curso de Pós-Graduação em Economia (Caen) da Universidade Federal do Ceará (UFC), professor Carlos Manso, a pesquisa confirma que as desigualdades sociais no Estado ainda são muito elevadas, contudo, diz ele, o PIB Per capita sozinho, não revela que a riqueza produzida nestes 15 primeiros municípios está sendo revertida em benefícios para a população. "O PIB per capita é uma análise importante, aproxima um pouco a noção da riqueza gerada e uma ideia de como ela é distribuída, porém é necessário observar outros indicadores dentro do conjunto da sociedade, sobretudo na questão da renda pessoal", avalia.

Os municípios que ocuparam as três primeiras posições do ranking foram São Francisco do Conde (BA), com R$ 360.815,80 por pessoa; Ipojuca (PE), com R$ 93.791,80, e Guamaré (RN) 90.233,40. De acordo com o Etene, as cidades que ocuparam essas colocações têm, de forma geral, características excepcionais, puxadas por refinaria, Porto de Suape e Polo Industrial da Petrobras.

Na opinião do professor Carlos Manso, a riqueza produzida deve ser refletida no bem-estar dos habitantes. "Há sérios problemas sociais. Não se pode considerar como próspera a riqueza produzida se ela não tem sido convertida em melhorias para as pessoas do local", observa.

No comparativo dos estados cobertos pela área de atuação do BNB, o Ceará ficou em 6º lugar, com PIB per capita médio de R$ 7.686,60. O Norte do Espírito do Santo esteve no topo, com R$ 12.059,00 em média.

Outros dados

A pesquisa do Etene também divulgou o Valor Adicionado Bruto (VAB) da Agropecuária, Indústria e de Serviços.

Somente no VAB da Agropecuária 2009, o Ceará não colocou nenhum de seus 184 municípios entre os 15 mais produtivos. No parte da indústria, Fortaleza, em 3º, e Maracanaú, em 10º, registraram, respectivamente, R$ 6 bilhões e R$ 1,6 bilhão de VAB industrial. Já no segmento de serviços, Fortaleza foi a única representante cearense, em 2º lugar, com VAB de serviços de R$ 21,2 bilhões.

ILO SANTIAGO JR.
Repórter

Indústria local é a que mais emprega

Na área de atuação do BNB, segundo o estudo do Etene, com base, em 2010, o Ceará lidera na quantidade de vínculos trabalhistas no setor industrial. Mesmo com a crise, o desempenho do Estado é melhor, nesse aspecto, do que os dos demais vizinhos nordestinos. O Ceará concentra 21,1% da vagas contra Bahia (20,7%) e Pernambuco (19,1%). Juntos, os três representam 60,9% dos empregos formais industriais. Ao todo, nessa ordem, as indústrias cearenses, baianas e pernambucanas, fecharam o ano de 2010, com 261.198 vagas, 255.774 vínculos, e 236.451 postos na área.

“Dos 15 municípios com maior número de empregos industriais, 12 fazem parte de regiões metropolitanas, exceto Sobral (CE), Feira de Santana (BA) e Campina Grande (PB), que também são os únicos representantes do Semiárido. Destaque para Fortaleza (CE), cujo número de empregos supera em 186,8% o município seguinte, que é Recife (PE)”, revela o levantamento do BNB.

Vagas no varejo

No comércio, a Capital alencarina, com 131.633 ocupações, também fica no topo do ranking. Seguida por Salvador (130.703) e Recife (115.971). No ponto de vista do professor Carlos Manso, apesar da desaceleração econômica da indústria e no menor crescimento do comércio neste ano, o desempenho na criação de postos de trabalho se deve “por boa parte das oportunidades ser intensiva em mão de obra”. “Não é intensiva em tecnologia. O emprego é no capital humano para produtos de menor valor agregado, com salário baixos”, explica.

Outros setores

Na área da construção civil, Fortaleza, com seus 58.194 empregos, fica atrás apenas de Salvador (80.981) e Recife (58.746). O Estado também continua em terceiro no segmento de serviços, dentro da área de atuação do BNB, até 2010. O Ceará apresenta 440.244 vínculos empregatícios no estudo do Etene. Perde apenas para Salvador, com 540.261, e Recife, com 443.131.

O setor de pior desempenho cearense na geração de empregos ainda é o agropecuário. O Estado fica somente na 4ª posição, com 22.280 vagas preenchidas. Bahia lidera com 86.604 postos de trabalho formal. O Ceará não tem nenhum município entre os 15 principais municípios cobertos pela atuação do BNB em quantidade de empregos do setor agropecuário, em 2010, aponta o estudo. (ISJ)
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
SUDENE - FNE
FNE terá novos limites de crédito
Alteração no programa de aplicação será um dos itens votados em reunião da Sudene que ocorre hoje, na Capital

Empresas de grande porte interessadas em investir no Nordeste poderão dispor de maior fatia do “bolo” de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), já a partir deste mês. Nova resolução da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) altera os limites de financiamento de grande porte de 20% para 30%, do FNE, o que permitirá ampliar os financiamentos dos atuais R$ 2,2 bilhões, para R$ 3,3 bilhões, contemplando projetos de infraestrutura e turísticos na região.

Superintendente da Sudene, Luiz Gonzaga Landim, afirma que limite de 51% dos recursos do FNE para micro e pequenas empresas será mantido Foto: Divulgação

Neste ano, o FNE dispõe de R$ 11 bilhões para aplicação em projetos produtivos ou que geram impacto econômico positivo no Nordeste. O montante representa menos de 1/4, ou mais precisamente, 22,9% dos R$ 46 bilhões, que a União irá destinar à construção da linha de transmissão de energia elétrica, interligando São Paulo à usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

A alteração no programa de aplicação do Fundo no exercício de 2012 será um dos itens em votação, pelos governadores do Nordeste, na 15ª reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), que ocorre hoje, às 9h30, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. “O limite de 51% dos recursos do FNE, para micro e pequenas empresas, será mantido”, garante o superintendente da autarquia, Luiz Gonzaga Paes Landim.
Para atender aos grandes empreendimentos, as médias empresas deverão perder espaço no FNE, confirma o diretor de Gestão do Desenvolvimento do Banco do Nordeste (BNB), Stélio Gama Lira. Segundo ele, a vantagem de ampliar os limites dos financiamentos às grandes empresas é aumentar a atração de grandes projetos.

Seca

Diante da seca que assola o Nordeste, os governadores e conselheiros da Sudene votarão também, hoje, medida que injeta R$ 1 bilhão no Programa Emergencial para a Seca. Os recursos não representam incremento no montante do FNE, cujo aporte anual é de R$ 4 bilhões.

De acordo com Lira, os recursos para os municípios atingidos com a seca serão oriundos de uma “readequação” de outras linhas de crédito já existentes no BNB, como o Pronaf, o MPE etc, que terão participação reduzida de 11% para 10%, do FNE.

Também hoje, serão apresentados pelo BNB, os resultados financeiros e os impactos do FNE no Semi-árido do Nordeste, e pela Sudene, as diretrizes e prioridades para 2013. “O mais importante em 2011, foi a universalização dos recursos (do Fundo)”, avalia Lira, segundo quem 100% dos municípios da região foram contemplados com, pelo menos, um projeto.

Ainda na pauta de votações dos chefes dos executivos Estaduais e conselheiros do Condel, está a regulamentação da resolução 49, já em vigor, a qual prevê a criação de uma linha de crédito para aquisição de matéria prima, insumos, para formação de estoques e capital de giro.

Fora da pauta de votação, mas que pode ser apreciada está uma propositura de alteração de um regimento que propõe reorientar a liquidação de dívidas de produtores rurais, por exemplo, pelo equivalente financeiro disponível pelo devedor. “A proposta é fazer a liquidação (da dívida) em função do (bem ou imóvel)que ele tem, do que ele pode dar em garantia”, explica o superintendente da Sudene.

Aviação regional

Os “Novos Rumos do Desenvolvimento e a Malha Aérea Regional” e “Portos Secos/Zonas de Processamento de Exportações e Novas Perspectivas Econômicas para a Área de atuação da Sudene” são temas que também serão expostos para debate no encontro desta sexta-feira, 13.

Conforme explica o assessor da Sudene, Adonis Oliveira, o Nordeste, com PIB da ordem de R$ 400 bilhões, já tem negócios e demanda suficientes para contar com uma malha aérea regional própria, que permita maior integração e desenvolvimento econômico e turístico dos municípios. De acordo com ele, já há empresas aéreas interessadas em cobrir os principais pólos produtores e de negócios da região. O que falta, acrescenta, “é uniformizarmos os impostos, as tarifas de combustíveis nos Estados, para evitarmos guerra fiscal. Esse é um projeto que interessa a todos de forma homogeneizada para o benefício de todos”, defende Odonis Oliveira.

Carlos Eugênio
Repórter
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VALOR ECONÔMICO

13 de julho de 2012

 
ATIVIDADE ECONÔMICA
O pior já passou, acredita o governo
Apesar de não ser generalizada a esperança de um reaquecimento da atividade econômica no último trimestre do ano - o Banco Central e as pesquisas de mercado comungam da expectativa de expansão do PIB de 4,1% sobre igual período de 2011 - acredita-se, no governo, que o pior para a atividade econômica já passou. Inclusive para a indústria, que teria tido uma melhora puxada pelo aumento de 26% das vendas de automóveis em junho sobre maio e que prosseguem em crescimento, ainda que menor, em julho. A redução dos estoques não teve impacto, ainda, na produção. Espera-se que venha a ter.

Divulgado ontem pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) foi um pequeno alento para estancar a onda de pessimismo no país. Ele apurou que o nível de atividade teve recuo de apenas 0,02% em maio na comparação com o mês anterior, nos dados dessazonalizados. O índice veio melhor do que os dados da indústria (-0,9%) e do varejo (-0,8%) e, se estiver correto, indicaria que a economia reagiu e pode ter crescido, no segundo trimestre, cerca de 0,5%. Uma performance bem melhor do que os 0,2% do primeiro trimestre. Seria possível dizer, nesse caso, que não está de todo descartada a possibilidade de o PIB ficar em 2% este ano.

O quadro doméstico ainda é incerto e comporta prognósticos mais otimistas ou mais pessimistas. O externo continua sujeito a riscos imensos. E é nesse ambiente que o Comitê de Política Monetária (Copom) continua cortando a taxa básica de juros, a Selic.


Não se confirmou, na quarta-feira, a expectativa de agentes do mercado de que haveria um sinal no comunicado do comitê - que baixou a Selic para 8% ao ano - indicando que o fim do ciclo de redução dos juros estaria próximo. O Copom optou por reproduzir integralmente o comunicado anterior. Aguarda-se, agora, o que será dito na ata.

Embora não esteja nítida a recuperação da economia, o governo coleciona uma série de medidas e indícios de que o segundo trimestre não foi ruim como se imagina, o terceiro será melhor do que o segundo e no quatro trimestre a atividade estará num ritmo mais condizente com o PIB potencial. A agricultura, que contribuiu negativamente no primeiro trimestre, reagiu bem e a safrinha que começa a ser colhida vai irrigar a renda do campo.

Há, também, todo o elenco de estímulos monetários e fiscais já concedidos e alguns elementos que podem dar sustentação à demanda doméstica, como o mercado de trabalho - a taxa de desemprego ainda é baixa, a despeito de alguns focos de desemprego, e a massa salarial continua em expansão - e o crédito, que cresce, embora de forma mais moderada.

A queda da inflação eleva o ganho real dos salários e nos próximos meses deverá ocorrer uma limpeza nos balanços das famílias, com redução do endividamento. Associado à diminuição da inadimplência, isso abriria espaço para novas contratações de crédito.

Apesar do corte da Selic ter começado em agosto de 2011, até maio deste ano os juros para o tomador final não tinham se alterado. De maio para junho, com a pressão do governo para redução dos spreads bancários, a taxa para o crédito às pessoas físicas caiu 7 pontos percentuais.

Com isso, está ocorrendo uma migração das dívidas mais caras, de cartão de crédito e cheque especial, para outras mais em conta. Um corte de 7 pontos percentuais numa dívida com prazo de um ano e meio reduz em cerca de 10% o valor das prestações em uma massa de crédito para pessoas físicas equivalente a 35% do PIB, calcula uma fonte do setor privado.

No próximo mês entram em vigor, se aprovada a medida provisória que está no Congresso, as desonerações da folha de pagamento de uma série de setores. A MP vence dia 1º de agosto e a oposição ameaça não votá-la, mas o governo tem suas armas.

A depreciação do câmbio real demora uns seis meses para animar a produção, até que vençam os contratos de exportação feitos com a taxa anterior.

As compras governamentais com margem de preferência para a indústria local devem movimentar a economia no último trimestre do ano. Se utilizados os R$ 6,6 bilhões para essas compras, elas podem dar uma contribuição em torno de 0,2 a 0,3 ponto percentual para o PIB, desde que seja dinheiro novo e não um mero remanejamento de despesa orçamentária.

Como se vê, não há uma medida de grande envergadura, mas um somatório de estímulos que o governo acredita que tem potencial para chacoalhar os ânimos de consumidores e investidores.

O pacote de concessões para o setor privado explorar portos, rodovias e aeroportos, que será divulgado em agosto, deve melhorar a taxa de investimentos, assim como a possibilidade de o governo praticamente zerar as alíquotas do PIS/Cofins para grandes consumidores de energia, reduzindo o custo de produção a partir de 2013.

Pode ser muito cedo para chegar a uma conclusão sobre os rumos da atividade econômica e o Copom ainda teria chão para cortar os juros - conforme os sinais que deu no comunicado da reunião de quarta-feira. Ou a recuperação está efetivamente contratada, é uma questão de tempo, pouco tempo, e o espaço para o comitê baixar os juros vai se esgotando.

A favor do presidente do BC, Alexandre Tombini, que está convencido de que o PIB estará rodando na casa dos 4% no último trimestre e em 4,6% no primeiro e segundo trimestres de 2013, estão os acertos da autoridade monetária nas previsões de inflação e na antecipação dos impactos da crise externa em agosto de 2011, quando poucos a dimensionavam.

Claudia Safatle é diretora de redação adjunta e escreve às sextas-feiras

E-mail: claudia.safatle@valor.com.br
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13 de julho de 2012

 
SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO
Definição da prorrogação das concessões?
Boa parte das concessões do setor elétrico brasileiro está diante de uma situação estranhíssima. O dia 7 de julho era a data limite para o pedido de prorrogação das concessões de parcela expressiva do setor elétrico, nela se incluindo a grande parte de ativos da Eletrobras e outros pertencentes a empresas estatais, como a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), a Companhia Paranaense de Energia (Copel) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A razão é que a Lei nº 9.074, que trata dos prazos e prorrogação de concessões, impõe que qualquer pedido de prorrogação deva ser feito até 36 meses de antecedência do final da concessão.

Como a lei foi editada há 17 anos e nela se prevê que o prazo máximo de prorrogação é 20 anos, as empresas tiveram até o dia 7 de julho para protocolar seus novos pedidos. A situação é estranhíssima porque, como o governo não publicou uma nova lei, as empresas protocolaram pedidos de renovação num vazio legal porque não há nenhum marco regulatório que disponha a possibilidade de prorrogação neste momento.


Para quem está entrando no jogo agora vale uma explicação sobre como chegamos a essa situação anômala. A Constituição e a Lei de Concessões exigem que as concessões sejam reguladas por contratos que trazem direitos e obrigações de cada concessionária. Como havia muitas concessões antigas, outorgadas antes da Constituição de 1988, era necessário fazer uma transição do antigo sistema de simples outorga para o regime contratual. Boa parte do problema foi resolvida através das privatizações, porque as empresas vencedoras assinaram junto com a transferência das ações novos contratos de concessão, e todos eles com cláusula que previa prorrogação, seguindo comando constitucional. No entanto, como o processo de desestatização foi interrompido no meio, várias empresas não foram leiloadas e para se ajustar à exigência legal assinaram contratos, sob a égide da Lei nº 9074, que apesar de serem novos, foram considerados prorrogação, tendo como termo inicial a promulgação da lei, ou seja, 7 de julho de 1995. Essas empresas
, portanto, têm o prazo máximo contratual de 20 anos vencendo em menos de 36 meses. Tudo isso pode parecer novo e estranho ao leitor, mas é conhecido e bastante familiar a todos do setor e ao governo, é claro.

Pelas declarações oficiais mais recentes, tudo indica que o governo deverá editar uma Medida Provisória (MP) assegurando a prorrogação das concessões existentes. Na realidade, o setor já trabalha com essa hipótese há anos porque a alternativa - licitação - poderia levar à privatização de boa parte do sistema Eletrobrás, o que não está no cardápio deste governo. A surpresa é o governo ter deixado o tempo regulamentar se esgotar. Nada justifica essa inércia, muito menos a "nonchalance" com que membros do governo tratam de um assunto de tanta importância para o setor e para o país.

Se a prorrogação é certa, os detalhes de como ela ocorrerá são desconhecidos. E aí mora o perigo. As dúvidas são muitas. Novas exigências serão impostas nos contratos? Será uma renovação onerosa? A que preço de energia os contratos serão renovados? Os preços estarão indexados nos novos contratos? Contratos de que duração? Haverá reagrupamento de concessões de distribuição? O que acontecerá com os contratos de energia que vencem antes das concessões serem renovadas? Quando será regulamentada a reversão? Como será calculado o valor dos ativos amortizados e dos investimentos a serem indenizados? Sem saber qual o valor de reversão as empresas não podem nem decidir se querem prorrogar ou devolver seus ativos. Tudo isso só será definido após a promulgação da lei, através da sua regulamentação.


Enquanto o vazio legal permanecer as concessionárias não terão a segurança jurídica necessária para fazer seus planos de investimento e encontram enorme dificuldade em se financiar já que seus contratos, que servem de lastro para seus empréstimos, não têm definidos nem prazo nem preço!

Toda a atenção do governo durante esses anos esteve voltada em usar o momento da prorrogação para reduzir tarifas, sem se preocupar com o processo como um todo. Hoje, o governo se apercebeu, ainda que tardiamente, que sem redução de impostos e encargos, como Reserva Global de Reversão (RGR) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), qualquer redução expressiva das tarifas inviabilizaria as empresas concessionárias. Por isso, deve publicar junto com a decisão de prorrogar uma medida provisória para tratar de encargos do sistema.

Na verdade, a carga tributária não é a única causa do alto preço de energia no Brasil. Além dos impostos e encargos, contribui o elevado preço do gás natural decorrente do monopólio de fato da Petrobras e o repasse, através de encargos, das ineficiências das empresas de distribuição que Eletrobrás tem que carregar. Deve-se colocar na conta também a insegurança jurídica que eleva os riscos do negócio e cria dificuldades na obtenção de financiamento, encarecendo o preço do produto final.

Para Eletrobrás, a solução parece ser mais óbvia. É preciso separar essas empresas ineficientes - e inatingíveis - pelo órgão regulador por conta da forte influência política que sua administração sofre - da operação de geração e transmissão que a Eletrobrás faz tão bem. Uma cisão com posterior privatização das distribuidoras federalizadas parece ser a opção ideal. Se isto não for possível, que se dê transparência ao problema, fazendo com que os custos da ineficiência apareçam na conta do Tesouro e não na do usuário de energia.

Para a Petrobras, a solução é mais complexa. Depende da possibilidade de desverticalizar a operação da empresa, dos órgãos de concorrência e da política de preços de seus produtos. Assunto para outro artigo.

Para reduzir o custo de energia é preciso antes de qualquer coisa entender como ele é formado. Sem transparência, maior competição e uma alocação mais eficiente de custos isso não será possível. A boa notícia é que tudo - carga tributária, Eletrobrás, Petrobrás - depende apenas do governo. Dá para baixar o custo da energia, e muito, com prorrogação das concessões - só falta vontade política.

Elena Landau é economista e advogada, sócia do escritório Sergio Bermudes, advogados. Quando esse artigo foi escrito nenhuma lei ou MP havia sido editada sobre o assunto.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
12 ª TOP MOVEL
Egídio Serpa - Na Top Móvel
Entre os mais de 200 expositores da 12 ª Top Movel, que se realizará em setembro no Centro de Eventos do Ceará (CEC), estão Esmaltec, Multilaser, Henn, Móveis Kappersberg e Ortolite. A feira ocupará os dois pavilhões do CEC.
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13 de julho de 2012

 
DÉFICIT DA INDÚSTRIA
Apesar da crise, déficit da indústria cresce 20%
A desvalorização cambial verificada neste ano não conteve as compras de produtos industriais importados, que aumentaram a presença no mercado brasileiro de janeiro a maio e ampliaram o déficit na balança comercial do setor em relação ao mesmo período do ano passado. Nos cinco primeiros meses de 2012, o Brasil comprou US$ 30,4 bilhões mais do que vendeu em produtos industrializados. Apenas o crescimento das importações de combustíveis, impulsionado pelo consumo interno, foi responsável por 44% da expansão de US$ 5 bilhões do déficit verificada na comparação com 2011.

O forte aumento do déficit, no entanto, embute uma estabilidade no saldo - seja negativo, ou positivo - de 11 entre os 25 setores analisados no boletim da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Entre os setores com déficit estável estão o químico e o de material elétrico e eletrônico.


Nos primeiros cinco meses do ano, as importações de industrializados alcançaram US$ 79,4 bilhões, com crescimento quase 10% maior do que nos cinco primeiros meses do ano passado, ao passo que as exportações subiram menos (3,7%) e somaram US$ 49 bilhões. Esses números indicam que a conjuntura interna e, principalmente, a externa, afetaram mais a balança do que a mudança no patamar do real, que ficou 11,2% mais barato em relação ao dólar entre janeiro e maio.

A desaceleração da economia mundial no primeiro semestre levou a um efeito duplo na balança, na visão de Julio Gomes de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Ele observa que, enquanto mercados mais consumidores de produtos industrializados, como a União Europeia e os Estados Unidos, estão saturados, suas indústrias, juntamente com a produção chinesa, adotam táticas mais agressivas para entrar no Brasil.

"A crise externa foi mais forte do que a desvalorização do câmbio, no caso da exportação. Pelo lado da importação, a depreciação do real caiu no vazio, pois os números mostram que, mesmo vendendo mais caro, o importador não se sentiu inibido em função da demanda, que não cedeu. Esses dois lados também apontam para nossa falta de competitividade, que está intacta em relação ao ano passado", afirma Almeida.

José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), também cita o "fator Argentina". Ano passado, o país vizinho foi responsável por 22% das exportações de manufaturados brasileiros. Neste ano, com as políticas de controle de importação adotadas pelo governo de Cristina Kirchner, as vendas estão caindo. " Parte da indústria está sentindo esse efeito."

Mesmo entre os setores que aprofundaram o déficit, como farmacêutico e veterinário, nenhum pesou tanto quanto o de derivados de petróleo e combustíveis. De um ano para outro, no acumulado de janeiro a maio, o saldo negativo aumentou US$ 2,2 bilhões, chegando a US$ 7,4 bilhões. O congelamento de preços, resultado da política governamental para o setor, aliado ao incremento na venda de automóveis, fez com que o consumo interno de combustíveis disparasse, segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Nos cinco primeiros meses do ano passado, o Brasil fez uma importação média de 17 mil barris por dia de gasolina A. No mesmo período deste ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou média de 71 mil barris/dia.

"O resultado era esperado. Desde 2008, o governo incentiva a venda de automóveis. E a política de congelamento de preços ao consumidor tira competitividade do etanol e estimula o consumo da gasolina, além de inibir um uso mais racional dos combustíveis. Como nossa capacidade de refino está no limite, toda pressão da demanda provoca aumento na importação", afirmou Pires. Ele lembra que a refinaria brasileira com previsão mais próxima de entrega (Abreu e Lima, em Pernambuco) deve começar a operar no fim de 2014.

Em função da estrutura limitada de refino, o aumento do déficit também está ligado a um dado positivo da economia brasileira: quanto mais ela cresce, maior é a demanda por diesel e querosene de avião. A importação do primeiro item, mais utilizado em caminhões e colheitadeiras, saltou de 105 mil barris médios por dia ano passado para 145 mil barris neste ano. O combustível de avião teve crescimento mais modesto nas compras: passou de 30 mil barris médios por dia para 35 mil.

O resultado da balança comercial de bens industriais poderia ser pior, já que alguns setores mantiveram o saldo estável, com as exportações e importações caminhando em ritmos similares. É o caso de materiais plásticos, em que o déficit continuou ao redor de US$ 1,6 bilhão, e de materiais e componentes eletrônicos, com saldo negativo em US$ 7,1 bilhões.

Essa estabilidade, contudo, não quer dizer que diminuiu a demanda por importados. Na visão de Castro, a estabilidade está relacionada ao tipo de produtos e aos contratos de compras assinados nesses setores. Como eles estão ligados, em sua maioria, à produção de outros bens por parte da indústria nacional - como o químico -, ou possuem poucos fornecedores mundiais - como o de componentes eletrônicos -, as compras são planejadas com antecedência e firmadas em contratos de médio e longo prazo.

"O desvalorização do real, que deixa a importação mais cara, ainda não aparece substancialmente. Como também existe comércio entre empresas do mesmo grupo, dá para amortizar um eventual aumento sem repassar ao preço. As compras devem diminuir mesmo no quarto semestre, em função de um ritmo mais fraco da economia e da defasagem de tempo entre mudança de cenário e contratos assinados", disse Castro.

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13 de julho de 2012

 
INVESTIMENTOS
Indústria puxa perda de fôlego do investimento no 1º semestre
O cenário externo adverso, a situação delicada de boa parte da indústria e a perspectiva de crescimento mais fraco da demanda afetaram o investimento na primeira metade do ano. De janeiro a junho, foram anunciados 804 projetos de investimento no Brasil, 5,4% a menos que os 840 registrados no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Bradesco. A queda só não foi mais forte por causa de um aumento expressivo no número de anúncios em junho (ver ao lado).

A maior parte dos anúncios do semestre - 57,3% - se concentra nos setores de serviços e comércio, com a indústria respondendo por 38,3% do total - os outros 4,4% são da agroindústria. Nesse quadro negativo, o volume de investimentos estrangeiros para atividades produtivas também perdeu fôlego, ficando em US$ 23,3 bilhões no período de janeiro a maio, 13,7% a menos que nos primeiros cinco meses de 2011.

O investimento foi abalado por um cenário bastante difícil nos últimos meses, com um quadro externo muito delicado, ressalta o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, apontando especialmente a crise no setor industrial. Segundo ele, essa crise na indústria é "absolutamente global e generalizada", marcada pela sobreoferta de produtos manufaturados. Isso diminui a perspectiva de crescimento do mundo e também do Brasil.

Com a maior ociosidade na indústria - que amarga recuo de 3,4% na produção acumulada de janeiro a maio -, diminui o apetite e a necessidade de se investir na ampliação da capacidade produtiva. Em 2006, 51,6% dos projetos anunciados eram do setor industrial, percentual que recuou para 36,5% em 2011 e ficou nos mencionados 38,3% na primeira metade deste ano, segundo o levantamento do Bradesco.

Segundo Barros, os empresários estão numa fase de recalibrar expectativas, depois de terem "acalentado projeções feitas em um mundo 'meio sem crise', no qual o Brasil parecia quase imune" a qualquer turbulência. Havia companhias acostumadas a ver o faturamento crescer a um ritmo próximo de 20% ao ano, e agora veem um ritmo de expansão abaixo de 10%, exemplifica ele. Dos investimentos anunciados no primeiro semestre, 59,5% se referem a projetos novos, 33% a ampliação e 7,5%, a modernização. Em 2011, a fatia dos projetos novos foi maior, atingindo quase 70%.

Os investimentos estrangeiros diretos tampouco mostram um quadro dos mais favoráveis. O presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização (Sobeet), Luís Afonso Lima, estima que o número neste ano ficará em US$ 50 bilhões, valor ainda expressivo, mas 25% inferior aos US$ 66,7 bilhões do ano passado. Para ele, a piora do cenário externo, marcado por baixo crescimento e incerteza em relação ao futuro da zona do euro, tem peso importante para a desaceleração dos investimentos estrangeiros diretos, mas também há um papel relevante relacionado às perspectivas mais fracas para o crescimento do país.

Segundo Lima, dimensão e expansão do mercado são dois fatores cruciais na atração do dinheiro externo para atividades produtivas, e o Brasil hoje parece oferecer menor dinamismo econômico. Além disso, o país também perdeu apelo como plataforma de exportação para a América Latina e para os EUA, diz Lima.

De janeiro a maio, o fluxo para a indústria ficou em US$ 10,3 bilhões, 44% a mais que no mesmo período de 2011, mas mais da metade concentrado em apenas dois setores - US$ 3,306 bilhões em metalurgia e US$ 1,994 bilhão em produtos alimentícios.


Para Lima, dado os problemas de competitividade da indústria de manufaturados, os setores da economia brasileira mais atraentes para o investimento das empresas estrangeiras são os voltados ao mercado interno e os ligados a commodities - ainda que o resultado desses cinco primeiros meses mostre uma queda forte no fluxo de investimentos para serviços, de mais de 50%, para US$ 7,5 bilhões. Em 2011, porém, o fluxo do setor foi engordado pela operação de US$ 5 bilhões no setor de telecomunicações, referente à compra de uma participação na Oi pela Portugal Telecom.

Os analistas também destacam que alguns fatores específicos derrubaram o investimento neste ano. O chefe do departamento econômico do BNDES, Marcelo Nascimento, lembra especialmente a questão dos caminhões, classificados como bens de capital. Em 2011, houve uma antecipação da compra e da fabricação desses bens, porque em 2012 entrou em vigor a norma Euro 5, que exige motores menos poluentes. Isso derrubou com força a produção de caminhões neste ano, o que se reflete no tombo de quase 16% da categoria equipamentos de transporte dos bens de capital, registrado no acumulado de janeiro a maio. "Os equipamentos de transporte têm peso de 16% a 20% na formação bruta de capital fixo, dependendo de como isso é calculado", afirma ele.

Barros também aponta o impacto negativo sobre o investimento da implantação muito rápida do Euro 5, enumerando outros fatores que contribuíram para o Brasil ter um desempenho pior do que o de outros mercados emergentes neste ano. A crise no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) travou investimentos no setor; o excesso de oferta provocou problemas no setor de construção residencial; a produção e o refino ficaram estagnados na Petrobras; a crise argentina diminuiu as exportações de manufaturados; houve problemas com bancos pequenos e médios; o endividamento do setor sucroalcooleiro reduziu a produção de cana-de-açúcar; e uma seca pesada atingiu o Sul e o Nordeste.

O economista do Bradesco estima que, no segundo trimestre, o investimento deve cair 1,9% em relação ao mesmo período de 2011. Na comparação com o trimestre anterior, deve haver alta de 1%, feito o ajuste sazonal, projeta ele. Barros pondera, contudo, que essa eventual expansão ocorrerá após três trimestres de quedas seguidas, período em que a formação bruta de capital fixo recuou 3%. Para o ano, ele espera um crescimento de 1% para o investimento.

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, é mais pessimista, esperando contração de 1,1% do investimento em 2012. Além do cenário externo adverso, Vale acha que, além da piora da crise europeia, um problema que atrapalha os projetos produtivos no Brasil é a falta de reformas que reduzam o custo das empresas.

Segundo ele, os países da América Latina que têm mostrado um melhor desempenho num cenário de crise externa são aqueles que têm mantido "um padrão contínuo de reformas", como Chile, Colômbia e Peru. "Para o investimento, o sinal que os três países dão é de que a continuidade das reformas fará com que os custos das empresas caiam vez mais. No caso brasileiro, não há nada nesse sentido", diz ele, criticando a "insistência do governo em pacotes de curto prazo que não resolvem nada", o que não estimula as companhias a investir.

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13 de julho de 2012

 
NOVO REGIME AUTOMOTIVO
Regime automotivo vai estabelecer limite máximo para emissão de CO2
Os automóveis vendidos no Brasil devem ser obrigados a cumprir requisitos mínimos de emissão de CO2 e de eficiência no consumo de combustível, se quiserem evitar o acréscimo de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a ser aplicado sobre automóveis excluídos do novo regime automotivo que vai vigorar de 2013 a 2017 no país. O governo, no decreto de regulamentação do novo regime automotivo, quer exigir emissões de, no máximo, 135 gramas de CO2 por quilômetro rodado (hoje a média está em cerca de 170 gramas), mas o setor privado pede mais flexibilidade.

O decreto, que regulamenta o regime automotivo anunciado em abril, com o plano Brasil Maior, está previsto para sair na próxima semana, após o regresso do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. As discussões com o setor privado, porém, podem atrasar esse prazo, segundo se admite no ministério. As exigências sobre emissões de CO2 e sobre eficiência energética (consumo de combustíveis) são o único ponto ainda em aberto, devido à resistência das montadoras.

Originalmente, os planos do governo previam que o compromisso com a eficiência no consumo seria optativo: as montadoras teriam de escolher três, entre quatro pré-requisitos para continuar a fazer jus ao desconto de 30 pontos percentuais do IPI que recebem hoje. Um desses pré-requisitos seria a adesão ao programa de etiquetagem segundo o consumo de combustível, que seria adotado em 25% dos carros em 2013, com crescimento gradativo até atingir 100% em 2017.

A medida provisória com as regras gerais do novo regime automotivo está em análise no Congresso, e a versão atual em discussão no legislativo caminha para tornar obrigatórios a etiquetagem e o controle das emissões. O governo argumenta que o limite de emissões de 135 gramas teria de ser atingido gradualmente, com reduções ano a ano, até 2017, e já é semelhante ao adotado hoje em dia pela Europa, e obrigaria as empresas a trazer ao país tecnologia mais moderna, mais competitiva em termos de exportação.

A tecnologia para redução das emissões já está disponível pelas montadoras, afirmam os técnicos. Japão e Coreia já têm exigências maiores que as previstas no Brasil, que quer mostrar compromisso com as preocupações manifestadas na conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Publicamente, a indústria se manifesta totalmente favorável à medida. Segundo o diretor de relações institucionais da General Motors, Luis Moan, um dos interlocutores da Anfavea nas negociações, as montadoras defendem o programa de etiquetagem para todos os modelos e de forma obrigatória a partir de 2017. Hoje, as montadoras submetem à etiquetagem apenas seus melhores veículos. "O programa não pode ser considerado bom se não for para 100% dos carros", comentou o executivo em seminário sobre o regime automotivo, ontem, em São Paulo. "Queremos que o programa seja bem feito e, por isso, será preciso obrigar a etiquetagem", acrescentou.

Nos encontros reservados para discussão do novo regime, porém, segundo fontes da indústria, os representantes das montadoras tentaram convencer os técnicos do governo de que os limites de emissões no Brasil deveriam ser menos rigorosos do que na Europa, para levar em conta que os carros brasileiros funcionam também com etanol, combustível que promove a compensação dos gases estufa a partir da plantação da cana.

A indústria automobilística já sabe o que deve ser feito para reduzir o nivel de emissões porque há tempos já pratica a técnica em seus países de origem. Europa, Estados Unidos e Japão, de onde vêm todas as montadoras até agora instaladas no Brasil, têm as mais rigorosas leis nesse sentido.

A tentativa do setor em protelar medida semelhante no Brasil se sustenta no interesse em adiar investimentos em motores. Todos os fabricantes de automóveis instalados no Brasil têm as próprias fábricas de motores. São áreas que tradicionalmente consomem grandes volumes de investimentos. E, ainda que a tecnologia menos poluente já esteja desenvolvida em outros países, toda mudança em qualquer das diversas motorizações existentes hoje exige, consequentemente, investir também na adaptação para o etanol.

Executivos de montadoras argumentam que as empresas já estão sendo obrigadas a adaptar-se a novos padrões de segurança e de componentes nacionais, o que tornaria ainda mais custosa a adaptação aos novos padrões de emissão e consumo.

Moan, porém, elogiou ontem o novo regime automotivo, por vincular incentivos tributários ao uso de componentes automotivos locais e investimentos em engenharia e inovação. "Vamos sair desse regime mais forte do que estamos agora".
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O ESTADO

13 de julho de 2012

 
BALANÇA COMERCIAL DO SETOR CALÇADISTA
Balança comercial cai no Brasil e sobe no CE
O saldo da balança comercial do setor fechou o primeiro semestre em US$ 279 milhões


O saldo da balança comercial do setor calçadista fechou o primeiro semestre de 2012 em US$ 279,3 milhões no acumulado de janeiro a junho. Esse desempenho, porém, foi menor em 59,39% na comparação com o mesmo período de 2011, quando o resultado havia sido de US$ 445,2 milhões. Segundo os dados levantados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) através do MDIC/Secex, as exportações do setor somaram US$ 531,4 milhões, indicando queda de 19,8% sobre o acumulado dos seis meses do ano passado. Já o pagamento das importações registrou elevação de 16,1%, somando US$ 252,2 milhões.

No primeiro semestre deste ano, somente os estados do Ceará e da Paraíba apresentaram desempenho positivo no volume de pares embarcados para o exterior. Os produtores cearenses exportaram 22,9 milhões de pares, 7% a mais em comparação com igual período do ano passado. Porém, houve perda no faturamento, que caiu 9%.

Novamente, o Ceará ficou em primeiro lugar entre os seis principais estados exportadores, com uma participação de 42% sobre o volume total do Brasil. Hoje, o Ceará ocupa lugar de destaque no cenário nacional, sendo o maior exportador do País em volume de pares, e o 2º em valores, atrás apenas do Rio Grande do Sul. A Paraíba elevou em 31% a quantidade de calçados exportados e enviou 15,3 milhões de pares para o mercado internacional. O faturamento também seguiu trajetória positiva, com incremento de 37%.

REDUÇÃO
De janeiro a junho deste ano, o faturamento do setor a nível nacional, com negócios no exterior, apresentou desempenho 19,8% menor em comparação com o semelhante período do ano passado. As divisas obtidas desta vez foram de US$ 531,4 milhões, contra os US$ 662,5 milhões registrados no primeiro semestre de 2011. O volume de pares exportados, nestes seis meses atingiu a marca dos 55,2 milhões de pares, enquanto de janeiro a junho de 2011 esse total ficou em 49 milhões.

Quanto às importações, o Brasil comprou 7,4 milhões de pares de cabedais (parte superior do calçado), gerando um incremento de 35% sobre o mesmo período do ano passado. O pagamento por esta mercadoria registrou elevação de 110%, com os importadores pagando US$ 34 milhões. Já a entrada de calçados prontos apresentou incremento de apenas 1% sobre o volume e de 16% sobre o pagamento. De janeiro a junho deste ano o Brasil comprou 19,3 milhões de pares de cabedais, representando US$ 252 milhões.
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O ESTADO

13 de julho de 2012

 
SIDERÚRGICA CEARENSE
Política - Tijolo por tijolo
Coluna do Macário Batista

As obras da futura Siderúrgica cearense serão iniciadas, na próxima terça-feira, em área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante. É conversa para R$ 11 bilhões de investimento.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
SIDERÚRGICA DO PECÉM
Egídio Serpa - Vem a Siderúrgica
Para ver a cravação das primeiras estacas da Siderúrgica do Pecém, 3ª feira, 17, virão o presidente da Vale, Murilo Ferreira, o CEO da Posco, Joon-Yang Chung, e o CEO da Dongkuk, Sae-Jo Chang. São os três sócios do empreendimento.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
COPA DO MUNDO 2014 - OBRAS
Egídio Serpa - Ruim - O tempo passa!!!
Passa o tempo, voa o tempo, a Copa do Mundo de 2014 vem chegando e as obras da mobilidade urbana permanecem no papel da PMF. Os túneis da Via Expressa são apenas um sonho.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
VISITA DOS COREANOS
Maior atração para ZPE local
Por meio da troca de experiências, empreendimentos de grande porte podem ser atraídos para o Estado

A visita de consultores, professores universitários e técnicos do Instituto Coreano para o Desenvolvimento e do Instituto para Economia Industrial e Comércio da Coreia do Sul ao Ceará, encerrada ontem, deverá implicar em um estreitamento das relações entre os cearenses e empresários do país asiático, o que pode levar à instalação de novos empreendimentos de grande porte no Estado nos próximos anos.

A vinda da comitiva está ligada a um memorando de entendimento assinado entre os governos brasileiro e sul coreano, que prevê, entre outros pontos, a visita dos estrangeiros às Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). Na última quarta-feira, o grupo conheceu a ZPE do Pecém. Ontem, eles participaram de uma reunião na Agência de Desenvolvimento do Econômico do Ceará (Adece).

De acordo com o diretor da Associação Brasileira das ZPEs, Victor Samuel da Ponte, que participou do encontro de ontem, um próximo passo da troca de experiências com a Coreia do Sul será o maior contato com empresários do país interessados em se instalar no Brasil.

A implantação da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) na ZPE do Pecém, destaca, representa um dos fatores responsáveis por tornar a área mais atrativa aos investidores estrangeiros, uma vez que o empreendimento conta com duas empresas da Coreia do Sul como sócias – a Dongkuk e a Posco. “A presença das empresas já representa uma proximidade maior com eles (os sul coreanos)”, indica.

Próximos passos

Conforme explica, os representantes das ZPEs brasileiras irão preencher um questionário e entregá-lo à comitiva coreana, a qual irá elaborar, nos próximos meses, um relatório final relatando as constatações sobre o modelo de ZPE brasileiro. Em seguida, acrescenta o diretor, serão feitos novos encontros, durante os quais serão debatidas, entre outros pontos, formas de aprimorar o modelo de ZPE no País. A comitiva visitará, ao todo, cinco ZPEs brasileiras neste mês.

De acordo com o presidente da Empresa Administradora da ZPE do Pecém (Emazp), Eduardo Macêdo, a primeira troca de experiências com a comitiva coreana já foi “muito produtiva”, uma vez que o país asiático possui uma experiência muito mais avançada com ZPEs do que o Brasil, onde o processo de implantação desse tipo de área é considerado recente.

Uma das vantagens do encontro, afirma, será a identificação da vocação da ZPE do Pecém, o que facilitará a elaboração do plano de negócios da empresa. Como resultado, complementa, a Emazp poderá fazer um “trabalho mais eficiente” de prospecção de investimentos.

João Moura
Repórter
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O POVO

13 de julho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM II
Na primeira manhã que te perdi
O ex-presidente Lula e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foram as duas primeiras pessoas para quem o governador Cid Gomes telefonou na manhã em que soube que a Petrobras adiaria o projeto da Refinaria Premium II, no Pecém

A primeira reação do governador Cid Gomes quando leu nos jornais do dia 16 de junho que a Petrobras deixaria de fora do plano de negócios 2012-2016 a refinaria Premium II, no Ceará, foi telefonar para o ex-presidente Lula. Foi logo cedo, às 8h30min da manhã. Não conseguiu falar e telefonou em seguida para o presidente do Senado, o maranhense José Sarney, senador pelo PMDB do Amapá. A Premium I, prevista para o Maranhão, também estaria de fora. Sarney juntou-se à indignação de Cid. “Não podemos deixar isso acontecer”, disse Sarney. O senador sugeriu a Cid: “Você deveria ligar para o Lula”. Cid respondeu que já ligara e estava a aguardar retorno.
Mais tarde, Lula retornou. Ao ouvir o relato de Cid, reagiu definindo a informação do adiamento como “um absurdo”. Chegou a afirmar: “Isto é um compromisso meu. Eu estive aí (Ceará) várias vezes, pouco antes de deixar o Governo, e pedi que o movimento fosse irreversível”. Na última visita como presidente, Lula e Cid fizeram fotos no Pecém. Era final de dezembro de 2010. Lula também manifestou surpresa ante a iminente aprovação pelo Conselho da Petrobras. Cid disse a Lula que estava ligando para saber o que poderia ser feito. Lamentava também não ter recebido nenhuma ligação da Presidência da estatal. “Ninguém se dignou a me dar um telefonema.”
A Lula, Cid disse que a disposição era “abrir a boca”, reclamar publicamente. Mas foi demovido pelo influente ex-presidente. “Não, meu filho, não faça nada. Tenha paciência. A Graça vai ligar para você.” E ligou. Na conversa, declarou ao governador estar havendo um mal entendido. Disse que ninguém ouvira dela qualquer menção ao adiamento. Propôs encontrar o governador. E assim foi feito anteontem, na sede da companhia, no Rio de Janeiro.
No encontro com Cid, Graça estava acompanhada de diretores. Ela mesma fez a apresentação em Power Point, na qual apresentou o histórico e demonstrou o quão importante é para a Petrobras a instalação da refinaria cearense. O mesmo fizera, mas no Palácio dos Leões, em São Luís, à governadora Roseana Sarney. Estava acompanhada dos diretores José Carlos Cosenza (Abastecimento), José Antônio de Figueiredo (Engenharia, Tecnologia e Materiais) e José Eduardo Dutra (Corporativo e Serviços).
A Cid relatou as dificuldades também. Procura adequar o projeto aos parâmetros internacionais de preço e prazo. Cid sentiu-se confortado e percebeu “verossimilhança” em tudo o que ouviu. Graça alegou que houve precipitação. Segundo relato de Cid, o termo “desinvestimento” acabou mal interpretado no texto do plano de negócios. Na verdade, se referia à venda de duas refinarias fora do País.
Apesar de toda a ação política, Graça reafirmou que a instalação das refinarias cearense e maranhense é uma necessidade econômica. A presidente relatou o quão caro está sendo importar diesel. Cid saiu do gabinete de Graça certo de que não ouviu bravatas.
Funai
O governador Cid Gomes disse ontem ao O POVO que na próxima semana, em reunião no Ministério do Planejamento, em Brasília, espera resolver de vez o impasse criado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) para tornar área destinada à futura refinaria Premium II 100% apta a receber o canteiro de obras da Petrobras. O encontro reunirá, além do Governo do Estado, a Funai e a estatal de petróleo.
A Funai reluta em conceder a anuência para as obras enquanto não for concedido terreno para grupo de cerca de 150 famílias que se declara da tribo Anacé. As famílias não habitam a área total de 1.940 hectares destinadas à refinaria, mas se organizaram para reivindicar uma área para onde se mudariam. O governador não diz, mas uma fonte no Palácio da Abolição afirma que o Governo enxerga na não-concessão da anuência uma forma de aproveitar a necessidade do Governo para obter o terreno.
Cid Gomes estima em R$ 30 milhões o valor do terreno para onde os autodenominados índios seriam transferidos. O valor, segundo ele, seria dividido meio a meio com a Petrobras. A área para a refinaria já tem licença para cercamento, supressão vegetal, terraplanagem da área administrativa e guaritas. Só falta a Licença de Instalação, a ser concedida pela Semace, desde que haja a anuência da Funai. Na área da Refinaria, a Funai já registrou que não há traços indígenas.
O quê

ENTENDA A NOTÍCIA
A anunciada intenção da Petrobras de adiar o projeto da Refinaria Premium II do Pecém gerou reação política e o esforço da estatal em desmentir o adiamento, em reunião nesta última quarta.
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DIÁRIO DO NORDESTE

13 de julho de 2012

 
REFINARIA PREMIUM I
Egídio Serpa - Refinaria: estratégia certa
Está correta a estratégia do governador Cid Gomes para viabilizar, em tempo mais curto, a construção da refinaria da Petrobras no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Cid retomará os contatos com as empresas asiáticas, europeias, dos EUA e do Oriente Médio que têm interesse em associar-se ao empreendimento. Esses contatos haviam sido suspensos porque a gestão anterior da Petrobras - liderada por Sérgio Gabrielle - manifestara a intenção de fazer sozinha as refinarias Premium I e II. Graça Foster, ocupada hoje em reordenar a vida interna da estatal, entende que, com caixa apertado, a Petrobras precisará de um sócio para a nova refinaria.
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O POVO

13 de julho de 2012

 
SINDUSCON
Sônia Pinheiro - MEETING
CONFIRMADO: Fortaleza será palco da edição 85 do Encontro Nacional da Indústria da Construção, evento anual master da Câmara Brasileira da Construção, entidade que representa nacionalmente todos os segmentos do métier.

NO FLASH, os anfitriões Roberto Sérgio Ferreira –Sinduscon/CE- e Paulo Simão, presidente da câmara, ocasião do lançamento oficial da reunião, nas Minas Gerais.

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