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Fortaleza, CE - sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| SESI - ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Esportes - SESI | |
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Por Lauriberto Braga
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, recebe a imprensa especializada, na próxima segunda-feira (01/02), para almoço, na cobertura da Casa da Indústria. Vai apresentar dentre outros números positivos, os do Serviço Social da Indústria (Sesi) voltados para o Esporte. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| CIC - PALESTRA COM MAILSON DA NÓBREGA | |
| Preto no Branco - Quem? | |
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Por Julieta Bronteé
O Centro Industrial do Ceará (CIC) vai comemorar os seus 90 anos de existência segunda-feira que vem, às 18h30min, no auditório da FIEC, com uma palestra do economista Mailson da Nóbrega. É aquele que, no governo Sarney, recebeu o Ministério da Fazenda quando a inflação no País estava em 366% ao ano (1987) e ao de lá sair, em 1988, a dita cuja estava em 933 anuais.... | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Notas - FIEC | |
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Por Solange Palhano
O presidente da FIEC, Roberto Proença de Macêdo, no almoço de confraternização da entidade com a imprensa, nesta segunda-feira, apresentará na ocasião o balanço das ações desenvolvidas pelo Sistema FIEC em prol do aumento da competitividade das indústrias do Ceará e as boas perspectivas para o setor industrial em 2010. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| SENAI - ALMOÇO DOS JORNALISTAS | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Segunda-feira, 1 de fevereiro, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Roberto Macedo, reunirá a imprensa para confraternizar com os jornalistas e para revelar números da performance da instituição em 2009. Esta coluna antecipa os do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que, no ano passado, superou a marca de 25 mil matrículas em cursos de educação profissional. No seu outro eixo de atuação - os serviços técnicos e tecnológicos - o Senai do Ceará realizou mais de 800 atendimentos junto às empresas em ações voltadas à criação, inovação e melhoria de processos e produtos, ao desenvolvimento de conhecimentos e à certificação de produtos e processos, contribuindo para o aumento da competitividade das indústrias. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| SÉRGIO LUSTOSA BRITO | |
| Lustosa da Costa - Cearense na Austrália | |
| Sérgio Lustosa Brito, aquele que trabalhava na Fiec, estava numa praia da Austrália, onde mora, quando se deparou com contemporâneo, aparentemente seu conhecido. Olhou de perto aquele jovem tostado de sol e viu que era o primo Carlos Eduardo Lustosa, que está no país, tentando melhorar os conhecimentos de inglês. | |
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| ANTÔNIO VIANA ON LINE |
29 de janeiro de 2010 |
| CORREIOS - JOVENS APRENDIZES | |
| Correios abre inscrições para contratar 97 jovens aprendizes no Ceará | |
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4.355 vagas são distribuídas para todo o País
De 8 a 26 de fevereiro, os Correios receberão inscrições para o processo seletivo nacional destinado ao preenchimento de 4.355 vagas do Programa Jovem Aprendiz. Do total de vagas, 80 serão destinadas para a cidade de Fortaleza e 17, para Juazeiro do Norte. Para participar do processo seletivo, é preciso ter idade entre 14 e 21 anos completos, ter concluído ou estar cursando o Ensino Fundamental e pagar uma taxa de R$ 10,00. Não há limite máximo de idade para os portadores de deficiência que queiram participar do processo seletivo, sendo que, para eles, estão destinadas 5% das vagas oferecidas. Provas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências Após aprovado na seleção, composta por prova escrita de caráter eliminatório e classificatório, contendo questões objetivas e de múltipla escolha de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, o jovem será contratado por um período de dois anos, com jornada de quatro horas diárias (20 horas semanais). Desse total, oito horas serão destinadas à formação técnico-profissional em Auxiliar Administrativo, com aulas ministradas nas escolas do Senai, ou, quando estas não existirem na localidade, em outro órgão do sistema “S” (Senac, Senar, Senat ou Sescoop) ou em escolas técnicas de educação (Cefets). Nas 12 horas semanais restantes, o aprendiz se dedicará às atividades de iniciação profissional que serão desenvolvidas nas unidades administrativas dos Correios. R$ 522,75: aprendiz terá direito a uma bolsa O aprendiz terá direito a um salário mínimo-hora (aproximadamente metade de um salário mínimo, o que, neste mês de janeiro, equivale a R$ 282,50), vale-transporte (de acordo com a legislação vigente), vale-alimentação ou refeição (atualmente R$ 240,35) e atendimento médico e odontológico em ambulatórios internos da empresa. > Acesse edital completo Inscrições - Dentro do prazo definido no edital, todos os interessados em participar da seleção deverão inscrever-se pela internet, no endereço www.correios.com.br/institucional/concursos/correios, ou nas agências de Correios listadas no edital. No Ceará, as inscrições podem ser feitas em Fortaleza, na Agência Central, à rua Senador Alencar, nº 38, Centro, e, em Juazeiro do Norte, na Agência que fica à rua da Conceição, nº 354, Centro. Processo seletivo - A data e os locais das provas serão divulgados no Diário Oficial da União, na página dos Correios na internet e nas agências dos Correios onde foram realizadas as inscrições. No Ceará, as provas serão realizadas nas cidades de Fortaleza e Juazeiro do Norte | |
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| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| SECRETARIADO DO CID GOMES | |
| Vertical - HORIZONTAIS | |
| O governador Cid Gomes reúne hoje todo o secretariado. Hora de reavaliar o Mapp. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| PAC | |
| Ipea fará mapa com as obras do PAC no país | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, lançou ontem uma ferramenta que permitirá cruzar uma série de informações dos municípios do país. Além de dados colhidos de órgãos do governo, os mapas do Ipea divulgarão os locais em que há obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o trajeto do trem-bala entre o Rio e São Paulo e a presença do Bolsa Família nos municípios. O presidente Lula pretende usar o PAC para alavancar a candidatura de sua pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff (Casa Civil). Segundo Erivelton Guedes, assessor técnico da presidência do Ipea, não há um cronograma para a disponibilização de todas as informações previstas: o site (mapas.ipea.gov.br) foi lançado apenas com dados de infraestrutura, principalmente rodovias. "O PAC ainda não tem. É uma das próximas camadas que serão colocadas. Possivelmente vai ser uma das primeiras, é de grande visibilidade e interesse da sociedade", declarou Guedes. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| MAPP | |
| Diário Político - Chacoalhada | |
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Por Fernando Maia
Hoje, no Palácio Iracema, o governador Cid terá conversa séria com o seu “staff”. Sabe-se que ele quer dar uma chacoalhada no Monitoramento de Ações de Projetos Prioritários – MAPP, cujo ritmo tem andado lento. | |
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| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| CONTAS PÚBLICAS | |
| Municípios terceirizam contas públicas | |
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Levantamento feito pelo O POVO mostra que entre 20 municípios pesquisados, 19 admitem utilizar os serviços de escritórios de contabilidade para cuidar dos cofres públicos. Segundo o presidente do TCU, a prática também se estende a outros tipos de serviços
Pedro Alves Especial para O POVO pedroalves@opovo.com.br A terceirização do setor contábil da gestão pública é uma prática comum nos municípios cearenses. É o que mostra levantamento feito pelo O POVO com pouco mais de 10% dos municípios do Estado. Entre todas 20 prefeituras consultadas, apenas uma não utiliza os serviços de um escritório de contabilidade para cuidar das contas públicas - o que inclui fazer o acompanhamento dos bens, das atividades financeiras e a prestação de contas da gestão. Segundo o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, a ``grande maioria`` dos municípios brasileiros terceiriza não apenas as atividades contábeis, mas também outras funções da administração, como a realização de licitações, a elaboração de projetos e o fechamento de contratos e convênios. Segundo ele, isso só revela o total ``despreparo e desqualificação`` da maioria dos gestores. O levantamento abarcou municípios de diferentes tamanhos e perfis, tendo como critério a quantidade de habitantes: foram consultados sete municípios com até 50 mil habitantes, outros sete entre 50 mil e 100 mil habitantes, e outros seis com mais de 100 mil habitantes. Apenas a Prefeitura de Sobral (a 224 quilômetro de Fortaleza) declarou não trabalhar com escritórios particulares, mas apenas com contadores próprios. Três municípios - Limoeiro do Norte, Maracanaú e Pacatuba & declaram trabalhar de forma ``mista``: além da equipe própria de contabilidade, também contratam escritórios privados. O prefeito de Limoeiro do Norte, João Dilmar da Silva (PRB), disse que a contabilidade ``mista`` serve para ``dar mais segurança``. ``Antes de o Sistema de Informações Municipais (SIM) ser enviado para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), as informações passam pelos contadores próprios e pelo escritório também. Às vezes, o que não passa pelos olhos de um é pego pelos olhos do outro.`` Algumas empresas de contabilidade mantém contratos com mais de uma prefeitura, formando redes de atuação no Interior do Ceará. Sem ilegalidade O presidente do TCM, Ernesto Sabóia, disse que não há ilegalidade na terceirização da contabilidade. Segundo ele, cabe ao gestor escolher entre a contratação de empresa particular ou trabalhar com um profissional concursado. "O TCM recomenda, porém, que todos os municípios tenham seus próprios contadores. Esse é o ideal e ajuda a evitar problemas. Isso não é uma obrigação, é uma recomendação``. Sabóia defende também que haja ``continuidade`` nos quadros das prefeituras. ``Assim, os profissionais vão se habilitando cada vez mais na sua função``, explicou. ``Muitos problemas, que às vezes resultam em processos, advém da descontinuidade``. DE OLHO NAS CONTAS QUEM TERCEIRIZA Itaiçaba - empresa Máxima Contabilidade Altaneira - empresa Maxidata Mauriti - empresa Avacom Abaiara - empresa LJM Alcântaras - empresa Ascon Itaitinga - não informou o nome da empresa Independência - Asconji Limoeiro do Norte - Máxima Contabilidade Acaraú - JJ Assessoria Viçosa do Ceará - empresa Cap Barbalha - empresa Avartan. Pacatuba - não informou o nome da empresa Morada Nova - não informou o nome da empresa Pacajús - empresa Assessoria Técnica Municipal. Crato - empresa: ACPP & Assessoria de Contabilidade Público Privada Maracanaú - não informou o nome da empresa Caucaia - empresa Méritos Itapipoca - empresa Máxima Contabilidade Juazeiro do Norte - empresa Méritos Contabilidade. QUEM NÃO TERCEIRIZA Sobral- contas são feitas pela equipe de técnicos da própria Prefeitura Fonte: Levantamento feito pela reportagem do jornal O POVO TCU e MEC estudam oferecer cursos para qualificar gestores No objetivo de promover avanços na qualificação dos gestores públicos municipais, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério da Educação (MEC) estudam a possibilidade de uma parceria — juntamente com instituições públicas de ensino superior — para ofertar cursos na área de gestão pública destinado aos gestores. ``Serão cursos sequenciais, cursos de legislação, que tratem da Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei das Licitações, Lei de Diretrizes Orçamentárias, cursos que abordem a questão do planejamento da administração``, explicou Ubiratan Aguiar, presidente do tribunal. Segundo ele, já foi realizada uma reunião com membros do MEC em que o TCU apresentou a necessidade de realização dos cursos. ``O MEC ficou de analisar as informações e nos apresentar uma proposta, posteriormente``, contou o presidente do TCU. Muitas ações judiciais que resultam, inclusive, em condenações - diz Ubiratan -, são originadas por equívocos na elaboração de documentos como, por exemplo, a prestação de contas. Hoje, Ubiratan reúne-se pela manhã com membros do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Controladoria Geral da União (CGU) para tratar do assunto. Também será discutida a articulação de uma rede de fiscalização dos gastos públicos. A reunião acontece às 10 horas no prédio da CGU, em Fortaleza. (Pedro Alves) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| BNDES | |
| Alta no crédito do BNDES não chega a pequenas empresas | |
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Apesar de crescimento, fatia dos empréstimos destinada a esse segmento caiu de 23% para 18%
SAMANTHA LIMA DA SUCURSAL DO RIO O crescimento recorde de 49% nos financiamentos do BNDES em 2009 chegou de forma mais fraca a pequenos e médios empresários. No ano em que o banco se esforçou para suprir o crédito escasso devido à crise, o total destinado a essas empresas cresceu apenas 9%, atingindo R$ 23,9 bilhões -embora o número de operações tenha dobrado. A fatia representa 18% dos R$ 137,4 bilhões que o banco concedeu no ano passado. No ano anterior, micro, pequenas e médias empresas levaram 23,6% dos empréstimos. Já o volume de recursos para as grandes empresas cresceu 63% no ano passado, atingindo R$ 112,4 bilhões. Os dados constam do boletim de desempenho do banco em 2009. Só a Petrobras, que obteve R$ 25 bilhões do BNDES em julho, levou mais dinheiro do que os pequenos empresários. A Oi, que obteve uma linha de R$ 4,4 bi, amealhou o equivalente a 88% dos R$ 5 bilhões que as pessoas físicas conseguiram levantar no banco. Se os recursos cresceram menos, o número de operações com empresas menores deu um salto. Cresceu de 180 mil para 367 mil empréstimos, variação de 104%. O cartão do BNDES, que oferece linha de crédito pré-aprovada para pequenos empresários comprarem equipamentos, financiou R$ 2,47 bilhões, ou 193% a mais do que em 2008. O número de operações avançou 189%. Empregos Sem os R$ 137,4 bilhões que o BNDES emprestou em 2009, o país teria fechado o ano com 3,5 milhões de empregos a menos do que em 2008 diz o presidente do banco, Luciano Coutinho. Segundo ele, o montante permitiu criar ou manter 4,5 milhões de vagas no período, que compreende o auge da crise. O cálculo é feito anualmente "segundo uma metodologia própria do banco". Em 2008, o banco teria ajudado a criar ou manter 2,8 milhões de vagas. Dos R$ 137,4 bilhões financiados, R$ 8 bilhões foram destinados a linhas de capital de giro, criadas para aliviar as empresas no momento mais crítico da crise. Esse tipo de crédito não costuma ser concedido pelo BNDES. O BNDES já tem R$ 126 bilhões garantidow para os financiamentos deste ano, diz Coutinho. O economista reiterou que não tem pretensão de superar o recorde em financiamentos do ano passado e disse que o papel de fornecedor de crédito deve ser assumido pelo mercado de capitais. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
29 de janeiro de 2010 |
| BNDES | |
| Investimentos crescerão 40%, prevê BNDES | |
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Os investimentos mapeados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o período 2010/2013 somam R$ 762 bilhões, revelando crescimento de 40,3% em comparação aos investimentos que foram projetados para o período 2005/2008, da ordem de R$ 543 bilhões.
Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a projeção dos próximos quatros anos corresponde à metade dos investimentos previstos para o país. O crescimento estimado dos investimentos é de 7% ao ano. O mapeamento confirma a recuperação dos planos de investimento da indústria e da área de infraestrutura. "Nós temos razão para acreditar que, à medida que o ano de 2010 avança e a economia mundial se recupera, os planos de investimento engordarão e as taxas de crescimento do investimento serão mais fortes", afirmou. Para 2010, o BNDES estima uma relação do investimento total sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 18,6%, retornando ao índice registrado antes da crise financeira internacional, que era de 19% em 2008. Para 2012, a meta é que a formação bruta de capital fixo (investimento) atinja 21,2% do PIB. Em 2009, a relação investimento/PIB deve fechar próxima de 17%. O mapeamento do BNDES indica que o setor de petróleo e gás continuará liderando os investimentos no país, com um total de R$ 307 bilhões até 2013. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| BNDES | |
| BNDES projeta investimentos de R$ 762 bilhões entre 2010 e 2013 | |
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Os investimentos mapeados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o período 2010/2013 somam R$ 762 bilhões, revelando crescimento de 40,3% em comparação aos investimentos que foram projetados para o período 2005/2008, da ordem de R$ 543 bilhões.
Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a projeção dos próximos quatros anos corresponde à metade dos investimentos previstos para o País. O crescimento estimado dos investimentos é de 7% ao ano. O mapeamento confirma a recuperação dos planos de investimento da indústria e da área de infraestrutura. “Nós temos razão para acreditar que, à medida que o ano de 2010 avança e a economia mundial se recupera, embora lentamente, os planos de investimento engordarão e as taxas de crescimento do investimento serão mais fortes”, afirmou. Para 2010, o BNDES estima uma relação do investimento total sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 18,6%, retornando ao índice registrado antes da crise financeira internacional, que era de 19% em 2008. Para 2012, a meta é que a formação bruta de capital fixo (investimento) atinja 21,2% do PIB. | |
| TOPO | |
| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| PLANO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA | |
| Diário Político - Ele pode | |
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Por Fernando Maia
O deputado Ariosto Holanda (PSB), será a grande “estrela” do Ceará, por ocasião do Fórum de Governadores do Brasil, ocasião em que ele apresentará o Plano de Ciência e Tecnologia do Ceará. | |
| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| FUNDO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA | |
| Egídio Serpa - Livre Mercado | |
| Terminou ontem, às 17 horas, o prazo para a apresentação de projetos destinados à obtenção de financiamento do Fundo de Inovação Tecnológica (FIT) do Governo do Ceará. Cerca de 50 propostas foram apresentadas por pequenas, médias e grandes empresas dos diferentes setores da atividade econômica. | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Indústria cresce, mas não recupera patamar pré-crise | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A recuperação econômica no segundo semestre de 2009 não foi suficiente para que a indústria retomasse o patamar pré-crise global. Sondagem divulgada ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que os níveis de produção e emprego, embora tenham superado no quarto trimestre do ano passado os patamares de 2008, ainda estão abaixo do verificado no mesmo período de 2007. Mesmo com o avanço da utilização da capacidade instalada nos últimos meses, a indústria brasileira operou em média quatro pontos percentuais abaixo dos 80% de uso do parque fabril registrados há dois anos. A sondagem também mostra que os estoques excessivos já foram eliminados e, pela primeira vez desde o fim de 2007, voltaram para níveis abaixo do projetado pelos empresários. De acordo com a pesquisa, o número de postos de trabalho no setor também cresceu no quarto trimestre, mas a recuperação não chegou ainda às pequenas empresas, o que deve ocorrer ao longo do ano, à medida que as maiores companhias voltarem a fazer mais encomendas aos menores fornecedores. Também a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou a quarta alta seguida nos níveis de atividade da indústria em dezembro, o que foi insuficiente para voltar ao patamar de julho de 2008, quando foi registrado nível recorde. No ano passado como um todo, a atividade industrial caiu 8,5% em São Paulo. Com PAULO DE ARAUJO, colaboração para a Folha PREVISÃO: PRODUÇÃO NO PAÍS RECUOU ATÉ 6% EM 2009, AFIRMA MANTEGA Guido Mantega (Fazenda) disse em Zurique que a indústria brasileira deve fechar o ano com retração em torno de 5%. Os dados oficiais (IBGE) saem na terça. "A indústria em 2009 vai ter crescimento negativo entre 5% e 6%, portanto termina com capacidade ociosa." Para ele, é essa capacidade ociosa que estabelece a base do crescimento do PIB em 2010, projetado em 5,5%, e garante, em tese, sua sustentabilidade. | |
| TOPO | |
| VALOR ECONÔMICO |
29 de janeiro de 2010 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Indústria fecha 2009 com estoques abaixo do normal e planeja contratações | |
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Denise Neumann, de São Paulo
A indústria virou o ano com estoques abaixo do normal e com planos para contratar mais funcionários e comprar mais matéria-prima, preparando-se para atender uma demanda aquecida. No último trimestre do ano passado, apenas 9 de 27 setores registraram um nível de estoques alto, enquanto os 18 restantes reportaram um volume de produção estocada abaixo do desejável, segundo pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada ontem com base nas informações de 1.418 empresas de todo o país. Esse quadro de estoques baixos é bastante diferente daquele registrado no último trimestre de 2008 - naquele período, a indústria havia se preparado para uma demanda forte, mas ela foi fortemente impactada pela crise mundial e 70% dos setores encerraram o ano com estoques acima do planejado. Com estoques ajustados ou necessitando de recomposição, todos os 27 setores esperam aumento de demanda interna - na pesquisa da CNI, números acima de 50 são considerados positivos, e em 20 segmentos o indicador de demanda superou 60 pontos, um percentual bastante elevado. No início de 2009, pro exemplo, metade dos setores não alcançou 40 pontos, um sinalizador bastante negativo de expectativa. Na exportação, ocorre o contrário do esperado para o consumo doméstico: a maioria dos setores espera perdas nas vendas ao exterior. Para atender ao aumento esperado de demanda, a indústria planeja contratar mais e comprar mais matéria-prima. Na média, a expectativa dá indústria de trans formação com o aumento do pessoal empregado passou de 40,7 pontos (sinal de demissão) em janeiro de 2009 para 54,8 pontos neste início de 2010. O índice de expectativa de número de empregados cresceu pelo quarto trimestre consecutivo. O novo aumento e o percentual elevado indicam que as intenções de ampliação do número de empregados estão mais difundidas pela indústria. Entre os 27 setores, apenas dois não sinalizam aumento do quadro de pessoal. Os segmentos com as expectativas mais positivas para o emprego são os de material elétrico e de comunicação, borracha, limpeza e perfumaria e farmacêutico. A sondagem da CNI mostrou que , no último trimestre de 2009, o nível de utilização da capacidade instalada da indústria atingiu 77%, quatro pontos percentuais acima do resultado registrado no trimestre exatamente anterior. Houve também um crescimento de três pontos sobre o último trimestre de 2008 (74%). Apesar da expansão, o índice permanece abaixo do patamar do quarto trimestre de 2007, quando a indústria operava com 80% de sua capacidade. Naquele ano, o setor ainda não havia sido afetado pela crise financeira mundial. Em nota, durante a divulgação dos resultados da sondagem, a CNI destacou que o ritmo de crescimento da indústria já está próximo aos níveis pré-crise. O indicador de produção mostra um aumento de 56,6 pontos no terceiro trimestre para 58,1 pontos no quarto trimestre. A dificuldade de acesso aos empréstimos para capital de giro e ao financiamento de longo prazo também foi apontada pelo empresário industrial como um obstáculo ao melhor desempenho da empresa. (Com Fernando Taquari, de São Paulo) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| CRISE ECONÔMICA - INDÚSTRIA | |
| Setor cresce, mas não volta a patamar pré-crise | |
| A recuperação econômica no segundo semestre de 2009 não foi suficiente para que a indústria retomasse o patamar pré-crise global. Segundo a CNI, os níveis de produção e emprego, ainda estão abaixo do verificado em igual período de 2007. | |
| TOPO | |
| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| MISSÃO EMPRESARIAL | |
| Vertical S/A - ANGOLA | |
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Por Ivonildo Lavôr
Esperado em Fortaleza na terça-feira, 2, o ministro de Obras Públicas de Angola, Manuel Higgino Carneiro. Tem agenda com o presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ivan Bezerra, e com o secretário de Turismo do Ceará, Bismacrk Maia. Além do interesse do governo de Angola, a comitiva ministerial traz ao Estado empresários interessados em investir na fruticultura, energia eólica e solar e no turismo. Os angolanos ficam na cidade até o dia 5. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| TV VERDES MARES - 40 ANOS | |
| Quatro décadas ajudando no desenvolvimento do Ceará | |
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As quatro décadas da emissora vão ser comemoradas, na Praia de Iracema, com muito louvor, fé e emoção
Faltam poucas horas para a realização do ato de fé que levará cerca de 200 mil pessoas às areias da Praia de Iracema. O evento, que acontece, amanhã, em comemoração aos 40 anos da TV Verdes Mares, promete emocionar o público com a presença do padre Marcelo Rossi e artistas locais, às 7 horas. Está tudo pronto. Palco, banheiros, segurança reforçada, ônibus extras, uma estrutura completa para receber os convidados especiais para o aniversário. Orações, pedidos, bênçãos e agradecimentos farão parte desse momento especial, com padre Marcelo, que dividirá o palco com Waldonys, Dorgival Dantas, a dupla Ítalo e Renno, Chico Pessoa e Fábio Carneirinho. São quatro décadas contribuindo para o desenvolvimento do Estado, por meio da produção de reportagens, da divulgação dos fatos do cotidiano, mostrando o rosto e as histórias do povo cearense para todo o País. Audiência A TV Verdes Mares é uma das 122 afiliadas da Rede Globo, no Brasil, segundo o diretor de Jornalismo da emissora, Marcos Gomide. De acordo com ele, a Verdes Mares foi a primeira em número de reportagens enviadas à Rede Globo. A lista inclui os programas Via Brasil, da Globo News, Globo Rural e Jornal Hoje. Segundo Marcos Gomide, só no Via Brasil, a afiliada produziu 741 reportagens, entre os anos de 2005 e 2009. Já no Globo Rural, a TV ficou em primeiro lugar em 24 dos 36 meses do ranking em 2007, 2008 e 2009. E, no Jornal Hoje, recebeu o troféu da direção do telejornal, em 2008 e 2009, como a melhor afiliada do Brasil. “Nós temos uma boa estrutura, além de profissionais de qualidade, que são reconhecidos pela própriaTV Globo, que deposita confiança no material enviado”, assegurou Núcleo “Essas conquistas só foram possíveis concretizar com o apoio de uma equipe que compõe o Núcleo de Reportagens Nacionais da emissora”, reconheceu a chefe do setor, Ana Quezado. A estrutura do núcleo surgiu em 1988, e, a partir daí, o Ceará passou a ser visto com mais frequência na televisão. Segundo Ana Quezado, a emissora sempre esteve presente nos telejornais da Rede Globo, mas, a partir de criação desta estrutura, a Verdes Mares começou a ter mais “diálogo” com a TV Globo. “O Ceará mostrou que podia estar presente nos noticiários nacionais”, recorda. Atualmente, equipes derepórteres, produtores, editores e cinegrafistas estão diretamente envolvidas nas suas rotinas produtivas com o noticiário da TV Globo, mas, como defende, toda a redação contribui. “O nosso trabalho é colocar o Ceará dentro dos grandes debates nacionais e a nossa preocupação é não estigmatizar”, frisa Ana Quezado. Ela ressalta que, durante muitos anos, o Estado ficou associado a imagens de seca. Por isso, a emissora busca apresentar outro lado das narrativas cearenses. “O Ceará não tem apenas seca. Temos uma importância na economia nacional e uma arte que tem um valor imenso”, opina a jornalista. Para resgatar essas riquezas locais, muitos personagens fizeram parte dessa história. Um dos primeiros repórteres a produzir matérias locais enviadas para a TV Globo foi Moacir Maia. Ele trabalhou na emissora entre 1986 e 2006. Em 20 anos, Maia contou que sua rotina diária era a busca constante pela qualidade das informações. “Para produzir um bom material é preciso ter um sentimento de equipe muito forte”, ressaltou. Hoje, como professor universitário do Curso de Jornalismo, ele diz que tenta reproduzir para seu alunos um pouco do que aprendeu na TV Verdes Mares. “Tento mostrar a importância de um bom texto e o cuidado para que o engraçado não se torne ridículo. Jornalismo se faz com sentimento”, concluiu. KARLA CAMILA Repórter | |
| TOPO | |
| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| INFLAÇÃO | |
| Com recuperação da economia, inflação se acelera no mês | |
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Índice da FGV, utilizado para corrigir aluguéis, confirma tendência de alta de preços durante ano
VERENA FORNETTI DA REDAÇÃO MARIANA SALLOWICZ COLABORAÇÃO PARA A FOLHA ONLINE Impulsionados pela recuperação da economia, os preços aos consumidores e os valores cobrados no atacado começaram a se acelerar. Segundo o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), medido pela Fundação Getulio Vargas, a inflação em janeiro foi de 0,63%. Em dezembro, o índice havia registrado queda de 0,26%. Houve aumento de 0,51% dos preços no atacado e de 1% da inflação ao consumidor, medida em sete capitais. Nessas cidades, o incremento dos custos da construção civil foi de 0,52%. Ontem, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), que divulgou seu balanço de 2009, disse que já sentiu pressão inflacionária no atacado. Apesar disso, representantes afirmaram que os preços podem não subir para o consumidor, pois há indústrias que ainda têm capacidade ociosa e há condições de elevar a produção. Nesta e na semana passada, outros índices de inflação também mostraram a tendência de alta. O IPCA-15, prévia do indicador usado na definição das metas oficiais de inflação, avançou e, em 12 meses, indicou elevação de 4,31%, percentual muito próximo à meta estabelecida pelo governo, de 4,5%. A inflação próxima ao centro da meta pressiona o governo a aumentar a taxa de juros. Segundo a FGV, a aceleração da inflação está ligada à reacomodação do nível de preços na indústria, que caíram bastante durante a crise, ao início da recuperação das cotações dos fertilizantes e à correção de preços administrados ou sazonais, como as tarifas de ônibus urbano e as mensalidades escolares. Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, afirma que a inflação de janeiro sinaliza que o período de queda de preços ficou para trás, mas ressalta que o número não indica um novo padrão para a inflação mensal neste ano. "Certamente, a inflação será maior do que foi no ano passado, mas não será tão alta como vimos em 2008." Segundo ele, a tendência é que os índices se mantenham altos até que os preços se recuperem. A valorização do dólar no início deste ano é outro fator que acentua esse processo. Feita a correção, disse, os índices mensais devem ceder e se ajustar ao ritmo de crescimento da economia. Em 12 meses, a variação do IGP-M continua negativa, a exemplo do que ocorreu no final do ano passado. Até este mês, a retração foi de 0,67%. O IGP-M é usado para corrigir contratos, como os de aluguel. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
29 de janeiro de 2010 |
| JUROS | |
| Desemprego vai aumentar e pode segurar alta de juros, avalia economista | |
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Não serão eventuais pressões políticas os maiores desafios para o Banco Central (BC) elevar as taxas de juros básicas neste ano. Devido à melhora da atividade - que vê o Produto Interno Bruto (PIB) passar de quase zero em 2009 para taxas próximas a 6% neste ano - mais pessoas procurarão emprego. Num primeiro momento, esse movimento vai gerar aumento da taxa de desemprego. A missão do BC, então, será elevar os juros num período de aumento da desocupação. Essa é a avaliação de Alexandre Lintz, estrategista-chefe do BNP Paribas, para quem a taxa de desemprego pode alcançar 9% entre o segundo e o terceiro trimestres do ano, antes de iniciar trajetória de queda.
Segundo Lintz, a População Economicamente Ativa (PEA) tem caráter pró-cíclico, isto é, tende a se ampliar quando a atividade se acelera. O economista calcula que a alta na taxa de desemprego começa nos primeiros meses deste ano, uma vez que a maior parte do seguro-desemprego contratado por aqueles que perderam vagas no ano passado vence no período. No ano passado, os benefícios do seguro-desemprego tiveram prazo ampliado de cinco para sete meses. "O problema do mundo não é inflação, mas desemprego", disse Lintz, presente em seminário realizado ontem pela Câmara de Comércio França-Brasil, em São Paulo. Para o economista, as turbulências mundiais terão reverberação "dramática" em países desenvolvidos, como Grécia e Espanha, onde a taxa de desemprego ultrapassa 10% - valor próximo ao verificado nos Estados Unidos. "Dificilmente teremos pressões inflacionárias nos EUA neste ano. No Brasil, crescendo mais rapidamente, a alta de preços deve vir apenas em 2011, movimento que será antecipado pelo BC no fim deste ano", avalia. "Os analistas, até pouco tempo, acreditavam que 2010 seria um ano tranquilo. Mas vemos forte deterioração do déficit em conta corrente, e o câmbio, diferentemente do que ocorreu no ano passado, deve oscilar ao longo do ano", afirma Eduardo Mafra, tesoureiro do Société Générale. Para Mafra, a expectativa de um déficit nas transações correntes da ordem de US$ 60 bilhões, que se soma aos cerca de US$ 10 bilhões referentes à amortizações de dívida externa, "pode causar estresse no mercado se a liquidez internacional sofrer retração". O economista avalia que o financiamento do déficit pode ser feito "sem dificuldades", mas, se houver problemas mais sérios nos países desenvolvidos, a repercussão mais imediata ocorrerá na taxa de câmbio. Os economistas convergem sobre a percepção de que a inflação corrente não constitui "pressão" sobre a meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central. "As altas nos índices de inflação neste começo de ano são impulsionadas por fatores sazonais absolutamente normais. As pressões nos preços e no fechamento do hiato do produto só virão no segundo semestre", avalia Mafra, para quem o BC deve elevar a Selic a partir do último trimestre. Para Vladimir do Vale, estrategista-chefe do Crédit Agricole, "o mercado exagera quando precifica aumento de quatro pontos percentuais na Selic, começando em abril". Segundo o economista, o BC terá de elevar as taxas - para ele, a operação começará em junho - como forma de "trazer o crescimento do PIB para taxas próximas ao potencial, de 4,5%". Para Vale, o BC deve antecipar em seis meses o fechamento do hiato entre o PIB potencial e o PIB corrente, devido à defasagem da política monetária. | |
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| UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS |
29 de janeiro de 2010 |
| COTAÇÃO | |
| Indicadores Econômicos | |
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Dólar (28/01 - 16h30)
Comercial Compra 1,8640 Venda 1,8660 Turismo Compra 1,8200 Venda 1,9600 Paralelo Compra 1,8500 Venda 2,0000 Dólar (29/01 - 10h42) Comercial Compra 1,8660 Venda 1,8680 Turismo Compra 1,8300 Venda 1,9500 Paralelo Compra 1,8500 Venda 2,0000 Outros indicadores TR 0,020% CDI 8,630% SELIC 8,75% IPCA 0,37 dez.09 | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| DISTRIBUIÇÃO DOS LUCROS | |
| Economia - Lei obriga empresa a partilhar lucro | |
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Por Rubens Frota
O governo federal estuda a criação de um mecanismo para obrigar empresas a dividir parte de seus lucros com os funcionários. De acordo com o estudo, 5% do lucro líquido de cada empresa seria destinado para o pagamento de participação nos lucros e resultados e a atualização da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, no entanto, que a ideia ainda não está fechada. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| ENERGIA ELÉTRICA | |
| Lula renova concessões do setor elétrico | |
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MP deve encerrar indefinição sobre vencimento das concessões entre 2015 e 2020 que trava setor e dificulta investimento
Decisão deve liberar fusões e ter como contrapartida redução de tarifa, o que pode render dividendos políticos para a campanha de Dilma LEILA COIMBRA DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O governo decidiu renovar as concessões do setor elétrico que vencem entre 2015 e 2020, mas sob novas condições e com o foco na redução de tarifas para os consumidores. Uma minuta de medida provisória que regulamenta a decisão está em fase de finalização. Parte da equipe que discute o tema defende que seja editada e enviada ao Congresso o mais breve possível. Com essa decisão, o governo descartou a possibilidade de tomar as concessões para fazer novo leilão. A legislação possui interpretação dúbia quanto à possibilidade de renovação ou retomada dos ativos pelo poder concedente, daí a necessidade da edição da MP para evitar questionamentos legais. Há quem defenda, no governo, a necessidade também de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para que se altere o artigo 175 da Constituição. A Advocacia-Geral da União está sendo consultada sobre a legalidade das medidas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não decidiu quando encaminhará a MP ao Legislativo. Tudo indicava que a decisão sobre as concessões ficaria para o próximo governo. Mas parte do grupo de trabalho sobre o tema, liderado pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defende que a atual situação de indefinição prejudica demais o setor. Um dos argumentos é que o impasse está travando operações de fusões e aquisições. A compra de 41% da Celg (Goiás) pela Eletrobrás e também as negociações envolvendo a Cemig (Minas), que já anunciou o interesse em comprar empresas do setor, estão paralisadas por conta disto. As concessões de Eletrobrás, Celg e Cemig vencem em 2015. O presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson Hubner, é um dos defensores de uma solução imediata, segundo apurou a Folha. Argumentou em reuniões do grupo que, sem posição definida, as empresas de energia não estão conseguindo contrair empréstimos para investimentos em suas redes, o que está levando ao sucateamento dos ativos, e também estão impossibilitadas de renovar os contratos de longo prazo de compra e venda de energia que vencem a partir de 2012. Dividendos políticos Um outro ponto levantado pelos defensores de uma decisão imediata são os dividendos políticos que o tema pode render na campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República. Isso porque o modelo de renovação das concessões em estudo poderá trazer benefícios para o consumidor com tarifas mais baixas. E Dilma, ex-ministra de Minas e Energia e responsável pelo novo modelo do setor elétrico, sempre discursou a favor de mudanças para evitar aumentos maiores nos preços de energia. A minuta da MP prevê que os controladores de inúmeras usinas que terão a concessão vencida a partir de 2015 abram mão da parte da tarifa que cobre os investimentos feitos para gerar energia. Motivo: o investimento já foi pago. Esse valor, estimado pelos técnicos das Minas e Energia entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões anuais, poderia ir para um fundo ou seria destinado diretamente para reduzir as tarifas por meio de mecanismo a ser criado. Para as concessionárias de distribuição de energia, a renovação seria pelas condições atuais: as revisões tarifárias já repassam aos consumidores redução de custos. Na transmissão, a parte privatizada manteria as atuais regras, similares à da distribuição. Para as linhas estatais, seria estendida a regra que rege as transmissoras privadas. Eletrobrás O governo chegou a cogitar não renovar nenhuma concessão de geração. Assim, as usinas voltariam para a União e seriam operadas pela Eletrobrás. Mas, pela Constituição, as alternativas eram ou uma nova licitação ou a operação em uma nova estatal a ser criada, já que a Eletrobrás é empresa de economia mista e estaria, impedida de receber os ativos. A nova estatal esvaziaria a Eletrobrás, e a hipótese foi descartada. Segundo a advogada e economista Elena Landau, do escritório Sérgio Bermudes Advogados e contratada pela ABCE (Associação Brasileira dos Concessionários de Energia) para tratar do tema, a legislação atual possui interpretação dúbia. "A lei das privatizações [nº 9.074/1995], não deixa claro que essas concessões são renováveis", disse Landau. Ela acredita que não é necessário a edição de uma PEC para tratar das renovações: "Todo o setor elétrico foi regulamentado por MP. Acredito que isso se manterá." | |
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| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| USINAS EÓLICAS | |
| Vertical S/A - Eólicas buscam ventos no Interior | |
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Por Ivonildo Lavôr
A Coluna foi informada que começou no meio empresarial local o interesse para expandir as instalações de usinas eólicas para fazendas no interior do Estado, em áreas que possam assegurar as condições dos ventos que oferecem as regiões marinhas. Diversificação, custo de operação e de aluguel da área para instalação das usinas são os motivos apontados. Atualmente, algumas regiões serranas do Estado, entre elas Ubajara e Viçosa, estão na lista de espera para a instalação de fazendas eólicas, segundo disse à Coluna o diretor de Atrações de Investimentos da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Fernando Pessoa. Além dessas cidades, a região do Cariri é também outro local que está sendo sondado no momento para a implantação de aerogeradores. O diretor da Adece disse também que já houve pedidos de incentivos fiscais para implantação de parque de geração de energia eólica fora do litoral cearense, mas que não existe nada de concreto até a presente data. O maior parque do País gerador de energia através dos ventos não está situado no litoral. O Parque Eólico de Osório, no Rio Grande do Sul, fica localizado à beira de um lago, a cerca de 100 quilômetros de Porto Alegre, no município de Osório, e possui 75 máquinas em operação. Tem potência instalada para a geração de 150 megawatts, ou 425 milhões de kilowatts/hora por ano. Mesmo assim, o Ceará hoje supera o Rio Grande do Sul na geração desse tipo de energia em função da quantidade de usinas instaladas no Estado. O maior parque eólico cearense no momento em atividade está na Praia Formosa, em Camocim, com 50 torres, sendo que dois dos aeogeradores ainda estão fora de operação por questões judiciais. A notícia da instalação de fazendas eólicas fora do litoral cearense é boa para o turismo do Estado porque, pelo menos por enquanto, as dunas que ainda não foram ocupadas terão o seu visual natural preservado. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| BAIXO PREÇO DO LEITE | |
| Produtores insatisfeitos com baixo preço do leite | |
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O produtor de leite no Ceará está completamente desmotivado em razão do preço do produto, que encontra-se no menor nível dos últimos tempos, na faixa de apenas R$ 0,55 por litro. A denúncia é do presidente em exercício da Faec (Federação da Agricultura do Ceará), Flávio Saboya, observando que o produtor, hoje, não está recebendo nem um terço do valor do leite vendido ao consumidor que é, em média, R$ 1,80.
“A oferta de leite começa a cair devido à chegada do período invernoso, mas, lamentavelmente, temos observado e sentido sistematicamente que o segmento industrial procura reduzir o preço do leite para o produtor exatamente no período em que ele mais gasta, chegando a inviabilizar a produção”, alertou. VENDA FINAL Embora tendo dito que o segmento industrial paga muito baixo o preço do leite ao produtor, Saboya entende que quem ganha muito na venda final do produto é o comerciante, especialmente os supermercados. Ressaltou, por outro lado, que seria justificado esse baixo preço pago ao produtor, caso o consumidor tivesse um leite barato, no máximo a R$ 1,00 o litro. “Não faz sentido o comerciante de leite ganhando os tubos, a indústria de beneficiamento o necessário e o produtor numa penúria como está agora, podendo até desistir do ramo”, advertiu. Entendimento entre as partes Por outro lado, o líder classista considera que, para reverter o quadro, será necessário haver um entendimento entre as partes, com a organização dos produtores defendendo os interesses da classe, que é uma melhora no preço. Segundo o representante da Faec, o produtor é muito importante na vida da indústria e do vendedor final de leite, porque, sem a produção, não há matéria-prima para ser comercializada. Para mostrar que o aumento para o produtor é possível sem prejuízo para a indústria e comerciante o governo estadual está dispensando o ICMS do leite, exatamente para o produto ser vendido mais barato. Febre aftosa O Conselho do Circuito Nordeste de Febre Aftosa está avaliando em toda a região a evolução do trabalho, no sentido de combater a doença no plantel nordestino. Flávio Saboya representou o segmento produtivo e o Fundo de Defesa Agropecuária, do qual é presidente. Conforme explicou, o objetivo do encontro é definir os novos passos, na tentativa do Estado subir mais um nível no combate à febre aftosa, pois o Ceará estava na classificação “risco desconhecido”, no ano passado subiu para “médio risco” e agora quer atingir o estágio “livre”. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| ESTALEIRO | |
| Estaleiro não vai afetar aliança entre Lins e Cid | |
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Há divergência entre Município e Estado quanto à localização da obra
Confiante na relação entre o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luizianne Lins (PT), o deputado federal José Nobre Guimarães (PT) afirmou que a polêmica em torno da construção do estaleiro no Serviluz não irá afetar esta afinidade. Segundo o deputado, alguns parlamentares estão fazendo esta “guerra” porque está perto da eleição de outubro próximo, na qual Cid disputar a reeleição para ficar mais quatro anos no comando do Estado. “Não estou muito por dentro desta questão, se é que ela existe – referindo-se ao possível embate entre a prefeita e o governador -, mas não acredito que Luizianne se coloque contra um projeto do Executivo estadual” arriscou. Embora acreditando que não há nada de relação ameaçada entre a petista e o socialista, segundo ele, Luizianne não estaria aborrecida pela iniciativa de Cid Gomes ter realizado encontro com vários vereadores da Capital. Guimarães aposta no bom relacionamento entre as duas partes, justificando que a instalação do estaleiro é muito importante para o crescimento do Ceará. Estratégias políticas O deputado federal Eudes Xavier (PT) espera que as polêmicas em torno da construção do estaleiro, com a montagem prevista no Titanzinho, não venha abalar as estratégias políticas do Ceará. O parlamentar externou que o governador agiu certo – referindo-se ao encontro do chefe do Executivo com membros do Legislativo municipal -, porque o empreendimento é importante para geração de emprego e renda no Estado. Segundo ele, o estaleiro é uma obra de grande impacto e, assim, Cid agiu corretamente quando procurou os vereadores para opinarem sobre a questão. Lembrando que o presidente Lula dirigiu-se a parlamentares para discutir, na época, a transposição das águas do rio São Francisco. Diálogo Eudes confessou que ainda não tem uma opinião formada sobre a instalação do estaleiro no Titanzinho, mas disse que tenta entender o dilema vivido pela população. “No caso das obras de grande impacto é preciso dialogar bem com as comunidades, principalmente as concentradas há muitos anos em um determinado lugar”, adverte. Ressalta a importância para o Ceará, porque vai gerar muitos empregos. O deputado, no entanto, observa que o local de instalação do equipamento precisa ser bem avaliado pelo Estado e pelo Município. (Laura Raquel) | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| PORTO DO MUCURIPE | |
| Companhia Docas conta com R$ 300 mi para obras | |
| De acordo com o diretor de Infraestrutura e Gestão Portuária da Companhia Docas do Estado do Ceará, a empresa possui cerca de R$ 300 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para investir em obras que vão beneficiar o Porto do Mucuripe. Nesta semana, o diretor viajou para Brasília, onde apresentou quatro projetos à Secretaria Especial de Portos, que, por meio de uma, equipe técnica irá avaliá-los. Após serem analisados, os projetos serão encaminhados para a Casa Civil da Presidência da República. As obras contempladas nos projetos referem-se aos acessos rodoviários e ferroviários para Porto do Mucuripe, como a ampliação da linha férrea que liga a localidade de Aracapé ao Porto. Os projetos preveem ainda obras de derrocamento e a construção do novo terminal de containers. | |
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| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| Divergências e dúvidas sobre estaleiro | |
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Especialistas ouvidos pelo O POVO cobram mais estudos e alegam que a instalação do estaleiro na praia do Titanzinho, como defende o governador Cid Gomes (PSB), trará mais prejuízos do que benefícios para a Capital. O turismo seria um dos prejudicados
Gabriel Bomfim gabrielbomfim@opovo.com.br Ítalo Coriolano italocoriolano@opovo.com.br A série de argumentos apresentada na última quarta-feira pelo governador Cid Gomes (PSB) para defender a instalação de um estaleiro na praia do Titanzinho não convenceu especialistas e setores organizados ouvidos ontem pelo O POVO. Uma desses setores foi o do Turismo, considerado um dos grandes impulsionadores da economia local. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira do Ceará (ABIH), Régis Medeiros, o empreendimento, do ponto de vista turístico, será um desastre. ``Um estaleiro é um bicho feio, cheio de maquinarias, pedaços enormes de ferro. Eu acho que não vai somar nada àquela região da cidade, pelo contrário, vai degradar``, avalia. Régis defende que a enseada do Mucuripe é uma área muito nobre da cidade para receber um equipamento naval. Por isso, cobra que o poder público invista em ações urbanísticas que revitalizem a região. Ele também afirma que o trade turístico precisa ser ouvido. Posição semelhante tem Leonardo Damasceno, doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Tendo como foco de estudo os processos sócio-econômicos do bairro Serviluz & onde fica a praia do Titanzinho & Leonardo aponta o turismo como a melhor alternativa de desenvolvimento sustentável para a região. ``É um desperdício colocar o estaleiro numa área planejada para ser receptora de turistas``, reclama. Ele ressalta ainda que os 1,2 mil empregos diretos que podem ser gerados com a implantação do estaleiro é ``muito pouco`` frente aos que o turismo pode criar. ``É um erro.`` Para o arquiteto e professor da UFC José Sales (que já atuou nos governos de Juraci Magalhães e de Lúcio Alcântara), o projeto ``vai na contramão do que acontece nos outros lugares do mundo``, ao fortalecer o polo industrial na cidade. Para ele, o que move a economia de Fortaleza não é o setor industrial, e sim o de serviços especializados - e a obra ficaria numa área de expansão do turismo, aponta. Segundo ele, o Pecém seria o local mais adequado. Estudos necessários O professor do departamento de Geografia da UFC Jeovah Meireles considera que há uma série de fatores que precisariam ser estudados de forma mais ``tranquila``. Isso porque a obra, segundo ele, promove mudanças na direção das ondas e na qualidade da água e merece atenção. Doutor em Oceanografia e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Fábio Perdigão é ainda mais radical quanto à necessidade de estudos mais aprofundados para levar à frente a discussão. Pessoalmente, ele diz achar a área do Titanzinho ``interessante do ponto de vista portuário, mas também é muito sensível`` do ponto de vista das correntes marinhas, devido às intervenções já feitas no Porto do Mucuripe e no espigão. ``Simplesmente achar que não vai causar ou achar que vai causar muito é muito pouco científico. Somente estudos poderão responder a essa pergunta. Tanto para um lado quanto para o outro``. EMAIS - O deputado estadual Zezinho Albuquerque foi o único membro do PSB procurado pelo O POVO que aceitou falar sobre a instalação do estaleiro da praia do Titanzinho. Ele afirma que o projeto "não atrapalha em coisa nenhuma" a vida dos moradores que vivem na região. "Aquela área precisa de muito emprego", defende. Ele também afirmou que o governador não precisaria consultar o seu partido para decidir se o empreendimento é bom ou não para a cidade. "Se toda discussão do Governo fosse passar pelo PSB o governador não trabalhava". Ministério Público quer ouvir envolvidos Após requisitar informações relativas ao andamento do projeto de instalação do estaleiro na praia do Titanzinho, o Ministério Público Federal (MPF) no Ceará avalia a possibilidade de agendar reuniões com os órgãos envolvidos no processo. Somente após os encontros o MPF decidirá sobre novas medidas. De acordo com o procurador da República Francisco de Araújo Macedo, a Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) apresentou, em outubro, lista de seis pontos em que se estudava a possibilidade de instalação do estaleiro: Titanzinho, Pirambu, em Aracati - na foz do rio Jaguaribe -, Camocim, Paracuru e Porto do Pecém. O procurador destacou que, na documentação encaminhada pela Secretaria do Meio Ambiente de Fortaleza (Semam), a última delas, em dezembro, não há previsão do estaleiro. Segundo Macedo, estariam previstas para a área a regularização fundiária dos moradores do Serviluz e a requalificação urbana da área do Farol do Mucuripe. Macedo afirma ainda que a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) ``foi taxativa ao informar o interesse da União na área``, caracterizada por ``terrenos de marinha e acrescidos de marinha``. De acordo com ele, existe em curso ``um programa da União de regularização fundiária face à baixa renda de seus ocupantes`` e também não há autorização da SPU para a construção. (GB) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| PORTO DO PECÉM | |
| Definir sobre terras é urgente | |
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Já existe, desde dezembro do ano passado, portaria assinada pelo presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, constituindo o grupo de trabalho (GT) responsável pela identificação e delimitação da terra indígena Anacé, nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia. De acordo com Francisco Araújo de Macêdo Filho, procurador regional da República, falta somente a publicação da portaria para o deslocamento do GT e consequente início das atividades.
Na última quarta-feira, o trabalho de delimitação foi solicitado formalmente pelo juiz federal Alcides Saldanha Lima, titular da 10ª Vara da Justiça Federal no Ceará (JFCE) ao presidente da Funai. O magistrado aprecia o processo originado por uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), assinada por Macêdo e pelo procurador Alessander Sales, que solicita a paralisação das obras e suspensão das licenças ambientais dos empreendimentos do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), supostamente instalados na área de propriedade indígena. Em sua decisão, o juiz negou o pedido de liminar do MPF, mas não descartou a possibilidade de rever sua posição, caso a Funai apresente trabalho mais conclusivo sobre a área tradicional dos Anacés. Dado o adiantado da instalação dos empreendimentos, o magistrado sugere urgência na atividade do GT. "A portaria da Funai foi enfatizada na petição inicial da ação. No dia 10 de dezembro, segundo consta nos autos do processo, o presidente da Funai comunicou ao procurador-geral do Estado sobre a existência da portaria", comenta Macêdo. Ontem, o MPF encaminhou ofícios ao presidente da Funai e à 6ª Câmara de Coordenação e Revisão da Procuradoria Geral da República, pedindo celeridade no processo. Sem prazo Apesar da urgência no processo e da portaria já assinada, a Funai informou que ainda não tem prazo para o início e nem para a finalização da identificação e delimitação da terra Anacé. O órgão argumenta que o povo Anacé "é reconhecido pelo movimento indígena do Ceará e pela Funai (respeitando a OIT 169) e por isso a Funai apoia a comunidade por meio da Coordenação Geral do Ceará". Segundo relatório de fundamentação antropológica da Funai, foi registrada a existência de 1.229 pessoas da etnia Anacé habitando nas localidades onde há obras do CIPP. Informações do site da Funai mostram que os processos de demarcação de uma Terra Indígena podem levar anos até chegar à homologação e ao registro na Secretaria de Patrimônio da União (SPU). GUTO CASTRO NETO REPÓRTER | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| ESTALEIRO PROMAR CEARÁ | |
| MPF já estuda os impactos do estaleiro | |
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Procurador regional da República, Francisco Macêdo, reúne informa- ções sobre o projeto a fim de tomar medida judicial
Os planos do governador Cid Gomes de levar um estaleiro para o Serviluz pode esbarrar em uma questão judicial. O Ministério Público Federal (MPF) estuda o impacto do empreendimento na Praia do Titanzinho. O procurador regional da República, Francisco de Araújo Macêdo Filho, informa que está organizando reuniões e informações sobre o projeto a fim de tomar alguma medida judicial. "Foi instaurado, em 30 de julho de 2009, um procedimento administrativo com o objetivo de apurar maiores esclarecimentos por conta de matérias veiculadas nos jornais locais dando conta de um estaleiro", afirma. Macêdo diz que, em agosto, emitiu ofícios à Superintendência do Patrimônio da União, ao Ibama, Semace, Adece (Agência de Desenvolvimento do Ceará) e Semam (Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano). As respostas aos ofícios, segundo o procurador, começaram a chegar ao seu gabinete a partir de setembro. "A Superintendência do Patrimônio da União foi categórica e taxativa ao informar que a Praia de Titanzinho caracteriza terreno de Marinha e acrescido de Marinha. É uma área de interesse da União", relata. "Está em curso um programa federal tendo em vista a regularização fundiária de interesse social face a baixa renda das pessoas que ocupam a área". O Ibama, afirma Macêdo, comentou sobre audiência pública na Assembleia Legislativa relativa ao estaleiro e afirmou que não existe no órgão absolutamente nenhum procedimento de instalação ou licenciamento do empreendimento. A Semace informou que não foi protocolado [até setembro do ano passado] qualquer pedido de licença ambiental para construção de estaleiro. Segundo Macêdo, em 13 de outubro de 2009, a Adece informou que seis áreas estavam em estudo para instalação do estaleiro: Titanzinho, Pirambu, Foz do rio Jaguaribe, Camocim, Paracuru e Pecém. "A Semam forneceu planilhas com informações pormenorizadas e circunstanciadas sobre os problemas e projetos para a área", afirmou o procurador, que ressaltou a resposta do órgão: "A Prefeitura de Fortaleza, segundo seu plano de gestão da orla, não prevê implantação de estaleiro, mas a regularização fundiária e requalificação do Farol do Mucuripe". Com base nestes documentos, Macêdo diz que decidir quais medidas poderão ser deflagradas. "Pode ser uma perícia, um diagnóstico ambiental. Dependendo do resultado, será encaminhado a Justiça". Debate Neste mês, o governador começou a sensibilizar os vereadores mais bem votados no Serviluz a fim de ganhar aliados contra a oposição ao projeto feita pela prefeita Luizianne Lins. Cid tem levantado a bandeira do debate sobre o estaleiro na região. Uma ampla discussão sobre a instalação deste equipamento na Praia do Titanzinho animou o grupo de oposição ao projeto. O líder da prefeita na Câmara, vereador Acrísio Sena, vê como positiva a proposta do governador em dialogar. "Não é possível um posicionamento a partir de apresentações virtuais. Como foi apresentado, o estaleiro altera a lógica da confecção urbanistíca da cidade". PARA CUMPRIR CRONOGRAMA Área deve ser definida em 30 dias O presidente da Adece, Antonio Balhmann, diz que a definição da área do estaleiro deve ser resolvida em até 30 dias. "Estamos correndo contra o tempo", ressalta. "O estaleiro tem um prazo para entregar os navios. Os investidores querem ter uma noção de tempo para que o cronograma deles possa absorver a definição da localização". De acordo com ele, cabem à Adece as questões técnicas, enquanto fica para o governador e à prefeita as questões políticas sobre a área do empreendimento. "Estamos providenciando na Semace a avaliação da licença de instalação. Os projetos são iguais ao da ampliação do Porto do Mucuripe", diz. Revalidação "O propósito é revalidar a licença de instalação que existe para a área. A Seinfra [Secretaria de Infraestrutura] está com o projeto executivo para fazer a obra que seria a parte do Estado. Com isso, vamos apresentar aos investidores para incluir no cronograma e apresentar a Petrobras. Sobre área ser de Marinha, Balhmann não se preocupa. "Não há problema com o porto que está em área de Marinha". Impactos O professor e historiador, Airton de Farias, defende que os impactos provocados pela instalação de um estaleiro são numerosos e fazem-se sentir no local de implantação do estaleiro e suas imediações, degradando o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. Ele levanta uma série de questões: "Por onde chegarão as matérias-primas? E a movimentação de máquinas e caminhões? Estaleiro emite poeira do aço e fumaça. Para onde vão as placas de aço não aproveitadas completamente na construção dos navios no estaleiro? Onde serão jogados os resíduos químicos usados para lavar chapas de aço? E a poluição sonora? (CC) Repercussões "Foi instaurado um processo administrativo a fim de apurar sobre o estaleiro" Francisco Macêdo Procurador regional da República "Investidores querem tempo para que cronograma absorva definição da área" Antonio Balhmann Presidente da Adece CAROL DE CASTRO REPÓRTER Falta convencer moradores Os argumentos do governo estadual para justificar a construção de um estaleiro na Praia do Titanzinho estão sendo vistos com desconfiança pelos moradores do Serviluz. Eles demonstram preocupação quanto ao tema, que vem afligindo a maior parte da população do bairro. A priori, em meio à polêmica, o principal desafio do governador não será (apenas) esclarecer os possíveis benefícios gerados pelo empreendimento, e sim, esforçar-se para o aprimoramento do diálogo franco na busca de convencer ambientalistas, Prefeitura e, sobretudo, as pessoas que hoje ocupam a região de que o investimento valerá à pena para aquela gente, que, há bem pouco tempo, andava esquecida pelas autoridades. Para a presidente da Associação dos Moradores do Serviluz, Maria Ferreira, mais conhecida como "Mariazinha", o desenvolvimento paulatino do bairro foi conquistado com muita dificuldade: a primeira escola pública, a lenta construção das casas por meio de mutirões e até a própria sobrevivência do povo, basicamente, favorecida da pesca. Resistência "Se é para fazer, que seja feito em outro local. O mar é do pescador. Isso ninguém pode tomar", afirma Mariazinha. Ela chegou ao local em 1974 e faz parte de uma família que vive da pesca há várias gerações. Mariazinha diz que o crescimento do bairro começou a ganhar força quando as mães e esposas dos pescadores resolveram criar, por conta própria, uma associação para fazer melhorias na área. "Hoje, temos pequenos comércios, farmácias, escolas e projetos sociais que contemplam crianças e idosos. Tudo com muito sacrifício", revela a moradora. De acordo com Francisco Luciano Dias, agente comunitário de 35 anos, o impacto ambiental e a indefinição sobre a situação sócio-econômica das pessoas são as principais dúvidas dos moradores. "Conheço cada casa do bairro. A vida dessas família irá se acabar como a de um peixe fora d´água, caso tenham que sair daqui. A pesca e o surfe são as principais atividades deles", explica Luciano Dias. Opinião População fala "Por um lado poderá ser bom por causa da oferta de empregos. Por outro, é ruim porque vai mexer com os pescadores." Jacó Gomes dos Santos Pescador 56 anos "Vão ESTRAGAR essa natureza tão linda. Além disso, os jovens vão voltar para a vagabundagem por falta do surfe." DÉBORA dos Santos Estudante 18 anos "Não acredito no que o governo está dizendo. O paredão da Praia do Titanzinho é o nosso meio de vida." PAULO MAGNO ALVES Pescador 22 anos ILO SANTIAGO JR. ESPECIAL PARA ECONOMIA | |
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29 de janeiro de 2010 |
| ESTALEIRO DO CEARÁ | |
| Política - Gira a roda da fortuna | |
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Por Fábio Campos
Há um emaranhado político no imbróglio do estaleiro. Na medida em que se joga uma lupa nos acontecimentos, que se relacionam com outras ocorrências paralelas, visualizam-se muitos pontos politicamente obscuros. Vamos tentar destrinchar tais acontecimentos deixando de lado o mérito do projeto, já defendido aqui. Para início de conversa, a administração pública é conduzida por políticos. Portanto, a gestão é moldada por interesses políticos. É da natureza dos políticos a busca pela perpetuação no poder. O projeto de um político é, portanto, um projeto de poder. A gestão pública é um dos principais mecanismos para se levar adiante um projeto de poder. Esse comportamento não tem compromisso com ideologias e, salvo raríssimas exceções, vai da direita à esquerda. As colunas anteriores já chamaram a atenção para um fato: Cid Gomes preferiu não seguir a hierarquia política e institucional corriqueira e iniciou seu périplo para emplacar o projeto do estaleiro com uma articulação com o presidente da Câmara, Salmito Fil ho (PT), desafeto de Luizianne Lins (PT). O normal é que a prefeita da cidade onde o projeto pretende se instalar fosse a primeira interlocutora. É evidente que a movimentação causou descontentamento em Luizianne Lins. Certamente, Cid Gomes sabe disso. Esse é um ponto que, por si só, já possui relevância política. Atentem que, em três anos de gestão, nunca se viu o governador tão empenhado em um propósito a ponto de jogar fichas políticas de grande valor. A LEITURA DO PROCESSO POLÍTICO Jogando luzes sobre o fato, há outro ponto relevante: o governador iniciou sua movimentação pública justamente quando a prefeita estava de férias e ausente da cidade. Trata-se de outro fator com repercussão política. Cid colocou seu jabuti na árvore. Como diz a sapiência popular, jabuti não sobe em árvore. Se está lá, é porque alguém fez o trabalho. Poderia se argumentar que a agenda do projeto estava impondo afobação. Será? Afinal, a encomenda dos navios ainda não foi licitada. Sabe-se que a prefeita deve voltar de suas férias antes do dia 10, quando tomará posse no comando do PT. Fica a questão: o governador poderia ou não ter esperado a volta para iniciar seu movimento? Cid Gomes é um político jovem, mas experiente. Ninguém chega no mais alto posto executivo do Ceará sem ser dotado de uma capacidade de leitura do processo político acima da média. Quem vive nesse meio dificilmente acreditará na tese de que o governador agiu sem pensar. Seria surpreendente a conclusão de que iniciou sua desenvolta movimentaç ão sem pesar as consequências políticas. Nesse mundo, as coisas costumam ser milimetricamente pensadas. Se prevalecer esse pensamento, então foi seguida uma linha previamente estabelecida. Atentem que toda essa argumentação é baseada em suposições. O MUNDO PETISTA EM EBULIÇÃO Há outro fato que, coincidentemente ou não, acaba se relacionando com o do estaleiro. Paralelo a essa movimentação, surgiu no mercado político notícias dando conta do processo de escolha do candidato a vice na chapa que será encabeçada por Cid Gomes. Esse candidato pode vir a ser governador se Cid deixar o governo para disputar o Senado em 2014. Nesse caso, é o peculiar mundo petista já em plena ebulição. Surgem nomes e teses afirmando que a correlação de forças no âmbito do PT desfavorece Luizianne Lins. Ou seja, o nome a ser indicado para a vaga, ao contrário da última eleição de governador, não caberia à prefeita e sim à maioria que se formasse na convenção do PT. Trocando em miúdos, bastaria o grupo do deputado José Nobre Guimarães se juntar a uma ou duas outras tendências do PT, como a do vereador Salmito Filho e a do vice-governador Professor Pinheiro, para indicar o nome. Perceberam? Por esse raciocínio, Luizianne Lins, mesmo na presidência do PT, não teria força para bancar o indicado. Pela mais simpl es lógica política, então estaria em andamento uma articulação para esvaziar a prefeita. Os bastidores políticos, sempre muito alvoroçados (o que não quer dizer que estão equivocados) já tratam de juntar os episódios. Atentem que a petista chega ao final do mandato em 2012 e não há mais reeleição a disputar. Sofreria então o que a crônica política chama de esvaziamento da perspectiva de poder. VÍTIMA DOS PODEROSOS? Como toda articulação política, o risco é o naufrágio. O risco é a roda da fortuna girar criando uma dinâmica que leve ao oposto do planejado. Se de fato essa articulação estiver em andamento, seria uma nova versão do movimento que buscou isolar a candidatura de Luizianne em 2004. Lembrem-se que quase todo o PT, incluindo o seu comando nacional e o Palácio do Planalto, se dedicaram a combater a então candidata da sigla. Tudo exposto às luzes, os feitiços voltaram-se contra os feiticeiros e a petista, vista pelos eleitores como uma vítima dos poderosos, acabou prefeita da cidade contra a vontade do seu próprio partido. | |
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29 de janeiro de 2010 |
| ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO | |
| Projeto vai combater desertificação | |
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Estudo capitaneado por Funceme e Denocs prevê o Zoneamento Ecológico-Econômico em nove cidades cearenses
O Ministério do Meio Ambiente apenas informa, mas o tom é de advertência: 62% das áreas suscetíveis à desertificação estão na caatinga, predominante no Nordeste. Nela, vivem aproximadamente 28 milhões de pessoas. O Ceará tem 92% de seu território assentado no semiárido, região que se caracteriza por baixas precipitações e alto índice de evapotranspiração. A singularidade do semiárido não pode ser alterada; a desertificação que o afeta, sim. Esse é o escopo do projeto de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), que deve ser aplicado a partir de fevereiro. Mantido por um consórcio de 13 órgãos, o ZEE é um instrumento para auxiliar na gestão ambiental. No Ceará, um convênio, firmado entre a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), cria o Zoneamento Ecológico-Econômico das Áreas Suscetíveis à Desertificação. De acordo com Margareth Carvalho, gerente do departamento de recursos hídricos e meio ambiente da Funceme, o acordo, que contempla os municípios de Irauçuba, Itapajé, Sobral, Canindé, Santa Quitéria, Miraíma, Tauá, Independência e Arneiroz, constitui um instrumento que leva em consideração as vulnerabilidades desses territórios. Para a pesquisadora, ``a desertificação nessas áreas é um processo que preocupa``. O estudo, que terá duração de um ano, ``vai conhecer com mais detalhes as propriedades físicas dessas localidades``. Segundo Cristina, Raquel Cristina, arquiteta especializada em gestão ambiental e técnica do Denocs, a transformação do quadro de desertificação depende da comunidade. Isso porque o modelo de aplicação do ZEE estipula metas e sugere modos de se relacionar com a caatinga. Capacitar, ela fala, é palavra de ordem. Essa parte do trabalho ficará a cargo da Funceme. ``O órgão é que irá lá para conversar com a população, saber se eles querem aquele cenário tendencial, demonstrado nos estudos, ou outro. Depois, aplicam o ordenamento na área``. (Henrique Araújo) E-Mais > Os estudos deverão consumir R$ 667 mil - sendo R$ 600 mil do Governo Federal e R$ 67 mil do Governo do Estado. > Das nove cidades dos estudos, o caso de Irauçuba é o mais grave. > O banco de dados do projeto servirá de base para ações e de parâmetro para o ordenamento das regiões castigadas pela desertificação. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Férrer reprova apoio do PDT a reeleição de Cid | |
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Deputado sugere que PSDB tenha um candidato próprio
O deputado estadual Heitor Férrer (PDT-CE), que é candidato à reeleição, declarou que se seu partido apoiar a reeleição de Cid Gomes terá sua reprovação. Férrer reafirma representar a oposição ao governo estadual e, por isso, de última hora, não tem condição de mudar de ideia para passar a ser situação. Ele reconhece que o seu voto será vencido, porque talvez seja o único dentro do partido, mas mesmo assim não vai mudar de opinião. Caso Cid Gomes ganhe nas urnas no dia 3 de outubro, o deputado estadual afirma que vai continuar do mesmo jeito, isento, votando a favor daquilo que é legal e constitucional. OPOSIÇÃO RESPONSÁVEL Heitor Férrer enxerga-se como uma oposição responsável, justificando que de 105 matérias encaminhadas pelo governador à Assembleia Legislativa para avaliação e aprovação, deu o seu voto contra em apenas cinco delas. O motivo para esta não aceitação, segundo o deputado, é pelo fato de algumas serem inconstitucionais e outras imorais. Ele sugere que o PSDB tenha um candidato próprio ao Governo do Estado porque esta é a melhor posição para se apresentar ao eleitorado. “O povo precisa ter opção para fazer uma escolha justa a favor do Ceará”, opina. Segundo ele, é importante que exista o maior número possível de candidatos para que surjam muitos programas de governo. Embora dê tal sugestão, Heitor reconhece que será difícil qualquer candidato, por mais forte que seja, ganhar de Cid Gomes. O deputado ainda enalteceu a disposição do prefeito de Macaranaú, Roberto Pessoa, de ser candidato definido à chefia do Palácio Iracema. SENADO DA REPÚBLICA Na opinião de Heitor Férrer, se os candidatos ao Senado nas próximas eleições forem Tasso Jereissati (postulando a reeleição), o ministro da Previdência Social José Pimentel e o deputado federal Eunício Oliveira, vão ocupar as duas vagas os candidatos do PSDB e do PT. Apesar de reconhecer que são três candidatos fortes. “Se Pimentel disputar com o apoio do presidente Lula, o Tasso sem apoio, mas com certa isenção dos Ferreira Gomes, a derrota, porque só tem duas vagas, será do deputado Eunício”, enfatiza. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Painel - Números | |
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A direção do PSB decidiu, e Lula avalizou, que nos próximos dez dias encomendará uma pesquisa de intenção de voto presidencial com Ciro Gomes (CE) na lista.
Ângulos. Um dos argumentos usados pelo PSB para tentar manter Ciro no jogo é que, quando Dilma reduziu a agenda para intensificar o tratamento de saúde, foi a presença dele que ajudou a impedir que José Serra (PSDB) disparasse nas pesquisas. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - CIRO GOMES | |
| Diário Político - Repulsa | |
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Por Fernando Maia
Proposta gaiata do PT ao deputado Ciro (PSB). Os petista querem que ele renuncie à candidatura à presidência, para se tornar “um expoente” na campanha da ministra Dilma... Os ciristas estão “por aqui”... Sabotagem. O PCdoB e o PDT, agiram como “traíras” na vida do deputado Ciro (PHS). Ambos formavam com o PSB o “bloquinho” que daria cobertura e tempo da TV a Ciro, renderam-se aos cargos oferecidos pelo Planalto. No jogo. Segundo deputados estaduais do PSB, apesar de todas as sabotagens que vem sofrendo da parte do PT, o deputado Ciro “continua no jogo”, e dispõe de mais três meses, para retornar à cena, reagir, e suplantar Dilma. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| PDT oficializa apoio "de corpo e alma" a Dilma | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O PDT comunicou oficialmente apoio à candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à sucessão presidencial. Ela recebeu a direção nacional do partido em sua casa ontem em Brasília. "O partido está de corpo e alma na campanha da ministra. Defendo a eleição plebiscitária. Temos que saber quem é pró ou contra o governo do Lula", disse o presidente licenciado do PDT, ministro Carlos Lupi (Trabalho). Lupi disse que a "configuração poderia ser outra" se o governador Aécio Neves (PSDB-MG) fosse candidato a presidente, mas negou que fosse descartar o apoio a Dilma. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Renata Jereissati como candidata ao Governo alvoroça ninho tucano | |
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O impasse em torno do nome que vai disputar o Governo pelo PSDB está causando divergências para o partido, seus aliados e, até, para a oposição. Tudo porque o Partido dos Trabalhadores – opositor histórico do tucanato anunciou insatisfação em ter a legenda como coligada. Isso devido a parlamentares peessedebistas quererem reforçar a reeleição do governador em outubro próximo. E desta forma muitas especulações surgem em torno de tal discussão.
Nos últimos dias, em meio à indefinição do PSDB, surgiu o nome de Renata Jereissati - esposa do senador Tasso Jereissati – que vem sendo defendido por alguns parlamentares tucanos distantes da tese de apoiar a reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Segundo informações, a propositura de lançar a ex-primeira dama foi de um prefeito tucano do Cariri e alastrou-se por outras regiões. Segundo o presidente estadual do PSDB, Marco Penaforte, a ex-primeira dama contém os atributos necessários para credenciar-se o cargo junto à cúpula tucana. Acrescentando sua descrição e competência demonstrada quando Tasso governou o Ceará por três anos. Penaforte lembrou ainda sua contribuição ao desenvolvimento do artesanato cearense. Mas, conforme ele, são apenas sugestões – referindo-se aos nomes já anunciados -, pois não existe definição sobre o assunto pelo partido. Para o tucano, a legenda tem “quadro [nomes] e valores para disputar o Governo do Estado”, ou seja, bem diferente do cenário apresentado durante estes três anos de governo Cid Gomes. Ressaltando que o problema para tornar consensual a identidade do candidato é a excepcional popularidade do senador Tasso. “Os correligionários entendem a postura forte do senador” indicou. Convicção Vital Penaforte admitiu que nos próximos dias – sem divulgar data – o ninho tucano cearense indicará sua definição final sobre sucessão estadual. “O nosso time é agora”, afirmou. Segundo ele, os nomes apresentados foram citados durante as consultas realizadas entre os representantes municipais e as lideranças do PSDB no Estado. Questionado se está indefinição não prejudicará o desenrolar da campanha cearense, Penaforte foi rápido e declarou: “só se durar muito tempo”. De acordo com ele, o partido está saindo de uma profunda ambiguidade e movimentando-se para lançar candidato próprio. “Estamos vivenciando o processo”, observou. No entanto, não descartou aliança com outras siglas. Conforme o tucano, a convicção vital da legenda é fortificar o palanque para o governador de São Paulo, José Serra, também pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Sem informalidade De acordo com o deputado José Teodoro, o partido está perto da definição. Teodoro não quis dizer em qual lado está – candidatura própria ou apoio a reeleição de Cid -, mas informou que caso a legenda reforce a postulação do governador, isso deveria ser feito através de uma coligação e nada de informalidade. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| ELEIÇÕES 2010 - CIRO GOMES | |
| Futuro de Ciro Gomes é adiado para março | |
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A definição sobre o futuro político do deputado federal Ciro Gomes (PSB) vai esperar mais um pouco. A reunião de quarta-feira à noite (27) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB, não foi conclusiva. Quem deu detalhes do encontro foi a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que também esteve presente.
Dilma contou a jornalistas que a definição ficará mesmo para março. “As discussões foram no sentido de que se acompanhasse o desenvolvimento da situação e voltar-se-ia a conversar em março, como estava já previsto”. A ministra, entretanto, voltou a defender a unificação da candidatura, em uma chapa única da base. “A oposição é mais una quanto mais candidatos ela tem. Os governos geralmente são mais unos e demonstram mais unidade quanto mais unificam suas candidaturas”, exemplificou. O deputado Ciro Gomes, afirma que o único interesse está na disputa presidencial, mas o presidente Lula defende uma eleição plebiscitária, entre uma candidatura do governo confrontando a da oposição, representada provavelmente pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). | |
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| O POVO, O ESTADO, DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| MARIA PROENÇA DE MACÊDO | |
| Convite - Missa de 4 anos - Maria Proença de Macêdo | |
Convite - Missa de 4 anos - Maria Proença de Macêdo
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| SEGURO-DESEMPREGO | |
| Mercado Aberto - Apagão do emprego | |
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Em reunião na última quarta-feira, em São Paulo, empresários de diversos setores da indústria brasileira demonstraram preocupação com o repentino aumento do número de trabalhadores que pedem para serem demitidos. Segundo os empresários, o fato está ligado ao aumento do valor recebido pelo seguro-desemprego, para até R$ 954,21, que entrou em vigor no primeiro dia deste ano.
APAGÃO DO EMPREGO 2 O trabalhador menos especializado está preferindo ficar em casa, por até cinco meses, mesmo ganhando menos do que se estivesse no chão de fábrica. Enquanto isso, sobram vagas nas escolas de ensino profissional e técnico, de requalificação do trabalhador. No Senai e no Cefet de Santa Catarina, das 77 mil vagas disponíveis, 24 mil não foram preenchidas. "É o apagão da mão de obra", disse um industrial. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| DESEMPREGO | |
| Desemprego tem ligeira alta em 2009 | |
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Taxa fica em 8,1%; impacto da crise no mercado de trabalho é limitado pelo vigor do consumo doméstico
PEDRO SOARES DA SUCURSAL DO RIO O mercado de trabalho nas principais metrópoles do país não sucumbiu à crise em 2009, embora também não tenha ficado inume: a taxa de desemprego subiu pouco -de 7,9% em 2008 para 8,1%- e a renda avançou no mesmo ritmo de 2008. O número de empregos criados, porém, perdeu fôlego. Em dezembro, a taxa de desemprego chegou a 6,8%, marca que iguala à de dezembro de 2008, a menor da série do IBGE, iniciada em 2002. Nos sete primeiros anos do governo do presidente Lula, a taxa de desemprego média ficou em 9,8%. Para o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, só existem dados de 2002 (março a dezembro), quando a taxa foi de 11,7% -impulsionada pela crise pré-eleitoral. Em 2003, primeiro ano de Lula, a taxa foi de 12,3%. Em 2009, apesar da expansão de só 0,7% no contingente total de pessoas ocupadas (menor do que o crescimento da população), a taxa de desemprego se manteve próxima à estabilidade por causa do maior desalento, segundo analistas. Ou seja, sem perspectivas de arrumar um novo trabalho, pessoas de menor qualificação simplesmente deixaram de procurar uma vaga. Assim, não pressionaram a taxa de desemprego, que, para o IBGE, só considera as pessoas que procuram trabalho ativamente. Indústria O retrato do mercado de trabalho em 2009, extraído da Pesquisa Mensal de Emprego, completa-se com o fraco desempenho do emprego industrial, combalido pela crise. "Não é possível dizer que a crise não teve impacto porque houve um enxugamento na ocupação, mas, ao mesmo tempo, o emprego melhorou de qualidade em 2009. Já em dezembro não se notavam mais sinais da crise", disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da pesquisa do IBGE. Fábio Romão, economista da LCA, discorda, porém, que foram gerados postos de melhor qualidade. A única boa notícia, diz, foi o avanço do emprego formal. O economista afirma que a taxa de desemprego só não subiu com mais força por causa do crescimento do desalento -tendência que já se reverteu em dezembro. Com menor procura por trabalho, o fraco crescimento do contingente de ocupados não alterou a tendência da taxa de desemprego. Na média mensal de 2009, o IBGE contou 1,9 milhão de desocupados -3,3% a mais do que em 2008. Para Carlos Henrique Corseuil, do Ipea, o mercado de trabalho já vive uma "fase de retomada", com a geração mais forte de postos de trabalho em dezembro. Mas, diz, a taxa de desemprego tende a subir nos primeiros meses do ano com uma maior procura por trabalho. A indústria foi o setor que mais acusou o golpe da crise em 2009. Tanto que a ocupação cresceu menos ou caiu nas regiões industrializadas de São Paulo (0,6%), Porto Alegre (-0,8%), Belo Horizonte (1,1%) e Rio de Janeiro (0,2%). E avançou com mais força em Salvador (3,1%) e Recife (2,3%), mais voltadas aos serviços. Renda Sob impacto da inflação mais baixo e do reajuste real do salário mínimo, o rendimento médio do trabalhador cresceu 3,2% em 2009, no mesmo ritmo registrado em 2008. Estimada em R$ 1.350, a renda enfim voltou aos níveis de 2002 e se recuperou integralmente da recessão que antecedeu as eleições de 2002 e se prolongou até o início de 2004. Em dezembro, a renda média caiu 0,9% ante novembro. Segundo Cimar Azeredo Pereira, a saída do mercado de trabalho de trabalhadores menos qualificados e informais em decorrência da crise ajudou a puxar a renda média para cima. O aumento do emprego formal também favoreceu a expansão da renda. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| DESEMPREGO - FORTALEZA | |
| Desemprego na RMF recua 2,2% em um ano | |
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Retomada do crescimento gerou 42 mil novos postos de trabalho
O número de desempregados da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) diminuiu ao longo de 12 meses, passando de 11,8% em dezembro de 2008 para 9,6% em dezembro de 2009. No acumulado do ano, a média de desempregados é de 11,4%. A informação é da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED/RMF), divulgada ontem e realizada pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), em parceria com o SINE/CE, Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), DIEESE e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). Conforme o estudo, das 1,7 milhão de pessoas inseridas na População Economicamente Ativa (PEA), 1,5 milhão estão ocupadas e 194 mil encontram-se em situação de desemprego. O desemprego total é maior entre as mulheres (12,9%) e jovens de 18 a 24 anos (22%). Por outro lado, as menores taxas de desemprego estão entre as pessoas com 40 anos ou mais (4,7%), chefes de família (5,5%) e homens (10%). Para o analista de mercado do IDT, Mardônio Costa, a pesquisa mostra duas fases do mercado de trabalho na Região Metropolitana de Fortaleza: de janeiro a março, quando o desemprego cresceu, e de abril até o último mês do ano, quando a taxa de desemprego caiu gradativamente com a recuperação do crescimento econômico do Ceará. NOVOS EMPREGOS De acordo com o estudo, em 2009, foram gerados 42 mil novos empregos em diferentes setores da economia, com destaque para a Indústria (26 mil novas vagas), que retomou seu crescimento a partir do mês de junho, Serviços (19 mil novas vagas) e Construção Civil (9 mil novas vagas). Para o analista do IDT, a ampliação no número de empregos pode ser atribuída ao crescimento econômico do Ceará, à intensificação de obras na construção civil, tanto no setor privado como no público, com obras de infraestrutura do Governo do Estado, e ao aumento no fluxo turístico. “Realmente, estamos vivenciando uma conjuntura bastante favorável em termos de geração de empregos”, diz. O setor privado foi responsável pela geração de 29 mil novas vagas, enquanto o setor público gerou seis mil empregos. O número de autônomos também cresceu, passando de 413 mil em dezembro de 2008 para 439 mil em dezembro do ano passado. Já no emprego doméstico, houve redução de 12 mil vagas. Com relação à formalidade dos empregos, a pesquisa registrou crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada, que passou de 504 mil em dezembro de 2009 para 548 mil em dezembro de 2009. Por outro lado, houve redução na quantidade de trabalhadores sem carteira assinada, que passou de 233 mil para 218 mil. “Esse dado é importante, pois mostra que houve uma melhora no nível de qualidade dos empregos gerados. Além disso, o estudo indica que a redução do desemprego beneficiou diferentes segmentos da População Economicamente Ativa, como homens, mulheres, chefes de família etc.”, afirma Costa. RENDIMENTO MÉDIO Em 2009, o rendimento médio real, já retirada a inflação, dos ocupados na RMF foi de R$ 793 e o dos assalariados R$ 892. Entre estes, o salário médio dos empregados no setor público (R$ 1.890) foi maior que o da iniciativa privada (R$ 706), tanto entre aqueles com carteira assinada (R$ 782), como entre os sem carteira (R$ 502). Já o rendimento médio real dos autônomos foi de R$ 519. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
29 de janeiro de 2010 |
| EMPREGO | |
| Apesar da crise, emprego formal cresce, e informal cai | |
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A crise econômica não foi capaz de segurar a tendência de formalização do emprego no país. O modesto crescimento de 0,7% do emprego em 2009 foi puxado pelas vagas com carteira assinada, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, enquanto o mercado de trabalho contratou 2,3% mais pessoas com registro em carteira em 2009, o emprego informal sofreu uma queda de 3%. Dessa forma, a média da participação da população com carteira assinada no total de ocupados aumentou de 76,7%, em 2008, para 77,9%, em 2009.
"A tendência de melhora do mercado formal no país se firmou em 2009, apesar de ser um ano de crise e do emprego ter crescido com menos vigor", diz o gerente da pesquisa mensal de emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo. A pesquisa do IBGE mostra que, em dezembro de 2009, a taxa de desemprego ficou em 6,8% da População Economicamente Ativa (PEA), repetindo o resultado do mesmo período de 2008, o menor da série. A taxa média de desemprego, por sua vez, ficou em 8,1% em 2009, pouco acima da taxa de 2008 (7,9%). A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra evolução semelhante na ocupação. Ela cresceu 0,7% no ano - os empregos com carteira assinada no setor privado tiveram alta de 3,6% e os informais caíram 8,9%. Na Região Metropolitana da São Paulo, a queda dos sem carteira chegou a 12%. O desempenho do emprego formal em 2009 contrariou as expectativas dos analistas em um ano marcado pela crise econômica mundial. "A formalização foi o que mais surpreendeu, pois em ano de economia ruim, o esperado é que os empregos precários cresçam", diz Sérgio Mendonça, coordenador da PED. A força das contratações na construção civil, a demissão de trabalhadores informais em pequenas empresas e uma menor disposição dos desempregados em aceitar ocupações precárias estão entre as explicações possíveis para o fenômeno. Para Fábio Romão, economista da LCA Consultores, o aquecimento das contratações no setor da construção civil teve impacto na formalização. "Há um processo de formalização dos empregos na construção após a abertura de capital de diversas empresas acompanhado por um crescimento importante do setor", diz ele. Em 2009, foram criados 177 mil empregos na construção, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), resultado menor apenas que o de 2008 na série, quando o saldo de vagas ficou em 198 mil. Segundo a PME, em dezembro de 2009, o emprego na construção civil cresceu 5,3% em relação ao ano de 2008. Sob a mesma comparação, na indústria o crescimento foi de 0,4%, e no comércio houve queda de 0,3%. O emprego informal também é mais sensível a crises, segundo Thaís Marzola Zara, analista da Rosenberg Consultores Associados, o que pode explicar parte da redução desse tipo de ocupação em 2009. "A demissão de trabalhadores sem carteira assinada num momento de crise ocorre primeiro, pois não tem o impacto dos custos que há no mercado formal", diz. Já para Mendonça, do Dieese, o resultado positivo da formalização pode ter sido garantido em 2009 pelo ciclo anterior de crescimento da economia no país. Ele explica que de alguma forma o brasileiro não aceitou "qualquer coisa" para retornar ao mercado de trabalho. "O avanço do emprego formal garantiu que mais pessoas pudessem contar com o seguro desemprego, e uma situação mais confortável na família também pode ter ajudado o desempregado a esperar por oportunidades de ocupações melhores em vez de ir para empregos informais", diz ele. Isso pode ser notado nos dados de desemprego da PED. Segundo a pesquisa do Dieese, o número de desempregados cresceu 1,6% no país no ano passado, puxada pela alta de 5,4% do desemprego aberto, ou seja, as pessoas que estão procurando trabalho e não estão exercendo outras atividades. O desemprego oculto por trabalho precário, por sua vez, caiu 6,2%. Para o ano que vem, os analistas alertam que o crescimento da PEA, que indica um maior número de pessoas procurando emprego, poderá pressionar o índice de desemprego no país. Segundo a analista Thaís Zara, da Rosenberg, a alta de 1,4% da PEA em dezembro sobre novembro do ano passado é um primeiro sinal de que a recuperação da economia já anima as pessoas a voltarem a buscar trabalho. Em novembro, a alta da PEA foi de 0,4% sobre outubro. Na mesma linha, Romão, da LCA, projeta uma taxa média de desemprego de 7,8% em 2010, resultado que só não deve ser melhor por conta do crescimento da PEA. "A percepção de aumento da empregabilidade já atrai pessoas que tinham desistido de procurar emprego", diz ele. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| DESEMPREGO NO BRASIL | |
| Economia - Taxa de desemprego em queda | |
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Por Rubens Frota
Depois de crescer nos primeiros meses de 2009, a taxa de desemprego no Brasil voltou em dezembro ao menor nível da série histórica, iniciada em 2002. De acordo com dados do IBGE, a taxa ficou em 6,8% no último mês do ano, a mesma registrada em dezembro de 2008 --e a menor em seis anos. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| RENDA MÉDIA DO TRABALHADOR | |
| Economia - Menor nível em seis anos | |
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Por Rubens Frota
A renda média do trabalhador ficou em R$ 1.344,40 em dezembro, 0,9% menor que em novembro, mas 0,7% acima do verificado em dezembro de 2008. Em 2009, a renda média do trabalhador ficou em R$ 1.350,33, uma alta de 3,2% frente a 2008. Para um ano fechado, desde 2003, foi o maior rendimento médio da série --iniciada em março de 2002. | |
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| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO | |
| Cai desemprego na Grande Fortaleza | |
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Pesquisa de Emprego e Desemprego aponta que desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza caiu em dezembro de 2009
Henriette de Salvi henriette@opovo.com.br Enilson Pimentel era professor universitário em Sobral, mas decidiu passar da teoria para prática. ``Queria exercer uma atividade na minha profissão``, conta o administrador. Ele passou sete meses procurando, mas há menos de um mês conseguiu a colocação que queria. Contratado como auxiliar administrativo numa fábrica em Fortaleza, Enilson faz parte do grupo que deixou a condição de desempregado no ano de 2009. A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de Fortaleza apontou uma pequena queda no desemprego de dezembro de 2009 em relação a novembro de 2009. Foram registrados quatro mil desempregados a menos, mas também houve diminuição de 2 mil postos de trabalho. De acordo com Erle Mesquita, coordenador de estudo de análise de marcado do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) esse é um movimento observado tradicionalmente no período. ``Em dezembro há muitos desligamentos, principalmente no setor industrial. Diminui então a oferta de trabalho e mesmo com a oferta de empregos temporários o saldo é negativo.`` A queda do desemprego, neste caso, foi motivada pela di minuição da pressão de mercado, ou seja, pela menor procura. ``Dezembro é um mês de festas, as pessoas saem de férias e acabam postergando sua procura para depois do Carnaval``, revela Martônio Costa, analista de Mercado de Trabalho do IDT. Apesar disso os índices apontam que a taxa de desemprego total passou de 9,8% em novembro para 9,6% em dezembro de 2009, sendo a menor do ano. Em relação ao total de pessoas ocupadas no ano de 2009, a pesquisa apontou que 1,5 milhão de trabalhadores, entre assalariados (com carteira e sem carteira assinada), autônomos e empregados domésticos tiveram ocupação no ano passado. O número significa um índice de participação de 58,2% da População Economicamente Ativa na Região Metropolitana. A taxa de desemprego da RMF em 2009 ficou em 11,4% e foi superior as de Belo Horizonte (10,3%) e de Porto Alegre (11,1%) e inferior as demais regiões: São Paulo (13,8%), Distrito Federal (15,8%), Recife (19,2%) e Salvador (19,4%). Apesar do índice favorável, quando avaliado o rendimento médio real dos ocupados e assalariados, a Capital não tem uma boa posição. Em 2009 o rendimento real médio do total de ocupados apurado pelo Sistema PED foi maior no Distrito Federal (R$1.866), seguido de São Paulo (R$1.273). Em Fortaleza o valor cai para R$ 793, ficando atrás apenas de Recife (R$761), entre as regiões pesquisadas. No índice que avalia a distribuição de pessoas ocupadas fica evidenciado que Fortaleza tem grande ocupação de trabalhadores autônomos (26,7%), empregados domésticos (9,3) e sem carteira assinada (13,8%). ``O mercado de trabalho no Ceará é muito centralizado no salário mínimo. Há informalidade e precarização. Mas já verificamos que ao longo do ano houve melhora significativa``, afirma Ediran Teixeira, coordenador da PED pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). EMAIS A PED é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). NÚMEROS 793 REAIS FOI O RENDIMENTO MÉDIO DO TRABALHADOR NA GRANDE FORTALEZA 9,6 POR CENTO FOI A TAXA DE DESEMPREGO EM DEZEMBRO DE 2009 11,4 POR CENTO FOI A TAXA DE 2009 DE DESEMPREGO NA GRANDE FORTALEZA 19,2 POR CENTO FOI A TAXA DE 2009 DE DESEMPREGO EM RECIFE | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| DESEMPREGO - FORTALEZA | |
| Desemprego apura queda de 18% na RMF em 12 meses | |
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Indicador que mostra o desemprego na Região Metropolitana apresentou declínio desde abril de 2009
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) fechou 2009 em 9,6% da população economicamente ativa (PEA). Com o menor porcentual do ano, o indicador manteve a trajetória de declínio apresentada desde abril. Representou um contingente de 168 mil pessoas em busca de uma vaga no mercado - quatro mil a menos do que no mês anterior. Na comparação com dezembro de 2008, equivaleu a pelo menos 38 mil trabalhadores a menos em busca de emprego. Vale destacar que, naquele período - no ápice da crise financeira internacional - o indicador assinalava 11,8% da PEA da Grande Fortaleza. Ou seja, em 12 meses, o recuo chegou a 18,4% no desemprego. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Fortaleza (PED), elaborada em parceria pelo Dieese, Fundação Seade, Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social, Sistema Nacional de Emprego (Sine/CE) e Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT). O mês passado marcou um ano de realização do levantamento, que já é elaborado em outras seis grandes regiões do País. Mais mulheres inseridas Segundo Ediran Teixeira, coordenador da PED no Escritório Regional do Dieese, de maneira geral o mercado de trabalho na RMF vem apresentando melhorias desde junho de 2009. Ainda em relação ao desemprego, ele assinala que a taxa caiu mais para as mulheres (de 14,1% em dezembro de 2008 para os atuais 11,2%); os jovens de 18 a 24 anos (de 23,5% para 18,8% na mesma base de comparação) e para os demais membros da família (de 16,2% para 12,95 em 12 meses). Em contrapartida, o mercado começa a dar sinais de desaquecimento sazonal. Em entre novembro e dezembro últimos, por exemplo, a taxa de ocupação caiu 0,1%, representando a perda de duas mil vagas. Ainda assim, a Grande Fortaleza fechou o ano com um contingente de ocupados estimado em 1,578 milhão de trabalhadores - 42 mil a mais do que em dezembro de 2008. Eliminados 15 mil postos Setorialmente, foram eliminados 15 mil postos de trabalho no setor de serviços e dois mil na indústria. Em contrapartida, houve a geração de 12 mil vagas na construção civil e quatro mil no comércio. "O setor de serviços já dá sinais de cansaço. E a indústria, periodicamente, começa a demitir no fim do ano, voltando a recontratar no fim do primeiro semestre", explica Teixeira. A construção civil, continua ele, mostra vigor sobretudo pelo número de obras de grande porte no Estado e pelos empreendimentos destinados ao programa federal de habitação Minha Casa Minha Vida. No ano, houve crescimento de 2,7% no nível de ocupação na RMF - o equivalente à criação de 42 mil postos de trabalho. Resultado puxado pela indústria de transformação (26 mil postos e variação de 10% em relação a dezembro de 2008), setor de serviços (19 mil vagas), construção civil (nove mil) e comércio (oito mil). Com e sem carteira O coordenador da PED pelo Dieese chama atenção, ainda, o fato de haver uma redução no número de ocupações com carteira assinada de novembro para dezembro (-0,9%), contra um aumento no total de assalariados sem carteira (2,8%). "Pode ser sinal de precarização do mercado de trabalho ou apenas sazonalidade". Destaca que a ocupação celetista vinha crescendo desde abril e que o total de autônomos, por sua vez, cresceu 0,7% em dezembro, numa trajetória de alta desde maio. A análise dos últimos 12 meses mostra expansão do contingente de assalariados na RMF (35 mil postos), puxado pelo setor privado (29 mil postos, contra seis mil no setor público). No segmento privado, elevou-se o em 8,7% emprego com carteira assinada (44 mil vagas) e caiu em 6,4% o de trabalhadores informais (-15 mil vagas). Rendimentos A PED traz, ainda, informações sobre os ganhos médios dos trabalhadores RMF, em novembro de 2009. Nos últimos 12 meses, os rendimentos médios reais dos ocupados e assalariados cresceram 3,1% e 3,6%, respectivamente. No setor privado, o aumento foi de 2,9%, influenciado pelo incremento dos rendimentos do trabalhadores sem carteira (3,4%) e com carteira (1,3%). No setor público, onde já estão os melhores salários (média de R$ 1.797), houve crescimento de 4,5%. SAMIRA DE CASTRO REPÓRTER RMF tem 3º melhor resultado médio anual Enquanto Recife e Salvador amargaram taxas de desemprego médio de 19,2% e 19,4%, respectivamente, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) marcou um indicador médio anual de 11,4%. Foi o terceiro melhor resultado entre as sete áreas pesquisadas pelo Dieese-Fundação Sead, ficando atrás apenas dos desempenhos de Belo Horizonte (10,3%) e de Porto Alegre (11,1%). De acordo com Mardônio Costa, do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), os indicadores médios ajudam a entender a estrutura do mercado de trabalho da Grande Fortaleza, comparativamente com outras regiões do País. Ele frisa que a RMF tem 1,512 milhão de ocupados, quarto maior contingente entre as sete áreas, representando 8,1% do total. No tocante ao desemprego, a RMF representou 6,4% do total das sete áreas, com 194 mil pessoas em busca de ocupação. A PEA local equivale a 7,9% (1,706 milhão), ao passo em que a População em Idade Ativa (PIA) chegou a 8,3% (2,951 milhões de pessoas). Costa acrescenta que, quanto à estrutura ocupacional de cada região a PED evidenciou um peso elevado da indústria de transformação no relativo de ocupados, com 17,8%. "A média nacional é de 15%", frisa. Embora o absoluto de São Paulo seja maior, o porcentual de ocupados na indústria cearense se aproximou do relativo paulistano, que fechou em 17,9%. O grande empregador na RMF é o setor de serviços, com 45,7% dos ocupados. Mas com uma participação abaixo da média nacional, que foi de 53,9%, com pico de 65,8% na RM do Distrito Federal. O comércio, por sua vez, marcou 19,8% na absorção dos ocupados na Grande Fortaleza, contra uma média para a áreas pesquisadas de 16,3%, segundo a PED. Precarização Um dado que chamou na atenção de Mardônio Costa foi o de que a RMF possui 58,2% dos ocupados na condição de assalariados. Na média das regiões metropolitanas pesquisadas, esse porcentual chega a 66,4%. Também a Grande Fortaleza fica atrás da média nacional quando o assunto é ocupação com carteira assinada, com 35,2% contra 45,1%. No caso da ocupação informal, o porcentual local é de 13,8%, acima dos 10,5% para a média das regiões. "São informações que indicam o nível de precarização do mercado de trabalho da RMF", comenta. Para completar o quadro, a Grande Fortaleza tem o segundo pior salário médio para os ocupados, com R$ 793,00. Ganha apenas de Recife, com R$ 761,00. Entre os assalariados, o ganho médio local é de R$ 892,00, também acima apenas do de Recife (R$ 875,00). Expectativas Para Ediran Teixeira, 2010 deve continuar a trajetória de desenvolvimento do mercado de trabalho na RMF. Enquanto a indústria e os serviços param de contratar, por questões sazonais, a construção civil e o comércio seguem aquecidos. "A economia está se recuperando e o Ceará tem muitas obras em curso, como a siderúrgica, a ampliação do porto do Pecém e vários empreendimentos imobiliários", avalia o técnico do Dieese. (SC) EM 2009 No País, taxa registra leve alta e fecha em 8,1% Rio A taxa de desemprego no Brasil em 2009 ficou em 8,1%, pouco acima dos 7,9% em 2008, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. Esta é a 2ª menor taxa da série iniciada em 2002. Em dezembro, o desemprego atingiu 6,8% da população economicamente ativa, ante 7,4% em novembro. Na comparação com dezembro de 2008, a taxa ficou estável. O resultado de dezembro foi o menor para um mês também na série histórica. A renda média do trabalhador ficou em R$ 1.344,40 em dezembro, 0,9% menor que em novembro, mas 0,7% acima do verificado em dezembro de 2008.Em 2009, a renda média do trabalhador ficou em R$ 1.350,33, uma alta de 3,2% frente a 2008. Para um ano fechado, desde 2003, foi o maior rendimento médio da série -iniciada em março de 2002. Em dezembro, o IBGE registrou 1,6 milhão de pessoas desocupadas, queda de 7,1% em relação a novembro. Ante dezembro de 2008 o resultado ficou estável. A média mensal de desocupados no País no ano passado ficou em 1,9 milhão de pessoas, 1% acima do visto em 2008. A população ocupada média em 2009 foi de 21,3 milhões de trabalhadores - o que representa uma queda de 1,8% sobre a média do ano anterior. Em dezembro, eram 21,8 milhões de pessoas empregadas, o que indica alta de 1% sobre o resultado de novembro. Na comparação com dezembro de 2008, houve incremento de 1,4%. Por setores, a indústria registrou diminuição de 0,1% na oferta de vagas, em dezembro, na comparação com novembro. Em re lação a dezembro de 2008, houve elevação de 0,4%. Já na construção, foi verificado aumento de 2,6% sobre novembro, e de 5,3% em relação a dezembro de 2008.
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
29 de janeiro de 2010 |
| REDUÇÃO DE IPI | |
| Redução de IPI não será renovada, diz Mantega | |
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Ministro afirma que estímulos para linha branca e para carros serão "desativados"
Redução de alíquota para eletrodomésticos termina neste domingo, e a para automóveis, em 31 de março LUCIANA COELHO DA ENVIADA ESPECIAL A ZURIQUE EDUARDO RODRIGUES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O governo não renovará mais uma vez os estímulos fiscais para os produtos da linha branca nem para a indústria automobilística, anunciou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, por julgar que eles não são mais necessários ante a recuperação da economia. A redução da alíquota do IPI chega ao fim em 31 de março. "Os estímulos estão sendo já desativados", disse Mantega a jornalistas brasileiros em Zurique após enumerar avanços na performance do país. "Terminam neste fim de semana os da linha branca e, depois, os automobilísticos também têm data: 31 de março." Com isso, o IPI para fogão, geladeira e tanquinhos subirá a partir de segunda. Indagado pela Folha se o governo não os renovaria como já fez no passado, Mantega respondeu: "Não vão ser renovados. Nós achamos que, se a economia já está com tudo isso, é porque ela não precisa mais de ajuda do Estado". A decisão do governo também reduz a pressão sobre os preços, e a equipe de Mantega espera que contribua para evitar a alta dos juros prevista pelo mercado financeiro. Mantega segue hoje para Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial e pretende defender a atuação do Estado durante a crise econômica. O inchaço da dívida pública nos EUA e em países europeus tem provocado críticas à longevidade dos incentivos. As chamadas "estratégias de saída" são constantemente evocadas por autoridades fiscais e analistas econômicos. Em Brasília, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) também defendeu o fim dos incentivos. "Se houver alguma coisa comprovando que é necessário manter, certamente o governo vai ter sensibilidade. Eu particularmente acho que não precisa", disse o ministro após a reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional). A tributação mais barata sobre a produção de eletrodomésticos que têm um melhor desempenho do ponto de vista ecológico, por demandarem um gasto menor de energia, foi anunciada no fim de outubro do ano passado. A desoneração por três meses para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos foi anunciada pela primeira vez ainda em meados de abril de 2009 e foi prorrogada outras duas vezes, em julho e outubro, quando foi restringida para apenas os aparelhos com selo energético. Além da tributação menor para a linha branca que acaba agora, o cronograma de desonerações do governo ainda vai até o fim de março para carros flex e móveis de madeira, e até o fim de junho para caminhões e materiais de construção. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
29 de janeiro de 2010 |
| RENÚNCIA FISCAL | |
| Egídio Serpa - Gastar menos para evitar a crise | |
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Em algum momento deste ano, o Governo do presidente Lula terá de adotar alguma providência que devolva ao Tesouro Nacional os recursos que foram utilizados, via renúncia fiscal, para o enfrentamento da crise financeira de 2009. O bom senso sugere que a melhor medida será a drástica redução dos gastos públicos. Mas este é um ano eleitoral, dirão os "analistas". Governo competente implementa a competência em qualquer circunstância. Uma boa sugestão disponível é a de, por exemplo, impedir que, no Orçamento Geral da União para 2011, desapareça a rubrica Emenda Parlamentar, pois está aí o pior dos ralos pelo qual se esvai boa parte do que a Receita Federal arrecada de impostos. Um ano sem essas emendas, e estaria resolvido um pedaço do rombo das contas públicas - que explodirá em 2011 sob qualquer Governo, de Serra, Dilma ou Ciro. O Governo gasta muito e gasta mal. O presidente Lula ainda pode - mesmo em ano eleitoral como este 2010 - qualificar as despesas do seu Governo. Isto significa hierarquizar os projetos,
priorizando o que deve ser priorizado. Qualquer que seja o caminho escolhido, vai sobrar para o contribuinte - pessoa jurídica ou física. Houve uma gigantesca renúncia fiscal, 75% de cujo montante se destinaram ao Sudeste e à Zona Franca de Manaus. Recuperar a receita na velocidade e no volume necessários é consequência de uma decisão de estadista. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| PIS/COFINS | |
| Supermercados querem isenção para alimentos e higiene | |
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O setor de supermercados deve reivindicar ao governo a isenção dos impostos PIS/Cofins sobre produtos alimentícios e de higiene, provavelmente em março, afirmou ontem o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumo Honda. Segundo ele, o Brasil é um dos países que mais taxam o setor de alimentação, com uma média de 25%. “As isenções de impostos deveriam ser feitas também para produtos de largo consumo, o que beneficiaria a todos e não apenas alguns segmentos”, destacou. No ano passado, o governo reduziu o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) de produtos como carros, materiais de construção e eletrodomésticos.
Estudo O presidente da Abras afirma que já foi apresentado um estudo sobre impacto das reduções ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), no ano passado, e que agora o próximo passo será ir ao Ministério da Fazenda. | |
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| O ESTADO |
29 de janeiro de 2010 |
| PIS/COFINS | |
| Economia - Isenção de tributos | |
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Por Rubens Frota
O setor de supermercados deve reivindicar ao governo a isenção de PIS/Cofins sobre produtos alimentícios e de higiene, provavelmente em março, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumo Honda. Segundo ele, o Brasil é um dos países que mais taxam o setor de alimentação, com uma média de 25%. "As isenções de impostos deveriam ser feitas também para produtos de largo consumo, o que beneficiaria a todos e não apenas alguns segmentos", destaca. | |
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| O POVO |
29 de janeiro de 2010 |
| TURISMO DO CEARÁ | |
| Vertical - DOUTOR EM TURISMO | |
| O ex-secretário-adjunto do Turismo do Ceará, Cabral Júnior, assumiu função no Fortaleza Convention Bureau com a meta de montar estratégia para atrair, a partir de 2011, grandes congressos para a cidade. De olho no futuro no Centro de Feiras e Eventos do Estado. | |
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