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Fortaleza, CE - quarta-feira, 24 de agosto de 2005 |
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| CEDIP - CENTRO DE CONHECIMENTO, EDITORAÇÃO, DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| AEDI | |
| Lêda Maria - Aedi: jovens assistidos | |
| Projeto Com.Domínio Digital será apresentado ao meio-dia durante reunião semanal da Aedi, para empresários do Distrito Industrial de Maracanaú, destacando a parceria entre o governo do Estado e o Instituto Aliança e Pommar-Usaid. A iniciativa atende a jovens de 18 a 22 anos, com baixa qualidade de formação escolar e profissional. Durante oito meses, eles recebem uma formação integral com foco nas novas tecnologias da informação e comunicação. O objetivo do encontro é sensibilizar os empresários de Maracanaú para contribuírem, por meio de suas empresas, com o projeto. | |
| TOPO | |
| O POVO |
24 de agosto de 2005 |
| PROGRAMA COZINHA BRASIL | |
| Curso ensina como evitar desperdício de alimentos | |
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A Comunidade do Tancredo Neves, com orientação do Programa Cozinha Brasil - Alimentação Inteligente, está aprendendo a aproveitar integralmente os alimentos, evitando o desperdício
Imagine em sua refeição carne ensopada com casca de melancia e, para sobremesa, um bolo de casca de banana. Parece estranho? Pois cascas, talos, folhas e sementes de frutas, legumes e verduras, apesar de serem considerados restos de comida, são alimentos de rico valor nutricional e sabor apurado. Basta, para isso, conhecer a forma correta de preparo de cada alimento. O Brasil é um dos países com lixo mais rico no mundo, desperdiçando cerca de 30% dos alimentos comprados. E na luta pela erradicação da fome, estes alimentos se revelam como bons aliados, por causa do baixo custo e rico valor nutricional. Nesta semana, o Centro Comunitário do Tancredo Neves, recebeu o Programa Cozinha Brasil - Alimentação Inteligente, que tem o propósito de diminuir a fome em nosso Estado. O programa, desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, tem oferecido à população, aulas sobre como aproveitar integralmente os alimentos, com um cardápio nutritivo à base de cascas, talos, e parte dos produtos que normalmente não são aproveitados. A idéia é contribuir para elevar a qualidade de vida da população. Os cursos são ministrados por uma equipe especializada em nutrição e acontecem numa unidade móvel, que conta com uma cozinha instalada. De acordo com a coordenadora do Programa no Ceará, Liane Silveira, por meio de orientações didático-pedagógicas, são oferecidas aulas sobre reeducação e segurança alimentar, além de noções de nutrição e higiene, através dos cursos Educação Alimentar e Formação de Multiplicadores. O primeiro é voltado para pessoas de baixa renda, de preferência, aquelas que recebem algum benefício do programa Fome Zero, mas segundo Liane, também atende a comunidade industrial, prefeitura, governo do Estado, ONGs e comunidades religiosas. Já o segundo, é voltado para líderes comunitários, profissionais da saúde em geral, que possam repassar os conhecimentos para outras pessoas. A cada semana, a unidade móvel passa por um lugar diferente, formando 105 pessoas. Desde que teve início aqui no estado, já formou 785 pessoas, atendendo comunidades em Fortaleza, Maracanaú e empresas em Maranguape e Horizonte. De acordo com a nutricionista Ana Luiza Conrado, que faz parte da equipe, todas as receitas são testadas pela Unesp de Botucatu e, para o próximo ano, há a expectativa de que receitas regionais sejam inseridas no cardápio do programa. De acordo com Ana Luiza, existe a preocupação em orientar as pessoas sobre os alimentos funcionais, que ajudam a prevenir e combater doenças. O Programa está disponível inicialmente para a Região Metropolitana de Fortaleza, mas, segundo Liane, há expectativas de expansão para o interior do Estado. SAIBA MAIS As pessoas interessadas em levar a unidade móvel do Programa Cozinha Brasil - Alimentação Inteligente, deve ligar para o SESI, pelo número: (85) 3297-1374. BOLO DE CASCA DE BANANA Valor calórico da porção: 224,68 kcal Rendimento: 20 porções Tempo de preparo: 1h10 Preço médio da receita: R$ 3,12 Ingredientes: Massa: 4 unidades de casca de banana 2 ovos 2 xícaras (chá) de leite 2 colheres (sopa) de margarina 3 xícaras (chá) de açúcar 3 xícaras (chá) de farinha de rosca 1 colher (sopa) de fermento em pó Cobertura: 1/2 xícara (chá) de açúcar 1 1/2 xícara (chá) de água 4 unidades de banana 1/2 unidade de limão Preparo: Lave as bananas e descasque. Separe 4 xícaras de casca para fazer a massa. Bata as claras em neve e reserve na geladeira. Bata no liqüidificador as gemas, o leite, a margarina, o açúcar e as cascas de banana. Despeje essa mistura em uma vasilha e acrescente a farinha de rosca. Mexa bem. Por último, misture delicadamente as claras em neve e o fermento. Despeje em uma assadeira untada com margarina e farinha. Leve ao forno médio pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos. Para a cobertura, queime o açúcar em uma panela e junte a água, fazendo um caramelo. Acrescente as bananas cortadas em rodelas e o suco de limão. Cozinhe e cubra o bolo ainda quente. Fonte: 250 Receitas Econômicas e Nutritivas Dica: A banana e sua casca são ricas em potássio, por isso, é muito útil para a prevenção de cãimbras. De acordo com a nutricionista Ana Luiza, a receita é uma boa pedida para quem precisa repor potássio, como aquelas que tomam medicamentos para baixar a pressão e tendem a urinar muito. Sem gastar A dona de casa Francisca Irajane Magalhães, 24, ainda não sabe cozinhar, mas não perdeu tempo quando soube que o Programa Cozinha Brasil estaria em seu bairro. Mãe de duas filhas, ela não sabia que podia aproveitar as cascas dos alimentos, nem acreditou que o sabor pudesse ser bom, mas diz que o curso pode ser muito proveitoso. ''É bom porque são receitas que a gente não gasta muito'', afirmou. De acordo com ela, em breve terá oportunidade de montar um carro de lanches, onde pretende pôr em prática, tudo o que aprender durante o curso. | |
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| O POVO |
24 de agosto de 2005 |
| COMBUSTÍVEL | |
| Conversão para bicombustível é rápida | |
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Em aproximadamente meia hora é possível adaptar um veículo a gasolina para rodar também com álcool, o que pode significar um pouco mais de economia no bolso para o proprietário a longo prazo. No entanto, a mudança expõe as peças do motor a um combustível mais corrosivo e com características diferentes daquele para o qual o carro foi originalmente projetado
Desde o surgimento dos veículos bicombustíveis no Brasil, há dois anos, muito se tem falado dessa tecnologia. Mas, para os consumidores leigos, ainda há quem desconheça exatamente o funcionamento do sistema, que permite o uso de álcool, gasolina ou a mistura dos dois no motor. No entanto, diferentemente do gás natural veicular, que exige modificações significativas no carro, a adaptação para o álcool pode ser bem mais simples do que se pode imaginar. Tamanha simplicidade, inclusive, já permitiu o surgimento de equipamentos que permitem transformar um veículo movido originalmente a gasolina em um bicombustível em poucos minutos. E com um custo bem mais baixo do que o da conversão para o gás. Nilo Sérgio Filho, sócio da LG Flex, garante que o aparelho comercializado pela empresa pode ser instalado em menos de meia hora, se o motor estiver em boas condições de uso. Basicamente, o sistema bicombustível adaptado funciona da seguinte forma: o álcool, no motor, é queimado em maior quantidade para executar o mesmo trabalho da gasolina (daí o consumo um pouco mais elevado dos veículos movidos com esse primeiro combustível). Então, no motor movido somente a gasolina, os conectores dos bicos de injeção, que levam as informações sobre a quantidade de combustível a ser injetada, são ligados a um módulo eletrônico adicional, que modifica o cálculo dessa quantidade. Cada bico, então, injeta mais combustível considerando a existência do álcool. Nos outros componentes, Sérgio garante que a alteração não é grande, nem há prejuízo do motor. ''Os carros de hoje, inclusive, já são preparados para rodar com álcool. A gasolina brasileira já tem uma proporção de aproximadamente 20% desse combustível'', explica. Simauro da Silva, proprietário da Simauro Car, afirma que o Flextek, produto que a sua oficina já comercializa há um ano, chega até a ser benéfico. ''O álcool é mais limpo do que a gasolina. Por isso, o motor carboniza menos e a troca de óleo pode ser feita em um intervalo de tempo maior'', diz. Ele também assegura que não há perda de rendimento com a conversão. Na Mix Car, que trabalha com a marca Flex Free há cinco meses, o gerente Robson Assunção informa que já instalou o aparelho em 60 veículos e até hoje não teve problema com nenhum deles. ''Ele é prático e não mexe na originalidade do carro'', acrescenta. A garantia dada pelos fabricantes dos conversores, em geral, chega a um ano. Considerando o preço cobrado atualmente pela gasolina nos postos de Fortaleza (R$ 2,43 por litro) e descontando o aumento médio de consumo que virá com o álcool (cerca de 25%), é possível gastar menos dinheiro com combustível. Em um ano, a economia pode chegar a quase R$ 1.200 para quem gasta um tanque de 50 litros por semana. Levando em conta o preço cobrado pelas oficinas para fazer a conversão, que é de R$ 480 a R$ 650, o retorno para o gasto pode vir em aproximadamente seis meses. ENTENDA O FUNCIONAMENTO DOS APARELHOS DE CONVERSÃO - Originalmente, o carro tem um sistema eletrônico que controla a quantidade do combustível de acordo com dados coletados constantemente do motor e do escapamento - O equipamento bicombustível é instalado entre a central de injeção do carro e os bicos injetores. Ele, então, intercepta o sinal enviado aos bicos com os dados de pulsação e tempo de abertura originais e os modifica para injetar uma quantidade diferente, considerando a presença do álcool - O sistema original do carro passa a ''interagir'' com o equipamento flex, modificando os parâmetros de combustão para se adaptar à nova quantidade de combustível injetada - Se o motorista quiser voltar ao sistema anterior, basta retirar todo o álcool do tanque e desconectar o equipamento que o motor volta automaticamente a funcionar no modo original É preciso ter muita cautela, diz instrutor Para o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Heldenir Pinheiro, os proprietários de veículos precisam ter muita cautela na hora de instalar um conversor bicombustível. Ele lembra que não só a bomba de combustível ou o tanque, mas outras peças do motor precisam ser adaptadas para o uso do álcool - e isso não é realizado nas conversões atuais. ''A resistência dos materiais, o óleo, várias partes de um motor flex ou a álcool são diferentes de um a gasolina'', explica. Um dos motivos para isso, segundo ele, é a maior oxidação que o álcool causa por causa dos 5% de água que tem na sua composição. ''A base de um motor flex é o motor a álcool''. Pinheiro afirma que, por isso, é possível converter esse último para o sistema bicombustível com resultados bem mais confiáveis do que no caso da gasolina. Pinheiro recomenda um cuidado para os interessados na conversão. Certificar-se com os vendedores se o chip faz o mesmo trabalho do original, produzido pelas montadoras: calcula a proporção exata de cada combustível no tanque, independentemente da quantidade de cada um, e adapta o funcionamento do motor para a mistura. ''Se ele fizer esse trabalho, eu confio no resultado'', diz. | |
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| O ESTADO |
24 de agosto de 2005 |
| QUINTA CULTURAL | |
| Flash - Numeradas - QUINTA CULTURAL | |
| 1 - Quinta-feira, às 17h30min., na Casa da Indústria haverá mais uma versão da Quinta Cultural sob o comando do presidente da FIEC, Jorge Parente Jr., que comemora à Semana do Excepcional com uma grande programação. | |
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| O ESTADO |
24 de agosto de 2005 |
| FRUTAL | |
| Economia - Frutas e negócios | |
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Cerca de 150 empresas brasileiras produtoras de frutas, sucos e polpas são aguardadas para o encontro setorial Fruit Brasil 2005, que acontece de 13 a 15 de setembro, durante a 12a Frutal. As inscrições para o Fruit Brasil 2005 são gratuitas e seguem até a próxima quinta-feira, 25 de agosto. Os profissionais interessados em participar do encontro podem fazer os download da ficha de inscrição no site www.sfiec.org.br/cin/fruitbrasil. Após o preenchimento, a ficha deve ser enviada por email para eurocentro_ce@sfiec.org.br ou para o fax 3466.5422.
Frutas e negócios-2 O Fruit Brasil tem como público alvo empresários do setor de fruticultura, mas também é aberto à partcipação de profissionais em floricultura. O encontro setorial é organizado pelo Eurocentro Ceará (Fiec) e tem co-financiamento da Comissão Européia. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| EMPRESAS JUNIORES | |
| Gente de Empresas - Empreender sim | |
| O secretário-adjunto do Trabalho e Empreendedorismo, Neto Cisne, participa, hoje, na Fiec, do III Encontro Cearense das Empresas Juniores, promovido pela Fejece. Vai falar, com riqueza de detalhes, sobre a importância do incentivo à cultura empreendedora nas universidades. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| CABO VERDE, | |
| Gente de Empresas - Mamma África | |
| A Fiec vai promover, amanhã, em parceria com a SDE, palestra sobre Oportunidades de Negócios em Cabo Verde, com a presença do primeiro-ministro da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e do ministro da Economia, Crescimento e Competitividade, João Pereira da Silva. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| QUINTA CULTURAL | |
| Edilmar Norões - Quinta Cultural | |
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AGENDA EM 2 TEMPOS
2 - Em comemoração à Semana do Excepcional, o presidente Jorge Parente convida para a 18ª edição especial da Fiec 5ª Cultural. Às 17h30min desta quinta-feira na Casa da Indústria | |
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| O ESTADO |
24 de agosto de 2005 |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
| INCENTIVOS FISCAIS | |
INCENTIVOS FISCAIS
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| O POVO |
24 de agosto de 2005 |
| LANÇAMENTO | |
| Vertical s/a - Livro | |
| Será amanhã, às 19 horas, na Livraria Acadêmica do Shopping Aldeota, o lançamento do livro ''Contabilidade para Organizações do Terceiro Setor'', do contabilista Osório Cavalcante Araújo, mestre em Controladoria e Contabilidade pela FEA-USP. A apresentação do livro será feita por Wânia Dummar, vice-presidente do Instituto de Responsabilidade Social da Fiec. | |
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| O POVO |
24 de agosto de 2005 |
| EMPRESAS JUNIORES | |
| Empresa júnior é tema de encontro na Fiec | |
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Cerca de cem universitários participam do III Encontro Cearense das Empresas Juniores, que ocorre até as 18 horas de hoje na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Quem promove o evento é a Federação das Empresas Juniores do Estado do Ceará (Fejece) com o apoio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-CE).
O objetivo do encontro, com o tema Competência e Competitividade, é complementar a formação acadêmica do estudante estimulando e desenvolvendo competências técnicas através da apresentação de casos empresariais de sucesso, fóruns, palestras, apresentações de projetos realizados pelas empresas juniores e grupos de discussão. Além disso, o evento visa aproximar universitários do Movimento Empresa Júnior. O presidente da Fejece, Rafael Isídio, explica que a idéia é colocar em prática o conhecimento adquirido na universidade e a serviço do desenvolvimento do Estado. Entre os cursos que possuem empresas juniores no Ceará estão Estilismo e Moda, Administração, Economia, Estatística e engenharias Mecânica, Civil e Elétrica. O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Régis Dias; o presidente da Bolsa de Valores Regional, Raimundo Padilha, e o Superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresa do Ceará (Sebrae-CE) participam do evento ministrando palestras, assim como alguns empresários do Estado que apresentam cases e formam grupos de discussão. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de agosto de 2005 |
| CRISE POLÍTICA | |
| Lula vai a empresários para defender política econômica | |
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Em uma participação inesperada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou ontem a reunião do CNDI (Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial) para dar um recado ao setor empresarial: a política econômica será mantida com ou sem o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho.
A manifestação acontece dois dias depois de o ministro ter concedido uma entrevista coletiva para rebater denúncias de corrupção na época em que era prefeito de Ribeirão Preto, em sua segunda gestão (2001-2002). Seu ex-secretário Rogério Buratti havia o acusado de receber propina. "O presidente passou um recado, claramente, de posicionamento da política econômica, que não é do ministro Palocci, é do governo. O presidente mostrou que não existe chance de enfraquecimento do ministro Palocci. E com Palocci ou sem Palocci, essa política vai ser mantida", relatou o empresário Jorge Gerdau após a reunião do conselho. O CNDI foi criado no início deste ano para definir as diretrizes da política industrial e tecnológica do país. Fazem parte do conselho 13 ministros e 14 líderes empresariais e trabalhadores. O presidente Lula já participou da reunião do conselho em outras ocasiões, mas a intervenção de ontem não estava prevista na agenda do Palácio do Planalto. "Claro que as pessoas são importantes e caras ao presidente, mas a política econômica é uma opção do governo, não de pessoas ou de ministros. É um compromisso que se sobrepõe às pessoas. O presidente é o principal fiador dessa política", afirmou o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto. Segundo relato dos empresários, Lula teria dito que não vai mudar os rumos da política econômica apesar da crise e de pressões de dentro de seu próprio partido, o PT. Na conversa com os empresários, o presidente Lula não citou nominalmente o nome de Palocci, preferindo usar como exemplos o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Embora estivesse presente à reunião, o ministro Palocci não tocou no assunto da crise política ou das denúncias. De acordo com Monteiro Neto e Gerdau, Palocci teria tratado apenas de temas referentes à pauta do encontro do conselho. Avaliação Na avaliação do setor empresarial, o depoimento de Palocci no domingo foi "positivo, sereno, tranqüilo e elegante". "Evidentemente, se houver novos elementos, será feita uma nova avaliação", disse o presidente da CNI. Durante a reunião do CNDI, os empresários não fizeram nenhuma demonstração de apoio a Antonio Palocci porque, segundo Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, o "episódio" já está "superado". "Porém o presidente Lula aproveitou para dar um recado de tranqüilidade, de posição firme e até inflexível do governo", acrescentou o presidente da CNI. "A política econômica tem um sentido de permanência. O presidente disse que não vai fazer concessões nem tentativas de fazer médias com o setor", completou Monteiro Neto. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de agosto de 2005 |
| CRISE POLÍTICA | |
| Mercado Aberto - A REGRA É CLARA | |
| No jantar de segunda na Fiesp, Sidney Sanches, ex-presidente do STF, foi claro. Se a crise chegar ao impeachment, quem assume a Presidência é o vice. Não há, diz ele, hipótese de impedimento da chapa Lula-Alencar e Severino Cavalcanti assumir. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
24 de agosto de 2005 |
| PPP | |
| Frente quer efetivar os investimentos previstos em PPP | |
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Brasília, 24 de Agosto de 2005 - Foi lançado ontem um novo canal de comunicação entre as empresas e entidades do setor de infra-estrutura e o Congresso Nacional, com o objetivo de agilizar as Parcerias Público Privadas (PPP). A Frente de Defesa da Infra-estrutura Nacional, presidida pelo deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), calcula - com base em estudos do Ministério do Planejamento - que as PPP podem direcionar R$ 22 bilhões para o setor até 2007.
O vice-presidente executivo da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Ralph Lima Terra, considera necessário investimentos anuais em infra-estrutura da ordem de US$ 20 bilhões – sendo US$ 6,3 bilhões em energia elétrica; US$ 7,6 bilhões em petróleo e gás; US$ 3,3 bilhões em transporte e logística; e US$ 3,2 bilhões em saneamento básico. "O que tem sido feito nos últimos anos não atinge este valor total. Em 2003 os investimentos somaram US$ 11 bilhões e em 2004, US$ 12,7 bilhões. No início deste ano a Abdib estima que foram investidos US$ 14,8 bilhões", disse ele no primeiro encontro realizado pela Frente. Terra fez uma avaliação otimista frente aos investimentos realizados em 2005, mas disse que a Abdib também considera necessário reduzir a carga tributária do setor e ampliar as parcerias entre os setores público e privado. "Os principais desafios do setor elétrico são o licenciamento ambiental, leilão de energia nova, a continuidade ao leilão de energia existente e apresentar alternativas de financiamento ao setor além do BNDES." O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, afirmou ontem que o governo federal precisa investir mais no setor com recursos fiscais. "É necessário repensar a repartição da arrecadação", disse. Na opinião dele, o termo "apagão logístico", utilizado recentemente para indicar a possibilidade do País não conseguir escoar sua produção é forte demais. No entanto, Passos afirmou que o governo e a iniciativa privada não podem se acomodar, fazendo com que o setor de transportes acumule ainda mais ineficiência. Superávit primário O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou que, por enquanto, não há necessidade de mudança na meta de superávit primário, estipulado em 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB). Levy disse que se futuramente as despesas da União diminuírem, isso apontará uma menor pressão no superávit. Levy participou do primeiro encontro da Frente de Defesa da Infra-Estrutura Nacional e admitiu que os recursos destinados à área são insuficientes, mas ressaltou que todos os recursos a serem investidos neste ano serão destinados devidamente. Além disso, ele comentou que a porcentagem de recursos da Cide que não é investida em infra-estrutura vem caindo. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 7)(Fernando Exman e Silmara Cossolino) | |
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| GAZETA MERCANTIL |
24 de agosto de 2005 |
| CASTANHA DE CAJU | |
| Ceará ganha minifábricas de caju | |
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Fortaleza, 24 de Agosto de 2005 - A meta de cada unidade é produzir 48 ton/ano de amêndoa, com renda mensal de R$ 520. Sete novas minifábricas de beneficiamento e uma unidade central de classificação e comercialização de amêndoa de castanha de caju, com tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical, de Fortaleza, começam a operar no Ceará, a partir desta semana.
A investida faz parte do projeto de implantação e revitalização de unidades no Nordeste, conduzida pela Fundação Banco do Brasil (FBB), e contempla em torno de R$ 150 mil por unidade. A meta de produção de cada unidade é de 48 toneladas de amêndoa/ano, assegurando renda média estimada de R$ 520 por família/mês. Nesta etapa, foram incluídos os municípios de Aquiraz, Aracati, Barreira, Granja, Ocara e Tururu -, cada minifábrica poderá gerar de 25 a 30 postos de trabalho diretos. A Unidade Central de beneficiamento, avaliada em R$ 450 mil, por sua vez, vai funcionar em Pacajus, a 48 quilômetros de Fortaleza, criando de 45 a 50 novos postos de trabalho diretos. No Ceará operam, via projeto, minifábricas em Pacajus, Chorozinho e Icapuí. A FBB e parceiros estimam investimentos de R$ 2,3 milhões este ano, garantindo atendimento a 2 mil famílias. O projeto prevê total de 50 unidades no Nordeste até o final de 2006. A proposta envolve parceria da Embrapa, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Telemar, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Incra, governo estadual e prefeituras. De acordo com o presidente da FBB, Jacques Pena, a tecnologia da Embrapa e os recursos da fundação e de parceiros, como Sebrae e Telemar, serão aplicados em ações que envolvem desde o treinamento e qualificação do pequeno agricultor, até o uso da tecnologia para produzir castanha de caju com melhor qualidade. "Desta forma será possível exportar em maior quantidade com melhor preço, aumentando a renda das famílias de agricultores", afirma. A estratégia de desenvolvimento regional sustentável (DRS), do Banco do Brasil, voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva, contempla crédito para o custeio, investimento e capital de giro. O pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, Francisco Fábio de Assis Paiva, diz que a unidade central vai comandar as operações de classificação e comercialização das amêndoas produzidas, garantindo uniformidade de qualidade e a padronização de tipos para atender às normas nacionais e internacionais. As operações envolvem o recebimento, analise, controle e armazenamento de toda a produção, além de suporte técnico para as minifábricas, na venda das amêndoas cruas ou torradas nos mercados interno e externo e na elaboração do planejamento do processo produtivo. A articulação da Embrapa para incluir os pequenos produtores de castanha de caju no conceito de agronegócio, começou ainda em 1994, quando foi desenvolvida uma linha de equipamentos de baixo custo para o processamento do produto. O modelo apresenta índices que alcançam até 85% de amêndoas de castanha de caju inteiras, diante dos 55% atingidos no corte mecanizado das indústrias tradicionais. As ações ganharam reforço de uma fábrica-escola, construída no Campo Experimental da Embrapa, em Pacajus, voltada a capacitação de mão-de-obra, e financiada pelo Banco Mundial. A tecnologia e o processo desenvolvidos, segundo Paiva, agregam valor aos pequenos produtores, que antes forneciam de castanha in natura para as grandes indústrias. A infra-estrutura da minifábrica contempla mesa de seleção e classificação; calibrador ou classificador de castanha; sistema de cozimento caldeira com geração de vapor para desprendimento da casca; máquina de corte manual, que separa a amêndoa da casca por meio do corte manual com lâmina; estufa com controle digital, permitindo a liberação da película por choque térmico e umidificador. "A despeliculagem por atrito em tela galvanizada garante de 80% a 90% de amêndoas limpas nessa etapa. A manual fica com a limpeza das 10% a 20% restantes", esclarece Fábio Paiva. Uma das inovações é a comercialização em rede, em torno de unidades centrais. Paiva observa que, individualmente, as minifábricas não teriam volume de produção para atender ao mercado externo. "Unidos os pequenos produtores conseguem volume para assegurar os negócios", diz, ao observar que os beneficiados fazem parte da Copacaju, cooperativa criada dentro do projeto. O Ceará tem cerca de 30 unidades em condições de funcionamento empregando em torno de mil pessoas. A inauguração desta nova etapa será hoje em Pacajus, município sede da Unidade Central. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
24 de agosto de 2005 |
| CASTANHA DE CAJU | |
| Projeto visa estimular venda externa de castanha de caju | |
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A Fundação Banco do Brasil, em parceria com Telemar, Sebrae e Embrapa, inaugura hoje (dia 24) sete minifábricas de beneficiamento da castanha de caju e uma central de cooperativas para exportação do fruto produzido no Ceará. Localizada no município de Pacajus - uma das principais regiões produtoras do fruto do país - a Cooperativa Central de Cajucultores do Ceará reúne mil famílias de pequenos produtores e teve investimento de R$ 2,3 milhões.
O projeto faz parte do programa de incentivo à cultura, criado pela Fundação Banco do Brasil em 2003. A primeira central foi inaugurada em julho e, até o fim do ano, a entidade deve concluir a instalação de centrais na Bahia e Rio Grande do Norte, sendo que cada uma irá abranger entre cinco e dez cooperativas, segundo Jacques Pena, presidente da fundação. Em 2006, o projeto será estendido para o Maranhão. Ao todo, irá envolver investimentos de R$ 10 milhões da fundação, da Telemar e do Sebrae. Pena disse que, na primeira fase do projeto, as cooperativas vão padronizar e elevar a qualidade de sua produção com a instalação de minifábricas de beneficiamento. "Quando conseguirem produzir em larga escala, a castanha será classificada e embalada para embarques aos Estados Unidos, Canadá e Europa", afirmou. A fundação estuda criar uma marca para comercializar o produto. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| CASTANHA DE CAJU | |
| Gente de Empresas - O mini fazendo o máximo | |
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Com tecnologia desenvolvida pela Embrapa Agroindústria Tropical, de Fortaleza, o Ceará vai ganhar sete novas minifábricas de beneficiamento e uma unidade central de classificação e comercialização de amêndoa de castanha de caju. As minifábricas vão funcionar em Aquiraz, Aracati, Barreira, Granja, Ocara e Tururu, juntando-se às que já funcionam, desde o ano passado, em Pacajus, Chorozinho e Icapuí. A unidade central será inaugurada, hoje, no Distrito Industrial de Pacajus. Essa ação faz parte do projeto da Fundação Banco do Brasil de implantação e revitalização de minifábricas de beneficiamento de castanha de caju no Nordeste, em parceria com a Embrapa, Sebrae, Telemar, Conab, Governo do Estado, Incra e prefeituras municipais. A FBB está investindo R$ 2,3 milhões no projeto, só no Ceará, e a expectativa é beneficiar cerca de 2.000 famílias. Cada minifábrica tem meta de produzir 48 toneladas de amêndoas/ano, gerando renda média de R$ 520,00 por família.
Com grau de excelência O projeto da FBB deverá contemplar, até o final de 2006, cinqüenta minifábricas nos Estados do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão e Bahia. Segundo o pesquisador Fábio Paiva, da Embrapa, a unidade central vai reunir as operações de classificação e comercialização das amêndoas produzidas pelas minifábricas, de modo a garantir a uniformidade de qualidade e a padronização de tipos para atender às normas nacionais e internacionais. Além de receber, analisar, controlar e armazenar toda a produção. Articular na base Desde 1994, a Embrapa articula agentes da cadeia produtiva do caju para a concepção e implantação das minifábricas, dentro de um conceito moderno de agronegócio. Com a iniciativa privada, desenvolveu equipamentos de baixo custo para processar o produto e capacitando a mão-de-obra numa fábrica-escola no campo da Embrapa, em Pacajus, com financiamento do Banco Mundial. Os índices alcançados são de até 85% de amêndoas inteiras, contra 55% do índice alcançado no corte mecanizado das indústrias tradicionais. | |
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| O ESTADO |
24 de agosto de 2005 |
| BEC | |
| Economia - BEC | |
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Dois clubes de investimento foram formados para representar os interessados na compra de ações do Banco do Estado do Ceará. Um grupo é formado por entidades representativas dos funcionários aposentados e da ativa. O segundo conta com chefes de departamentos e representantes da administração do BEC.
Para Erotildes Teixeira a principal diferença entre o clubes é que um não tem fins lucrativos, portanto é mais barato e realmente tem identificação com os interesses dos funcionários. Já o outro clube, além de ser formado pela chefia do Banco, não tem ligação com interesses do BEC e quer apenas ganhar dinheiro. Desde ontem, os clubes estão enviando cartas aos funcionários com a ficha de adesão. O Unibec que representa os funcionários está enviando pelo correio e só na próxima semana deve ter o levantamento das adesões. Enquanto o clube BEC investe está usando a própria estrutura do banco para contatar os funcionários. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| BEC | |
| Justiça quer ouvir União e BC sobre venda do BEC | |
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O juiz titular da 5ª Vara da Justiça Federal, João Luís Nogueira Matias, decidiu ouvir a União e o Banco Central (BC) antes de decidir sobre o pedido de liminar feito pelo Ministério Público Federal (MPF) para que o processo de privatização do Banco do Estado do Ceará (BEC) seja imediatamente suspenso. O leilão do banco está programado para o dia 15 de setembro.
Matias considerou que “as relevantes razões apresentadas pelo autor (MPF)” na ação civil pública só poderiam ser apreciadas após as partes contrárias, União e BC, se pronunciarem. De acordo com a 5ª Vara, ambos têm cinco dias para apresentar contestação aos argumentos do Ministério Público. O prazo só começa a contar a partir do primeiro dia útil após a data em que os mandados de intimação forem juntados ao processo. AÇÃO - A ação ajuizada há duas semanas apresenta três pontos contra o processo de privatização do BEC. Um deles é que a autorização do controle acionário do BEC pela União deveria ter sido autorizada por meio de aprovação de uma lei específica. Outro argumento é de que a conta única do Estado, que fez parte da negociação entre União e Estado, não pode permanecer no banco quando ele for privatizado. O artigo 164 da Constituição Federal prevê que recursos dos Estados e Municípios sejam depositados em instituições oficiais, argumenta o MPF. O último ponto questionado é a exigência de pré-qualificação para interessados no leilão do BEC. Segundo o MPF, a Lei de Licitações só admite a pré-qualificação na modalidade licitatória concorrência. Para outras formas de licitação, como o leilão, não seria necessária essa exigência. LEILÃO - O BEC deve ser vendido, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), por pelo menos R$ 542,721 milhões. Em março deste ano o banco cearense tinha patrimônio líquido de R$ 367,6 milhões. O preço mínimo foi aprovado em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no último dia 28 de julho. Para sanear o BEC, o governo cearense fez um empréstimo de R$ 984 milhões à União. No leilão, serão recebidos envelopes fechados. Se uma das propostas for igual ou superior a 80% do maior lance, serão feitas propostas de viva voz. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
24 de agosto de 2005 |
| BIODIESEL | |
| Biodiesel pode ser compulsório já... | |
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São Paulo, 24 de Agosto de 2005 - A partir de 2013, a parcela de biodiesel no diesel comercializado será de 5%. Ainda não está definido se produtores de biodiesel sem vínculos com a agricultura familiar terão garantia de venda nas mudanças em discussão pelo governo.
O MME considera a compra compulsória de biodiesel originado da agricultura familiar uma medida de transição do atual cenário para o projetado para daqui a três anos. Com a entrada em vigor da lei 11.097/05, em janeiro de 2008, a aquisição de biodiesel de produtores que promovam a inclusão da agricultura familiar deve deixar de ser obrigatória. Na avaliação do ministério, haverá novo patamar de competição em que a participação dos produtores vai depender da eficiência de cada um. Os fabricantes de biodiesel com contrato com a agricultura familiar receberão o selo Combustível Social do ministério do Desenvolvimento Agrário, desde que se comprometam a adquirir matérias-primas da agricultura familiar, prestar assistência técnica e garantir renda aos produtores. O percentual de matéria-prima que deve ter origem na agricultura familiar e a desoneração tributária do PIS/Cofins total ou parcial para quem possuir o selo variam de acordo com a região do País. O ministério não tem estimativa de quanto o Brasil produz de biodiesel, mas calcula que as quatro produtoras autorizadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) - Soy Minas, Agropalma, Brasil Ecodiesel e Biolix - tenham capacidade instalada para produzir 55 milhões de litros por ano. Há pedidos de autorização feitos por outras empresas em tramitação na ANP. A agência é responsável pela regulação do mercado de biodiesel, enquanto o ministério de Minas e Energia coordena o grupo gestor da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel. Segundo o secretário de Produção e Agroenergia do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Linneu Costa Lima, as usinas de cana-de-açúcar têm potencial para obter quase 500 milhões de litros de biodiesel por meio da reforma de canaviais, com culturas de rotação como soja, girassol e amendoim. "A política do governo federal estimula a produção de mamona, palma e outras culturas das regiões semi-áridas. Vamos incentivar, paralelamente, as usinas a investir. Temos que atender ao social e ter visão prática de produção", diz o secretário Linneu. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Chiara Quintão) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| EMPRESAS JUNIORES | |
| Empresas Juniores estimulam o empreendedorismo | |
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Estimular a formação de empregadores e a iniciativa privada ainda dentro das próprias universidades, bem como incentivar e desenvolver habilidades e competências técnicas e teóricas profissionais são alguns dos objetivos do III Encontro Cearense de Empresas Juniores, que se realiza desde ontem, em Fortaleza.
“A empresa júnior estimula o estudante a gerar recursos e não apenas a ganhar salário”, salienta o presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado do Ceará (Fejece), Rafael Isídio. Para ele, a empresa júnior é um estímulo ao empreendedorismo, devendo, portanto, ser estimulada pelas universidades. Além de exercitar o estudante para a iniciativa privada, defende Isídio, as empresas juniores funcionam como extensão universitária, possibilitam aos alunos por em prática a técnica e a teoria que estão estudando. “E ainda podem prestar serviços a comunidade, a preços bem menores do que os de mercado”, destacou. Instaladas em universidades de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral e Limoeiro do Norte, as empresas juniores cearenses já prestam serviços nas áreas das engenharias civil, mecânica, elétrica e química, de administração de empresas, de economia, psicologia e computação. Os serviços e consultorias são sempre orientados e acompanhados por professores universitários, das respectivas áreas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| JOSÉ AFONSO SANCHO | |
| Lêda Maria - José Afonso Sancho | |
| 1. Amanhã, às 11 horas, o presidente da Câmara dos deputados, Severino Cavalcanti, realiza sessão solene em memória do ex-senador cearense, José Afonso Sancho. O ato é de autoria do deputado Mauro Benevides, grande amigo do presidente da Tribuna do Ceará e do Banfort, um homem marcado pelo empreendedorismo e o entusiasmo. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| ENERGIA ELÉTRICA | |
| Levy alerta para risco de alta da energia | |
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Brasília - O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, alertou para o risco de aumento do preço da energia no período de 2007 a 2010, caso haja atraso na construção de hidrelétricas.
O alerta foi feito por meio de transparência apresentada em seminário sobre infra-estrutura, na qual um dos itens tinha como o título “Qual o custo do atraso das hidrelétricas?”. De acordo com o material apresentado pelo secretário, haveria aumento do preço porque a falta de hidrelétricas levaria a um uso maior das termelétricas (que produzem energia mais cara) e custos com aceleração de obras de construção de gasodutos (que levam gás natural às termelétricas). Levy também disse aos participantes do seminário que a discussão sobre se haverá ou não energia em 2010 poderá afetar o crescimento. “Se há uma preocupação que em 2010 vai haver uma dificuldade [de abastecimento], por questões ambientais, essa perspectiva começa a afetar o crescimento hoje”, afirmou o secretário, durante o seminário. “Você pode estar falando de uma usina daqui a oito anos, mas isso tem impacto hoje, porque quando um empresário decide vir para o Brasil ele quer saber como é que a gente vai estar em energia daqui a cinco, daqui a sete, daqui a oito anos”, disse o secretário, em entrevista, após o seminário. Segundo ele, a disponibilidade de energia no Brasil não é um risco hoje. “A disponibilidade de energia é um fator em decisões de investimento. No Brasil, este é um risco? Eu não diria que hoje isso é um risco. Não há motivo nenhum de alarme ou preocupação excessiva nessa área”, disse. Levy ressaltou a questão do licenciamento ambiental na liberação das usinas. “Em muitas áreas há questões institucionais. No setor elétrico, é importante a gente resolver questões de ambiente de maneira equilibrada, que proteja e que não atrase a disponibilização de novos potenciais para licitação”, afirmou. “O governo está consciente das questões e há um trabalho integrado para garantir investimento”, disse. Em agosto do ano passado, o governo anunciou que pretendia licitar, no primeiro trimestre deste ano _prazo já vencido_, 17 novas usinas hidrelétricas, que iriam adicionar 2.829 MW ao sistema a partir de 2009. Desse total, apenas uma usina já tem o licenciamento ambiental. Ainda assim, o governo mantém que irá conseguir licitá-las até o final do ano. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| ENERGIA ELÉTRICA | |
| STJ pede parecer ao MPF antes de decidir sobre reajuste no CE | |
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A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o percentual de reajuste da tarifa de energia no Ceará só será tomada após uma avaliação do Ministério Público Federal (MPF) sobre a questão. Ontem, o presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, remeteu ao MPF o pedido do vereador Lula Morais para que reconsidere a decisão de suspender o reajuste limitado a 11,13%.
Depois que o processo retornar ao STJ com o parecer do MPF, o ministro apreciará o pedido de reconsideração ou o enviará para a Corte Especial do STJ, formada por 21 ministros. O reajuste médio autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi de 23,59%. Em decisão anterior, Vidigal acatou o pedido da Aneel e suspendeu a decisão da Justiça Federal no Ceará. Por enquanto, uma liminar conseguida por outra ação, da OAB-CE, garante a aplicação dos 11,13%. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| FRUTAL | |
| Vaivém - Frutal | |
| O ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, confirmou presença no Frutal, que acontecerá no Centro de Convenções, de 12 a 14 de setembro, informou o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, que está no DF. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
24 de agosto de 2005 |
| INDÚSTRIA | |
| Registro - Novas indústrias | |
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24 de Agosto de 2005 - A política de atração de investimentos do governo do Ceará, conduzida pela secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) há 2 anos e meio, ganha reforço com a instalação de 3 novas indústrias: a Juaplast, Liko Nordeste e Adenox, que atuam nos setores de embalagens e componentes para calçados.
(Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 14) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| INDÚSTRIAS | |
| Satélite - Inaugurações | |
| A região do Cariri ganha mais três indústrias. Elas serão inauguradas amanhã. Tratam-se das unidades industriais Juaplast, Liko Nordeste e Adenox, que atuam nos ramos de embalagens e componentes para calçados. O governador Lúcio Alcântara e o secretário do Desenvolvimento Econômico, Régis Dias, prestigiarão os eventos. Desde o início da atual gestão até hoje, já foram implantadas 230 empresas. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| INDÚSTRIAS | |
| Cariri recebe novas indústrias com investimento total de R$ 935 mil | |
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Três novas indústrias serão inauguradas nesta quinta-feira, na região do Cariri, no Ceará — Juaplast, Liko Nordeste e Adenox. Os três empreendimentos envolveram investimentos da ordem de R$ 935,4 mil, com a perspectiva de gerar 122 novos empregos, entre diretos e indiretos.
Na implantação da Juaplast foram investidos R$ 375,4 milhões e a empresa compromete-se a gerar 22 empregos diretos. Sua produção está voltada para a fabricação de artefatos de material plásticos para uso industrial. A expectativa é de que sejam produzidas, no ano, 633 mil peças. A Liko Nordeste envolveu recursos da ordem de R$ 300 mil e deverá gerar 15 empregos diretos. Sua produção está voltada para insumos para calçados, destacando-se tintas, vernizes, esmaltes, solventes e produtos para injeção de material plástico. A Adenox, que tem por objetivo a industrialização e comercialização de utensílios de alumínio (panelas caçarolas, frigideiras, caldeirões etc.), investiu neste projeto R$ 260 mil, sendo que R$ 60 mil serão aplicados na fase inicial e R$ 200 mil na etapa de expansão. A empresa utiliza atualmente a mão-de-obra direta de 38 empregados, devendo contratar mais 47 profissionais na fase de expansão. ATRAÇÃO — A inauguração das novas indústrias consolida os princípios da política de atração de investimentos do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), há dois anos e meio. Desde então, já foram implantadas 230 empresas, entre inaugurações e assinaturas de protocolo de intenções. O investimento total feito nestes empreendimentos no Ceará soma R$ 2 bilhões. “O nosso relacionamento com o empresário é produtivo, sério e tem feito com que a sua permanência aqui seja duradoura. Nele, há direitos e deveres, ou seja, compromissos”, explica o secretário Régis Dias. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| CALÇADOS | |
| Satélite - 8ª Fetec | |
| O Cariri Shopping será palco de todas as palestras da programação da 8ª Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará (Fetec). Além dessa novidade, o evento também realizará este ano o 1º Cariri Fashion Week, que acontecerá hoje, amanhã e sexta-feira | |
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| GAZETA MERCANTIL |
24 de agosto de 2005 |
| INDÚSTRIA GRÁFICA | |
| Nomes & Notas - Inteligência competitiva | |
| de Agosto de 2005 - O Congresso Nacional da Indústria Gráfica (Congraf) será realizado no Recife, de 12 a 15 de outubro, no Mar Hotel. O tema da 13 edição do encontro é Inteligência Competitiva - Gestão para Resultados. A abertura ficará por conta do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto. Entre as presenças confirmadas, Mário César de Camargo, presidente da Abigraf nacional, e Jorge Corte Real, presidente da Federação Nacional das Indústrias. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de agosto de 2005 |
| COSMOPROF COSMÉTICA | |
| Mercado Aberto - BELEZA BRASILEIRA | |
| O crescimento das vendas do setor de beleza no Brasil traz boas perspectivas de negócios para a edição deste ano da Cosmoprof Cosmética, que ocorre de 9 a 12 de setembro, no Anhembi, em São Paulo. Segundo Roberta Dias, diretora da Alcantara Machado, que organiza a feira, o Brasil tem atraído a atenção de empresas estrangeiras por conta de sua biodiversidade. "A busca do mercado nesse segmento é o encontro com a natureza, e isso no Brasil é muito evidente." Sem fazer previsões, a diretora diz que, no ano passado, só uma empresa dos EUA fechou US$ 500 mil em negócios durante a feira. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| JORGE PARENTE | |
| Lêda Maria - Jorge Parente | |
| 2. Nádja e Jorge Parente seguem, em setembro, para a China, onde ele pretende estreitar projetos e negócios com industriais locais e os de lá. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| LICITAÇÕES | |
| Manobras prejudicam licitações | |
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A Prefeitura afirma que entre as práticas mais comuns estão a apresentação de preços inexeqüíveis (chamada de “mergulho”), combinação de valores e até esvaziamento proposital de licitações estão entre as práticas já constatadas pela Comissão Permanente.
A Prefeitura de Fortaleza está enfrentando “prejuízos incalculáveis” com a prática de irregularidades por parte de fornecedores de produtos e serviços, durante os processos de licitação. “São danos de ordem financeira, na prestação dos serviços à população e de ordem política”, afirmou o procurador geral do Município, Deodato Ramalho, durante entrevista coletiva realizada ontem, no prédio da Comissão Permanente de Licitações de Fortaleza. Segundo ele, pelo menos três certames foram suspensos por força de mandados judiciais este ano, e outros 14 foram cancelados ou sustados por falta de participantes. Preços inexeqüíveis (chamada de “mergulho”), combinação de valores e até esvaziamento proposital de licitações estão entre as práticas já constatadas pela Comissão Permanente. Somente na área de contratação de mão-de-obra terceirizada, em maio deste ano, foram 11 mandados de segurança impetrados, sem que as vias administrativas sequer fossem tentadas pelas empresas supostamente prejudicadas no processo de licitação. “Dessas 11 liminares, oito já caíram”, informa Ramalho. Segundo o procurador, entre as áreas que mais registram problemas estão as que necessitam do fornecimento de produto ou serviço com urgência, como saúde (compra de remédios e materiais hospitalares), alimentação (a famosa merenda escolar e até cestas básicas) e compra de veículos. “Tivemos um caso em que a empresa vencedora, após praticar um preço extremamente baixo para eliminar as concorrentes, se negou a fornecer o produto, pedindo realinhamento de preços”, revela. Ramalho reconhece que os problemas relacionados a contratação de serviços e a compra de materiais não são exclusivos da Prefeitura da Capital cearense. “É comum nos Estados e Municípios, as empresas tentarem pautar as comissões de licitações, causando enormes prejuízos para os entres públicos”, resume. Segundo ele, os problemas se multiplicaram em Fortaleza porque a atual gestão modificou a sistemática de aquisição. “Optamos por fracionar os projetos, principalmente no caso de obras físicas, para dar oportunidade às empresas de pequeno e médio porte participarem”. Processos já realizados envolvem R$ 27 mi Apesar dos entraves jurídicos que a administração municipal vem enfrentando em relação a compra de bens e execução de serviços, já foram concluídas 109 licitações, no valor de R$ 27,1 milhões, no intervalo de janeiro a julho de 2005. O montante representa economia média de 28,97% em relação ao total estimado de contratação, que era de R$ 38,1 milhões. Estão em andamento 99 certames. Somente em execução de obras nas seis Secretarias Executivas Regionais (SERs), os valores estimados para os. projetos licitados somam mais de R$ 7,3 milhões. Segundo o presidente da Comissão Permanente de Licitações do Município, João Batista Oliveira, a modalidade pregão presencial ainda domina as contratações, sendo responsável por R$ 22,2 milhões licitados em 99 certames. Em relação ao valor estimado de contratação — de R$ 32,1 milhões —, o montante licitado representa economia de 30,84% para os cofres municipais. Mas a meta da Prefeitura é ampliar os chamados pregões eletrônicos (via internet), que ampliam o número de fornecedores participantes e reduzem significativamente os custos operacionais. “Este ano, os pregões eletrônicos foram responsáveis por R$ 3,4 milhões licitados, com economia de 22,32%”, comentou Oliveira, informando ainda que — Fortaleza foi a primeira cidade no País a comprar via pregão pela internet. Por meio de convênios com o Banco do Brasil e com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a Prefeitura da Capital negociou a compra de medicamentos, café e açúcar, material de expediente e material de limpeza, este ano. A presidente da Comissão de Execução das Licitações do Município, Renata Farias, ressaltou que essa modalidade de pregão não só amplia como melhora os fornecedores. “Pretendemos aumentar os pregões eletrônicos e até torna-los a principal via de contratação. Ainda não o fizemos porque estamos modernizando as estruturas da Comissão”, acrescentou. (SC) PGM estuda medidas jurídicas para evitar “vícios” A Procuradoria Geral do Município está estudando medidas judiciais cabíveis contra as empresas que, de certa forma, fraudam os processos licitatórios em Fortaleza. Segundo Deodato Ramalho, uma das ações legais cabíveis, comprovada a irregularidade, é o impedimento da firma de participar por cinco anos de licitações públicas. “Não vamos admitir práticas toleradas pela gestão anterior, como a combinação de preços e o esvaziamento de certames”, disse. Outras medidas mais simples também já estão sendo adotadas, inclusive no âmbito da infra-estrutura da sede da Comissão Permanente de Licitação. “Vamos instalar câmeras no prédio, no intento de coibir uma prática antiga que era de os concorrentes se reunirem aqui em baixo no prédio mesmo e combinarem que vai ou não participar de determinada licitação”, disse Oliveira. Renata Farias acrescentou que outra medida tomada foi o recebimento de propostas a partir da data de publicação do edital até o prazo de consulta pública. “Antes, as empresas se reuniam lá em baixo e viam as propostas umas das outras. Agora, que quer entregar antes nos procura e isso tem feito com que eles não se combinem mais. já recebemos até ligação de pessoas perguntando quem já havia deixado proposta. Informamos sempre que não é permitida essa divulgação”, revelou. (SC) | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de agosto de 2005 |
| CRISE POLÍTICA | |
| Mercado Aberto - Empresários querem pressa em CPIs | |
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Em jantar realizado na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na segunda-feira, os empresários defenderam uma apuração rápida por parte das CPIs das denúncias que envolvem o governo. O temor é que a atual crise política e o excesso de denuncismo joguem por terra o bom momento que atravessa a economia. Se possível, antes de novembro, prazo previsto para o encerramento das CPIs.
Para os empresários, o ideal era que se fizesse uma espécie de blindagem da economia contra a crise, mas, como isso não é possível, a melhor saída é que se apure tudo e que os culpados sejam punidos o mais rápido possível. Os empresários ressaltaram que tudo deveria ser feito dentro dos limites da lei, sem excessos e sem revanchismo. O jantar foi organizado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e contou com a presença de cerca de 25 empresários. Entre eles, Antônio Ermírio de Moraes, Marcio Cypriano, Benjamin Steinbruch, Paulo Cunha, Eugênio Staub, Paulo Setubal, Ivan Zurita, Ivoncy Ioschpe, Fernando Xavier, Abram Szajman, Flávio Rocha e Fábio Meirelles. Os empresários manifestaram total apoio ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho. Todos saíram convencidos de que Palocci, na entrevista coletiva de domingo, conseguiu virar o jogo que parecia contra ele. O caso Palocci foi considerado superado. O maior medo dos empresários é mesmo o de a crise política frear o crescimento. A grande maioria dos empresários disse que seus negócios estavam se expandido, apesar da crise, dos juros altos e do dólar baixo. Poucos reclamaram. Apesar de não haver investimentos novos, os empresários também se comprometeram a não parar aqueles que estão em andamento. | |
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| O GLOBO |
24 de agosto de 2005 |
| SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Ibope: no 2 turno, Serra vence Lula no país todo | |
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria derrotado no caso de um segundo turno contra o tucano José Serra em todas as regiões do país e em todas as classes sociais, se as eleições fossem hoje. Pesquisa Ibope feita por iniciativa do instituto e divulgada ontem pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostra que Serra teria 44% dos votos contra 35% de Lula.
A queda na avaliação do governo e na popularidade do presidente, também mostrada pela pesquisa, ajuda a explicar o cenário de derrota de Lula numa possível tentativa de disputar a reeleição. Mas isso só acontece, segundo o Ibope, caso o candidato seja Serra. Se o PSDB optar pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Lula venceria por 42% contra 31%. O Ibope fez 2002 entrevistas, em 143 municípios brasileiros, entre os dias 18 e 22. A margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No 1 turno, empate técnico Se a eleição para presidente fosse hoje, 30% dos entrevistados responderam que votariam em Serra no primeiro turno e 29% em Lula, o que caracteriza empate técnico. O terceiro colocado, Garotinho, apareceu com 10% das intenções. O percentual de brancos e nulos somou 18%. A senadora Heloísa Helena (P-SOL) teve 4% das intenções e Cesar Maia (PFL), 3%. A diferença entre Serra e Lula se acentuou nos entrevistados com nível superior de escolaridade: 33% responderam que votariam no tucano e 25% no petista. Nesta faixa, Heloísa Helena superou Garotinho (7% para a senadora contra 5% para o ex-governador do Rio). Se o governador paulista Geraldo Alckmin estivesse na disputa, como candidato tucano, Lula venceria a eleição no primeiro turno, com 32% do total, seguido de Garotinho, com 17%. Alckmin ficaria em terceiro, com 11%. No exame das intenções de voto por região no primeiro turno, Serra disparou no Sul, com 37% contra 21% de Lula. Mas seria derrotado pelo presidente no Sudeste (27% para o petista contra 24%). No Nordeste, onde nasceu o presidente e está concentrada parte significativa das ações sociais do governo, Lula também ficaria na frente (38% contra 35%). Vitória tucanade Norte a Sul Já na simulação de segundo turno, Serra vence o presidente Lula em todas as regiões do país, registrando novamente seu melhor desempenho no Sul: 51%, contra 26% de Lula. Serra venceria também no Sudeste (40% a 33%), região mais populosa do país, e até no Nordeste, embora registre ali sua menor vantagem (46% a 43%). Na divisão dos entrevistados por renda familiar, Serra venceria no segundo turno em todas as faixas. Sua maior vantagem estaria no grupo das famílias com rendimentos mensais entre cinco e dez salários mínimos, onde teria 48% dos votos, contra 32% de Lula. De acordo com a pesquisa, o voto do eleitor urbano favorece Lula. O petista apareceu, sempre no segundo turno, com 39% do total na capital, contra 35% de Serra, e 40% na periferia, contra 36% para o tucano. Mas perde no interior, que dá 49% dos votos para Serra, contra 32% para Lula. Se a eleição no segundo turno fosse hoje, Lula só perderia para Serra. Venceria Garotinho (40% contra 31%) e Alckmin (42% contra 31%). | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
24 de agosto de 2005 |
| REFINARIA | |
| Quem quer jogar a toalha? | |
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Mesmo com todo o debate em torno da crise política, não deixa de chamar atenção o jogo de informações e interesses que cerca o noticiário sobre a refinaria a ser implantada em parceria entre a Petrobras e a Petróleos da Venezuela S.A. (PDVSA). Nesse caso, já houve de tudo. Suposta declaração de ministra, depois desmentida. Afirmação de governador de outro Estado, reivindicando para si a ´vitória´ na ´disputa´ pela refinaria. Palavras colocadas na boca do presidente Lula, nunca oficialmente confirmadas.
No bojo desse terreno de fatos e factóides, houve quem, em nosso Estado, jogasse a toalha, admitindo a ´derrota´ do Ceará na concorrência com outros Estados nordestinos, principalmente Pernambuco. Para estes, a terra de João Cabral de Melo Neto seria privilegiada para receber o empreendimento, pelo simples motivo de o presidente Lula ser pernambucano. Alguns chegaram a classificar o presidente da República de ´leviano´, sustentando que somente sob a gestão de outro governante o Ceará teria chances de receber um equipamento do porte da refinaria. Apesar de todo esse quadro, preferimos nunca nos deixar levar pelo ceticismo. Mantivemos a mobilização, ressaltando as virtudes técnicas que fazem do Ceará o Estado mais apto a receber a refinaria. Fugimos à guerra de declarações e acompanhamos atentamente o desenrolar dos fatos. E estes indicam que, até o momento, não há decisão concreta sobre que Estado receberá o investimento. Sabe-se apenas – e esta é uma conquista do povo nordestino e uma mostra da preocupação do presidente em diminuir as desigualdades regionais – que a refinaria será instalada em nossa região. Recentemente, uma comissão de técnicos da Petrobras esteve no Ceará, para avaliar as condições objetivas do Estado para receber o empreendimento. Em reuniões anteriores com a direção da empresa, a administração estadual entregou os diversos dados por ela solicitados. Segundo a Petrobras, a decisão será eminentemente técnica. Um fato que ressaltamos desde o início, mesmo quando eram mais densas as nuvens do derrotismo. Embora não possamos perder de vista o caráter político de qualquer ação do governo, seguimos confiantes de que o Ceará está no páreo, por ser o Estado com melhores condições para sediar a refinaria. No final de todo esse processo, o empreendimento pode até ir para outro Estado, mas certamente esta é uma decisão que ainda não foi tomada pelo Governo Federal. Cabe a nós, cearenses, seguir mobilizados, coesos, cobrando engajamento do Poder Público e defendendo nosso direito ao desenvolvimento. Jogar a toalha agora só interessa a quem, por motivações partidárias, esquece seu papel de representante do povo cearense. Deputado estadual | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
24 de agosto de 2005 |
| MP DO BEM | |
| Câmara estende benefícios da "MP do Bem" | |
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Setores de energia elétrica, laticínios e jóias e taxistas obtêm isenção fiscal no texto-base; mudanças ainda serão votadas
A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto-base da medida provisória batizada de "MP do Bem", que reduziu a tributação sobre diversos setores -e o rol dos beneficiados foi ampliado pelos deputados. A MP foi concebida para isentar das contribuições federais PIS e Cofins os investimentos feitos por empresas que exportam ao menos 80% de sua produção e exportadoras de software em geral. Depois de uma série de lobbies empresariais e da fragilização do governo pela crise política, o texto editado em junho acabou mais amplo que o previsto: incluiu, entre outros, o setor imobiliário, a previdência privada, programas de inclusão digital e inovação tecnológica e empresas com sede em regiões pobres. Na Câmara, a pressão continuou, e a MP recebeu 443 propostas de mudança. Para viabilizar a aprovação da medida, o governo concordou com várias reivindicações de políticos e empresários. No texto do relator Custódio Mattos (PSDB-MG), aprovado ontem, a inovação que implicará maior perda de receita no ano que vem é a redução, de 24 para 18 meses, do prazo para a compensação de créditos tributários decorrentes de investimentos. Ao adquirir uma máquina ou outro equipamento destinado a ampliar sua capacidade produtiva, o empresário tem direito a receber do fisco o PIS e a Cofins embutidos no custo do produto. A medida, segundo o governo, provocará uma perda anual de arrecadação de R$ 600 milhões. Também foi alterada a regra criada pela MP para atenuar a cobrança do IR de 15% sobre o ganho de capital na venda de imóveis: um redutor de 0,35% para 0,6% para cada mês entre a compra e a venda do imóvel. O redutor passará para 0,6% mensal no período entre 1996 e a data da transformação da "MP do Bem" em lei -ou seja, após a aprovação do Congresso e a sanção presidencial. Para os meses seguintes, vale o 0,35%. A Câmara também aprovou variados benefícios tributários para setores como energia elétrica, laticínios, taxistas, jóias. Em compensação, a Receita conseguiu incluir no texto medidas para combater o planejamento tributário e elevar a arrecadação. No texto original, esperava-se uma renúncia fiscal de R$ 3,3 bilhões em 2006. A votação das propostas de modificação da MP ficou para hoje. Depois, o texto vai ao Senado. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
24 de agosto de 2005 |
| DESTINO TURÍSTICO | |
| Fortaleza é a destino mais procurado | |
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24 de Agosto de 2005 - Fortaleza é a campeã na escolha dos turistas nos roteiros nacionais. Quando a procura inclui também os pacotes internacionais, a Argentina tem a preferência e a capital do Ceará fica em segundo lugar. As informações constam no Plano Cores do Brasil - Marketing Turístico Nacional, que apresenta a primeira etapa da pesquisa sobre o setor encomendada pelo Ministério do Turismo.
Apresentado ontem na Câmara Temática de Promoção e Apoio à Comercialização do Conselho Nacional do Turismo, o documento se baseia em pesquisa realizada pela empresa Chias Marketing em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foram entrevistados 1,2 mil turistas em aeroportos brasileiros, equipes foram a 116 roteiros e ainda ouviram agências de turismo de todo o País. O objetivo é elaborar diretrizes oficiais e orientar os segmentos do turismo. Pesquisa De acordo com o Boletim de Desempenho Econômico do Turismo elaborado pela FGV e divulgado pelo Ministério do Turismo e Embratur, o segundo trimestre do ano manteve-se favorável aos negócios. Juntas, 984 empresas de 24 estados e Distrito Federal tiveram faturamento de R$ 592 milhões no segundo trimestre e, em junho, mantinham 39.386 postos de trabalho. A estimativa é de que movimentem vendas no valor de R$ 2,4 bilhões em todo o ano. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 3)(São Paulo) | |
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