Fortaleza, CE - quinta-feira, 17 de agosto de 2006

AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Edilmar Norões - Em duas frentes
- Fiec escolhe hoje sua nova diretoria
- Vaivém - Fernando Cirino Gurgel
- Fiec elege hoje nova diretoria
- Fruit Brasil
- Inscrições do Fruit Brasil seguem até o dia 18/08
- Eleições na Fiec renovam diretoria
- Presidência - Três candidatos disputam as eleições na Fiec
- ARTIGO - Inovação em parceria
- ARTIGO - Ceará e Fiec: coragem e ousadia
- ARTIGO - Presença na sociedade
- Eleições na Fiec
- Vertical S/A - TASSO É MACÊDO
- Três candidatos disputam hoje a presidência da Fiec

SESI
- EDITORIAL - Patrimônio preservado
- CONSTRUÇÃO CIVIL - Coopercon investe na saúde do trabalhador
- SESI - NÚCLEO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE, RECRUTA: TÉCNICO (A) DE NÍVEL MÉDIO

ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL
- CPI DO EXTERMÍNIO - Testemunha não fala sobre o crime

AGRICULTURA
- Edilmar Norões - Dívida rural
- Área plantada com algodão crescerá 15%

AGROINDÚSTRIA
- Encontro discute plano de desenvolvimento da fruticultura cearense

BANCOS
- Governo prepara medidas para baixar juros de banco
- Para BNDES, crescimento do país será duradouro

COMBUSTÍVEL
- Petrobras disponibiliza diesel especial

COMÉRCIO
- Comércio gera 6 de cada 10 empregos
- EDITORIAL - Comércio garroteado

COMÉRCIO EXTERIOR
- Déficit é o maior em 72 meses
- Brasil bate recorde de exportações para a China em julho, com vendas de US$ 1 bi

ECONOMIA
- Conselhos são importantes para a valorização da profissão
- Mercado Aberto - Iedi já prevê crescimento do PIB abaixo de 3,5% neste ano
- Dívida pública diminui, mas perfil piora

EMPRESAS
- Educação contribui para colocar Coelce entre as 100 melhores para trabalhar
- ENCONTRO DA FEJECE - Ceará concentra cerca de 10% das empresas juniores do País
- Gente de Empresas - Com ampliação

EVENTOS
- Lêda Maria - Café Première da Santana Textil
- Fetecc deve movimentar R$ 50 milhões em Juazeiro
- Vertical S/A - FRUIT BRASIL 2006
- Editores e livreiros discutem negócios em Fortaleza

FEDERAÇÕES DAS INDÚSTRIAS (BRASIL)
- Firjan busca compromissos de campanha

INDÚSTRIA DE CAFÉ
- Cafeicultores ganham mais com tecnologia

INDÚSTRIA DE CALÇADOS
- Lêda Maria - Indústria gaúcha H.B. Calçados

INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES
- Gente de Empresas - Pólo da moda

INDÚSTRIA DE MATERIAL ELÉTRICO, ELETRÔNI
- Pacote prevê isenção total de impostos por 11 anos

INDÚSTRIA DE REDES
- Satélite - Arranjo Produtivo

INFRA-ESTRUTURA
- CURTAS - Refinaria no NE

MEIO AMBIENTE
- Comunicado - SOS lagoas

PESCA
- Vertical - Por um camarão sem "tubarões"

POLÍTICA
- Política - Campanha eletrônica sinaliza clima quente

RECURSOS HÍDRICOS
- RIO SÃO FRANCISCO - Decisão do Supremo beneficia transposição

SINDICATO
- SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE EXTRAÇÃO E BENEFICIAMENTO DE ROCHAS PARA BRITAGEM NO ESTADO DO CEARÁ


DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
Edilmar Norões - Em duas frentes
1- Assim como fez na abertura da propaganda eleitoral do PSDB, o senador Tasso nos três programas seguintes, continuará pedindo apoio para os candidatos do PSDB a deputado. Para ele, o partido assim o merece pela postura ética como tem se comportado, ressaltando, a propósito, que nenhum de sua bancada foi envolvido pela máfia das sanguessugas. Tasso disse, também, ser importante que o eleitor, não votando em nomes, o faça na legenda tucana. 2- Ainda sobre Tasso, antes de retornar a Brasília, manteve um demorado encontro com o empresário Roberto Macedo, que tem seu declarado apoio para presidente da Fiec, eleição marcada para hoje.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
Fiec escolhe hoje sua nova diretoria
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), elege hoje os novos integrantes da Diretoria Plena e do Conselho Fiscal. Concorrem Roberto Macedo, Hermano Franck e Orlando Carneiro Siqueira.

Negócios
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
FERNANDO CIRINO GURGEL
Vaivém - Fernando Cirino Gurgel
O ex-presidente da Fiec, Fernando Cirino Gurgel, em São Paulo, em tempo de “business”.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
Fiec elege hoje nova diretoria
INDÚSTRIA EXIGE QUALIFICAÇÃO


Considerada a entidade mais representativa no cenário econômico do Ceará, a Federação das Indústrias do Estado (Fiec) elege hoje os novos integrantes da Diretoria Plena e do Conselho Fiscal da instituição. A posse será em setembro, com o mandato durando até 2010.

A votação para o novo presidente da Fiec, o nono em seus 56 anos de existência, acontece na Casa da Indústria, das 8 às 14 horas, para, em seguida, haver a apuração e o anúncio do eleito. Concorrem ao cargo os empresários Roberto Macedo, Hermano Franck e Orlando Carneiro de Siqueira.

Os 38 sindicados filiados à entidade têm direito, cada um, a um voto. Mas não significa que todos tomarão parte no processo. É que segundo o Estatuto da Fiec, se algum deles estiver inadimplente com a casa ou não tiver participado de quatro reuniões consecutivas do Conselho de Representantes da entidade, poderá ficar impedido de votar. Nas últimas eleições, em 2002, dos 36 sindicatos filiados, apenas 35 participaram da eleição.

FUTURO - No momento que o setor industrial cearense, responsável pela produção de mais 46% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, muda de comando, a discussão sobre os rumos da indústria volta à tona. A “densificação” de cadeias produtivas e a qualificação profissional balizam o caminho, segundo os especialistas.

“A condução de políticas industriais calcadas exclusivamente em incentivos fiscais pode estar diante de um ponto de inflexão que deve conduzir para o fim de um ciclo”, afirma o economista Jair do Amaral Filho, doutor em Economia e professor titular em Desenvolvimento Econômico da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com ele, não obstante os avanços verificados no Estado, os resultados alcançados pela política de incentivos fiscais, no tocante à atração de investimentos, mostram que tal prática foi muito mais eficaz na criação de empregos formais, do que propriamente na indução de um processo de industrialização.

“Este processo poderia ter ocorrido através da densificação de cadeias produtivas e na criação de economias de aglomeração, especialmente fora da Região Metropolitana de Fortaleza”, argumenta. De acordo com ele, isto somente ocorrerá por meio da incorporação de novos empreendimentos, que sejam capazes de suprir a inexistência de alguns elos produtivos, especialmente no tocante ao fornecimento de insumos e componentes.

“Melhor ainda, ou dentro de um cenário ideal, que as empresas atraídas para o Ceará tragam para perto da produção os seus departamentos nobres, voltados para a pesquisa e desenvolvimento de produtos”, destaca. “Neste caso, a indústria de calçados é um exemplo evidente, mas para isso a política industrial do Estado deve procurar um caminho que vá além do incentivo fiscal”, orienta.

“É necessário avançar nas estratégias de implantação de indústrias estruturantes, que estimulem a criação de outras indústrias na economia local, tais como siderurgia, refinamento de petróleo e energias alternativas”, destaca.

Ainda segundo o economista, o processo de industrialização do Ceará necessita também de uma transformação mais profunda. Deveria contar, em primeiro lugar, com um salto de qualidade do nível da educação formal, ofertada pelos poderes públicos, com investimento na formação de profissionais tecnológicos e em laboratórios, valorizando o conhecimento, a inovação tecnológica e implantação da indústria de base.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
FRUIT BRASIL 2006
Fruit Brasil
Estão abertas até amanhã as inscrições para o encontro Fruit Brasil 2006, que acontece de 12 a 14 de setembro, no Centro de Convenções. A ficha de participação está no link www.sfiec.org.br/cin/fruitbrasil/inscricoes, que depois de preenchida deve ser enviada para eurocentro_ce@sfiec.org.br ou para o fax 3466-5422.
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O ESTADO

17 de agosto de 2006

 
FRUIT BRASIL 2006
Inscrições do Fruit Brasil seguem até o dia 18/08
O encontro setorial Fruit Brasil 2006, que acontecerá entre 12 e 14 de setembro, têm suas inscrições abertas até o dia 18 próximo. As inscrições abertas até o dia 18 próximo. As inscrições são gratuitas. Os interessados devem preencher uma ficha, disponível no link www.sfiec.org.br/cin/fruitbrasil/inscricoes.

O evento ocorre no Centro de Convenções Edson Queiroz, paralelo a 13a Feira Internacional de Fruticultura, Floricultura e Agroindústria, a Frutal.

O Eurocentro Ceará estima a participação de 145 empresas, 120 brasileiras e em torno de 25 estrangeiras, provenientes da Alemanha, Bélgica, França, Itália, Holanda, Espanha e Reino Unido. Participam também organizações da Argentina e do México. A expectativa é que as rodadas de negócios rendam cerca de R$ 9 milhões, praticamente o dobro obtido no ano de 2005.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
Eleições na Fiec renovam diretoria
Entidade de maior representatividade no cenário econômico do Ceará, a Federação das Indústrias do Estado (Fiec), elege hoje novos integrantes da Diretoria e Conselho Fiscal.
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O ESTADO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
Presidência - Três candidatos disputam as eleições na Fiec
A Fiec realiza hoje as eleições para a presidência do órgão. Trinta e oito delegados devem escolher entre três candidatos. Esta é a eleição mais disputada na instituição em 56 anos de existência.

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O POVO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
ARTIGO - Inovação em parceria
A interlocução da Fiec com a C&T tende a crescer com a consolidação das ações desenvolvidas nos institutos de P&D criados por empresários, que recebem apoio do Programa Estruturante do Conhecimento

Hélio Barros

A agenda que sinaliza um aprofundamento na interlocução do setor industrial com a ciência e tecnologia vem sendo posta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que realizou, em 2005, o 1º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, e lançou, este ano, o programa Inova Engenharia. A palavra de ordem passa a ser a inovação para a competitividade.

Como ampliar a quantidade, qualidade e o perfil dos engenheiros diante dos desafios da economia global? Como incorporar a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) no dia-a-dia das empresas para a geração de novos produtos e processos inovadores e competitivos? Como transformar o conhecimento científico gerado no ambiente acadêmico em patentes e riqueza? Estes são alguns dos desafios desta nova agenda.

Neste cenário, tem se colocado a Fiec como fórum sensível à disseminação destas idéias, com avanços na disposição para discutir e agir. A Fiec tem sido o ambiente para consubstanciar as parcerias da recente política de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ceará. A aplicação do conhecimento para geração de riqueza e aumento do PIB já é um consenso adotado como conceito. Para alguns, mais do que isso, é estratégia de investimento. Um exemplo é o Programa Empresa Competitiva, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, apoiado pela Finep, em que os empresários investiram R$ 3,6 milhões em P&D.

Minha expectativa é de que a nova gestão da Fiec dê continuidade ao trabalho que recebeu ênfase na administração Jorge Parente. A interlocução da Fiec com a C&T tende a crescer com a consolidação das ações desenvolvidas nos institutos de P&D criados por empresários, que recebem apoio do Programa Estruturante do Conhecimento, instituído por decreto do Governador Lúcio Alcântara. Constituem modelos desta nova ação o Instituto Atlântico, o Centro de Energias Alternativas do Nordeste (Cenea), o Pólo de Desenvolvimento da Indústria da Informação do Estado do Ceará (Titan Park) e o Instituto de Pesquisa em Automação, Eletrônica, Hardware e Software do Nordeste (Insoft, em parceria com o CenPRA e Instituto Titan).

Outra expectativa importante e muito esperada para a ampliação da capacidade tecnológica do Estado decorrerá dos entendimentos em curso com a Petrobras e a Coelce, atores decisivos para a P&D cearense. A Fiec terá lugar na gestão do Instituto Central de P&D, conjunto de laboratórios com equipamentos multiusuário para pesquisa de aplicação empresarial, compartilhada com as universidades e Funcap. No ambiente da Fiec avançam os entendimentos para aperfeiçoar as tecnologias industriais básicas (TIB). O Nutec, agora agência executiva, associa-se ao Tecpar paranaense e ao Inmetro para servir à certificação e à metrologia das empresas cearenses. Todas estas ações se fortalecem com a sinergia da Fiec em união de forças com a academia e o
governo.

HÉLIO BARROS é Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
ARTIGO - Ceará e Fiec: coragem e ousadia
O Ceará e a Fiec, antes de mais nada, precisam de lideranças corajosas e ousadas, que trabalhem sol a sol para realizar a grande tarefa que os cearenses e os industriais depositarão em suas mãos

Cláudio Ferreira Lima


17/08/2006 02:39


O Ceará está na muda. Termina um ciclo, começa outro. Aliás, desde 1999, isso já era crônica anunciada. Não é hora, pois, de panos mornos, mas, isto sim, de grandes decisões e, daí, de coragem e ousadia em todos os recantos e instâncias do Estado.

É nesse quadro que se situam as eleições da Fiec - e não haveria de ser diferente - em conjugação com as do Ceará e do Brasil. Não se pode mais continuar marcando o passo. Em 1998, o Ceará chegou a gerar 2,06% do PIB do País. Em 2003 - últimos dados do IBGE -, cai para 1,83%. Pará, Espírito Santo e Goiás nos passam a perna. Amazonas já está na cola. A própria indústria perde posição relativa: segundo o Ipea-Data, em 1998, participava com 18,36% do PIB industrial do Nordeste; em 1999, começa a despencar, para, em 2003, ficar com 12,49%.

Ora, nada ilustra melhor a indústria do que a roda dentada. De fato, ela é a peça da engrenagem que puxa a agropecuária e impulsiona os serviços, imprimindo a dinâmica da economia como um todo. E, ao deter papel tão crucial no mundo dos negócios, tem necessariamente, como representação de classe, forte influência na sociedade e no processo decisório do Estado, na condição de parceiro inevitável e privilegiado do governo. E assim tem sido no Ceará, onde o Sistema Fiec, que congrega os sindicatos, o Sesi, o Senai e o IEL, desempenha com realce esse papel, com presença destacada nos ciclos que marcaram a história econômica recente.

Tal foi no começo dos anos 1960, quando o Ceará ingressou de fato na industrialização, assim como, no final dos anos 1980, quando se iniciou o ciclo que ora se encerra, deixando o rastro de ampla infra-estrutura, que constitui um patamar superior sobre o qual poderá erguer-se um novo Ceará. O Complexo do Castanhão, os Perímetros de Irrigação, a energia rural, a nova matriz energética, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, o Complexo do Turismo, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Escola de Saúde Pública, a rede escolar de nível médio, as infovias do conhecimento, os Centecs/CVTs, os campi avançados das universidades, e assim por diante, tudo isso tem de ser utilizado a serviço da população.

Além do mais, logo virão se encaixar os projetos de Integração do São Francisco e da Transnordestina. Nesse contexto, há de se buscar as parcerias estratégicas a fim de se aproveitar as oportunidades, por meio de iniciativas e investimentos complementares.

Deve-se, para tanto, mobilizar a sociedade, estimular o setor privado e estreitar a articulação com o governo federal, em particular com os organismos aqui sediados, e que têm ajudado muito, mas que poderão fazê-lo mais ainda nesta encruzilhada histórica, como o Dnocs, o Banco do Nordeste, a Embrapa e o Incra, entre outros. Da mesma forma, com as agências multilaterais, os governos estrangeiros e o terceiro setor.

Por tudo isso, o Ceará e a Fiec, antes de mais nada, precisam de lideranças corajosas e ousadas, que trabalhem sol a sol para realizar a grande tarefa que os cearenses e os industriais depositarão em suas mãos.

CLÁUDIO FERREIRA LIMA é economista, membro efetivo do Conselho Federal de Economia
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
ARTIGO - Presença na sociedade
A expectativa dos que fazem a UFC é de que, no próximo período administrativo, haja continuidade na interlocução e na conjugação de esforços entre a Fiec e o conjunto de instituições de ensino superior do nosso Estado, aí incluídas as públicas e as particulares

René Teixeira Barreira

Em seus 56 anos de existência, a Fiec tornou-se um referencial no cenário econômico do Ceará. Mais do que congregar lideranças da área industrial, a entidade abraçou a missão de impulsionar o progresso e atuar construtivamente em todos os setores da sociedade.

Foi assim que se cruzaram os caminhos da Federação das Indústrias e da Universidade Federal do Ceará, instituições que de há muito se tornaram parceiras, caminhando juntas numa série de empreendimentos de toda ordem. Daí o interesse da comunidade acadêmica com relação à nova gestão que há de instalar-se no palácio da Barão de Studart, ao cabo do processo sucessório que acontece nesta quinta-feira.

A expectativa dos que fazem a UFC é de que, no próximo período administrativo, haja continuidade na interlocução e na conjugação de esforços entre a Fiec e o conjunto de instituições de ensino superior do nosso Estado, aí incluídas as públicas e as particulares, posto que a todas correspondem imensas responsabilidades diante dos problemas que afligem a nossa gente.

O que desejamos é que se dê prosseguimento - e com igual dinamismo - às iniciativas que traduzem preocupação com a responsabilidade social e que têm levado o empresariado cearense a envolver-se em ações voltadas para o desenvolvimento social, sustentável e includente. O que gostaríamos de assistir é a uma continuidade dos esforços objetivando fortalecer o desenvolvimento científico e tecnológico do Ceará, uma trilha que a Universidade Federal desbravou e que hoje percorre a passos largos.

A Fiec, que nasceu sob o comando de Waldir Diogo, pouco antes de outro pioneiro, o Prof. Martins Filho, dar consistência ao projeto de uma Universidade em nosso Estado, encerra um ciclo extremamente produtivo, conduzido pelo empresário Jorge Parente. Foram anos de um rico diálogo com a UFC, que ensejou ações concretas e que apontou rumos para um sem número de novas e benéficas alianças. Não tenho dúvida de que, nas duas gestões sob a lúcida liderança de Jorge, a Fiec acelerou extraordinariamente o passo. E inaugurou o futuro.

RENÉ TEIXEIRA BARREIRA é reitor da UFC
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC
Eleições na Fiec
A Federação da das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), realiza, hoje, a eleição da sua nova diretoria. Três candidatos concorrem ao cargo: os empresários Roberto Macedo, Hermano Franck e Orlando Siqueira. Por ser uma representação do segmento (econômico) que está imbricado à própria estruturação funcional da sociedade, o papel exercido pela Fiec tem também uma dimensão pública. Por conta disso, interessa ao conjunto dos cidadãos a forma como pensa e atua sua diretoria, posto que, de alguma maneira, suas decisões repercutem de alguma maneira, no organismo social como um todo. Daí a responsabilidade que recai sobre os seus dirigentes, exigindo destes a amplitude de visão para corresponder a essas expectativas e responsabilidades, que vão muito além das fronteiras corporativas.
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA - SUCESSÃO NA FIEC
Vertical S/A - TASSO É MACÊDO
Tasso Jereissati tem partido na eleição de hoje para a Presidência da Federação das Indústrias do Estado (Fiec). O senador, ex-governador, presidente nacional do PSDB e empresário declarou apoio a Roberto Macêdo, o nome da situação. O apoio de Jereissati é emblemático na última curva da corrida. A propósito, tomara que o pleito desta quinta-feira seja tranqüilo. O comportamento de um candidato numa campanha é revelador do seu modo de operar no poder. Isso decerto será levado em conta na urna pelos nobres eleitores da Casa da Indústria.

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O POVO

17 de agosto de 2006

 
PRESIDÊNCIA - SUCESSÃO NA FIEC
Três candidatos disputam hoje a presidência da Fiec
Os delegados representantes de 38 sindicatos elegem hoje o novo presidente da Fiec. Os empresários Hermano Frank (Chaves Mineração), Orlando Siqueira (Kibrita) e Roberto Macêdo (Grupo J.Macêdo) encabeçam as três chapas que disputam o comando da entidade

A Federação das Indústrias do Estado Ceará (Fiec) elege hoje seu novo presidente. A votação será, das 8 às 14 horas, na sede da instituição. Os delegados representantes dos 38 sindicatos que compõem a entidade vão escolher os novos integrantes da Diretoria Plena e do Conselho Fiscal da instituição e dos 38 delegados representantes no Conselho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para o quadriênio 2006/2010.

Em seus 56 anos de existência, esta será a eleição mais disputada da história da Fiec, que congrega representantes de praticamente todos os setores da indústria do Ceará e tem orçamento de R$ 70 milhões por ano. Os empresários Hermano Frank (Chaves Mineração), Orlando Siqueira (Kibrita) e Roberto Macêdo (Grupo J.Macêdo) encabeçam as três chapas que disputam o comando da instituição.

O engenheiro civil Orlando Carneiro de Siqueira, que já desempenhou várias atividades nos setores público e privado, defende "imediata aprovação de reforma estrutural da entidade, para contemplar a implantação do Conselho de Administração do Sistema Fiec, formado por todos os presidentes de sindicatos". Além de "Orçamento por Programa, com ações e projetos a serem desenvolvidas em parceria com os sindicatos". O candidato também propõe "apoiar e priorizar estudo de políticas industriais visando fortalecer as indústrias já estabelecidas no Estado em face às novas empresas atraídas por incentivos governamentais."

Além da adequação dos estatutos da Fiec aos novos tempos e de uma administração profissional, Roberto Proença de Macêdo, promete, se eleito, "trabalhar pela unidade da instituição; valorizar os sindicatos; fortalecer as empresas, criando um programa com apoio dos governos para incentivo ao consumo dos produtos da terra, ampliando o mercado local, gerando mais emprego e renda, e contribuir para o desenvolvimento do Ceará".

O engenheiro mecânico Roberto Macêdo, exerce, dentre outras atividades, as funções de diretor presidente da Hidracor S/A e Construções Eletromecânicas S/A (Cemec) e diretor vice-presidente da J. Macêdo S/A - Comércio Administração e Participações. Recebe o apoio dos sindicatos das Indústrias de Fiação e Tecelagem (Sindtêxtil), da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) e Sindicato das Indústrias de Beneficiamento de Castanha de Caju e Amêndoas Vegetais do Ceará (Sindcaju), além da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Maracanaú (Aedi). Procurado por O POVO, o empresário Hermano Frank não quis falar sobre suas propostas nem apoios.

A mais importante entidade de classe da indústria também representa um setor que tem a segunda maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, com R$ 9,9 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) (a preço corrente/2003), conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A apuração do pleito se dará logo após a votação e o novo presidente assume em setembro deste ano para um mandato de quatro anos.

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
CENTRO CULTURAL DO SESI
EDITORIAL - Patrimônio preservado
Ao transcorrer o dia do Patrimônio Histórico Nacional, devem ser ressaltadas as iniciativas no sentido de preservar o quase sempre tão subestimado acervo histórico e arquitetônico de Fortaleza. Em destaque, está a recuperação do antigo prédio em frente ao Passeio Público, no qual era estabelecido, de início, o Hotel do Norte, para ali fazer funcionar em breve o Centro Cultural do Serviço Social da Indústria (Sesi).

Tombada desde 1995 como patrimônio histórico, a edificação estava abandonada há 20 anos, mas está sendo readequada para suas novas funções, a partir do projeto resultante de parceria entre a Universidade de Fortaleza - Unifor, da Fundação Edson Queiroz, e o Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Ceará. Um dos méritos da recuperação do prédio, aliado à sua futura finalidade de abrigar e promover atividades artístico-culturais, será o de colaborar na revitalização do Passeio Público, um logradouro intrinsecamente ligado à História do Ceará e do Brasil, palco que foi do sacrifício de mártires do movimento libertário Confederação do Equador.

O primeiro passo em favor da requalificação do perímetro central foi o funcionamento do Centro Cultural Banco do Nordeste, que se tornou ponto de atração para vários segmentos de público, com permanente calendário de exposições, espetáculos de cinema, teatro e apresentações musicais. Também é digna de aplauso a adaptação do Cine São Luiz como Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, oferecendo espaço para espetáculos no campo da música, do teatro e do cinema.

No momento, o prédio da estação de trens na Praça Luiz Felipe está sendo cogitado para o futuro Centro Cultural Banco do Brasil ou, caso seja aproveitado pela Prefeitura Municipal, para a criação do Museu de Fortaleza. Também encontra-se em processo de restauro a antiga sede do Dnocs, na esquina das ruas General Sampaio e Pedro Pereira, também destinada a interagir com a população em diversificadas atividades.

Na área limítrofe às ruas e praças centrais, em frente ao complexo onde se localiza o Centro Dragão do Mar, deverá instalar-se o Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, alongando, assim, um corredor de disponibilidades culturais, de fácil acesso aos fortalezenses.

Os centros culturais correspondem a uma antiga reivindicação e compensam as vilipendiações sofridas, sobretudo, em relação à memória histórica e urbanística, com a destruição, entre outros, de prédios emblemáticos como o Castelo do Plácido, Vila Itapuca, Cine Moderno, Centro Artístico Cearense, ou o esvaziamento de edificações como o Excelsior e o Palácio Guarani, onde funcionou o Clube dos Diários.

Os exemplos passíveis de ser citados são inumeráveis, mas o recente incremento dos centros artístico-culturais, em locais outrora desprezados da área central de Fortaleza, constituem incentivo para a devida valorização do chamado Coração da Cidade.

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
COOPERCON - SAÚDE DO TRABALHADOR
CONSTRUÇÃO CIVIL - Coopercon investe na saúde do trabalhador
Na esteira das ações de responsabilidade social traçadas para este ano, a Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará (Coopercon) realiza, até o próximo sábado, a I Semana da Saúde. A iniciativa tem como objetivo oferecer uma série de serviços na área de saúde e educação com foco no trabalho aos funcionários da Unidade de Produção da Cooperativa, localizada em Maracanaú.

Profissionais de áreas como Psicologia do Trabalho, Medicina, Serviço Social, Odontologia e Nutrição estarão atendendo aos funcionários e fazendo palestras durante a semana. Além das consultas, equipes prestarão atendimento com medição de pressão arterial, massagem e ginástica laboral, exames médicos rápidos. A ação também conta com a parceria do Sesi (Serviço Social da Indústria).

De acordo com o presidente da Coopercon, Ricardo Cortez, a iniciativa visa marcar posição na defesa de uma gestão humanizada. “A Coopercon tem consciência da importância das pessoas nas organizações. Elas são um dos principais ativos geradores de riqueza nas empresas. Sabemos que cada indivíduo contribui para o crescimento da nossa Cooperativa”, destacou.

SERVIÇO: A I Semana da Saúde Cooppercon acontece na sede da cooperativa em Maracanaú, de 8 às 16 horas.
Endereço: Rua Oeste 2, número 500 - Distrito Industrial
Mais informações: 3499.7000.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
SELEÇÃO
SESI - NÚCLEO DE REFERÊNCIA EM SAÚDE, RECRUTA: TÉCNICO (A) DE NÍVEL MÉDIO
TÉCNICO (A) DE NÍVEL MÉDIO

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O POVO

17 de agosto de 2006

 
CPI DO EXTERMÍNIO
CPI DO EXTERMÍNIO - Testemunha não fala sobre o crime
Depoimento sigiloso de policial civil no caso da morte do lagosteiro Cláudio Kmentt frustra expectativa de membros da CPI. A testemunha, que antes teria dito ter informações privilegiadas, não quis falar sobre o crime

Luiz Henrique Campos
da Redação


17/08/2006 02:39


Durou menos de 30 minutos o depoimento que era aguardado como o mais importante de ontem na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Extermínio que ocorre na Assembléia Legislativa do Ceará. A testemunha, uma policial civil que teve a identidade preservada, falaria sobre as mortes do empresário lagosteiro Cláudio Augusto Kmentt e do ex-acadêmico de Medicina da UFC, Carlos Henrique Ramalho, ocorridas em dezembro de 2004.

O depoimento foi acertado após contato informal, na semana passada, entre a depoente e parlamentares membros da CPI. Segundo O POVO apurou, a testemunha seria ligada a um funcionário da empresa de Cláudio Kmentt que teria detalhado a ela como aconteceram os fatos no dia do crime. ''A verdade me libertará", disse a policial no dia que decidiu contar tudo aos parlamentares.

Mas ontem, a história foi completamente diferente. De acordo com o que O POVO apurou, para surpresa dos parlamentares, a policial civil se negou a falar sobre o crime do lagosteiro, afirmando que não teria provas do que poderia dizer. O cuidado em relação ao assassinato do empresário, no entanto, não foi o mesmo em relação à morte de Carlos Henrique Ramalho.

No depoimento, a policial civil teria apontado como autores e mandantes do assassinato delegados e policiais. O motivo do crime seria as seguidas tentativas de extorsão que Ramalho vinha sofrendo por parte dos policiais. Ele tinha ameaçado delatar os autores dessas ações. Na sessão da CPI realizada dia 13 de agosto, uma pessoa ligada a Ramalho já havia denunciado que o ex-acadêmico vinha sendo vítima de extorsão por parte de policiais.

O POVO tentou obter com relator da CPI, deputado Paulo Duarte (PSDB), a confirmação das acusações feitas pela policial civil. Ele, porém, preferiu não fazer comentários, dizendo apenas que as declarações prestadas precisam ser checadas porque envolvem muitas pessoas que ainda não foram ouvidas. O parlamentar admitiu que o depoimento acabou frustrando um pouco a expectativa gerada inicialmente.

Antes da policial civil prestaram depoimento Marcela Cabanilas Kmentt e Valentin Kmentt, mulher e filho do empresário Cláudio Kmentt. Marcela fez referência a um documento que o marido lhe entregou alguns meses antes de morrer, dizendo que ela o guardasse para se defender. Posteriormente, o lagosteiro teria pedido de volta após resolver o problema que envolvia o embarque de uma carga de lagosta. O documento era um pacto entre empresários se comprometendo a exportar lagosta fora do peso, sem que fossem denunciados uns pelos outros.

Marcela afirmou ainda que o marido, dias antes do crime, demonstrava apreensão com o andamento dos negócios, mas não detalhou o que seria. Ela estranhou que nada tivesse sido roubado no dia do crime. Além disso, ela foi impedida, pelo sócio do marido, Vicente Gomes, de ter acesso à empresa dias depois da morte de Cláudio. Marcela também apontou, com o filho, situações que consideraram estranhas na condução do caso pela Polícia.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
DÍVIDA RURAL
Edilmar Norões - Dívida rural
Do presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará, José Ramos Torres de Melo Filho, recebemos e-mail onde ele fala sobre uma nota da coluna. Sobre a nota - Dívida Renegociada - que ´a edição de uma cartilha orientadora dos interessados na renegociação de suas dívidas rurais, é temerária tendo em vista que o Banco Central do Brasil ainda não expediu a Resolução que regulamenta a Lei Nº 11.322 de 13.07.06, que dispõe sobre o endividamento rural´.

DÍVIDA RURAL II

Ainda segundo Torres de Melo, ´a orientação antecipada poderá prejudicar os produtores rurais que aguardam ansiosamente o momento de renegociar suas dívidas´. Conclui dizendo que a ´Federação da Agricultura tem uma cartilha editada, porém, só a divulgará quando da expedição pelo Banco Central, da Resolução regulamentadora da supracitada Lei´.
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GAZETA MERCANTIL

17 de agosto de 2006

 
ALGODÃO
Área plantada com algodão crescerá 15%
São Paulo, 17 de Agosto de 2006 - Depois de recuar quase 30% na safra 2005/06, a área plantada com algodão no Brasil, quinto maior exportador mundial, deve crescer de 10% a 15% na safra 2006/07. De olho no maior potencial de exportação da pluma, resultante de problemas climáticos que afetam a safra de concorrentes como Estados Unidos, Índia e China, os produtores vão apostar no algodão, apesar de o setor enfrentar as mesmas dificuldades de outras culturas de verão como soja e do milho - câmbio, custo elevado dos insumos e endividamento.

A avaliação é do presidente do Comitê Organizador da 65ª Reunião Plenária do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac), Paulo César da Cunha Peixoto. O evento será realizado em Goiânia, em setembro. "O produtor de algodão está descapitalizado como todos os outros, mas as perspectivas para o setor estão melhores", diz Peixoto. Há expectativa de alta dos preços internacionais da pluma, conse-qüência da estiagem nos Estados Unidos e do excesso de chuvas na Índia, além do aumento da demanda mundial.

Preços futuros

No período de decisão do plantio da safra 2005/06, entre julho e outubro do ano passado, a média dos contratos da commodity com vencimento em julho de 2006 na Bolsa de Nova York era de 55,08 centavos de dólar por libra-peso, o que sinalizava preços de exportação para o algodão brasileiro entre 50 e 52 centavos de dólar por libra-peso entre julho e setembro deste ano, segundo o analista da Safras & Mercado, Miguel Biegai Junior.

De julho a meados de agosto, a média dos preços dos contratos para julho de 2007 é de 59,59 centavos de dólar por libra-peso, apontando que a pluma será exportada entre 57 e 59 centavos de dólar por libra-peso no período de julho a setembro do próximo ano. "Os preços estão melhores devido à menor oferta, maior demanda e queda dos estoques mundiais", diz Biegai. Ontem, os contratos de algodão para dezembro fecharam cotados a 55,28 centavos de dólar por libra-peso, com ligeira queda de 1,6%.

Transgênicos

Na safra 2005/06, a área plantada com algodão no Brasil caiu 28,2% em relação à temporada anterior, para 845,3 mil hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A produção de pluma recuou 19,41%, para 1,046 milhões de toneladas. Os maiores estados produtores da pluma na safra 2005/06 foram Mato Grosso (505 mil toneladas), Bahia (298 mil toneladas) e Goiás (79 mil toneladas).

Em Goiás, a área plantada deve aumentar 43% nesta safra, para 100 mil hectares, ante a queda de 54% na temporada passada, segundo o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário de Goiás (Fundação GO), Washington Senhorelo.

O presidente da Fundação GO defende que seja adotada uma política agrícola que assegure a renda dos produtores, o registro de defensivos genéricos e a agilidade na liberação dos transgênicos pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). "O transgênico é uma ferramenta e não a salvação da lavoura. Temos de ter as mesmas ferramentas dos concorrentes", diz.

A Monsanto está comercializando para a safra 2006/07 o Bollgard 1, única variedade de algodão transgênico aprovada na CTNBio. A variedade geneticamente modificada da Monsanto é resistente a lagartas. "Estamos ficando tecnologicamente defasados, sem a primeira geração de transgênicos do algodão, enquanto o mundo está na terceira geração", afirma Peixoto. "Queremos plantar algodão transgênico legalmente", acrescenta.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está pesquisando variedades transgênicas resistentes a lagartas e ao bicudo, financiadas por fundações de apoio ao algodão. Os trabalhos serão concluídos em dois ou três anos e, em seguida, submetidos a testes e apresentados à CTNBio para avaliação, segundo o pesquisador da Embrapa Algodão, Luiz Paulo de Carvalho.

kicker: Produtores da pluma devem aproveitar a redução da oferta dos Estados Unidos e da Índia para aumentar o plantio nesta safra

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12)(Chiara Quintão)
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
CONFRUTI
Encontro discute plano de desenvolvimento da fruticultura cearense
Representantes de todos os segmentos da cadeia produtiva do setor de fruticultura reúnem-se em Beberibe amanhã e dia 19 para discutir propostas e políticas capazes de estabelecer uma plataforma de desenvolvimento para os próximos dez anos. Esta é a proposta da Conferência da Fruticultura Irrigada (Confruti), no Hotel Parque das Fontes, que vai abordar a criação do Plano de Desenvolvimento da Fruticultura Irrigada do Ceará para o período de 2006 a 2016.

Os participantes da Confruti serão divididos em 12 grupos de trabalho, cada um representando um elo da cadeia produtiva. Cinco desses grupos serão compostos por produtores; um reúne processadores de frutas e outro fornecedores de insumos. Os demais são participantes de instituições de pesquisa e de fomento.

A idéia é que os participantes busquem formas de integrar a pesquisa e a transferência de tecnologia ao desenvolvimento do agronegócio. Dados da Secretaria de Agricultura e Agropecuária (Seagri) comprovam a importância da fruticultura irrigada para o Ceará. As exportações, que em 1998 eram de US$ 885 mil, chegaram a US$ 44,3 milhões em 2005, o que corresponde a quase 10% das exportações brasileiras de frutas. O setor gerou quase 21 mil postos de trabalho só no ano passado.

Segundo o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), João Pratagil Pereira de Araújo, o desenvolvimento da fruticultura irrigada no Ceará passa, obrigatoriamente, "pela adoção de tecnologias transversais aos processos de produção, como o cultivo protegido e o controle biológico de pragas e doenças". Ele também acredita que o Estado tem condições climáticas e já possui tecnologia para investir em cultivos irrigados não tradicionais na região, como a uva (com e sem sementes), os citros, o figo e variedades de manga, como a Kent. (Claude Bornél)
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FOLHA DE SÃO PAULO

17 de agosto de 2006

 
JUROS DE BANCO
Governo prepara medidas para baixar juros de banco
Mantega diz que propostas para estimular economia incluem redução do "spread"

Ministro afirma que medidas serão anunciadas em reunião do CMN, no dia 29; construção civil deve ter incentivos adicionais

CLÁUDIA DIANNI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As medidas que o governo anuncia até o final do mês para estimular a economia devem incluir, além de incentivos para atrair indústrias de semicondutores, como antecipou a Folha, propostas para incentivar os bancos a reduzir o "spread" bancário, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo ele, o pacote para o setor de semicondutores, antecipado à Folha na semana passada pelo ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), vai incluir benefícios para desoneração de todos os impostos federais. Na semana que vem, disse ele, saem incentivos adicionais para a construção civil, mas as novidades para esse setor serão "residuais".
Mantega não quis adiantar os detalhes das mudanças que terão como objetivo fazer o "spread" bancário acompanhar a queda taxa básica de juros, a Selic, que caiu cinco pontos percentuais desde setembro de 2005. "Spread" é a diferença entre o custo do dinheiro para os bancos e quanto as instituições financeiras cobram dos clientes, ou seja, o lucro dos bancos. Estava em 28 pontos percentuais em junho, segundo o Banco Central.
Ele afirmou que essas medidas serão anunciadas na próxima reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional), prevista para o dia 29. Nas últimas semanas, o ministro vinha reclamando da demora do sistema financeiro para acompanhar a queda da Selic.
"É o conselho monetário que tem que tomar uma série de medidas no sentido de facilitar a redução do "spread" e aumentar a competitividade. Serão medidas para o sistema financeiro como um todo. Como o "spread" é muito elevado no Brasil, tem um bom espaço para cair, e o objetivo é que possa se tornar um "spread" razoável, ou seja, menor que é agora, mas não há um número mágico."

Semicondutores
Mantega disse que os benefícios de incentivo para atrair indústrias de semicondutores saem até o fim desta semana e o início da próxima, mas que não serão direcionados só à atração de produção de semicondutores. Como o governo pretende anunciar uma política de médio prazo para o setor, vão incluir outros itens, como os conversores para adaptar as TVs analógicas em TVs digitais.
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VALOR ECONÔMICO

17 de agosto de 2006

 
BNDES - ECONOMIA BRASILEIRA
Para BNDES, crescimento do país será duradouro
O Brasil não está condenado ao "vôo de galinha", disse ontem o presidente do BNDES, Demian Fiocca, em palestra no Clube de Engenharia. Na sua avaliação, o cenário atual da economia confirma essa visão mais otimista. "Temos vários indicadores sinalizando que o país vai crescer mais de 3,5%, como a geração de emprego, melhor distribuição de renda, inflação baixa, setor externo robusto e melhora das contas fiscais."

Fiocca mostrou dados da área de Planejamento do banco que provam que o país está vivendo um novo ciclo de desenvolvimento, iniciado em 2004. Entre eles, ressaltou a melhor distribuição de renda. Nas projeções do banco, a parcela dos 50% mais pobres vai ampliar este ano de 12% para 15% sua participação na renda nacional. "O cálculo foi feito levando em conta o impacto do salário mínimo na distribuição de renda, conforme estudo da FGV", disse.

Outro número destacado foi a geração de emprego. De acordo com o trabalho do banco, entre 2004 e 2005 foram criados mais de 2,7 milhões de empregos no mercado formal. Entre 2000 e 2002 a média de empregos formais criados ficou em 700 mil por ano, enquanto entre 2003 e 2005 a média foi de 1,1 milhão. "Estão sendo criados mensalmente, este ano, 100 mil empregos com carteira assinada", informou Fiocca. A seu ver, este é um sinal de confiança do empresariado na continuidade do crescimento. "O emprego formal contribui para o crescimento da produtividade média na economia."

A inflação baixa foi outro fator de fortalecimento da idéia do banco de que o Brasil está preparado para crescer mais de 4% ao ano. A expectativa do banco é de que o IPCA feche 2006 com taxa de 3,8%, abaixo da meta de 4,5% do Banco Central.

Demian Fiocca considera que o setor externo, "porta de entrada" das crises vividas pelo país nas últimas duas décadas, está agora "muito robusto". Do ponto de vista fiscal, evidenciou com números que a trajetória de crescimento da dívida pública em relação ao PIB foi invertida a partir de 2003.

O papel do BNDES nesse cenário favorável é o de estabilizador automático da oferta de crédito dentro da economia, disse Fiocca. Em 2002, lembrou que a retração forte no volume ofertado de crédito privado foi contrabalançada por uma maior oferta de crédito do BNDES. "Se não fosse o banco, a recessão do período poderia ter sido maior." Em 2004, com mais crédito livre, como proporção do PIB, o BNDES, ao estabilizar sua oferta, contribuiu para minorar as oscilações do crédito livre, evitando assim uma alta maior dos juros.

Este ano, seguindo uma política visando reforçar o ciclo de desenvolvimento vivido pelo país, o banco reduziu o custo dos seus empréstimos, criou o programa de agilização de crédito para investimentos e vem elevando o desembolso da sua carteira.

O orçamento do banco em 2006 é da ordem de R$ 56 bilhões, informou Fiocca. No primeiro semestre, foram liberados R$ 18,2 bilhões. Ele crê que o segundo semestre pode ter um desembolso melhor.
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
DIESEL ESPECIAL
Petrobras disponibiliza diesel especial
A Petrobras irá disponibilizar em Fortaleza, a partir deste mês, um diesel com 75% a menos de enxofre. Além da capital cearense, passam a receber o diesel as cidades de Belém (PA), Salvador (BA), Recife (PE), Aracaju (SE), Vitória (ES) e Curitiba (PR). Segundo a estatal, o diesel com menos enxofre é do tipo 500 ppm (partes por milhão). Para desenvolver e produzir o diesel, a Petrobras afirma ter investido US$ 750 milhões. A partir de setembro, Porto Alegre (RG) também passa a receber o diesel.

O produto foi lançado, inicialmente, nas regiões metropolitanas com maiores problemas ambientais, onde são consumidos 70% do diesel metropolitano do País e onde se concentra os gases poluentes: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP), Baixada Santista (SP), São José dos Campos (SP), Belo Horizonte (MG) e Vale do Aço (MG).

A Petrobras já havia mudado o diesel de 3.500 ppm para o de 2.000 ppm, o que significa uma diminuição anual, segundo a estatal, de 86.250 toneladas de óxidos de enxofre e 6.360 toneladas de materiais particulados despejados na atmosfera.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
COMÉRCIO
Comércio gera 6 de cada 10 empregos
VAREJO CEARENSE QUER CARGA TRIBUTÁRIA E JUROS MENORES

De cada 10 pessoas ocupadas formal ou informalmente no Ceará, pelo menos seis estão empregadas no comércio. O setor — que reúne cerca de 184 mil estabelecimentos em todo o Estado — poderia gerar mais empregos, não fosse a alta carga tributária sufocando as empresas formalmente constituídas e empurrando muitos dos pequenos negócios para a informalidade. Hoje, estima-se que 12% das empresas comerciais cearenses sejam informais. E, o mais grave, 20 mil fecharam as portas, nos últimos dois anos.

O diagnóstico, traçado pelo presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL), Gervásio Pegado, evidencia a força do segmento, que responde por 48% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado.

“O comércio cearense vai bem, apesar da falta de reformas estruturais do governo central, sobretudo no campo da política e da tributação”, diz o líder classista. “Não tenho dados precisos mas sei que o faturamento global do setor é cerca de 50% superior ao dos demais segmentos econômicos do Estado”, completa

Sensível no meio do caminho entre a indústria e o consumidor final, o comércio poderia ser mais beneficiado pela estabilização econômica e a gradual queda da taxa básica de juros, a Selic. O problema, revela Pegado, é que o setor absorve a elevada tributação vigente no País. “Pagamos no Brasil cerca de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) em impostos. Os países desenvolvidos já resolveram esse problema, fazendo com que suas empresas não percam competitividade”.

Segundo o presidente da FCDL, 40% da atividade comercial no Brasil é informal. “No Ceará, pouco mais de um décimo das empresas estão no segmento informal, empurradas em parte pela elevada carga tributária”, argumenta. A conseqüência é que estas empresas, que poderiam estar gerando mais postos de trabalho, acabam engrossando a concorrência desleal, já que não arcam com o custo da tributação direta ou sobre folha salarial. “O País tem 45 taxas e impostos. Sem falar no ICMS, variável entre as 27 unidades da federação”, queixa-se.

Defensor do Imposto de Valor Agregado (IVA), espécie de tributo único vigente em alguns países, Gervásio Pegado reclama “uma reforma do ICMS”. “Você compra uma mercadoria num estado vizinho com uma alíquota e aqui tem de pagar a diferença para trazer esse produto”. Segundo ele, a arrecadação de ICMS no segmento comércio cresceu 17% este ano, numa prova de que, apesar dos inúmeros entraves, o setor dado a sua cota de contribuição para o desenvolvimento do Ceará. Cota esta que não tem sido pequena.

Samira de Castro


INTERIOR MOSTRA FORÇA
Convenção Lojista investe para colher resultados

Sob o tema “Plantando oportunidades para você colher resultados”, será aberta hoje, a partir das 20 horas, a 20ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, no Salão Oceania do Marina Park Hotel. Os presidentes FCDL-CE, Gervásio Pegado; da CDL de Fortaleza, Honório Pinheiro e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Carlos Henrique Levandowski, iniciam os trabalhos para cerca de 1,2 mil lojistas, mais de 70% destes do interior do Estado. O evento prossegue até sábado.

“A convenção é uma oportunidade para aprofundar conceitos e de atualização em relação aos assuntos do nosso dia-a-dia, como modernização do varejo, atendimento, marketing, compras, e planejamento de estoque. O empresário do interior sabe disso, por isso sua participação tem sido cada vez maior”, explica Pegado, acrescentando que na última edição, o número de participantes do interior superou a casa de 62%.

O aumento da participação do lojista interiorano em eventos como este, segundo o presidente da FCDL, deve-se principalmente à abertura de novas CDLs. Somente em 2005 foram 12, totalizando 74 filiadas à FCDL em todo Estado. “Mas ainda é pouco”, comenta, argumentando que o Ceará só tem 30% dos lojistas engajados no movimento classista. Isso corresponde a um universo de aproximadamente 14 mil empresários filiados às CDLs.

Conforme Pegado, com 74 CDLs, “o comércio é o maior segmento do ponto de vista do associativismo no Estado e com um grande potencial de crescimento”. Isto, levando em conta que o Ceará dispõe, atualmente, de 184 mil estabelecimentos comercias, “considerando desde a mercearia da esquina, até a grande empresa”, acrescenta.

PROGRAMAÇÃO - Na edição deste ano, participarão os palestrantes: Nelson Barrizelli, Daniel Hakin, Adroaldo Lamaison, Nélson Gonçalves e o senador Tasso Jereissati. Paralelo ao evento também acontecem o 10º. Seminário Estadual de SPCs; a 1ª. Mostra de Arte e Cultura Cearenses; o lançamento do Museu do Comerciante e o 1º. Encontro das Mulheres Empresárias Lojistas do Ceará.

A 20ª Convenção Estadual do Comércio Lojista tem o patrocínio do Banco do Brasil e os apoiadores são Sistema Verdes Mares, o Banco do Nordeste, Sebrae-CE, Federação do Comércio (Fecomércio) e Representação das Entidades do Comércio (Remec). A Result Assessoria & Marketing assina a organização. (SC)

SERVIÇO: 20ª Convenção Estadual do Comércio Lojista
Local: Salão Oceania do Marina Park Hotel
Horário: 20h
Mais informações: (85) 4005-0055 ou www.fcdlce.com.br.

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O POVO

17 de agosto de 2006

 
COMÉRCIO DO CEARÁ
EDITORIAL - Comércio garroteado
Infelizmente, no que tange ao comércio, em particular, sua importância estratégica é praticamente ignorada pelo Estado, que o vê apenas como fonte de arrecadação de impostos. Dessa forma, não cuida de fortalecer o segmento e traçar ações voltadas para sua afirmação



O Comércio do Ceará está realizando, de hoje até sábado próximo, no Marina Park Hotel, sua 20ª Convenção Estadual. Trata-se do maior evento do setor: um fórum importante onde são abordados os problemas e as perspectivas de um segmento de importância vital para a sociedade cearense.

Antes de tudo, cabe ressaltar que se trata de um segmento auto-sustentável, que se espalha pelos mais longínquos rincões do território cearense, detém 56% de participação no PIB cearense, emprega 65% dos trabalhadores formais do Ceará e contribui com 64% de arrecadação do ICMS do Estado, segundo o Ipece - Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará.

Seu papel estratégico é incontestável, seja como vocação natural, seja como fator de viabilização de uma economia vulnerabilizada pelas condições climáticas irregulares prevalecentes no Ceará. Essa realidade adversa, aliás, faz com que muitos empreendedores da Agricultura se transfiram para o Comércio, tornando cada vez mais vicejante essa vocação. E não se trata de retórica: empresas cearenses estão classificadas no ranking dos melhores atacadistas nacionais - é o caso de Geraldo Bastos, que tem sido referencial (até para empreendedores estrangeiros), no ramo de pneus. Ou Otoch, no ramo de tecidos.

Comércio e Serviços, como se sabe, formam uma interconexão de interesses complementares e de potencialidades que se entrelaçam para compor o segmento mais relevante da economia estadual. Infelizmente, no que tange especificamente ao comércio, sua importância estratégica é praticamente ignorada pelo Estado, que o vê apenas como fonte de arrecadação de impostos. Dessa forma, não cuida de fortalecer o segmento e traçar ações voltadas para sua maior afirmação.

No entanto, justificativas racionais não lhe faltariam para isso. Uma delas é gritante: nestes tempos globalizados, de comércio pela Internet (cujo crescimento é geométrico), os empreendedores locais têm de enfrentar a concorrência voraz de empresas situadas nas mais variadas regiões do planeta. Não se trata, pois, de apenas concorrer dentro de nossas fronteiras nacionais (o espaço geográfico foi abolido pelo comércio virtual): tanto faz ir à loja do outro lado da rua, como do outro lado do planeta.

Essa é uma realidade que não entrou ainda no horizonte mental dos burocratas oficiais (ou fingem não enxergá-la). Se tivesse aí penetrado, outra seria, talvez, sua atitude, e o comércio do Ceará estaria tendo outro tipo de tratamento - a não ser que as autoridades estaduais estivessem tomadas por uma compulsão suicida.

Há um fato que denota a voracidade do fisco estadual: os produtos comerciais a serem tributados pagam impostos antecipadamente, ou seja, na hora mesma em que cruzam as fronteiras do Estado. Ora, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pressupõe, como o nome indica, que a mercadoria tenha circulado para só então ser tributada. No Ceará, essa lógica está invertida: se paga primeiro o tributo para, só depois, se vender a mercadoria. Com isso, retira-se capital de giro das empresas. Justamente o contrário do tratamento dado à Indústria, que recebe facilidades de financiamento para ampliar o seu capital de giro.

De qualquer forma, a 20ª. Convenção do Comércio Estadual ocorre num momento (campanha eleitoral) muito propício para o debate dessa incongruência. É de se esperar que os candidatos a governador venham a público para esclarecer suas posições a respeito dessa questão específica - da tributação antecipada do comércio - e sobre outros mecanismos que amarram o setor. Só com o debate claro dessas questões o Ceará terá elementos para trilhar com mais confiança os caminhos do futuro.
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O POVO

17 de agosto de 2006

 
TÊXTIL E CONFECÇÕES
Déficit é o maior em 72 meses
O setor têxtil e de confecção registrou em julho o maior déficit comercial dos últimos 72 meses: US$ 49 milhões, resultado de queda de 5% das exportações e aumento de 70,5% nas importações, em relação ao mesmo mês de 2005. No acumulado de janeiro a julho, as vendas externas do setor ainda estão positivas em 2,7%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Mas esse aumento, de acordo com o diretor-superintendente da entidade, Fernando Pimentel, somente acontece por conta das exportações de fibras de algodão, que cresceram 41% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.

Excluídas as exportações de fibras de algodão (que representaram 32,8% do volume total exportado pela cadeia neste ano), as vendas externas do setor caíram 0,9%, em valor, e 1,3%, em volume. O saldo comercial do setor nos primeiros sete meses de 2006 mudou de sinal em relação ao mesmo período de 2005: o superávit de US$ 255,4 milhões foi substituído por um déficit de US$ 50,8 milhões. Excluídas as fibras de algodão, a balança comercial setorial registra déficit de US$ 109,8 milhões nos sete primeiros meses do ano, contra um superávit de US$ 194,5 milhões no mesmo período do ano passado.

As exportações de confecções, produtos de maior valor agregado, também recuaram em volume e valor, o que mostra que o Brasil, neste ano, está fornecendo menos produtos de maior valor agregado e aumentando suas vendas externas de matérias-primas.

Dentro dos produtos de maior valor, destaca-se a queda nas exportações do vestuário de tecido plano (-38,2%). As calças de algodão de uso feminino, segundo principal item de exportação de vestuário em 2005, apresentaram queda de 52%, em volume, e 41%, em valor. As calças masculinas de algodão, quarto principal produto de vestuário exportado no ano passado, recuaram 62%, em volume, e 53%, em valor nos primeiros sete meses do ano ante o mesmo período de 2005.

De janeiro a julho de 2006, as importações do setor têxtil e de confecção subiram 39,4%, em valor, e 33,4% em volume, quando comparadas ao mesmo período de 2005. O aumento ocorreu em quase todos os segmentos da cadeia têxtil e de confecção, principalmente nos segmentos de maior valor agregado. Nos primeiros sete meses do ano, a China respondeu por 59,2% das importações brasileiras de vestuário. (das agências)
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FOLHA DE SÃO PAULO

17 de agosto de 2006

 
EXPORTAÇÕES - BRASIL - CHINA
Brasil bate recorde de exportações para a China em julho, com vendas de US$ 1 bi
CLÁUDIA TREVISAN
DA REPORTAGEM LOCAL

As exportações do Brasil para a China bateram recorde histórico em julho, com aumento dos embarques de soja, minério de ferro e petróleo, produtos que representam 70% das vendas para o país asiático.
A balança bilateral reverteu os saldos negativos ou de baixo valor registrados até maio e atingiu o superávit de US$ 413 milhões em julho, com exportações de US$ 1,07 bilhão e importações de US$ 653 milhões.
"O US$ 1,07 bilhão de julho equivale a todo o volume de exportações do Brasil para a China do ano 2000", ressalta Paul Liu, presidente da CBCDE (Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico).
Naquele ano, a China era o 12º destino das vendas externas brasileiras, com participação de 1,41%. Hoje, está em terceiro lugar e absorve 6,3% das exportações, abaixo somente dos Estados Unidos e da Argentina.
Nos primeiros sete meses de 2006, o Brasil vendeu US$ 4,7 bilhões para a China e comprou US$ 4,1 bilhões do país asiático, com saldo de US$ 600 milhões. As vendas de soja subiram 64% no período, para US$ 1,2 bilhão. Minério de ferro teve alta de 57% (US$ 1 bilhão) e petróleo, de 142% (US$ 334 milhões).
Liu acredita que o fluxo de comércio bilateral fechará o ano em US$ 15 bilhões, o que significará alta de 23% em relação a 2005 e de 64%, se comparado ao resultado de 2004.
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O ESTADO

17 de agosto de 2006

 
DIA DO ECONOMISTA
Conselhos são importantes para a valorização da profissão
Dando continuidade a série de entrevistas realizadas em alusão ao Dia do Economista, O Estado divulga a opinião da economista Heloísa Bezerra. Apaixonada pela profissão, ela acredita que os Conselhos Regionais de Economia têm um papel de suma importância na divulgação da profissão à sociedade.

A globalização ocasionou inúmeras mudanças no país e o economista brasileiro deve estar sempre atento e em busca de informações. A observação é da técnica do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), Heloísa Bezerra. Ela diz ainda que a economia é um instrumento muito importante na vida do país. "Não se faz nada sem ouvir os mais renomados economistas", afirma.

Apaixonada pela profissão, a economista diz que as pessoas estão cada vez mais perdendo o encanto pela eco no" mia. "As universidades estão dando poucos incentivos", preocupa-se. Para ela, falta um papel mais atuante dos órgãos ligados à profissão. "Os conselhos são muito importantes para enfatizarem a profissão e esclarecerem a sua importância à sociedade", acredita.

Falando sobre a economia no Ceará, diz que ela tem apresentado um bom desempenho. "O ritmo. está ótimo. Nos últimos vinte anos cresceu mais que a média nacional", afirma. Fala que as taxas são significativas e que o Estado conta com um bom parque industrial. Porém observa que a nossa indústria poderia ser mais diversifica da, não se restringindo, em sua maior parte, ao setor alimentício.
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FOLHA DE SÃO PAULO

17 de agosto de 2006

 
IEDI - PIB BRASILEIRO
Mercado Aberto - Iedi já prevê crescimento do PIB abaixo de 3,5% neste ano
Os números recentes da economia e o crescimento heterogêneo da indústria podem fazer o PIB ter um crescimento menor do que o previsto, segundo o empresário Josué Gomes da Silva, presidente do Iedi e da Coteminas e filho do vice-presidente José Alencar. Ele acha que o PIB pode crescer entre 3% e 3,5%, abaixo dos 4% previstos pelo Banco Central.
O empresário marcou para hoje reunião com os conselheiros do Iedi para apresentar o novo economista-chefe que irá assumir o lugar de Júlio Sérgio Gomes de Almeida, que deixou o cargo para assumir a Secretaria de Política Econômica da Fazenda. Será Edgard Antônio Pereira, professor da Unicamp.
Para Gomes da Silva, havia muito tempo não se via um crescimento tão heterogêneo na indústria. Há setores indo muito bem, como os de mineração, siderurgia, extração de petróleo e de fármacos. Ele chama a atenção para uma pesquisa de emprego do Fiesp mostrando que apenas dois setores foram responsáveis por 95% dos empregos gerados na indústria.
Já outros setores estão indo muito mal, de acordo com o presidente do Iedi. Entre eles, o têxtil, no qual ele atua, o calçadista, o moveleiro e o setor agrícola. "Todos esses setores estão tendo uma performance muito aquém da desejável", afirma.
O empresário diz que o mercado interno está muito retraído e o câmbio não favorece as exportações. "Para piorar, este inverno parece mais verão."
Gomes da Silva acha necessário que sejam encontradas alternativas para tornar esse crescimento mais homogêneo. A seu ver, não é, na verdade, a política econômica a responsável pelo fato de alguns setores estarem indo bem na economia, mas principalmente a conjuntura externa.
A saída, para o empresário, continua sendo a combinação juros/câmbio. Segundo ele, a redução da Selic que tem sido promovida pelo BC não tem sido suficiente para equilibrar essa equação. Os juros continuam muito altos. A última redução da taxa básica, de 0,50 ponto percentual, para 14,75% ao ano, foi, de acordo com o empresário, abaixo da queda da inflação, o que não provocou nenhuma mudança no juro real, o mais importante na economia.
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FOLHA DE SÃO PAULO

17 de agosto de 2006

 
DÍVIDA PÚBLICA
Dívida pública diminui, mas perfil piora
Parcela de papéis prefixados cai para 30,4% em julho, enquanto total de títulos em poder do mercado tem queda de 0,21%

Endividamento até o mês passado foi de R$ 1,013 tri; com pequena alta, o prazo médio de resgate passou de 29,2 meses para 30 meses

JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Apesar do impacto de R$ 11,7 bilhões que os juros tiveram sobre o estoque da dívida pública em julho, o total de títulos federais em poder do mercado caiu 0,21% no mês passado. Mesmo com a queda, o volume de papéis nas mãos dos investidores ainda supera R$ 1 trilhão.
A redução do endividamento em títulos públicos -o estoque somou R$ 1,013 trilhão- foi resultado de um resgate líquido de R$ 13,9 bilhões em julho. Embora as condições do mercado financeiro tenham melhorado no mês passado, o Tesouro Nacional não quis rolar integralmente sua dívida e preferiu pagar os investidores.
"Não foi nenhuma condição de mercado que provocou o resgate líquido. Isso estava rigorosamente dentro da estratégia do Tesouro", explicou o coordenador de Operações da Dívida Pública, Manuel Augusto Silva. Segundo ele, julho é conhecido no jargão financeiro como "cabeça de trimestre" e, por isso, concentra um elevado volume de vencimentos.
Nesses períodos, tradicionalmente há resgate líquido de títulos, compensado nos meses seguintes com emissões líquidas -leia-se expansão da dívida pública por meio da emissão de um volume de títulos maior que o resgate. "Em agosto e em setembro, a previsão é a de emissão líquida", afirmou.
O resgate promovido em julho focou os papéis prefixados do governo (LTN). Foram retirados R$ 15,5 bilhões do mercado. A conseqüência disso é uma piora no perfil da dívida pública. A parcela de papéis prefixados diminuiu de 31,5% para 30,4% no mês passado. Para o governo, quanto maior a fatia de prefixados, melhor, porque dá mais previsibilidade à administração da dívida.
Já a parcela de títulos atrelados à taxa Selic aumentou de 42,5% para 43,2%. No mês passado, houve colocação (líquida) de R$ 2,2 bilhões desses papéis -as chamadas LFTs. A dívida cambial do governo permaneceu estável. Considerando todos os instrumentos cambiais, essa parcela manteve-se negativa em 1,44%. Na prática, isso significa que o governo é credor em dólares no mercado e tem a receber R$ 14,63 bilhões.

Estrangeiros
No caso dos títulos atualizados por índices de preços, houve discreto aumento da participação na composição da dívida. O percentual saiu de 21,7% para 21,9%. Silva comentou que já foi percebida uma volta dos investidores estrangeiros a esses papéis. No auge da crise, o mercado de NTN-B -que conta com a preferência dos estrangeiros- perdeu liquidez.
O Tesouro decidiu não pressionar e reduziu a oferta desses papéis. Em julho, no entanto, conseguiu vender R$ 1,4 bilhão. Neste mês, um leilão de R$ 1 bilhão já foi realizado e outro deve ocorrer na próxima semana.
O prazo médio das emissões de títulos realizadas em julho caiu. Passou de 30,2 meses para 28,5 meses o prazo para vencimento dos papéis ofertados. A redução ocorreu porque os títulos prefixados (papéis de prazo mais curto) tiveram elevada participação no volume total de títulos vendidos no mês. O prazo médio do estoque da dívida aumentou modestamente, de 29,2 meses para 30 meses.
A parcela de títulos que vencem no período de 12 meses permaneceu constante em 41,2%. O Tesouro precisará se esforçar muito, no entanto, para cumprir a meta fixada no Plano Anual de Financiamento da dívida. O intervalo definido para 2006 é de 31% a 36%.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
COELCE
Educação contribui para colocar Coelce entre as 100 melhores para trabalhar
Pela primeira vez, a Companhia Energética do Ceará (Coelce) aparece na lista das melhores empresas do País para trabalhar, segundo as revistas Exame e Você S/A, da Editora Abril. Um dos principais fatores foi o incentivo à educação como forma de crescimento. Foram considerados também itens como integridade do trabalhador e responsabilidade social e ambiental.

A empresa financia 50% da mensalidade para graduação e cursos técnicos e 60% para pós-graduação. Até o primeiro semestre, 131 funcionários tinham bolsas de estudo. Outros 13 estão prestes a serem beneficiados. Agora, o foco se volta para 134 empregados que não concluíram o segundo grau. Houve também uma série de melhorias no ambiente de trabalho, com direito à certificação do Bureau Veritas Quality International (BVQI) na OHSAS 18001.

Para o diretor de RH da Coelce, José Renato Barreto, essa avaliação criteriosa, realizada pela décima vez, contribui para que a empresa verifique o que precisa ser melhorado, como aconteceu em 2005: “Estivemos bem perto de entrar na lista, então pudemos saber em que precisávamos concentrar esforços”. O Guia 2006 Exame-Você S/A foi lançado na última terça-feira em São Paulo (SP).

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
ENCONTRO DA FEJECE - EMPRESAS JUNIORES
ENCONTRO DA FEJECE - Ceará concentra cerca de 10% das empresas juniores do País
Com o foco nas micro e pequenas empresas, as empresas juniores aos poucos vão conquistando espaço no mercado cearense, desde que o movimento surgiu no Estado há 15 anos. Hoje, esse segmento é ocupado por 12 empresas constituídas legalmente no Estado, embora o total chegue a 30, estima o presidente da Federação das Empresas Juniores do Estado do Ceará (Fejece), Rafael Igídio.

Segundo ele, o Ceará detém cerca de 10% das 120 empresas juniores do País. Também há organizações desse porte em universidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e Paraná. Na Europa, onde o movimento surgiu há 40 anos, o número chega a 150

Na visão de Rafael Igídio, a empresa júnior é uma excelente ferramenta para colocar em prática o conhecimento adquirido na faculdade. Representa ainda uma alternativa de inserção do mercado de trabalho, com o diferencial de ser um serviço de qualidade com preços até 30% mais baratos que o mercado.

Com uma visão crítica do nível tecnológico do Brasil, o secretário de Ciência e Tecnologia (Secitece), Hélio Barros defendeu a ampliação dos cursos tecnológicos no País, seguindo a tendência coreana na qual 60% das matrículas nas universidades são em cursos na área de Engenharia. Ele participou da palestra de abertura do IV Encontro Cearense de Empresas Juniores (Ecej), promovido pela Fejece, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), unidade cearense.

Segundo ele, a procura por cursos de Engenharia no Brasil representa apenas 10% do total. No evento, o secretário anunciou que já estão nos cofres do Estado os R$ 2,5 milhões para iniciar a construção do Instituto Central de Pesquisa & Desenvolvimento.

EVENTO - O encontro prossegue hoje, às 9 horas, com a palestra sobre Visão e Educação Empresarial: Investimentos em um Ceará Competitivo. A partir das 14 horas, começam os workshops empresariais, com os casos de sucesso da Durametal, Gerdau Cearense e Junior Achievement. Está programada para às 17h30min, palestra com Marcelo Picchi sobre Gestão de Inovação em Serviços, seguida da experiência da Companhia Energética do Ceará (Coelce).

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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
LAVAMATIC
Gente de Empresas - Com ampliação
A Lavamatic anuncia ampliação de sua área de produção que hoje é de 1200m². Com a reforma espera suprir a demanda dos 40 clientes atendidos pela beneficiadora têxtil que investiu R$ 200 mil só na compra de maquinários.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
CAFÉ PREMIÈRE DA SANTANA TEXTIL
Lêda Maria - Café Première da Santana Textil
Iorrana Aguiar e Raquel Tavares nos preparativos da 9ª edição do Café Première da Santana Textil. A apresentação antecipa as tendências do universo da moda.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
FETECC
Fetecc deve movimentar R$ 50 milhões em Juazeiro
FEIRA DE CALÇADOS LANÇA TENDÊNCIAS

Elizângela Santos
sucursal Juazeiro do Norte

Pelo menos R$ 50 milhões devem ser fechados em negócios durante a nona edição da Feira da Calçados e Tecnologia do Cariri (Fetecc), aberta ontem, em Juazeiro do Norte. Até amanhã, cerca de 15 mil pessoas devem passar pelo pavilhão de feiras do Sebrae. O evento lança para todo o Nordeste, as principais tendências de primavera/verão para calçados expostas, mês passado, durante a Francal, em São Paulo.

Este ano, serão instalados cerca de 200 estandes, num espaço de 4.700 metros quadrados, representando um crescimento na área de exposição em cerca de 20%, com a montagem de galpões anexos. Uma das novidades este ano é a implantação da fábrica escola, que irá realizar demonstrações de como é o processo de fabricação de calçados a estudantes de escolas públicas.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Calçados de Juazeiro do Norte e Cariri - Sindindústria, na região são mais de 250 empresas com uma produção de mais de 8 milhões de pares de calçados por mês. O presidente da entidade, Antônio Barbosa de Mendonça, afirma que a área de exportações tem se mantido estável e ainda pouco representativo. Cerca de 5% desse volume é comercializado em países do exterior. Hoje, este é o primeiro item da pauta de exportações cearense.

Um dos grandes incentivadores desse setor tem sido a Fetecc, hoje uma das maiores feiras do Nordeste. O pólo de calçados se caracteriza por trabalhar modelos populares, com produção de injetados e calçados femininos. O desempenho da produção no último semestre teve um crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os principais países que compram os calçados do Cariri são os que formam o Mercosul, Canadá e uma conquista mais recente, que são os da África do Sul. O maior volume de vendas é de chinelos. “É um produto de pouco valor agregado, mas não significa que se possa classificar em termos de camada social. É um produto que todas as classes usam”, explica.

Com a Fetecc, segundo o presidente do Sindicato, veio mais oportunidade de crescimento e modernização das empresas locais. Alguns fabricantes de máquinas do Brasil e do exterior participam da feira, trazendo técnicas mais avançadas. Exemplo disso é a fábrica modelo, que este ano será a fábrica escola. Uma oportunidade do fabricante demonstrar, na prática, aos empresários e estudantes, a utilização de novas tecnologias.

Este ano estará presente um número maior de expositores de equipamentos, também na área técnica, com maior número de adesivos, de colagens. Conforme Mendonça, a cada ano tem sido apresentadas novidades, principalmente relacionadas à preservação ambiental. Serão quatro fábricas somente de adesivos, com inovação em design.

Todos os estados que possuem pólo calçadista no Brasil estarão participando da Fetecc, inclusive os principais, que estão localizados no Rio Grande do Sul e em São Paulo, e Minas Gerais, através do pólo de Nova Serrana. Do Nordeste, além de fabricantes do Estado do Ceará, também de Campina Grande, na Paraíba, e outras localidades.

Através do Projeto Comprador, estarão presentes na Fetecc este ano, para investir em produtos acabados, investidores de oito países. “Este projeto tem dado certo e há cerca de três anos, a partir da sexta edição da feira, foi adotado, em parceria com instituições como o Sebrae, Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Estado do Ceará”, acrescenta.

A cada ano Juazeiro do Norte tem conseguido se superar em termos de crescimento do setor. Nos últimos dois anos, foram instaladas três empresas de tintas para couros e solados, de EVA e máquinas, que aos poucos vêm consolidando a cadeia produtiva local. São mais de 8 mil empregos gerados no setor. Hoje, com Barbalha (quatro fábricas de calçados) e Crato (com a Grendene e outras fábricas de pequeno porte), o setor representa a maior economia regional.



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O POVO

17 de agosto de 2006

 
FRUIT BRASIL 2006
Vertical S/A - FRUIT BRASIL 2006
FRUGAL - Pequenos e médios empresários do Brasil dos setores de fruticultura e floricultura têm até amanhã para se inscrever no encontro setorial Fruit Brasil 2006, durante a 13ª Frutal. As inscrições são gratuitas e feitas pelo Eurocentro Ceará, que promove o encontro.
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VALOR ECONÔMICO

17 de agosto de 2006

 
ENCONTRO NACIONAL DE EDITORES E LIVREIRO
Editores e livreiros discutem negócios em Fortaleza
A Festa Literária Internacional de Parati (Flip) mal terminou e os profissionais do livro já correram para o aeroporto, com destino a Fortaleza. Dessa vez, no entanto, o evento abordará questões diferentes. A literatura sai de cena para dar lugar aos negócios.

O 34º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), começa hoje na capital do Ceará e segue até sábado de manhã. Durante esses dias, o evento reunirá cerca de 200 pessoas, que irão acompanhar palestras sobre diversos assuntos do setor.

A abertura fica por conta do economista e escritor Eduardo Giannetti da Fonseca, com o tema "Letras e Cifrões: Perspectivas da Economia Brasileira e o Mercado Editorial". Ao todo, o evento irá promover onze palestras, sendo que duas delas serão ministradas por estrangeiros.

O argentino Carlos Alberto Pazos, presidente da Fundación El-Libro, irá contar como o mercado editorial argentino saiu da crise. O americano Robert Baensch, experiente executivo do setor - já passou por editoras como McGraw Hill e Macmillan - fará a apresentação "Decisões estratégicas que promovem o crescimento". Hoje, ele é diretor do Centro de Publicações da Universidade de Nova York.

"A idéia é fazer com que a CBL enfatize a sua atuação como órgão nacional, por isso a importância desse encontro ser em cidades diferentes", afirma Marino Lobello, vice-presidente de Comunicação da instituição. Em 2005, Brasília foi sede do evento e, no ano anterior, Porto Alegre. "Tentamos trazer palestrantes especialistas, mas também pessoas como Fonseca, que promove discussões mais genéricas."

O mercado editorial faturou, em 2004, cerca de R$ 2,4 bilhões, com vendas de 288,6 milhões de exemplares. Os resultados do ano passado ainda não foram divulgados.
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VALOR ECONÔMICO

17 de agosto de 2006

 
FIRJAN
Firjan busca compromissos de campanha
O empresariado do Rio, liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) criou ontem um fato político na campanha ao governo do Estado ao divulgar o documento "Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro" em evento que contou com as presenças de todos os 12 candidatos à sucessão da governadora Rosinha Matheus (PMDB). Cerca de 2 mil empresários de todos os portes, segundo estimativa da própria Firjan, lotaram o Teatro Municipal, no centro do Rio, onde foi realizado o evento.

O documento, cuja elaboração foi iniciada no ano passado e envolveu, segundo o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, mais de mil empresários e técnicos, contém propostas que vão de obras de infra-estrutura até a erradicação do analfabetismo, passando pelo combate à violência. Inclui também várias propostas legislativas a serem encaminhadas às instâncias legislativas correspondentes, propondo soluções para problemas diagnosticados.

"Eu creio que é um projeto sistêmico que abrange tanto a área social, educação, saúde, infra-estrutura, segurança e desenvolvimento", disse o senador Sergio Cabral Filho (PMDB), candidato mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado (42%, segundo o Ibope) ao declarar seu comprometimento com as proposições do documento. Cabral disse que, eleito, dará maior publicidade às contas do Estado, uma das proposições do trabalho da Firjan.

O senador Marcelo Crivella (PRB), segundo candidato mais bem colocado nas pesquisas (18%, no Ibope), também se disse comprometido com as propostas, mas ressalvou que não será fácil conseguir que elas sejam aprovadas pelos legisladores: "O problema é que quando a gente leva essas propostas para o ambiente legislativo é preciso muita sabedoria para convencer a todos que é o melhor e a hora certa para fazer".

Como o presidente da Firjan, em discurso feito após a apresentação do trabalho, ressaltou a necessidade da transparência, afirmando que "onde entra a luz do sol não prosperam ácaros e sanguessugas", Crivella alfinetou: "Não podemos esquecer que foram empresários que corromperam esses parlamentares".

A terceira candidata mais cotada, a deputada federal Denise Frossard (PPS), que teve 7% das intenções de voto na última pesquisa do Ibope, e é juíza de direito, concentrou-se no aspecto da violência que, para ela, vem inibindo o pleno funcionamento das instituições fluminenses, da saúde à atividade empresarial, passando pela educação.
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VALOR ECONÔMICO

17 de agosto de 2006

 
CAFÉ
Cafeicultores ganham mais com tecnologia
Os cafeicultores brasileiros começam a colher o resultado de investimentos em tecnologias - como a mecanização - aplicadas depois da última grande crise dos preços internacionais, há cinco anos. Para a safra 2006/07, a produtividade média está estimada em quase 20 sacas por hectare, um crescimento de 35% se comparado à safra 2001/02. Mas o rendimento pode ser maior dependendo da região produtora, como o oeste baiano e o cerrado mineiro. Com boas perspectivas de preços para os próximos dois anos, os investimentos nos cafezais devem continuar. "Os cafeicultores já conseguem pagar as suas contas e investem na reforma dos cafezais", diz Ramon Olini Rocha, presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (MG).
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
INDÚSTRIA GAÚCHA H.B. CALÇADOS
Lêda Maria - Indústria gaúcha H.B. Calçados
A indústria gaúcha H.B. Calçados, instalada em Aracati, depois da ampliação, elevou para 1.500 o número de empregos diretos oferecidos em sua moderna fábrica.
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DIÁRIO DO NORDESTE

17 de agosto de 2006

 
PÓLO DA MODA DE MARACANAÚ
Gente de Empresas - Pólo da moda
Pólo da moda

O Feira Center Ceará, pólo de moda de Maracanaú, que reúne Prefeitura Municipal e o grupo português SIL Investimentos Imobiliários, lançado há um mês, já tem 1,8 mil cadastrados para 503 boxes e 50 lojas que serão construídos. Na maioria, fabricantes de confecções da Região Metropolitana de Fortaleza juntos com empresas de Caruaru e da famosa Rua 25 de Março, de São Paulo.

Pólo da moda II

O Pólo da Moda de Maracanaú tem cinco módulos, com 600m² cada um, e deve gerar 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos. Segundo o prefeito Roberto Pessoa, o projeto, que tem investimentos de R$ 20 milhões, vai impactar fortemente no perfil sócio-econômico de Maracanaú. O primeiro módulo fica pronto no prazo de um ano.
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VALOR ECONÔMICO

17 de agosto de 2006

 
PACOTE DE MEDIDAS DE INCENTIVO FISCAL
Pacote prevê isenção total de impostos por 11 anos