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Fortaleza, CE - quarta-feira, 16 de agosto de 2006 |
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| AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| CONGRESSO | |
| I CONGRESSO NORTE-NORDESTE DE PNL & COACHING | |
I CONGRESSO NORTE-NORDESTE DE PNL & COACHING
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| TOPO | |
| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| PALESTRA | |
| "Fundamentos da Empresa Relevante e Duradoura" | |
"Fundamentos da Empresa Relevante: Meu Aprendizado na FDC"
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| TOPO | |
| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
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| "Fundamentos da Empresa Relevante e Duradoura" | |
"Fundamentos da Empresa Relevante: Meu Aprendizado na FDC"
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| O ESTADO |
16 de agosto de 2006 |
| PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC | |
| Três candidatos disputam presidência da Fiec amanhã | |
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Votação começa às 8h e termina às 14h, quando será iniciada a apuração
A Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará) elege amanhã (17), o seu novo presidente, em 56 anos de existência. Concorrem ao pleito os empresários Roberto Proença de Macedo (Grupo J. Macedo), Hermano Franck Júnior (Chaves Mineração) e Orlando Carneiro de Siqueira (Kibrita). A votação acontece na Casa da Indústria, no horário das 8h às 14h. Em seguida, haverá a apuração e o anúncio do eleito. Os 38 sindicados filiados à entidade têm direito, cada um, a um voto. A posse será em setembro, com o mandato durando até 2010. Ao longo de sua existência, já presidiram a Fiec Waldyr Diogo de Siqueira (1950 a 1962), Thomaz Pompeu de Sousa Brasil Netto (1962 a 1970), José Raimundo Gondim (1967 a 1970), Francisco José Andrade de Silveira (1971 a 1977), José Flávio Costa Lima (1977 a 1986), Luiz Esteves Neto (1986 a 1992) e Fernando Cirino Gurgel (1992 a 1999). Jorge Parente Frota Júnior, o atual presidente, cumpre o seu segundo mandato. Composta pelo Sesi (Serviço Social da Indústria), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria) e IEL (Instituto Euvaldo Lodi), a Fiec é uma das mais importantes instituições do setor produtivo cearense. Atualmente, a instituição, na gestão do presidente Jorge Parente, traz um modelo de gestão integrado e pautado pela interação com a sociedade em todos os fatores essenciais para acompanhar a dinâmica dos novos tempos. A criação da Fiec era um desejo e uma necessidade vislumbrados desde o inicio da década de 1940 pelos industriais do Estado. No entanto, para que fosse concretizado o anseio da classe industrial era necessário que cinco sindicatos tomassem parte e assinassem os estatutos sociais da entidade a ser formada e o requerimento a ser dirigido ao delegado Regional do Trabalho, segundo a legislação sindical em vigor na época. Os cinco sindicatos que contribuíram para a criação da Fiec foram: Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Estado do Ceará; Sindicato da Construção Civil de Fortaleza; Sindicato da Indústria de Calçados de Fortaleza; Sindicato da Indústria de Topografia de Fortaleza e Sindicato de Alfaiataria e Confecção de Roupas para Homens de Fortaleza. No dia 12 de maio de 1950, foi expedido a carta de reconhecimento da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, pelo Ministério do Trabalho. Em 1985, no último ano da gestão do presidente José Flávio Costa Lima, foi assinado contrato com a Serves Engenharia, Comércio e Indústria Ltda., para a construção da nova sede da Fiec e dos sindicatos filiados, sendo que a conclusão do projeto se deu sob a gestão de Luiz Esteves Neto. Em 1988, a Casa da Indústria que já sediava as administrações do Sesi e Senai, em 3 de maio do ano seguinte passa a sediar a própria Fiec e o IEL. Logo após, acontecia a mudança dos sindicatos da indústria para o novo prédio. A inauguração oficial aconteceu no dia 22 de setembro de 1989, fato marcante e amplamente divulgado pelos meios de comunicação do Estado.
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| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| LIVRO FUNDAMENTOS DA EMPRESA RELEVANTE | |
| Livro ensina a criar empresas duradouras | |
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LANÇAMENTO
Uma aproximação maior com funcionários e comunidade é o caminho cada vez mais seguido por empresas para a construção de negócios duradouros "A administração de empresas não é uma ciência, é uma arte", afirma Emerson de Almeida, presidente da Fundação Dom Cabral (FDC). Com a experiência obtida na FDC e pesquisando autores e empresas, Almeida identificou ingredientes e traçou conclusões sobre o que faz uma empresa ser duradoura. O resultado, o livro Fundamentos da Empresa Relevante - Meu aprendizado na FDC, ele apresenta hoje, às 18h30min, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O autor teve como base as estatísticas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que apontam que 50% das empresas criadas e registradas na Junta Comercial morrem antes dos dois anos de vida. Almeida buscou encontrar elementos que expliquem o que leva as empresas a um caminho mais longo. O resultado foi uma série de princípios que aproximam empresa com funcionários e comunidade, de um modo geral. "Para se tornar duradoura, a empresa precisa se tornar antes relevante para a comunidade", observa. Almeida defende que a partir do momento em que a empresa estabelece essa "parceria" com a comunidade, fazendo surgir uma certa cumplicidade. O resultado seria, até mesmo, uma certa proteção da empresa pela sociedade. Outro fundamento apontado pelo professor é o fato do administrador não se guiar exclusivamente pelos objetivos financeiros. "Os líderes da empresa não vêem o lucro como única responsabilidade", destaca. Entretanto, Almeida destaca que mesmo não tratando como o grande objetivo, o lucro acaba sendo uma decorrência natural desse processo, uma vez que ganha o aval da comunidade. "O futuro das empresas se confunde com o futuro das pessoas", explica. Seguindo esse processo, os empreendimentos assumem uma postura de alinhamento à responsabilidade social e até ambiental. Almeida acredita que o ideal é colaborar e criar uma interação com o ambiente externo. Embora esta tendência venha se expandindo agora, já é possível notar um aumento dessa preocupação. O que chama a atenção, no entanto, é o fato de, segundo Almeida, essas características não serem planejadas. "Isso vai acontecendo", observa, explicando que surgem a partir de convicções dos empresários. Assim, não há como dizer que uma empresa dará ou não certo. Ainda assim, é possível identificar traços positivos, típicos de um negócio duradouro. | |
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| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| PRESIDÊNCIA DA FIEC - SUCESSÃO NA FIEC | |
| Candidatos a governador comentam eleições na Fiec | |
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INDÚSTRIA
Os principais candidatos ao governo do Estado, segundo as pesquisas eleitorais, manifestaram suas posições sobre a eleição da Fiec que será realizada amanhã, na sede da entidade A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) realiza amanhã, das 8 horas às 14 horas, na sede da entidade, eleições para presidente. O POVO procurou ouvir os três mais bem colocados candidatos ao governo do Ceará sobre a importância da federação e das eleições de amanhã. Concorrem à presidência da Fiec os empresários Hermano Frank (da Chaves Mineração), Orlando Siqueira (Kibrita) e Roberto Macêdo (Grupo J.Macêdo. O governador Lúcio Alcântara (PSDB), candidato à reeleição, prefere não se posicionar sobre a disputa. "É um assunto interno. Eu, pessoalmente, tenho amigos dos dois lados. Não me envolvo", disse o governador que não quis adiantar mais nada sobre o assunto. Cid Gomes (PSB) não falou sobre os candidatos mas destacou a importância do setor industrial para a economia cearense e da entidade. Para Gomes, a Fiec não é só um órgão representativo da indústria. "A Fiec sempre demonstrou ao longo da sua história uma preocupação com o desenvolvimento global do Estado. A Fiec demonstra que tem tido uma postura na defesa do crescimento da agricultura, do crescimento da pecuária do apoio ao comércio e uma preocupação com o turismo que acaba sendo entendido por alguns como indústria", declarou. O candidato do PSol, Renato Roseno, afirma que não tem acompanhado o processo eleitoral da entidade e, por isso, não se sentia à vontade para opinar. Destacou ainda que está mais próximo das entidades da classe trabalhadora e a Fiec é uma entidade patronal. Na eleição de amanhã serão escolhidos os novos integrantes da Diretoria Plena e do Conselho Fiscal da instituição e dos 38 delegados representantes no Conselho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para o quadriênio 2006/2009. Em seus 56 anos de existência, essa será a eleição mais disputada da história da Fiec que congrega representantes de praticamente todos os setores da indústria do Ceará e tem orçamento anual de R$ 70 milhões por ano. A federação representa um setor que participa com R$ 9,9 millhões no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará (a preço corrente/2003), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE). É o segundo lugar em participação do PIB, perdendo para o comércio ( R$ 14, 9 milhões). A divulgação do resultado do pleito se dará logo após a votação e o novo presidente assume em setembro deste ano para o mandato 2006-2010. A Fiec já elegeu oito presidentes: Waldir Diogo de Siqueira (1950 a 1962), Thomaz Pompeu de Sousa Brasil Netto (1962 a 1970), José Raimundo Gondim (1967 a 1970), Francisco José Andrade de Silveira (1971 a 1977), José Flávio Costa Lima (1977 a 1986), Luiz Esteves Neto (1986 a 1992), Fernando Cirino Gurgel (1992 a 1999) e Jorge Parente Frota Júnior (1999 a 2006. O atual presidente está cumprindo o seu segundo mandato. | |
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| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| PROJETO SÃO JOSÉ | |
| Estudo avalia a qualidade de vida após o projeto São José | |
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MUNICÍPIOS DO INTERIOR
Um estudo realizado por professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) concluiu que a qualidade de vida de comunidades no interior do Estado melhorou após o projeto São José Rocélia Santos da Redação 16/08/2006 02:49 O projeto São José contribuiu para melhoria na qualidade de vida da população e no desenvolvimento econômico dos municípios beneficiados pelo programa. Essa foi a conclusão de um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), financiado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Banco Mundial e Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura, cujo objetivo era analisar a influência do Projeto São José no desenvolvimento dos municípios atendidos por ele. A pesquisa resultou em três relatórios, dois sobre a evolução dos indicadores socioeconômicos dos municípios onde o projeto atuava e um sobre a evolução socioeconômica das famílias assistidas pelo São José. Nos dois primeiros, foram escolhidos 30 municípios para análise, sendo 15 com o maior número de subprojetos e 15, com o menor. No segundo, foram entrevistadas 144 famílias de oito municípios localizados nas macrorregiões de planejamento do Estado. O chefe do departamento de Economia Agrícola da UFC, professor doutor Ahmad Saeed Khan, que coordenou o projeto, afirma que os municípios com maior número de subprojetos de abastecimento de água, eletrificação e mecanização agrícola têm melhores indicadores sociais e econômicos, influenciando o Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM). Ele comenta que a eletrificação, por exemplo, reduziu o analfabetismo nesses municípios, já que foi possível a criação de turmas no período da noite, beneficiando jovens e adultos que trabalham durante o dia. Com a energia, relata, a população passou a ter acesso a serviços odontológicos e médicos de qualidade, já que os profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) passaram a utilizar equipamentos elétricos. "Foi verificado, também, que a área plantada com lavouras permanentes e temporárias aumentou. O agricultor, hoje, tem mais condições de plantar, pode cultivar mais áreas que antes", informou. O professor explica que, no segundo trabalho, foram comparadas informações sobre a qualidade de vida, antes e após a implantação dos subprojetos, em comunidades inseridas em oito municípios. Para analisar as condições de vida dessas famílias, foram observados aspectos como renda, acesso a bens de consumo, condições de moradia e de saúde, experiência associativa. Segundo Saeed, 94% das famílias beneficiadas manifestaram que a qualidade de vida melhorou após a implantação dos projetos; 45% informou que a renda melhorou. Detalhando o relatório, o professor informou que 65% dos entrevistados afirmaram que a renda melhorou com a mecanização agrícola, 33% disseram que a renda melhorou com a eletrificação e 35%, com o abastecimento. "O projeto São José melhorou a qualidade de vida das famílias beneficiadas no setor rural e contribuiu para melhorar a renda das famílias, em particular, com a mecanização. Com o abastecimento de água, essas comunidades passaram a ter acesso à água de qualidade, e teve um impacto, principalmente, em relação às mulheres, que não precisaram mais buscar água em poços distantes. Elas podem agora investir em outras atividades, como artesanato, melhorando indiretamente a qualidade de vida dessa família. Em terceiro lugar, com a eletrificação, essas famílias tiveram acesso a eletrodomésticos, além de contribuir para a redução do analfabetismo, e ajudou também na geração de renda, com algumas famílias montando pequenos estabelecimentos como bares, mercearias", declarou Saeed. Além das constatações, o relatório faz algumas sugestões. Para o professor, o Governo deveria priorizar projetos de abastecimento de água e projetos produtivos, como mecanização e pequenas agroindústrias, que gere emprego e renda para a população. SAIBA MAIS O projeto São José surgiu em 1995 com o objetivo de apoiar os pequenos produtores e grupos comunitários, por meio de associações representativas, criando oportunidades de geração de emprego e renda no meio rural. De acordo com o secretário Alex Araújo, em três anos, o projeto atendeu 1.818 subprojetos, beneficiando 108.507 famílias em 174 municípios. Municípios escolhidos para analisar a evolução dos indicadores socioeconômicos das famílias beneficiadas pelo Projeto São José Litoral Oeste: Itapipoca Região de Sobral/Ibiapaba: Viçosa do Ceará Região Metropolitana de Fortaleza: Caucaia Maciço de Baturité: Barreira Sertão Central: Quixeramobim Litoral Leste/Jaguaribe: Morada Nova Sertão dos Inhamuns: Crateús Cariri/ Centro-Sul: Iguatu - Foram entrevistadas 18 famílias em cada município, sendo seis por subprojeto: abastecimento de água, eletrificação e mecanização agrícola. Municípios utilizados para analisar a contribuição do projeto São José na evolução dos indicadores socioeconômicos dos municípios "pólos" beneficiados - Municípios com maior número de subprojetos: Boa Viagem, Canindé, Crateús, Icó, Iguatu, Itarema, Jaguaribe, Mombaça, Quixadá e Quixeramobim. - Municípios com menor número de subprojetos: Altaneira, Antonina do Norte, Barroquinha, Frecheirinha, Graça, Maranguape, Martinópole, Santana do Cariri, Senador Sá e Tarrafas. Críticas ao projeto 16/08/2006 02:49 O diretor técnico do Centro de Pesquisa e Assessoria Esplar, Marcus Vinícius de Oliveira, afirma que o projeto São José possui deficiências. Uma delas está no subprojeto Reforma Agrária Solidária, em que o agricultor compra um terreno e parcela o pagamento. Para Oliveira, um plano de reforma agrária consiste em desocupar um terreno e doá-lo para os agricultores, e não em financiar a terra. Outro ponto questionado pelo diretor é a mecanização do campo que, para ele, é mais um complicador que uma solução. Ele explica que dois terços do território cearense são compostos por solo raso e que o uso de máquinas agrícolas poderá acarretar problemas ambientais. Outro questionamento levantado por Oliveira é a eletrificação rural. Para ele, o governo deveria não só levar energia, mas criar uma política de renda para que a comunidade beneficiada possa ter condições de adquirir bens, como geladeira e televisão. "É obvio que, onde se chega a energia, chegam outras vantagens. Mas essa energia gera uma demanda de consumo material. Esse benefício deveria vir atrelado a uma política de renda para o campo", afirma. O Secretário de Desenvolvimento Local e Regional, Alex Araújo, discorda das declarações. Ele afirma que ainda existe, no Estado, a mentalidade de que "pobre tem que ser tratado com esmola", com programas assistencialistas que permitam aos trabalhadores "apenas sobreviver". Araújo disse ainda que para uma comunidade progredir, gerar renda, ela precisa estar dotada de infra-estrutura básica, como energia e água encanada. Sobre a mecanização rural, Araújo afirmou que o trator não é utilizado apenas para "arar o campo, mas pode ser utilizado também para o transporte de equipamento". O secretário declarou que uma das grandes críticas que o governo reconhece e está tentando resolver é a de dispor a terra sem fornecer um apoio logístico para os produtores. "O grande desafio para a comunidade é encontrar alternativas viáveis de produção. Estamos trabalhando com isso, apoiando arranjos produtivos locais que surgem de forma espontânea, agrícolas ou não-agrícolas. Isso aumenta a competitividade dessas comunidade e faz com que elas tenham condições de sobreviver com o próprio trabalho", disse. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de agosto de 2006 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Mantega pede "espírito animal" à indústria | |
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Ministro afirma que governo proporciona condições para que empresários do país iniciem "novo ciclo de investimentos"
Titular da Fazenda confirma que novas medidas para tentar incentivar o setor produtivo deverão ser anunciadas ainda neste mês JULIANA GARÇON COLABORAÇÃO PARA A FOLHA O empresariado brasileiro tem condições de aumentar o calibre de seus investimentos, graças a medidas do governo, e deve adotar uma postura mais agressiva já, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele confirmou ainda que neste mês serão anunciadas mais medidas de estímulo ao setor produtivo. "Deixem aflorar seu espírito animal", brincou, ao apelar às corporações para que passem da fase de modernização à de ampliação das plantas e da capacidade produtiva. As declarações do ministro foram feitas durante o lançamento do anuário "Valor 1.000", do jornal "Valor Econômico", em São Paulo. Mantega destacou que o governo criou "um conjunto de condições" que inclui redução do custo de financiamento e aspectos fiscais. "O juro pode não ser o ideal, mas caminha na direção certa", avaliou. Ele lembrou que em setembro a taxa Selic deve completar um ano de redução contínua e destacou a queda da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que determina o custo básico dos financiamentos concedidos pelo BNDES, e a expansão de modalidades voltadas ao consumidor, como o crédito consignado e o crédito habitacional. "O governo continua empenhado em reduzir o spread bancário. Uma medida nesse sentido deve ser anunciada neste mês." Sobre as dificuldades fiscais enfrentadas pelo setor privado, frisou algumas medidas adotadas pelo governo, como os benefícios concedidos à construção civil. "Aceitem o desafio da realidade", provocou, ao pedir um "novo ciclo de investimentos" com vistas aos mercados interno e externo. Ele confirmou que ainda neste mês deverá ser anunciado um pacote de incentivos fiscais para a indústria de semicondutores, setor mundialmente competitivo no qual o Brasil está "atrasado", como avaliou. A renúncia fiscal será compensada, de acordo com o ministro, pela arrecadação junto à cadeia produtiva que cercará as fábricas de semicondutores. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de agosto de 2006 |
| PACOTE PARA CRÉDITO - CONSTRUÇÃO CIVIL | |
| Governo sinaliza que o pacote para crédito sairá em 15 dias | |
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DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O pacote de medidas para tentar reduzir os juros praticados no país e estimular o mercado de crédito só deve sair em 15 dias. Essa foi a sinalização dada pelo governo a empresários da construção civil em jantar, na noite de segunda-feira, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Márcio Fortes (Cidades). Para Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, que participou do jantar, ainda há uma discussão na área econômica sobre as garantias para realização de financiamentos habitacionais com desconto em folha de pagamento e também sobre uma nova lista de materiais de construção que teriam impostos reduzidos. Essa modalidade de empréstimo em consignação tem taxa de juros menor porque o risco de calote é baixo, já que a prestação é abatida do salário. O problema é que os financiamentos habitacionais são de prazo longo, enquanto o crédito consignado tem prazo de até 36 meses. "A preocupação é como fica a garantia da operação se o trabalhador for demitido nesse período", diz Simão. Por isso, o caminho mais provável até agora é partir para uma experiência-piloto com funcionários públicos, que têm maior estabilidade, "para ver como será a demanda por esse crédito". "Essa não é uma medida simples", afirma Simão. A medida mais esperada pelos empresários foi descartada por Mantega: a redução da parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos são obrigados a recolher ao BC -o depósito compulsório. Os empresários também não conseguiram arrancar do ministro um compromisso com desoneração dos imóveis prontos. Em vez disso, diz Simão, o governo trabalha com a ampliação da lista de materiais de construção. No início do ano já houve uma rodada de redução. Banco do Brasil Uma das apostas da equipe econômica para estimular o crédito imobiliário é a entrada do Banco do Brasil no segmento. Mas isso só deve ocorrer em 2007. Segundo o vice-presidente de Varejo do BB, Antônio Francisco Lima Neto, a diretoria do banco já aprovou a idéia, mas ainda não há definição de como isso será feito. "Colocar financiamento imobiliário neste ano é impossível", afirmou. Segundo o presidente do Banco do Brasil, Rossano Maranhão, esse é um caminho importante para a instituição ampliar sua base de clientes nos próximos anos. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
16 de agosto de 2006 |
| PROGRAMA AGÊNCIA CIDADÃ DE CRÉDITO (PAC) | |
| Prefeitura estimula pequenos negócios e ainda cria empregos | |
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Fortaleza, 16 de Agosto de 2006 - O Programa Agência Cidadã de Crédito (Pac), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza (SDE), voltado a microempreendedores interessados em abrir um negócio ou fortalecer o já existente, alcançou a marca de 2,341 mil operações de crédito. As liberações, com recursos de instituições financeiras, somaram a R$ 1,27 milhão, conforme dados fornecidos pelo supervisor do programa junto à secretaria, Thiago Afonso Braga. A SDE realizou pesquisa para traçar o perfil dos beneficiados pelo Pac, desenvolvido desde maio do ano passado.
Mais do que a criação e ampliação de micronegócios, a iniciativa da Prefeitura gerou 1,2 mil postos de trabalho, até março, mês de encerramento da coleta de dados. Dos empreendimentos avaliados, 50% empregam até 2 pessoas, enquanto 33,8%, de 2 a 4. Na área da Regional II, compreendendo bairros do leste da Capital, em 58,4% dos clientes do programa os postos de trabalho superam 2 pessoas. O levantamento envolveu questionários respondidos por 838 beneficiados pelo Pac. A maioria fica em áreas administradas pelas secretarias regionais V (23,2%) e VI (27,3%), sul de Fortaleza e caracterizadas como as mais carentes da cidade. O programa tem clientes com idade de 16 aos 76 anos. Mas a faixa etária entre 40 e 46 anos concentra 20% dos atendidos pelo crédito. "Isso demonstra que o programa proporciona oportunidade de inserção no mercado para quem já passou dos 40 e se vê diante das dificuldades de emprego", diz Braga. Mais da metade ou 53,5% dos beneficiados tem ensino médio completo e 2,8% concluíram curso superior. Entre os clientes das regionais II e VI, a proporção de pessoas que tem curso superior passa de 5%. "Esses empreendedores buscam a informalidade como forma de sobrevivência", avalia Braga, ao ponderar que, no universo pesquisado, 90% dos clientes não têm carteira assinada e o programa funciona como impulso para novos negócios. Dois terços desse público é formado por mulheres. Para Braga, o número está de acordo com o quadro atual do mercado de trabalho. "Nos últimos anos, as mulheres ampliaram a sua inserção no mercado de trabalho, em busca de independência financeira e também para contribuir nos rendimentos da família", diz. Cerca de 60% dos clientes do Pac têm renda familiar de até três salários mínimos, média em torno de R$ 800. Outros 3,9% estão na faixa de até um salário mínimo. Algo em torno de 38% dos empreendimentos tem de 2 a 4 pessoas que dependem dos rendimentos do negócio. Muitos empreendedores contratam colaboradores da própria comunidade. A pesquisa revela ainda que em 35,5% esse número de empregos varia de 4 a 6 pessoas. O comércio aparece como setor de atividade mais forte, representando 77,9% dos empreendimentos. Cerca de 19% trabalham com confecção. Metade dos que buscam crédito tem o negócio há menos de seis anos e em 61,8% dos casos o empreendimento funciona na própria casa "Normalmente é uma lojinha instalada na frente ou nos fundos da casa", observa Braga. (Gazeta Mercantil/Gazeta do Brasil - Pág. 13)(Adriana Thomasi) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| FRUTICULTURA - FRUTAS | |
| Safra de frutas será 16,78% maior este ano | |
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CEARÁ COLHE 806.154 TONELADAS
Banana, melão, mamão e manga lideram a fruticultura cearense, que deverá atingir 806.154 toneladas de frutas frescas nesta safra, um incremento de 16,78% em relação às 690.311 toneladas obtidas em 2005. O desempenho da agricultura cearense em 2006 vai render, literalmente, bons frutos. Segundo o último relatório do Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (Gcea), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — referente ao mês de julho —, o Estado deve colher este ano 806.154 toneladas de frutas frescas, o que representa incremento de 16,78% em relação às 690.311 toneladas obtidas em 2005. O carro-chefe da produção cearense na área da fruticultura é a banana. Conforme o Gcea, está prevista a produção de 407.873 toneladas da fruta, o que representa 12,35% de aumento em relação às 363.025 toneladas obtidas na safra passada. Em seguida, vem a cultura do melão, com 165.859 toneladas, cerca de 41,16% a mais do que as 117.497 toneladas colhidas em 2005. Também merece destaque a produção de mamão, com 62.988 toneladas e cerca de 9,09% de incremento, já que, no ano passado, foram produzidas 57.741 toneladas da fruta. Outra cultura importante para o Ceará é a manga, cuja previsão de safra é de 43.224 toneladas, aproximadamente 13,21% a mais do que as 38.181 toneladas colhidas na última temporada. O IBGE também calcula a produção de frutos secos. No caso, a castanha de caju é o destaque, com incremento de 98,22%. Deverão ser colhidas este ano 131.004 toneladas do fruto, este ano um dos principais na pauta de exportações do Estado. Em 2005, a colheita totalizou 66.090 toneladas. No tocante aos frutos calculados por unidade, a previsão é de uma colheita de 289.065 frutas, o equivalente a 7,93% a mais do que as 267.820 unidades obtidas em 2005. Nessa categoria encontram-se coco-da-baía seco (148.427), coco-da-baía água (95.353) e abacaxi (45.285). Este último deve registrar incremento de 51,70%. GRÃOS - O prognóstico de julho do IBGE reforça a estimativa de que o Estado vai colher este ano a maior safra de grãos da história. Serão 1.181.881 toneladas, significando incremento de 122,56% em relação à safra de 2005, que atingiu 531.030 toneladas. O milho lidera a produção, com 773.181 toneladas e um aumento recorde de 174,46% em comparação ao total de 281.713 toneladas. A produção de feijão também é destaque, com aumento de 97,51% (primeira safra, incluindo feijão de corda e de arranca), totalizando 236.938 toneladas. Já a colheita de arroz promete ser 37,32% maior, com 121.984 toneladas produzidas este ano, contando as safras de se sequeiro e irrigada. Samira de Castro Atividade gerou 20,8 mil empregos A fruticultura irrigada no Ceará teve bom desempenho, principalmente na conquista do mercado externo. Nos últimos oito anos, as exportações do setor passaram de US$ 835 mil para US$ 44,6 milhões, o que representou 10,4% das exportações brasileiras de frutas em 2005. Com este resultado, foram gerados 20.824 empregos neste segmento do agronegócio. Diante da importância da fruticultura para a economia cearense, o setor produtivo local se reuniu para promover a Conferência da Fruticultura Irrigada (Confruti), que acontecerá nos dias 18 e 19 deste mês, no Hotel parque das Fontes, em Beberibe. Segundo Afonso Aquino, coordenador executivo do evento, o objetivo é buscar meios de desenvolver e fortalecer a fruticultura irrigada do Ceará, incluindo os setores exportadores e aqueles que se mostrem com potencialidades para o mercado externo. A Confruti também vai buscar formas de integrar a pesquisa e a transferência de tecnologia ao desenvolvimento do agronegócio da fruticultura irrigada do Estado. Durante o evento, serão elaboradas as propostas do Plano de Desenvolvimento da Fruticultura Irrigada do Ceará - 2006/2016 que, além de atender às demandas de curto prazo do setor, se constituirá na proposta a ser apresentada aos postulantes ao Governo do Estado e à Presidência da República, bem como aos candidatos aos parlamentos estadual e federal. Estarão presentes além de 60 produtores do Ceará e convidados do Rio Grande do Norte, 60 convidados de nove Estados brasileiros (Brasília, São Paulo) que compõem o agronegócio da fruta no País. Afonso Aquino destaca a participação do presidente da Embrapa e chefes de cinco Centros Nacionais de Pesquisa, além do representante do Ministro da Ciência e Tecnologia e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O evento é uma promoção da União dos Agronegócios no Vale Jaguaribe (Univale), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faec), Embrapa, Ibraf e Sebrae/CE. Conta com o patrocínio da Agripec, Grupo Campo, CNPq, secretarias de Agricultura, da Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento Econômico, e dos Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Agricultura e da Integração Nacional. (SC) | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| FRANCISCO BALTAZAR NETO | |
| Regina Marshall - Francisco Baltazar Neto | |
| Hoje, Francisco Baltazar Neto passa a presidência da Abetrans (Empresas Brasileiras do Setor de Trânsito) para Ângelo Barros Leite, em Brasília, no Hotel Meliá, às 19h30. Baltazar é também presidente do CIC. | |
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| VALOR ECONÔMICO |
16 de agosto de 2006 |
| ECONOMIA BRASILEIRA | |
| Investimento produtivo cresce 22% no primeiro semestre | |
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O investimento na economia brasileira cresceu com força no primeiro semestre, em especial devido à robusta expansão do consumo de máquinas e equipamentos. Estudo do BNDES mostra que, de janeiro a junho, houve um avanço de 21,9% no consumo aparente (produção e importação, menos exportação) de bens de capital "sem rodas" em relação ao mesmo período de 2005 - essa categoria, criada pela instituição, engloba principalmente máquinas para o setor industrial, energia elétrica e construção civil. É um ritmo muito acima dos 11% registrados pelo segmento de bens de capital como um todo, prejudicado pelo mau desempenho do setor agrícola.
O economista Fernando Puga, assessor da secretaria de assuntos econômicos do BNDES, destaca a importância do crescimento do consumo de bens de capital "sem rodas", por refletir os investimentos mais diretamente voltados à "modernização, aumento de eficiência e expansão da capacidade produtiva". Dentro dessa categoria, Puga chama a atenção para a forte expansão do segmento de bens de capital para infra-estrutura (setor elétrico e construção civil), que cresceu nada menos de 53,3%. Para ele, a forte expansão do crédito imobiliário e o investimento no setor de energia, especialmente na transmissão, ajudam a explicar esse desempenho, assim como outras obras de infra-estrutura - Puga cita a operação tapa-buraco, realizada nas estradas pelo governo federal no começo do ano, mas diz que elas não se limitam a isso. Puga afirma que o forte aumento no consumo de bens de capital "sem rodas" tem sido puxado pela importação, que cresceu 30,1% no primeiro semestre, mas ressalta que a produção doméstica nesses segmentos também vai bem, com expansão de 12,3% no período. O economista Bráulio Borges, da LCA Consultores, diz que o aumento do consumo aparente de bens de capital para infra-estrutura é saudável, por indicar aumento da capacidade produtiva da economia. Ele lembra que, no primeiro semestre, a produção de bens de capital para energia elétrica e construção cresceram 37,1% e 17,5% em relação ao mesmo período de 2005, pela ordem. Para Puga, o cenário macroeconômico é fundamental para explicar a expansão do investimento. "Os juros estão em queda, a inflação está baixa, e o crédito e a massa salarial estão em crescimento", resume ele, lembrando que as perspectivas para a Produto Interno Bruto (PIB) são positivas. Além disso, as empresas tiveram lucros expressivos e reduziram as dívidas, indicando que elas têm caixa. Com isso, ainda que reconheça que dificilmente é possível manter uma taxa de crescimento de 21,9% por muito tempo, Puga avalia que as perspectivas para o investimento continuam favoráveis para os próximos meses. Borges vai na mesma direção. A expectativa de que a economia brasileira possa crescer entre 3,5% e 4% de forma sustentada por alguns anos, que ele considera razoável, estimula as empresas a aumentar o investimento na modernização e ampliação da capacidade produtiva. Para Borges, o investimento deve crescer 7,5% neste ano. Ele estima expansão de 5,8% para a construção, que responde por 60% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), e de 12% para o consumo aparente de máquinas e equipamentos (equivalente aos outros 40%). A sondagem conjuntural da indústria de transformação da FGV, realizada em julho, também indicou um panorama favorável para o investimento. Das 642 empresas consultadas, 53,6% projetam gastar mais com inversões neste ano do que em 2005 em termos reais, em valores corrigidos pela variação do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI). Com base nas previsões dos empresários, o volume de investimentos como proporção das vendas deve ficar em 7% em 2006, acima dos 6,1% de 2005. As empresas dos setores de bens de capital e de bens intermediários (que produzem insumos para a indústria) são as que mostram a maior disposição para investir. As primeiras planejam gastar 56,1% mais do que em 2005, e as segundas, 55,6%. Mas o valor a ser investido é bem maior no segmento de intermediários: 9,3% do valor das vendas, acima dos 8,1% de 2005, enquanto as empresas de bens de capital projetam aplicar cerca de 3,1% das vendas em investimentos, mesmo percentual de 2005. O estudo do BNDES também analisa a evolução dos desembolsos da linha de crédito do Finame, para compra de máquinas e equipamentos. Houve queda de 13,1% no primeiro semestre nos desembolsos para o setor de bens de capital como um todo, muito influenciada pela crise do setor agrícola. No caso dos bens de capital "sem rodas", a queda é menor, de 6,5%, movimento que se explica pela base de comparação elevada, diz Puga. Em 2005, os desembolsos para a categoria subiram 58%. | |
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| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| ECONOMIA BRASILEIRA | |
| País não deve temer choques externos | |
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O diretor de pesquisa e economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, diz que o Brasil não precisa mais ter medo de choques externos, de oferta se transformem em elevada desvalorização cambial e em explosão inflacionária
Artumira Dutra da Redação Para a economia do Brasil alcançar taxas de crescimento acima de 4% é preciso fazer um ajuste fiscal e reformas estruturais como a da Previdência, a tributária, a trabalhista. É o que afirma o diretor de pesquisa e economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros. Ele aposta que em um Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% e uma taxa de juros de 14% ao ano no final de 2006. Ele concorda que este ano eleitoral será bem mais tranqüilo do que foi em 2002. Sobre a política econômica dos candidatos à Presidência, afirma que muitos culpam os juros e o câmbio pelos problemas do País, mas não é bem assim. "Resolvemos o problema da inflação e do balanço de pagamentos e elevamos nosso crescimento potencial para algo entre 3,5% e 4%. Para crescer acima disso fica claro a necessidade de reformas e do ajuste fiscal", completa. No entendimento do economista, o ajuste fiscal deveria ser o primeiro passo do próximo presidente da República. Nessa entrevista ao O POVO, Barros fala sobre o momento atual da economia brasileira, sobre o futuro e sobre os bancos. A todo momento se fala que os fundamentos da economia brasileira estão sólidos e que o Brasil está menos vulnerável às oscilações do mercado internacional. O senhor concorda? Como o senhor avalia o atual momento da economia brasileira? Sem dúvida, os fundamentos estão muito mais sólidos e o Brasil muito menos vulnerável às oscilações do mercado internacional. E isso tudo se deve ao ajuste externo iniciado com o câmbio flutuante. Os elevados superávits comerciais permitiram o ajuste do balanço de pagamentos, a elevação do nível das reservas e a forte redução da dívida externa pública e privada brasileira. O setor público não-financeiro deve terminar esse ano como credor líquido, ou seja, deduzindo as reservas internacionais, a dívida externa líquida do setor público não-financeiro acabou. Os fundamentos do lado externo, portanto, mudaram da água para o vinho, permitindo que nos tornássemos muito menos vulneráveis ao cenário internacional. Sobre o mercado externo, o que poderia afetar a economia brasileira provocando alta de juros e volatilidade do dólar como já ocorreu no passado? É preciso notar que o fortalecimento dos fundamentos garante que não se fazem mais crises como antigamente, estamos muito mais resistentes a choques externos. Não precisamos mais ter medo de que choques externos, de oferta, se transformem em elevada desvalorização cambial, e, conseqüentemente, em explosão inflacionária, resultando em fortes elevações dos juros. O recente estresse causado pelas inseguranças a respeito do aperto monetário nos EUA foi um grande teste, países com bons fundamentos como o Brasil se saíram muito melhor. Países com elevados déficits comerciais como a Turquia, sofreram muito mais, com acelerada desvalorização da moeda e contágio direto dos índices de preço. Isso não quer dizer que estamos totalmente imunes, é claro que um cenário de forte desaceleração global atinge o Brasil, mas em uma magnitude muito menor que no passado. O forte crescimento da produção industrial em maio, com alta de 1,6% em relação a abril, indica que o PIB vai crescer mais de 4% como afirma o ministro Guido Mantega? O número de maio foi muito bom e reforçou nossas expectativas de crescimento de 4,5% da produção industrial e de 3,8% do PIB em 2006. Isso significa que na média dos últimos três anos, incluindo 2006, cresceremos a uma taxa 1% superior à média de 2,6% dos últimos 20 anos. Isso foi conquistado graças ao ajuste externo e à estabilização da economia, que permitiram essa elevação do nosso PIB potencial. Para crescer acima disso precisamos de um ajuste fiscal e de reformas estruturais com a da previdência, a tributária, a trabalhista... A previsão do senhor para o crescimento da economia em 2006 é de quanto? Não corremos o risco de termos mais um fiasco em relação às previsões em relação ao PIB como ocorreu no ano passado? Não acredito que o crescimento esse ano fique muito abaixo das previsões. Os números até agora apontam um sinal inequívoco de aceleração em relação ao ano passado. Não podemos esquecer que o resultado do ano passado foi afetado pelas crises do setor agrícola e política e pelos efeitos da política monetária contracionista que acabou em maio de 2005. Esse ano, pelo contrário, estamos sentindo os efeitos da política monetária expansionista iniciada em setembro do ano passado. Esperamos que na próxima reunião haja mais uma queda dos juros para 14,75% ao ano. Se isso se confirmar teremos os juros mais baixos desde março de 1975 e com a inflação totalmente sob controle. No Brasil a taxa de juros tem sido sempre utilizada como único instrumento de política monetária para controlar a inflação, evitar fuga de capitais etc. O senhor apontaria outras alternativas que não penalizasse tanto a economia e os cidadãos brasileiros? Quais? A taxa de juros é, sem sombra alguma de dúvida, o melhor instrumento de controle da inflação. É claro que algumas medidas facilitam o trabalho da política monetária, fazendo com que sejam necessárias taxas de juros mais baixas para conter a inflação. O ajuste externo foi um claro exemplo disso. O ajuste fiscal e a independência do Banco Central também ajudariam nesse processo. O senhor acredita que a taxa de juros no Brasil chegue a 14% este ano? Este é o juro ideal? Qual seria o reflexo para a população? Nossas projeções indicam taxa de juros de 14% ao ano no final de 2006. É claro que esse não é o juro ideal e está ainda muito acima da média mundial, mas talvez seja a taxa de juros possível no curto prazo. De qualquer forma, o atual cenário de estabilidade de preços sem pressão de hiato do produto permite que novos patamares de juros sejam testados e é isso que o Banco Central está fazendo, mas tudo é uma questão de sintonia fina, o Banco Central não pode correr o risco de errar a mão e perder a credibilidade conquistada a duras penas, e os efeitos da política monetária são defasados. O senhor concorda que este ano eleitoral deve ser mais tranqüilo do que foi em 2002 e que o candidato eleito encontrará a casa arrumada? Desta vez não haverá volatilidade do dólar, crise de credibilidade externa etc.? Sem dúvida, o processo eleitoral este ano será mais tranqüilo do que em 2002, quando havia fortes dúvidas a respeito da política econômica que seria adotada. Havia, portanto, uma crise de credibilidade no próximo governo. Neste ano as dúvidas são bem menores que em 2002. É claro que ainda restam perguntas importantes que envolvem, sobretudo, a questão fiscal e as reformas estruturais. Este ano poderia até se tornar uma surpresa bastante positiva se os candidatos sinalizassem algo nessa direção, ou seja, comprometimento fiscal e com reformas fundamentais como a da previdência. A propósito, qual política econômica dos candidatos seria melhor para o futuro do Brasil? O senhor poderia falar um pouco sobre isso? Muitos culpam os juros e o câmbio pelos problemas do país, mas a estabilidade de preços, resultado do regime de metas para a inflação, e a correção dos desequilíbrios externos, resultado do câmbio flutuante, serviram para explicitar as ineficiências. Resolvemos o problema da inflação e do balanço de pagamentos e elevamos nosso crescimento potencial para algo entre 3,5% e 4%. Para crescer acima disso fica claro a necessidade de reformas e do ajuste fiscal. Qual deveria ser a primeira providência do novo governo brasileiro? Fazer uma reforma tributária? O primeiro passo deveria ser o ajuste fiscal. Em segundo, eu diria a reforma da previdência que é de longe a conta mais deficitária do governo e que garantiria o equilíbrio fiscal no longo prazo. A reforma tributária é importantíssima, assim como a trabalhista, mas para que elas sejam encaminhadas é necessário primeiro o ajuste fiscal, já que elas num primeiro momento se traduzem em queda da arrecadação do governo. Que avaliação o senhor faz dos bancos brasileiros? Eles não cobram tarifas altas demais? E o spread bancário? O senhor apontaria uma solução que favorecesse o consumidor brasileiro? Os bancos no Brasil não cobram tarifas mais altas que as cobradas no resto do mundo. A conta de serviços, no Brasil, não chega a um terço do lucro dos bancos. O spread no Brasil é elevado em relação a outros países porque os impostos sobre o crédito são mais elevados, os compulsórios são mais elevados, há o subsídio cruzado e as distorções causadas pelas exigibilidades, além da inadimplência que também é mais elevada. As operações desmonte dos compulsórios e do crédito direcionado, a diminuição dos impostos e a queda da inadimplência contribuiriam para a queda dos spreads e para o aumento do crédito. A queda dos spreads favorece os bancos ao elevar o número de operações. Por que os bancos são o único setor do País que conseguem lucros fabulosos há anos? Eles não deveriam participar com uma parcela maior para o desenvolvimento e crescimento do País? Os bancos não são o único setor que consegue lucros elevados. O lucro do Bradesco no ano passado, que foi o maior lucro da história dos bancos no Brasil, foi a metade do lucro da Vale (do Rio Doce) e menos de um quarto do lucro da Petrobras. Além disso, dado que o negócio dos bancos consiste em gerenciar riscos é razoável esperar que os lucros do setor sejam elevados, como ocorre em todo o mundo. Quem ousaria aplicar seu dinheiro em uma instituição bancária que desse prejuízo? Quanto ao desenvolvimento, um sistema financeiro saudável é essencial para o crescimento sustentado. A escassez de crédito era apontada como um dos principais entraves para o crescimento no País. O crescimento do crédito nos últimos anos, sem dúvida, contribuiu para o crescimento. Além disso, o setor gera muitos empregos. A título de comparação, enquanto o Bradesco possui 72.000 funcionários, a Vale possui 38.000 e a Petrobras, 44.000. O que o senhor acha do boom de crédito que o Brasil vive desde abril de 2003? O senhor acha que outros grupos, além dos aposentados e servidores públicos beneficiados com o crédito consignado, poderiam fazer empréstimos com juros menos exorbitantes que os do CDC e crédito pessoal dos bancos e financeiras em geral? O crescimento do crédito destinado às pessoas físicas foi bastante generalizado. De fato, as modalidades onde a garantia é menor e os juros são maiores, como o crédito pessoal excluindo o consignado e o cheque especial, são as que têm apresentado menor crescimento. Há mais de dois anos as operações de leasing e de crédito para aquisição de veículos têm crescido de maneira expressiva e essas são as modalidades com menor taxas de juros porque, como o consignado, a garantia é melhor, e a inadimplência bem mais baixa. O crédito imobiliário também tem crescido bastante com a melhora das garantias. O patrimônio de afetação, a lei do incontroverso e a alienação fiduciária foram fundamentais para fomentar esse mercado. Melhores garantias e menor inadimplência resultam em juros menores. O cadastro positivo, ao melhorar as informações sobe os consumidores, também deve contribuir nessa direção. O sistema de metas de inflação é ideal para o Brasil? Parece que este ano, pela primeira vez, a inflação vai ficar abaixo da meta de 4,5%. É isso mesmo? Nossas projeções apontam para um IPCA de 3,9% em 2006, abaixo, portanto, da meta de 4,5% do Banco Central. Isso confirma que o regime de metas funciona no Brasil e esse sistema permite que a inflação fique acima ou abaixo do centro da meta, desde que dentro das bandas, para fazer frente a choques temporários. A inflação desse ano é resultado de efeitos duradouros, como a menor vulnerabilidade externa e a maior credibilidade do Banco Central, e de efeitos temporários, como a queda acentuada dos preços agrícolas. O regime de metas permite gerenciar melhor os choques temporários e focar nos choques permanentes. A distribuição de renda melhorou. O senhor acredita que no futuro o País possa distribuir melhor suas riquezas? A última PNAD (Pesquisa Nacional de por Amostra de Domicílios, do IBGE)divulgada, de 2004, mostrou que houve queda acentuada da pobreza, -8% em relação a 2003, e da distribuição de renda, -2% no índice de Gini. Dados do mercado de trabalho em 2005 e 2006 permitem supor que essa é uma tendência duradoura. Os dados regionais também confirmam essa tendência, com as regiões Norte e Nordeste crescendo acima da média do País. Enquanto as coisas não mudam, onde o senhor acha que o brasileiro deveria aplicar o seu rico dinheirinho podendo ter bons lucros? Isso varia muito com o perfil do investidor. Tenho certeza que o gerente Bradesco saberá responder melhor a essa pergunta com base nas características do cliente. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| CONFRUTI | |
| Comunicado - Fruta doce | |
| Planejar os rumos da fruticultura no Ceará pelos próximos 10 anos. Esse é um dos principais objetivos da Conferência da Fruticultura Irrigada (Confruti), que acontece nos próximos dias 18 e 19, em Beberibe. O Estado já responde por 10% das exportações de frutas do País, com negócios de US$ 44,3 milhões somente no passado e potencial para crescer. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| FEIRA DE TECNOLOGIA E CALÇADOS DO CEARÁ | |
| Comunicado - Calçados | |
| CALÇADOS- Será aberta hoje, em Juazeiro, IX Feira de Tecnologia e Calçados do Ceará (Fetec). Expectativa da geração de R$ 50 milhões em negócios. | |
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| O ESTADO |
16 de agosto de 2006 |
| FRUTAL 2006 | |
| Política - Vai dar forró | |
| A 13a Semana Internacional da Fruticultura, Floricultura e Agroindústria que será realizada de 11 a 14 de setembro que vem aqui em Fortaleza, está esperando negócios superiores e US$ 10 milhões, em flores e frutas e a US$ 35 milhões com a venda de máquinas e produtos, equipamentos e serviços. O foco da Frutal deste ano é o agronegócio e exportação. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Gente de Empresas - Pode e deve melhorar | |
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O setor industrial brasileiro avalia que o País encontra-se em situação vulnerável, tanto às mudanças no cenário internacional, com menor expansão do comércio provocada pela queda dos preços das commodities, como pela desaceleração do consumo, induzida pelo maior nível de endividamento das famílias e pelo fim do ciclo de reposição de bens duráveis. Essa avaliação tem por base os dados do IBGE sobre a produção industrial que revelam um desempenho modesto no primeiro semestre, apesar de ter abrangido quase todos os estados brasileiros. Pela avaliação do setor industrial, a expansão foi concentrada em poucos setores. “Crescimento quase generalizado em termos regionais, mas concentrado setorialmente”, revela a análise feita pelo Iedi - Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, para quem o recuo da produção industrial em junho, de 1,7% em relação a maio, na série com ajuste sazonal, foi o resultado da retração da atividade da indústria na maioria das regiões.
Crescimento setorizado Já os dados divulgados pelo IBGE com relação ao acumulado no primeiro semestre do ano revelam que o resultado foi de expansão em dez das regiões pesquisadas, contra a queda em somente quatro regiões. “Todavia, diz o Iedi, o crescimento quase generalizado em termos regionais no período janeiro-junho precisa ser qualificado. O desempenho favorável dos estados que mais se destacaram, como Pará, 13,5%, Ceará, 7,2%, Bahia, 5,5%, Pernambuco e Espírito Santo, ambos com 4,7%, foi ancorado em dois ramos de atividades. Pontos positivos Em primeiro lugar, aponta a análise do Instituto, houve expansão no setor de produtos básicos como minério de ferro, produtos siderúrgicos, petróleo, celulose e açúcar, estimulado pelas vendas externas, que não sentiram os efeitos adversos da apreciação cambial graças ao comportamento favorável dos preços e lideraram as exportações no primeiro semestre. Em seguida, as atividades produtoras de bens de consumo, duráveis, semi e não-duráveis, foram beneficiadas pelo crescimento da renda real da população, pelos programas de complementação de renda do governo federal e pela expansão do crédito, destaca o Iedi. Para melhorar Assim, os dados da produção industrial regional revelam que o desempenho modesto da indústria no primeiro semestre, apesar de ter abrangido quase todos os estados brasileiros, foi concentrado em poucos setores e, nesse contexto, a manutenção da política de redução dos juros básicos, ações voltadas para a redução dos “spreads” bancários e a perseguição de uma taxa de câmbio competitiva constituem instrumentos fundamentais para que a performance da indústria melhore no segundo semestre e garanta a almejada evolução, entre 5% e 6% no ano. Claro que não é só o setor industrial que espera por essas ações efetivas por parte da equipe do ministro Guido Mantega. Pólos contrários Pelos dados do IBGE, como observa o Instituto, o Pará foi o único estado onde as taxas de crescimento trimestrais mantiveram-se num patamar elevado, tanto no primeiro trimestre, quando cresceu 12,6%, quanto no segundo, com crescimento de 14,2%. As demais regiões apresentaram variação negativa ou desaceleração do primeiro para o segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2005. Em São Paulo, por exemplo, o parque fabril de maior peso no País, registrou retração de 2,3% após uma seqüência de dois resultados positivos. Papel invertido Com desempenho acima da média nacional, que registrou queda de - 1,7%, apareceram o Espírito Santo, Pernambuco, Ceará e Pará, com taxas positivas de 5,1%, 2,2%, 0,9% e 0,2%, respectivamente. Entre junho de 2006 e junho de 2005, especificamente, houve recuo em cinco das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. Novamente, o Estado do Amazonas foi destaque, onde a produção industrial mensal teve decréscimo de 20% no período, sendo o maior de todos. Foi a terceira taxa negativa consecutiva e a menor desde o início da série histórica apresentada pelo Estado que, até agosto de 2005, era líder disparado de taxas de crescimento mensais. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais também houve retração. No mais É verificar que esse resultado da média nacional sofre influência direta do desempenho do Estado de São Paulo que responde por cerca de 40% da produção nacional e que teve um mau desempenho em junho, influenciando os resultados do País. Houve greve na indústria automobilística e paradas nas fábricas por causa da Copa do Mundo. No segundo semestre, tudo pode e deve ser diferente, consolidando uma projeção de crescimento na economia como um todo. Os indicadores apontam para isso. | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de agosto de 2006 |
| INDÚSTRIA BRASILEIRA | |
| Empresários querem investir mais, diz FGV | |
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PEDRO SOARES
DA SUCURSAL DO RIO Num ano de taxa de juros menor, as indústrias estão mais dispostas a investir: 53,6% das empresas pretendem ampliar seus gastos neste ano em construção de fábricas ou na compra de máquinas em relação ao que foi aplicado em 2005. É o que revela a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV (Fundação Getulio Vargas). Das 642 indústrias pesquisadas em julho pela FGV, 344 projetam despesas maiores com investimentos, já considerando o efeito da inflação no período. A sondagem, que captou a expectativa dos empresários em julho, identificou ainda crescimento na proporção dos gastos com investimentos. Em julho de 2005, as empresas declararam que iriam investir naquele ano 6,1% do seu faturamento. O percentual subiu para 7% na projeção para 2006. Segundo Flávio Castello Branco, economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria), os dados são "compatíveis com a expectativa de um crescimento moderado neste ano" -em torno de 3,5%. A sondagem, diz, mostra que as indústrias pretendem acelerar investimentos em 2006 para atender ao crescimento do consumo previsto para o segundo semestre deste ano e especialmente para 2007. Para Castello Branco, um nível de investimento de 7% do faturamento ainda é "baixo" e "insuficiente" para sustentar um crescimento econômico mais vigoroso no futuro. "Poderíamos ter taxas de investimento mais altas." | |
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| VALOR ECONÔMICO |
16 de agosto de 2006 |
| CONSTRUÇÃO CIVIL | |
| Construção 'puxa' resultado do 2º trimestre | |
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O investimento, entendido como formação bruta de capital fixo (FBCF), deve registrar no segundo trimestre do ano uma queda, na média das projeções, de 0,48% ante os primeiros três meses do ano, com ajuste sazonal, e crescimento de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado, resultado bem abaixo dos 9% de expansão entre janeiro e março.
Esse fraco desempenho não será suficiente para reverter a tendência de crescimento da taxa de investimento este ano, avalia Eduardo Velho, economista-chefe da Mandarim, gestora de ativos. Na sua projeção, a taxa de investimento, ou participação dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB), deve alcançar a taxa de 21% do PIB até dezembro. A construção civil evitou que o investimento recuasse mais entre abril e junho. Segundo o economista, o setor, depois de conhecer "o fundo do poço" nos últimos quatro anos, está vivendo agora um processo forte de aquecimento, que abrange projetos na construção pesada, incluindo obras públicas, até a construção imobiliária nos grandes centros. Até junho, o financiamento habitacional acumulou crescimento em 12 meses de 22,4% em termos nominais. Deflacionado pelo IPCA, chega-se a uma variação em termos reais de 17,6%, um fenômeno, na análise de Velho. A tendência do investimento é de recuperação no terceiro trimestre, ancorado na construção civil. Segundo o Sinduscon-SP, o setor deve crescer 5,1% este ano, recuperando as perdas entre 2001 e 2003. O setor de bens de capital continuará melhorando, mas o forte será a construção, ressalta Velho. Segundo o economista, "o varejo continua aquecido e o rendimento das pessoas muito bom, o que leva o BC a se preocupar mais com a os riscos de uma inflação de demanda", observa. "Mas isso indica que o comércio vai puxar mais encomendas para a indústria. A dúvida é se o PIB vai chegar a 4%. Tudo vai depender da indústria. Produção e investimento vão voltar a crescer no terceiro trimestre." | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| H.B. CALÇADOS | |
| Lêda Maria - Cenários - H.B. Calçados | |
| Colaborando sempre com o desenvolvimento da região, a gaúcha H.B. Calçados, instalada em Aracati, acaba de oferecer mais 600 empregos diretos, em sua moderna fábrica, instalada próxima à beleza do rio Jaguaribe. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
16 de agosto de 2006 |
| VICUNHA TÊXTIL | |
| Câmbio prejudica resultados da Vicunha | |
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São Paulo, 16 de Agosto de 2006 - A Vicunha Têxtil encerrou o primeiro semestre deste ano com prejuízo de R$ 85,5 milhões, bem acima das perdas de R$ 20,43 milhões registradas em igual período do ano passado. No segundo trimestre a perda foi de R$ 48,53 milhões, ante R$ 17,08 milhões do ano anterior. A receita líquida de vendas de uma das maiores companhias têxteis do Brasil caiu de R$ 377,12 milhões no segundo trimestre de 2005 para R$ 330,74 milhões em igual intervalo deste ano. No acumulado de seis meses somou R$ 629,15 milhões ante os R$ 708,69 milhões de 2005.
Segundo a empresa, o volume de vendas de índigos e brins no mercado interno mantiveram-se estáveis, já nas linhas de artificiais e sintéticos houve redução nos resultados devido a apreciação do real frente ao dólar que também teve impacto nas exportações. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Redação) | |
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| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| JORGE PARENTE | |
| Sônia Pinheiro - Mistura fina - Jorge Parente | |
| Francisco Gros, ex-presidente do Banco Central, da Petrobras e do BNDES, e Isabel jantavam com Jorge Parente e Nadja, no Nostradamus, último sábado. | |
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| GAZETA MERCANTIL |
16 de agosto de 2006 |
| ELEIÇÕES 2006 - SUCESSÃO PRESIDENCIAL | |
| Sem Lula, primeiro debate decepciona | |
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São Paulo, 16 de Agosto de 2006 - Candidatos se limitaram a atacar o adversário petista, mas sem provocar polêmicas. Um jogo de segunda divisão, marcado pela ausência de lances estimulantes para a torcida, que só faltou bocejar, tamanho o desinteresse. Esse poderia ser o retrato falado do primeiro debate entre os candidatos à Presidência, realizado anteontem à noite pela Rede Bandeirantes de Televisão. Além do principal jogador não ter comparecido - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição -, no restante do time não tem alguém com força suficiente para mudar o jogo estabelecido.
O principal adversário de Lula, o tucano Geraldo Alckmin (PSDB), enfrentou o desconforto de ter de se defender das perguntas indigestas apontando a responsabilidade dos doze anos do governo tucano no estado de São Paulo na crise de segurança iniciada em maio. E, a exemplo dos demais presidenciáveis, criticou a ausência do presidente Lula ao debate. "O presidente Lula deveria estar aqui prestando contas à população por ter se omitido nos problemas da segurança pública", ressaltou, prometendo entrar na "causa do problema", ou seja, atacar o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro. "Nossa prioridade absoluta é resgatar a esperança. Sentimos a população desencantada com corrupção, desvio de dinheiro em ministérios, com má gestão", afirmou, alfinetando seu adversário. Alckmin estabeleceu duas "prioridades absolutas": um projeto nacional de desenvolvimento com emprego, renda e trabalho e a qualidade da escola pública. Um tom mais agressivo foi ensaiado pela candidata do PSol, senadora Heloísa Helena (AL), que embora em situação confortável para desferir flechadas em todas as direções - especialmente para o seu ex-companheiro petista -, tem um limite na competição, calculado em torno de 10% das intenções de votos, como demonstram as pesquisas. Ela citou a "roubalheira do governo Lula", assegurou que banqueiros e políticos corruptos irão perder se ela se eleger e atribuiu aos governos do PT e do PSDB "o caos" na segurança pública em São Paulo. Avisou que vai baixar a taxa de juros pela metade - "não para comprar mensaleiro e sanguessuga, mas para investir mais em saúde e educação". E lembrou: "Sou daquelas mulheres que dizem e fazem". Por mais que o mediador, o jornalista Ricardo Boechat, e seus auxiliares - os jornalistas Franklin Martins, José Paulo de Andrade e Joelmir Beting - se esforçassem para colocar um pouco de emoção às jogadas, os cinco blocos do debate foram mornos. O pedetista Cristovam Buarque, "o pernambucano de uma nota só", enfatizou outra vez sua prioridade absoluta para a educação como ponto de partida para o desenvolvimento econômico com inclusão social no Brasil. Outro pernambucano, Luciano Bivar (PSL), defendeu o imposto único como caminho para formalizar a classe trabalhadora e geração de novos empregos e a privatização dos presídios, como na França, para acabar com os motins nas cadeias. José Maria Eymael, do PSDC, não perdeu a chance: "Vai ver o presidente Lula não veio a esse debate porque também não sabia disso, a exemplo das outras coisas que aconteceram em seu governo". Rui Pimenta, do PCO, não participou do debate. Além de escancarar a falta de propostas para os problemas do País - especialmente sobre como pretendem superar as dificuldades atuais -, o primeiro debate dos presidenciáveis foi uma demonstração cabal de chavões. Para o gaúcho Eymael, "o Brasil vive hoje luta do mal contra o mal". O mal do governo FHC, que aumentou a carga tributária e produziu desemprego, e o mal do governo atual, que, segundo ele, além de copiar o anterior, retirou a esperança da população. "Minha proposta central é transformar o Estado de senhor em servidor", disse, repetindo o bordão da campanha. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 7)(Liliana Lavoratti) | |
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| O POVO |
16 de agosto de 2006 |
| ELEIÇÕES 2006 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Vertical - Outro Cid | |
| Para se dedicar à campanha de reeleição do governador Lúcio Alcântara, Luiz Gastão pediu licença do cargo de presidente da Federação do Comércio abrindo vaga para Cid Alves. Falando sobre evento político que comandou em Sobral, no fim de semana, Gastão não poupou: "Vimos que o povo de Sobral também quer dar um basta à oligarquia dos Ferreira Gomes". | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de agosto de 2006 |
| PARTIDOS POLÍTICOS - FILIADOS | |
| Partidos possuem 11,6 milhões de filiados; maioria está no PMDB | |
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PT é o que mais cresceu desde posse de Lula e tem mais filiações no exterior
SILVANA DE FREITAS DA SUCURSAL DE BRASÍLIA O Brasil têm 11.560 milhões pessoas filiadas aos 29 partidos políticos -9,18% dos 125.913 milhões de eleitores inscritos para votar em outubro. A sigla com maior número de filiações é o PMDB, seguida por PP, PSDB, PT e PFL. Apesar de se manter na liderança, com quase o dobro de adeptos que PP, PSDB, PT e PFL, o PMDB foi quem mais perdeu filiados desde outubro de 2002, data das últimas eleições presidenciais, caindo de 2.217 milhões para 2.023 milhões em abril. O PT foi o que mais cresceu após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em três anos e meio, saltou de 828.781 filiados para 1.091 milhão (219.383 a mais). Outro partido que cresceu é o PTB, que era presidido pelo deputado cassado Roberto Jefferson. A sigla tinha 985.204 filiados em abril deste ano, contra 823.178 em outubro de 2002. Entre os dez partidos com maior número de filiados houve perda de adeptos no PMDB, no PL e no PP, aumento no PT, no PTB e no PPS e estabilidade no PSDB, no PFL, no PDT e no PSB. Entre os chamados "nanicos", o PRB, do vice-presidente, José Alencar, registrou o menor número de filiados: 3.295. Já o PDT, do presidenciável Cristovam Buarque, está em sétimo lugar em número de filiações, com 957.711 nomes. Os dados foram divulgados ontem pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com base em informações prestadas pelos partidos em abril deste ano. O número de filiações sofreu pequena elevação em três anos e meio. Em outubro de 2002, havia 11,131 milhões de inscritos. Apesar de esses números serem oficiais do TSE, os partidos políticos têm dificuldades para contabilizar um número exato de filiados já que muitos podem deixar o partido sem informar. Dos brasileiros filiados a partidos, 601 moram em outros países. O PT é a sigla que tem mais adeptos nesse grupo (135 nomes), seguido pelo PMDB (79), PSDB (54) e PFL (53). Na distribuição por Estados, 2,339 milhões dos filiados estão em São Paulo, 1,283 milhão em Minas Gerais, 1,063 milhão no Rio Grande do Sul, 832.019 no Rio de Janeiro e 755.814 no Paraná. O Estado com menos filiados é Roraima (24.645). | |
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| FOLHA DE SÃO PAULO |
16 de agosto de 2006 |
| ELEIÇÕES 2006 - SUCESSÃO ESTADUAL | |
| Tasso não participa, diz Lúcio | |
| Em entrevista à TV Verdes Mares, o governador Lúcio Alcântara (PSDB), candidato à reeleição, reconheceu que o senador Tasso Jereissati (PSDB), presidente nacional do partido, não participa de sua campanha: "Ele não está participando da campanha", disse Lúcio. "Ele está cuidando da campanha nacional, e eu estou cuidando da minha campanha aqui no Ceará." Os dois romperam quando Lúcio insistiu em ser candidato, o que causou a cisão entre os grupos de Tasso e Ciro Gomes (PSB). | |
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| VALOR ECONÔMICO |
16 de agosto de 2006 |
| DEMISSÕES ENTRE SALÁRIOS MAIS ALTOS | |
| Cai ritmo de demissões entre salários mais altos | |
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O volume total de postos de trabalho para os profissionais que ganham os salários mais altos continua diminuindo em 2006. No entanto, a diferença entre contratações e demissões na faixa entre cinco e dez salários mínimos (R$ 1,75 mil e R$ 3,5 mil) caiu pela metade na comparação entre os primeiros semestres de 2002 e 2006. Para os que ganham acima desse valor (mais de dez mínimos), a intensidade deste movimento também foi reduzida, mas em 42%. A informação é da economista Paula Montagner, assessora especial do ministro do Trabalho, Luiz Marinho e coordenadora do Observatório do Mercado de Trabalho.
No confronto entre os mesmos períodos deste ano e do ano passado, também ocorre uma melhora no quadro das faixas salariais mais altas. Nos primeiros seis meses de 2005, o saldo entre admissões e dispensas foi negativo em 42.021 vagas para quem ganha entre cinco e dez salários mínimos. Neste ano, a diferença foi de menos 32.777. Para quem recebe acima de dez mínimos por mês, o primeiro semestre do ano passado, foi de saldo negativo em 24.983 postos de trabalho. Em 2006, até junho, o saldo foi de menos 20.672 vagas. "Continua o movimento de demitir quem ganha mais para contratar substitutos com salários menores, mas a intensidade é menor nesse processo", comenta Paula. Nos primeiros seis meses deste ano, a indústria reduziu 7.676 postos com salário acima de R$ 3,5 mil. O setor de serviços também eliminou, nesse período, 7.164 empregos formais nessa faixa salarial. Nesse grupo de renda mais alta, o saldo também foi negativo para o comércio (3.359) e para a construção (1.490). Algumas características, diz Paula, explicam essa queda no saldo entre contratações e demissões nas vagas com carteira assinada para os salários mais altos. Nos ciclos de crescimento econômico, as grandes empresas tendem a manter empregados mais capacitados. A segunda marca desse comportamento do mercado de trabalho é que, as empresas menores ainda apresentam muita flutuação de desempenho e, na média, têm alta rotatividade de mão-de-obra. A terceira característica, segundo Paula, é positiva: a alta rotatividade também mostra disputa por talentos. As políticas públicas, contudo, estão voltadas para os segmentos menos qualificados dos trabalhadores e não para os maiores salários - e portanto, de pessoas mais qualificadas. Essa política aparece na valorização mais intensa do salário mínimo. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, mostra que em 2004 cerca de 20% da população ocupada ainda ganhava menos que o salário mínimo. Paula explica que isso ocorre porque, na área agrícola, esses trabalhadores não são empregados e sua renda é menor que o valor do mínimo. Outra razão são as pessoas que trabalham menos que as 40 horas semanais. Nas seis regiões metropolitanas, os números de janeiro a maio mostram que dois terços trabalham menos que 40 horas semanais. Um terço é formado pelos tradicionais informais: domésticas, por conta própria, pequenos empreendedores, trabalhadores familiares sem remuneração. No grupo das domésticas, muitas são diaristas e não conseguem trabalhar 40 horas semanais. "Não há sinal aparente de o aumento do mínimo ter se voltado contra o emprego em abril e maio deste ano", conclui Paula. O impacto direto do salário mínimo na economia não é grande porque seu valor é baixo. Na massa salarial de 2004 (última PNAD disponível) o aumento de 10% do salário mínimo significou acréscimo de 1% no total. Mas Paula alerta para a relevância dos impactos indiretos: mais consumo e menos pobreza. A assessora do ministro do Trabalho admite que é lenta a transmissão do aumento da renda do salário mínimo para o crescimento do consumo. Isso porque o que ocorre, num primeiro momento, é o pagamento de dívidas. Depois, melhora o consumo alimentar. Só num estágio posterior é que crescem as vendas dos produtos de maior valor. Paula adverte que, nessa conjuntura, é fundamental ampliar o acesso ao crédito, que, por sua vez, depende da formalidade do mercado de trabalho. | |
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| DIÁRIO DO NORDESTE |
16 de agosto de 2006 |
| EMBRATUR | |
| Vaivém - Allan na posse de Janine | |
| O secretário Allan Aguiar, do Turismo, esteve no DF na posse da presidente da Embratur, Janine Pires, “ órgão que nós temos uma parceria importante e que vem ajudando o Estado do Ceará na promoção e divulgação do seu potencial turistico nos mercados internacionais”. Circulou também no Ministério do Turismo, tentando operacionalizar alguns convênios e repasses, algumas intervenções, inclusive dentro do Prodetur-Nordeste II, que já está com suas ordens de serviços sendo dadas”. Aguiar afirmou que não houve queda do fluxo turistico nacional nem internacional para o Ceará no mês de julho e “sim maior 5,4% do que julho de 2005. O que houve foi uma perda de competitividade da cidade de Fortaleza”. | |
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