Fortaleza, CE - sexta-feira, 27 de abril de 2007

AIRM - ASSESSORIA DE IMPRENSA E RELAÇÕES COM A MÍDIA - UNIDADE DE CLIPPING


FIEC
- Prêmio Êxito Empresarial terá recorde de inscrições
- Eonomia - FIEC
- Variedades - Natureza
- Sônia Pinheiro - EM SAMPA
- FIEC - Indústria quer discutir política ambiental
- Anuário do Ceará 2007-2008

SENAI
- Pesquisa revela que indústria prefere contratar experientes
- Candidato inexperiente tem mais chance no CE

IEL
- Economia - Curso Responsabilidade Social

ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
- Edilmar Norões - NE: a vez é essa

AJE
- Sônia Pinheiro - AJE

BRASIL
- Comissão aprova redução de maioridade penal

CIÊNCIA E TECNOLOGIA
- Egídio Serpa - Nuteral

COMBUSTÍVEL
- Gás será importado da Nigéria via CE e RJ
- Gasolina não deve subir, prevê BC
- Vertical S/A - Gás nigeriano para depender menos da Bolívia

COMÉRCIO EXTERIOR
- China pede esclarecimentos por tarifa maior
- Têxteis e calçados querem novas medidas
- Aumento de tarifa deve beneficiar setor têxtil
- Brasil vai reclamar, na OMC, de "extorsão" no comércio de camarão
- Setor têxtil da UE teme prejuízo com alta de tarifa no Brasil
- Governo planeja reduzir superávit com países da região
- Vertical S/A - Importados: decisão do governo teve peso têxtil

ECONOMIA
- IGP-M desacelera para 0,04% em abril
- Indicadores Econômicos
- Juro bancário cai 7,2 pontos em 12 meses

EMPRESARIADO
- Sônia Pinheiro - Encontro Elegante

EMPRESAS
- Prêmio deve ter 700 inscritos

ENERGIA
- Egídio Serpa - Olho na luz (1)

EVENTOS
- Lêda Maria - Molduras
- O maior evento do setor hoteleiro

GÁS NATURAL
- Arce divulga hoje parecer provisório

INDÚSTRIA
- Índice de confiança na indústria cresce 3,9% em abril

INDÚSTRIA DE CAFÉ
- Funcafé libera recurso para a colheita de café

INDÚSTRIA DE COUROS E PELES
- Indústria de couro prevê expansão

INDÚSTRIA TÊXTIL
- Política - Atrás do lucro

INFRA-ESTRUTURA
- Vertical S/A - Visita no Mucuripe

LEGISLAÇÃO
- Falta de etiquetas implica em multa até R$ 6 milhões

POLÍTICA
- Confronto entre FHC e Tasso reabre crise entre tucanos

POLÍTICA MONETÁRIA
- Para BC, real forte contém inflação e pode reduzir juro
- Sem o BC, dólar estaria a R$ 1,80

RECURSOS HÍDRICOS
- Comunicado - Corredeira de críticas
- Ciro Gomes: transposição sai "na base de pau"
- Egídio Serpa - Deputados esperam o ministro

SEBRAE
- Investimentos em turismo e agronegócio

SINDICATO
- Edital Pregão Presencial - Sindmóveis
- 1° Encontro de Corretores da Ceará Rede Imóveis
- Setores querem desoneração

TRABALHO
- Maioria dos pisos salariais ficam abaixo de 1,5 salário mínimo
- Emprego com carteira assinada cresce a 36 meses

TRIBUTAÇÃO
- Nota fiscal e escrituração digital independem de mudança na Constituição


O ESTADO

27 de abril de 2007

 
PRÊMIO ÊXITO EMPRESARIAL
Prêmio Êxito Empresarial terá recorde de inscrições
Sebrae/CE e Gerdau esperam participação de 700 empreendedores
O Grupo Gerdau e o Sebrae/Ceará lançaram ontem o Prêmio Êxito Empresarial 2007, que prevê a participação de 700 empreendedores cearenses, número que representa 200/0 a mais que os inscritos no ano passado. Ao fazer uma explanação sobre a iniciativa, o analista do Sebrae, Joaquim Mendes Cavaleiro, disse que o objetivo da premiação é destacar a competitividade e as melhores práticas de gestão das micro e pequenas empresas do Estado, reconhecendo os esforços e ações que geram resultados em ganhos de qualidade, produtividade e retorno para a sociedade.

Contando também com o apoio da Federação das Indústrias do Ceará, Fecomércio, Governo do Estado, Movimento Brasil Competitivo e Programa Ceará de Excelência em Gestão, a versão 2007 do prêmio vai receber inscrições (gratuitas) nas categorias Indústria, Comércio, Serviço, Turismo e Agronegócio, até 30 de junho nos escritórios do Sebrae ou pelo si te www.premioexito.com.br. Também será concedido o Prêmio Empresa Cidadã, em reconhecimento à atuação dessas empresas junto à comunidade.

Uma comissão de alto nível será a responsável pela escolha das empresas vencedoras. Serão analisados os critérios de excelência do Prêmio Nacional da Qualidade, ajustados à realidade das micro e pequenas empresas. De acordo com os organizadores do prêmio, mais importante que o troféu e diploma concedidos é um relatório detalhado, elaborado pela equipe de consultores do Sebrae, apontando pontos fortes e oportunidades para a melhoria da avaliação que irá permitir aos dirigentes fazer uma reflexão dos rumos do seu negócio, tendo por base critérios utilizados em todo o mundo, além do fato dessa avaliação possibilitar desenvolver um plano de melhorias baseado nesse levantamento.

Oportunidade. Vencedores do Prêmio Êxito Empresarial de 2006, como os empresários Celso Pelúcio (Rolimão Rolamentos - Fortaleza - categoria Comércio) e Ronald Studart Guimarães (R2 Connect - Aquiraz categoria Serviços) atestam os benefícios ofertados a quem participa da premiação.

Para Ronald, a consultoria proporcionada pelo Sebrae e sem qualquer ônus é fundamental para que o micro e pequeno empreendedor reveja seus conceitos sobre a gestão dos negócios. "Esse instrumento aponta as nossas falhas e indica caminhos a seguir", ressalta.

Por sua vez,. Celso Pelúcio revela que a divulgação e a consultoria gratuita, por si só já justificaria a participação. "Empresas de pequeno porte, como as nossas, não teriam condições de pagar uma consulto ria que é fundamental para quem quer crescer. Daí a importância do prêmio", completou o dirigente da Rolimão Rolamentos.

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O ESTADO

27 de abril de 2007

 
NUMA - MEIO AMBIENTE
Eonomia - FIEC
Para o coordenador do Núcleo de Meio Ambiente (Numa) da FIEC, Renato Aragão, as ações praticadas em favor do meio ambiente e da comunidade são hoje exigência da sociedade, o que acaba incentivando o contínuo processo de inovação dentro das empresas, a fim de produzirem cada vez mais, usando cada vez menos recursos. "Numa sociedade globalizada, com alta competitividade entre empresas e elevado nível de informação, os consumidores têm amplo poder de escolha, razão por que já não é suficiente oferecer simplesmente um bom produto. É necessário vender, também, a imagem da empresa", salienta.
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O ESTADO

27 de abril de 2007

 
PRÊMIO FIEC DE DESEMPENHO AMBIENTAL
Variedades - Natureza
As inscrições para a 4ª edição do Prêmio FIEC de Desempenho Ambiental, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do Núcleo de Meio Ambiente (Numa), foram prorrogadas até 30 de abril.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
FIEC - ROBERTO MACÊDO
Sônia Pinheiro - EM SAMPA
Animada mesa no Antiquarius do Jardins, agrupava: Antônio Marques Cavalcante Filho, Fernando Férrer, Henrique Aguiar e Nilo Benevides.
No mesmo e chic cenário, noutra table, estava o presidente Roberto Macêdo, da FIEC, com empresários da paulicéia.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
POLÍTICA AMBIENTAL
FIEC - Indústria quer discutir política ambiental
A legislação ambiental brasileira é tida como uma das mais avançadas do mundo. Ao mesmo tempo, grandes obras como pontes, estradas e hidrelétricas estão paradas por falta de autorização dos órgãos responsáveis pela fiscalização no uso dos recursos naturais. Para discutir problemas como esse, será realizada, em junho, em São Paulo, a 1ª Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), um dos principais objetivos do encontro é chegar a um posicionamento comum do setor em relação às ações de preservação do meio ambiente. Além disso, a entidade irá realizar levantamentos em todas as federações estaduais para estabelecer compromissos e traçar metas. Auditorias, avaliações de desempenho e certificações ambientais são algumas das ações previstas.

De acordo com Wanderley Coelho, analista ambiental da CNI, a avaliação da indústria é que a legislação brasileira, atualmente, é centrada em controle e comando, ou seja, estabelece as proibições e restrições mas não oferece incentivo para estimular empreendimentos mais preocupados com os recursos naturais. “Não há financiamento com juros menores, por exemplo para projetos desse tipo”, esclarece.

Os técnicos da CNI vieram a Fortaleza para ouvir representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Fernando Ibiapina, presidente do Conselho Temático do Meio Ambiente (Cotema), ligado à Fiec, afirma que já existem reivindicações prontas pelo órgão para apresentar na Cibma. Uma das questões, explica ele, é a diferença no rigor de concessão das licenças ambientais nos estados. “Alguns são mais flexíveis, outros não. Nós defendemos critérios unificados de licenciamento para todo o País”.

Além disso, o Cotema quer o aumento do prazo das licenças ambientais, no caso das pequenas empresas, para dois anos. Hoje, de acordo com Fernando, a licença dura apenas um ano e precisa ser renovada por todos. Para ele, no caso das pequenas empresas, que não têm produção capaz de causar grandes impactos ambientais, não haveria problema em conceder mais tempo para a renovação.

Outro problema mais em evidência no Estado, segundo o presidente do Cotema, é a demora nos chamados planos de manejo, autorizações para empreendimentos da agroindústria em grandes áreas. Ele afirma que, por decisão do Governo Federal, as licenças passaram a ser de responsabilidade dos órgãos estaduais. Desde então, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) teria de passar os processos para a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e ainda não o fez. “Existe muita burocracia por parte dos órgãos ambientais”, avalia.

FERNANDO Ibiapina (foto: Roberto Kennedy 04/07/2002)

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O POVO

27 de abril de 2007

 
SESI - SENAI - ANUÁRIO DO CEARÁ
Anuário do Ceará 2007-2008
Anuário do Ceará 2007-2008

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O ESTADO

27 de abril de 2007

 
SENAI - QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Pesquisa revela que indústria prefere contratar experientes
Pesquisa divulgada ontem pelo Senai mostra que a maior parte das contratações na indústria brasileira são de trabalhadores com experiência anterior, 83,6% do total em 2005. E que a maioria dos trabalhadores que conseguiram o primeiro emprego na área industrial em 2005 eram jovens, do sexo masculino, e recebiam entre um e 1,5 salário minimo por mês. Entre eles, 57,1% tinham entre 18 a 24 anos de idade e 13,7% de 25 a 29 anos.

A pesquisa apontou ainda que a maior parte das vagas para trabalhadores sem experiência foi oferecida para aqueles que tinham ensino médio completo, equivalente a 27% das ofertas de emprego. O estudo do Senai mostra que apenas 9,3% dos que foram admitidos no primeiro emprego em 2005 tinham só até a quarta série do ensino fundamental. Os trabalhadores com experiência admitidos (79,6% do sexo masculino) pela indústria em 2005 são mais velhos e têm menos escolaridade, e apenas 29,3% dos admitidos em reemprego tinham entre 18 e 24 anos de idade. Quase 40% dos admitidos com experiência anterior não tinham o ensino médio completo, mas sua remuneração era maior do que a oferecida aos novatos que vão trabalhar na indústria.

A pesquisa foi coordenada pelo professor João Saboia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele destaca que as empresas preferem contratar quem tem mais experiência, e isso acontece em todo o mundo. Mas, apesar dessa tendência, existem segmentos industriais no Brasil, como o da madeira, mobiliário, têxtil, vestuário, calçados, alimentos e bebidas, que dão preferência aos trabalhadores que se candidatam ao primeiro emprego.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
CONTRATAÇÃO NA INDÚSTRIA
Candidato inexperiente tem mais chance no CE
A RMF é a sétima mesorregião geradora de primeiro emprego no setor industrial em todo o País, com 13.347 vagas

Contrariando tendência verificada nacionalmente, a indústria cearense prefere contratar profissionais sem experiência anterior. Foi o que constatou a pesquisa Caracterização das Admissões na Indústria, elaborada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e divulgada ontem. Conforme o levantamento, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) é a sétima mesorregião geradora de primeiro emprego no setor industrial em todo o País, com 13.347 vagas geradas ao longo de 2005.

Para se ter uma idéia, quando analisado o reemprego — contratação de pessoa com experiência anterior, a RFM cai para a 16ª posição entre as mesorregiões pesquisadas pelo Senai, com 49.594 vagas.

Para os técnicos que elaboraram a pesquisa, coordenada pelo professor João Sabóia, a explicação para o fato de a RMF divergir do comportamento nacional, está ligada ao perfil dos setores da indústria de transformação que mais empregam no Estado. ´Madeira, mobiliário, têxtil, vestuário, calçados, alimentos e bebidas tendem a dar preferência a trabalhadores de primeiro emprego´, diz o estudo. Pelo menos quatro deles são os carros-chefes da produção industrial no Ceará.

No indicador de contratação de mão-de-obra sem experiência anterior — que independe da idade mas geralmente se concentra entre os jovens —, a Grande Fortaleza perde apenas para as regiões metropolitanas de São Paulo (68.659 vagas), Belo Horizonte (28.865), Rio de Janeiro (17.898) e Porto Alegre (17.280). Mas ultrapassa Curitiba (11.126) e Salvador, com 11.009.

A pesquisa do Senai mostra, ainda, que o Ceará respondeu por 3,5% do total de admissões ao primeiro emprego na indústria nacional. Foi destaque no Nordeste, perdendo para a Bahia, com participação de 3,9%. O peso maior foi de São Paulo, que respondeu por uma de cada quatro admissões ao primeiro emprego.

Setores

Conforme esperado, a admissão ao primeiro emprego na indústria está bastante concentrada regionalmente. A Região Sudeste representa 44,5% do total. Seguem-se as Regiões Sul (22,5%), Nordeste (6,8%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7,6%). O quadro regional varia de acordo com o setor considerado. No Norte, por exemplo, há destaque para o primeiro emprego gerado nas indústrias de material elétrico e de comunicação, além de madeira e mobiliário. Na Região Nordeste, a indústria de calçados é mais importante, com 34,1%.

No Centro-Oeste, a maior participação é da indústria de alimentos e bebidas. No Sul, madeira e mobiliário. Finalmente, no Sudeste, praticamente todos os setores e subsetores industriais aparecem com destaque na admissão ao primeiro emprego.

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O ESTADO

27 de abril de 2007

 
RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS
Economia - Curso Responsabilidade Social
O Instituto Euvaldo Lodi do Ceará (IEL - CE) realiza, de 21 a 25 de maio, o curso Responsabilidade Social das Empresas. O evento tem o objetivo de capacitar gestores e consultores para facilitar processos de implementação de um sistema de gestão da responsabilidade social empresarial com vistas ao desenvolvimento sustentável.

O conteúdo programático abordará, entre outros temas, ambiente sócio-ambiental das empresas e regulação; conceitos; estratégias da responsabilidade social empresarial; empresas e sociedade sustentável; filantropia x investimento social privado; leis de incentivos fiscais para projetos sócio-culturais; e aquecimento global e políticas de gestão ambiental nas empresas.

O facilitador será Francisco Vidal, mestre em administração , com foco de estudo nas áreas de responsabilidade empresarial e gestão do terceiro setor pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e pós-graduado em administração pela UFC. As inscrições para o curso estarão abertas até o dia 15 de maio. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3466.6508/6503 ou 3224.0868.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
NORDESTE
Edilmar Norões - NE: a vez é essa
Se para o Nordeste, como um todo, é importante, a criação, pela Câmara, de um órgão voltado exclusivamente para discutir questões do interesse da região, com vistas ao Ceará, aí é que se pode dizer de sua importância. Por isso mesmo, a iniciativa deve ser ressaltada. Basta acompanhar de perto os mil e um pleitos de interesse nordestino, sempre alvos de obstáculos em suas tramitações. Sim, pois ontem, como hoje, sem que ações como esta sejam tomadas, por certo amanhã se assistirá a reações sempre a prejudicarem o que o NE pleiteia com o governo federal. Vale, portanto, destacar a iniciativa do deputado José Guimarães, pois foi dele a iniciativa da subcomissão do Nordeste, já instalada.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
VIAGEM CULTURAL
Sônia Pinheiro - AJE
Grupo de jovens empresários voa, amanhã, aos EUA em viagem transada pela AJE /Casablanca Turismo. Rodrigo Bitar e Carol Melo pilotam essa comitiva que aterrissará nos States em busca de conhecimentos culturais & empresariais. No roteiro: New York, Miami e Washington.
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GAZETA MERCANTIL

27 de abril de 2007

 
MAIORIDADE PENAL
Comissão aprova redução de maioridade penal
Brasília, 27 de Abril de 2007 - Ainda longe de ser transformada em lei, a decisão provocou reações passionais de políticos. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou ontem, por 12 votos a 10, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crime hediondo e assemelhados, como tráfico de drogas, latrocínio, genocídio e tortura. Com uma ressalva: o menor de 18 anos só será tratado como um criminoso comum se uma junta médica comprovar que tinha plena consciência do que estava fazendo ao cometer o crime.
Para entrar em vigor, o texto - um substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) a seis propostas de emenda à Constituição - precisa ser aprovado em dois turnos pelos plenários do Senado e da Câmara. A proposta prevê ainda o cumprimento da pena em estabelecimento próprio para menores até que o condenado complete 18 anos. A aprovação do projeto, que ganhou força no embalo da comoção popular decorrente do assassinato do menino João Hélio, foi considerada uma vitória associações compostas por vítimas da violência. "É notório que o Estatuto da Criança e do Adolescente demonstrou toda a sua incoerência. Quantos cidadãos já não ouviram a frase ‘não vou preso porque sou menor?’", disse, em nota, o Movimento de Resistência ao Crime.
De Nova York, o governador do Rio, Sérgio Cabral, também comemorou. "Fico satisfeito com essa decisão. É um passo importante para acabar com a impunidade daqueles que se utilizam da condição de menor para cometer crimes hediondos", disse o governador fluminense a este jornal. Este é um dos poucos temas em que o governador do PMDB e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discordam. Nos últimos dias, os presidente tem se declarado contra a diminuição da maioridade penal.
Já o Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram a decisão da CCJ. "Não é a redução da maioridade que diminuirá os índices de violência no Brasil", declarou Tiana Sento-Sé, secretária nacional do fórum. "O País precisa é de mais investimentos na infância".
Para o presidente da Confederação Nacional da OAB, Cezar Britto, a decisão é a mais cômoda para o Estado, mas não a solução para o problema da criminalidade. "Não seria melhor assumirmos nossa função de reeducá-los e prepará-los para a sociedade?", perguntou Cezar Britto.
Segundo o ministro Sepúlveda Pertence, decano do Superior Tribunal Federal (STF) e especialista em direito penal, é uma ilusão dizer que medidas desse tipo possam resolver o problema da criminalidade urbana no País. "Minha posição é de ceticismo porque o problema é muito mais profundo", disse.
A sessão da comissão durou mais de três horas e foi marcada por discursos carregados de emoção. Os governistas encaminharam voto contra o substitutivo de Torres e tiveram como principais porta-vozes os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Patrícia Saboya (PSB-CE). Ambos apresentaram votos em separado pela rejeição da proposta. Apesar de não ter evitado a derrota, o voto de Patrícia tocou os colegas. "O Brasil precisa colocar a mão na consciência. Nós falhamos", bradou a senadora, presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. "Essa resposta é enganosa para a sociedade".
Visivelmente comovido, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que chegou a pensar em se declarar a favor da redução da maioridade mas acabou votando contra por considerar que não pode punir seus adolescentes um País onde magistrados cometem crimes e não são presos. "Foi um dos debates mais bonitos já travados nesta Casa. Pela seriedade e pelo sentimento".
Mais racional, Torres invocou o clamor das ruas e lembrou de 11 mil vítimas de homicídios praticados por adolescentes em 2005, segundo dados oficiais. "É melhor ter alguém não recuperado na cadeia ou nas ruas? Não há como deixar de punir delinqüentes que tanto perigo representam para nossa".
kicker: Para a OAB, a decisão é a mais cômoda para o Estado, mas não a solução para o problema da criminalidade
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 10)(Sérgio Pardellas)
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
PRÊMIO FINEP DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Egídio Serpa - Nuteral
Um dos cinco brasileiros ganhadores do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica de 2006, o nutricionista cearense Augusto Guimarães, presidente da Nuteral Indústria de Formulações Nutricionais, está na Inglaterra. No Centro de Gerenciamento de Inovação da Freeman Centre, da Universidade de Brighton, ele cumpre uma agenda pesada de estudos: nove horas de aulas teóricas e outro tanto de aulas práticas sobre o que fazer para inovar. Esses estudos prosseguirão na Irlanda.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
GÁS NATURAL LIQUEFEITO
Gás será importado da Nigéria via CE e RJ
A Petrobras vai trazer Gás Natural Liquefeito (GNL) da Nigéria para incrementar o suprimento de gás natural do País. Um dos pontos de entrada do insumo será o Porto do Pecém, onde uma embarcação especial receberá o gás em estado líquido e o transformará de volta para o estado gasoso

O Porto do Pecém será um dos pontos de entrada de Gás Natural Liquefeito (GNL) no País, importado da Nigéria pela Petrobras. Para viabilizar a operação, a estatal fechou contrato de fretamento de duas embarcações especiais, chamadas Unidades Flutuantes de Regaseificação e Armazenamento, mas que também podem operar no transporte do GNL. A primeira tem capacidade de regaseificar até 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia e deve começar a operar no primeiro semestre de 2008. A segunda pode regaseificar 7 milhões de metros cúbicos/dia e tem previsão de iniciar as operações no primeiro trimestre de 2009. O fretamento das duas unidades representa cerca de US$ 90 milhões por ano, já incluídas as despesas de operação. O outro ponto de entrada do GNL importado pela Petrobras será o terminal da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, as embarcações poderão operar nos dois Estados. No caso do Ceará, o navio deve ficar atracado provisoriamente no Pier 2 do Porto do Pecém, que precisa passar ainda por adaptações para recebê-la. Segundo Adail Fontenele, secretário da Infra-Estrutura do Estado, este investimento deve ser feito pela Petrobras, mas ele não soube dizer qual o valor estimado. "Em contrapartida, o Governo do Estado vai construir um terminal exclusivo para Gás Natural Liquefeito, também no Pecém", explica.

Ele afirma ainda que a data prevista pelo projeto preliminar enviado ao Governo do Estado pela Petrobras é de que as operações do regaseificação no Pecém tivessem início apenas em 2009. "Esta era a data prevista para se ter ancorado no Pier 2 o navio especial para regaseificar o gás liquefeito. Daí, o gás natural será injetado na rede de distribuição do Ceará", explica.

Também segundo informações da assessoria de imprensa da Petrobras, além de suprir as termelétricas do Estado (Termofortaleza e Termoceará), o GNL que chegará via terminal do Porto do Pecém irá atender ainda parte do mercado industrial da região Nordeste.

Em nota publicada no site da empresa na Internet, o diretor de Gás e Energia da companhia, Ildo Sauer, afirma que a Petrobras pode vir a contratar uma terceira embarcação. "Quando estiverem operando, (os navios) acrescentarão de 20 a 21 milhões de metros cúbicos/dia ao suprimento nacional de gás. Um terceiro navio pode trazer mais 14 milhões de metros cúbicos/dia", diz.

Na nota, ele destaca ainda a flexibilidade dos contratos de GNL: "Esta fonte flexível de gás natural pode abastecer metade das nossas termelétricas. É melhor do que pagar pela capacidade de produção em contratos tipo 'take or pay'. Você passa a ter um custo fixo temporário, no período de seca quando atinge as hidrelétricas, em vez de permanente".


2 Unidades Flutuantes de Regaseificação e Armazenamento (embarcações especiais para regaseificação de GNL) irão incrementar o suprimento de gás natural no País


21 milhões de metros cúbicos de gás por dia é a capacidade de regaseificação das duas unidades juntas


US$ 90 milhões por ano é o investimento da Petrobras no fretamento das embarcações, incluídas despesas de operação
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
PREÇO DA GASOLINA
Gasolina não deve subir, prevê BC
Integrantes do Copom argumentaram que as importações têm contribuído para manter inflação sob controle

Brasília. O Banco Central manteve em ´zero´ a expectativa para reajuste da gasolina e gás de cozinha este ano e reduziu de 3,9% para 3,4% a estimativa para a alta nas tarifas de telefonia fixa e de 3,3% para 2,2% a previsão para o reajuste dos preços das tarifas de energia elétrica.

As previsões fazem parte da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada e divulgada ontem pelo BC. No documento, o Copom reduziu a projeção para o reajuste do conjunto dos preços administrados, de 4,5% para 4,2% em 2007. Em 2008, a estimativa de reajuste para os preços administrados caiu de 5,6% para 5,2%. O cenário da ata do Copom considera também o cumprimento da meta de superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida) de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) tanto em 2007 como em 2008, mas levando em conta a possibilidade de ela ser reduzida em 0,45 ponto porcentual em virtude do Programa Piloto de Investimentos.

O Banco Central destacou que não se pode descartar a possibilidade de desaceleração mais forte da economia dos Estados Unidos do que o esperado. Pelo texto da ata do Copom, os potenciais desdobramentos de uma desaceleração mais forte da atividade econômica dos Estados Unidos sobre a economia global também não podem ser desconsiderados.

´Por outro lado, a economia e os preços de ativos brasileiros têm mostrado notável resistência frente às oscilações de sentimento nos mercados financeiros internacionais, graças à melhora de fundamentos observada nos últimos anos, e ao comportamento bastante benigno dos preços das exportações´.

Cenário favorável

Além da resistência às oscilações de sentimento nos mercados internacionais, o documento divulgado pelo BC destaca que a economia brasileira ´encontra-se em um ciclo de crescimento com estabilidade de preços´.

Por estes motivos, o Copom manteve a avaliação de que o cenário internacional permanece favorável.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
GÁS LIQUEFEITO
Vertical S/A - Gás nigeriano para depender menos da Bolívia
O protocolo de intenções assinado pela Petrobras para a compra do gás liquefeito da Nigerian LNG tem o objetivo principal de reduzir a dependência com relação a Bolívia. Isto logo que forem efetivadas as compras de Gás Natural Liquefeito (GNL) e o gás regaseificado nas unidades móveis (navios estacionados) previstos para Pecém e Suape. Em tempo: o investimento da Petrobras na unidade de regaseificação de GNL no Ceará está previsto no Plano de Negócios 2007-2011 da estatal. Pelo planejamento, a Petrobras investiria US$ 22,1 bilhões para na cadeia do gás natural em todo o País.
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FOLHA DE SÃO PAULO

27 de abril de 2007

 
TARIFAS NA IMPORTAÇÃO
China pede esclarecimentos por tarifa maior
O governo chinês pediu esclarecimentos à Embaixada do Brasil em Pequim sobre o aumento de tarifas na importação de calçados e confecções determinada ontem pelo governo. A resposta, segundo a Folha apurou, foi a de que a medida tem caráter geral e não se aplica especificamente à China, embora venham do país os calçados e têxteis que abocanham fatia cada vez maior do mercado nacional. Paul Liu, presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico, diz que a indústria brasileira tem de melhorar sua competitividade para enfrentar os chineses. "Do contrário, a situação vai ficar ainda pior quando a tarifa cair de novo", ressalta. Em sua opinião, a importação pode continuar em níveis altos, mesmo com o aumento de tarifa, em razão da demanda dos importadores brasileiros. Neste ano, o Brasil deve registrar o primeiro déficit da década no comércio com a China. Só nos três primeiros meses, a balança ficou negativa em US$ 523 milhões, valor 744% superior ao resultado negativo de igual período do ano passado. E
m 2006, dos US$ 398 milhões importados em confecções, US$ 205 milhões vieram da China. No caso dos calçados, foram US$ 91 milhões de um total US$ 149 milhões.

Proteção "nula"
Para a Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), a desvalorização do dólar nos últimos três anos torna praticamente nula a proteção tarifária. Desde 2004, a desvalorização da moeda americana foi de 31%, segundo dados do Banco Central, quase a mesma taxa de proteção anunciada anteontem, quando o governo decidiu elevar a TEC (Tarifa Externa Comum) desses produtos para a alíquota máxima, de 35%.


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Colaborou a Sucursal de Brasília
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GAZETA MERCANTIL

27 de abril de 2007

 
TARIFAS NA IMPORTAÇÃO
Têxteis e calçados querem novas medidas
27 de Abril de 2007 - O aumento do Imposto de Importação para têxteis e calçados, dos 20% para 35%, foi comemorado pelos setores como uma ajuda para aumentar a competitividade com os artigos trazidos de outros países - principalmente da China. A medida, dizem os empresários, mostra que o governo está sensível às causas dos setores tradicionais da indústria. Entretanto, destacam, não resolve o problema das perdas nas vendas externas e mesmo locais. "Essa ação serve para reduzir minimamente a concorrência", afirmou o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, que destaca a valorização do real, a taxa de juros ainda alta, a sobrecarga tributária e a falta de acordos de acesso com os grandes mercados mundiais, como o europeu e o norte-americano, como principais entraves ao crescimento.
O diretor do sindicato têxtil de Blumenau e da Hering, Ulrich Kuhn, considera a medida um paliativo já que é temporária e "no mundo global não existe espaço para redução de alíquotas". Kuhn ressaltou que o câmbio já desvalorizou depois do início da discussão dessa medida e já neutralizou parte dos benefícios.
O presidente da Döhler, Udo Döhler, entretanto, acredita que a alta no imposto deve ter um efeito inibidor às compras da Ásia. "Mas não vamos ver resultados a curto prazo. Há muitos contratos em andamento", diz.
A gerente de Relações com Investidores da Grendene, Doris Wilhelm, também crê que a elevação "vai frear e até forçar alguma inibição" da entrada do produto asiático. Ela acredita que a medida pode melhorar os preços. "Para a Grendene ajuda de forma indireta porque reduz a oferta de produtos de consumo", diz. Para a executiva, apesar de positiva a medida terá um impacto reduzido porque, mesmo com o crescimento das importações, o consumo de calçados do exterior ainda representa pouco mais de 3% do consumo aparente no País.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Calçado de Franca-SP (SindiFranca), Jorge Donatelli, também destaca a grande presença de importações clandestinas. "A Receita Federal tem que atentar para o mercado clandestino", alerta Donatelli. Ele conta que há casos de sapatos chineses que chegam ao Brasil a um custo de US$ 0,18 - quando o preço seria por volta de US$ 10 -, e de caixas que trazem até dez pares guardados no lugar de um.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 7)(Juliana Elias, Juliana Wilke e Caio Cigana)
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27 de abril de 2007

 
TARIFAS NA IMPORTAÇÃO
Aumento de tarifa deve beneficiar setor têxtil
Wânia Caldas
da Redação
A decisão da Câmara de Comércio Exterior de aumentar a alíquota para a importação de produtos da indústria têxtil e calçados oriundos da China animou empresários do Ceará

Representantes dos setores têxtil e calçadista do Ceará receberam o aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de calçados e confecções da China como um alívio para a forte pressão que a concorrência dos produtos chineses vem submetendo a indústria brasileira. Este, que é o primeiro aumento da TEC em seis anos, vai afetar cerca de 315 itens chineses que terão a alíquota de importação acrescida em 15 pontos percentuais, de 20% para 35%, índice máximo de imposto que a Organização Mundial do Comércio permite para o Mercosul. A decisão foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no último dia 25.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção do Ceará, José Moreira Sobrinho, a medida vai impactar positivamente nos resultados do Estado porque deve barrar um pouco mais a compra de produtos oriundos da China. "Os nossos produtos vão vender mais até porque eles são bastante competitivos na qualidade. O desempenho da indústria local vai melhorar sem dúvida", avalia.

O setor têxtil brasileiro, que no mês passado registrou déficit de US$ 91 milhões na balança comercial, pior resultado mensal desde novembro de 1997, vem sofrendo com os efeitos da valorização do real frente ao dólar e com o baixo custo dos produtos chineses. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), na comparação entre os anos de 2005 e 2006, o setor registrou superávit de US$ 684 milhões em 2005 e déficit de US$ 60 milhões no ano passado. Para os produtores brasileiros de tecido, no entanto, nada muda, já que a tarifa foi mantida em 20%.

Já o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuário de Juazeiro e Região, Antonio Barbosa Mendonça, acha que a decisão de encarecer a entrada de calçados chineses no Brasil é positiva, mas faz críticas. "Esse aumento na alíquota de importação foi uma vitória do setor, mas, ao nosso ver, é apenas um paliativo. De fato, vai haver uma alta no preço do produto chinês, mas não resolve o problema da nossa indústria que precisa ter mais acesso à tecnologia, juros menores e mais qualificação para a mão-de-obra", afirma.

Antônio Mendonça acredita que, com a conseqüente redução nas importações de calçados, as previsões pessimistas para 2007, como fechamento de fábricas e demissões, podem não se concretizar. "Agora estimamos que pode haver um incremento de 5% na produção deste ano, em relação à de 2006", acrescenta.


Concorrência chinesa

- A Associação Brasileira de Calçados (Abicalçados) prevê que 2007 será o sétimo ano seguido de queda na produção de calçados. Em 2005, o índice foi de -3,21% e no acumulado de janeiro a novembro de 2006 foi de -2,56%.

- As vendas de confecções do Ceará para o comércio exterior caiu 66% de janeiro a novembro de 2006 em relação ao mesmo período de 2005.
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27 de abril de 2007

 
COMÉRCIO DE CAMARÃO
Brasil vai reclamar, na OMC, de "extorsão" no comércio de camarão
O Brasil vai pedir explicações aos Estados Unidos, em reunião bilateral hoje em Genebra, sobre uma nova dificuldade imposta a produtores brasileiros de camarões no mercado americano: fazer pagamentos aos produtores americanos ou enfrentar tarifas mais altas. "É um processo de extorsão", define o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarões (ABCC), Itamar Rocha. "Se a empresa não fizer acordo para pagar, este ano a sobretaxa passa de 7% para 48%", afirma a advogada Raiana França, que representa em Natal o escritório americano Cameron & Hornbostel, de Washinghton.





"O Brasil está preocupado com essa prática que desvirtua ainda mais o comércio", disse Fernando de Magalhães Furlan, diretor do Departamento de Defesa Comercial, do Ministério do Desenvolvimento, que tratará do problema com representantes do governo americano. O que está acontecendo vem no rastro da ação da Southern Shrimp Alliance, grupo fundado em 2002 na Flórida para combater a importação de US$ 2,8 bilhões de camarões por ano.


Em 2003, a aliança pediu ao Departamento de Comércio e Comissão Internacional de Comércio para abrir uma investigação contra o produto importado de seis países: Brasil, China, Equador, Índia, Tailândia e Vietnã. Seu escritório de advocacia apresentou 148.800 paginas de petições para mostrar que esses países exportavam com preços deslealmente baixos, ameaçando os pescadores americanos.


Em fevereiro de 2005, o Departamento do Comércio impôs tarifas adicionais de 3,5% a mais de 100% sobre o valor do camarão importado desses países. Com isso, só no ano passado os produtores americanos embolsaram US$ 102 milhões através da "emenda Byrd", pela qual o governo dos EUA distribui o que for arrecadado em sobretaxas antidumping ou anti-subsídio às empresas americanas que pediram a investigação contra o produto estrangeiro acusado de concorrência desleal. Essa emenda deve ser eliminada este ano, depois de condenada na Organização Muncial do Comércio (OMC).


Só que John Williams, diretor-executivo da Southern Shrimp Alliance, resolveu ganhar ainda mais em cima dos concorrentes estrangeiros. Com a ajuda do escritório de advocacia Dewey Ballantine, de Washington, passou a ameaçar os exportadores externos com taxas mais altas.


Pela lei americana, todos os anos, o Departamento de Comércio pode fazer uma revisão administrativa das tarifas antidumping aplicadas contra produtos estrangeiros. Basta que algum interessado peça a revisão. A demanda pode ser retirada em três meses, o que engaveta a revisão pelo governo.


No ano passado, no primeiro aniversário das sobretaxas para os camarões, a associação dos produtores americanos pediu a revisão e em seguida procurou negociar com produtores brasileiros em troca de um porcentual de suas vendas para os EUA. Os americanos fizeram isso com mais de mil empresas do mundo inteiro no ano passado, segundo Felipe Berer, um advogado brasileiro que trabalha no escritório americano Bryan Cave, em Washington.


No total, 52 empresas brasileiras foram selecionadas para revisão de investigações antidumping. Semanas depois, 35 foram retiradas da lista, a pedido dos produtores americanos. "Os advogados brasileiros é que propuseram a negociação. É tudo legal", afirmou Deborah Long, assessora da associação dos produtores americanos, na Flórida. "Nada tem extorsão, é acordo entre os privados".


"Quando vimos que a Tailândia e o Vietnã fizeram acordo, tivemos que oferecer algo e a aliança americana em troca nos retirou da lista", confirmou a advogada Raiana França, em Natal. Entre as empresas brasileiras que fizeram acordo, estão Maricultura Rio Grandense, Maricultura Tropical, Potiguar, Empaf, Potiporã, Camanor, Pesqueira, Ipesca e Cida.


Os contratos assinados são protegidos por acordos de confidencialidade. Sabe-se que as empresas brasileiras aceitaram pagar 2% do valor de suas exportações aos EUA em 2005 para se verem temporariamente livres do problema. Afinal, aceitar pagar não significa o fim da tarifa. Mas significa que a empresa se livra do risco de a sobretaxa aumentar e também que ela abre mão do direito de tentar reduzir a tarifa na revisão. A indústria americana de móveis está fazendo o mesmo com produtores chineses.


"As empresas acham que sai mais barato pagar e ficar livre do problema do que se preparar para enfrentar os produtores americanos", disse Berer. Raiana confirma que a defesa de casos antidumping custa, pelo menos, US$ 250 mil nos EUA.


Há poucos meses foi iniciado o processo de revisão deste ano. Os americanos selecionaram outras 41 empresas brasileiras. Duas que não fizeram acordo, Aquática e a Compescal, foram sobretaxadas em 55,05% e 23,11%, respectivamente, na segunda revisão preliminar. Outras companhias que não se entenderam com os produtores americanos terão que pagar agora 48,13%. Duas empresas que não responderam às comunicações do departamento, a Valencia e a SM Pescados, receberam uma tarifa de 349% como punição.


As que aceitaram o acordo continuarão com as tarifas antigas, em torno de 7%. Só que, como o Brasil ainda espera redução da tarifa na decisão final, o preço está para ser definido. E vai aumentar, variando de 2% a 5% do valor das exportações, segundo Raiana.
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27 de abril de 2007

 
TARIFA DE IMPORTAÇÃO DE TÊXTEIS
Setor têxtil da UE teme prejuízo com alta de tarifa no Brasil
A Euratex, entidade que representa a indústria têxtil da Europa, informou que vai acionar a Comissão Européia para evitar prejuízos com a alta da tarifa de importação de têxteis anunciada pelo Brasil. William Lakin, secretário-geral da Euratex, disse ao Valor que a indústria européia "não quer ser vitima de uma medida adotada por causa de outro país", numa referência ao avanço da China no mercado brasileiro.


Ocorre que excluir um parceiro da alta tarifária significa discriminar os outros e pode trazer mais problemas para o Mercosul. Lakin, porem, acha que Bruxelas deve buscar soluções com os brasileiros. Exemplificou que, nos anos 90, a Coréia do Sul elevou a tarifa de importação de 9% para 38% e, após pressões de Bruxelas, a taxa declinou para 18%.


A indústria européia é um dos maiores importadores mundiais de têxteis e confecções, totalizando 81 bilhões de euros no ano passado, dos quais 23,8 bilhões de euros originárias da China. Mas a UE é também o segundo maior exportador mundial de têxteis e o terceiro de confecções, com 38,7 bilhões de euros em 2006. Os grandes mercados sao os EUA, Japão e agora a Rússia.


A Euratex ainda avalia o impacto que a alta de tarifa pode ter nas suas vendas para o Mercosul. No ano passado, as exportações para o Brasil subiram 12,1%, alcançando 219 milhões de euros. Em contrapartida, as exportações têxteis brasileiras para a UE caíram 24,7%, totalizando 184 milhões de euros, certamente por causa do cambio.


Os europeus insistem que o problema com alta de importações no Brasil é causado pelos chineses, e não por sua indústria. E não querem perder fatias de mercado, quando o país está em pleno desenvolvimento econômico.


O Brasil e a UE fizeram há alguns anos um acordo bilateral, pelo qual Bruxelas aumentou cotas de têxteis para o país e, em contrapartida, o Brasil eliminou certas barreiras não-tarifárias. A Euratex lamenta que um acordo de livre comércio UE-Mercosul não tenha sido concluído, porque isso daria acesso preferencial aos exportadores nos dois blocos.


Em contrapartida, os produtores europeus pedem à Comissão Européia para não deixa-los expostos aos produtos baratos da China. A preocupação é grande, porque o Brasil, Africa do Sul e EUA fizeram acordos com a China, limitando a entrada dos produtos chineses até o final de 2008.


Já a UE fez o mesmo tipo de acordo, mas que termina em dezembro próximo, um ano antes dos outros. O temor é que a China acabe jogando seu excesso de mercadorias na Europa. Desde que Bruxelas freou a entrada de têxteis chineses, os preços de mercadorias procedentes da China aumentaram 7% no mercado europeu. Até o ano passado, os preços caíam sempre.


Em Genebra, o Escritório Internacional de Têxteis e Vestuários (conhecido pela sigla inglesa ITCB), que reúne 23 países exportadores, incluindo o Brasil, evitou comentar a alta de tarifa no Brasil. O ITCB, que faz o lobby a favor da abertura do mercado mundial de têxteis, constata que outros países em desenvolvimento aumentaram a proteção de seus mercados, caso da África do Sul, Peru e Colômbia.
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27 de abril de 2007

 
BRASIL E PAÍSES SUL-AMERICANOS
Governo planeja reduzir superávit com países da região
Para reduzir o saldo no comércio do Brasil com os países do continente e estimular as relações comerciais com esses vizinhos, o governo adotará um programa agressivo de estímulo a importações brasileiras de fornecedores sul-americanos, segundo determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge. Durante a visita de Lula ao Chile, Miguel Jorge decidiu, em conversa com o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, aumentar neste ano o número de missões comerciais para buscar fornecedores na vizinhança. Em 2006, o Brasil fez um superávit de US$ 10,6 bilhões com os países da América do Sul - quase um quarto do superávit total do ano passado.


" Queremos incluir nessas missões as grandes cadeias de varejo, e buscar principalmente importação de alimentos " , disse, ao Valor, Marco Aurélio Garcia. " Não há por quê não importarmos mais laticínios do Uruguai, por exemplo " .


O aumento das missões comerciais de importação deverá complementar o programa já existente no Ministério das Relações Exteriores, chamado Substituição Competitiva de Importações, pelo qual o governo tem levado ao Brasil missões empresariais de exportadores do Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Peru e Chile. Grupos de trabalho orientam as empresas locais sobre as oportunidades de vendas ao mercado brasileiro, e estimulam as empresas do Brasil a buscarem, na vizinhança, produtos hoje fornecidos por países de fora da região.


Alguns desses países produzem mercadorias que o Brasil importa de outros mercados por alto preço, como alcachofras e aspargos, exemplifica Garcia. Para retirar obstáculos à importação de alimentos, Lula cobrará da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) maior agilidade nos processos, e as missões comerciais deverão dar ajuda técnica aos países para enquadrarem seus produtos na legislação brasileira.


Garcia, como o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, lembra que não se pretende repetir o caso da água Salus, uruguaia, produzida pela AmBev, que quase se tornou um atrito diplomático com o governo Tabaré Vazques, pela demora de um ano e meio na liberação de entrada do produto no Brasil.


O aumento das importações traz benefícios também aos exportadores brasileiros para esses países, segundo argumenta o Itamaraty, por aumentar o fluxo de mercadoria dos vizinhos ao Brasil e ajudar a reduzir o custo dos fretes. Lula aponta, como um dos motivos para o programa, os repetidos saldos comerciais nas relações com os países sul-americanos (a Bolívia, devido às exportações de gás, é o único país superavitário em sua relação de trocas comerciais com o Brasil).


O governo, segundo Garcia, quer estimular também a compra, em países pobres da região, como o Equador, de produtos hoje vendidos aos Estados Unidos, com tarifas de importação reduzida ou eliminada, como parte de um programa de estímulo aos países andinos. O programa, conhecido pela sigla ATPDEA, foi trocado por acordos de livre comércio, na Colômbia e no Peru, e será extinto neste ano. Lula, em seu encontro com o presidente dos EUA, George Bush, pediu que o executivo americano se empenhasse para aprovar, no Congresso, a extensão do ATPDEA para Bolívia e Equador.


O Itamaraty já organizou uma inédita lista de importadores brasileiros, para orientar os empresários da região, e elabora um guia em espanhol com as informações necessárias para entrada no mercado brasileiro. As missões do programa de Substituição Competitiva de Importações também incluem contatos com autoridades de normas técnicas e vigilância sanitária, para minimizar as barreiras não tarifárias ao comércio na região.
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27 de abril de 2007

 
TARIFA DE IMPORTAÇÃO
Vertical S/A - Importados: decisão do governo teve peso têxtil
Não foi por assim dizer do céu de Brasília que caiu a decisão do ministro da Fazenda Guido Mantega de aumentar a tarifa de importação de têxteis, confecções e calçados para 35% - teto permitido no País para produtos industrializados. Pesou e muito o trabalho incessante do setor têxtil, uma das principais vítimas da invasão de produtos, sobretudo por conta do dólar barato. A presidente do Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará (Sinditêxtil), Verônica Perdigão (foto), foi uma das líderes do setor que percorreu num só dia, na última quarta-feira, dia 18, o gabinete de três importantes ministros - Celso Amorim (Relações Exteriores), Miguel Jorge (Desenvolvimento) e ela, Dilma Roussef (Casa Civil).

Ao lado do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Josué Alencar (filho do vice José Alencar), e outros nomes nacionais, ela e mais Ivan Bezerra Filho (TBM) e Assis Machado Neto (Fiotex) desfiaram um antigo lamento e uma conhecida proposta: 1) rigor nas fronteiras contra a entrada irregular de confecções e aumento da alíquota de 20% para 35%; 2) desoneração fiscal do setor; 3) acordos comerciais para facilitar a entrada dos produtos brasileiros.

Como visto, conseguiram uma parte. É pouco diante do que foi pedido, mas foi importante, avalia Verônica, vice-presidente da Santana Têxtil. "Mostramos aos ministros que o País está recebendo produtos importados e exportando empregos". Feeling feminino: Verônica percebeu em Dilma receptividade. Uma semana depois veio o anúncio por Mantega.
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27 de abril de 2007

 
IGP-M
IGP-M desacelera para 0,04% em abril
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,04% em abril, após ter atingido alta de 0,34% em março, segundo dados divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas. O movimento dos preços no atacado foi o que mais contribuiu com a desaceleração da taxa no mês. O Índice de Preços por Atacado (IPA) registrou deflação de 0,14% no período, contra aumento de 0,33% no mês anterior.

Matérias-primas brutas e produtos agrícolas tiveram as maiores quedas no atacado, de 2,93% e 2,40%, respectivamente. O varejo também pressionou menos o índice geral. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) saiu de uma alta de 0,45% para 0,37% entre março e abril.

Alimentação, que havia subido 1,63% no mês passado, registrou aumento bem menor agora, de 0,53%. Por outro lado, Vestuário subiu 0,71%, depois de ter caído 1,44% em março, o que impediu um recuo menor do IPC no período. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação positiva de 0,43% em abril, acima da verificada em março (0,17%), pressionado pelo avanço de 0,56% na mão-de-obra -contra 0,09% em março. No ano, o IGP-M acumula inflação de 0,79% e, em 12 meses, de 5,44%. O índice é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. (da Folhapress)



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VALOR ECONÔMICO

27 de abril de 2007

 
COTAÇÃO
Indicadores Econômicos
Dólar (26/04/07 - 15:59)

Comercial

Compra 2,0260
Vendas 2,0280

Turismo

Compra 1,9600
Vendas 2,1200

Paralelo

Compra 2,1500
Venda 2,2500

Dólar (27/04/07 - 09:25)

Comercial

Compra 2,0310
Venda 2,0330

Turismo

Compra 1,9600
Venda 2,1200

Paralelo

Compra 2,1500
Venda 2,2500

Outros indicadores

Selic 12,43
TR 0,1494
TJLP 6,50
CDB 30 12,40
Ouro-g 45,850
IGP-M 0,04
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
JURO BANCÁRIO
Juro bancário cai 7,2 pontos em 12 meses
O volume de crédito no sistema financeiro cresceu 1,3% em março, em comparação com fevereiro, segundo o BC

Brasília. A taxa média de juros das operações de crédito no sistema financeiro nacional ficou em 38,5% ao ano em março, com queda de 0,8 ponto porcentual ante fevereiro e queda acumulada de 7,2 pontos porcentuais nos últimos 12 meses.

A taxa média do crédito para pessoa física caiu de 50,8% ao ano em fevereiro para 49,9% ao ano no mês passado, enquanto o juro médio dos empréstimos para as empresas caiu de 26% ao ano para 25,4% ao ano. Os dados são do Banco Central (BC).

O spread bancário (diferença de taxas entre a captação dos recursos pelos bancos e a concessão do empréstimo ao cliente) das operações caiu de 27,2% para 26,5% em março. Em 12 meses, a redução acumulada no spread médio foi de apenas 3,5 pontos porcentuais. O maior corte nos spreads ocorreu nos empréstimos para pessoa física, 5,8 pontos porcentuais em 12 meses, atingindo em março 38%.

Inadimplência

A inadimplência do crédito bancário teve ligeira queda de 0,1 ponto porcentual em março, ante fevereiro, ficando em 4,9% do total de operações. Em 12 meses, no entanto, a inadimplência subiu 0,3 ponto porcentual. A falta de pagamento nas operações com pessoa física ficou em 7,1% em março, ante 7,3% no mês anterior e em março de 2006. Já no lado das empresas, houve aumento na inadimplência de 0,6 pontos em 12 meses, mas estabilidade nos 2,8% de não pagamentos verificados em março.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
CARLOS FUJITA - SINDUSCON
Sônia Pinheiro - Encontro Elegante
RUI Castelo Branco, João Fiúza e Ana e Carlos Fujita

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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
PRÊMIO ÊXITO EMPRESARIAL
Prêmio deve ter 700 inscritos
Cerca de 700 empresas cearenses devem participar da edição 2007 do Prêmio Êxito Empresarial, que contempla as ferramentas de gestão e responsabilidade social para a melhoria de resultados. A estimativa, que supera em 20% o número de inscritos no ano passado, parte dos organizadores, Sebrae/CE e Grupo Gerdau, que lançaram a premiação, ontem, em Fortaleza.

O número pode ser até maior, como aconteceu em 2006, quando foi alcançado um recorde de 580 inscrições após uma meta inicial de 300. Chama atenção a crescente participação de empresas do interior. No ano passado, 53,27% dos inscritos eram de Fortaleza, enquanto 46,73% vieram de empresas do interior do Estado.

A coordenadora de Prêmios de Microempresas do Instituto Gerdau, Isabel Reis, acredita que o avanço se deve à divulgação de práticas adequadas à realidade das micro e pequenas empresas. ´Hoje em dia, elas recebem apoio forte do Sebrae com ferramentas acessíveis e simples, que muitas vezes requerem apenas capital intelectual e têm um retorno muito positivo´, avalia. As inscrições estão abertas para as categorias Indústria, Comércio, Serviço, Turismo e Agronegócio. As empresas também concorrem ao Prêmio Empresa Cidadã. Elas são gratuitas e podem ser realizadas até 30 de junho nos escritórios do Sebrae ou pelo site www.premioexito.com.br.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
CONTA DE ENERGIA ELÉTRICA
Egídio Serpa - Olho na luz (1)
Especialistas em energia elétrica advertem: haverá choro e ranger de dentes na indústria cearense, quando ela receber da Coelce a conta relativa ao consumo do mês de maio, que será cobrada no começo de junho. As mesmas fontes garantem: não haverá a redução de 9,13% indicada pela Resolução 457 da Aneel. Haverá, na verdade, uma redução que variará de 0, 7% até 5,18%. Porém, algumas contas da indústria poderão registrar um aumento real, que enfartará o industrial. Toda essa mixórdia é produto da confusa metodologia de cálculo de tarifas da Aneel. Esta coluna só voltará a falar deste assunto em junho. quando chegar a conta.

Olho na luz (2)

Encerra-se hoje, às 10 horas, o prazo de adesão ao novo leilão eletrônico de venda de energia elétrica. Promovido pela Chesf, o leilão tem um objetivo: cobrir o consumo de clientes industriais atuantes no mercado livre de energia. Quem mais atua nesse mercado são as indústrias têxtil do Nordeste, incluindo as grandes do Ceará.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
FESTIVAL DA MODA DE FORTALEZA - FMF
Lêda Maria - Molduras
O Festival da Moda de Fortaleza termina, hoje, devendo somar mais de 15 mil visitantes ali conferindo os lançamentos de 48 novos expositores e 220 lojistas. Funciona ao lado do 4ºSalão da Moda Íntima. Às 18 horas, serão conhecidos os vitoriosos do concurso Novos Talentos. Juliana Melo, Alexandre e Cid Holanda, organizadores, vibram.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
VIII ENCONTRO DE HOTÉIS E POUSADAS
O maior evento do setor hoteleiro
Pousadas e hotéis, de Leste a Oeste e de Norte a Sul do Ceará vão participar no próximo dia 3, no Centro de Convenções do Ceará, do Encontro Estadual que vai divulgar as maiores novidades em gestão, administração e tecnologia do setor. Tendo como suporte ´cases´ de sucesso registrados no Estado, no Brasil e no exterior, o evento deste ano, o oitavo já realizado no Ceará, vai ter como tema os meios de hospedagem de pequeno e médio portes e a importância deles para o turismo cearense.

O Sebrae/CE, em parceria com a Associação dos Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará (AMHT), e com o apoio do Convention Bureau, Banco do Nordeste, Senac, TecnHotel e Secretaria de Turismo do Estado, vai discutir temas como ´Os benefícios da Lei Geral para os meios de hospedagem´, ´As oportunidades geradas pela Internet para os meios de hospedagem´ e ´Políticas Públicas para os Meios de Hospedagem´, palestra a cargo do secretário de Turismo do Estado, Bismarck Maia. Também confirmou presença no encontro o consultor de Turismo do Sebrae Nacional, Mário Petrocchi. Ele vai falar sobre ´Planejamento e gestão dos pequenos meios de hospedagem´.

Parceira do Sebrae/CE no evento, a AMHT-CE é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em 1991, e cujo objetivo maior é congregar os pequenos e médios hotéis, consolidando-os através de ações que invistam no seu pleno crescimento e desenvolvimento.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
REAJUSE DO GÁS NATURAL
Arce divulga hoje parecer provisório
Contribuições da sociedade ao parecer técnico da Arce ainda podem alterar o índice de reajuste do gás

Passados mais de 30 dias sob análise e a cinco dias da data prevista - 1º de maio - para entrar em vigor, o reajuste do preço do gás natural ainda não foi homologado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce). O Conselho Diretor da Agência promete disponibilizar somente hoje, no site www.arce.ce.gov.br, o índice e o parecer técnico que o justifica, mas que ainda pode vir a ser alterado.

O pleito em estudo foi formulado pela Companhia de Gás do Ceará (Cegás) em março último, e tem por base anúncio de reajuste médio do gás natural pela Petrobras, da ordem 21,2%. Se aprovado, o setor automotivo irá pagar 21,36% a mais pelo metro cúbico do gás; o industrial, 21,24% e o setor comercial 21,05%.

Tais índices porém, já encontraram resistências por parte de vários setores econômicos, a exemplo do industrial, dos taxistas e das empresas convertedoras de veículos automotores para o gás e de populares. Técnicos da própria Arce reconhecem que o reajuste proposto pela Cegás extrapola todos os indicadores econômicos divulgados nos últimos meses.

Diante da reação, a Arce irá disponibilizar em audiência pública virtual, de hoje a domingo próximo, através da internet, os índices de reajuste tarifário e o parecer técnico da Coordenação Econômico-Tarifário da Agência. O objetivo é colher contribuições que possam aperfeiçoar o parecer conclusivo sobre a revisão da margem bruta de lucro da Cegás.

Técnicos da Arce avaliam também, que quanto mais e melhor fundamentadas forem as contribuições, mais chances há de o reajuste ser inferior ao pleiteado pela Cegás. ´O parecer final do conselho — a ser expedido e homologado na próxima segunda-feira, 30 de abril, — vai levar em conta também, o posicionamento da sociedade´, confirma fonte interna da agência reguladora.

Contribuições devem ser enviadas, preferencialmente, para o endereço eletrônico: tarifas@arce.ce.gov.br; pelo Fax: (85) 3101.1034. ou à Av.:Santos Dumont, 1789 - Ed. Potenza - 14º andar - Aldeota - Fortaleza - CE - Cep: 60.150-160.
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27 de abril de 2007

 
ÍNDICE DE CONFIANÇA DA INDÚSTRIA
Índice de confiança na indústria cresce 3,9% em abril
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 3,9% em abril, frente a alta de 4,7% em março ante fevereiro, segundo informou nesta sexta-feira, 27, a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Segundo a FGV, o ICI é um indicador que utiliza para cálculo uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o resultado do índice é de queda ou de elevação, dependendo se a pontuação elaborada com base nas respostas dos pesquisados fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.

Ao se considerar o patamar de pontuação, o mês de abril atingiu patamar de 120,7 pontos, ante 116,2 pontos em março. "Sem ajuste sazonal, este é o maior nível da série histórica iniciada em abril de 1995. Com ajuste sazonal, o ICI de abril, de 116,8, é o maior desde outubro de 2004 (119,3)", detalhou a fundação, em comunicado.

Essa é a sétima edição do indicador, calculado com base em seis quesitos da sondagem. A FGV esclarece, em comunicado, que "o resultado mostra que a indústria de transformação inicia o segundo trimestre do ano aquecida e com boas perspectivas para os próximos meses".

O ICI é composto por dois indicadores: o Índice da Situação Atual, que subiu 2,4% em abril ante março, mesma taxa de elevação apurada em março ante fevereiro; e o Índice de Expectativas, que apresentou aumento de 5,6% em abril ante março, em comparação com a elevação de 7,4% em março ante fevereiro.

Ao detalhar o resultado de abril, a FGV esclarece que, entre as perguntas do índice de confiança relacionadas ao presente, o maior avanço ocorreu na avaliação feita a respeito do nível da demanda global. "Entre março e abril, a proporção de empresas que avaliam o nível atual de demanda como forte aumentou de 27% para 28%; a parcela das que o avaliam como fraco diminuiu de 10% para 5%", diz a fundação, no comunicado.

No caso das respostas para o futuro, as previsões mais favoráveis são relativas à situação dos negócios. Das empresas consultadas, 61% esperam melhora nos próximos seis meses e apenas 3% esperam piora. "Em março, estas parcelas eram, respectivamente, de 58% e 5%", esclareceu.

A Sondagem da Indústria Nacional de Transformação consultou 1.000 empresas entre os dias 2 a 25 de abril. Realizada desde 1966, a sondagem tinha periodicidade trimestral; com a elaboração do ICC, que é mensal, essa pesquisa também será anunciada todo mês. Mas somente serão divulgados os resultados considerados "principais" pela FGV. Poderão ser apresentadas informações adicionais, que serão selecionadas a critério da fundação.

Agência Estado


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TOPO

GAZETA MERCANTIL

27 de abril de 2007

 
CAFÉ
Funcafé libera recurso para a colheita de café
São Paulo, 27 de Abril de 2007 - O governo começou a liberar os recursos para o financiamento da colheita de café da safra 2007/08. O montante para atender a atividade é estimado em R$ 450 milhões. Essa é a primeira vez que o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) libera os valores no início da colheita do café arábica, cultivado principalmente em Minas Gerais. Porém, os cafeicultores do Espírito Santo, onde é cultivado o tipo de café conilon, ainda aguardavam os valores logo no início deste mês, quando começou a colheita da commodity na região, diz o presidente da Comissão Nacional do Café, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Pereira de Mesquita. "Mas, ainda assim, os recursos saíram mais cedo do que em épocas anteriores’’, acrescenta Mesquita.
O objetivo do crédito é apoiar o cafeicultor durante o período de colheita, podendo estocar a mercadoria e vender quando os preços estiverem remuneradores. O grande problema é a incapacidade financeira de alguns cafeicultores, diz Mesquita, que ainda se encontram endividados e precisam desovar a mercadoria. "Isso faz com que muitos produtores não aproveitem os recursos (para estocar o café)’’.
Ontem a cotação para maio foi negociada a 103,75 centavos de dólar por libra-peso na Coffee, Sugar and Cocoa Exchange (CSCE), de e Nova York. A cifra caiu 0,57% em relação ao pregão anterior. Neste mês, a cotação já acumula queda de 4,46%.
Recursos insuficientes
Possivelmente, o montante será insuficiente para atender a demanda do campo. O ideal, segundo Mesquita, é que os recursos para tal finalidade chegassem a R$ 600 a R$ 700 milhões para atender a todos os produtores e a toda a safra estimada em 32,065 milhões de sacas de cafés de 60 quilos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O limite de crédito por produtor pode chegar até R$ 200 mil, correspondente a R$ 1,44 mil por hectare. Com taxa de juro de 9,5% ao ano, o prazo de pagamento é de 90 dias após a colheita. O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Linneu da Costa Lima , diz que o financiamento pode ser convertido em estocagem da commodity, tendo prazo até 18 meses para a quitação.
O primeiro contrato foi aprovado para o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), para o qual serão liberados hoje uma parcela inicial de R$ 80 milhões. Além do Bancoob, o Departamento de Café (Dcaf) do ministério está em fase de aprovação de contratos com outras instituições financeiras, como Banestes, Crediminas, Credivar, Banco Safra, Santander Banespa, Itaú BBA, Bradesco, Unibanco e Banco do Brasil.
Segundo Linneu, outros agentes financeiros também já procuraram o ministério para manifestar interesse em operar com recursos do Funcafé.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Viviane Monteiro)
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VALOR ECONÔMICO

27 de abril de 2007

 
INDÚSTRIA DE COURO
Indústria de couro prevê expansão
As indústrias de couros, que no ano passado exportaram o equivalente a US$ 1,87 bilhão para os mercados europeu e asiático, projetam novo crescimento nos embarques neste ano, graças ao aumento da demanda internacional pelas indústrias automotivas e moveleiras, reforçados ainda por preços aquecidos no exterior.


O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) estima para o ano um crescimento das vendas externas de, pelo menos 22%, para US$ 2,28 bilhões - valor que o setor esperava alcançar apenas em 2008, desde que iniciou um trabalho com a Apex para estimular as exportações, em 2005. Hoje o setor produz 45 milhões de peças por ano e exporta 80% da produção.


"Essa é uma estimativa conservadora. A demanda por couro brasileiro tem crescido fortemente no mundo nos últimos anos e é possível que já estejamos próximos de um ponto de saturação", afirma Luiz Bittencourt, diretor-executivo do CICB. No primeiro trimestre, os embarques aumentaram 37% em receita em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando US$ 552,44 milhões. Em volume, a expansão foi de 9%. "A valorização do real frente ao dólar obrigou as indústrias brasileiras a fazerem um reajuste de preços. O setor também foi favorecido pelo aquecimento do mercado internacional", afirma Nilson Riga Vitale, presidente da Vitapelli, uma das três maiores exportadoras do país.


Empresa de capital nacional, sediada em Presidente Prudente (SP), a Vitapelli exporta toda a sua produção, sendo responsável hoje por 10% dos embarques do setor. De acordo com Vitale, a empresa também deve crescer em torno de 20%. Ele observa que o crescimento do setor de construção civil influencia indiretamente as indústrias moveleiras, tanto no Brasil como no exterior. "Quem constrói uma casa nova, geralmente muda os móveis. Tem havido uma grande procura por couros pelas indústrias moveleiras, principalmente para exportar itens à Europa."


A Vitapelli fez investimentos em 2005 para industrializar o couro e hoje 90% de sua produção é de produto semi-acabado e 10% de produto acabado. As vendas são direcionadas principalmente para países da Europa, para Estados Unidos, China, África do Sul e Índia.


Luiz Bittencourt, do CICB, observa também que as indústrias automotivas - no Brasil e na Europa - ampliaram as compras de couro para estofamento de bancos e painel dos veículos, o que também tem ajudado a sustentar as vendas do setor. "O aquecimento da economia global provocou um aumento do consumo de bens de luxo, onde se inserem os bancos de couro dos automóveis", diz.


Em 2006, os setores automotivo e moveleiro consumiram 40% do couro produzido no país, índice que deve aumentar neste ano, com a mudança no mercado consumidor. "Está havendo um deslocamento das vendas do setor calçadista para esses segmentos. E esse é um fenômeno mundial", observa Bittencourt. A valorização do real frente ao dólar estimulou importações de calçados produzidos na Ásia e provocou forte crise nas indústrias brasileiras. Nesta semana, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou o aumento do imposto de importação de calçados de 20% para 35% e aguarda a ratificação no âmbito do Mercosul. A expectativa é que o aumento da tarifa, se aprovado, estimule a produção de calçados no mercado interno e, conseqüentemente, eleve o consumo de couros no país.


Bittencourt observa que os curtumes enfrentam hoje alguns problemas para crescer. Um deles é a demora dos governos no repasse dos créditos de ICMS, PIS/Cofins e IPI. Outro ponto é a falta de peles de caprinos e ovinos em volume suficiente para atender à demanda. "Houve uma mudança na TEC e esses itens agora serão taxados em 8%. Se não houver revisão da tarifa, as indústrias terão problemas."
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O ESTADO

27 de abril de 2007

 
SANTANA TÊXTIL
Política - Atrás do lucro
A cearense Santana Têxtil, especializada em tecidos de fibras naturais e denim, prevê iniciar a produção em sua nova fábrica em Puerto Tirol no último trimestre. Ela terá capacidade para 18 milhões de toneladas de telas de denim para produção de jeans no primeiro ano, com a possibilidade de dobrar esse volume a partir do segundo.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
PORTO DE MUCURIPE
Vertical S/A - Visita no Mucuripe
Hoje, às 9h30min, o Porto de Fortaleza (Mucuripe) receberá a visita de Paulo Sérgio Oliveira Passos. Ele é o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, ainda responsável pelos portos brasileiros, enquanto não zarpa a Secretaria Nacional dos Portos, sob comando do cearense Pedro Brito. Ele vem verificar as obras em andamento na infra-estrutura e conhecer o super-guindaste que entrou em operação com investimentos privados das operadoras Termaco e Brandão Filhos. A presidente da Cia Docas, Denise Bessa, vai apresentar. A propósito, a gestão do Porto de Fortaleza é bem vista em Brasília.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
LEI DAS ETIQUETAS
Falta de etiquetas implica em multa até R$ 6 milhões
Oficialmente, é outro conjunto de números: Lei nº 10.962, de 11 de outubro de 2004. Mas a tradução popular facilita o entendimento e a fixação do conteúdo: Lei das Etiquetas - ou, ainda, Lei da Precificação. Se desrespeitada pode gerar multa de até 3 milhões de Ufirce, ou seja, até R$ 6.264.900,00. Regulamentada pelo Decreto nº 5.903, ou seja, em vigor desde 20 de setembro de 2006, a lei focaliza os preços de produtos e serviços: "Eles deverão ser informados adequadamente, de modo a garantir ao consumidor a correção, clareza, precisão, ostensividade e legibilidade das informações prestadas", determina o Artigo 2º.

Em síntese, a lei reorganiza os estabelecimentos comerciais (leia-se também os supermercados). Atente-se o Artigo 4º: "Os preços dos produtos e serviços expostos à venda devem ficar sempre visíveis aos consumidores". Isso significa, por exemplo, que as etiquetas de mercadorias dispostas em vitrines têm que mostrar o preço ao consumidor que pára para dar uma olhadinha ali mesmo, fora do estabelecimento ou sem compromisso. Os preços devem estar visíveis, sem que o consumidor precise solicitá-los.

Outro ponto considerado importante - e para o qual o Programa Estadual de Defesa do Consumidor (Decon-CE) chama também a atenção - é quando da afixação dos preços em código de barras. A lei exige a disponibilização de leitores óticos, na área de vendas, a 15 metros (distância máxima) dos produtos (Artigo 7º). Além disso, os leitores devem ser indicados por cartazes suspensos que informem sua localização.

Detalhes que podem custar entre 200 e 3 milhões de Ufirce (Unidade Fiscal de Referência do Ceará; o valor atual de cada Ufirce é R$ 2,0883). E que respondem pela maior parte das 50 autuações já realizadas pelo Decon-CE. Os supermercados, segundo o secretário-executivo do Decon, concentram os problemas. "Está havendo uma demora na entrega dos leitores óticos, para fazer a leitura dos códigos de barra. E a distância, deles para os produtos, tem que ser mesmo de até 15 metros", esclarece Antônio Carlos Azevedo Costa.

Essa semana, ele participou de uma palestra na Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL), justamente, para elucidar a Lei nº 10.962. A "dificuldade na aquisição de equipamentos para consulta de preços (não são baratos)" foi também o nó destacado pelo presidente da CDL. Honório Pinheiro preocupa-se ainda com os "detalhes da lei", o que torna sua aplicabilidade "difícil. Mas é possível".


SERVIÇO
A íntegra da Lei das Etiquetas pode ser acessada no site do Decon: www.decon.ce.gov.br.
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FOLHA DE SÃO PAULO

27 de abril de 2007

 
PSDB
Confronto entre FHC e Tasso reabre crise entre tucanos
Integrantes do partido se queixam da falta de diálogo entre direção do PSDB e base e da ausência de agenda de oposição
Já o ex-presidente é acusado de "alimentar divergências partidárias'; procurados, nenhum dos dois tucanos se manifestou sobre o caso
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Um confronto público entre o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e seu presidente de honra do partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acabou de reavivar a crise interna da sigla. Um dia depois de FHC criticar, em entrevista concedida à TVJB, a visita de Tasso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tucanos já não escondiam suas queixas ao comando do partido, da falta de diálogo à ausência de agenda de oposição.
FHC, por sua vez, foi acusado de alimentar divergências.
Lembrando que Tasso participara de uma reunião da Executiva na véspera do encontro com Lula, tucanos reclamam de não terem sido informados sobre a audiência. "A única coisa que sei é que Tasso visitou o presidente. Soube pela imprensa", criticou o líder da minoria, Júlio Redecker (PSDB-RS).
"Qualquer visita ao presidente deve ter pauta definida. Como a pauta não foi divulgada, não dá para avaliar", disse o deputado Leonardo Villela (GO).

Reação
No ano passado, FHC chegou a consultar tucanos sobre a destituição de Tasso da presidência. Anteontem, condenou a aproximação entre o PSDB e Lula: "O povo está olhando para nós e dizendo: o que vocês são, peixe ou carne de vaca?"
Afirmando estar afinado com FHC, o governador de São Paulo, José Serra, disse que não se considera destinatário da crítica, apesar de também ter ido ao Planalto. "O governador é eleito em São Paulo para cuidar do Estado. Então tem que ter relações administrativas [com o governo federal]", justificou Serra, que é alvo de críticas.
No Senado, tucanos reagiram a FHC. Criticado por ele na crise do mensalão, o senador Eduardo Azeredo o acusou de "estimular a cizânia". O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), chamou "de pouco construtiva" a discussão sobre a visita de Tasso. "Melhor construir a unidade do partido."
Azeredo disse que Serra e o governador de Minas, Aécio Neves, são os líderes que devem ser mais ouvidos pelo partido. Para Redecker, FHC poderia estar "chateado" porque Aécio e Serra defenderam o fim da reeleição. "FHC deu as bases para o desenvolvimento. Mas o momento é outro", ressaltou.
A visita a Lula não é a única fonte de discórdia. Dividida sobre a própria sucessão, a sigla é acusada de desorganização. "Não temos agenda até agora. Falta iniciativa da direção", disse o deputado Ricardo Tripoli. O deputado Arnaldo Madeira diz que a criação de CPIs, no Senado e na Câmara, sobre crise aérea, mostra "crise de identidade". "As pessoas cobram: "o PSDB é oposição ou não?'"
"As bancadas estão descoordenadas", endossou o deputado Paulo Renato Souza (SP).
O deputado Carlos Alberto Leréia (GO) reclama da distância entre direção do partido e base. "O presidente tem que ouvir as lideranças. Para vencer em 2010, precisamos de alguém com o pique do Tasso de 1993", disse, em alusão à atuação de Tasso na eleição de FHC.
Procurados pela Folha, Tasso e FHC não se manifestaram até o fechamento desta edição.
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FOLHA DE SÃO PAULO

27 de abril de 2007

 
REAL
Para BC, real forte contém inflação e pode reduzir juro
Ata de reunião da semana passada diz que importados podem segurar preços, apesar de aquecimento da economia
Analistas prevêem que banco elevará ritmo de redução da taxa básica de juros de 0,25 ponto percentual para 0,5 ponto
NEY HAYASHI DA CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Banco Central já admite que a queda do dólar abre espaço para redução mais acelerada dos juros. Como o real valorizado barateia importações, ajudando a manter a inflação sob controle, a expectativa é que o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) reduza a taxa Selic em 0,5 ponto percentual na próxima reunião, em junho.
A sinalização está na ata divulgada ontem da reunião da semana passada, quando o Copom reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, fixando-o em 12,5% ao ano. Na ocasião, três dos sete membros da diretoria do BC votaram por um corte de 0,5 ponto. Mas prevaleceu o voto da maioria.
O argumento de quem defendeu queda maior do juro se resumiu a uma frase: "Se acumulam sinais de que a contribuição das importações, por meio da disciplina exercida sobre os preços de bens transacionáveis em ambiente de demanda robusta, para a consolidação de um cenário benigno para a inflação no horizonte de projeção, poderá ser maior do que a inicialmente contemplada".
Ou seja, mesmo num cenário de aumento do consumo, as empresas nacionais não podem elevar seus preços para não perder mercado para os importados, que, com a queda do dólar, ficam mais baratos.
A relação entre a taxa Selic e o câmbio é uma das maiores fontes de críticas ao BC, já que, dentro e fora do governo, há quem reclame de que os altos juros são responsáveis por uma excessiva valorização do real.
Mas os diretores do BC que votaram pela queda menor dos juros dizem que é preciso considerar que nem todos os preços estão sujeitos à concorrência dos importados -é o caso dos serviços, por exemplo. Além disso, insistem em dizer que o corte na taxa Selic efetuado nos últimos meses ainda não surtiu efeito completo.
Para Alexandre Póvoa, diretor do Modal Asset Management, a ata não chega a esclarecer por completo as razões das divergência entre os diretores do BC. "Não houve nenhuma mudança relevante entre o cenário [traçado pela ata do Copom] de março e este de abril", afirma. "As importações já eram citadas no mês passado."
Póvoa diz esperar um corte de 0,5 ponto na próxima reunião do Copom, mas ressalta que baseia essa opinião na sua análise da conjuntura econômica, não nos sinais dados pelo BC na ata. "Não existe política monetária conservadora ou agressiva. Existe o correto e o incorreto. E a situação do Brasil não exige um juro real [descontada a inflação] nesse nível de hoje."
Já a LCA Consultores, em relatório a clientes, também afirma que a ata do Copom não indica de forma muito clara qual será o rumo dos juros de agora em diante. "O documento preservou tom cauteloso, sobretudo no que diz respeito à evolução da atividade econômica, o que deverá contribuir para manter os mercados divididos quanto ao ritmo de corte da Selic", diz o texto.
Mesmo com essa ressalva, a LCA também afirma acreditar numa redução de 0,5 ponto percentual nos juros na próxima reunião do Copom.
A equipe de economistas do Unibanco diz que, apesar da menção às importações, o ritmo de crescimento da economia continua sendo o indicador acompanhado mais de perto pelo BC na hora de decidir sobre cortes nos juros -uma expansão mais acelerada poderia abrir espaço para reajustes de preços.
Ainda assim, relatório distribuído pelo banco afirma que "provavelmente estamos no começo de uma "nova era': o BC está de volta [aos cortes de] 0,5 [ponto percentual]".
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VALOR ECONÔMICO

27 de abril de 2007

 
DÓLAR
Sem o BC, dólar estaria a R$ 1,80
A acumulação de US$ 100 bilhões de reservas cambiais de 2004 até agora evitou uma apreciação ainda mais forte do real frente ao dólar. Não fosse a política de intervenções esterilizadas do Banco Central, o dólar estaria, hoje, cotado a R$ 1,80 ou menos. Os economistas atentos à questão cambial se dividem entre os que acham que as intervenções esterilizadas do BC no mercado de câmbio afetam a taxa de câmbio e os que não crêem nessa hipótese e confiam na neutralidade do procedimento, sendo esta última a posição defendida pelo BC.


Uma primeira tentativa de esclarecer essa questão, que é delicada, e estimar os efeitos das intervenções do BC foi feita pelo economista Felipe César Dias Diógenes, 24 anos, em sua dissertação de mestrado na PUC/RJ, apresentada há duas semanas à banca formada por Alexandre Schwartsman, ex-diretor do BC e economista-chefe do ABN Amro, Ilan Goldfajn, também ex-diretor do BC e sócio da Ciano Investimentos, sob orientação do professor Márcio Garcia.


Diógenes analisou o período de 2003 a 2006 para responder à pergunta-título da tese: "As intervenções cambiais esterilizadas do BC alteram a taxa de câmbio?". A conclusão, que ele considera preliminar, é que sim. "Minha idéia não é discutir custos e benefícios, mas se a intervenção modifica a taxa de câmbio. Para qualquer nível de reservas, ela afeta sim. O importante é o tamanho das intervenções em relação ao fluxo de ingresso."


"A tese do BC é que a intervenção esterilizada é neutra. Convidei o Alexandre para a banca, ele trouxe comentários interessantes e nâo saiu muito convencido da resposta. Minha posição era a mesma do Alexandre e a do BC. O Felipe, porém, trabalhou em termos teóricos e empíricos. Empiricamente, mostra que o efeito existiu e teoricamente justifica através do chamado efeito portfólio", disse Garcia. Goldfajn concorda com as conclusões da tese.


O impacto das intervenções, diz Diógenes, "é significativo e permanente". As estimativas sobre os efeitos de uma intervenção de compra de US$ 1 bilhão oscilam entre uma depreciação de 0,25% a 0,65%. Já os efeitos das intervenções de venda variam entre uma apreciação de 2,1% e 0,48% por U$ 1 bilhão, descreve.


Ele procurou calcular onde estaria a taxa de câmbio hoje caso o BC não tivesse feito nada. "O objetivo da estimação é verificar em quanto a taxa de câmbio estaria pelos fundamentos da economia. É uma estimativa, tem variâncias, mas se não tivesse havido nenhuma emissão de swap reverso, ela estaria em R$ 1,80", atesta.


A intervenção esterilizada é um procedimento onde o BC compra dólares e os paga com moeda nacional. A compra resultaria em expansão da base monetária, mas o BC esteriliza a expansão com venda títulos públicos. Portanto, a taxa de juros básica não se altera.



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Efeitos das intervenções dividem economistas
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Diógenes usou como base de dados do trabalho as intervenções cambiais no mercado de dólar à vista e emissões de swaps cambiais no período de 5 de março de 2003 a 31 de outubro de /2006, com o registro de 942 observações; os leilões de dólares à vista; e as emissões de swaps cambiais. No mesmo período a taxa de câmbio nominal se apreciou em 40%, passando de R$ 3,56 para R$ 2,14.


A explicação para isso foi uma melhora nos termos de troca e expansão do saldo comercial; e, no que se refere à conta capital, a redução na aversão a risco internacional combinada com a melhora nos fundamentos de solvência do país, aliadas ao elevado diferencial de taxa de juros externa e interna.


O BC aproveitou a liquidez farta do período para acumular reservas, alegando que está reduzindo a vulnerabilidade externa da economia, e de forma alguma tentando influenciar a taxa de câmbio, nem estabelecer qualquer piso. Ainda que este não seja um objetivo declarado do BC, o fato é que, na vida real, frear a valorização do real tem sido o efeito colateral da acumulação de reservas.


Segundo Diógenes, o modelo teórico que prognostica que as intervenções cambiais podem ter um impacto sobre a taxa de câmbio é a "teoria de balanço de portfólio".


Garcia descreve: como ativos em dólar nos EUA e ativos em reais no Brasil são substitutos imperfeitos, o equilíbrio de portfólio exige que, para aumentar a quantidade de um ativo e diminuir a de outro, é preciso aumentar a rentabilidade do primeiro e reduzir a do segundo. Quando o BC intervém, ele retira dólares e coloca reais. Para tal, ele tem que aumentar a rentabilidade relativa do real frente ao dólar e a taxa de juros permanece constante, porque a intervenção é esterilizada. A rentabilidade relativa é afetada através dos componentes da taxa de juros (decompõe-se os juros internos como a taxa de juros em dólar mais o 'forward premium', que é o futuro da BM&F dividido pelo spot). Parte desse prêmio é expectativa de depreciação do real e parte é prêmio de risco.


"O que advogamos é que quando o BC intervém, o prêmio de risco aumenta, o 'forward premium' não se altera, a expectativa de depreciação diminui e o dólar rende menos. Há mais risco por menos rendimento esperado e o investidor aceita ter menos dólar e mais real. Assim, se o BC não tivesse comprado esse caminhão de reservas e emitido swaps reversos o dólar estaria mais derretido", sintetiza Garcia. O BC tem um instrumento, a política monetária; e um objetivo, levar a inflação para a meta. Se a tese de Diógenes for comprovada, a política de intervenções de compra ou venda de dólares seria autônoma, embora de efeito limitado. "As intervenções seriam um instrumento independente da política monetária", conclui Diógenes.


Desemperrando o PAC


A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está se preparando para uma entrevista de balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no dia 3. Os indicadores de desempenho do programa, que pretende investir neste ano cerca de R$ 15 bilhões em obras de infra-estrutura, são sofríveis. Apesar de todo o esquema montado para fazer as obras andarem, tem alguma coisa atrapalhando. Há a suspeita de que a excessiva centralização das decisões na Casa Civil e as prolongadas reuniões diárias estejam na raiz do problema.


Claudia Safatle é diretora adjunta de Redação e escreve às sextas-feiras
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
RIO SÃO FRANCISCO
Comunicado - Corredeira de críticas
O pessoal que torce o nariz para a integração do Rio São Francisco com bacias do Nordeste Setentrional - ou, simplesmente, transposição - está fazendo das tripas coração para angariar antipatias contra a obra. E recursos para manter as ações de mobilização. Exemplo: as organizações não-governamentais Esplar e Instituto Terramar estão vendendo por R$ 10,00 cópias em DVD do documentário ´Transposição do Rio São Francisco e Águas no Ceará - Os cursos da privatização´, um autêntico libelo, sob um só ângulo, como não poderia deixar de ser, de críticas ao projeto.
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O POVO

27 de abril de 2007

 
RIO SÃO FRANCISCO
Ciro Gomes: transposição sai "na base de pau"
Em Minas, o deputado criticou a movimentação contrária à transposição e anunciou que, se for eleito presidente em 2010, encaminhará o projeto na base "do pau e da lata"

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) anunciou ontem que, se for eleito presidente em 2010, implementará a transposição das águas do rio São Francisco "na base de pau e lata". Durante palestra no 6º Seminário de Responsabilidade Social Empresarial de Minas Gerais, estado cujo governo é contrário à transposição, o parlamentar disse que a canalização de água para o Nordeste Setentrional será um dos seus principais projetos de campanha. "Da forma como vai, o programa será concluído daqui a 30 anos. E o semi-árido não pode esperar tanto tempo", afirmou o deputado.

Ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes defende que a transposição do São Francisco não irá comprometer os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas, também contrários ao projeto. De acordo com o deputado, o programa necessitará de 23 metros cúbicos de água por segundo dos cerca de 3.800 metros cúbicos por segundo da vazão normal do rio. "A partir de estudos, viu-se que, na maior estiagem possível, ainda assim haveria 1.850 metros cúbicos por segundo. O que precisaremos é muito pouco e, se eu me candidatar e vencer, colocarei isso para frente na base de pau e lata", declarou o parlamentar, em Belo Horizonte.

Projeto mais importante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em janeiro, a transposição do São Francisco prevê investimento de R$ 6,6 bilhões para canalizar água para Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, beneficiando 12 milhões de pessoas. "O rio São Francisco não é só dos estados por onde ele passa. O rio São Francisco é do Brasil", argumentou Ciro Gomes, em referência ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSBD), contrário à transposição e possível adversário na corrida presidencial.

Após superada a fase de licitação, as obras da primeira etapa da transposição do São Francisco - o eixo leste, de 220 quilômetros - devem se iniciar apenas a partir de outubro, com previsão de término para daqui a três anos e meio. A segunda fase - o eixo norte, de cerca de 400 quilômetros - só ficará pronto em cinco anos, no mandato do sucessor de Lula. Ciro Gomes defendeu o presidente por não ter cumprido a promessa ainda no primeiro mandato. "Até pouco tempo atrás, havia 11 liminares suspendendo as obras. A questão é que tem gente querendo se aproveitar dessa discussão para fazer oposição por oposição", aponta o deputado, que também critica a visão de ambientalistas contrários à transposição. "Existe gente no Nordeste passando sede. Isso é justo?".

O jornalista viajou a convite da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
TRANSPOSIÇÃO
Egídio Serpa - Deputados esperam o ministro
Preocupada com os novos rumos que está tomando o Projeto S. Francisco de Integração de Bacias, a Assembléia Legislativa do Ceará está reiterando o convite — feito por requerimento do deputado Wellington Landim, aprovado por unanimidade — ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para um debate sobre o tema no seu plenário. Ontem, Landim assustou-se ao ler nesta coluna a informação de que, sem as águas do São Francisco, a atividade econômica do Ceará, principalmente de sua Região Metropolitana, poderá colapsar em médio prazo. Segundo a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), haverá água para o consumo humano, que é crescente, mas não para as fábricas, incluindo a siderúrgica, que geram emprego e renda. Landim é mais um que teme pelo futuro sócio-econômico deste Estado, no caso de vingar a idéia do ministro Geddel (com dois d), que quer executar, agora, só o Canal Leste do empreendimento, beneficiando a Paraíba e Pernambuco, transferindo para daqui a 10 anos a execução do Canal Norte, o
que trará as águas sanfranciscanas para o Ceará e o Rio Grande do Norte. Para o ministro, estes dois estados têm água de sobra, tanto para beber quanto para produzir, o que não é verdade, como a Cogerh explicou aqui. Até ontem, Geddel Vieira Lima não havia dado resposta ao convite do legislativo cearense. Por isto, o temor continua.
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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
ENTREVISTA - CARLOS CRUZ
Investimentos em turismo e agronegócio
De amanhã até a próxima segunda-feira, Viçosa do Ceará sedia o I Festival Mel, Chorinho e Cachaça, um dos grandes eventos estruturantes coordenados pelo Sebrae/CE. O objetivo é integrar toda a Serra da Ibiapaba em torno do agronegócio, do turismo e da cultura, visando aproveitar todo o potencial da região. Nesta entrevista, o superintendente do Sebrae/CE, Carlos Antônio de Moraes Cruz, fala sobre os preparativos para o festival e adianta com exclusividade ações estratégicas do órgão para o turismo que integra o Ceará, o Maranhão e o Piauí.

AÉCIO SANTIAGO

O Projeto do Mel, Chorinho e Cachaça já nasce com um futuro? A proposta é realizá-lo durante cinco anos?

Eu diria que é crescente. Antes tínhamos ações isoladas e a tendência é ampliar. O Sebrae vai trabalhar para que essa ação se amplie, porque isso é questão regional, estadual e pode ser nacional futuramente. Hoje já temos alguns exemplos como o Tejubode em Tejuçuoca e o Festival do Fondue em Guaramiranga, que se tornaram referência até internacional. No caso do projeto de Viçosa do Ceará, existe uma ligação muito forte nesses três componentes que traduz emprego e renda através do mel, que é tradicional, temos a cultura da cana e conseqüentemente a cachaça, e a música que não poderia faltar. Esse é um trabalho meso-regional unindo os municípios da serra e o objetivo é que do ponto de vista de cultura e turismo, a região seja identificada como um destino. É importante destacar as parcerias com as prefeituras, entidades e as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL´s) das regiões.

Quais os projetos para o desenvolvimento do empreendedorismo relacionados com o turismo e a cultura no Ceará ?

Primeiro é importante dizer que o Sebrae tem duas missões básicas: a articulação e a capacitação, que poderíamos chamar de vocação. Na articulação estamos unindo os municípios e do ponto de vista da capacitação já tínhamos feito um trabalho com o mel, que hoje é destaque no País. Referente à cachaça, estamos dando um aperfeiçoamento ao produto final e dando uma capacitação aos produtores e evitando a desvalorização no valor de mercado. Para você ter uma idéia, existe garrafa de cachaça sendo a vendida a menos de R$ 0,50. Agora, colocamos o rótulo, aperfeiçoamos a produção, melhoramos a comercialização e a idéia é que o produto tenha uma identidade com as características da região, podendo atingir o preço de até R$ 15,00 dependendo da cachaça. Esse é o espaço econômico que está sendo gerado, sem contar que o Sebrae tem uma atitude voltada para a cultura percebendo não só como o lazer, como consolidação de uma manifestação local, que são importantes mas, também, como uma possibilidade de geração de espaço econô
mico. Então a pessoa que toca ou fabrica um instrumento musical está nesse contexto de uma cadeia produtiva.

Esse conceito de espaço econômico difere em que de emprego e renda?

O espaço econômico define melhor essa situação, porque não se restringe a um ou a outro momento. De fato ele tira o cidadão desocupado para uma ocupação econômica e está ligado ao empreendedorismo. O Mel, Chorinho e Cachaça terá essa virtude de conseguirmos consolidar a cultura, a economia e o turismo.

A missão ou a vocação do Sebrae pode sofrer transformações para se adequar às novas realidades do mercado, como o próprio turismo?

Ainda se falava muito em geração de emprego e qualquer economia que se norteie nessa perspectiva está fadada ao insucesso. Agora, precisamos falar de empreendedorismo, pois cada cidadão é um ente econômico que traz consigo a possibilidade de geração de riqueza. É preciso que trabalhemos a questão do crédito, a comercialização, o aparfeiçoamento e capacitação. Então, hoje não se trabalha mais no esforço de fulano. O trabalho atualmente é você evidenciar uma capacitação e atingir seu potencial de produção. A economia nada mais é do que o exercício de todas as empresas, todos os empreendimentos e quanto mais forte forem essas empresas maior será a economia.

Na sua opinião, porque sendo o turismo uma área tão estratégica e importante nesse cenário de conquista de espaço econômico, ainda é tratado de forma tão amadora?

Eu considero o turismo uma das atividades mais democráticas que existe. Você tem desde o artesanato de palha até os grandes hotéis, portanto uma cadeia produtiva extensa. Mas o amadorismo ainda é realidade latente. O México, por exemplo, não tem o potencial que tem o Brasil, mas se você for a Acapulco vai perceber a grande diferença. A Espanha é o segundo maior destino turístico e gera bilhões e o que falta a nós é o profissionalismo. Esse, inclusive, foi a preocupação de uma conversa que tive com o secretário Bismarck Maia, na intenção de termos um foco e investir num trabalho de longo prazo com políticas públicas.

Existe algo de concreto ?

Sim. Temos um projeto envolvendo o Ceará, o Piauí e o Maranhão. Representantes do Sebrae dos três estados se reuniram e agora vamos estruturar esse projeto, contratar uma empresa de marketing para batizar o nome desse destino turístico integrado. Fizemos uma apresentação profissional do projeto de Roteiro Turístico Integrado, recentemente, em Luís Correia (PI), para os governadores dos três Estados, que prontamente abraçaram o projeto e prometeram buscar melhorias para sua efetivação.

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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
SINDMÓVEIS
Edital Pregão Presencial - Sindmóveis
Edital Pregão Presencial - Sindimóveis

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O POVO

27 de abril de 2007

 
SINDUSCON
1° Encontro de Corretores da Ceará Rede Imóveis
1° Encontro de Corretores da Ceará Rede Imóveis

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DIÁRIO DO NORDESTE

27 de abril de 2007

 
TÊSTIL E CALÇADOS
Setores querem desoneração
Medida de proteção à indústria têxtil e de calçados foi bem recebida no Ceará, mas não resolve os problemas

Os empresários dos setores têxtil, de confecções e de calçados do Ceará comemoraram a elevação de 20% para 35% da tarifa de importação desses produtos anunciadas, ontem, pelo governo federal. Mas, ao mesmo tempo, enfatizaram que a medida por si só não soluciona todos os problemas de competitividade e perda de participação no mercado internacional. Para eles, faz-se necessária ainda a desoneração fiscal do setor (diminuição ou isenção de tributos). Os fabricantes de calçados e itens de vestuário têm sido alvo constante de prejuízos causados pelas importações asiáticas desses produtos, no caso, bem mais baratos.

“A medida é importante. Mas por si só não vai adiantar. Precisamos também de um controle mais rígido nas fronteiras, para evitar a entrada irregular de produtos importados, sem esquecer, ainda, da desoneração fiscal”, lembra Verônica Perdigão, presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado do Ceará (Sinditêxtil). De acordo com ela, outra reivindicação dos empresários é o estabelecimento de acordos comerciais com os principais países compradores para diminuir, ou até mesmo eliminar, as barreiras de importação, aumentando, assim, a inserção de produtos brasileiros no mercado internacional.

No primeiro trimestre deste ano, as exportações cearenses de tecidos de algodão, fios e índigo sofreram retração de 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Para Perdigão, a explicação está no câmbio, outro problema que aflige o setor. “Com o dólar no patamar que está, tivemos que repensar as exportações, tentando buscar o mercado interno como alternativa”, disse.

Apesar de ter registrado alta de quase 23% nas vendas externas nos primeiros três meses de 2007 — atribuídos à instalação de empresas nacionais no Estado, aumentando a base exportadora —, as indústrias de calçados cearenses também sofrem com a concorrência dos produtos asiáticos. “Os artigos importados chegam com preço muito agressivo. A medida vem ajudar, mas é apenas um paliativo. O setor ainda é muito massacrado pela carga tributária, diminuindo a nossa competitividade aqui e lá fora”, afirmou Valter Cunha, presidente do Sindindústria, entidade que congrega as indústrias de calçados e confecções de Juazeiro, Crato e Barbalha.

MAIOR TARIFA DE IMPORTAÇÃO - Confecções só têm a ganhar

"O aumento de 15 pontos percentuais na tarifa de importação de calçados e vestuário vai pesar muito no custo das mercadorias importadas, reduzindo a vantagem sobre o produto nacional. A indústria local só tem a ganhar”, avalia José Moreira Sobrinho, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções do Estado do Ceará (Sindiconfecções).

Assim como os representantes das indústrias têxtil e de calçados, ele também concorda que a medida isoladamente não é tudo. Mas, vislumbra que uma majoração ainda maior, elevando a taxação sobre a importação desses itens para 60%, seria importante para boicotar a entrada de produtos chineses no mercado local.

Para ele, de certa forma, as confecções cearenses já foram beneficiadas com a diminuição, em outubro de 2006, das alíquotas de ICMS, trazendo como benefício a redução, na ponta, de 20% a 23% no preço final do produto. (ADJ)

ANCHIETA DANTAS JR.
Repórter
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GAZETA MERCANTIL

27 de abril de 2007

 
PISOS SALARIAIS
Maioria dos pisos salariais ficam abaixo de 1,5 salário mínimo
27 de Abril de 2007 - Mais de 70% dos valores estabelecidos como piso salarial em 2006 não ultrapassaram 1,5 salário mínimo e pouco mais da metade ficou na faixa entre 1 e 1,25 salário mínimo. Os dados foram divulgados ontem no "Balanço dos pisos salariais negociados em 2006", pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa considerou o piso salarial estabelecido em 452 negociações realizadas no ano passado, entre entidades de trabalhadores e representantes patronais. Destas, 149 unidades registraram, em dezembro, pisos salariais inferiores ao valor estipulado para o salário mínimo – 63 delas têm data-base entre janeiro e abril e as outras 86 ainda vão negociar seus instrumentos normativos no decorrer do ano.
De acordo com o balanço, em 2006 houve maior aproximação entre os valores dos pisos negociados e o do salário mínimo oficial. Em 2004 e 2005, um quarto das informações analisadas correspondia a até 1,25 salário mínimo e a metade equivalia a até 1,5 salário mínimo.
O Dieese atribui esse comportamento à evolução do salário mínimo oficial, sobre o qual têm sido aplicados aumentos reais significativos, que elevaram seu poder de compra em proporção maior do que a verificada entre os pisos salariais. A pesquisa apontou que em 2004 e 2005 o salário mínimo obteve ganhos de 8,23% e 13,04%, respectivamente, com a média dos pisos salariais valendo pouco mais de 1,7 mínimo no período. Em 2006, a média dos pisos salariais passou a quase 1,5 salário mínimo.
Na distribuição dos pisos salariais por faixa de salários mínimos por setores de atividade econômica, a situação mais favorável foi observada no setor de serviços, que reúne atividades como comunicação, saúde e educação, onde 40% dos pisos superaram o valor entre 1 e 1,5 salário mínimo. No setor do comércio, 90% dos pisos salariais analisados corresponderam a 1,5 salário mínimo e cerca de 60% foram menores que 1,25 salário mínimo. Na indústria, 25% dos pisos analisados superaram a faixa de 1 a 1,5 salário mínimo.
O setor rural concentrou a maior proporção de pisos mais próximos do salário mínimo nacional. Nove em cada dez pisos estiveram situados entre 1 e 1,25 salário mínimo.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4)
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VALOR ECONÔMICO

27 de abril de 2007

 
EMPREGO FORMAL
Emprego com carteira assinada cresce a 36 meses
A taxa de desemprego nas principais regiões metropolitanas do país passou de 9,9% em fevereiro para 10,1% em março. No entanto, segundo dados da Rosenberg & Associados que retiram os efeitos sazonais, houve queda no desemprego nesse período. De acordo com os cálculos do economista Otávio Aidar, a taxa cedeu de 9,8% para 9,5%, número que também é inferior à média verificada nos últimos doze meses, de 9,9%.


E a qualidade das vagas também segue em alta, corroborando os dados apresentados na quarta-feira pelo Ministério do Trabalho. Em relação a março do ano passado, a geração de postos com carteira assinada avançou 4,4%. Nessa comparação com igual mês do ano anterior, foi o 36º crescimento seguido. No mesmo período, houve estabilidade na abertura de vagas sem carteira. Na comparação que acumula os resultados dos últimos 12 meses, a variação do emprego informal tem sido negativa há 11 meses consecutivos.


Um outro tipo de ocupação que tem crescido é a dos trabalhadores por conta própria. Sobre março do ano passado, a geração de vagas desse tipo ficou 5,9%. Para os economistas, esse número precisa ser observado com cuidado, pois pode ser um novo indício de precarização das relações de trabalho.


Já o rendimento médio real ficou estável em relação a fevereiro, mas apresentou incremento de 5% na comparação com março de 2006, chegando a R$ 1.109,50.


Para Aidar, "a situação já positiva do mercado de trabalho tende a melhorar ainda mais. Ele acredita que a recuperação da indústria e os bons indicadores de vendas do comércio varejista irão impulsionar a criação de novas ocupações.


Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela primeira vez dados sobre a massa de rendimentos do país. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), em fevereiro de 2007, a massa de rendimento real foi estimada em R$ 22,5 bilhões para o conjunto das regiões metropolitanas de Sã Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. É o mesmo valor apurado em janeiro, no entanto, é 7,7% superior ao de fevereiro de 2006.


Na avaliação do Instituto para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), é o aumento do rendimento que tem sustentado a evolução da massa de salários e o bom desempenho da demanda interna, já que sua expansão se acelerou nos últimos seis meses.


O setor da construção civil, na comparação entre março deste ano e igual mês de 2006, foi o que apresentou o maior crescimento percentual no emprego, um salto de 32,5%. Em relação a fevereiro, a alta também foi significativa: 3,5%. O comércio, outro setor que também tem apresentado bons resultados, viu a ocupação avançar 3,5% nos últimos doze meses.


O segmento industrial, por outro lado, ainda patina. O nível de emprego cedeu 0,8% tanto entre fevereiro e março quanto na comparação com março de 2006. Porém, essa situação deve se reverter nos próximos meses. O economista da Rosenberg & Associados lembra que a indústria, especialmente a de bens de capitais, tem mostrado incrementos na produção que deverão, em breve, impulsionar o emprego.
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GAZETA MERCANTIL

27 de abril de 2007

 
REFORMA TRIBUTÁRIA
Nota fiscal e escrituração digital independem de mudança na Constituição
27 de Abril de 2007 - A novidade na proposta de reforma tributária do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a adoção da nota fiscal eletrônica, cadastros sincronizados e Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). O economista e especialista em finanças públicas, Amir Khair, explica que a base de dados resultante da nota fiscal eletrônica criaria condições para calibrar as novas alíquotas e para estimar o impacto das mudanças para cada ente federado.
"Essa modernização ocorrerá fora da reforma tributária, pois é do interesse de todas as máquinas fazendárias, inclusive estaduais, para reduzir a sonegação", argumenta Khair. Essa alteração não necessita de aprovação de proposta de emenda constitucional (PEC) e, portanto, pode ser agilizada sem passar pelo longo processo de negociação que as reformas constitucionais constumam demandar com Legislativo, governadores e outros segmentos econômicos e sociais interessados.
Outro detalhe da proposta é a divisão do IVA. Para facilitar a repartição das receitas, o imposto seria desdobrado em dois: IVA-E, estadual, e IVA-F, federal. Esse desenho ameniza a resistência dos governadores com mudanças na sua principal fonte de receitas próprias, o ICMS, que responde 52,7% (R$ 162,307 bilhões) do total de R$ 307,951 bilhões que o novo IVA arrecadaria atualmente. Este montante deverá ser preservado para as 27 unidades da federação. Já o restante - R$ 26,822 bilhões com o IPI, R$ 20,892 bilhões com o PIS, R$ 89,758 bilhões com a Cofins e R$ 8,173 bilhões com a CIDE deverão ser preservados no IVA federal. A legislação seria a mesma para os dois IVA. a União fixaria suas alíquotas e os Estados as suas, como é hoje.
O IVA-E observaria o princípio do destino para por fim à guerra fiscal - a receita gerada pertenceria aos Estados onde ocorre a venda final dos produtos e serviços, ao contrário da regra atual, pela qual os recursos arrecadados ficam nos cofres dos Estados onde estão instaladas as empresas. Nas operações interestaduais, o imposto seria integralmente cobrado no Estado de origem, mas apropriado pelo Estado de destino, reduzindo o risco de sonegação. A proposta prevê ainda debater com os municípios a integração do ISS (Imposto sobre Serviços) à base do IVA e a formulação de uma política de desenvolvimento regional como alternativa efetiva e transparente à guerra fiscal.
Nos demais aspectos, a proposta em elaboração na Fazenda é parecida às dezenas de projetos anteriores, que visavam simplificar o sistema tributário, mas que não passaram no Congresso, devido ao conflito federativo, onde a União, os Estados e municípios querem aumentar sua participação no bolo tributário.
O mais provável é que no segundo semestre a discussão no Congresso esteja voltada à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) encaminhada pelo governo recentemente aos parlamentares para prorrogar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e da DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2011 nas mesmas bases atualmente em vigor. O encaminhamento foi revestido de cuidados políticos, pelo fato de o Palácio saber que vai encontrar resistências, especialmente na CPMF.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(L.L.)
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