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POTENCIAL
DESPERDIÇADO NO CEARÁ Apenas 1% da energia
consumida é eólica
Cerca de 99% da energia
consumida hoje no Ceará vem de hidrelétricas. O 1%
restante advém das usinas eólicas. “Até
2001, o Estado importava 100% da energia consumida do sistema
Sobradinho-Paulo Afonso e Boa Vista, este último no Piauí”,
explica o secretário Luiz Eduardo Barbosa de Moraes.
Para
dar mais segurança à matriz estadual, o primeiro
passo foi investir na área de transmissão, com a
interligação ao sistema de Tucuruí. O Estado
projeta suprir 25% da sua demanda atual com os projetos de geração
via fontes renováveis.
“Serão 500,53 MW
de energia eólica, sendo a meta de entrada em operação
de 55,43 MW em dezembro deste ano e 445,10 MW para dezembro de
2007”. Caso concretizados, o Ceará vai ter oito vezes
mais do que necessita para manter em bases sustentáveis sua
política de atração de empresas industriais —
“que demandam energia como a infra-estrutura da
infra-estrutura”, nas palavras de Adão Linhares.
O
coordenador de Energia da Seinfra lembra que o prazo do Proinfa
para conclusão dos projetos é até 2008.
Somados às duas usinas térmicas instaladas no Pecém
— TermoCeará (da Petrobras) e Termo Fortaleza (do
Grupo Endesa) — representarão 40% da demanda atual.
As térmicas só são acionadas quando o
Operador Nacional do Sistema (ONS) dá o sinal verde. Sem
ficar preso a uma só fonte, o Ceará poderia conviver
de modo tranqüilo com as possíveis crises no
fornecimento de energia. Conforme Linhares, o quadro ideal seria:
40% térmica, 40% eólica e os 20% hidrelétrica.
Na
análise da geração de energia no Estado, a
geração por usinas termelétricas recuou
96,05% na comparação com 2004. Em 2005, não
passou de 2.544 MWh, segundo a Seinfra. Na energia dos ventos
(eólica) subida de 12,32% no mesmo período.
Alcançou-se 56.066 MWh. A explicação para a
variação da energia das térmicas passa pela
crise do apagão em 2004. Naquele ano, houve corrida às
termelétricas. Na eólica, segundo Adão
Linhares, a produção teve a influência da
maior carga de ventos. Soprou 11% mais do que em 2004.
O
governo do Estado e a Universidade Estadual do Ceará (Uece)
acertaram a elaboração de um relatório da
matriz energética do Estado para os próximos 10
anos. A intenção é lançar todos os
anos uma publicação com projeções da
evolução da matriz energética ao longo do
período. Adão Linhares informa que a proposta é
mostrar a capacidade do Ceará de oferecer condições
para um desenvolvimento sustentável para investidores. (SC)
Fonte:
Diário do Nordeste - 170906
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