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“BOOM”
EM 2020 (17/9/2006) Energia
solar será matriz no mundo
O
que o Sol emite de energia para a Terra é 10 mil vezes
maior do que a geração em todo o planeta. Esta será
a matriz do futuro, com o “boom” em 2020.
Apesar
de ainda não ser contemplada no Programa de Incentivo às
Fontes Alternativas de Energia (Proinfa), a energia solar deverá
ser, daqui a 10 ou 20 anos, a grande matriz elétrica
mundial. Pelo menos essa é a opinião de Jorge
Henrique Greco Lima, engenheiro do Cepel/Eletrobrás, um dos
palestrantes da abertura da mesa-redonda “Fontes Renováveis
de Energia e Eficiência Energética”, ocorrida
no XI Congresso Brasileiro de Energia (CBE), promovido pela
Coppe/UFRJ este ano.
Greco Lima lembrou que para atingir o
objetivo de redução de 2,8 milhões de
toneladas de CO2 ao ano, o Proinfa vem estimulando a geração
de energia eólica, derivada de biomassa e as Pequenas
Centrais Hidrelétricas (PCHs). A prioridade é dada
ao produtor independente e autônomo, que tem garantia de
aquisição de 70% da receita contratada pela
Eletrobrás e a comercialização garantida.
O
engenheiro defende o estabelecimento de uma política
nacional urgente para estimular a energia solar, atualmente
aplicada de simples brinquedos até a satélites. “O
que o Sol emite de energia para a Terra é 10 mil vezes
maior que toda a energia gerada no planeta. É a energia do
futuro”, diz. Considerando a atual taxa de crescimento de
30% ao ano, conservadora, Greco prevê para 2020 o “boom”
da energia solar, movimento importante para apoiar também
outras tecnologias.
Segundo Paulo Augusto Leonelli,
presidente do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis
de Eficiência Energética do Ministério das
Minas e Energia, a matriz energética brasileira em 2005 era
composta por 44,7% de renováveis. Em sua opinião, o
desafio de hoje é manter os leilões para induzir os
agentes a buscarem preços mais realistas, favorecendo ao
consumidor final e a eficiência econômica. Segundo
ele, a energia solar não foi contemplada pelo Proinfa
porque há cinco anos não havia condições
de integrá-la à rede de energia existente.
Adão
Linhares, coordenador de Energia da Seinfra, concorda com
Leonelli. Segundo ele, quando foi aprovado o Proinfa, a distância
de viabilidade em termos de tarifa para a energia solar era muito
grande, o que deixou a fonte de fora do programa. “Havia um
custo elevado de se produzir energia solar em escala comercial,
que fosse viável para incorporação à
rede elétrica e que atraísse investidores privados
nacionais e internacionais”, comenta. (SC)
Fonte:
Diário do Nordeste - 170906
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