:: 06.05.04 :: |
||
Tarifa em discussão |
||
A empresa possui nove usinas termelétricas no Estado e pretende investir em três projetos de energia eólica. ''Os projetos que vamos investir têm um índice de aproveitamento dos ventos superior a 50%. Nesses casos, os nossos projetos são viáveis. Estamos previstos para inicia r os trabalhos em meados de 2005''. Com o preço da tarifa estipulado pelo governo, segundo Armando, só serão viáveis os projetos que conseguirem obter um fator de capacidade, um índice de aproveitamento dos ventos superior a 50% das horas anuais. ''Em julho de 2003, o Ministério de Minas e Energia fez uma consulta pública, apresentou preços da ordem de R$ 220 e R$ 234 por MW/hora para a eólica'', disse Armando Abreu, presidente da Braselco, empresa que presta consultorias para investidores. Para ele, o valor ideal hoje seria entre R$ 240 e R$ 250. A razão do sucesso da maioria dos programas de energia renovável no mundo, conforme Abreu, é ter regras fixas, claras e que geram segurança aos investidores.''A lei 10.438 que colocou uma limitação para o Estado de 220 MW, acabou por prejudicar o Ceará e o Rio Grande do Norte. Como sabem, no Nordeste não temos água, temos pouca biomassa. A única coisa que temos é vento''. A energia eólica, segundo Abreu, é mais c ara que a energia hídrica ainda. Mas se fizermos o estudo completo, de quanto a energia eólica poupa água e de quanto custa a seca no Nordeste, em termos econômicos e humanos, a energia eólica é melhor investimento que energia emergencial a diesel. Para o empresário, quando se diz que a energia hidrelétrica é mais barata no Brasil é uma falsa questão. ''As grandes hidrelétricas, Itaipu, Foz do Iguaçu, Sobradinho, Paulo Afonso, custaram verbas astronômicas e estão dadas como amortizadas na dívida pública. Hoje, o próximo grande empreendimento hidrelétrico previsto é a central de hidrelétrica de Belo Monte, na Amazônia. Os custos ambientais, sociais, que um projeto desse traz são incalculáveis. Se aproveitassem todo o potencial alternativo, de eólico, solar, não precisávamos de Belo Monte''.
|
||
| Fonte: Jornal O Povo | ||