:: 14.01.04 ::
Governo quer dobrar fornecimento de gás natural para o Nordeste

 
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo espera num período máximo de dois anos dobrar o fornecimento de gás natural para a região Nordeste, segundo informação da secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Maria das Graças Foster. A secretária afirmou ontem que ampliar a rede de distribuição é uma das prioridades este ano.

A secretária explicou que a elaboração de uma política nacional para o gás natural não tem como objetivo solucionar os problemas de um local específico. “Para nós o gás natural deve propiciar o desenvolvimento econômico e a geração de renda no país”, destacou, reconhecendo que o Nordeste é a região com mais dificuldades de acesso.

Ontem, a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, conduziu a primeira reunião para debater a implantação de uma política energética sobre o uso do gás natural. Participaram representantes de 24 empresas distribuidoras do produto no país. Maria das Graças Foster informou que ainda este mês a equipe do ministério vai se encontrar com os sócios das usinas térmicas e a Petrobras.

Em 17 de novembro de 2003 o ministério publicou portaria, cumprindo determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem como objetivo definir a política de gás natural brasileira. As principais diretrizes são: ampliar a participação do gás na matriz energética do país, formação de preço do produto, adequar o marco regulatório do setor, expandir infra-estrutura de transporte e distribuição e ampliar o aproveitamento das reservas naturais.

O grupo de trabalho criado na portaria tem prazo de 120 dias para apresentar as sugestões e recomendações para a política nacional. No entanto, a secretária já informou que a conclusão do trabalho vai atrasar, já que a equipe aguardou o lançamento do novo modelo do setor elétrico antes de iniciar os trabalhos.

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse esperar que as Medidas Provisórias do setor elétrico sejam aprovadas pelo Congresso Nacional durante a convocação extraordinária, que se inicia na próxima semana. “Essa é a melhor opção para o setor elétrico, na medida que é um setor muito delicado e tem urgência”, afirmou a ministra, ressaltando que as medidas vão acabar com um período de instabilidade que vem desde o pré-racionamento.
 

Fonte: Agência Brasil

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