:: 23.09.07 :: |
Inovar ou morrer |
Roberto Proença de Macêdo O arcabouço institucional voltado para incentivar a inovação tem se aperfeiçoado. A criação dos fundos setoriais na década de 90 e a Lei da Inovação, de 2004, são marcos dessa evolução. Os resultados, porém, ainda são tímidos. A Pesquisa de Inovação Tecnológica - Pintec 2005, realizada pelo IBGE e divulgada recentemente, confirmou essa realidade. No Brasil, do total de empresas pesquisadas, 33% implementaram algum tipo de inovação, mas somente 5,5% investiram em P&D. No Ceará, esse percentual foi de apenas 4,4%. De um lado, assistimos ao crescimento da capacitação avaliado pelo aumento do número de doutores nas instituições de pesquisa do estado, bem como da oferta de recursos e programas oficiais direcionados ao desenvolvimento tecnológico. Do outro lado, cresce no empresariado a convicção de que o uso do conhecimento é essencial na busca pela competitividade. Por que, então, a baixa eficiência no direcionamento do potencial de pesquisa para o setor produtivo? A explicação está nos raros casos de sucesso. No Ceará, poucos empresários souberam vencer as dificuldades e subiram no pódio da inovação. O Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 2006, na categoria pequena empresa, foi conquistado pela Nuteral, do setor de suplementos nutricionais. Agora, assistimos à conquista do Prêmio Finep, versão 2007, na categoria Média e Grande Empresa, pela cearense Fotosensores. São verdadeiros campeões de uma corrida de obstáculos. Esses vencedores souberam transpor a principal barreira: a distância entre o conhecimento científico do pesquisador e o pragmatismo do empresário. Com o propósito de reduzir essa barreira, a Fiec promove o Seminário Inova 2007, visando difundir os recursos financeiros, os programas e as instituições direcionadas a apoiar as empresas na busca por inovação. É ´inovar ou morrer´. * Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)
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| Fonte: Diário do Nordeste |