:: 05.02.07 :: |
Indústria e residências desperdiçam mais energia |
O setor industrial, porém, é o grande campeão, jogando fora 31% da energia que recebe. Esse resultado é responsável por perdas relativas a R$ 1,193 bilhão, que poderiam ser evitadas se as empresas utilizassem aparelhos e serviços mais eficientes. A lista de piores usos da energia segue com comércio (19%), setor público (5%), saneamento (5%), e iluminação pública (4%). Com o uso de equipamentos eficientes, a economia de energia em todos esses setores somaria R$ 3,859 bilhões, estima a estatal. Os estudos da Eletrobrás, que fazem parte do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel), pretendem definir formas de reduzir o desperdício de energia. A previsão é que estejam concluídos até 2008. "Existe desperdício geral mas, muitas vezes, o desperdício não é intencional. Às vezes, ocorre até por falta de recursos para poder investir numa tecnologia mais eficiente", destaca o chefe da Divisão de Planejamento e Conservação de Energia da Eletrobrás, Hamilton Pollis. "É um círculo vicioso que a gente precisa quebrar". Pollis considera que a conscientização sobre o uso responsável da energia está melhor. "Mas isso não basta. As pessoas têm consciência de que estão desperdiçando energia, como ocorre no setor de saneamento, mas às vezes faltam condições para que eles possam melhorar essa situação". Conforme reconheceu Pollis, a falta de conhecimento técnico e de financiamento impede que as empresas realizem investimentos visando a melhoria de sua eficiência energética. Ele ressaltou ainda a falta de quadros técnicos em empresas e prefeituras, quadros estes que poderiam informar sobre a necessidade de se combater o desperdício. Pollis acredita que o apagão energético de 2001 tornou os brasileiros mais conscientes do uso responsável da energia. Em sua avaliação, o que falta ao consumidor são "elementos para melhorar essa performance". Para garantir esse salto, ele sugere que os consumidores procurem produtos com o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel). "Procurar usar equipamentos eficientes, procurar os equipamentos que tenham o Selo do Procel, procurar adotar também hábitos eficientes. Não basta dizer que vou apagar minha luz por cinco minutos". Pollis defende que "se todos derem uma pequenina contribuição, o resultado é muito grande". Na avaliação dele, cobra-se muito dos governos, mas as pessoas, individualmente, não realizam o que podem. "Então, acho que existem muitas coisas que hoje qualquer cidadão que quiser contribuir para a causa do meio ambiente pode fazer, sem precisar do governo para tomar qualquer iniciativa", argumentou. Nesse sentido, Hamilton Pollis lembrou que eletrodomésticos eficientes, como geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, lâmpadas e até fogões, na área do gás, que tenham o Selo do Procel, do Governo federal, gerido pela Eletrobrás, devem ser buscados pelos consumidores. (da Agência Brasil) DICAS DE ECONOMIA - Sempre que possível, use os aparelhos elétricos fora do horário de pico (de 17h30min às 20h30min horas). Ferro de Passar Roupa Lâmpadas Televisão Refrigerador
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| Fonte: Coelce /O Povo |