:: 19.01.09 ::

Discurso proferido por Antonio José Carvalho

Senhoras e Senhores,

Terminada a nossa gestão à frente do SINDICAJU, após dois mandatos consecutivos, acreditamos ter cumprido a contento a nossa missão, em face dos satisfatórios resultados alcançados na busca de soluções para os complexos problemas do setor.

O agronegócio do caju é da maior importância para a economia do Estado, pois responde por um volume de exportação que no ano de 2007 obteve o expressivo recorde de US$ 183.308 milhões e o recorde nacional de US$229.191 milhões, gerando nada menos do que 15.000 empregos diretos na indústria e mais de 230.000 empregos no campo, tendo ainda a castanha de caju como o primeiro produto da pauta de exportação de nosso estado.

São números gratificantes que refletem o trabalho responsável desenvolvido pela diretoria, a qual partindo de uma avaliação crítica inicial da caju cultura percebeu a necessidade de direcionar os seus esforços para cinco principais linhas de ação, que consistiram no estreitamento das relações com o setor produtivo, no aumento da produção da matéria prima, na melhoria da produtividade no campo e na indústria, na melhoria da qualidade do nosso produto e na consolidação da boa imagem do exportador brasileiro no mercado externo.

Traçado o perfil das metas vislumbradas, iniciamos as nossas ações firmando importantes parcerias com a FIEC e a EMBRAPA na elaboração e execução de relevantes projetos que atendiam aos objetivos pretendidos, nos quais o SINDICAJU participou intensivamente, contribuindo inclusive com recursos próprios, com destaque para o projeto “Modernização da caju cultura no Estado do Ceará”.

Com apoio da FIEC realizamos reuniões de nível internacional com Moçambique e Guiné-Bissau para discutir o relacionamento comercial com os citados países visando principalmente à importação de castanha, que ainda não produziram resultados concretos, porém a Guiné-Bissau em breve estará autorizada a exportar castanha para o Brasil pelo Ministério da Agricultura, pois o processo de Análise de Risco Pragas está em fase de conclusão.

A melhoria da produtividade na indústria é uma realidade, pois graças à investimentos em equipamentos modernos e eficientes aliados à competência do setor, hoje podemos constatar que nos últimos seis anos esse índice dobrou tornando um diferencial de extrema importância para nós perante nossos concorrentes externos.

Durante nossa gestão, para complementar a necessidade de matéria prima no período de entressafra, e evitar a paralisação durante pelo menos sessenta dias, por conta do aumento da capacidade instalada da indústria e da quebra de safra 2007/2008, tomamos a iniciativa de coordenar a primeira grande importação conjunta, em grande escala de castanha de caju da Nigéria e da Costa do Marfim, únicos países autorizados pelo Ministério da Agricultura a exportar castanha de caju para o Brasil. Muito embora não tenhamos atingido 100% dos nossos objetivos, fizemos acontecer. Entretanto, parcerias junto aos Ministérios envolvidos já foram iniciadas a fim de que os contratempos sejam lembrados como lições necessárias.

Asseguramos que a castanha de caju brasileira é inquestionavelmente nossa prioridade, mas entendemos que a importação é uma necessidade inadiável para que o Brasil possa aumentar a sua participação no mercado mundial, evitando assim que concorrentes que estão nooutro lado do mundo, como é o caso da Índia e do Vietnã, continuem importando grande parte da castanha do oeste africano, gerando emprego e renda nos seus países, enquanto nós continuamos como simples expectadores. Apesar de nossa expectativa não ter sido totalmente atingida, temos que reconhecer que a primeira grande importação conjunta de castanha de caju em 2008 foi um marco para a indústria de castanha de caju do Brasil. A semente está plantada.

Senhores e Senhoras,

Deixo a Presidência, que ficará em muito boas mãos, mas continuarei na diretoria colaborando e participando das decisões sobre os assuntos de interesse do SINDICAJU. Tenho plena confiança no meu sucessor Antonio Lúcio Carneiro, cuja competência, responsabilidade e lealdade pude testemunhar, durante vários anos e sei que ele tentará resolver na esfera política alguns problemas que afetam o nosso setor e que ainda carecem de solução definitiva.

Termino a minha gestão com o sentimento do dever cumprido, restando-me externar os meus agradecimentos a todos os que me ajudaram a desempenhar a contento os deveres e obrigações inerentes ao exercício do honroso cargo que me foi confiado, de Presidente do SINDICAJU.

Gostaria de agradecer em primeiro lugar aos companheiros de Diretoria, Antonio Lucio Carneiro e James Howard Beeny, cuja colaboração foi valiosa e essencial para o sucesso da nossa missão, agradecimentos que estendo também ao nosso colaborador Francisco Ferrer Bezerra.

Agradeço também a FIEC, nas pessoas dos seus dirigentes, cujo apoio durante toda minha gestão foi de fundamental importância.

Agradeço, sensibilizado, à confiança que em mim depositaram as empresas associadas, ao me elegerem por duas vezes para dirigir o sindicato da categoria, e que me deram o apoio necessário nos momentos de dificuldades.

Não poderia também deixar de agradecer aos colaboradores que com dedicação executam as tarefas internas do SINDICAJU, Maria Teresa, Roberta e Rodrigo Octavio.

Agradeço, finalmente, aos amigos que, direta ou indiretamente, tenham me apoiado no cumprimento da minha missão, e a todos os que aqui compareceram para prestigiar esta solenidade.

Antonio José Carvalho

 

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