:: 19.10.05 :: |
Universidade - uma reflexão |
Bruno Cals de Oliveira No último dia 05 de setembro, os professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) aprovaram o indicativo de greve proposto pela classe. A mesma história se repete há décadas: os professores e servidores entram em greve exigindo reajuste salarial e outras medidas por parte do Governo. De um lado estão os professores paralisados fazendo suas reivindicações. De outro está o Governo, demorando a fazer um diálogo realista e objetivo para encaminhamento de soluções para o problema. A lentidão nas negociações paralisa as atividades normais da universidade, provocando um prejuízo generalizado. Os professores além do desgaste emocional podem sofrer punições no atraso do pagamento dos salários, a exemplo das greves anteriores, estando sujeitos também, juntamente com os alunos, à adaptação de um novo calendário. Os estudantes são, em minha concepção, os maiores prejudicados. Àqueles que deveriam terminar o curso no final do ano, já não sabem mais quando o farão. Há exemplos que, por causa desse atraso, acabam perdendo uma oportunidade de iniciar uma pós-graduação ou, até mesmo, de ingressar no tão difícil e concorrido mercado de trabalho. Destaco a razão dos professores em entrarem de greve. Eles devem sim brigar pelos seus direitos, até mesmo pelo péssimo tratamento que a educação recebe no Brasil. Minha reflexão é de como tais reivindicações possam ser feitas sem que a universidade (alunos, professores e servidores) e, conseqüentemente a sociedade, todos sejam prejudicados. Recentemente tivemos também uma greve do INSS, onde os segurados foram prejudicados, e muito, com a paralisação. Noticia-se que mais de 4 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas e cerca de 100 mil pedidos de benefícios deixaram de ser encaminhados. Não existe outra forma de fazer essa negociação?
Como solucionar o problema sem paralisar os trabalhos e sem que todos
sejam prejudicados? |