A expectativa dos que fazem a UFC é de que, no próximo período administrativo, haja continuidade na interlocução e na conjugação de esforços entre a Fiec e o conjunto de instituições de ensino superior do nosso Estado, aí incluídas as públicas e as particulares
René Teixeira Barreira
Em seus 56 anos de existência, a Fiec tornou-se um referencial no cenário econômico do Ceará. Mais do que congregar lideranças da área industrial, a entidade abraçou a missão de impulsionar o progresso e atuar construtivamente em todos os setores da sociedade.
Foi assim que se cruzaram os caminhos da Federação das Indústrias e da Universidade Federal do Ceará, instituições que de há muito se tornaram parceiras, caminhando juntas numa série de empreendimentos de toda ordem. Daí o interesse da comunidade acadêmica com relação à nova gestão que há de instalar-se no palácio da Barão de Studart, ao cabo do processo sucessório que acontece nesta quinta-feira.
A expectativa dos que fazem a UFC é de que, no próximo período administrativo, haja continuidade na interlocução e na conjugação de esforços entre a Fiec e o conjunto de instituições de ensino superior do nosso Estado, aí incluídas as públicas e as particulares, posto que a todas correspondem imensas responsabilidades diante dos problemas que afligem a nossa gente.
O que desejamos é que se dê prosseguimento - e com igual dinamismo - às iniciativas que traduzem preocupação com a responsabilidade social e que têm levado o empresariado cearense a envolver-se em ações voltadas para o desenvolvimento social, sustentável e includente. O que gostaríamos de assistir é a uma continuidade dos esforços objetivando fortalecer o desenvolvimento científico e tecnológico do Ceará, uma trilha que a Universidade Federal desbravou e que hoje percorre a passos largos.
A Fiec, que nasceu sob o comando de Waldir Diogo, pouco antes de outro pioneiro, o Prof. Martins Filho, dar consistência ao projeto de uma Universidade em nosso Estado, encerra um ciclo extremamente produtivo, conduzido pelo empresário Jorge Parente. Foram anos de um rico diálogo com a UFC, que ensejou ações concretas e que apontou rumos para um sem número de novas e benéficas alianças. Não tenho dúvida de que, nas duas gestões sob a lúcida liderança de Jorge, a Fiec acelerou extraordinariamente o passo. E inaugurou o futuro.
RENÉ TEIXEIRA BARREIRA é reitor da UFC